Título do instrumento especificaçÃo técnica



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Título do instrumento
ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA




Cód. Manual
MSE






ET-MN-SE-T.045








Sistema




Subsistema




Vigência

MANUTENÇÃO




SUBESTAÇÃO




21.12.2010




Inst./Equipamento

TRANSFORMADOR E REATOR




Assunto:

INDICADOR DIGITAL DE TEMPERATURAS



Í N D I C E




  1. OBJETIVO



  1. CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS E DE ACABAMENTO



  1. CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS GERAIS



  1. COMPONENTES DE UM INDICADOR DIGITAL DE TEMPERATURAS



  1. INSPEÇÃO E ENSAIOS



  1. GARANTIA



  1. DOCUMENTAÇÃO COMPLEMENTAR



1. OBJETIVO

Estabelecer os requisitos técnicos principais relativos as características construtivas, ensaios e condições gerais que deverão ser atendidas para o fornecimento dos INDICADORES DIGITAIS DE TEMPERATURAS, DO TIPO MICROPROCESSADOS, para serem utilizados nos monitoramentos das temperaturas do óleo e enrolamentos dos transformadores e reatores, além do controle na entrada e saída dos sistemas de resfriamento forçado (ventiladores) dos citados equipamentos.


2. CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS E DE ACABAMENTO
Todo material empregado na fabricação do equipamento deve ser novo e submetido a ensaios de controle de qualidade de acordo com as Normas Técnicas aplicáveis.

Juntamente com a documentação complementar, deverá ser entregue pelo fornecedor o certificado do Sistema de Gestão da Qualidade do fabricante dos monitores digitais de temperaturas, em conformidade com a norma ISO 9001. O certificado deverá estar dentro de seu prazo de validade e ser emitido por entidade certificadora reconhecida. O certificado é considerado parte integrante da proposta formal escrita, e a não entrega do mesmo implicará na desclassificação do fornecedor.


3. CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS GERAIS

O Indicador ou Monitor Digital de Temperatura será do tipo microprocessado, com display(s) digital(is) para indicações das temperaturas do óleo e/ou do(s) enrolamento(s) com faixa de indicação de 0 a 150ºC, precisão de 0,5 % do fim de escala, resolução do display de 0,1ºC e temperatura de operação de -10 a +85 graus C.


Possuirá memória das temperaturas mais altas atingidas desde a última vez em que o registro foi reiniciado.
A medição da temperatura do óleo será efetuada preferencialmente com redundância por meio de dois detectores de temperaturas a resistência (tipo RTD ), e a temperatura dos enrolamentos será determinada por meio de cálculos baseados no modelo matemático de comportamento térmico do

enrolamento (não serão aceitos processos de imagem térmica baseados em resistências de aquecimento).


Para isto, o Monitor de Temperatura deverá receber também as informações das correntes de carga do transformador / reator, por meio de transformadores de correntes (TC’S) de buchas específicos para esta finalidade. O monitor digital de temperaturas também deverá vim com a opção de recebermos os valores de correntes dos respectivos secundários dos TC’S de buchas de cada enrolamento, através de TC’S do tipo “Split core”.
O transformador / reator será provido de um (ou dois) detector(es) de temperatura do óleo localizado(s) na parte superior do tanque, na região de temperatura mais elevada do óleo. O detector consistirá de um sensor do tipo termoresistência Pt 100 Ohms a 0ºC classe A, de características conforme DIN-IEC-751/85. O detector será conectado ao Monitor de Temperatura por meio de 3 a 4 fios, em cabo blindado, a fim de compensar a resistência dos cabos de ligação.
Em caso de ruptura do detector de temperatura, do(s) cabo(s) de ligação do detector ao Monitor ou qualquer defeito no Monitor de Temperatura, este deverá ser capaz de ativar sua proteção e fechar um contato indicando problema no monitor de temperatura, que sinalizará a ocorrência em seu display, se possível indicando o tipo de problema e causa provável para a sua solução, ativará os contatos de alarme por temperatura do óleo e do enrolamento e, por medida de segurança, ligará os estágios de resfriamento forçado, a fim de prevenir um aquecimento indevido do equipamento.
O Monitor de Temperatura possuirá saídas analógicas ajustáveis de corrente( de 0 a 1mA, de 0 a 5mA, de 0 a 10mA, 0 a 20mA e de 4 a 20mA), para cada temperatura medida, proporcional a uma variação de temperatura de 0 a 150 ºC, com carga máxima admissível de 500 Ohms para uma saída de 20mA.
O equipamento deve permitir a programação do Fator de Ponto Quente (Hot Spot), conforme NBR5416, com os valores de 10 ou 15 ºC.
Deve ser provido de pelo menos 11 (onze) contatos de saída independentes e ajustáveis para operação em qualquer temperatura de 30 a 150 ºC, sendo 2 (dois) contatos atuados pela temperatura do óleo (alarme I e desligamento

ou alarme II), 2 contatos para ligação de 2 (dois) estágios de resfriamento forçado (RF) e 2 (dois) contatos atuados para cada uma das temperaturas

dos enrolamentos (alarme I e desligamento ou alarme II), sendo os de desligamentos do óleo e enrolamentos temporizados em 20 minutos, ou seja consideramos que o equipamento tenha três enrolamentos o que significa 06 (seis) contatos atuados para as temperaturas dos enrolamentos, mais 01(um) contato para indicação de problema ou falha no monitor de temperaturas .
O modo de acionamento dos contatos para resfriamento forçado poderá ser selecionado diretamente do frontal do Monitor de Temperatura, podendo ser
AUTOMÁTICO - caso em que serão acionados de acordo com a temperatura do enrolamento, devendo então possuir histerese do resfriamento ajustável de 0 a 9ºC - ou MANUAL - caso em que os ventiladores permanecerão ligados independente da temperatura.
A cada acionamento do resfriamento forçado, o monitor de temperatura deverá reverter, automaticamente, a sequência de entrada em operação dos grupos de resfriamentos para o próximo acionamento.
Toda a programação do Monitor de Temperatura (temperatura de atuação dos contatos, gradiente de temperatura, constante de tempo e outros parâmetros térmicos e elétricos) será efetuada sem o uso de qualquer parte mecânica (potenciômetros, trimpots, dip-switches, etc.), sendo efetuada por meio de botões de programação que atuarão diretamente em seu “software”, ficando os parâmetros armazenados em memória não volátil.
Possuirá porta de comunicação serial, de modo a permitir, opcionalmente, que toda a medição, operação e programação seja efetuada remotamente por um microcomputador ou Sistema de Comando Digital da subestação.

O Monitor de Temperatura poderá ser alimentado por qualquer valor de tensão entre 85 a 265 Vcc ou Vca 60 Hz (alimentação universal), e correntes do TC de bucha da Imagem térmica de 1A a 10A.


O Monitor de Temperatura deverá permitir que seja instalado no interior do Painel de comando do transformador / reator ou em um armário ou painel estanque próprio a ser instalada ao tempo no corpo do transformador / reator, sujeito as intempéries, e de fácil fixação e com amortecedores próprios contra as vibrações do equipamento.
4. COMPONENTES DE UM INDICADOR DIGITAL DE TEMPERATURAS
O indicador ou monitor digital de temperatura do óleo e do(s) enrolamento(s) de transformadores ou reatores deverá ser constituído por componentes que possam ser adquiridos de forma unitária ou como um todo, atendendo aos requisitos desta ET, devendo ser assim distribuídos:
a) Módulo 1=> apenas o controlador de temperatura microprocessado ( tipo PLC), para as temperaturas do óleo e do enrolamento de AT do equipamento, atendendo as especificações deste documento.
b) Módulo 2 => apenas o controlador de temperatura microprocessado ( tipo PLC), para as temperaturas dos enrolamentos de MT e BT do equipamento, atendendo as especificações deste documento, com destaque para a comunicação que deve existir entre ele e o módulo 1, a fim de que possam funcionar normalmente.
c) Detector de temperatura a resistência (RTD), consistindo de sensor do tipo termoresistência Pt 100 Ohms a 0(zero) graus Centígrados, classe A, de características conforme DIN-IEC-751/85.

No caso de aquisição desse sensor de temperatura Pt100, em substituição a unidades em operação no sistema CHESF, o mesmo além do exposto acima, deve atender ao desenho ilustrativo abaixo.



d) Cabo blindado com 3 ou 4 fios de interligação do sensor Pt 100 ao módulo1

e) Kit completo com módulo 1 => composto pelo módulo 1, dois sensores do tipo Pt 100 , 10 metros de cabos blindados de 3 ou 4 fios, 1 disjuntor termomagnético para proteção / alimentação do módulo, réguas com os pontos cabeados para as entradas e saídas do monitor de temperatura do óleo e do enrolamento de AT, um TC “split core” com 4m de cabeação blindada de 2 fios para interligação desse TC ao monitor digital, que deverão está abrigados em um painel (armário) estanque próprio, a ser instalada ao tempo no corpo do transformador / reator, sujeito as intempéries, e de fácil fixação e com amortecedores próprios contra as vibrações do equipamento.

f) Kit completo com módulos 1 e 2 => composto por um módulo 1, um módulo 2, dois sensores do tipo Pt 100 , 10 metros de cabos blindados de 3 ou 4 fios, 1 disjuntor termomagnético para proteção / alimentação dos módulos, réguas com os pontos cabeados para as entradas e saídas dos monitores de temperaturas do óleo e dos enrolamento de AT, MT e BT, dois TC’S “split core” com 12m de cabeação blindada de 2 fios para interligação desses TC’S ao monitor digital que deverão está abrigados em um painel (armário) estanque próprio, a ser instalada ao tempo no corpo do transformador / reator, sujeito as intempéries, e de fácil fixação e com amortecedores próprios contra as vibrações do equipamento. .

5. INSPEÇÃO E ENSAIOS

O Indicador ou Monitor digital de Temperatura deve ser projetado para uso no ambiente de subestações de alta tensão, sendo aprovado mediante uma inspeção visual, aferição, teste funcional e com a realização dos ensaios de tipo em um monitor digital de temperatura protótipo para reator (um módulo) e outros monitores digitais de temperaturas protótipos para transformador (dois módulos), similares aos fornecidos, e cujos os ensaios de tipo discriminados abaixo devem ser acompanhados por um representante da CHESF, e realizados em laboratórios reconhecidos.


Ensaios de Tipos /Normas:
Imunidade a Surtos (IEC 60255-22 -5);

Imunidade a Transitórios Elétricos (IEC 60255-22-1 e IEEE C37.90.1);

Imunidade a Descargas Eletrostáticas (IEC 60255-22-2 e IEEE C37.90.3);

Imunidade a Perturbações Eletromagnéticas Irradiadas (IEC 60255-22-3);

Imunidade a Transitórios Elétricos Rápidos (IEC 60255-22-4 , IEEE C37.90.1)

Imunidade a Perturbações Eletromagnéticas Conduzidas 10V/m de 0,15 a 80 MHz (IEC 60255-22-6);

Tensão Aplicada de 2 KV, 60Hz, durante 1 minuto entre circuito e carcaça /

contra terra (IEC 60255-5);

Impulso de Tensão 5 KV; 1,2/50 microseg.(IEC 60255-5);

Ensaio Climático ( de -40 a +85 graus C => IEC 60068-2-14);

Suscetibilidade Eletromagnética (IEC 61000-4-2);

Resposta à vibração (IEC 60255-21-1);

Resistência à vibração (IEC 60255-21-1);
Os ensaios de tipo mencionados acima terão sua realização dispensada, caso sejam aprovados os relatórios de ensaios apresentados na documentação complementar.
Caso os relatórios não sejam apresentados ou não sejam aprovados, os ensaios de tipo correspondentes deverão ser realizados pela empresa contratada sem ônus para a CHESF.

6. GARANTIA



O proponente deverá apresentar um termo de garantia do indicador de temperatura digital, cobrindo um período de 36(trinta e seis) meses da data de recebimento pela CHESF ou 24(vinte e quatro) meses à partir da sua entrada em operação.
Esta garantia deverá abranger todo e qualquer defeito de projeto, fabricação, montagem e desempenho do indicador de temperatura digital quando submetido a uso e conservação normais.

Durante o prazo de garantia acima indicado deverão ser substituídas quaisquer partes e/ou equipamento defeituosos sem ônus para a CHESF.
Neste caso o fabricante deverá repetir as suas custas, os ensaios julgados necessários pela CHESF para comprovar a perfeição do reparo executado e o bom funcionamento da unidade.
Se, após ser notificado, o fornecedor se recusar a efetuar os reparos solicitados ou não tomar providência em tempo hábil, a CHESF terá o direito de executá-los e cobrar seus custos.
Este procedimento não afetará as condições de garantia dos mesmos.
No caso de se constatar quaisquer defeito ou deficiência nos indicadores digitais de temperaturas e/ou componentes após suas instalações, dentro do período de garantia, a CHESF terá o direito de operá-los até que sejam retirados e substituídos.
7. DOCUMENTAÇÃO COMPLEMENTAR

Os seguintes documentos e informações deverão ser apresentados quando da solicitação da CHESF, e a omissão de quaisquer deles acarretará a desclassificação da proposta:

a) Formulário com os valores técnicos garantidos, devidamente preenchidos e sem rasuras, descrição resumida das características construtiva e funcional dos indicadores ou monitores digitais de temperaturas do óleo e enrolamento(s), e que atendam a esta especificação técnica;

.

b) Declarações de clientes, pertencentes preferencialmente a empresas congêneres do setor elétrico nacional, comprovando a experiência de fornecimento anteriores desses indicadores ou monitores digitais de temperaturas similares e compatíveis aos monitores licitados.


c) Relatórios de ensaios de tipo conforme indicado no item 5.
d) Certificado do Sistema de Gestão da Qualidade conforme indicado no item 2.


Edição

Aprovação

Órgão Emitente

Data Emissão

Folha





















DOMA

18.10.2011

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