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9ª Mostra da Produção Universitária – 2010

13ª SEMINÁRIO DE EXTENSÃO


TANZ – vivências corporais em danças: a formação de professores de Educação Física
Área Temática:

Leila Cristiane Finoqueto1



Giovana Valente Nunes2

Daniela Ricarte3

Letícia Milano4

Sheynara Ito Mazza5
Palavras-chave: Danças, Vivências, Ensino, Educação Física

O projeto de ensino “TANZ – vivências corporais em danças” foi criado no intuito de possibilitar experiências de danças, entendendo-a enquanto cultura corporal do movimento. Partimos do pressuposto de que não há necessidade que os integrantes do grupo tenham experiência com danças, mas sim disponibilidade, interesse e afinidade com a contextualização que a dança propicia ao nosso corpo. Todas as integrantes são acadêmicas do curso de Educação Física, o que nos remete a colocar uma problemática da utilização da dança, enquanto cultura corporal de movimentos, pelos professores de Educação Física, desmistificando que somente bailarino e/ou dançarino podem se utilizar dessa ferramenta para ministrar aulas, dançar ou montar sequências coreográficas. Concordando com o Coletivo de Autores (1992, p. 61), entendemos que a “Educação Física é uma disciplina que trata, pedagogicamente, na escola, do conhecimento de uma área denominada aqui de cultura corporal. O estudo desse conhecimento visa apreender a expressão corporal como linguagem”. Dançar faz com que nossos movimentos sejam a expressão daquilo que sentimos e pensamos. As diferentes maneiras com as quais os nossos corpos conseguem expressar e desenvolver a criatividade, possibilitar a construção de coreografias elaboradas a partir do contexto de leitura e interpretação de seus bailarinos requer a experiência da sensibilidade e da espontaneidade. Esses requisitos foram indispensáveis para que, cada integrante, com seu olhar, com sua perspectiva, elaborasse a coreografia de acordo com cada sugestão, resultando numa proposta personalizada. Criar foi o ponto de partida para que o projeto pudesse se manter, desenvolvendo a coreografia, pois o fato de não termos a técnica mais adequada não foi motivo para que parássemos e ficássemos sem continuidade, pelo contrário, cada adversidade, como encaixar o movimento no tempo da música, fazia com que aprendêssemos mais e incentivava para que construíssemos algo nosso, com o nosso jeito, com as nossas intencionalidades.

O início do projeto foi em abril e concluímos a coreografia na metade de junho. Ao longo do semestre, nossos encontros foram realizados duas vezes por semana, cada dia com a duração de uma hora e meia, sendo que nos organizávamos para criar a coreografia e também discutir questões pertinentes à dança, ensaios para apresentações realizadas no final do primeiro semestre de 2010, as quais oportunizaram uma complementação à trajetória da proposta do projeto.

Na medida em que a coreografia foi sendo finalizada, observamos que, embora não existisse a opinião e nem mesmo a presença de um coreógrafo em nosso grupo, conseguimos de forma simples, mas com muita identificação com os movimentos e algumas técnicas de dança, elaborar uma coreografia contextualizada com o tema da música escolhida para trabalharmos. A questão mais importante que nos incentivou a continuarmos, é que mesmo não tendo uma formação específica em dança, estamos conseguindo compreender que o professor de Educação Física tem condições de elaborar coreografias e valorizar o que cada corpo pode e tem condições de vivenciar. Baseadas no princípio de experimentação de movimentos e uma visão mais ampla sobre o nosso corpo fez com que a técnica não fosse a principal ferramenta, não menos importante, porém não essencial à exploração de si e do outro como um ser capaz de desenvolver movimentos férteis de significados.

Viabilizar a dança para as pessoas é um passo que ambicionamos efetivar no segundo semestre de 2010. Compartilhar essas experiências com alunos torna-se importante na medida em que é na troca de saberes que se constroem conhecimentos. Assim, o investimento que realizamos junto ao projeto nos possibilitou a dialogar com a dança de forma autônoma, criativa e participativa. Alertou-nos, contudo, a investir na sistematização do ensino da dança, vislumbrando práticas pedagógicas que explorem o potencial criativo presente tanto nos alunos quantos nos professores.

Referências Bibliográficas:


COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do ensino de Educação Física. São Paulo: Cortez, 1992.

HASELBACH, Barbara. Dança, Improvisação e Movimento: expressão corporal na Educação Física. Rio de Janeiro/RJ: Ao livro técnico, 1988.



BREGOLATO, Roseli Aparecida. Cultura corporal da Dança. São Paulo/SP: Ícone, 2000.



1 Coordenadora do projeto TANZ – Vivências corporais em danças. Professora Ms., Instituto de Educação, FURG e cristianefinoquetto@yahoo.com.br

2 Acadêmica curso de Educação Física, FURG

3 Acadêmica curso de Educação Física, FURG

4 Acadêmica curso de Educação Física, FURG

5 Acadêmica curso de Educação Física, FURG


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