Ufv / XVI sic / fevereiro-2007 / Biologia Vegetal / 506



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UFV / XVI SIC / FEVEREIRO-2007 / Biologia Vegetal / 506 
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A DENSIDADE DE INDIVÍDUOS QUE APRESENTAM ATIVIDADE FITOTÓXICA INTERFERE NA RIQUEZA LOCAL E NA DISTRIBUIÇÃO DE ESPÉCIES NA COMUNIDADE VEGETAL?

ARAUJO, Raphael Wakin (Bolsista-IC); CARMO, Flávia Maria da Silva (Orientador); SILVA, Alexandre Francisco (Professor)

A espécie Ocotea odorifera (Vell) Rowher é considerada alelopática, inibindo a germinação e o desenvolvimento de outras plantas. O objetivo deste trabalho foi investigar a influência de indivíduos de O. odorifera sobre a riqueza de espécies e a densidade de indivíduos sob seu dossel. Em um plantio homogêneo desta espécie, com distanciamento inicial de indivíduos 2 x 2 m, estabelecido há cerca de 65 anos, implantou-se 24 parcelas de 10 x 10 m, em cada uma das quais marcou-se e amostrou-se todos os indivíduos arbóreos com altura > 1,5m; tomou-se as medidas de altura e CAP (circunferência a altura do peito = 1,30m). Compararam-se as amostras botânicas herborizadas com excicatas no Herbário VIC. Os dados foram submetidos ao programa FITOPAC para as análises fitossociológicas e ao programa JMP (SAS) para as análises estatísticas. Amostrou-se 1850 indivíduos de 115 espécies, distribuídas em 44 famílias. Encontrou-se Indice de Diversidade de Shannon (H’) de 3,163 nats. Além da O. odorifera (Lauraceae) representada por 212 indivíduos em todas as parcelas, as espécies mais numerosas foram Siparuna guianensis (Monimiaceae) com 401 indivíduos amostrados em todas as parcelas; Carpotroche brasiliensis (Flacourteaceae) com 280 indivíduos distribuídos em 19 parcelas e Psychotria sesssilis (Rubiaceae) com 110 indivíduos em 18 parcelas. As análises de regressão linear entre número de árvores de O. odorifera por parcela e a respectiva densidade e a riqueza de outras espécies mostraram uma correlação positiva entre estes parâmetros (F=2,81, P> 0,107; F=0,53, P>0,473). Comparado com outros trabalhos em fragmentos florestais nessa região, os resultados obtidos indicaram que a presença de indivíduos adultos de O. odorifera não tem efeito negativo sobre a comunidade vegetal no seu sub-bosque e que as espécies S. guianensis, C. brasiliensis e P. sessilis parecem se beneficiar da sua presença, fato evidenciado pela alta densidade observada em relação às demais espécies amostradas no local. (FAPEMIG)

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AÇÃO DO EXTRATO METANÓLICO DE Caryocar brasiliense NAS TROCAS GASOSAS DE Brachiaria brizantha

RODRIGUES, Izabella Martins da Costa (Estudante); OLIVA, Marco Antônio (Professor); FERREIRA, Francisco Affonso (Orientador); OLIVA, Karla Martins Ferreira (Estudante)

Extrato metanólico da folha de Caryocar brasiliense (pequi) foi aplicado em folhas de Brachiaria brizantha (braquiária) a fim de avaliar seus efeitos sobre as trocas gasosas nessa espécie. Sementes de braquiária foram germinadas em vasos adubados, em casa de vegetação. Após a emissão da primeira folha, concentrações de 0, 1000, 2500 e 5000 ppm dos extratos de pequi foram aplicados sobre as plantas nos vasos cultivados através de pulverizações diárias, durante 30 dias. Após esse período, utilizando-se um aparelho analisador de gases por infravermelho, IRGA, foram avaliadas fotossíntese, transpiração, condutância estomática e relação Ci/Ca. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com quatro repetições, os dados foram submetidos à análise de variância e as médias foram comparadas pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade. A condutância estomática, em B. brizantha, reduziu significativamente, sendo acompanhada pela queda na transpiração e fotossíntese. A relação Ci/Ca não apresentou diferença significativa nos tratamentos em relação ao controle, provavelmente devido ao metabolismo C4. Os resultados obtidos neste estudo podem estar relacionados ao fato de que valores de condutância estomática muito baixos levam a uma limitação na assimilação de CO2 e, conseqüentemente, uma diminuição na fotossíntese. Os dados permitem concluir que o extrato metanólico da folha de pequi possui substâncias capazes de causar efeitos significativos nas trocas gasosas de B. brizantha.

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ADAPTAÇÕES MORFO-FISIOLÓGICAS EM DUAS PROGÊNIES DE CAFÉ CONTRASTANTES QUANTO À TOLERÂNCIA À SECA

MORAES, Gustavo Adolfo Bevitori Kling (Bolsista); DA MATTA, Fábio Murilo (Orientador); DIAS, Paulo César; ARAÚJO, Wagner Luiz (Estudante); CATEN, Ângela Ten (Estudante); POMPELLI, Marcelo Francisco (Estudante); BATISTA, Karine Dias (Estudante); CHAVES, Agnaldo Rodrigues de Melo (Estudante); MARTINS, Samuel Cordeio Vitor (Estudante)

Este trabalho objetivou avaliar a ocorrência de adaptações morfo-fisiológicas em duas progênies de café (Catucaí 785-15 e Siriema, respectivamente sensível e tolerante à seca) submetidas a déficit hídrico. Foram realizados dois experimentos, conduzidos em casa de vegetação, onde as plantas foram cultivadas em vasos de 12 (experimento I) e 20 dm3 (experimento II). No experimento I, as plantas receberam 100% da água evapotranspirada por 90 dias; após, um lote continuou sendo irrigado dessa maneira, enquanto noutro lote a irrigação foi reduzida para 50%, 40% e 30% da água evapotranspirada pelas plantas-controle, a intervalos de 20 dias. No experimento II, um grupo de plantas foi irrigado continuamente, enquanto outro teve sua irrigação completamente suprimida, seguida de ciclos de desidratação, obtendo-se, ao final, curvas pressão-volume. Siriema apresentou um maior crescimento inicial em ambos regimes hídricos, apresentando ainda um maior comprimento total e maior superfície de raízes, mas não ocorreu nenhuma alteração na distribuição e alocação de biomassa nas progênies em resposta à deficiência. Siriema, sob déficit hídrico, apresentou maior potencial hídrico de antemanhã, entretanto, ambas progênies responderam ao déficit de forma semelhante, reduzindo os parâmetros de trocas gasosas e de relações hídricas. A redução da taxa fotossintética foi associada a limitações estomáticas da fotossíntese. Sob déficit hídrico, as plantas se ajustaram osmótica e elasticamente, não se observando diferenças entre progênies. Apesar de ser relatada uma alta tolerância à seca de Siriema, os parâmetros fisiológicos aqui avaliados não permitiram discriminar, satisfatoriamente, as duas progênies, quanto à tolerância à seca. (FAPEMIG)

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ADEQUAÇÃO DO DESCASQUE DE BULBILHOS DE ALHO UTILIZANDO UMA DESCASCADORA DE ALHO

MORAES, Felipe Francisco Fabbri de (Bolsista); PUSCHMANN, Rolf (Orientador); SIMÕES, Adriano do Nascimento (Estudante); COSTA, Franciscleudo Bezerra da (Estudante); ZERDAS, Evelyn Rose Mary Arnez (Estudante); DINIZ, Leonardo Thomaz (Bolsista-IC); MOREIRA, Silvino Intra (Estudante); DUARTE, Priscila Silveira (Estudante)

No processamento mínimo de alho, o descasque de forma manual diminui o rendimento operacional. Entretanto, para otimizá-lo faz-se necessário o uso de descasque mecânico, utilizando uma máquina descascadora de bulbilhos. Tal medida visa melhora a qualidade dos bulbilhos e maximiza o rendimento operacional. Alho chinês adquirido no mercado local de Viçosa-MG foi armazenado a 5±1ºC e 90±5% UR, por uma semana, em caixa de papelão. Em seguida, os bulbilhos foram selecionados, debulhados manualmente e submersos em água, a temperatura ambiente, por 30, 60, 90 e 120 minutos. Posteriormente, removeu-se o prato basal dos bulbilhos com auxilio de lâmina, e foram submetidos a uma máquina descascadora de bulbilhos por turbilhonamento em água, por 6 minutos. Foi quantificada a eficiência no descasque, e a qualidade visual dos bulbilhos avaliada subjetivamente: 1=bulbilhos descascados sem danos, 2= com até 30%, 3= com 30 a 60% e 4= acima de 60% de danos. Os bulbilhos foram embalados em sacos de PEAD com espessura de 2,27µm e armazenados em expositores a 5±1ºC e 90±5% UR. Avaliou-se a cada dois dias a massa fresca e índice de escurecimento instrumental. Aproximadamente 60% dos bulbilhos foram descascados para todos os tempos de imersão, embora a imersão dos bulbilhos por 60 minutos tenha apresentado uma eficiência próxima a 66%. Verificou-se também que a máquina provocou um mínimo de 30% de danos mecânicos, avaliação representada pela nota 2. A taxa da perda de massa fresca durante o armazenamento foi semelhante para todos os tempos de imersão, exceto para o de 30 minutos. Os tempos de imersões estudados não influenciaram a cor, observando-se queda discreta no índice de escurecimento. Os resultados obtidos foram promissores para o método de obtenção de bulbilhos descascados mecanicamente. Porém, os estudos devem continuar, a fim de otimizar a eficiência no descasque e a qualidade dos bulbilhos. (CAPES; FAPEMIG;. PIBIC/CNPq)

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ANATOMIA DA RAIZ E CARACTERIZAÇÃO DOS FUNGOS ASSOCIADOS DE Myrsine guianensis (MYRCINACEAE) EM VEGETAÇÃO DE CERRADO (MG)

SOUZA, Lucimara Amélia de (Bolsista); MEIRA, Renata M. Strozi Alves (Orientador); KASUYA, M. Catarina Megumi (Professor); AZEVEDO, Aristéa Alves (Professor); ALMEIDA, Andrea Miyasaka de (Professor)

Associações micorrízicas são comuns como resposta às condições ambientais que o cerrado impõe às espécies a ele adaptadas. Considerando a diversidade da flora dos cerrados brasileiros, são poucos os trabalhos que descrevem a ocorrência de interações simbióticas. O presente trabalho teve como objetivo descrever a estrutura anatômica do sistema subterrâneo de Myrsine guianensis (Aubl.) Kuntze. (Myrcinaceae) em uma vegetação de cerrado para a verificação da ocorrência de micorrizas e avaliar o seu papel na adaptação da espécie às condições ambientais do cerrado. Foram coletados os sistemas subterrâneos de indivíduos de M. guianensis em populações nativas do cerrado da Flona de Paraopeba (MG). Amostras foram fixadas em FAA 50 e estocadas em etanol 70%. Foram obtidos cortes e confeccionadas lâminas histológicas conforme metodologia usual. Para observação da colonização micorrízica fragmentos de raízes foram diafanizados com KOH 10%, autoclavados e coloridos com Azul de Tripano. As raízes são tipicamente protostélicas, em geral com seis pólos de protoxilema, entretanto, mesmo as de menor diâmetro, apresentaram crescimento secundário incipiente. A epiderme é uniestratificada constituída por células ligeiramente prismáticas e pêlos absorventes, já que o corte foi realizado na zona de absorção. Apresenta exoderme com células de paredes espessadas por lignina, exceto nas células de passagem. No córtex predomina parênquima de reserva, com volumosos grãos de amido e dentre essas células, algumas se destacam pela presença de fungos micorrízicos do tipo arbuscular no seu interior e o fungo endofítico dark septate (DSE). A presença destas duas associações indica que plantas desenvolveram mecanismos únicos e associações simbióticas que atenuariam os estresses abióticos presentes no cerrado, como hídrico e nutricional, principalmente por esta espécie estar distribuída em manchas de solos caracterizados por serem os mais pobres em nutrientes deste bioma - latossolo amarelo. (CNPq). (FAPEMIG).

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APROVEITAMENTO DO ESPAÇO PÚBLICO URBANO PARA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NAS ESCOLAS MUNCIPAIS DE VIÇOSA/MG

BARBOSA, Maísa P. (Bolsista); NETO, João Augusto Alves Meira (Orientador); SOUZA, Dileno Dustan Lucas de (Professor); SOUSA, Suelen Cristina Monegrão (Estudante)

Este projeto tem como objetivo analisar como os espaços de visitação da Universidade Federal de Viçosa são utilizados para a prática e ensino de Educação Ambiental e se as atividades neles desenvolvidas, assim como os assuntos abordados, são adequados as diversas faixas etárias de educandos da zona urbana e rural. Para o projeto foram selecionadas duas turmas de primeira e oitava séries de duas escolas da rede municipal de ensino de Viçosa/MG, sendo uma rural e outra urbana. Foi observada também a maneira como as visitas eram conduzidas em cada um desses espaços, se a linguagem utilizada era apropriada e se os monitores estavam realmente preparados para receber as crianças e os professores. Durante as atividades desenvolvidas em cada ambiente, era realizado um estudo comparativo do nível de apreensão e percepção dos estudantes, buscando semelhanças e diferenças no modo como a faixa etária e a realidade de cada um influencia esses fatores. A partir dessas visitas foi construído um questionário dicotômico aplicado em cada turma, com a intenção de determinar quais os espaços e atividades melhor atendem as necessidades dos educandos. De acordo com os dados preliminares percebe-se que a abordagem da Educação Ambiental fora da sala de aula, se mostra mais eficaz na promoção de uma maior sensibilização das crianças em relação ao ambiente em que ela está inserida. Esses espaços, mais que locais de passeio e excursões, devem vir a se tornar instrumentos para a reflexão critica e a formação de cidadãos realmente envolvidos desde cedo com as questões ambientais. (FAPEMIG)

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ASPECTOS MORFOLÓGICOS E MICROSCÓPICOS DA ANÁLISE DA FITOTOXIDEZ DO FERRO E ENXOFRE, MEDIANTE EMPREGO DE BIOINDICAÇÃO ATIVA, EM Eugenia uniflora L. (MYRTACEAE) E Clusia hilariana SCHLECHT. (CLUSIACEAE).

SILVA, Eduardo Chagas Ferreira da (Estudante); SILVA, Luzimar Campos da (Orientador); AZEVEDO, Aristéa Alves (Professor); OLIVA, Marco Antonio (Professor)

As usinas de pelotização emitem poluentes como o ferro particulado e o dióxido de enxofre capazes de provocar alterações na vegetação nativa. No município de Anchieta ES, plantas ocorrentes em restinga como Eugenia uniflora e Clusia hilariana têm recebido esse impacto. Objetivou-se avaliar as alterações morfológicas e micromorfológicas nessas duas espécies após exposição das mudas em estantes localizadas a 200 metros da fonte emissora, durante sete meses. Para o acompanhamento do surgimento de injúrias foram realizadas avaliações no início do experimento, após 71, 118 e 181 dias de exposição. A quantificação de ferro e enxofre no material vegetal e a caracterização anatômica foram realizadas coletando-se folhas ao final do período de exposição. Para microscopia, amostras foliares foram fixadas em Karnovsky e desidratadas em série etílica. Para microscopia fotônica, as amostras foram incluídas em historesina e os cortes transversais com 8µm de espessura foram corados com Azul de Toluidina. Para visualização em microscópio eletrônico de varredura, as amostras foram secas ao ponto crítico, dispostas em “stub” e metalizadas com ouro. Visualmente, houve o aparecimento e aumento gradativo da percentagem de folhas necrosadas nas duas espécies. E. uniflora acumulou maior quantidade de ferro, enquanto C. hilariana, maior quantidade de enxofre no material vegetal. Em ambas as espécies verificou-se início da necrose a partir das duas faces da folha. Em E. uniflora, as células se colapsaram provocando redução na espessura da lâmina foliar. Em C. hilariana, entretanto, ocorreu formação de um tecido de cicatrização delimitando a área necrosada e maior acúmulo de compostos fenólicos e grãos de amido nas células próximas às regiões afetadas. Nas duas espécies ocorreu escamação da cera epicuticular, obstrução dos estômatos e aparecimento de hifas fúngicas. As alterações anatômicas encontradas em E. uniflora e C. hilariana comprovam o efeito desastroso da poluição sobre as plantas (CAPES)

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BIO QUANT: ANÁLISE DE IMAGENS PARA ESTUDOS EM ANATOMIA VEGETAL

AGUIAR, Thiago Valente (Bolsista); AZEVEDO, Aristéa Alves (Orientador); SANT ANNA-SANTOS, Bruno Francisco (Estudante); FERREIRA, Ricardo dos Santos (Professor)

As análises quantitativas realizadas pelos usuários do Setor de Anatomia Vegetal (Departamento de Biologia Vegetal-UFV) eram feitas manualmente ou utilizando o Image-Pro Plus, um programa complexo, caro e abrangente. Desta forma, objetivou-se desenvolver um programa simples, gratuito e específico; visando atender a demanda das análises de docentes e estudantes de graduação e pós-graduação. A solução foi implementada na linguagem JAVA, para que houvesse uma maior mobilidade em relação ao sistema operacional a ser usado. O software desenvolvido, denominado BIO QUANT, foi lançado e demonstrado para os usuários mais freqüentes do Image-Pro Plus. Todos os interessados em testar o BIO QUANT receberam, além do programa, fotos para efetuarem medições e comparar os resultados obtidos com os do Image-Pro Plus. Em seguida, estes estudantes foram convidados a participar de uma pesquisa de opinião, através de questionários previamente formulados. Os participantes da pesquisa destacaram as principais vantagens e desvantagens do BIO QUANT em relação ao Image-Pro Plus: o BIO QUANT contém as funções mais utilizadas do Image Pro Plus com a vantagem de ser mais simples e possuir ferramentas mais diretas e específicas facilitando, agilizando e aumentando a confiabilidade dos dados obtidos pelo usuário. Entretanto, existe a necessidade de implementação de recursos adicionais, como a calibração manual, o que aumentaria a gama de usuários. O programa atendeu bem as expectativas, já que todos os entrevistados demonstraram interesse em utilizar o BIO QUANT em suas pesquisas científicas. Por ser um software livre e de código aberto, será disponibilizado na rede da UFV gratuitamente. O BIO QUANT já está em uso nas pesquisas desenvolvidas na Anatomia Vegetal, de forma isolada ou em conjunto com o Image-Pro Plus. (PIBIC/CNPq)

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CARACTERÌSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS DE CENOURAS HÍBRIDO CAROPAK E RENDIMENTO NA FABRICAÇÃO DE MINICENOURAS

MOREIRA, Silvino Intra (Bolsista); PUSCHMANN, Rolf (Orientador); SIMÕES, Adriano do Nascimento (Estudante); COSTA, Franciscleudo Bezerra da (Estudante); DINIZ, Leonardo Thomaz (Estudante); MORAES, Felipe Francicco Fabbri de (Estudante); FARIA, Leonardo Campos (Estudante); SOUZA, Diane Dutra de (Estudante); OLIVEIRA, Fernanda Coelho de (Estudante)

Estudos vêm sendo realizados em Viçosa, MG, adequando a produção de cenouras das cultivares Forto e Esplanada, e do híbrido Caropak, para a fabricação de minicenouras. Objetivou-se avaliar a influência da idade de colheita de cenouras na qualidade e no rendimento industrial de minicenouras. Raízes do híbrido Caropak foram produzidas com espaçamento de 20x5cm e colhidas aos 50, 60, 70, 80 e 90 dias após o plantio para avaliações de diâmetro, comprimento, massa fresca, sólidos solúveis totais e carotenóides totais. As raízes colhidas aos 80 e 90 dias foram minimamente processadas na forma de minicenouras, avaliando-se o diâmetro da região mediana e o rendimento industrial. A qualidade visual foi avaliada por meio de notas subjetivas: para diâmetros entre 1,0 e 1,5cm, ‘ótimo’; entre 1,51 e 2,0cm, ‘bom’; maior que 2,0cm, ‘não aceitável’. Os valores de diâmetro, comprimento, massa fresca, sólidos solúveis totais e carotenóides totais das cenouras intactas aumentaram dos 50 até os 90 dias, e, neste período, apresentaram, em média, cerca de 1,90cm de diâmetro mediano, 18cm de comprimento, 9% de sólidos solúveis totais e 40μg.gMF-1 de carotenóides totais. O diâmetro médio, na região mediana das minicenouras, foi de 1,4 e 1,7cm, aos 80 e 90 dias, respectivamente. Aos 80 dias, 70% das minicenouras apresentaram diâmetro ‘ótimo’, e 30%, ‘bom’. Aos 90 dias, obteve-se porcentagem de aproximadamente 45% ‘ótimo’, 30% ‘bom’, e 25% ‘não aceitável’. O rendimento industrial das minicenouras esteve próximo a 50%, para as duas idades de colheita. Nas condições de avaliação, a idade de colheita em torno de 80 e 90 dias após o plantio proporcionou obtenção de matéria-prima com maior teor de sólidos solúveis totais e carotenóides totais. Entretanto, na colheita de 90 dias, houve redução na porcentagem de minicenouras de diâmetro considerado ‘ótimo’. (CNPq; CAPES; FAPEMIG).

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COLONIZAÇÃO RADICULAR POR FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES EM Eugenia dysenterica (FAMÍLIA: MYRTACEAE) EM VEGETAÇÃO DE CERRADO (MG)

REBELLO, Vitor Paiva Alcoforado (Bolsista-IC); LEITE, Tiago Souza (Bolsista-IC); ALMEIDA, Andréa Miyasaka (Orientador); KASUYA, Maria Catarina Megumi (Orientador); DETMANN, Kelly Silva Coutinho (Estudante)

A associação de plantas nativas do Cerrado com fungos micorrízicos arbusculares (FMAs) é um dos fatores essenciais para a sobrevivência dessas plantas frente aos estresses abióticos desse bioma. Eugenia dysenterica DC. (Myrtaceae, nome popular Cagaita) é uma espécie nativa do Cerrado com grande potencial econômico pelo consumo in natura e processada de seus frutos. Esse trabalho foi desenvolvido na Flona (Floresta Nacional), localizada no município de Paraopeba, MG, a qual possui fragmentos desse bioma e presença dessa espécie. Este trabalho teve como objetivo avaliar a colonização micorrízica do sistema radicular de Eugenia e o número de esporos presentes na sua rizosfera. Foram coletadas amostras de fragmentos finos do sistema radicular de indivíduos de Eugenia presentes em uma área da Flona de Paraopeba que possui Latossolo vermelho. A taxa de colonização das raízes de Eugenia foi estimada pelo número de estruturas de FMAs (hifas, vesículas, arbúsculos ou esporos) presentes no sistema radicular, após a descoloração e coloração com Azul de Tripano. Os esporos de FMAs foram extraídos de solo pela técnica de decantação e peneiramento úmido e em seguida quantificados sob lupa. 62% dos fragmentos finos do sistema radicular de Eugenia apresentaram-se colonizados por FMAs e o número de esporos de FMAs foi de 6,6 por grama de solo. Estes resultados confirmam a presença de FMAs neste bioma e colaboraram para a compreensão da importância dessa associação na adaptação dessa espécie às condições do Cerrado. Estudos posteriores serão realizados para avaliar o nível de contribuição desses fungos na ecologia desse bioma. (Apoio financeiro: FAPEMIG/CRA 1792/05; PESCO (Pesquisas Ecossociais no Cerrado)-IEB (Instituto Internacional de Educação do Brasil); (PIBIC/CNPq; FAPEMIG)

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COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA DE FLORESTA ESTACIONAL DECÍDUA NA RPPN-SESC PANTANAL, MATO GROSSO

MEDEIROS, Maria Cláudia Melo Pacheco de (Bolsista); DUARTE, Temilze Gomes (Estudante); SILVA, Alexandre Francisco da (Orientador)

No Pantanal, as Florestas Estacionais Decíduas ocorrem em locais não inundáveis e por apresentarem características favoráveis ao estabelecimento de diversas atividades econômicas, têm sido submetidas a grande pressão antrópica. O objetivo deste trabalho foi determinar a composição florística da vegetação arbórea de áreas de Floresta Estacional Decídua na RPPN-SESC Pantanal (16°46’ S e 56°10’ W), localizada na sub-região de Barão de Melgaço, com 87.871,44 ha, ocupados por várias tipologias vegetais. Foram amostrados quatro hectares, sendo três localizados próximos ao Posto de Apoio Espírito Santo e um próximo ao Posto de Apoio São Joaquim. Cada amostra foi representada por um hectare, distribuído em 100 parcelas contíguas de 10x10m. O critério de inclusão utilizado foi de circunferência de tronco a altura de 1,30m do solo (CAP) maior ou igual a 15 cm. A determinação taxonômica das espécies foi realizada por consulta a literatura especializada e comparação com exemplares depositados no Herbário do Departamento de Biologia Vegetal da Universidade Federal de Viçosa (VIC). Foram registradas 100 espécies pertencentes a 40 famílias. As famílias representadas com maior número de espécies foram Leguminosae (24), Bignoniaceae (7), Sapindaceae (5), Rubiaceae (5) e Boraginaceae (4). As espécies Combretum leprosum, Myracrodruon urundeuva, Tabebuia roseo-alba e Scheelea phalerata, dentre outras, possuem representantes nas quatro áreas amostrais. Scheelea phalerata, o acuri, é uma palmeira de ampla dispersão no Mato Grosso, e apresentou a maior abundância em todas as áreas. A composição florística das áreas demonstrou a influência de outras formações vegetais na composição da flora pantaneira, sendo a maioria das espécies originária do Cerrado, da Amazônia ou do Chaco. Pelo presente estudo, concluiu-se que a Floresta Estacional Decídua é uma importante formação com relação à riqueza de espécies arbóreas, uma vez que reflete a heterogeneidade florística que caracteriza a vegetação de todo o Pantanal. (CNPq)

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