Tocado por Nossos Sentimentos



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Tocado por Nossos Sentimentos

Uma pesquisa histórica do conceito adventista sobre a natureza humana de Cristo
Publicado originalmente pela Review and Herald Publishing Association sob o título “Touched With Our Feelings”
Pr. Jean R. Zurcher, Ph. D.

Presidente da Comissão de Pesquisa Bíblica da Divisão Euro-Africana da IASD – Secretário da Mesma Divisão


Tradutor: Luís Hortolani
Índice 1
Prefácio por Kenneth H. Wood 6

Desafiado pelos Críticos 7

Diálogo e Mudança 8
Introdução 11

Os apóstolos enfrentam as primeiras heresias 11

A Cristologia através dos séculos 12

Cristologia contemporânea 13

Os precursores da Cristologia contemporânea 15

A História da Cristologia adventista 16
PARTE I – A NATUREZA DIVINO-HUMANA

DE JESUS CRISTO 18
Capítulo 1. A Divindade de Cristo 18

James Springer White (1828-1881) 18

Uriah Smith (1832-1903) 19

Joseph H. Waggoner (1820-1889) 20

Ellet J. Waggoner (1855-1916) 21

Ellen Gould White (1827-1915) 23
Capítulo 2. A Natureza Humana de Cristo 27

A encarnação, um mistério 28

Os fundamentos bíblicos de Cristologia 28

Os primeiros testemunhos adventistas 30

A primeira declaração oficial 31

A natureza humana em estado decaído 32

PARTE II – A CRISTOLOGIA DOS PIONEIROS DA IGREJA ADVENTISTA 35
Capítulo 3. A Cristologia de Ellen G. White (1827-1915) 35

A humanidade de Jesus Cristo 36

A natureza de Adão antes ou depois de queda? 37

A natureza humana em estado decaído 38

“Tentado em tudo, como nós...” 39

“... mas sem pecado.” 41

Divino e humano 42

Participante da natureza divina 43

Conclusão 44
Capítulo 4. Ellet J. Waggoner (1855-1916) 47

Primeiras declarações feitas entre 1884 e 1888 47

“Deus manifesto em carne” 49

Waggoner comprova sua Cristologia 52

Conclusão 53
Capítulo 5. Alonzo T. Jones (1850-1923) 55

A mensagem de Jones ainda digna de confiança? 56

A Cristologia de Jones 58

1. A decaída natureza humana de Cristo 59

2. O pecado condenado na carne 60

3. A natureza de Adão: antes ou depois da queda? 60

4. A vitória possível através de Jesus Cristo 62

Conclusão 64
Capítulo 6. William Warren Prescott (1855-1944) 67

Um ardoroso partidário da mensagem de 1888 68

1. A encarnação, uma verdade fundamental 68

2. Humanizado em “carne pecaminosa” 69

3. A carne de Adão após a queda 69

4. Cristo em nós, a esperança da glória 70

Ellen G. White aprova a Cristologia de Prescott 71

Prescott comprova sua Cristologia 72

1. Jesus participou do sangue e da carne humanos 73

2. Uma carne semelhante à do pecado 73

3. Enviou-O para condenar o pecado na carne 74

4. Para poder participar de Sua natureza divina 74

Uma mensagem verdadeiramente cristocêntrica 75

Conclusão 77
Capítulo 7. O movimento da carne santa 78

Haskell informa Ellen G. White 79

Ellen G. White responde a Haskell 80

Um vigoroso protesto 81

Waggoner refuta a doutrina da carne santa 81

Ellen G. White rejeita a doutrina da carne santa 83

Condenada a doutrina da carne santa 84

Conclusão 85

PARTE III – EXCERTOS DAS PUBLICAÇÕES OFICIAIS DA IGREJA (1895-1952) 87
Capítulo 8. Excertos das publicações oficiais (1895-1915) 87

Excertos dos periódicos da igreja 87

Excertos das lições da escola sabatina 89

Excertos de vários livros 91

1. Olhando para Jesus, de Uriah Smith 92

2. Perguntas e respostas, de Milton C. Wilcox 92

3. Estudos bíblicos para o lar 92
Capítulo 9. Excertos das publicações oficiais (1916-1952) 96

Excertos dos periódicos da igreja 96

Excertos da literatura adventista européia 99

Excertos das lições da escola sabatina 103

Excertos de livros selecionados 104

1. A doutrina de Cristo, de W. W. Prescott 104

2. Vida vitoriosa, de Meade MacGuire 104

3. Fatos da fé, de Christian Edwardson 105

4. O vinho da Babilônia Romana , de Mary E. Walsh 106

5. Respostas a objeções , de F. D. Nichol 106

6. A expiação e o drama dos séculos, de W. H. Branson 108

Conclusão 109
PARTE IV – CONTROVÉRSIA CRISTOLÓGICA

NO SEIO DA IGREJA ADVENTISTA 112
Capítulo 10. “O novo marco histórico adventista” 112

A primeira data memorável de uma mudança radical 112

A rejeição das “errôneas” idéias do passado 114

O manifesto da nova Cristologia 115

“Humano, mas não carnal” 116

O novo marco histórico adventista 117

Questões doutrinárias 118

A carta de Ellen G. White a William L. H. Baker 120
Capítulo 11. As primeiras reações ao livro Questões Sobre Doutrina 123

A Cristologia tradicional autenticada pelo Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia 124

O Patrimônio White publica Mensagens Escolhidas 126

M. L. Andreasen e o seu “Cartas às Igrejas” 126

Propostas para a revisão do livro Questões Doutrinárias 130

Uma votação esclarecedora 130

A publicação do volume 7–A do Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia 131

Roy Allan Anderson, O Deus-homem, Sua natureza e obra 132

LeRoy Edwin Froom aprova a nova Cristologia 133
Capítulo 12. Reações à nova Cristologia (1970 a 1979) 138

A reação da Review and Herald 138

A reação do Instituto de Pesquisa Bíblica 140

Herbert E. Douglass reage através das lições da Escola Sabatina 141

A Cristologia da comissão da justificação pela fé 142

As dissertações de Ford na Conferência de Palmdale 143

Herbert E. Douglas reafirma a Cristologia tradicional 144

Kenneth H. Wood confirma a Cristologia tradicional 146

A Cristologia de Edward Heppenstall 148

A posição de J. R. Spangler sobre a Cristologia, enquanto ainda editor do periódico O Ministério 151

Thomas A. Davis, Foi Jesus realmente como nós? 152

O ponto de vista de William G. Johnsson 154

Edward W. H. Vick, Jesus, o Homem 155
Capítulo 13. O auge da controvérsia 160

Um zeloso defensor da Cristologia tradicional 160

A nova Cristologia nas lições da Escola Sabatina 162

A voz da Verdade Presente 164

Correntes conflitantes na Cristologia adventista 167

As duas Cristologias face a face 169

1. Gulley: A natureza humana antes da queda 170

2. Douglass: A natureza humana após a queda 171

Revisão recíproca das teses e antíteses 174

Críticas e perguntas dos leitores do O Ministério 176

O ponto de vista alternativo de Thomas A. Davis 177
Capítulo 14. Em busca da verdade histórica 181

Um século de Cristologia adventista 181

O Patrimônio White é solicitado a posicionar-se 182

O ponto de vista de Robert Olson 183

Discussão sobre Cristologia no Patrimônio White 185

Tim Poirier e as fontes da Cristologia de E. G. White 185

D. A. Delafield apóia a Cristologia de Ellen G. White 187

George R. Knight confirma a Cristologia dos pioneiros 188

Uma exposição bíblica no Nisto Cremos 189

Roy Adams busca reacender o debate 191

A situação européia 193

Georges Stéveny na esteira dos pioneiros 194

William G. Johnsson tenta harmonizar 195

Jack Sequeira e o problema do pecado 197

A derradeira declaração de Ellen G. White sobre a natureza humana de Cristo 199
PARTE V. UM RETORNO ÀS FONTES DA CRISTOLOGIA BÍBLICA E ADVENTISTA 206
Capítulo 15. Avaliação e Crítica 206

Isso é realmente essencial? 206

Sumário das três interpretações atuais 207

1. A Cristologia histórica ou tradicional 208

2. A nova Cristologia ou a posição pré-lapsariana 209

3. A Cristologia alternativa 209

Erros de avaliação 210

Uma doutrina condenada pela igreja 211

Métodos tendenciosos 212

Um argumento fictício, uma expressão desencaminhadora 213

Pontos fortes e fracos da Cristologia alternativa 215
Capítulo 16. Dados bíblicos sobre Cristologia 218

Evidências neotestamentárias 218

O conceito bíblico de pecado 220

1. Pecado como poder e pecados como ações 221

2. Somente os que pecam são culpados 222

“Em semelhança de carne pecaminosa” 223

Razões para a encarnação 225

1. Para ser uma oferta pelo pecado 226

2. Para condenar o pecado na carne 227

3. Para libertar o homem da “lei do pecado e da morte” 228

4. “Para que a justiça da lei se cumprisse em nós” 228

Vitória por meio do “Espírito de Vida em Cristo Jesus” 229

1. Cristo “justificado no Espírito” 229

2. Transformado pelo “Espírito de Cristo” 230

Conclusão 231

233

Índice Remissivo 235

Uma palavra dos patrocinadores 237


PREFÁCIO
Desde que eu era um menino pequeno, no início de 1920, meus pais me ensinaram que o Filho de Deus veio a este mundo com a herança física semelhante ao de qualquer outro bebê humano. Sem destacar Sua linha de ascendência de pecadores, eles me contaram de Raabe e Davi, e enfatizavam que, a despeito de Sua herança física, Jesus viveu uma vida perfeita como criança, jovem e adulto. Eles me diziam ainda que Cristo compreendia minhas tentações, pois foi tentado como eu, e que desejava conferir-me poder para vencer como Ele o fez. Isso me impressionou profundamente, pois me ajudou a ver Jesus não apenas como meu Salvador, mas como exemplo, e a crer que por Seu poder eu poderia viver uma vida vitoriosa.

Em anos posteriores aprendi que o ensino de meus pais com respeito a Jesus estava bem alicerçado na Bíblia, e que Ellen G. White, a mensageira do Senhor à igreja remanescente, deixou clara essa verdade em numerosas declarações, como as que abaixo seguem:



“Que as crianças tenham em mente que o menino Jesus tomou sobre Si mesmo a natureza humana, em semelhança de carne pecaminosa, e foi tentado por Satanás como todas as crianças o são. Ele foi capaz de resistir às tentações de Satanás através da dependência do divino poder de Seu Pai celestial, enquanto era sujeito à Sua vontade e obediente a todos os Seus mandamentos.” Youth’s Intructor, 23 de agosto de 1894.

“Jesus teve a idade de vocês. As circunstâncias e os pensamentos que vocês têm nesse período de vida, Jesus também os teve. Ele não pode passá-los por alto nessa fase crítica. Cristo compreende os riscos que os envolvem. Ele está relacionado com as tentações de vocês.” Manuscript Releases, vol. 4, pág. 235.

Uma das principais razões pelas quais Cristo entrou na família humana para viver uma vida de conquistas, desde o nascimento até a maturidade, foi o exemplo que Ele deveria dar àqueles a quem viera salvar. “Jesus tomou a natureza humana, passando pela infância, meninice e juventude, para que pudesse saber como simpatizar com todos, e deixar um exemplo para todas as crianças e jovens. Ele está relacionado com as tentações e as fraquezas das crianças.” Idem, 1 de setembro de 1873.

Em meus anos de curso médio e faculdade, continuei a ouvir de professores adventistas e pastores que Jesus tomou a mesma natureza carnal que cada ser humano tem – carne afetada e influenciada pela queda de Adão e Eva. Destacava-se que os católicos não criam nisso, porque sua doutrina do pecado original exige que afastem Jesus da carne pecaminosa. Eles fizeram isso ao criar o dogma da imaculada conceição, a doutrina em que Maria, a mãe de Jesus, embora concebida naturalmente, estava desde o momento de sua concepção, livre de qualquer mancha do pecado original. Assim, uma vez que ela era diferente de seus ancestrais e do restante da raça decaída, podia prover seu Filho com carne semelhante à de Adão antes da queda. Embora alguns protestantes rejeitem a doutrina católica, a maioria ainda debate sobre a diferença entre a humanidade de Cristo e a da raça à qual veio Ele salvar. Sobrenaturalmente, dizem eles, Ele foi privado da herança genética que poderia ter recebido de Seus degenerados antepassados, daí estar isento de certas tendências contra as quais os seres humanos, como um todo, precisam batalhar.
Desafiados Pelos Críticos

Porque os adventistas, desde o início, sustentam que Jesus tomou a natureza humana após 4.000 anos de pecado, ministros e teólogos de outras igrejas têm distorcido essa crença e a utilizado para desviar o povo da verdade do sábado e das três mensagens angélicas. Com a doutrina do pecado original em sua ordem de referência, eles declaram que se Jesus tomou um corpo “em semelhança da carne do pecado” (Rom. 8:3), Ele teria sido um pecador e, conseguintemente, teria Ele mesmo necessidade de um salvador.

No princípio de 1930, um artigo desafiando três ensinos adventistas, inclusive a natureza de Cristo, apareceu no Moody Monthly (Mensário Moddy). Francis D. Nichol, editor da Review and Herald (hoje Revista Adventista), respondeu às acusações escrevendo uma carta ao editor do Moody. Com referência ao ensino de que Cristo “herdou uma natureza decaída e pecaminosa”, ele disse: “A crença dos adventistas do sétimo dia sobre esse assunto está claramente fundamentada em Hebreus 2:14-18. Na medida em que tal passagem bíblica ensina a real participação de Cristo em nossa natureza, assim nós pregamos.” Mais tarde, num editorial em que comentava a resposta crítica à sua declaração, ele escreveu:

“Concordamos plenamente que para alguém dizer que Cristo herdou uma natureza pecaminosa e decaída, poderia, na ausência de qualquer outra declaração qualificativa, ser mal-interpretado, significando que Cristo era um pecador por natureza, como nós. Essa seria, realmente, uma doutrina estarrecedora. Mas, tal ensino não é crido por nós. Ensinamos completamente que embora Jesus fosse nascido de mulher, partilhava da mesma carne e do mesmo sangue que nós, feito tão verdadeiramente semelhante a Seus irmãos, que Lhe era possível ser tentado em todos os pontos como nós, todavia sem pecado. Ele não conheceu pecado.

“A chave de todo o assunto, de fato, é a frase ‘contudo, sem pecado’. Cremos irrestritamente nessa declaração dos Escritos Sagrados. Cristo era, verdadeiramente, sem pecado. Cremos que Aquele que não conheceu pecado, foi feito pecado por nós. Do contrário, Ele não poderia ter sido nosso Salvador. Não importa em que linguagem qualquer adventista se esforce por descrever a natureza que Cristo herdou do lado humano – e quem pode esperar fazer isso com absoluta precisão e livre de qualquer possível mal-entendido? – cremos implicitamente, como já declarado, que Cristo era ‘sem pecado’.” Review and Herald, 12 de março de 1931.

A posição colocada pelo Pr. Nichol era precisamente a crença que a igreja, bem como muitos respeitáveis estudiosos não-adventistas da Bíblia, mantiveram através das décadas. Esse era o ponto de vista sustentado por Ellen White. Ela escreveu: “Tomando sobre Si a natureza humana em seu estado decaído, Cristo não participou, no mínimo que fosse, do seu pecado... Ele foi tocado com a sensação de nossas fraquezas, e em tudo foi tentado como nós. E todavia não conheceu pecado... Não devemos ter dúvidas acerca da perfeita ausência de pecado na natureza humana de Cristo.” Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 256.


Diálogo e Mudança

Imagine minha surpresa então, quando, como um dos editores da Review nos anos cinqüenta, ouvi alguns líderes de igreja dizerem que esse não era um ponto de vista correto – que essa era apenas a visão de uma “ala lunática” da igreja. O diálogo foi tomando espaço entre uns poucos ministros evangélicos, que estavam comprometidos com um ponto de vista sobre a natureza do homem, o qual incluía o erro da imortalidade da alma. Foi-me dito que nossa posição sobre a natureza humana de Cristo estava sendo “elucidada”. Como resultado desse diálogo, muitos líderes da igreja que haviam estado envolvidos nas discussões, declararam que Cristo tomou a natureza de Adão antes da queda e não após ela. A mudança foi de 180 graus: pós-lapsarianos e pré-lapsarianos.

Essa dramática alteração compeliu-me a estudar a questão com uma intensidade que beirou à obsessão. Com toda a objetividade que pude reunir, examinei as Escrituras e li os escritos de Ellen White. Também li as declarações de pensadores adventistas feitas nos últimos cem anos. Examinei estudos e livros de teólogos contemporâneos, adventistas e não-adventistas. Tentei compreender que efeito essa mudança de crença poderia ter sobre: 1) o simbolismo da escada de Jacó, que alcançava Terra e Céu; 2) o propósito de haver Cristo assumido a natureza humana; 3) a relação de Sua humanidade para ser qualificado como nosso Sumo Sacerdote (Heb. 2:10; cf. O Desejado de Todas as Nações, pág. 745, e Vida de Jesus, pág. 155); 4) a relativa dificuldade de lutar contra o adversário em carne imaculada, em lugar de carne pecaminosa; 5) o profundo significado do Getsêmani e do Calvário; 6) a doutrina da justificação pela fé; e 7) o valor da vida de Cristo como exemplo para mim.

Por quarenta anos continuei esse estudo. Em conseqüência, cheguei a compreender melhor não somente a importância de sustentar uma correta visão da natureza humana de Cristo, como também dois comentários de Ellen White sobre o porquê de verdades simples serem algumas vezes aparentemente confusas: 1) “Professos teólogos parecem ter prazer em tornar misterioso aquilo que é claro. Eles revestem os ensinos simples da Palavra de Deus com seus próprios arrazoados obscurantistas, e assim confundem as mentes daqueles que ouvem suas doutrinas.” (Signs of the Times, 2 de julho de 1896). 2) “Muitas passagens da Escritura, que homens doutos consideram mistérios ou passam por alto como merecendo pouca importância, estão cheias de conforto para aquele que aprender na escola de Cristo. Uma das razões por que muitos teólogos não têm melhor compreensão da Bíblia é que eles fecham os olhos para as verdades que não lhes convêm praticar. A boa compreensão da Bíblia não depende tanto da força intelectual posta ao serviço do seu estudo, quanto da singeleza de propósito, do sincero desejo de conhecer a verdade.” (Conselhos Sobre a Escola Sabatina, pág. 38)

Durante as recentes décadas, certo número de escritores têm tentado provar sua crença de que Cristo tomou a natureza de Adão antes da queda. Seus textos bíblicos de prova parecem robustos apenas quando interpretados de acordo com suas pressuposições. Ocasionalmente utilizam-se de uma abordagem ad hominem, isto é, para confundir quem os ouve ou lê, na qual se empenham em desacreditar respeitabilíssimos professores e ministros adventistas, que mantêm o ponto de vista pós-queda. Entendo que suas tentativas foram moldadas segundo um advogado a quem se atribui as seguintes palavras: “Se você tem um caso difícil, tente confundir a questão. Se você não tem nenhum caso, ralhe com o júri.”

Estou amplamente convencido de que antes de a igreja poder proclamar com poder a última mensagem divina de advertência ao mundo, deve unir-se em torno da verdade da natureza humana de Cristo. Tenho esperado longamente que alguém com credenciais espirituais e acadêmicas impecáveis colocasse em forma sucinta e legível a completa Cristologia baseada na Bíblia (e no Espírito de Profecia), e expusesse como a igreja se apartou dessa verdade 40 anos atrás.



Este livro atendeu a essa esperança. Conheço seu autor já há muitos anos. Ele é um fiel adventista do sétimo dia, um erudito que procura a verdade com objetividade incomum. Aproximadamente há três décadas ele fez uma excelente contribuição à teologia contemporânea, escrevendo a obra The Nature and Destiny of Man (A Natureza e o Destino do Homem), publicada pela Philosophical Library, de Nova Iorque, em 1969. Com clara compreensão da natureza humana, Jean Zurcher tem tido o discernimento necessário para examinar a doutrina da natureza humana de Cristo. No presente volume ele apresenta cuidadosamente a verdade acerca da natureza humana de Cristo, e mostra que a glória da bem-sucedida missão do Salvador a este mundo é aumentada, e não diminuída, pelo fato dEle haver triunfado a despeito de assumir os riscos da “carne pecaminosa”.

Creio que este livro meticulosamente pesquisado e bem escrito, será entusiasticamente recebido por todos aqueles que amam a verdade e desejam compreender melhor quão íntima é a relação entre Jesus e a família humana. Verdadeiramente, “a humanidade do Filho de Deus é tudo para nós. É a corrente de ouro que liga nossa alma a Cristo, e por meio de Cristo a Deus.” Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 244.

Kenneth H. Wood, presidente

Conselho Curador do Patrimônio de Ellen G. White

10 de agosto de 1996.
INTRODUÇÃO
Através da história da Igreja Cristã, o assunto da Cristologia, que trata de Cristo, Sua pessoa e obra1, foi o centro de muitas disputas teológicas. As mais danosas heresias e mais dramáticos cismas tiveram suas origens na diversidade de teorias concernentes à pessoa e obra de Cristo.

Em razão da helenização da fé (conformar a fé ao caráter e cultura gregos) e do surgimento de doutrinas heréticas, os apóstolos e seus sucessores foram forçados a contender em função da questão da natureza divino-humana de Cristo. Isso deu em resultado à criação de “uma Cristologia no estrito sentido do termo, ou uma expressa doutrina da pessoa de Jesus Cristo”.2

Hoje, a natureza humana de Cristo ainda permanece como um sério problema para o Cristianismo, e várias denominações tentam resolvê-lo conforme uma variedade de modos. Esse é um importantíssimo tópico. Desse ponto dependem não apenas nossa compreensão da obra de Cristo, como também o entendimento do modo de vida esperado de cada um de nós, enquanto seguimos “a verdade que é em Jesus”. (Efés. 4:21)
Os apóstolos enfrentam as primeiras heresias

É interessante notar que nos primórdios do Cristianismo, a questão da pessoa de Cristo não foi: “O que foi a Sua natureza?”, mas “Quem é Ele?” Quando Jesus perguntou a Seus discípulos: “Quem, dizem os homens, ser o Filho do homem? Eles responderam: “Uns dizem que é João, o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou algum dos profetas.” “Mas vós, perguntou-lhes Jesus, quem dizeis que Eu Sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” (Mat. 16:13-16)

À medida que a evangelização do mundo greco-romano progredia, a questão deixou de ser uma simples matéria sobre quem Jesus era. Agora o problema mudou de rumo: Como Jesus Se referia a Deus? Era Ele verdadeiramente divino, ou apenas um homem? Se ambos, como podemos explicar o relacionamento entre Sua divina natureza e Sua humana natureza? A igreja, ao confrontar-se com a heresia, foi obrigada a considerar essas questões e tentar respondê-las.

Paulo e João foram os primeiros a refutar os falsos ensinos sobre a natureza de Cristo, em resposta a dúvidas que surgiram acerca de Suas divindade e humanidade. Na epístola aos Filipenses, depois de enfatizar a igualdade de Cristo com Deus, Paulo diz que Jesus veio a este mundo e tornou-Se “semelhante aos homens, e achado na forma de homem...” (Fil. 2:7 e 8) Igualmente, tendo escrito aos romanos que Deus enviou “Seu Filho em semelhança de carne do pecado...” (Rom. 8:3), ele declara enfaticamente aos colossenses que Cristo “é imagem do Deus invisível”, e que “nEle habita corporalmente toda a plenitude da Divindade”. (Col. 1:15; 2:9)

Além disso, João foi compelido a afirmar em seu evangelho que “o Verbo era Deus”, e que “o Verbo Se fez carne” (João 1:1 e 14) Então, confrontado com as alegações dos gnósticos, ele decidiu que era necessário advertir a igreja contra aqueles que negavam a humanidade de Cristo: “Nisto conheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus, não é de Deus; esse é o espírito do anticristo.” (I João 4:2 e 3)
A Cristologia através dos séculos

Desde o início do segundo século, os sucessores dos apóstolos foram atraídos para os inexoráveis argumentos que tratam da pessoa de Cristo, e em particular de Sua natureza. Defrontado com o desenvolvimento do arianismo, que negava a divindade de Cristo, o Concílio de Nicéia (325 a. D.) resolveu o problema afirmando a divindade de Jesus. Permaneceu ainda o problema das duas naturezas, humana e divina, que foi solucionado pelo Concílio de Caldedônia (451 a. D.), e esse dogma tornou-se a declaração de fé da Igreja Católica.

Os reformadores não foram, em realidade, inovadores cristológicos; eles estavam mais preocupados com os problemas referentes à natureza da fé e da justificação, do que com aqueles da Cristologia. Em termos gerais, todos eles aceitaram “o dogma fundamental da essencial divindade de Cristo, com a unidade da pessoa e a dualidade de naturezas”.3 Apenas uns poucos teólogos protestantes na Suíça de fala francesa abandonaram a “doutrina das duas naturezas”. 4

Entretanto, muitos teólogos do século vinte seguiram suas pegadas. Oscar Culmann, por exemplo, considera que “a discussão relativa às duas naturezas é, essencialmente, um problema grego e não judeu ou bíblico”5.

Emil Brunner garante que “o complexo conjunto dos problemas suscitados pela doutrina das duas naturezas é o resultado de uma questão equivocadamente apresentada, de um problema que deseja conhecer algo que nós simplesmente não podemos saber, ou seja, como a divindade e a humanidade estão unidas na pessoa de Cristo”. 6

Essa notável retirada do dogma de Calcedônia por parte desses teólogos, jaz na base da nova tendência em Cristologia. A vasta maioria dos teólogos, hoje, tanto católicos como protestantes, reconhecem que o estudo do mistério de Cristo não pode mais estar separado de seu significado para a humanidade. Em outras palavras, uma característica das Cristologias contemporâneas é que elas estão mais estreitamente ligadas à antropologia.

Naturalmente, essa nova relação conduz alguns teólogos a uma consideração muito mais profunda da natureza humana de Cristo. O conceito de que o Filho do homem tomou a natureza humana é reconhecido por todos os cristãos. Mas a questão é sobre que espécie de natureza humana Ele assumiu: aquela afetada pela queda ou a originalmente criada por Deus? Em outros termos, a natureza de Adão antes ou depois da queda?
Cristologia contemporânea

Através dos séculos passados, atrever-se a sugerir que a natureza humana de Cristo era a de Adão após o pecado, teria sido considerado uma grave heresia. Hoje, muitos consideram que essa questão ainda é discutível.7

Não obstante, devemos certamente reconhecer que os mais eminentes teólogos protestantes da segunda metade do século vinte, tais como Karl Barth, Emil Brunner, Rudolf Bultmann, Oscar Culmann, J. A. T. Robinson e outros, têm-se abertamente declarado em apoio à natureza humana afetada pela queda.

Karl Barth foi o primeiro a declarar seu apoio a essa explanação, num artigo publicado já em 19348. Porém, sua mais abrangente análise é encontrada em Dogmatics (Dogmáticos), sob o título Truly God and Truly Man (Verdadeiramente Deus e Verdadeiramente Homem) 9. Tendo afirmado sua crença de que Jesus Cristo era “verdadeiramente Deus”, ele considera pormenorizadamente como o “Verbo Se fez carne”. Para ele não havia nenhuma possível dúvida sobre a decaída natureza humana de Jesus. Com certeza ele afirmou: “Ele (Jesus) não era um pecador. Mas interior e exteriormente Sua situação era de um homem pecador. Ele nada fez do que Adão praticou, mas viveu na forma em que precisou assumir como base o ato de Adão. Ele suportou inocentemente tudo aquilo de que temos sido culpados – Adão e todos nós em Adão. Espontaneamente, Ele Se solidarizou conosco e entrou em necessária associação com nossa perdida existência. Apenas desse modo poderia a revelação de Deus a nós e nossa reconciliação com Ele, manifestamente tornar-se um evento nEle e por Ele.”10

Tendo justificado suas conclusões com versos de Paulo e a epístola aos Hebreus, Barth acrescenta: “Mas não deve haver qualquer debilitação ou ensombrecimento da salvadora verdade de que a natureza que Deus assumiu em Cristo é idêntica à nossa natureza, como nós a entendemos à luz da queda. Se isso fosse diferente, como poderia Cristo ser realmente semelhante a nós? Que relação teríamos com Ele? Estamos diante de Deus caracterizados pela queda. O Filho de Deus não apenas assumiu nossa natureza, mas Ele penetrou na concreta forma de nossa natureza, sob a qual estamos perante o Senhor como homens amaldiçoados e perdidos. Ele não criou ou estabeleceu essa forma diversamente da nossa; embora inocente, Ele Se tornou culpado; a despeito de ser sem pecado, Ele Se tornou pecado. Mas essas coisas não devem levar-nos a diminuir Sua completa solidariedade conosco e desse modo afastá-Lo de nós.”11

Emil Bruner, em seu Dogmatics, chega à mesma conclusão. Ele não hesita em declarar que “o fato dEle ter nascido de mulher, assim como nós, mostra que Ele era verdadeiramente homem”12. Bruner indaga: “Foi Jesus de fato um homem como nós e assim, um pecador?” A resposta vem da Escritura: “O apóstolo Paulo, falando da humanidade real de Jesus, vai até onde é possível quando diz que Deus enviou Seu Filho em semelhança de carne pecaminosa (Rom. 8:3). A epístola dos Hebreus acrescenta: ‘Um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.’ Hebreus 4:15.”13 Enquanto Brunner concorda que “Ele era um homem como nós”, também reconhece que “Ele não é um homem como nós mesmos.”14

Apoiando-se nos mesmos versos, Bultmann e Culmann, concordam inteiramente. Em seu comentário sobre Filipenses 2:5-8, Culmann escreve: “A fim de assumir a ‘forma de servo’, foi necessário antes de mais nada, tomar a forma de homem, vale dizer, um homem afetado pela decadência humana. Esse é o significado da expressãotornando-se semelhante aos homens’ (verso 7). O sentido de homoiomati é perfeitamente justificado. Ainda mais, a seguinte frase enfatiza que ao encarnar-Se, Jesus, ‘homem’, aceitou completamente a condição dos ‘homens’. Aquele que, em essência, foi o único Deus-homem... tornou-Se pela obediência ao Seu chamado, um Homem celeste, de forma a cumprir Sua obra expiatória, um Homem encarnado em carne pecaminosa.” 15

Seria lastimável deixar de mencionar aqui a posição do bispo anglicano J. A. T. Robinson, que em seu estudo sobre o conceito de “corpo” na teologia paulina, expressou-se mais claramente do que qualquer outro sobre a natureza humana de Jesus: “O primeiro ato no drama da redenção”, escreveu ele, “é a auto-identificação do Filho de Deus até o limite, todavia sem pecado, com o corpo carnal em seu estado decaído.”16



“É necessário acentuar essas palavras”, detalha ele, “porque a teologia cristã tem sido extraordinariamente relutante em aceitar corajosamente as audaciosas e quase rudes frases que Paulo usa para demonstrar o agravo do evangelho nesse ponto. A tradicional ortodoxia católico-protestante sustenta que Cristo encarnou-Se numa natureza humana não-decaída.”17

“Mas, se a questão for reafirmada em seus termos bíblicos, não há razão para temor – e realmente são eles os terrenos mais importantes a pesquisar – a imputação a Cristo de uma humanidade sujeita a todos os efeitos e conseqüências da queda.”18

Além disso, o problema foi objeto de uma proposta de Thomas F. Torrance, numa sessão da Comissão “Fé e Constituição” do Concílio Ecumênico Mundial, ocorrida em Herrenalb, Alemanha, em julho de 1956. “Necessitamos considerar mais seriamente o fato de que o Verbo de Deus assumiu nossa sarx, isto é, nossa humanidade decaída (e não uma imaculadamente concebida), para assim santificá-la. A doutrina da igreja necessita ser pensada em termos do fato de que Cristo Jesus assumiu nossa humanidade e Se santificou. A igreja é santa na santificação de Cristo.”19

Thomas Torrance é ainda mais explícito: “Talvez a mais fundamental verdade que temos aprendido da igreja cristã, ou antes, reaprendida, uma vez que a suprimimos, é que a encarnação foi a vinda de Deus para nos salvar no cerne de nossa decaída e depravada humanidade, quando ela está em seu ponto mais alto de inimizade e violência contra o reconciliante amor divino. Quer dizer, a encarnação deve ser compreendida como a vinda de Deus para tomar sobre Si mesmo nossa caída natureza humana, nossa real existência carregada de pecado e culpa, nossa humanidade enferma de mente e alma, em sua alienação do Criador. Essa é a doutrina encontrada em toda parte na igreja primitiva, nos primeiros cinco séculos, e expressa-se freqüentemente em termos de que o homem total teve de ser assumido por Cristo, para que o homem total pudesse de ser salvo, e para que o não-assumido se perca, ou seja, o que Deus não assumiu em Cristo não seja salvo... Assim a encarnação devia ser entendida como o envio do Filho de Deus na concreta forma de nossa própria natureza pecaminosa e como sacrifício pelo pecado, no qual Ele julgou o pecado em sua verdadeira natureza, de forma a redimir o homem de sua mente carnal e hostil.”20

O rol de teólogos que hoje estão comungando com esse pensamento poderia ser estendido. Mas esses homens tiveram precursores, dentre os quais estão pioneiros da Igreja Adventista do Sétimo Dia.


Os precursores da Cristologia contemporânea

Seria equivocado pensar que os teólogos do século vinte foram pioneiros em sua posição com respeito à natureza humana de Cristo. Karl Barth cita muitos autores do século dezenove em seu Dogmatics, os quais defenderam a crença da natureza decaída. 21

De maneira ainda mais pormenorizada, Harry Johnson, um valoroso defensor da natureza pós-queda de Cristo, refere-se a Gregory de Nazianzus (329-389), que falou convincentemente acerca de Cristo: “Pois aquilo que Ele não assumiu, Ele não pode salvar; mas aquilo que está unido à Sua divindade, está também salvo.”22 Então Johnson dedica um capítulo inteiro ao ensino de doze precursores, desde o décimo sétimo até o décimo nono século; desde Antoinette Bourignon até Edward Irving; todos afirmaram que Cristo tomou a natureza de Adão tal qual ela era após a queda.

Com Johnson, concluímos o sumário histórico dos testemunhos dos teólogos contemporâneos. A partir de 1850, a Cristologia dos pioneiros adventistas seguiu as mesmas linhas de interpretação. Nesse tempo, essa posição era ainda insólita e foi considerada herética pelo cristianismo tradicional e radical. Quão interessante é que a Cristologia desses pioneiros é agora confirmada por alguns dos melhores teólogos contemporâneos!

Segue-se que a Cristologia desenvolvida pelos pioneiros do movimento adventista entre 1852 e 1952, poderia bem ser considerada a vanguarda da Cristologia contemporânea. Tal avançada posição, então, merece ser examinada em detalhes para benefício daqueles que estão buscando pelos fundamentos cristológicos.
A história da Cristologia adventista

Muitos autores ingleses têm, em anos recentes, se expressado sobre o assunto, a maioria dos quais assume a posição da pré-queda ou pré-queda modificada. Todavia, até agora, não há nenhuma obra que examine a história da crença da Igreja Adventista sobre o assunto.

Alguns autores têm generosamente provido obras particularmente úteis neste projeto. Elas incluem, 1) de Herbert E. Douglass, A Condensed Summary of the Historic SDA Positions on the Humanity of Jesus (Um Sumário Condensado das Posições Históricas dos Adventistas do Sétimo Dia Sobre a Humanidade de Jesus); 2) William H. Grotheer, An Interpretative History of the Doctrine of the Incarnation as Taught by the SDA Church (Uma História Interpretativa da Doutrina da Encarnação, Como Ensinada Pela Igreja Adventista do Sétimo Dia; 3) Bruno W. Steinweg, The Doctrine of the Human Nature of Christ Among Adventists Since 1950 (A Doutrina da Natureza Humana de Cristo Entre os Adventistas, Desde 1950). Esses autores devem ser especialmente reconhecidos.

A história da Cristologia apresentada nestas páginas é dividida em cinco seções. A parte I inicia com um capítulo dedicado à divindade de Cristo, uma doutrina que não foi aceita sem argumentação por muitos líderes adventistas. No segundo capítulo, são apresentados os fundamentos bíblicos nos quais foi baseada a interpretação da natureza pós-queda de Cristo, unanimemente aceita entre 1852 e 1952.

A parte II é dedicada a um pormenorizado estudo da Cristologia como entendida pelos pioneiros adventistas, enquanto que a parte III contém uma coleção de testemunhos extraídos da literatura oficial da igreja. Na parte IV, perfilamos o esquema histórico da controvérsia surgida por volta de 1950, seguindo uma nova interpretação. Essa seção está fundamentada essencialmente nos escritos de Ellen G. White.

Espero que o leitor compreenda o significado e a magnitude da atual controvérsia. Talvez a discussão dos correntes pontos de vista inclusos na parte V, ajude um pouco a unificar o pensamento da igreja sobre o assunto da natureza humana de Cristo.


Notas e Referências

1. Oscar Cullman, Christologie du Nouveau Testament (Cristologia do Novo Testamento) (Neuchâtel: Delacroix et Niestlé, 1968), págs. 9 e 11.

2. Karl Barth, Dogmatics (Dogmáticos) (Edimburgo: T&T Clark, 1956), vol.

1, parte 2, pág. 123.

3. M. Getaz Op, Les variations de la doctrine christologique chez les theólogiens de la Suisse romande au XIXe siècle (As variações da doutrina cristológica nos teólogos da Suíça Romanda, no século 19) (Friburgo: Edições da biblioteca da universidade, 1970), pág. 18.

4. Idem, pág. 27.

5. Cullman, pág. 12.

6. Emmil Brunner, Dogmatics (Dogmáticos) (Filadélfia, Westminster Press, 1952), vol. 2,

pág. 352.

7. Henri Blocher, Christologie (Cristologia), série Fac. Etude, Vaux-sur-Seine: 1984), vol. 2, págs. 189-192.

8. Karl Barth, Offenbarung, Kirche, Theologie (Teologia Eclesiástica da Revelação), em Theologische Existenz Heute (Existência Teológica Hoje) (Munique: 1934).

9. Barth, Dogmatics, vol. 1, parte 2, págs. 132-171.

10. Idem, pág. 152.

11. Idem, pág. 153.

12. Brunner, vol. 2, pág. 322.

13. Idem, pág. 323.

14. Idem, pág. 324.

15. Cullmann, pág. 154.

16. J. A. T. Robinson, The Body, a Study in Pauline Theology (O Corpo: um Estudo da Teologia Paulina) (Londres: SCM Press, Ltd., 1952), pág. 37.

17. Idem, págs. 37 e 38.

18. Idem, pág. 38.

19. Citado por Harry Johnson em The Humanity of The Saviour (A Humanidade do Salvador) (Londres: Epworth Press, 1982), pág. 172.

20. Thomas F. Torrance, The Mediation of Christ (A Mediação de Cristo), págs. 48 e 49, citado por Jack Sequeira em Beyond Belief (Além da Crença) (Boise, Idaho: Pacific Press Pub. Assn., 1993), págs. 44 e 45.

21. Ver Barth, Dogmatics, vol. 1, parte 2, págs. 153-155.

22. Ver Johnson, págs. 129-189.



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