Teoria geral da administraçÃO



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TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO - ESTUDO DE UMA EMPRESA

ES









TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO

CONTEÚDO DA APRESENTAÇÃO SOBRE UMA EMPRESA

DANIEL GIOVANNI ARMELIM - RA-4404908

EDSON JOSÉ MARQUINI - RA-4403939

FABIANA REGINA LOGLI ARMELIM - RA-4404907

MICHEL HENRIQUE DE CAMPOS - RA-4404658

PROFESSOR AURÉLIO HESS



INDICE


  1. INTRODUÇÃO

  2. EMPRESA ESCOLHIDA - GENERALIDADES

  3. HISTÓRICO DA EMPRESA

  4. MISSÃO E VALORES DA EMPRESA.

  5. SISTEMA DE GESTÃO

  6. ORGANOGRAMA DA EMPRESA

  7. MERCADOS

  8. PRODUTOS

  9. CLIENTES

  10. PROCESSO DE FABRICAÇÃO

  11. TEORIAS ADMINISTRATIVAS JÁ ESTUDADAS ENCONTRADAS NA EMPRESA

  12. CONCLUSÃO

  13. AGRADECIMENTOS

        1. INTRODUÇÃO

Uma das coisas de que mais nos apercebemos é que o mundo vem passando por constantes transformações. Nesse novo contexto, o que há de mais moderno hoje não passará de uma “quinquilharia” caída na obsolescência amanhã. Isso vale também para nossos conhecimentos. Aquilo que julgávamos ser suficiente para nos garantir uma vida digna e próspera por um bom tempo, passa a ser insuficiente quando nem bem estamos aplicando esses conhecimentos. Assim, é premissa que todos estejamos voltados para o aperfeiçoamento tão requisitado nos dias de hoje. O bom profissional de ontem, não deixou de ser bom hoje, porém o “status quo” de ontem passou a ser insuficiente, fazendo com que mesmo o bom profissional, se assumir uma postura de inércia, seja devorado por aqueles que não se acomodaram com posições que já haviam conquistado. Mas, diante desse universo quase antropofágico das mudanças e da busca pelo conhecimento, estudar administração se torna um grande prazer e um grande desafio. Grande prazer por nos permitir ter contato com pensamentos diversos, antagônicos e complementares, que fizeram com que a indústria mundial saísse da desorganização e das condições sub-humanas, para se tornar a mola propulsora da sociedade, nos levando ao novo milênio com uma gama de novidades assustadora. Grande desafio, porque como futuros administradores, deveremos sair também da inércia e do comodismo para criar novas formas de se administrar, não sendo somente seguidores de receitas já prontas, mas desbravadores de novas atitudes para lidar com os também novos problemas que a evolução, ou melhor, a revolução tecnológica nos impõe. Como já diria o provérbio antigo: “A pessoa esperta aprende com os próprios erros, a pessoa sábia, porém, aprende com os erros dos outros”. Nós queremos ser bem mais do que simples espertos, queremos ser administradores sábios, coerentes, justos e inovadores e, esperamos conseguir isso também com o auxílio desta instituição de ensino.

É com esse espírito que elaboramos esse trabalho, escolhendo uma empresa de grande porte em nível regional, com estruturas administrativas sólidas e com grande contribuição a dar para todos nós, aspirantes a administradores de empresas. Pedimos desde já desculpas pelo nosso eventual amadorismo em alguns assuntos, mas procuramos dentro de nossas limitações, realizar o melhor trabalho possível, a fim de proporcionar aos que com ele tiverem contato, algum proveito didáticor. Boa leitura!

        1. EMPRESA ESCOLHIDA




Razão Social:

Isoladores Santana S.A.


Localização:

Pedreira – SP.


Fundação:

1941


Ramo de Atividade:

Indústria de Isoladores de Porcelana para Fins Elétricos


Faturamento anual:

R$90.000.000,00


Número de Funcionários:

1100


Capacidade Produtiva:

1750 toneladas mensais de isoladores, distribuídas em 3 unidades de fabricação.


Tipo de Empresa:

Sociedade Anônima com capital fechado




        1. HISTÓRICO DA EMPRESA

A Isoladores Santana S.A., localizada em Pedreira – SP – Brasil, teve seu início em 1941, com a empresa Flamínio Maurício e Cia, fundada pelos sócios Flamínio Maurício, Joaquim Carlos e José Correia. Seu propósito era fabricar e comercializar porcelanas decorativas e domésticas, mas logo percebeu que a II Guerra Mundial havia imposto dificuldades para importação de produtos da Europa. Foi o momento certo para iniciar a fabricação de isoladores de porcelana, tão necessários para o desenvolvimento do setor elétrico brasileiro. A partir de 1943, com a entrada dos sócios Adelino dos Santos Gouveia e Horácio Lopes, sendo o último especialista na fabricação de isoladores de porcelana, definiu-se o sistema de negócios da empresa até os dias atuais. Em 1944 a razão social da empresa foi alterada para Cerâmica Santana S.A.

Motivada por sonhos e desejos de crescimento, a Santana, não satisfeita com o domínio do processo de fabricação de isoladores para baixa e média tensão, e também para alcançar novos mercados, necessitou ampliar seus conhecimentos para permitir a fabricação de isoladores de alta tensão. Assim sendo, nos anos 60 foi firmada parceria para transferência de tecnologia com as empresas Locke Insulators – USA (na época pertencente ao grupo General Eléctric), para fabricação de isoladores tipo pedestal e discos, utilizados em subestações e linhas de transmissão. Ainda nesta década, a Santana adquiriu do grupo Nadir Figueiredo, as instalações da Porcelana Santa Rita, onde fundou a Porcelana Veracruz S.A. para a fabricação de porcelana doméstica e alguns tipos de isoladores de baixa e média tensão. A partir de 2001 a Veracruz foi incorporada pela Santana (sendo agora chamada de Unidade III), passando a produzir apenas isoladores para fins elétricos.

Em 1977, a Santana estruturou seu departamento comercial e as exportações, que eram ocasionais, começaram a ter um crescimento gradual, atingindo 40% de seu volume produtivo. Atualmente mais de 40 países utilizam Isoladores Santana.

Para atender o mercado de extra-alta tensão, a Santana firmou em 1978, uma parceria com a empresa Vitor Insulators - USA em iniciou a fabricação de Isoladores suporte “tipo Multicone” utilizados em seccionadoras e barramentos de até 800 kV em corrente alternada e 600 kV em corrente contínua. Hoje, a empresa já tem em campo mais de 50.000 multicones, a maioria acima de 230 kV instalados em subestações brasileiras.

Em 1982, inaugurou a Unidade II, com alta tecnologia adquirida junto a CERAM Consult Langhental – Suíça, iniciando a fabricação de suportes de núcleo sólido e de buchas de grandes dimensões e alta resistência mecânica. Isto possibilitou a nacionalização de muitos equipamentos elétricos até então importados, que fizeram com que o Brasil se tornasse pólo mundial de fabricação de alguns deles.

Consciente da necessidade de melhor atender as exigências dos clientes, em 1989 a Santana reestruturou seu Sistema de Garantia da Qualidade, baseando-se nas normas Canadenses. Em 1996, obteve a Certificação ISO-9002 e atualmente possui a certificação ISO-9001 integrada para todas as unidades.

Em 1993, objetivando também a fabricação de isoladores poliméricos, a Cerâmica Santana teve sua razão social alterada para Isoladores Santana S.A. e outras parcerias surgiram a partir de 1994, propiciando a fabricação de isoladores compostos poliméricos tipo suspensão para distribuição e transmissão até 138 kV.

Parceiras ainda virão, sempre objetivando o atendimento das necessidades e anseios dos nossos clientes.

O ano de 2001 ficou marcado pela comemoração do sexagésimo aniversário da Santana, com início de novas perspectivas de desenvolvimento contínuo e fortalecimento da competitividade no mercado globalizado. É neste cenário de elevada concorrência que a empresa pretende permanecer, servindo-se de um sistema de gestão forte, onde a participação de pessoas comprometidas com a empresa é fundamental para atender sua “missão”. Acreditando sempre que a satisfação de nossos clientes determinará nosso futuro, faremos disto, reconhecidamente nosso ponto forte.



A Santana possui em seu cadastro mais de 10000 tipos de isoladores com formato diferente. Para simbolizarmos este sexagésimo aniversário, foi escolhido o isolador tipo pilar de porcelana, por ser considerado o isolador da década. Os isoladores pilar marcaram a década de 90 pela confiabilidade que propiciaram as linhas de distribuição com eles instalados. Este isolador fabricado em núcleo sólido, de característica imperfurável, permitiu que todas as concessionárias que o utilizaram, em substituição ao isolador pino, uma redução significativa (entre 30 e 70%) nos índices DEC/FEC, redução de perdas por interrupções e uma considerável economia com a redução da manutenção. A COPEL, a ELETROPAULO e a CELESC foram as empresas pioneiras na utilização em grande escala destes isoladores no Brasil,

        1. MISSÃO E VALORES DA EMPRESA


MISSÃO
“Prover soluções em isoladores elétricos para o mercado mundial, satisfazendo a todas as partes interessadas – clientes, acionistas, funcionários, fornecedores, comunidade e governo”.
VALORES


  • CLIENTES: Acreditamos que a satisfação de nossos clientes determina a nossa existência futura. Forneceremos soluções de qualidade superior que nos diferenciarão de nossos concorrentes, tornando-nos assim, fornecedor preferencial.

  • ACIONISTAS: A satisfação dos acionistas é a medida final para avaliarmos a nossa eficiência e eficácia. Estaremos empenhados em atender e superar as exigências do mercado e desta forma sermos bem sucedidos como empresa, propiciando um adequado retorno do capital aos acionistas e assegurando sua existência a longo prazo.

  • FUNCIONÁRIOS: Acreditamos que os funcionários são a força do nosso negócio. Todos os nossos funcionários têm direito à dignidade, respeito, reconhecimento, desenvolvimento, benefícios e compensação justa. As suas contribuições e seu crescimento pessoal devem ser estimulados, num ambiente de trabalho em que os times de trabalho sejam enfatizados, a educação e treinamento sejam processos contínuos de desenvolvimento e a segurança e a saúde ocupacional, sejam preocupação prioritária.

  • COMUNIDADE: Somos parte da comunidade e deveremos ter atitude pró-ativa em seu benefício. Atuaremos na defesa, conservação e melhoria contínua do meio ambiente, bem como na prevenção a riscos ou danos a terceiros.

  • ÉTICA E MORAL: Os nossos trabalhos devem ser guiados por uma conduta ética de confiança e de integridade. Devemos construir e perpetuar nosso negócio, com base na ética, confiança e integridade em nossas relações com as pessoas e as entidades.

  • MELHORIA CONTÍNUA: A melhoria contínua é essencial para o nosso sucesso.
    Devemos nos empenhar pela excelência em tudo o que fazemos: em nossos produtos, serviços e relações humanas.

  • VISÃO SISTÊMICA: Reconhecemos que o sucesso da Santana está associado a satisfação de todas as partes interessadas. O nosso trabalho deve visar o equilíbrio dos interesses dos clientes, acionistas, funcionários, comunidade e governo.

        1. SISTEMA DE GESTÃO

A empresa adota as premissas da Gestão pela Qualidade Total. Com a introdução de programas como o 5S, os ciclos de PDCA e SDCA, descrição dos negócios das UGB’s (Unidades Gerenciais Básicas), bem com algumas das 7 ferramentas da qualidade, a empresa procura atingir a máxima do GQT (Faça certo da primeira vez!).


A empresa é certificada na ISO-9001 pela BVQI (Bureau Veritas Quality International). Atualmente seu certificado ainda está na versão antiga da norma (1994), porém toda a sistemática está sendo estruturada para a migração para a versão 2000 da norma e isto deverá ocorrer ainda neste ano.
A empresa iniciou também um processo de enquadramento nas normas de gestão ambiental, visando num futuro próximo estar conseguindo o certificado ISO-14000. Para isso, a empresa re-estruturou o seu Departamento de Garantia da Qualidade (DGQ) e o transformou no Departamento de Gestão Ambiental e Qualidade (DGAQ), onde já se iniciou a coleta das matrizes de aspectos e impactos ambientais dos seus processos, objetivando a adequação a legislação ambiental. Para isso, revisou-se também a antiga Política da Qualidade, transformando-a em Política da Qualidade e Meio Ambiente, como segue:

“Satisfazer os clientes e demais partes interessadas, fornecendo soluções em produtos e serviços com processos que garantam:



  • Qualidade especificada;

  • Preço competitivo;

  • Prazo de entrega;

  • Cumprimento da legislação e normas vigentes e aplicáveis

  • Respeito ao meio ambiente, atuando na prevenção da poluição e utilização racional dos recursos naturais;

  • Conscientização das pessoas quanto a qualidade e responsabilidade para com o meio ambiente;

Para concretização dessa política, a empresa busca permanentemente a melhoria contínua da eficácia do sistema de gestão do negócio, utilizando a filosofia e metodologia da gestão pela qualidade total.”
Está também em curso o alinhamento das atividades da empresa com os critérios de excelência do PNQ (Prêmio Nacional da Qualidade) da FPNQ (Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade), da qual o Diretor Superintendente da Isoladores Santana, Dr. Yocito Fukuda, faz parte como membro da banca examinadora do PNQ.

        1. ORGANOGRAMA DA EMPRESA

Abaixo, segue organograma administrativo da empresa:



As funções constantes das caixas em cor vermelha são as funções estratégicas, as funções constantes das caixas em cor amarela, são as funções táticas e as funções constantes nas caixas verdes, são as funções operacionais.



        1. MERCADOS

Do total de seu faturamento, a empresa exporta 35%, ficando 65% para atendimento do mercado interno. No mercado interno, os principais segmentos compradores são:



  • Equipamentos: Empresas montadoras de equipamentos para subestações e afins, respondendo por 57% do montante das vendas feitas para o mercado interno. Como exemplo das empresas fabricantes de equipamentos temos: Delmar, Siemens, ABB, Alstom, entre outras;

  • Concessionárias: Antigas estatais do setor elétrico, respondendo por 33% do montante das vendas feitas para o mercado interno. Como exemplos de concessionárias temos: ELMA, COELBA, CERJ, CELESC, entre outras;

  • Outros: Demais empresas compradoras que não se enquadram nas duas classificações anteriores. Respondem por 10% do montante das vendas feitas para o mercado interno.

No mercado externo, os principais compradores são:

  • América Latina: Principalmente Argentina, Chile e México como grandes compradores, respondendo por 55% do montante total das exportações;

  • EUA: Através de um distribuidor, são atingidos vários clientes nos EUA, respondendo por 33% do montante de exportações;

  • Demais países: Aqui são citados os que não pertencem as classificações anteriores, com destaque para Canadá, Espanha, Austrália, Itália e Irlanda, respondendo por 12% do montante das exportações.

        1. PRODUTOS

Como já foi dito no histórico da empresa, a Santana possui em seu cadastro mais de 10000 tipos de isoladores diferentes, sendo estes agrupados nos grupos abaixo:



  • Isoladores Baixa tensão para distribuição: Aqui, enquadram-se os isoladores para baixa tensão como Roldanas, BT’s e Castanhas.

  • Isoladores tipo Pino: Utilizados principalmente para distribuição, também para transmissão.

  • Isoladores tipo Disco: Utilizados para transmissão e distribuição, basicamente possuem 3 medidas diferentes: 6”, 10” e 10” anti poluição, sendo o primeiro para distribuição e os demais para transmissão de energia elétrica;

  • Isoladores tipo Multicorpo: Formados por colunas de cones individuais, são utilizados em equipamentos para suportar tensões de até 800kV em corrente alternada;

  • Isoladores tipo Pedestal: Utilizados principalmente para transmissão de energia elétrica;

  • Isoladores tipo Station Post: Utilizados em equipamentos, são substitutos dos isoladores tipo Multicone;

  • Isoladores tipo Pilar: Utilizados para transmissão e distribuição, são substitutos dos isoladores tipo Pino;

  • Isoladores tipo Bucha: Utilizados principalmente em transformadores.

  • Isoladores especiais: Com até 4 metros de altura, são utilizados em equipamentos especiais para extra-alta tensão;

  • Isoladores Poliméricos: Utilizados para transmissão e distribuição, são substitutos dos isoladores tipo Disco;

        1. CLIENTES

Dentre todos os segmentos de mercado e países compradores, os principais clientes são:



  • ELMA – Eletricidade de São Paulo S.A.;

  • COELBA – Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia;

  • FURNAS – Centrais Elétricas S.A.;

  • CEMIG – Companhia Energética de Minas Gerais;

  • ABB – Asea Brown Boveri Ltda.

  • Siemens S.A.

  • Alstom Brasil Ltda.

  • Hydro Quebec – Canadá

  • Inael – Espanha

  • UTE – Uruguai

  • AK POWER – Austrália

  • Cooper Power - EUA

        1. PROCESSO DE FABRICAÇÃO

Abaixo, os principais processos de fabricação de isoladores:



  • RECEBIMENTO E SEPARAÇÃO: Neste processo as principais matérias primas: Caulim, argila, feldspato, quartzo e alumina, são descarregadas e analisadas para posterior utilização;

  • MOAGEM: Nesta etapa do processo é feita a mistura das matérias primas nas proporções estabelecidas com o auxílio de tambores que proverão a homogeneização dos componentes;

  • FILTRO-PRENSAGEM: A massa proveniente da etapa anterior do processo (na forma líquida) é filtrada em lonas que a transformarão em placas sólidas de massa;

  • EXTRUSÃO: As placas de massa filtro prensada são quebradas e colocadas na extrusora, de onde sairão na forma de cilindros de massa, maciços ou vazados;

  • USINAGEM E CONFORMAÇÃO: Os cilindros de massa sofrerão uma usinagem, com auxílio de ferramental específico, onde receberão seu perfil final;

  • ESMALTAÇÃO: As peças usinadas são mergulhadas em esmalte, para receber a coloração final (cinza, marrom ou branca). O esmalte é de suma importância para resistência mecânica e escoamento elétrico das peças;

  • QUEIMA: As peças esmaltadas sofrerão um queima para que a porcelana assuma seu estado final com as características isolantes necessárias para o bom atendimento das normas de isolamento elétrico e carga mecânica;

  • ENSAIOS FINAIS: As peças passam por rigorosas inspeções visuais, elétricas e mecânicas, para verificar se estão dentro das especificações requeridas;

  • EMBALAGEM E EXPEDIÇÃO: As peças aprovadas nos ensaios finais são acondicionadas em caixas de madeira ou papelão e, em seguida são colocadas em pallets, para posterior carregamento e envio para o seu destino final.




        1. TEORIAS ADMINISTRATIVAS JÁ ESTUDADAS ENCONTRADAS NA EMPRESA

Neste item estaremos citando as teorias administrativas que puderam ser observadas na empresa pelo nosso trabalho:


ADMINSTRAÇÃO CIENTÍFICA: Bem representada pela divisão do trabalho, pela presença do departamento de racionalização industrial e pelos procedimentos de trabalho, que visam todos o “the best way” salientado por Taylor. A empresa, porém não trabalha com pagamento de salários vinculados ao nível máximo de produtividade, todavia, estabelece níveis mínimos de produção para cada atividade, níveis esses que são acompanhados pelos responsáveis por cada setor de trabalho.

ADMINISTRAÇÃO CLÁSSICA: Também representada pela divisão de trabalho nos níveis administrativos (também com procedimentos de trabalho), pela presença da hierarquia, dos princípios de autoridade e responsabilidade, centralização das decisões e da busca pela prevalência dos interesses gerais.

ESCOLA DAS RELAÇÕES HUMANAS: Presente nas pesquisas de clima organizacional no canal de comunicação chamado de RH responde (aberto a todos os funcionários sem a obrigatoriedade de se identificarem), no trabalho social realizado pela Assistente Social da Empresa, pelos Benefícios concedidos pela empresa, como convênio médico, convênio farmácia, concessão de adiantamentos, etc. Bem como também pela constante busca da melhoria do ambiente de trabalho junto aos funcionários;

BUROCRACIA: Presente nos procedimentos formais da empresa, na busca pela promoção meritocrática dos funcionários, na racionalidade e na hierarquia;

BEHAVIORISMO: Presente na busca pela liderança (recentemente a empresa iniciou um programa de desenvolvimento de suas lideranças através da ferramenta MBTI). O A empresa possui também uma comissão para participação nos lucros e resultados, formada por funcionários e que negocia a cota de participação nos resultados da empresa.

ESTRUTURALISMO: Com certeza a submissão do indivíduo à socialização está implícita na organização, existem também os conflitos inevitáveis, onde se busca minimizá-los, novamente a hierarquia instaurada é evidência de mais essa teoria científica, além, dos incentivos mistos que a empresa procura proporcionar, com educação para seus funcionários, através do programa de treinamento, a biblioteca da empresa aberta aos funcionários, o PLR, os convênios, o sistema de premiação das idéias (SIM), o sistema de avaliação e premiação do 5S, entre outros incentivos da empresa.

TEORIA DOS SISTEMAS: Bastante evidenciada na empresa, a final a visão sistêmica é salientada nos valores da empresa. Nos ciclos de Planejamento Estratégico (feitos pela empresa) todas as ações são analisadas também pela sua repercussão nas demais partes do todo. Existe claramente o homem funcional (sujeito ao julgamento pela função desempenhada), a busca pelo equilíbrio integrado e pelo estado estável.

DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL: Um exemplo bastante marcante na empresa foi a estratégia elaborada para uma de suas unidades, onde após todo um estudo, optou-se por abandonar uma linha de produtos (porcelana doméstica) para se dedicar exclusivamente à fabricação de isoladores;




        1. CONCLUSÃO

O estudo de uma empresa, o nosso contato com a realidade das instituições fora do ambiente escolar, pôde nos proporcionar um aprendizado muito valioso. Poder enxergar na prática aquilo que estamos vendo em sala de aula é bastante estimulante, fazendo-nos perceber o quão importante é a disciplina que estamos estudando e permitindo-nos vislumbrar quanto trabalho teremos pela frente, após a conclusão do nosso curso. Fomos especialmente privilegiados em virtude de em nosso grupo, 3 dos 4 membros trabalharem na empresa estudada, o que facilitou bastante a obtenção de informações e dados, já que a Empresa não nos impôs quaisquer restrições (além é claro das informações sigilosas) na obtenção e na cessão de materiais para o enriquecimento de nosso trabalho. Embora consideremos o nosso produto final (trabalho) simples, este nos foi extremamente útil, fazendo com que abríssemos um pouco mais nossas mentes e nos interessássemos ainda mais por Administração de empresas.

Particularmente falando da Isoladores Santana, esta foi o campo ideal para nossos estudos, pois por se tratar de uma empresa de grande porte (em nível regional) nos fez ter contato com uma série de meandros e estruturas que não encontraríamos facilmente em outra empresa de nossa região. Foi extremamente prazeroso a confecção deste trabalho.


        1. AGRADECIMENTOS

Gostaríamos de deixar registrados aqui alguns agradecimentos a pessoas que de alguma forma contribuíram para a realização de nosso trabalho:


Ao Dr. Yocito Fukuda (Diretor Superintendente) e ao Sr. Dalton T. A. Gumerato (Gerente de Operações Industriais) por gentilmente terem nos autorizado a realizar o trabalho nas dependências da empresa, não nos privando de quaisquer informações;
Ao Sr. Celso Sertório (SAC), por ter nos cedido alguns materiais que nos foram de grande valia (inclusive o histórico da empresa que está no início deste trabalho cuja autoria é sua);
Ao Departamento de Informática, que nos auxiliou a conseguir mais megabytes para podermos receber todas as figuras de que necessitamos para a boa realização do trabalho;
Ao professor Aurélio Hess por ter nos proporcionado a oportunidade de termos contato e sentir a realidade empresarial na pele, o que com certeza, em muito contribuirá para o nosso futuro profissional.

FIA – Faculdades Integradas de Amparo




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