Termo de referência especificaçÃo técnica conectores tipo cunha para cabos de cobre e de alumínio



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AQUISIÇÃO DE MATERIAIS DE REDE DE DISTRIBUIÇÃO PARA SUBSTITUIÇÃO DE TRONCO.
LOTE II - CONECTORES TIPO CUNHA E FERRAMENTA DE APLICAÇÃO DE CONECTORES PARA CABO DE ALUMÍNIO.



TERMO DE REFERÊNCIA

ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA

CONECTORES TIPO CUNHA PARA CABOS DE COBRE E DE ALUMÍNIO

Objetivo


Esta Especificação estabelece os critérios e as exigências técnicas mínimas aplicáveis à fabricação e ao recebimento de conectores tipo cunha, em liga de alumínio, para cabos de alumínio utilizados no sistema elétrico, compreendendo redes primárias e secundárias ou em ramais de ligação de unidades consumidoras. Estão ainda incluídos no escopo de fornecimento cartuchos e ferramentas para aplicação de conectores tipo cunha, nos tipos e quantidades descritos no item 3.1 dessa Especificação.

Norma de referência

Nos pontos não cobertos por esta Especificação, prevalecem as exigências da ABNT aplicáveis aos conectores aqui especificados e às matérias primas com as quais são fabricadas.

Referências

Legislação Federal


Constituição da República Federativa do Brasil - Título VIII: Da Ordem Social - Capítulo VI: Do Meio Ambiente.

Normas técnicas


ABNT-NBR 5370 - Conectores de cobre para condutores elétricos em sistemas de potência Especificação
ABNT-NBR 11788 - Conectores de alumínio para ligações aéreas de condutores elétricos em sistemas de potência – Especificação
ABNT-NBR 5426 - Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos -

Procedimento


ABNT-NBR 5474 - Conector elétrico - Terminologia
ABNT-NBR 6564 - Graxa lubrificante - Determinação do ponto de gota - Método de ensaio
ABNT-NBR 7875 - Instrumentos de medição de radiointerferência na faixa de 0,15 a 30 MHz (padrão CISPR) - Padronização
ABNT-NBR 7876 - Linhas e equipamentos de alta tensão - Medição de radiointerferência na faixa de 0,15 a 30 MHz - Método de ensaio
ABNT-NBR 8096 - Material metálico revestido e não-revestido - Corrosão por exposição ao dióxido de enxofre

NOTAS:


1) Devem ser consideradas aplicáveis as últimas revisões dos documentos listados anteriormente, na data da abertura da Licitação.

2) É permitida a utilização de normas de outras organizações desde que elas assegurem qualidade igual ou superior à assegurada pelas normas mencionadas e que não contrariem esta Especificação. Se forem adotadas, elas devem ser citadas nos documentos da proposta e, caso a Contratante julgue necessário, o proponente deve fornecer uma cópia.

3) Todos os documentos citados como referência devem estar à disposição do inspetor da Contratante no local da inspeção.

Definições


Para os efeitos desta Especificação, são adotadas as definições da ABNT-NBR 5370 e da ABNT-NBR 5474.

Quantidades e principais características dos conectores tipo cunha, cartuchos e ferramentas de aplicação:





Tabela1



Tabela 2


Tabela 3
Notas para as tabelas de números 1, 2 e 3:

  1. Os conectores devem ser confeccionados em liga de Alumínio, conforme indicado na tabela acima;

  2. Todos os conectores devem permitir conexões entre cabos de alumínio CA, ou CAA sólidos ou encordoados, podendo ainda, serem aplicados em conexões bimetálicas;

  3. Todos os conectores devem ser fornecidos com pasta antioxidante e com os respectivos cartuchos de aplicação/instalação na mesma embalagem do conector. Além dos cartuchos que devem acompanhar cada um dos conectores, está também incluído no escopo dessa especificação o fornecimento de cartuchos avulsos, e as ferramentas para aplicação dos conectores, nas quantidades e com as características acima descritas.

  4. As ferramentas para aplicação dos conectores deverão ser fornecidas pelo mesmo fabricante dos conectores e cartuchos, em lote único, a fim de que se possa garantir a eficiência das conexões;

  5. Além dos tipos comerciais acima referenciados também os conectores a seguir relacionados (ou tipos similares a eles, de outros fornecedores) podem ser referenciados:

    • Tipo AMPACT (conectores de alumínio)

    • Tipo CADC (conectores de alumínio) e tipo CDC com estribo, todos da INTELLI.

  6. Os conectores deverão ser fornecidos com gravação em baixo relevo do código da concessionária e a embalagem plástica com etiqueta adesiva com esta mesma identificação.

  7. Deverão ser respeitadas as combinações otimizadas dos conectores apresentadas acima, como forma de diminuir a quantidade de referencias a serem fornecidas.

Condições gerais

Geral

As exigências das normas da ABNT devem ser atendidas nos pontos não cobertos por esta Especificação.

Nos pontos desta Especificação em que as normas da ABNT forem omissas, e somente nesses pontos, devem prevalecer as exigências das normas ANSI/NEMA CC1, ANSI/UL 486A e ANSI/UL 486B.

Dados técnicos

O proponente deve atender às exigências comerciais da Contratante e enviar, juntamente com a sua proposta, os dados técnicos constantes do Anexo 1.

Identificação

Todos os tipos de conectores abrangidos por esta Especificação devem ser marcados de forma legível e indelével, fora da área de contato elétrico, com as seguintes informações:


a) nome e/ou marca comercial do fabricante;

b) código da concessionária Amazonas Energia;

c) indicação da gama de condutores (fios, cabos) aos quais os conectores se aplicam;
NOTA: Os condutores devem ser identificados pelo material utilizado e pela respectiva seção nominal, em mm2, acrescentando-se entre parêntesis, no caso de fios e cabos de alumínio, a respectiva bitola em AWG ou MCM.

d) mês e ano de fabricação.


Treinamento

O fornecedor dos conectores e ferramentas de aplicação devera fornecer treinamento teórico e prático, com duração mínima de 24 horas-aulas;

O referido treinamento deverá ser ministrado por profissional capacitado e habilitado pelo fabricante dos equipamentos fornecidos;

Todos os recursos didáticos necessários para o treinamento, inclusive cópias dos recursos audiovisuais eventualmente utilizados, deverão ser providenciados pela CONTRATADA em quantidade adequada para cada participante;

O treinamento julgado como insuficiente para cumprimento dos objetivos desejados deverá ser complementado ou repetido sem ônus adicionais.

A contratada será responsáveis pelos custos referentes ao instrutor, material didático, estadia e deslocamento dos equipamentos e demais despesas com o treinamento.


Acondicionamento

Os conectores devem ser embalados conforme as exigências constantes dos documentos comerciais de compra da Contratante.

Externamente, os volumes que constituem tanto as embalagens finais como as unitárias, devem ser identificados de forma legível e indelével com as seguintes informações:

a) nome e/ou marca do fabricante;

b) identificação (descrição) completa do conteúdo, incluindo número de catálogo do produto;

c) quantidade do material na embalagem;

d) destinatário (a ser definido no Pedido de Compra);

e) número do Pedido de Compra;

f) local de entrega;

h) massas líquidas e brutas do volume, em quilogramas;

i) outras informações exigidas no Pedido de Compra.

Garantia


O fornecedor deve dar garantia de 18 meses a partir da data de fabricação, ou de 12 meses após a data de início de utilização, prevalecendo o que ocorrer primeiro, contra qualquer defeito de material ou fabricação dos conectores aprovados e recebidos pela Contratante.
NOTA: A garantia contra defeitos provocados por deficiência(s) de projeto do conector deve prevalecer por prazo indeterminado.

Meio ambiente

Os fabricantes e fornecedores devem cumprir rigorosamente, em todas as etapas da fabricação, do transporte e do recebimento dos conectores a legislação ambiental em vigor no país e as demais legislações federais, estaduais e municipais aplicáveis.

A Contratante poderá verificar nos órgãos oficiais de controle ambiental a validade das Licenças de Operação das unidades industriais do fornecedor e dos seus subfornecedores.

Condições específicas

Características construtivas


Os conectores devem:
a) ser fabricados com materiais que suportem as condições elétricas, mecânicas, químicas e térmicas a que serão submetidos em uso;

b) apresentar superfícies de contato uniformes, lisas, fiéis à forma dos condutores a que se destinam e livres de quaisquer imperfeições, tais como quinas vivas nas bordas de contato, fendas ou rebarbas;

c) ter valores de tensão de início e de extinção de corona visual iguais ou maiores que 110% da tensão nominal para a qual os conectores foram projetados;

Material

As partes condutoras dos conectores devem ser fabricadas em liga de alumínio, conforme o tipo do condutor indicado na tabela do item 3.1.

Os materiais das partes condutoras dos conectores devem ter, para a média das amostras submetidas ao ensaio de verificação da condutividade, os seguintes valores mínimos de condutividade, a 20°C:





Tipo de material

Condutividade - % IACS -Valores mínimos (Nota 2)

Alumínio (EC grade) (Nota1)

60

Liga de alumínio

35

NOTAS:


1) EC grade: Electrical conductor grade (Grau ou nível de condutor elétrico).

2) Para qualquer amostra admite-se uma redução de até 2% IACS, a 20°C, nas condutividades dos materiais citados anteriormente.


Pasta antioxidante


A pasta antioxidante aplicada nos conectores cunha a serem fornecidos, ou para utilização na instalação das conexões no sistema elétrico, deve apresentar as seguintes características:

a) ser insolúvel em água, não tóxica e resistente à atmosfera industrial;

b) ter ponto de gota mínimo de 170°C;

c) ter ponto de fulgor superior a 200°C;

d) ter grau de penetração 290/10 mm;

e) suportar, sem alterar suas características físico-químicas, uma variação térmica entre os limites de -5°C a +100°C, permanecendo em cada limite por 1 hora;

f) ter partículas de zinco em suspensão, com concentração mínima de 20% em peso;

g) não apresentar cromato tetrabásico de zinco em sua composição


Inspeção

Geral

A inspeção compreende a execução de todos os ensaios de recebimento exigidos nessa especificação, ou seja, os de rotina, os especiais e os de tipo (os dois últimos quando exigidos pela Contratante no Pedido de Compra).

Se exigidos, os ensaios de tipo e especiais devem atender aos seguintes requisitos:


a) ser realizados em laboratório de instituição oficial ou no laboratório do fornecedor desde que, nesse último caso, tenha sido previamente aceito pela Contratante;

b) ser aplicados, em qualquer hipótese, em amostras escolhidas aleatoriamente e retiradas da linha normal de produção pelo inspetor da Contratante ou por seu representante legal;

c) ser acompanhados, em qualquer hipótese, pelo inspetor da Contratante ou por seu representante legal.

De comum acordo com a Contratante, o fornecedor poderá substituir a execução de qualquer ensaio de tipo pelo fornecimento do relatório do mesmo ensaio, desde que executado em material idêntico ao ofertado, sob as mesmas condições de ensaio, e que atenda aos requisitos de 6.1.2.

A Contratante se reserva o direito de efetuar os ensaios de tipo para verificar a conformidade do material com os relatórios de ensaio exigidos com a proposta.

O fornecedor deve dispor de pessoal e aparelhagem, própria ou contratada, necessária à execução dos ensaios (em caso de contratação, deve haver aprovação prévia da Contratante).

A Contratante se reserva o direito de enviar inspetor devidamente credenciado com o objetivo de acompanhar qualquer etapa de fabricação e, em especial, presenciar os ensaios.

O fornecedor deve possibilitar ao inspetor da Contratante livre acesso a laboratórios e aos locais de fabricação e de acondicionamento.

O fornecedor deve assegurar ao inspetor da Contratante o direito de familiarizar-se, em detalhe, com as instalações e os equipamentos a serem utilizados, estudar as instruções e desenhos, verificar calibrações, presenciar os ensaios, conferir resultados e, em caso de dúvida, efetuar nova inspeção e exigir a repetição de qualquer ensaio.

O fornecedor deve informar à Contratante, com antecedência mínima de 10 dias úteis a data em que o material estará pronto para inspeção.

O fornecedor deve apresentar, ao inspetor da Contratante, certificados de calibração dos instrumentos de seu laboratório ou do contratado a serem utilizados na inspeção, nas medições e nos ensaios do material ofertado, emitidos por órgão homologado pelo INMETRO. A periodicidade máxima dessa calibração deve ser de um ano. Períodos diferentes do especificado poderão ser aceitos, mediante acordo prévio entre a Contratante e o fornecedor.

NOTA: Os certificados de calibração devem conter, preferencialmente, as seguintes informações:

a) descrição do instrumento calibrado;

b) procedimento adotado para calibração;

c) padrões rastreáveis;

d) resultados da calibração e a incerteza de medição;

e) data da realização da calibração;

f) data prevista para a próxima calibração;

g) identificação do laboratório responsável pela calibração;

h) nome legível e respectiva assinatura do executante da calibração;

i) nome legível e respectiva assinatura do responsável pelo laboratório de calibração.

Todas as normas técnicas, especificações e desenhos citados como referência devem estar à disposição do inspetor da Contratante, no local da inspeção.

Os subfornecedores devem ser cadastrados pelo fornecedor sendo este o único responsável pelo controle daqueles. O fornecedor deve assegurar à Contratante o acesso à documentação de avaliação técnica referente a esse cadastro.

A aceitação do lote e/ou a dispensa de execução de qualquer ensaio:


a) não eximem o fornecedor da responsabilidade de fornecer o material de acordo com os requisitos desta Especificação;

b) não invalidam qualquer reclamação posterior da Contratante a respeito da qualidade do material e/ou da fabricação.


Em tais casos, mesmo após haver saído da fábrica, o lote pode ser inspecionado e submetido a ensaios, com prévia notificação ao fornecedor e, se necessário, em sua presença. Em caso de qualquer discrepância em relação às exigências desta Especificação, o lote pode ser rejeitado e

sua reposição será por conta do fornecedor.


A rejeição do lote em virtude de falhas constatadas nos ensaios não dispensa o fornecedor de cumprir as datas de entrega prometidas. Se, na opinião da Contratante, a rejeição tornar impraticável a entrega do material nas datas previstas, ou se tornar evidente que o fornecedor não será capaz de satisfazer as exigências estabelecidas nesta Especificação, a Contratante se reserva o direito de rescindir todas as suas obrigações e de obter o material de outro fornecedor. Em tais casos, o fornecedor será considerado infrator do contrato e estará sujeito às penalidades aplicáveis.

Todas as unidades de produto rejeitadas, pertencentes a um lote aceito, devem ser substituídas por unidades novas e perfeitas, por conta do fornecedor, sem ônus para a Contratante.


Tais unidades correspondem aos valores apresentados na coluna “Ac” da Tabela 2 .

NOTA: No caso de conectores aparafusados, os lotes devem ser fornecidos com parafusos adicionais, de acordo com a amostragem da Tabela 2.


O custo dos ensaios de rotina deve ser por conta do fornecedor.

A Contratante se reserva o direito de exigir a repetição de ensaios em lotes já aprovados.

Nesse caso, as despesas serão de responsabilidade:

a) da Contratante, se as unidades ensaiadas forem aprovadas na segunda inspeção;

b) do fornecedor, em caso contrário.


Os custos da visita do inspetor da Contratante (de locomoção, hospedagem, alimentação, homem-hora e administrativo) correrão por conta do fornecedor nos seguintes casos:


a) se o material estiver incompleto na data indicada na solicitação de inspeção;

b) se o laboratório de ensaio não atender às exigências de 6.1.5, 6.1.10 e 6.1.11;

c) se o material fornecido necessitar de acompanhamento de fabricação ou inspeção final em subfornecedor, contratado pelo fornecedor, em localidade diferente da sede do fornecedor;

d) se houver re-inspeção do material por motivo de recusa nos ensaios.


Recomendações comuns aos ensaios


Os conectores cunha devem ser instalados de acordo com as recomendações do fabricante, utilizando-se a ferramenta de aplicação das cunhas devidamente ajustada e calibrada.
A pasta antioxidante deve ser aplicada sobre as superfícies de contato dos condutores e dos conectores de alumínio somente depois de serem limpas com escova de cerdas de aço para eliminação da película de óxido de alumínio, eletricamente isolante, que se forma naturalmente sobre essas superfícies quando expostas ao ar.
Para compras específicas de conector para um determinado condutor, os ensaios devem ser efetuados utilizando-se não só o condutor para o qual o conector está sendo adquirido, como também considerando-se a gama de condutores admitida pelo conector.

Ensaios de rotina

Inspeção visual

Antes de serem efetuados os demais ensaios de rotina, o inspetor deve fazer uma inspeção visual para comprovar se os conectores contêm todos os componentes e acessórios requeridos e verificar:


a) características e acabamento dos componentes e acessórios;

b) identificação;

c) existência de pasta antioxidante, no caso de de conectores de cunha;

d) acondicionamento.


A não-conformidade do conector qualquer um dos requisitos de 6.3.1.1 determinará a sua rejeição.

Verificação dimensional

As dimensões dos conectores devem ser comparadas com as dimensões correspondentes definidas nos respectivos desenhos do fornecedor, previamente aprovados pela Contratante.

Os conectores devem ser considerados aprovados no ensaio se suas dimensões estiverem em conformidade com o exigido no respectivo desenho do fornecedor, aprovado pela Contratante.

Tração


O ensaio deve ser realizado de acordo com a ANSI C119-4.15

Resistência ao torque


O ensaio deve ser realizado de acordo com a ANSI C119-4 e Tabela 3.

Efeito mecânico sobre o condutor tronco


O ensaio deve ser realizado de acordo com a ANSI C119-4.

Verificação da condutividade


O ensaio deve ser realizado de acordo com a ASTM B342, devendo os resultados atender o especificado em 5.2.2.

Aquecimento


O ensaio de aquecimento deve ser efetuado de acordo com as seguintes prescrições:

a) a sala de ensaio deve ser ampla, livre de correntes de ar e de incidência de raios solares, e com temperatura ambiente entre 15°C e 40°C, tão estável quanto possível;

b) os conectores devem ser instalados conforme as recomendações do fabricante e devem ser aplicados em condutores de máximas dimensões para os quais tenham sido projetados;

c) o ensaio deve ser executado estando o conector instalado a uma distância de, no mínimo, 1 000 mm da fonte de corrente e a, no mínimo, 500 mm de outro conector ou emenda sob ensaio;

d) deve ser aplicada uma corrente alternada em 60 Hz cujo valor é apresentado na Tabela 1, durante 1 h;

e) deve ser medida a temperatura do conector, que não deve exceder a temperatura do condutor mais quente no qual está instalado, medida a uma distância mínima do conector ou emenda igual a 250 mm.


Resistência elétrica


O ensaio deve ser efetuado de acordo com a ANSI/NEMA CC1.
Características da pasta antioxidante

Devem ser verificadas as seguintes características da pasta antioxidante:

a) insolubilidade em água;

b) ponto de gota, conforme a ABNT-NBR 6564 ou ASTM D566;

c) ponto de fulgor, conforme a ABNT-NBR 11341 ou ASTM D92;

d) grau de penetração, conforme a ABNT-NBR 11345 ou ASTM D217 - 60 T;

e) percentagem de partículas de zinco utilizando-se a espectrofotometria de absorção atômica.

Ensaios de tipo

Ciclos térmicos


Deve ser executado conforme a ANSI C119-4.

Corrosão sob tensão interna (fendilhamento)


Deve ser realizado conforme a ABNT-NBR 5370.

Medição da resistividade


Deve ser realizado conforme a ASTM B193, devendo atender as exigências de 5.2.2.

Análise química


Deve ser executado conforme a ASTM E478, devendo o teor máximo de zinco estar de acordo com 5.2.3.

Segurança


Deve ser realizado de acordo com a ANSI/UL 486A-486B.

Radiointerferência

Deve ser realizado de acordo com a ABNT-NBR 7876, observando-se as seguintes condições:

a) a instrumentação para a medição deve estar de acordo com a ABNT-NBR 7875;

b) os arranjos físicos devem estar de acordo com as prescrições da IEC 61284, quando não forem definidos no Edital de Licitação e/ou no Pedido de Compra;

c) a tensão de ensaio deve ser 105% da tensão máxima de projeto entre fase e neutro.

NOTA: Quando a tensão máxima de projeto não for especificada, a tensão de ensaio deve ser 110% da tensão entre fase e neutro.

d) o limite da tensão de radiointerferência é de 200 µV.

Relatórios dos ensaios

O relatório dos ensaios deve ser providenciado pelo fornecedor e conter, no mínimo, as seguintes informações:


a) nome e/ou marca comercial do fabricante;

b) número do Pedido de Compra;

c) tipo de conectores e respectiva quantidade no lote;

d) quantidade e identificação das unidades amostradas e ensaiadas;

e) descrição breve dos ensaios;

f) características dos aparelhos utilizados;

g) indicação de normas técnicas, instrumentos e circuitos de medição;

h) memória de todos os cálculos efetuados, com resultados e eventuais observações;

i) datas de início e término dos ensaios e de emissão do relatório;

j) nome do laboratório onde os ensaios foram executados;

l) nomes legíveis e respectivas assinaturas do inspetor da Contratante e do responsável pelos ensaios.

O material deve ser liberado pelo inspetor da Contratante somente depois que ele receber 3 cópias do relatório dos ensaios e verificar a embalagem e sua marcação.

Planos de amostragem

Amostragens para ensaios de rotina

Os conectores devem ser inspecionados em partidas consideradas, inicialmente, como lotes isolados. No recebimento de várias entregas consecutivas de um mesmo fornecedor, os conectores devem ser inspecionados lote a lote (série contínua de lotes).

Os planos de amostragem para os ensaios de rotina são apresentados na Tabela 2, elaborada conforme a ABNT-NBR 5426 e a ISO 2859-1, para o regime de inspeção normal.

No caso da pasta antioxidante, a amostragem e os critérios de aceitação para os ensaios de rotina devem atender as condições a seguir:


a) inicialmente, deve ser tomada uma amostra para cada lote de fornecimento;

b) ocorrendo falha em qualquer um dos ensaios, duas novas amostras devem ser retiradas

do lote e ser submetidas aos ensaios;

c) ocorrendo qualquer outra falha, o lote deve ser rejeitado.


A comutação de regime de inspeção deve seguir as recomendações da ABNT-NBR 5426 ou da ISO 2859-1.

Amostragens para ensaios de tipo


No caso de ser exigida a execução de qualquer ensaio de tipo, a quantidade de conectores a ser submetida aos ensaios será definida no Pedido de Compra.

Tabela 4 - Valores de corrente elétrica para o ensaio de aquecimento


NOTAS:

1) As correntes indicadas correspondem a uma elevação de temperatura do condutor de 30°C em relação à temperatura ambiente de 40°C, medida após a estabilização da temperatura, em local abrigado (laboratório).

2) Os valores de corrente estão calculados com base na condutividade de 98% IACS para o cobre e de 61% IACS para o alumínio, a 20°C.

3) A velocidade do vento para o dimensionamento da corrente foi considerada em 0,55 km/h, que corresponde ao efeito da convecção vertical natural, causada pelo aquecimento do condutor, dentro do laboratório.

4) O fator de emissividade superficial para condutores novos foi definido em 0,35.

5) IPS - Iron Pipe Size.



Tabela 5 - Planos de amostragem para os ensaios de rotina

NOTAS:


1) Especificação dos planos de amostragem conforme a ABNT-NBR 5426 ou a ISO 2859-1.

2) Seq.: Seqüência.

Tam.: Tamanho

Ac - número de aceitação: número máximo de unidades defeituosas que permite a aceitação do lote

Re - número de rejeição: número mínimo de unidades defeituosas que implica a rejeição do lote.

3) Procedimento para a amostragem dupla: Ensaiar a primeira amostragem; se o número de unidades defeituosas estiver compreendido entre Ac e Re (excluindo esses dois valores), ensaiar a segunda amostra.

O número total de unidades defeituosas, depois de ensaiadas as duas amostras, deve ser igual ou inferior ao maior Ac especificado, para permitir a aceitação do lote.

4) Ensaios de zincagem e ensaios em parafusos não se aplicam aos conectores tipo cunha dessa Especificação.



Figura 1 - Dimensões dos conectores cunha em alumínio, para cabos com bitolas de 4 AWG até 336,4 MCM



Série

Tipo de referência KRON ou similar

Dimensões

Soma de diâmetros

Condutor principal

Condutor

derivação

A

B

C

D

Máx.

Mín.

Máx.

Mín.

Máx.

Mín.

Azul

PT-40D

66,82

41,80

51,00

13,75

28,70

24,86

14,53

9,25

14,53

9,25

PT-40C

66,82

41,80

51,00

13,75

25,66

20,67

14,53

9,25

14,53

6,55

PT-40B

66,82

41,80

51,00

13,75

21,46

16,22

14,53

8,23

11,79

4,11

PT-40A

66,82

41,80

51,00

13,75

17,18

13,36

14,53

8,23

7,60

4,11

PT-35D

67,73

50,00

54,00

15,30

34,75

31,21

17,37

15,24

17,37

11,68

PT-35C

67,73

50,00

54,00

15,30

31,22

27,02

17,37

15,24

15,24

8,23

PT-35B

67,73

50,00

54,00

15,30

27,01

22,77

17,37

15,24

12,70

4,11

Vermelha

PT-1005

41,00

32,00

40,00

9,00

13,46

10,41

8,38

5,18

6,55

4,11

PT-1004

41,00

32,00

40,00

9,00

11,81

8,41

6,55

4,11

5,84

4,11

PT-1003

41,00

32,00

40,00

9,00

16,66

13,08

10,11

6,55

8,38

5,18

Notas:


  1. O corpo desses conectores e as respectivas cunhas devem ser fornecidos em alumínio.

  2. As dimensões acima estão indicadas em milímetros. Dimensões e formas ligeiramente diferentes das indicadas são admissíveis desde que o conector cunha acomode perfeitamente todas as respectivas bitolas e faixas de bitolas indicadas no item 1.3 dessa especificação.

  3. Com cada conector deve ser fornecida a quantidade de pasta antioxidante necessária para realizar uma perfeita conexão e o respectivo cartucho de aplicação.

  4. A identificação dos conectores deve ser legível e indelével. Nela deve constar o tipo do conector, a marca do fabricante bem com o código da concessionária.

  5. A embalagem dos conectores deverá conter a bitola e os tipos de condutores que forem aplicáveis.

  6. A instalação dos conectores será feita com os respectivos cartuchos.


Figura 2 - Dimensões dos conectores cunha em alumínio, com estribo


Conector com estribo lateral



Notas:


  1. O corpo desses conectores e as respectivas cunhas devem ser fornecidos em alumínio. O estribo deverá ser fornecido em cobre estanhado rígido, com bitola 2 AWG.

  2. As dimensões acima estão indicadas em milímetros. Dimensões e formas ligeiramente diferentes das acima indicadas são admissíveis desde que o conector cunha com estribo acomode perfeitamente todas as respectivas bitolas e faixas de bitolas indicadas no item 1.3 dessa especificação.

  3. Com cada conector deve ser fornecida a quantidade de pasta antioxidante necessária para realizar uma perfeita conexão e o respectivo cartucho de aplicação.

  4. A identificação dos conectores deve ser legível e indelével. Nela deve constar o tipo do conector, a marca do fabricante bem com o código da concessionária.

  5. A embalagem dos conectores deverá conter a bitola e os tipos de condutores que forem aplicáveis.

  6. A instalação dos conectores será feita com os respectivos cartuchos.


Anexo 1 - Dados técnicos e características garantidas

Conectores elétricos tipo cunha
Nome do fornecedor: ............................................................

Nº da Proposta:...............

Nome do fabricante: .............................................................

Número do Edital de Licitação: ............................................. Item: .................

Número da Concorrência: .....................................................

Número de Unidades: .......................................................... Data: ....../....../......

Tipo de conector: ............................................................................................


Item

Descrição

Característica ou unidade

1

Material do corpo principal do conector




2

Material dos componentes auxiliares do conector (parafuso, porcas, arruelas, etc. quando for o caso)




3

Espessura mínima da camada de estanho (para conectores de cobre, se houver)

µm

4

Espessura mínima da camada de zinco (para componentes de aço carbono, se houver)

µm

5

Condutividade mínima a 20 graus centígrados

% IACS

6

Percentagem máxima de zinco nas ligas de cobre

%

7

O proponente deve anexar à sua proposta cópias dos relatórios dos seguintes ensaios de tipo, realizados em laboratório qualificado, na presença de inspetores da Contratante, em conectores idênticos aos ofertados;

a) ciclos térmicos;

b) corrosão sob tensão interna ou fendilhamento (apenas para os conectores de cobre)

c) análise química

d) segurança (conectores que usam parafusos)

e) outros ensaios de tipo exigidos nas Normas ABNT aplicáveis





Nota:


Todos os campos aplicáveis devem ser preenchidos, um conjunto de valores para cada tipo de conector ofertado.

Prazo de entrega
O prazo de entrega será de até 45 dias, contados a partir da assinatura do contrato.
Dados para Faturamento
RAZÃO SOCIAL: Amazonas Distribuidora de Energia S/A

ENDEREÇO: Av. Torquato Tapajós, s/nº - Flores – MANAUS/AM

CEP: 69.048-660

CNPJ: 02.341.467/0018-79

INSC. ESTADUAL: 04.137.241-7

CÓD. SUFRAMA: 60.0273.01-6


Local de Entrega
ALMOXARIFADO: 3DI – MESA INVESTIMENTO DISTRIBUIÇÃO DO INTERIOR 3DI-IO

ENDEREÇO: Av. Rodrigo Otávio, Nr. 4028 – Bairro: Japiim



CEP: 69.077-000
Aprovação


Engº. Wilton César Silva de Araújo

Gerente do Departamento de Distribuição do Interior Calha B - DOI-B

Termo de Referência



RC Nº 74.718

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