Tratamento superficial duplo



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DIRENG

ESPECIFICAÇÕES GERAIS PARA OBRAS DE






INFRA-ESTRUTURA AEROPORTUÁRIA

DATA:

SDE

TRATAMENTO SUPERFICIAL DUPLO

FOLHA:




1 - OBJETIVO
Esta Especificação fixa as condições de execução e controle de revestimento por tratamento superficial duplo, de penetração invertida, constituído de duas aplicações de material asfáltico e agregado mineral.
A primeira aplicação do material asfáltico é feita, diretamente, sobre a base imprimada e coberta, imediatamente, com agregado graúdo, constituindo a primeira camada do tratamento. A segunda camada é semelhante à primeira, usando-se agregado miúdo.
2 - MATERIAIS
2.1 - Materiais Asfálticos
Para a primeira camada podem ser empregados os seguintes materiais:
a) cimento asfáltico de petróleo do tipo CAP 7;

b) asfaltos diluídos dos tipos CR-800 e CR-3000; e

c) emulsões asfálticas dos tipos RR-1C e RR-2C.
Para segunda camada podem ser empregados os seguintes materiais:
a) cimento asfáltico de petróleo do tipo CAP 7;

b) asfaltos diluídos dos tipos CR-250, CR-800 e CR-3000; e

c) emulsões asfálticas dos tipos RR-1C e RR-2C.
O emprego da emulsão asfáltica somente será permitido quando seu uso se fizer em todas as camadas do tratamento.
2.2 - Melhoradores de Adesividade
Não havendo boa adesividade entre o agregado e o material asfáltico, deve ser empregado um melhorador de adesividade, na quantidade fixada no projeto.
2.3 - Agregados
O revestimento deve ser executado com agregado resultante da britagem (pedra, pedregulho ou escória) que preencha os seguintes requisitos:

a) granulometria enquadrada em uma das faixas do quadro abaixo:







PORCENTAGEM, EM MASSA, PASSANDO

P E N E I R A S

AGREGADO

AGREGADO MIÚDO




GRAÚDO

2a CAMADA

mm




1a CAMADA

A

B

25,4

1"

100

-----

-----

19,1

¾"

90 - 100

-----

-----

12,7

½"

20 - 55

100

-----

9,5

3/8"

0 - 15

85 - 100

100

4,8

N° 4

0 - 5

10 - 30

85 - 100

2,0

N° 10

0 - 2

0 - 10

10 - 40

0,074

N° 200




0 - 2

0 - 2

b) ser constituído de fragmentos duros, limpos e duráveis, sem excesso de partículas lamelares ou alongadas, macias ou de fácil desagregação, ou qualquer outra substância prejudicial;


c) apresentar, no mínimo, 75 %, em massa, de partículas com duas faces obtidas na britagem;
d) a perda por abrasão, determinada no ensaio Los Angeles, segundo a NBR 6465, não deve ser superior a 50 %;
e) o índice de forma, determinado pelo método DNER-ME 86-64, não deve ser superior a 0,5; e
f) a escória britada, quando utilizada deve ser de alto forno, resfriada ao ar e deve apresentar uma massa específica aparente superior a 1100 Kg/m3.
2.4 - Quantidades
As quantidades usuais de material, utilizadas na execução do tratamento superficial duplo, são as indicadas no quadro abaixo:





Q U A N T I D A D E




1ª CAMADA

2ª CAMADA

AGREGADO







(Kg / m3)

25,0

12,0

MATERIAL







ASFÁLTICO

1,3

1,0

(l / m3)






Os valores exatos das taxas de aplicação, do agregado e do ligante, devem ser fixados no projeto.


3 - EQUIPAMENTO
3.1 - Equipamento de Limpeza
Para limpeza da superfície tratada devem ser utilizadas vassouras mecânicas, vassourões ou jatos de ar comprimido.
3.2 - Depósito para Material Asfáltico
O depósito, quando necessário, deve ser equipado com dispositivo que permita o aquecimento adequado e uniforme do conteúdo do recipiente. Deve ter uma capacidade tal, que possa armazenar a quantidade de material asfáltico a ser aplicada em, pelo menos, três dias de trabalho.
3.3 - Equipamento para Distribuição do Material Asfáltico
Para distribuição do ligante devem ser utilizados carros distribuidores, especialmente construídos para este fim, equipados com barra espargidora, bomba reguladora de pressão e sistema completo de aquecimento, que permitam a aplicação do material asfáltico em quantidade uniforme.
A barra espargidora deve ser do tipo de circulação plena, com dispositivo que possibilite ajustamentos verticais e larguras variáveis de espalhamento do ligante.
Os carros distribuidores devem dispor ainda de tacômetro, calibradores e termômetros precisos, posicionados em locais de fácil acesso, assim como de um espargidor manual para o tratamento de pequenas superfícies e correções localizadas.
3.4 - Veículos de Transporte de Agregados
Devem ser utilizados caminhões tipo basculante com caçambas metálicas robustas.
3.5 - Equipamento para Espalhamento de Agregado
Os distribuidores de agregados, rebocáveis ou automotrizes devem possuir dispositivos que permitam a distribuição homogênea do agregado.
3.6 - Equipamento de Compressão
Devem ser constituídos por soquete mecânico, rolos compressores do tipo tandem ou, preferencialmente, pneumáticos autopropulsores. Os rolos compressores do tipo tandem devem aplicar uma carga, por centímetro de largura de roda, não inferior a 250 N e não superior a 450 N. Sua massa total não deve ser superior a 10 t. Os rolos pneumáticos autopropulsores devem ser dotados de pneus que permitam a calibragem de 0,28 MPa a 0,84 MPa (40 lb/pol2 ) a (120 lb/pol2).
Além desses poderão ser usados outros equipamentos aceitos pela Fiscalização.
4 - EXECUÇÃO
Não deve ser permitida a execução dos serviços objeto desta Especificação durante dias de chuvas.
O material asfáltico não deve ser aplicado em superfícies molhadas, à exceção da emulsão asfáltica, desde que em superfícies sem excesso de água. O material asfáltico só deve ser aplicado quando a temperatura ambiente for superior a 10º C.
A temperatura de aplicação do material asfáltico deve ser determinada, para cada tipo de ligante em função da relação temperatura-viscosidade. Deve ser escolhida a temperatura que proporcione a melhor viscosidade para o espalhamento. As faixas de viscosidade recomendadas para o espalhamento são as seguintes:

a) para cimento asfáltico e o asfalto diluído, 20 a 60 segundos Saybolt-Furol ou 40 cS a 120 cS; e


b) para a emulsão asfáltica, 25 a 100 segundos Saybolt-Furol ou 50 cS a 200 cS.
No caso de utilização de melhorador de adesividade, este deve ser adicionado ao ligante asfáltico no canteiro da obra. Preferencialmente, deve-se fazer esta mistura com o ligante asfáltico circulando no carro distribuidor de material asfáltico.
Antes de iniciar as operações de execução do tratamento, procede-se a uma varredura do pó na pista imprimada.
Os materiais asfálticos devem ser aplicados em faixas sucessivas e contíguas. A aplicação deve ser feita de modo a assegurar uma boa junção entre duas faixas adjacentes. O distribuidor deve ser ajustado e operando de modo a distribuir o material uniformemente sobre a largura determinada. Depósitos excessivos de material asfáltico devem ser prontamente eliminados.
Imediatamente após a primeira aplicação do material asfáltico, o agregado graúdo deve ser uniformemente espalhado, na quantidade indicada no projeto. Quando necessário, para garantir uma cobertura uniforme, a distribuição poderá ser complementada por processo manual adequado. O excesso de agregado deve se removido antes da compressão.
A extensão de material asfáltico aplicado deve ficar condicionada à capacidade de cobertura imediata com agregado. No caso de paralisação súbita e imprevista do carro-distribuidor de agregados, o agregado deve ser espalhado manualmente na superfície já coberta com o material asfáltico.
O agregado deve ser comprimido em sua largura total, o mais prontamente possível após a sua aplicação. A compressão deve ser interrompida antes do aparecimento de sinais de esmagamento do agregado. A compressão deve começar pelas bordas e progredir para o eixo. Nas curvas deverá progredir do bordo mais baixo para o bordo mais alto, paralelamente ao eixo do pavimento. Cada passagem do rolo deve recobrir, pelo menos, metade da largura anteriormente coberta.
Após a compressão da primeira camada e a fixação do agregado, faz-se a varredura do agregado solto.
A seguir, executa-se a segunda camada com agregado miúdo, de modo idêntico à primeira.
O tráfego não deve ser permitido quando da aplicação do material asfáltico, ou do agregado. Só deve ser aberto após a compressão terminada. No caso de emprego de asfalto diluído, o trecho não deve ser aberto ao tráfego, até que o material betuminoso tenha secado, e que os agregados não sejam mais arrancados pelo veículos. De 5 a 10 dias após a abertura ao tráfego, deverá ser feita uma varredura dos agregados não fixados pelo ligante.
5 - CONTROLE
5.1 - Controle de Qualidade do Material Asfáltico
a) Os cimentos asfálticos devem ser submetidos aos seguintes ensaios:
- um ensaio de viscosidade Saybolt-Furol, para todo carregamento que chegar à obra;
- uma determinação do Índice Pfeiffer, para cada 100 t; e
- um ensaio de espuma, para todo carregamento que chegar à obra.
b) Os asfaltos diluídos devem ser submetidos aos seguintes ensaios:
- um ensaio de viscosidade Saybolt-Furol, para todo carregamento que chegar à obra;
- um ensaio de ponto de fulgor, para cada 100 t; e
- um ensaio de destilação, para cada 100 t.
c) As emulsões asfálticas devem ser submetidas aos seguintes ensaios:
- um ensaio de viscosidade Saybolt-Furol, para todo carregamento que chegar à obra;
- um ensaio de resíduo por evaporação, para todo carregamento que chegar à obra;
- um ensaio, de peneiramento, para todo carregamento que chegar à obra; e
- um ensaio de sedimentação, para cada 100 t.
5.2 - Controle de Qualidade dos Agregados
Os agregados devem ser submetidos aos seguintes ensaios:
- dois ensaios de granulometria, segundo o método DNER-ME 80-64, para cada dia de trabalho;
- um ensaio de desgaste Los Angeles, segundo a NBR 6465, por mês ou quando houver variação da natureza do material;
- um ensaio do índice de forma (DNER-ME 86-64) pelo menos a cada 900 m3, ou quando houver variação da natureza do material; e
- um ensaio de adesividade para todo carregamento de ligante asfáltico que chegar à obra e sempre que houver variação da natureza do material.
5.3 - Controle do Melhorador de Adesividade
Constituído de:
- um ensaio de adesividade, para todo carregamento que chegar à obra;
- um ensaio de adesividade, toda vez que o aditivo for incorporado ao ligante betuminoso.

5.4 - Controle de Temperatura de Aplicação do Ligante Asfáltico
A temperatura de aplicação deve ser verificada no caminhão distribuidor, imediatamente antes da aplicação e deve ser tal que a viscosidade do ligante seja adequada à aplicação.
5.5 - Controle de Quantidade do Ligante Asfáltico
O controle da quantidade do material asfáltico deve ser feito mediante a pesagem do carro distribuidor, antes e depois da aplicação do material asfáltico.
Não sendo possível a realização do controle por esse método, admitem-se as seguintes modalidades:
a) coloca-se na pista uma bandeja, de peso e área conhecidos. Por simples pesagem da bandeja, após a passagem do carro distribuidor, tem-se a quantidade de material, pintada e graduada, de modo que forneça, diretamente, por diferença de alturas do material betuminoso no tanque do carro distribuidor, antes e depois da operação, a quantidade do material consumido.
5.6 - Controle da Quantidade e Uniformidade do Agregado
Devem ser feitos, para cada dia de operação, pelo menos dois controles da quantidade de agregado aplicada. Colocam-se na pista, recipientes de peso e área conhecidos. Por simples pesadas, após a passagem do distribuidor, tem-se a quantidade de agregado espalhada. Esta amostra do agregado deve ser submetida ao ensaio de granulometria, de modo a controlar a uniformidade do material utilizado.
5.7 - Controle de Uniformidade de Aplicação do Material Asfáltico
Deve ser feita mediante uma descarga de 15 a 30 segundos, fora da pista, ou na própria pista, caso em que deve ser colocada uma calha abaixo da barra do carro distribuidor para recolher o ligante asfáltico.
5.8 - Controle Geométrico
O controle geométrico, deve constar de uma verificação do acabamento da superfície, feita com duas réguas, uma de 1,00 m e outra de 3,00 m de comprimento, colocadas em ângulo reto e, a maior, paralelamente ao eixo da pista. A variação da superfície, entre dois pontos quaisquer de contato, não deve exceder 0,5 cm, quando verificada com qualquer das duas réguas.
6 - MEDIÇÃO
O tratamento superficial duplo deve ser medido em metros quadrados de superfície tratada.
7 - PAGAMENTO
Os serviços serão pagos pelo preços unitários contratuais, em conformidade com a medição referida no item anterior, que remuneram além do fornecimento dos materiais - inclusive o material asfáltico e o melhorador de adesividade, se necessário - do armazenamento do material asfáltico, da produção, transporte, espalhamento e compressão dos agregados, os custos diretos e indiretos de todas as operações, equipamentos, encargos gerais, mão-de-obra e leis sociais, necessários a completa execução dos serviços.



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