Todo dia é um dia especial



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Max Lucado

Todo Dia é

Um dia especial

Descubra o que a vida tem de melhor aproveitando todas as oportunidades de seu dia
D
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SEMEADORES DA PALAVRA e-books evangélicos
Para Vic e Kay King, cujo amor pelos mais necessitados me lembra do Senhor.


Agradecimentos 4

Todo dia é um dia especial 5



Seção 1 11

Preencha seu dia com a graça do Senhor 11

Misericórdia para os dias de vergonha 12

Gratidão para os dias de ingratidão 17

Perdão para os dias de amargura 25

Seção 2 34

Confie seu dia aos cuidados do Senhor 34

Paz para os dias de ansiedade 36

Esperança para os dias catastróficos 45

Força para os dias em que você está sem, energia 53

Fé para os dias de medo 60



Seção 3 68

Aceite a orientação do Senhor 68

Chamado para os dias sem propósito 70

Serviço para os dias de decisões difíceis 77

A folha de cor incomum 86

Notas 91


Guia de discussão 94


Agradecimentos


Aqui estão alguns amigos que merecem um longo dia de folga após trabalharem de forma árdua neste livro...

Liz Heaney e Karen Hill são para os editores o que o Rolex é para os relógios — vocês fazem as peças se encaixarem.

Steve e Cheryl Green — vocês são o que todo amigo deveria ser.

Byron Williamson e Joey Paul — obrigado por não acharem que este livro foi uma idéia louca.

Rob Birkhead — que criatividade!

Jared Stephens — você foi além das suas responsabilidades.

Carol Bartley — se não fosse pur vossê, todas as minhas frazes iam fica açim,

A equipe da UpWords — vocês não poderiam ser melhores!

Jenna, Andréa e Sara — vocês deixam meu coração em festa.

E Denalyn, minha esposa — você faz o dia mais cinzento explodir de alegria!



Capítulo um

Todo dia é um dia especial


Areia macia sob os pés, a brisa fresca na face. Um lenço azul turquesa com uma barra mais azul ainda. Ondas batem e que­bram. Pássaros cantam e arrulham. Ilhas aparecem no horizonte. Palmeiras dançam.

Enquanto escrevia este livro, saboreava a manhã. Refleti: existe jeito mais fácil de dar uma chance ao dia que começá-lo bem aqui? Recostei-me em uma cadeira de praia, entrelacei meus de­dos por trás da cabeça e fechei os olhos.

Foi aí que um pássaro escolheu meu peito para praticar tiro ao alvo. Nenhum aviso. Nenhuma sirene. Nenhum grito de "bomba!" Apenas ploft.

Olhei para cima bem a tempo de ver uma gaivota comemo­rando com seus amigos de bando. Que nojo! Joguei água na cami­sa três vezes. Mudei para uma cadeira longe das árvores. Fiz tudo que pude para recuperar a magia da manhã, mas não conseguia parar de pensar no ataque aéreo do pássaro.


Tinha nulo para ser fácil. As ondas ainda quebravam. As nuvens ainda flutuavam. O mar continuava azul, e a areia, branca. As ilhas ainda estavam lá, e o vento ainda sussurrava. Mas nada me tirava da cabeça o torpedo da gaivota.

Pássaro idiota.

Os pássaros têm o poder de estragar tudo, não têm? Pode apostar: deu problema, lá estão eles.

O trânsito ficará congestionado.

Aeroportos fecharão.

Amigos nos esquecerão.

Casais discutirão.

E as filas. Caramba, as filas. Prazos, filas enormes, cabelos caindo, companhias aéreas que perdem malas, cantadas ridículas, linhas de expressão no rosto, fila do seguro-desemprego, e os ben­ditos ultimatos.

E aqueles dias recheados de problemas? Aqueles dias em que toda esperança vai pelos ares por causa de uma crise? Você nunca sai do leito do hospital ou da cadeira de rodas. Você acorda e se dá conta de que está na mesma cela ou na mesma guerra. O enterro daquela pessoa querida mal acabou, a carta de demissão ainda está dobrada no seu bolso, o outro lado da cama continua vazio... quem consegue ter um dia bom em dias como esses?

A maioria das pessoas não consegue... mas será que não poderíamos tentar? Dias como esses trazem uma boa oportuni­dade. Uma chance. Um teste. Uma virada de mesa. Então? Será que todo dia não merece uma chance e, assim, passar a ser um bom dia?

Afinal de contas: "Este é o dia em que o Senhor agiu; alegremo-nos e exultemos neste dia" (Salmo 118:24). A primeira palavra nos deixa curiosos. "Este é o dia em que o Senhor agiu"? Talvez os feriados sejam os dias em que o Senhor agiu. Domingos de Páscoa... sábados de liquidações... dias de férias... os primeiros dias das temporadas de caça — esses são os dias em que o Senhor agiu. Mas "este é o dia"?

"Este é o dia" inclui todos os dias. Dias de divórcio, dias de pro­vas finais, dias de cirurgias, dias de pagar os impostos, dias de mandar seu filho mais velho para a universidade em outra cidade.

Esse dia, por exemplo, derrubou-me. Surpreendentemente. Fizemos as malas de Jenna, botamos tudo no carro dela e deixa­mos dezoito anos de nossa vida para trás. Uma página foi virada. Menos um prato sobre a mesa, menos uma voz na casa, menos uma filha sob nosso teto. Aquele dia foi necessário. Planejado. Mas, ainda assim, acabou comigo.

Fiquei arrasado. Arranquei com o carro na saída do posto de gasolina com a mangueira ainda no tanque, arrancando-a à força da bomba. Perdi-me em uma cidade de apenas um cruza­mento. No caminho para a faculdade, eu fiquei remoendo esse problema. Enquanto desfazíamos as malas, eu engolia em seco. Arrumamos o quarto do dormitório dela e eu, enquanto isso, pla­nejava seqüestrar minha própria filha de volta para casa, de onde ela nunca deveria ter saído. Parecia que meu peito fora congelado. Foi quando eu vi o versículo que algum anjo colocara no mural do dormitório.



Este é o dia em que o Senhor agiu; alegremo-nos e exultemos neste dia.

Parei, olhei e permiti que as palavras penetrassem meu ser. Deus agiu neste dia, ordenou este momento difícil, criou os de­talhes deste momento de sofrimento. Ele não está de férias. Ele ainda segura a alavanca do maquinista do trem, senta na cabine do piloto e ocupa o único trono do universo. Cada dia vem do departamento de criação de Deus. Incluindo este.

Assim, decidi dar uma chance a este dia, mudar minha pers­pectiva e imitar a solução do salmista: "Vou me alegrar e exultar neste dia."
Epa, mais uma palavra que gostaríamos de corrigir: neste. Talvez possamos dotar por após! Nós nos exultaremos após este dia. Ou fim. Nós nos exultaremos se conseguirmos chegar ao fim deste dia. Por que não?

Mas exultar neste dia? Isso é o que Deus nos convida a fazer. Como Paulo exultou na prisão; Davi escreveu salmos no deserto; Jonas orou na barriga do peixe; Paulo e Silas cantaram na prisão; Sadraque, Mesaque e Abede-Nego permaneceram firmes na for­nalha ardente; João viu o paraíso no seu exílio; e Jesus orou em seu martírio... Será que nós poderíamos exultar bem durante este dia? Imagine a diferença se nós pudéssemos. Suponha que, "atolado até o pescoço no pior dos dias",1 você resolve dar uma chance a este dia. Você escolhe não beber, nem trabalhar, nem se preocupar, mas dar a ele uma oportunidade justa. Você confia mais. Se estressa menos. Aumenta sua gratidão. Silen­cia os resmungos. E o que acontece? Logo o dia acaba, e o mais surpreendente, de modo tranqüilo.

Tão tranqüilo, na verdade, que você resolve dar a mesma chance ao dia seguinte. Ele chega com seus tropeços, torpedos de pombos, manchas na camisa, mas, em geral, caramba, dar uma chance ao dia funciona! Você faz a mesma coisa no dia seguinte. E no seguinte. E os dias viram uma semana. As semanas, meses. Os meses, anos de bons dias.

E disso que são feitas as vidas felizes. Um bom dia de cada vez. Uma hora é muito pouco, um ano é demais. Os dias são porções perfeitas de vida, uma espécie de módulos de organização projetados por Deus.

Oitenta e quatro mil batidas do coração. Mil quatrocentos e quarenta minutos. Uma rotação da Terra. Uma volta completa no relógio de sol.

Vinte e quatro viradas da ampulheta. Um nascer e um pôr-do-sol. Um dia novinho em folha.

A dádiva de vinte e quatro horas não vividas, inexploradas. E, se você puder acumular um bom dia após o outro, conse­guirá juntar os pedaços de uma boa vida.

Mas aqui vai o que você precisa ter sempre em mente. O ontem não existe mais para você. Ele desapareceu enquan­to você dormia. Já era. Será mais fácil agarrar uma nuvem de fumaça. Você não pode mudá-lo nem melhorá-lo. Sinto muito, segundas chances não são permitidas. A areia da ampulheta não volta para cima. O ponteiro dos segundos do relógio se recusa a andar para trás. O calendário mensal se lê da esquerda para a direita, e não ao contrário. O ontem não existe mais para você. O amanhã ainda não existe. A não ser que você acelere a órbita da Terra ou convença o Sol a nascer duas vezes antes de se pôr, você não pode viver o amanhã hoje. Você não pode gastar o dinheiro de amanhã, celebrar as conquistas de amanhã, nem resolver os problemas de amanhã. Você só tem o hoje. Este é o dia em que o Senhor agiu.

Viva nele. Você tem de estar presente para ganhar. Não so­brecarregue o hoje com os arrependimentos de ontem nem o es­trague com os problemas de amanhã. Mas não é o que fazemos?

Fazemos com o nosso dia o que eu fiz com um passeio de bicicleta. Um amigo e eu participamos de um passeio ciclístico em uma região serrana. Em apenas alguns minutos, comecei a ficar cansado. Meia hora depois, minhas coxas doíam, e meus pulmões arfavam como se eu fosse uma baleia encalhada. Mal podia pe­dalar. Tudo bem que não sou nenhum ciclista profissional, mas também não sou nenhum principiante, e estava me sentindo um novato nesse passeio. Depois de quarenta e cinco minutos, precisei descer da bicicleta para retomar o ar. Foi aí que meu amigo descobriu qual era o problema. Os freios traseiros estavam pren­dendo o pneu de trás! Garras de borracha dificultavam cada peda­lada. O passeio estava fadado a ser difícil.

Não fazemos o mesmo? A culpa aperta de um lado. O medo arrasta do outro. Não é de admirar que fiquemos tão cansados. Sabotamos nosso dia, levando-o ao desastre, carregando os pro­blemas do ontem, antecipando os problemas do amanhã. Remor­so pelo passado, ansiedade pelo futuro. Não estamos dando uma chance ao dia.

Como podemos? O que podemos fazer? Aqui vai minha proposta: consultar Jesus. O Ancião dos Dias tem algo a dizer sobre nossos dias. Ele não usa a palavra dia muitas vezes nas Es­crituras. Mas as poucas vezes em que a usa servem para dar uma deliciosa fórmula para elevar cada um dos nossos dias à posição de campeão.



Preencha seu dia com a graça dele.

Jesus lhe respondeu: "Eu lhe garanto:

Hoje você estará comigo no paraíso."

(Lucas 23:43)



Confie seu dia aos cuidados dele.

"Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano."

(Lucas 11:3)

Aceite as orientações dele.

"Se alguém quiser acompanhar-me,

negue-se a si mesmo, tome diariamente

a sua cruz e siga-me."

(Lucas 9:23)
Direção. E graça. Único. Soberano. D-E-U-S

Preencha seu dia com Deus. Dê uma chance ao dia. E, enquanto isso, fique de olho naquela gaivota com um sorriso engraçadinho.



Para começar bem o dia


Da próxima vez em que você estiver imerso em um dia ruim, faça estas três perguntas a você mesmo:

  1. Por que me sinto culpado?

  2. Com o que estou preocupado?

  3. Quem sou eu?

Reflita sobre suas respostas com estes lembretes: Ontem... perdoado. Amanhã... entregue. Hoje... clarificado.

Os planos de Jesus para um bom dia fazem muito sentido. Sua graça tira a culpa.

Sua direção acaba com a confusão. Sua soberania nos livra do medo.



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