Tiamat World Prazeres Noturnos



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Capitulo 7

Braddon Chatwin despertou no dia seguinte rodeado por um delicioso aroma de aventura. Bigodes e capas negras tinham enchido seus sonhos.

Depois recordou. Lady Sophie queria que a raptasse e insistia em que devia disfarçar-se ameaçando não casar com ele se não aparecia a meia-noite. Tentou com muito esforço entender todo o assunto.

À luz do dia parecia uma coisa de loucos. Se refugiassem na Gretna Green todo mundo pensaria que se deitaram juntos. Felizmente, pensou Braddon satisfeito, ela não tinha pensado nisso. As mulheres de alta linhagem não sabiam nada sobre sexo de modo que Sophie ignorava o que diriam as pessoas sobre sua fuga. Mas dado que nada os impedia de casar tranquilamente em St. George quatro meses mais tarde, outros tirariam desagradáveis conclusões. Não era como se fosse um matrimônio por amor.

Puxou o cordão para chamar o criado pedindo que levassem chocolate e cruzou os braços por cima da cabeça. O que necessitava agora era urdir um plano genial para sortear a sua futura esposa. Em outras palavras para desbaratar os planos dela já que por nada do mundo faria algo tão estúpido como casar na Escócia quando não era obrigado a fazê-lo.

Além disso, a viagem levaria pelo menos dois ou três dias para ir e outros tantos para voltar. Ir a Escócia no mês de dezembro! Certo que não tinha caído nem um só floco de neve este ano, mas não era questão de que abandonasse “sua” Madeleine embora só fosse por uma semana. A simples lembrança da jovem dava vontade de sair da cama.

Entristeceu-se. Madeleine não saltaria de alegria se ele fosse vê-la, era de uma castidade exasperante. A verdade era que não parecia ceder nem com suas apaixonadas cartas, nem com os presentes que recusava sistematicamente, nem a nenhum de seus esforços para convertê-la em sua amante por toda vida. Havia dito que essa situação não a interessava e ponto. Tinha sido inútil que explicasse que uma jovem de sua posição não podia esperar fazer um bom matrimônio já que isso não parecia preocupá-la.

Não deixava de dar voltas na mente enquanto tomava o chocolate.

Possivelmente Madeleine estivesse preocupada com seu futuro. O posto de cortesã não era dos mais seguros e sem dúvida não acreditava que ele a fosse conservar para sempre. Possivelmente deveria chamar a seu advogado para que redigisse um contrato que assegurasse a ela uma boa renda. Então ela entenderia que se tratava de uma relação duradoura e não de um capricho.

De todas as formas o verdadeiro problema era conseguir que lady Sophie cedesse deixando acreditar que era ela quem dirigia o jogo. Se enviasse uma mensagem ela romperia imediatamente o compromisso. Braddon, que tinha três irmãs maiores, tinha conhecido muitas mulheres histéricas e tinha a sensação de que sua prometida estava a ponto de ficar incontrolável. Não, era necessário que fosse a sua casa a meia-noite… Mas não para ir a Gretna Green.

Ao fim se levantou. Não deveria ter pensado em Madeleine já que sabia que não poderia fazer nada direito até que não a tivesse visto e tivesse roubado um beijo, caso que o pai dela não estivesse nos arredores do estábulo, já que o homem estava muito atento. Qualquer pensaria que estava vigiando a uma verdadeira dama pela maneira em que reprovava Braddon por tentar arruinar sua reputação e outras bobagens pelo estilo. Braddon não conseguia fazê-lo entender que uma mulher que vivia na parte superior de um estábulo não tinha uma reputação que preservar e que devia fazer-se com uma.

Quando Kesgrave foi vesti-lo, Braddon o fez partícipe de sua divertida reflexão, mas o mordomo, como de costume, permaneceu impassível e se limitou a perguntar se desejava colocar a jaqueta azul.

Braddon suspirou. Felizmente era de caráter amável, com todos esses estúpidos que o rodeavam.

― Não Kesgrave― Respondeu ― A malva. Vou dar um passeio a cavalo.

― Antes de tomar o café da manhã? ― Perguntou o mordomo com expressão desaprovadora.

Era uma maldição que os criados o conhecessem desde que era um bebê, pensou Braddon.

― Vou sair ― Insistiu à defensiva.

Uma vez que esteve preparado, deslizou ao exterior como um menino saindo às escondidas e se dirigiu a cavalo para os estábulos do pai de Madeleine.

O enorme edifício estava tranquilo a essa hora da manhã. Mas tarde os homens se reuniriam sob os altos carvalhos do pátio para olhar os moços de estábulo quando tirassem os puros sangues de impressionantes peitos.

Desceu pesadamente de seus arreios e lançou as rédeas a um guri que andava pelos arredores esperando ganhar algum xelim.

Dirigiu-se ao vasto edifício. Madeleine quase nunca ia aos estábulos pela tarde por culpa de sua “reputação”. Braddon estava bem contente por isso já que significava que não havia competição com o resto dos homens que frequentavam o lugar.

Avançou com o passar do corredor que cheirava a linimento. Quando havia esse aroma, Madeleine não estava longe já que era ela a que se ocupava das pequenas lesões dos animais.

Ela estava no último box ajoelhada com a pata de uma égua dobrada diante ela. Certamente o tinha ouvido chegar, mas não deu a volta. Continuou falando brandamente ao animal enquanto aplicava o unguento.

Braddon, nervoso, balançava-se primeiro em um pé e logo no outro.

―Milorde ― Disse ela sem o olhar ― Se não se incomoda poderia segurar a cabeça de Gracie enquanto a curo?

―Como sabe que sou eu?

Ela olhou por cima do ombro.

―Você vem todos os dias a esta hora, milorde.

―Humm.

O tom não era muito amável, acaso Madeleine não desejava vê-lo? Foi agachar ao seu lado.



―O que aconteceu?

―Uma entorse na pata direita.

Braddon aproveitou para aproximar-se um pouco mais.

―Milorde!

Parecia contrariada. Hoje ia ficar sem beijo. Por que tinha que enamorar-se de uma francesa com um gênio endiabrado e a moral de uma monja? Não era tão formosa como Arabella, a amante que tinha roubado de Patrick no ano anterior. A verdade é que a olhando objetivamente, era mais bem baixa e vulgar.

Entretanto o coração acelerava assim que a via. Inclinado para ela podia ver seu amplo seio. Arriscou-se pôr uma mão em cima do ombro.

―Não!

Surpreso, cruzou seu olhar com os olhos enfurecidos de sua amada.



― Por que não? ― Ele perguntou.

Ela ficou em pé de um salto puxando sua saia de lã. Seu sotaque francês era mais pronunciado do habitual como sempre que estava zangada.

―Não tente “enliar-me”

―Enliar? Quer dizer: enredar.

― Isso é o que disse ― Se impacientou ela.

O que ia fazer com esse aristocrata tão bobo? Como podia trabalhar de um modo adequado quando ele a seguia a todas as partes boquiaberto de admiração e se interpunha sem cessar em seu caminho?

Ele a agarrou em seus braços tão rapidamente que ela não teve tempo de pedir ajuda antes que os lábios de Braddon se abatessem sobre os seus. Ao mesmo tempo a fez sair do box de Gracie, demonstrando assim contrariamente o que diziam seus amigos, era capaz de fazer duas coisas de uma vez.

A seu pesar, Madeleine se deixou levar por um instante. A vida tinha sido muito dura nos últimos anos. Era uma maravilha sentir-se segura entre os braços dele. Dava a sensação de que a protegeria de qualquer desgraça.

Entretanto se revolveu e o afastou quando ele murmurava coisas ao ouvido. Certamente mais promessas sem sentido. Entendeu o sentido geral de suas palavras. Seu admirador era o que sua mãe tivesse chamado um libertino. Só queria comprometê-la, mas não casar-se com ela.

Ele voltou a prendê-la entre seus braços.

―Não esteja tão triste Madeleine. Odeio vê-la tão triste.

Confusa, olhou os azuis olhos dele.

―Não estou triste, só é que por um momento recordei a minha mãe.

― Parecia estar triste ― Insistiu Braddon.

―Sinto falta dela! ― Soltou Madeleine contra sua vontade.

Não queria compartilhar seus sentimentos com esse depravado.

Braddon beijou uma orelha.

― Algum dia você será mãe Madeleine, terá seus próprios filhos e esquecerá.

Ela respirou fundo.

― Não se você sai com a sua ― Contestou ― Quer me converter em uma cortesã e essas mulheres nunca têm filhos; não podem permitir-se esse luxo levando essa vida.

Ele sorriu. Era o sentido comum francês o que estava falando.

―Teremos filhos ―Prometeu ― Soube assim que a vi. Nunca antes tinha desejado ter.

A jovem se tranquilizou. Esse nobre inglês era exatamente o tipo de homem que ela desejava. Um pouco tolo, sem dúvida, mas com um coração de ouro. E, além disso, era tranquilizador e de uma estatura imponente. Para ela um homem devia ser imponente. Ela saberia como evitar que ficasse em perigo. Mas não! Ela não se transformaria na amante de ninguém nem sequer embora tivesse que permanecer virgem o resto de sua vida.

Afastou-lhe

―Fora! Vá!

Braddon custava entendê-lo. Ela estava furiosa de novo.

―É possível que me veja obrigado a me ausentar uns dias.

Pareceu que ela se sentia decepcionada.

―Melhor. Desse modo poderei trabalhar.

Não. Não estava decepcionada. Fez o silêncio.

―Onde estará? ― Perguntou ela finalmente.

―Tenho que fugir. Bom, lady Sophie quer que a rapte mais eu não quero. De modo que subirei por uma escada para ir procurá-la, mas não a levarei a Gretna Green. Além disso, ninguém foge no inverno.

O coração de Madeleine pulsava dolorosamente em seu peito.

―De verdade lady Sophie deseja que a rapte?

―Sim. Não estou seguro de que seja tão apropriada para mim como disse. Teve uma crise nervosa ontem de noite e disse que se não ia raptar a meia-noite não casaria comigo.

Ela, apesar do peso que oprimia seu coração esteve a ponto de tornar a rir ao ver a expressão de causar pena do Braddon.

―Não posso voltar a começar Madeleine… Maddie!

Tinha conseguido voltar a abraçá-la e lhe estava falando contra o cabelo.

―Teria que voltar a começar desde começo ―Continuou ele ―Teria que voltar a ir ao Almack´s par tentar encontrar uma mulher mais ou menos razoável. Não, é melhor conservar Sophie. Simplesmente tenho que encontrar o modo de raptá-la sem raptá-la.

Ao menos não parecia muito enrabichado de sua futura esposa, pensou Madeleine.

― Por que não quer fugir com ela?

Braddon se afastou um pouco, indignado.

― Não sentiria falta de mim? Necessitaria uma semana longa para ir a Gretna Green e voltar sempre que não nos atrasássemos. Poderíamos estar fora quinze dias.

― Não jogarei de menos ― Decretou ela com firmeza ―E depois de suas bodas tampouco será bem-vindo aqui.

―Bem, pois eu sim que a sentiria sua falta. Além disso, não acredito. Acredito que você também sentiria minha falta. De todas as formas não tenho vontade de me casar tão rápido.

Deixou-se cair sobre um montão de palha e a atraiu para seus joelhos.

Ela emitiu um grito de indignação e depois relaxou. Braddon a apertou contra seu torso.

― Vai enrugar a roupa ― objetou.

―Inteligente pequena Maddie!

A inteligente pequena Maddie tinha a sensação de que alguém estava espremendo seu coração.

― Por que não finge que quebrou uma perna?

Mordeu a língua por que ela se metia nesse assunto?

― Que quebrei a perna? O que quer dizer?

―Com uma perna quebrada não poderia subir por uma escada ― Explicou ela secamente.

Braddon considerou a ideia.

―Sim! Tem razão querida Maddie. ― Vou mandar uma mensagem a lady Sophie para dizer que tive um acidente.

―De verdade teve uma crise nervosa?

Ele franziu o cenho.

―Quase.

―Então não acreditará ainda que diga, eu em seu lugar tampouco o faria. Pensaria que é uma desculpa para não fazê-lo e que é muito velho para fugir.



Assombrou a ela mesma por suas palavras. É possível que houvesse um pouco de rancor no que havia dito? Ela não tinha nenhum direito a imaginar nem por um instante casada com um par do reino. Era evidente que Braddon nem sequer tinha pensado em casar com ela.

―Você opina que não acreditará?

― Arrisca que rompa o compromisso.

―Que rompa o compromisso?

Ao Braddon aterrava a ideia, agarrou-se a Maddie imaginando a ira de sua mãe. Endireitou-se.

―Já sei! Tenho que quebrar a perna de verdade. Cairei do cavalo, depois pedirei a um amigo que vá procurar Sophie subindo por essa condenada escada e a levará a minha casa onde ela poderá ver o machucado. Não poderá negar a evidência.

Madeleine suspirou. Francamente, seu aristocrata inglês necessitava de alguém que se ocupasse dele.

― Não diga tolices! Não pode quebrar a perna tão facilmente.

―Eu sim. Aconteceu-me quando era pequeno e o médico me aconselhou que fosse com cuidado porque poderia voltar a acontecer em qualquer momento. Basta com que caia do cavalo ao lado esquerdo, sobre a perna que é mais frágil e já está.

Ela ficou dura.

―E se a fratura não se cura bem? E se coxear o resto de sua vida? Então de todos os modos lady Sophie não quererá saber nada de você.

―Você acha?

―Todas as damas adoram dançar ― Declarou Madeleine com a convicção de uma pessoa que nunca tinha frequentado a alta sociedade ―Nenhuma grande dama quereria um marido que é incapaz de dançar.

― OH…


Ela não pôde resistir a sua decepção.

―Poderia proporcionar um machucado falso.

―De que demônios está falando?

Braddon tinha renunciado seguir suportando essa tortura e estava acariciando com os lábios a deliciosa orelha dela.

― Aqui temos todo o necessário para os cavalos. Porei-lhe uma tala e todos acreditarão que realmente quebrou a perna.

Ele emitiu um grito de alegria.

―Bravo Maddie!

Madeleine se voltou para dizer que fosse mais discreto e ele aproveitou para apoderar-se de seus lábios.

Passou algum tempo antes que voltassem para problema que os ocupava.

Quarenta minutos depois, Braddon tinha a perna da calça esquerda rasgada de cima abaixo e pensava vagamente na reação que teria Kesgrave.

Houve um momento tenso quando Braddon se negou a mostrar sua perna nua a Madeleine e insistiu em colocar ele mesmo a primeira capa de ataduras. Ela se vingou do fazendo uma talagem digna de um elefante.

A verdade é que quando saiu do estábulo apoiando-se no ombro dela, tinha a sensação de ter quebrado a perna realmente.

― Não acredita que colocou muito? ― Perguntou preocupado.

―Não. Sua perna está muito quebrada. Se você fosse um cavalo teríamos imobilizado.

Braddon deu umas moedas ao guri que estava vigiando a seu cavalo.

― Ponha em um box e chame um faetón.

O pirralho o olhava com curiosidade.

― Se machucou milorde?

Braddon deu um xelim mais.

― O faetón ― Repetiu.

―Em seguida.

O menino se precipitou para a rua deixando o cavalo preso em uma estaca.

―Espero que não o deixe esquecido aqui ― Disse Braddon que estava segurando sua bota com a ponta dos dedos.

Kesgrave o mataria se encontrava restos de graxa em uma bota, tivesse ou não a perna quebrada.

― Não se preocupe ―Contestou Madeleine ― O porei em lugar seguro.

Ele a olhou com ternura.

― Te amo sabe?

Ela ficou imóvel.

―Cale-se! Se meu pai ouve… Você fala muito alto!

Ele deu de ombros.

―Estou ferido de modo o que ele poderia me fazer? E, além disso, é verdade, Maddie, te amo.

― Você não é mais que um libertino ― Disse ela com dureza ―Diz me ama porque não cedo a seus desejos.

Chegaram à rua onde estava esperando uma carruagem com a portinhola aberta.

Madeleine deu a volta para voltar para estábulo sem dizer nada mais. De repente ocorreu uma ideia e voltou a dar a volta.

―Terá que voltar para ver-me quando quiser que tire a tala. A menos que confesse a seu ajudante de câmara que é falsa.

― Isso não! Kesgrave não tem nenhum senso de humor. Não direi a ninguém. Madeleine…

Ela estava frente a ele, formosa e sensual, com seus cabelos castanhos aos que a luz poeirenta do pátio punha reflexos dourados.

―Obrigado por sua ajuda.

Ela dedicou um deslumbrante sorriso.

― É normal que uma cortesã se assegure de que seu senhor não se case.

Rompeu a rir ao ver sua expressão de desgosto.

― Você não é uma simples cortesã ― Protestou.

―Não sou uma cortesã absolutamente! ― Declarou ela antes de desaparecer na sombra do edifício.

Dali observou Braddon que estava entrando no faetón praguejando contra a talagem muito pesada que se chocava contra a portinhola. Felizmente não quebrado de verdade a perna porque isso teria provocado uma dor de mil demônios.

Era muito difícil para ela não pena ao ver a longa figura dele subindo no carro. Certamente seria maravilhoso ser sua amante.

Maddie sacudiu a cabeça e recordou a pobre Gracie a qual tinha abandonado sem terminar de curar.

Em efeito, pobre Gracie. A égua tinha devorado o resto do unguento preparado para sua perna e quando o pai do Madeleine chegou encontrou a sua filha repreendendo à égua com uma inundação de pragas em francês.

Capitulo 8

Patrick contemplou seu amigo com incredulidade antes de romper a rir sem nenhuma alegria.

― É sua noiva, vá você procurá-la.

Braddon o olhava com expressão suplicante. Patrick era o único amigo no qual podia confiar. Apontou sua perna com um enorme gesso que estava repousando em cima de um tamborete.

― Não posso subir por uma escada neste estado, maldição!

Patrick deu de ombros.

―Então não a rapte.

―Esse é o problema ― Gemeu Braddon ―Não posso fugir. Se trouxer lady Sophie aqui ela comprovará que estou ferido e que a escapada é impossível. Estou em uma condenada confusão Patrick, e necessito que me ajude.

―Escreva uma nota.

―Deixará-me plantado. É um pouco histérica sabe? Ontem de noite me disse que se não fosse procurá-la não se casaria comigo nunca. Já sei! ― Exclamou de repente ―Já sei por que se comporta como um urso resmungão, também seu vai se casar? Com Daphne Blanc não é certo?

Patrick lhe lançou um olhar assassino.

― Não seja mais tolo do que já é Braddon.

― Odeio quando fala com essa frieza. É mais casca grossa que seu irmão. Não compreendo o que te incomoda tanto. Todo mundo estava falando de seu desaparecimento sob a lua com a senhorita Blanc ontem de noite.

― Ontem de noite antes que fosse?

― Exatamente. Acredita que minha mãe não notou que tinham ido dar um passeio e que não voltaram?

― Caiu um inseto nos olhos dela e ficou inchado ― Respondeu distraidamente Patrick ― Quando ouviu falar desse suposto matrimônio? Antes ou depois de que Sophie te propor uma conclusão tão rápida de seu compromisso?

― Não vai se liberar assim tão fácil ― Protestou Braddon ― Sophie sugeriu a fuga muito antes que provocasse esse escândalo. Já disse Patrick, possivelmente esta é a primeira vez que fui capaz de roubar uma mulher dos irmãos Foakes, mas ela me adora realmente.

Interrompeu-se um momento, pensativo.

―No fundo ― Continuou ― Talvez não seja você quem deve ir procura-la, acredita que se zangará?

Patrick o olhou irritado. Às vezes se perguntava como era possível que seu amigo não tivesse matado ao menos cem vezes.

―Certamente ― Disse ― De modo que seria melhor que enviasse um de seus criados. Em qualquer caso me nego a ir.

Terminou a taça de conhaque.

― Impossível! Como poderia enviar a um lacaio ao dormitório de uma dama que vai transformar-se em minha esposa? Não. Tem que ser você Patrick. Enviei uma mensagem a Alex mais não veio, suponho que não recebeu.

― Foi ao campo.

―Já o vê! Preferiria que não fosse você quem se encarregasse desta missão, mas não tenho a ninguém mais à mão. David não pode fazê-lo porque é vigário e além tampouco respondeu a minha mensagem. Quentin esta pobre ainda em pior estado que eu.

― Pelo amor de Deus! ― Protestou Patrick.

―Sabe o que? ― Continuou Braddon esperançado ― Porá minha capa e meu bigode falso e ela nem sequer saberá quem é.

Patrick se serviu outra taça.

―E porque deveria fazê-lo?

― Por quê? Pois em nome de nossa antiga amizade é obvio. Porque você é como um irmão para mim e porque já conhece minha mãe: sabe do que seria capaz se lady Sophie se negasse a casar-se comigo.

Patrick suspirou. Braddon o olhava com os olhos de um cão que sabe que seu amo esconde um osso atrás das costas.

Mas, depois de tudo, já que Sophie não queria saber nada dele por que não ia fazer de intermediário para o homem com o que ela desejava casar-se?

Braddon não deixava de falar.

―Olhe! Olhe isto Patrick!

Tirou de um enorme saco um objeto que se parecia com um ouriço.

―O que é isso?

―Uma barba! Comprei-a na melhor loja de disfarces, Henslowe, a que sorte ao teatro do Drury Lane. Também há uma capa. Toma.

Patrick fez uma careta. Se lady Sophie tinha vontade de manchar sua reputação fugindo o que mais lhe dava? Trazia absolutamente sem cuidado, de modo que bem podia subir por essa condenada escada.

Braddon que não deixava de olhá-lo sentiu renascer suas esperanças.

― Vai fazê-lo! ― Exclamou ― Eu sabia, Patrick. Sabia que podia contar contigo. Maldição velho é realmente um bom amigo. ”Meu” amigo!

― Mas bem um louco, quer dizer. Quanto tempo tem que usar o gesso?

―Uns quinze dias.

― Acreditei que se necessitavam seis semanas para que o osso soldasse ― Disse Patrick.

―Pode ser que tenha razão. Mas agora seria melhor que fosse. Sophie espera a meia-noite e faltam vinte minutos.

Patrick agarrou o ouriço negro que Braddon estendia. Dividia-se em duas partes: uma barba e um bigode. Braddon entregou um frasquinho.

―Toma, esta é a cola. Pode usar o espelho da lareira.

Patrick desentupiu o frasco e franziu o nariz.

―Não! ― Disse.

― Ao menos ponha a capa ― Suplicou Braddon ―Tem capuz. Assim ela não verá quem é antes que estejam fora. Não quero que comece a gritar e desperte toda a casa; provavelmente se sentirá contrariada ao ver que é você quem vai procura-la e não eu.

Isso era ficar curto!

―Ademais ―Continuava ― Necessitará uma capa para envolvê-la uma vez que estejam no chão. Não deve sujar a reputação de minha futura esposa se mostrando com ela na metade da noite.

Patrick esboçou um sorriso francamente divertido.

―Pede que entre no quarto de sua prometida e que leve ela em uma carruagem sem que saibam seus pais e se preocupa por sua reputação?

Jogou a capa sobre os ombros e se olhou ao espelho.

― Meu Deus, pareço uma caricatura da Morte da Idade Média! Só me faltam o cinturão feito de corda e uma foice!

Braddon mordeu o lábio inferior.

―A reputação de Sophie não sofrerá nenhum dano se ninguém os ver. Envolverá-a com a capa até que estejam no carro para que ninguém possa ver seu rosto. Quer dizer, caso haja alguém na rua a estas horas.

Patrick suspirou de novo. A situação era das mais cômicas.

― Suponho que saberá o que fazer com ela uma vez que esteja aqui.

Braddon assentiu com a cabeça.

―Enviarei-a a casa de minha avó. Vive a poucas ruas daqui e agora esta passando uns dias no campo. Já avisei à governanta quem amanhã pela manhã a levará de volta a sua casa sem que ninguém descubra nada.
A capa era imensa e Patrick se sentia extremamente ridículo. Mas só uma vez que se viu no jardim dos Brandenbourg, diante a escada preparada, foi quando compreendeu o absurdo da situação. Tinha que bater em retirada. Entretanto, quando já ia girar sobre seus calcanhares, ouviu uma voz apagada por cima dele.

―Lorde Slaslow!

Levantou os olhos para o pequeno rosto que aparecia pela janela.

― Bom, desça de verdade quer fugir ― Resmungou.

Era um estranho Romeu, pensou ele.

―Lorde Slaslow… Braddon, não posso ― Gemeu ela.

― Por quê?

A jovem considerou a escura sombra pensando que a voz de Braddon era estranhamente dura para ser um homem tão doce. Devia estar zangado com ela por lhe obrigar a comportasse de uma maneira tão escandalosa.

― Lorde Slaslow aceitaria subir para falar uns minutos? Por favor.

Sophie ouviu uma espécie de grunhido e o homem se aproximou da escada a qual ela se agarrou com nervosismo. E se Braddon caísse no chão e despertasse os criados? A verdade é que não era especialmente ágil.

Mas ele se movia com bastante segurança e ela se perguntou sorrindo se teria estado ensaiando todo o dia. Quando ele estava chegando aos últimos degraus, ela recuou rapidamente e foi sentar se na beira da cama. Tinha apagado as velas e só a luz da lua iluminava o quarto.

Nervosa viu seu prometido passar uma perna pela janela. Depois ele a viu sentada na cama e ficou um momento imóvel. Ela tinha a sensação de que a estava olhando embora não podia ver seu rosto sob o capuz.

Por fim ele passou a outra perna e saltou ao interior do quarto. Não disse nada se limitando a apoiar-se na janela.

― Suponho estará se perguntando por que não estou preparada para fugir com você ― Começou Sophie ― A razão pela que pedi que subisse até aqui, lorde Slaslow, é que me comportei como uma tola. Vai se zangar comigo, mas não posso descer por essa escada com você. Nem esta noite… Nem nunca.

Tentava distinguir o rosto de Braddon em vão. A capa era um chateio.

―Me senti muito desgraçada todo o dia, não parava de dar voltas na cabeça. Não queria lhe mandar uma simples mensagem, mas não posso fugir. E tampouco quero me casar.

Ao ouvir estas palavras, seu prometido; cuja elevada estatura era quase preocupante; cruzou os braços.

― Por quê? ― Limitou-se a perguntar.

―Sei o importante que é para você casar-se por causa de sua mãe, e o sinto de verdade, mas… Não estaria bem.

Ficou em silêncio muito incômoda. Entretanto o silêncio de seu companheiro a obrigou a continuar, e todas as coisas que a tinham obcecado no transcurso do dia saíram desordenadas por sua boca.

―Olhe, acreditei que poderíamos nos levar bem casados por que… Porque não nos amamos. Isso não é de tudo certo, já que tenho uma grande estima por você, Braddon… Ehh… Lorde Slaslow. Mas nós… Eu não sinto por você o tipo de sentimentos que uma esposa deve sentir por seu marido.

Silêncio.

― Não? ―disse ele.

― Não.


― Ah.

Decididamente a voz de Braddon era estranha, mas grave do habitual e com um sotaque de veludo que a punha nervosa. Possivelmente porque era a primeira vez que se encontravam a sós além do jardim. Essa lembrança reforçou sua determinação.

― Recorda quando se negou a me beijar ontem de noite porque não pensava em mim “desse modo”? Bem, pois um marido deveria pensar “desse modo” em sua esposa ― Concluiu com atrevimento.

Nenhuma resposta. Depois o homem com agilidade, franqueou os poucos passos que lhe separavam da cama. Sophie, apesar de seus esforços não conseguia ver sua cara. Ele a agarrou pela nuca e se inclinou para ela.

― Provemos ― Murmurou.

E seus lábios desceram sobre os de Sophie com firmeza.

―OH…

Braddon a estava empurrando para trás, ou possivelmente estivesse caindo ela sozinha. A boca de Sophie se ofereceu de maneira espontânea e sentiu um repentino calor em seu interior. Ninguém a tinha beijado assim além de Patrick. Então, disse Patrick Foakes não tinha nada de especial já que outro homem podia despertar nela as mesmas sensações. Depois, simplesmente, deixou de pensar.



Patrick tampouco pensava, por fim a tinha onde tinha sonhado: em uma cama, e a tontura que experimentava não deixava pensar em anda mais. Beijou-a até que ela começou a tremer de desejo, com os dedos afundados em seus cachos escuros.

Deitado sobre ela cobriu-a de pequenos beijos, leves como asas de mariposa que lhe arrancaram uns suaves gemidos. Ela tentou levá-lo para sua boca, mas ele seguia provocando-a beijando a face. Depois voltou a tomar seus lábios enquanto acariciava seus seios por debaixo da camisola.

Um som estrangulado saiu do mais profundo dela e, entretanto… Entretanto ela não queria sentir isto com Braddon. Inclusive embora o fosse capaz de despertar nela o desejo (o qual a assombrava) não queria casar-se com ele.

Assim que se afastou murmurando:

― Não.

Os lábios dele a perseguiram e sua língua fez correr pelas veias dela fogo líquido.



―Não, não, não.

Finalmente encontrou forças para afastá-lo e se sentou olhando fixamente diante ela. Seu prometido ficou deitado sobre um lado com o busto levantado.

― Isto não muda nada Braddon ― Disse ela ofegando ― Não sei por quê… Porque temos feito isto, mas não desejo me casar contigo.

Ele estava acariciando os cachos que caíam como uma cascata pelas costas. Ao ver que ele não dizia nada se voltou a lhe olhar.

E seu coração deixou de pulsar.

O capuz deslizou e a fraca luz da lua… Seu corpo já sabia que não era Braddon, mas agora ela podia ver as largas pestanas, os cabelos negros e prateados, seu queixo caiu… Sua mente começou a assimilar o que seu corpo tinha sabido desde o começo.

Emitiu um ligeiro suspiro como o de um menino dormindo.

Patrick sorriu languidamente sem deixar de acariciar seu cabelo. Depois a jogou brandamente para trás.

― Prometo ― Murmurou em seu ouvido ― Que eu penso em “desse modo” Sophie.

Sua língua brincava com o delicado lóbulo da orelha dela, provocando um incêndio em seu interior. Ela relaxou quando ele tomou sua face entre as mãos para beijá-la de novo. Tudo estava bem, era algo completamente natural. Ela já não pensava em disfarces, nem em fugas, nem em compromissos, nem em matrimônios.

Quando passeou suas pequenas mãos pela face dele, Patrick também relaxou. Sophie estava oferecendo com o encanto eterno da mulher seduzindo seu sedutor.

Com uma espécie de grunhido, ele rodou sobre ela e ela gemeu sob seu peso. Ele separou imediatamente.

― Lamento querida, tinha esquecido quão frágil é.

Sophie não se tomou a moléstia de responder. Ela desejava sentir esse musculoso corpo em cima dela e lhe agarrou pelos ombros oferecendo seus lábios.

Apoiado em um joelho, Ele se lançou ao descobrimento de seu corpo, despindo seus seios.

― Sophie É tão formosa... Tanto!

Sua boca seguiu o caminho de suas mãos. Agora ela se arqueava contra ele sussurrando incoerências que atiçavam seu desejo. Ele levantou sua camisola e acariciou os sedosos cachos de seu sexo.

Ela se esticou e o segurou pelo pulso.

― O que esta fazendo?

Estava tremendo por efeito da paixão, mas também tremia de medo e ele ficou quieto sem retirar os dedos. Ela permitiu que a deliciosa sensação se apoderasse dela e levantou para seu olhar carregado de desejo.

― Não farei nada que você não goste carinho ― Disse ele depositando pequenos beijos em sua face antes de apoderar-se de sua boca ao tempo que seus dedos se afundavam nela fazendo que perdesse a cabeça.

― Meu Deus! ― Murmurou ela de repente ―Está fazendo amor.

Patrick tentava pôr em ordem tudo que ia aprendendo sobre ela: suas inocentes carícias, o fato de que saltasse cada vez que ele tocava um lugar novo de seu corpo, o assombro que podia ver em seus olhos azuis… Tinha cometido o engano de acreditar que era tão perita nisto como deixavam transluzir suas palavras e seus vestidos. Afastou-se e a beijou na ponta do nariz.

― Mal posso vê-la, preciosa minha. Posso acender uma vela?

Sophie o contemplou fascinada.

― Minha donzela disse que a lua era tão fina hoje como o bigode de um camundongo.

Patrick se inclinou para acender a palmatória que havia em cima da mesinha de noite e depois voltou a sentar-se na cama.

― Esta me olhando! ― Disse ela entre tímida e zangada.

Colocou bem a camisola.

― Eu olhei como um homem olha à mulher que mais deseja no mundo ― Respondeu Patrick com ligeireza.

Mas seu olhar era uma brasa ardente.

Tirou a capa sob a qual usava uma camisa com o pescoço aberto.

― Nunca tinha visto antes um homem sem gravata ― Disse ela um pouco estupidamente.

Um sorriso iluminou o rosto de Patrick e depois, com um rápido gesto, tirou a camisa por cima da cabeça e a atirou ao chão. Sophie entrecerrou os olhos. A chama da vela dançou por um instante e umas sombras alaranjadas brincaram com os músculos e sobre a bronzeada pele.

Ela abriu a boca e a voltou a fechar. Animada pelo olhar de seu companheiro se arriscou a pôr uma mão no torso. Quando roçou seus mamilos igual ele fez antes com ela, ele agarrou ar com os olhos brilhantes de desejo.

Ela esboçou um sorriso e voltou a fazê-lo, desta vez com as duas mãos. Podia notar o coração de Patrick pulsando sob seus dedos.

Estava felicitando a se mesma por ter esse poder sobre ele, quando a agarrou em braços para depositá-la sobre seus joelhos. Ele cheirava a noite do verão, uma loucura do verão que corria por suas veias como o mais embriagador dos vinhos. Cheirava a homem. Ela conteve o fôlego e esperou.

Patrick fechou um instante os olhos para poder resistir a onda de paixão que ameaçava lhe arrastar. Depois a beijou no nariz.

― Vai casar comigo.

Sua voz não deixava lugar a dúvidas.

Ela suspirou a modo de assentimento.

Ele lhe levantou o queixo.

― Sophie…

― Certo ― Murmurou ― Certo, casarei contigo.

Mas isso não lhe preocupava muito nesse momento; podia notar o calor nas bochechas e em todo seu corpo.

― Patrick?

Ele se inclinou sobre sua boca.

― Não seria apropriado Sophie. Teremos que esperar.

Uma corrente de alegria se derramava por todo o corpo dela. Ia casar com um libertino, sim, mas um libertino ao qual amava com toda sua alma. Passou a língua por seus lábios e deixou vagar suas mãos sobre o peito de Patrick, descendo ao longo da flecha de cabelo que desaparecia sob o cinturão.

Levantou o olhar para ele. Sua expressão era sensual e uma promessa de desconhecidos prazeres iluminava seus olhos. Ela sorriu.

― É uma criatura diabólica! ― Grunhiu ele.

― OH Senhor! ― Respondeu ela com uma encantadora careta ―E você é o arcebispo?

Ele voltou a acariciar seus seios e ela jogou a cabeça para trás.

Beijo a beijo se encontraram tombados na cama. E desta vez, quando ele lhe levantou a camisola, em vez de protestar, estremeceu-se de antecipação.

Patrick se levantou um momento e voltou para seu lado tão nu como o dia que nasceu.

― Está nu! ― Exclamou ela.

Ele sorriu.

― Você também.

Ela se deu conta, confusa, de que efetivamente não tinha nada que a cobrisse, e seu corpo quase pareceu o de uma estranha. Só podia sentir um torvelinho de sensações como nunca tivesse podido imaginar. Patrick pousou uma cálida mão sobre seu seio e depois desceu para seu ventre. Ela não pôde seguir olhando.

Olhava a ele. De repente sua vozinha se elevou no silêncio:

―Isto não funcionará. Não parece que sejamos da mesma talha.

Patrick se incorporou sobre os cotovelos.

―Confia em mim, querida ― Disse antes de beijá-la uma vez mais, sedutor, convincente e com ternura.

― Me ocorre que acredito, sei julgar melhor minhas possibilidades…

―Tolices! ― Protestou ele ―Deus fez nossos corpos para que se acoplassem Sophie.

Ela morria de vontade de que ele continuasse com sua exploração.

―É certo ― Sussurrou ele contra sua boca ― Que não é muito agradável para uma mulher a primeira vez.

Mas isso a ela tinha deixado de preocupá-la.

Jogou os braços ao pescoço e se içou para ele um silencioso rogo, o qual acabou por destruir as últimas reservas de Patrick. Ele tomou sua boca e seu corpo ao mesmo tempo, afogando o grito dela. Depois ficou imóvel.

―Lamento, lamento.

Não parecia senti-lo absolutamente, pensou Sophie esquecendo a dor e concentrando-se nas palavras de amor que ele murmurava contra sua pele.

Depois ele começou a mover-se lentamente e, pouco a pouco, ela deixou de sentir dor. Outra sensação ia impondo fazendo que lhe escapassem pequenos suspiros.

Quando ele se retirou e deslizou as mãos sob suas nádegas, foi ela a que se arqueou para lhe obrigar a voltar para ela, concentrada completamente em um único objetivo que brotou em um molho de estrelas dentro de seu ventre e percorreu todos seus membros como uma onda.

Patrick também se deixou ir afogando um enorme grito, dominado por um orgasmo como nunca tinha conhecido antes.

― Sophie, Sophie, Sophie… ― Gemeu antes de desabar-se sobre ela.

Sobre a mesinha de noite, a vela oscilou sob a carícia da brisa que entrava pela janela.




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