Ufv / V mcpg / Março-2006 / Engenharia Florestal / 51



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UFV / V MCPG / Março-2006 / Engenharia Florestal / 51 
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COMPÓSITOS COM MADEIRA, PLÁSTICO E EMBALAGENS CARTONADAS

OLIVEIRA, Fernando Vitor (Estudante); CABRAL, Carla Priscila Távora (Estudante); VITAL, Benedito Rocha (Orientador); TRESSMANN, Gilson Ricardo (Bolsista); NAUMANN, Rafael Baptista (Estudante)



O objetivo deste trabalho foi avaliar as propriedades de compósitos produzidos com partículas de madeira de Eucalyptus grandis, plástico e embalagens cartonadas, pelo método de termocompressão. Os compósitos foram produzidos no Laboratório de Painéis e Energia da Madeira da UFV, nas dimensões de 40 x 40 x 1 cm e com densidade de 0,70 g/cm3. A massa de partículas recebeu 0,5% de emulsão de parafina e 8% de adesivo fenol-formaldeído, em seguida, preparado o colchão manualmente (distribuição das partículas) e prensadas por 8 minutos a 170 ºC. Após a produção dos compósitos, confeccionaram-se os corpos-de-prova, que foram condicionados em câmara climática (65% UR e temperatura de 20 ºC) para determinação das suas propriedades, de acordo com a norma ASTM 1037-91. Foram determinadas as seguintes propriedades: densidade, umidade de equilíbrio, módulo de ruptura e de elasticidade, tração perpendicular, arrancamento de parafuso, dureza janka, compressão longitudinal, absorção de água, inchamento em espessura e expansão linear. Os tratamentos foram submetidos a análise estatística, teste Tukey a 5% de probabilidade. Verificou-se que a adição de plástico ocasionou redução das propriedades mecânicas, com exceção do ensaio de dureza janka. Já em relação a estabilidade dimensional, o uso de plástico na produção de compósitos com madeira, proporcionou painéis mais estáveis. A adição de embalagens cartonadas reduziu todas as propriedades mecânicas e promoveu maior absorção de água, inchamento em espessura e expansão linear, ou seja, compósitos com baixa estabilidade dimensional. Porém, é válido ressaltar que, apesar de apresentar elevada instabilidade e baixa resistência, os compósitos com embalagens cartonadas devem ser mais estudados, em especial, a densidade, teor de adesivo, espessura e geometria das partículas. Concluiu-se que essa tecnologia pode viabilizar a reciclagem de materiais plásticos e de embalagens cartonadas pós-consumo. (CAPES)

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