Texto complementar ensino médio filosofia 1º ano – 2018 ciência



Baixar 40.52 Kb.
Encontro10.07.2018
Tamanho40.52 Kb.


TEXTO COMPLEMENTAR

ENSINO MÉDIO

FILOSOFIA

1º ANO – 2018

CIÊNCIA

A ciência procura descobrir como a natureza "funciona", considerando, principalmente, as relações de causa e efeito. Nesse sentido, pretende buscar o conhecimento objetivo, isto é, que se baseia nas características do objeto, com interferência mínima do sujeito. A definição tradicional de ciência pressupõe que ela seja um modo de conhecimento com absoluta garantia de validade. A ciência moderna já não tem a pretensão ao absoluto, mas ao máximo grau de certeza.



O CONHECIMENTO CIENTÍFICO

Há pessoas que considera a ciência o único conhecimento confiável, porque “certo” e “objetivo”. Também acalentam a ilusão do “cientista genial” em seu laboratório, descobrindo como “a realidade é”. Maravilham-se com as aplicações de uma tecnologia cada vez mais refinada, capaz de mudar em pouco tempo o nosso cotidiano. Neste capítulo, vamos discutir esses conceitos de forma a separar o que há de lenda e o que merece nossa admiração. Mais que isso: a reflexão sobre a ciência e as implicações decorrentes do emprego da tecnologia é importante para entender o mundo de hoje e investigar os fins para os quais temos orientado nosso saber e nosso poder.



Características do conhecimento científico

Trataremos o conceito de ciência tal como se configurou a partir da Idade Moderna. De fato, as ciências da natureza são uma forma de conhecimento relativamente recente, porque surgiram no início do século XVII, quando Galileu estabeleceu os novos métodos de investigação da física e da astronomia. Posteriormente, outras ciências aprimoraram seus métodos, com enorme repercussão sobre a tecnologia, de maneira que o novo saber ampliou a capacidade humana de agir sobre a natureza e transformá-la.

Ao afirmarmos que a ciência é conquista recente da humanidade, a pergunta que nos vem à mente é a seguinte: Afinal, em que tipo de conhecimento se baseava os povos antes da Idade Moderna, uma vez que é inevitável reconhecer as inumeráveis conquistas técnicas das civilizações, desde a descoberta do fogo e a invenção da roda?

Pela história constatamos as variadas técnicas agrícolas, de pastoreio, de habitação ou vestimenta, enfim, de construção inteligente do hábitat humano. Ou seja, antes da ciência da física, diversos povos já sabiam como fazer flutuar embarcações, como construir palácios, aquedutos, sistemas de irrigação; antes da ciência da biologia, identificavam inúmeras doenças e seu tratamento; antes da química, já havia oficinas de metalurgia e tingimento; antes da economia, os Estados sabiam como administrar os bens públicos.

As civilizações constituíram seu conhecimento e sua técnica, portanto, a partir do bom senso, pelo uso espontâneo da razão e da imaginação, às vezes por ensaio e erro, outras por dedução ou indução. E em nenhum momento podemos desprezar o refinamento de certos saberes, capazes de produzir técnicas surpreendentes.

Se é antigo o anseio humano de tornar o mundo inteligível, o conhecimento que resulta do bom senso, porém, sofre de limitações por ser muitas vezes impreciso, fragmentário e quase sempre preso a interesses práticos imediatos. Nesse caso, o que realmente mudou a partir do século XVII?

O novo método científico inaugurou uma forma de investigação muito mais rigorosa, que permite alcançar um conhecimento sistemático, preciso e com maior objetividade. Vejamos melhor o que significam essas características gerais.

A ciência aspira pela objetividade ao tentar superar as conclusões subjetivas, marcadas pela nossa sensibilidade ou idiossincrasias. São objetivas porque a ciência é uma instituição social em que as atividades de cada cientista, como membro de uma comunidade intelectual, está sujeita a crítica dos demais.

Isso é possível, porque os cientistas trabalham com hipóteses testáveis, que podem ser submetidas à experimentação, de modo a serem confirmadas ou rejeitadas. Ou seja, a ciência é constituída por corpos de conhecimento organizado cujas investigações sistemáticas então empiricamente fundamentadas pelo controle dos fatos.

Uma vez confirmadas, as explicações cientificas são formuladas em enunciados gerais (as leis), capazes de distinguir e separar certas propriedades e descobrir relações entre outras, unificando um grande número de fatos que pareciam díspares. Por exemplo, podemos perceber a relação entre o orvalho da noite e as gotículas que aparecem na garrafa retirada da geladeira; descobrir que a respiração é uma forma de combustão; relacionar o movimento da Lua, as marés, as trajetórias de projéteis e a subida de líquidos em tubos delgados.

A objetividade da ciência também decorre da sua linguagem rigorosa. Enquanto na conversa do dia-a-dia usamos termos vagos, a ciência torna precisos seus conceitos, evitando ambiguidades. Esse rigor aumenta com a aplicação da matemática – que transforma em quantidades – e a utilização de instrumentos de medida. É bem verdade, veremos adiante, que nem todas as ciências atingem a precisão da mecânica, mas permanece em todas elas o ideal da sistematização e da lógica rigorosa.

Os mitos da ciência

Nos últimos quatros séculos, a ciência e a tecnologia foram capazes de alterar a face do mundo, com mudanças tão radicais como nunca se teve notícia antes. Era inevitável que se criasse uma aura em torno desse saber e desse poder, fazendo surgir, lá onde se pensava apenas existirem as luzes da razão, algumas regiões “nebulosas”, – os mitos da ciência.

Esses mitos atingem a sociedade como um todo – tanto os leigos como os cientistas –, que se maravilha com o rigor do saber e a eficácia da técnica, sempre que os critérios da razão instrumental passam a interferir nos domínios da vida efetiva, fazendo com que a ciência e a técnica se desviem de sua destinação humana.
O mito do cientificismo

À medida que a ciência se mostrou capaz de explicar os fenômenos de maneira mais rigorosa, ao fazer previsões capazes de transformar o mundo, passou a ser vista como conhecimento superior. Por consequência, minimizou-se a importância dos demais modos de compreensão da realidade, tais como o mito, a religião, o bom senso da vida cotidiana, as instituições da vida afetiva, a arte e a filosofia, consideradas formas “menores” de conhecimento.

A confiança total na ciência pressupõe apenas a racionalidade científica, como se ela fosse a única resposta às perguntas que fazemos (como se todas as perguntas tivessem respostas...). Essa valorização da ciência começou com a celebração de seus primeiros sucessos práticos e atingiu seu ápice no século XIX, com o filósofo francês Augusto Comte, fundador do positivismo.

Os critérios desse exagerado otimismo acusam o cientificismo de ser responsável por uma visão distorcida tanto da natureza quanto do ser humano. O filósofo alemão Max Weber (1864-1920) percebeu que a formalização da razão, tendo em vista o rendimento e à eficácia, caminha ao lado do desencantamento do mundo, agora despojado de seus aspectos míticos, sagrados, para ser examinado como um mundo mecânico e casual.

Também os pensadores da escola de Frankfurt, como Horkheimer e Adorno, criticaram a predominância da razão instrumental e controladora – responsável por reduzir a atuação humana ao campo da eficácia, além de fazer esquecer que a relação do ser humano com a natureza não deve ser de dominação, mas de harmonia. O mito do especialista, fruto do cientificismo, tem como consequência a tecnocracia, segundo a qual apenas o técnico competente é capaz de decisão; ou seja, desse mito se pode concluir que “saber é poder”. Ora, onde o conhecimento científico não se irmana com a sabedoria, sempre haverá riscos de opressão.
O mito da neutralidade científica

A ciência é um tipo de saber capaz de superar a subjetividade do próprio cientista e os preconceitos do senso comum. O rigor do método permite atingir um alto grau de objetividade, porque seus procedimentos e produtos podem ser verificados com isenção pela comunidade científica.

Em decorrência, muitos pensam que a ciência é um saber neutro, ou seja, que as pesquisas científicas sofrem influência social ou política e visam apenas ao conhecimento “puro” e desinteressado. Por considerar a atividade científica à margem das questões históricas, não caberia ao cientista discutir o uso político de suas descobertas. O cientista se ocuparia com a descrição dos fenômenos, e não com juízos de valor.

No entanto, sabemos que não é bem assim: a humanidade corre riscos diante do “aprendiz de feiticeiro” incapaz de discutir os fins a que se destinam suas pesquisas.

A bomba atômica não pode ser apenas o resultado do saber sobre a energia atômica nem da simples técnica de produzir explosão, mas trata-se de um saber e de uma técnica que dizem respeito à vida e à morte de seres humanos. As indagações éticas se estendem a inúmeros outros campos, refletindo-se, por exemplo, na discussão sobre a clonagem de animais e a possibilidade de essa técnica ser aplicada aos seres humanos. Se esta última vem carregada de temores, a utilização de células-tronco para fins terapêuticos tem despertado a esperança para o tratamento de doenças até então incuráveis.

Essa ambiguidade se reflete em inúmeros setores. Se pudermos reconhecer os benefícios do progresso, nem por isso deixamos de indagar sobre os valores dos indivíduos “urbano e civilizado” que sofre de solidão e é vitima de desconfortos como a poluição ambiental. Isso nos leva a questionar o mito do progresso, que justifica as ilusões e os preconceitos dos povos “civilizados” ao se julgarem superiores aos “menos desenvolvidos”. Não é em nome do progresso que as tribos indígenas têm sido sistematicamente expulsas dos seus territórios? Ou que as florestas são devastadas e substituídas por pastos? Ou que a produção de alimentos básicos é desprezada pelo prevalecimento do agronegócio das monoculturas para exportação?

No momento atual, as práticas de controle da natureza estão nas mãos do neoliberalismo e, assim, servem a determinados valores e não a outros. Servem ao individualismo em vez de à solidariedade; à propriedade particular e ao lucro em vez de aos bens sociais; ao mercado em vez de ao bem-estar de todas as pessoas; à utilidade em vez de ao fortalecimento da pluralidade de valores; à liberdade individual e à eficácia econômica em vez de à libertação humana; aos interesses dos ricos em vez de aos direitos dos pobres; à democracia formal em vez de à democracia participativa; aos direitos civis e políticos sem qualquer relação dialética com os direitos sociais, econômicos e culturais.” (Hugh Lacey)

As altas cifras destinadas às pesquisas exigem o apoio financeiro de instituições publicas e privadas, desejosas de subvencionar os trabalhos que mais lhes interessem e que nem sempre estão focados na saúde e no bem-estar das pessoas. É o caso, por exemplo, da “indústria da guerra”, que, desde há muito, alimenta a corrida armamentista e exige o constante desenvolvimento da ciência e da tecnologia no campo militar.

Diante dessas questões, não há como sustentar a neutralidade da ciência. Ainda que seus procedimentos metodológicos busquem a objetividade, cabe ao cientista a responsabilidade social de indagar sobre os fins a que se destinam suas descobertas, sem alegar isenção, uma vez que a produção científica não se realiza fora de um determinado contexto social e político.
Ciência e filosofia

Uma das funções da filosofia é analisar os fundamentos da ciência. O próprio cientista já coloca questões epistemológicas quando se pergunta em que consiste o conhecimento científico e qual a validade do método que utiliza, assim como deve formular questões éticas e políticas, ao indagar sobre a sua responsabilidade social quanto às aplicações e consequências de suas descobertas. Por isso é importante que o cientista se disponha a filosofar, a fim de investigar os pressupostos e as implicações do seu saber.

Além disso, a filosofia busca recuperar a visão de totalidade, fragmentada diante da multiplicidade das ciências particulares e da valorização do mundo dos especialistas. É o filosofo que se questiona se o saber e o poder estão a serviço do ser humano ou contra ele, isto é, se servem para seu crescimento espiritual ou se degradam se contribuem para a liberdade ou para a dominação.

Para concluir, podemos destacar o papel da filosofia ao acompanhar de perto as condições em que se realizam as pesquisas científicas, investigar o sentido e a finalidade da ciência, bem como avaliar suas prioridades e as consequências das técnicas utilizadas. No desempenho desse papel, o filósofo não tem respostas prontas nem um saber acabado. Não cabe a ele nortear, de forma onisciente e onipotente, os rumos da ciência. O filósofo caminha ao lado dos cientistas e dos técnicos, para que não se perca de vista que a ciência e a técnica são apenas meios e devem estar a serviço de fins humanos.


A ciência grega: antecedentes

Geralmente, ao se perguntar quando teria surgido o espírito científico, costuma-se atribuí-lo aos gregos antigos. No entanto, isso não significa que aqueles que os antecederam não tenham elaborado teorias a respeito do Universo. Aliás, os agrimensores egípcios, hindus e chineses de épocas remotas já conheciam diversas propriedades geométricas; povos pastores, contemplando as estrelas, desenvolveram os rudimentos da astronomia, para só citarmos duas áreas do conhecimento.

O conhecimento daqueles povos se achava investido de crenças predominantemente míticas, levando muito tempo para assumir um caráter mais racional e voltado para as aplicações práticas. Mesmo quando isso ocorria, ainda, permaneciam misturadas as concepções de um mundo povoado por seres naturais à crença em forças espirituais atuantes. Assim, o lado prático da aritmética mantinha laços com a numerologia; a astronomia servia para marcar o tempo, mas se confundia com práticas de astrologia, voltadas para a investigação do destino humano. Muitas vezes os conhecimentos se tornavam esotéricos, como privilégio de castas sacerdotais ou pelo menos restritos a determinados segmentos que se submetiam a processos de iniciação.

Que diferenças existem entre esses saberes e os inaugurados pelos gregos?

Dentre as civilizações antigas, os gregos introduziram o conceito racional de ciência, marcando profundamente a história do pensamento ocidental. Foram eles os primeiros a desenvolver um tipo de racionalidade baseada na busca das causas, do princípio fundador de todas as coisas. O pensamento laico, não religioso, logo se tornou rigoroso e conceitual, dando nascimento à filosofia no século VI a.C.

Nas colônias gregas da Jônia e Magna Grécia, surgiram os primeiros filósofos, posteriormente denominados pré-socráticos cujos textos – na maior parte desaparecidos – versavam sobre cosmologia, ou estudo da natureza. Eles indagavam sobre o princípio explicativo de todas as coisas (a arché), a unidade que resumiria a extrema multiplicidade da natureza. Para esses princípios, os filósofos davam as mais variadas respostas: para uns, era a água, ou o fogo ou algo indefinido (o apeiron), etc. Segundo a teoria de Empédocles, aceita por mais tempo, o mundo físico era constituído de quatro elementos: terra, água, ar e fogo.

Muitos desses filósofos, tais como Tales de Mileto e Pitágoras, ambos no século VI a.C., eram estudiosos de astronomia e geometria. Porém, diferentemente dos egípcios e dos babilônicos, que os antecederam, abordavam essas questões do ponto de vista teórico, desligando-as de preocupações práticas. Assim, se os egípcios já conheciam as propriedades do triângulo retângulo, foi Pitágoras que demonstrou o teorema que leva seu nome.

Se a ciência grega racionalizou ao se separar do mito, também perdeu seus vínculos com a prática, desenvolvendo o ideal grego do saber contemplativo, ou seja, da busca do saber pelo saber. O descaso pela técnica fez com que a ciência grega permanecesse não experimental e vinculada à especulação filosófica. O divórcio entre ciência e técnica talvez se devesse ao fato de que, por viverem em uma sociedade escravagista e, portanto, hierarquizada, os gregos antigos considerassem a atividade intelectual digna de indivíduos “superiores”, enquanto o trabalho manual dos afazeres cotidianos – incluindo aí a técnica – era inferiorizado por ser ocupação de escravos.


A Grécia clássica

O auge do pensamento filosófico grego se deu nos séculos V a.C. e IV a.C., período clássico em que Sócrates, Platão e Aristóteles viveram em Atenas. A concepção vigente de ciência era explicitada nas filosofias de Platão e de Aristóteles, cujos pensamentos vigoraram durante a Antiguidade e a Idade Média. Platão (427 a.C. – 347 a.C.) desconfiava dos sentidos, por nos levarem à opinião (doxa), forma imprecisa, subjetiva e mutável de se conhecer a realidade. Por isso seria preciso buscar a ciência (epistéme) ou conhecimento racional das essências, das ideias imutáveis, objetivas e universais. As ciências como a matemática, a geometria e a astronomia são passos necessários a serem percorridos pelo pensador, até atingir as culminâncias da reflexão filosófica. Não por acaso, no pórtico da Academia de Platão existia um dístico com os dizeres: “Não entre aqui quem não souber geometria”. Para ele, a geometria descreve as realidades não sensíveis, já que a forma geométrica não depende da figura sensível que representa.

A cosmologia de Platão reforçava a concepção grega de um Universo esférico e geocêntrico: ao redor da Terra circulam o Sol, a Lua e os planetas, em movimentos circulares. Na mesma tradição grega, a matéria é eterna, não criada, e para organizar-se necessita de um princípio divino, que Platão chama de Demiurgo, cuja função é por ordem no caos inicial.

Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.) atenuou o idealismo platônico, imprimindo um olhar mais realista, sem desvalorizar tanto os sentidos. Aliás, como filho de médico, herdou o gosto pela observação e deu grande contribuição ao estudo da zoologia. Fez descrições minuciosas dos animais que investigava em suas viagens e desenvolveu práticas de dissecção para estudar as suas estruturas anatômicas, classificando cerca de 540 espécies de animais.

Seguindo a tradição grega, no entanto, a física aristotélica se manteve desligada da técnica e das preocupações utilitárias, mesmo porque se encontrava vinculada à filosofia. Ou seja, Aristóteles denominou filosofia primeira (depois chamada metafísica) a uma ciência que é anterior e superior a todas as coisas. Abaixo dela se encontram a matemática e a física (ou ciência da natureza, physis em grego) e que pertencem à chamada filosofia segunda.

A física se preocupa com o estudo dos entes da natureza que se determinam a partir do movimento. Para entender o movimento das coisas, Aristóteles faz uso dos conceitos desenvolvidos anteriormente na sua metafísica. A física, por exemplo, é a parte da filosofia que busca compreender a essência das coisas naturais constituídas pelos quatro elementos e que se encontra em constante movimento retilíneo em direção ao centro da Terra ou em sentido contrário a ele. Segundo Aristóteles, o movimento é a transição do corpo que busca o estado de repouso, no seu lugar natural. Dessa forma, os corpos pesados (graves), como a terra e a água, tendem para baixo (para o centro), pois este é o seu lugar natural. Já os corpos leves, como o ar e o fogo, tendem para cima. A física aristotélica parte, portanto, das definições das essências dos corpos: por exemplo, a gravidade é uma qualidade dos corpos pesados. Nesse sentido, a ciência grega é qualitativa – não faz uso da matemática, como ocorrerá na modernidade –, porque sua argumentação se baseia na análise das propriedades intrínsecas dos corpos, nas suas essências.






________________________________________________________________________________________________________________________

Rua João Pinheiro, 186- Centro – Telefone: (38) 2101-9595/ 2101-9571- Coordenadora Pedagógica: Luciana Mota




Compartilhe com seus amigos:


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal