Ufv / XVII sic / novembro de 2007 / biologia geral adaptabilidade e estabilidade de populaçÕes melhoradas de milho-pipoca



Baixar 132.41 Kb.
Página1/4
Encontro16.01.2018
Tamanho132.41 Kb.
  1   2   3   4

CCB




UFV / XVII SIC / NOVEMBRO DE 2007 / BIOLOGIA GERAL



ADAPTABILIDADE E ESTABILIDADE DE POPULAÇÕES MELHORADAS DE MILHO-PIPOCA

 Rodrigo Moreira de Freitas (Bolsista CNPq); José Marcelo Soriano Viana  (Orientador); Vinícius Ribeiro Faria (Pós-graduando MS); Admílson da Costa e Silva (Pós-graduando MS); Mágno Sávio Ferreira Valente (Bolsista PIBIC/CNPq); Keny Henrique Mariguele (Pós-graduando DS)

O desempenho de cultivares de milho-pipoca varia, normalmente, com os ambientes, de modo que uma cultivar dificilmente é a melhor em todas as condições de cultivo. No processo de seleção, deve-se realizar a avaliação dos genótipos em diferentes ambientes, pois a interação genótipos x ambientes gera respostas diferenciadas em cada situação ambiental. Para tanto, estudos de adaptabilidade e estabilidade de cultivares de milho-pipoca vêm sendo realizados no Brasil. Este trabalho objetivou avaliar a adaptabilidade e a estabilidade de populações melhoradas do programa de melhoramento de milho-pipoca do Departamento de Biologia Geral (DBG) da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Foram conduzidos quatro ensaios, nos anos agrícolas 2003/2004, 2004/2005 e 2006/2007, no delineamento em blocos, com quatro repetições, avaliando-se treze populações, dentre as quais, duas eram híbridos, utilizados como testemunha. A capacidade de expansão (CE) foi avaliada em forno de microondas, utilizando-se uma amostra de 30 gramas por parcela. As populações que mais se destacaram com relação à produção foram IAC 112 e Beija-Flor C2, com produtividade acima de 3000 Kg/ha, entretanto, as demais populações também apresentaram produtividade satisfatória, acima de 2000 kg/ha. Em relação à CE a população que mais se destacou foi o IAC112, com CE acima de 40 ml/g, as demais apresentaram desempenho muito próximo de 35 ml/g. As populações do programa de melhoramento de milho-pipoca do DBG/UFV apresentaram adaptabilidade geral e alta estabilidade, tanto para produção, quanto para CE, com poucas exceções. Além disso, apresentaram desempenho muito próximo às testemunhas utilizadas, o que indica grande potencial dessas populações como variedades de ampla distribuição, podendo ocupar vários ambientes. (CNPq)

  


UFV / XVII SIC / NOVEMBRO DE 2007 / BIOLOGIA GERAL



ANÁLISE MORFOMÉTRICA DOS MÚSCULOS SÓLEO E RETO FEMORAL DE RATOS SUBMETIDOS A PROGRAMA DE TREINAMENTO FÍSICO

Bruna Fontana Thomazini (Bolsista PIBIC/CNPq), Izabel Regina dos Santos Costa Maldonado (Orientadora), Edson da Silva (Pós-graduando MS), Sérgio Luis Pinto da Matta (Docente colaborador) e Antônio José Natali (Docente colaborador)

A prática regular de atividade física pode prevenir doenças e provocar adaptações no tecido muscular esquelético. Os objetivos deste trabalho foram detectar sinais degenerativos e comparar fibras dos tipos I e II, em relação à área e à freqüência, nos músculos sóleo e reto femoral de 29 ratos Wistar adultos nos grupos: I- controle sedentário (n=8); II- sedentário com posterior teste de exaustão (n=7); III- controle treinado (n=7) e IV- treinado com posterior teste de exaustão (n=7). O treinamento consistiu em natação 90 minutos/dia, 5 dias/semana, por 17 semanas e a exaustão em prender ao rato um peso extra e submetê-lo a natação, até submersão, por 10 segundos. Quarenta e oito horas após o último treino e após o teste de exaustão, os animais foram sacrificados para a coleta do material. Os fragmentos dos músculos do lado esquerdo foram fixados em paraformaldeído 4%, incluídos em metacrilato e corados com Azul de Toluidina Pironina. Os fragmentos do lado direito foram imersos em N-Hexana, seccionados em criostato e submetidos à reação para a Succinato Desidrogenase (SDH). Os cortes foram analisados em microscópio óptico acoplado a uma câmara de captura e um sistema computadorizado. A determinação da proporção de miofibras lesadas e tecido conjuntivo foi feita em imagens de cortes transversais (2µm de espessura) corados com Azul de Toluidina, e a determinação da freqüência e da área das fibras, em cortes transversais (25µm de espessura) submetidos à SDH. O treinamento não causou expressiva hipertrofia nas fibras, mas o teste de exaustão induziu lesões nas fibras. Entretanto, não foi constatado aumento na freqüência de mastócitos e de grandes focos inflamatórios. Foi observada diminuição no percentual de fibras do tipo I no músculo sóleo de ratos treinados e não foi detectada diferença significativa na área das fibras estudadas entre os grupos. (CNPq/ FAPEMIG)
UFV / XVII SIC / NOVEMBRO DE 2007 / BIOLOGIA GERAL



ASPECTOS HISTOLÓGICOS E HISTOQUÍMICOS DO APARELHO REPRODUTOR MASCULINO DE Hemidactylus Mabouia MOREAU DE JÒNNES 1818 (REPTILIA, GEKKONIDAE)

Alípio dos Santos Rocha (Bolsista PIBIC/CNPq); Sirlene Souza Rodrigues (Pós-graduando DS);Vinícius Albano Araújo (Pós-graduando DS); Renato Neves Feio (Docente colaborador); Clóvis Andrade Neves (Orientador)

Estudos morfológicos do aparelho reprodutor masculino (ARM) em Gekkonidae são escassos. O ARM de quatro exemplares de Hemidactylus mabouia foi fixado em solução de Stefanini. Secções histológicas foram coradas com azul de toluidina, tricrômico de Cason ou submetidas a técnicas histoquímicas. Os testículos possuem túbulos seminíferos com epitélio composto por células espermatogênicas e por células de Sertoli, caracterizadas por seu núcleo volumoso e nucléolo evidente. Células de Leydig são raras. Os ductulos eferentes são revestidos por epitélio cúbico ou pavimentoso simples. O epidídimo, sempre com espermatozóides, é divido em quatro regiões revestidas por epitélio pseudoestratificado. Na região inicial ocorrem células ciliadas e não ciliadas, além das basais. Na região da cabeça e do corpo, as células prismáticas são secretoras e não ciliadas. Na região caudal o epitélio é mais baixo, o lúmen se amplia sem evidências de secreção. Os epidídimos são contínuos aos ductos deferentes, que se prolongam ventralmente aos rins e desembocam na cloaca. Os ductos deferentes possuem uma camada muscular mais desenvolvida e pregas longitudinais recobertas por epitélio pseudo-estratificado. O segmento sexual dos rins (SSR) possui túbulos enovelados com epitélio simples prismático repletos de grânulos de secreção protéica. O SSR está conectado aos túbulos renais e, sendo assim, sua secreção passa para os túbulos renais e ureteres, desembocando na cloaca. O epitélio dos ureteres é semelhante ao dos ductos deferentes, mas seu lúmen é menor e não contém espermatozóides. As glândulas peri-cloacais são tubulosas, com lúmen reduzido e secretam grânulos protéicos. Os hemipênis localizam-se caudalmente à cloaca e possuem uma fenda central com superfície revestida por epitélio estratificado pavimentoso, lisa de um lado e pregueada do outro.
UFV / XVII SIC / NOVEMBRO DE 2007 / BIOLOGIA GERAL



Atta robusta (FORMICIDAE) COMO MEDIADORA DA FUGA DA PREDAÇÃO DE SEMENTES EM RESTINGA
SOLAR, R. R. C. (Bolsista IC FAPEMIG) 1,2,3; TEIXEIRA, M. T.(Membro externo/ CEPES,ES); SCHMIDT, F. A.(pós-graduando); SCHOEREDER, J. H.(Orientador).

 Atta robusta, descrita como endêmica de ambientes de restinga do sudeste brasileiro, está atualmente na lista de espécies ameaçadas de extinção do IBAMA. A. robusta interage com pelo menos 37 espécies de plantas de restinga, o que a torna uma espécie de grande importância ecológica para estes ambientes. Uma vez que há estudos que sugerem que dispersores de sementes podem diminuir a predação das mesmas, o objetivo do nosso trabalho foi verificar a eficiência de A. robusta como mediadora da fuga da predação de sementes de Eugenia rotundifolia. Então, testamos as hipóteses que: sementes mais próximas da planta - mãe são mais predadas; sementes são menos predadas sobre o sauveiro do que sob a planta mãe; sementes mais agregadas são mais predadas e o número de sementes ao longo da trilha diminui. Os estudos foram realizados em Guriri, Espírito Santo. Coletamos as sementes ao longo da trilha, e determinamos a taxa de danificação. Além disso, colocamos sementes sobre papéis de filtro, com diferentes agregações (1, 2, 4, 8 e 16 sementes) e dispusemos sobre o ninho e sob as plantas. Encontramos que o número de sementes decresce ao longo da trilha e que o local de deposição é um fator significativo na taxa de predação de sementes. Os outros efeitos não foram significativos. A inexistência de um gradiente de danificação na trilha pode ser explicada pelo fato de a trilha não ser um local sob influência direta do formigueiro. Aliado à diminuição da densidade de sementes ao longo da trilha, este resultado corrobora o resultado da terceira hipótese, de que não há relação entre agregação e predação.  Nossos resultados reforçam a estreita relação de A. robusta com os ambientes de restinga. Esperamos desta forma, alertar para o caráter de ameaça em que se encontram os ambientes de restinga no Brasil, e a necessidade de sua conservação, dada à sua fragilidade e às interações entre espécies.


UFV / XVII SIC / NOVEMBRO DE 2007 / BIOLOGIA GERAL



AVALIAÇÃO DA LETALIDADE DE ALGUNS INSETICIDAS USADOS NA CULTURA DO TOMATE ÀS ABELHAS (HYMENOPTERA: APIDAE): TOXICIDADE AGUDA.

 

Samuel de Melo Goulart (Bolsista PIBIC/CNPq); Lucio Antônio de Oliveira Campos (Orientador)   



A cultura do tomate tem grande importância econômica no Brasil, ocupando cerca de 60.000 ha em todo o país. Apesar de ser o tomateiro uma planta autógama, suas flores possuem anteras poricidas que precisam ser vibradas para que o pólen seja liberado. Em condições de campo, a vibração da flor é garantida pelo vento. Contudo, em ambientes protegidos, as flores têm que ser vibradas para que o pólen seja liberado, essa vibração pode ser feita artificialmente ou com uso de abelhas. Entretanto, a cultura exige uso de inseticidas mesmo sob cultivo protegido, o que pode comprometer o uso de abelhas como promotoras da polinização. O objetivo do trabalho foi estudar a toxicidade aguda dos inseticidas mais usados na cultura do tomate, na região de Viçosa-MG, para abelhas da subtribo Meliponina. Os experimentos foram realizados com três espécies: Scaptotrigona xanthotricha, Partamona helleri e Trigona spinipes. Os inseticidas testados foram: Tracer (Espinosade), Decis (Delthamethrin) e Pirate (Chlorfenapyr). A dose letal mediana das formulações de inseticidas foi determinada conforme protocolo OECD nº 213, que estabelece um método de laboratório para avaliação da toxicidade aguda oral de pesticidas e outros químicos para abelhas operárias adultas. Os ensaios foram realizados em delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições. Para estimativa da CL50 foi utilizado o método de Probit. Tendo como base classificação utilizada pelo IBAMA, o inseticida Pirate foi classificado como muito tóxico para as três espécies. O inseticida Tracer foi classificado como muito tóxico para Scaptotrigona xanthotricha e altamente tóxico para Trigona spinipes, não tendo sido testado para Partamona helleri; o inseticida Decis foi classificado como muito tóxico para Scaptotrigona xanthotricha e Partamona helleri não tendo sido testado para Trigona spinipes. De acordo com os resultados obtidos, o uso das espécies citadas torna-se limitado em áreas de cultivo de tomate nas quais são utilizados estes inseticidas. (CNPq)

 
UFV / XVII SIC / NOVEMBRO DE 2007 / BIOLOGIA GERAL





AVALIAÇÃO DE FONTES DE RESISTÊNCIA À MANCHA-ANGULAR DO FEIJOEIRO

 

Bruno Pereira Balbi (Bolsista CNPq), Demerson Arruda Sanglard (Bolsista CNPq), Josiane Isabela da Silva Rodrigues (Bolsista CAPES), Jeziel Dener Damasceno (Bolsista PIBIC/CNPq), Everaldo Gonçalves de Barros (Colaborador) e Maurilio Alves Moreira (Orientador)



 

 A mancha-angular, incitada pelo fungo Pseudocercospora griseola, destaca-se como a principal doença que acomete o feijoeiro por ocasionar perdas expressivas na produção. Um meio eficiente e seguro de controle é o uso de cultivares resistentes. No entanto, a eficiência na obtenção desses cultivares depende do conhecimento sobre a variabilidade e distribuição geográfica do patógeno. O objetivo deste trabalho foi a análise da variabilidade patogênica de isolados de P. griseola obtidos das regiões Noroeste, Triângulo e Zona da Mata de Minas Gerais. Para a obtenção das culturas monospóricas utilizou-se o isolamento direto sendo o inóculo multiplicado em placas de petri contendo uma mistura de água destilada, molho de tomate, ágar e carbonato de cálcio. Para classificar os isolados em raças foi utilizada uma escala de valores binários a partir de reações de compatibilidade frente às variedades da série diferenciadora. As placas foram incubadas por cerca de 10 dias, a 24oC para produção dos conídios. As primeiras folhas trifolioladas de cada planta foram inoculadas utilizando uma suspensão contendo 2,0 x 104 conídios/mL. Após inoculação, as plantas foram transferidas para câmara-de-nevoeiro (20  2oC e > 95% de umidade relativa), onde permaneceram por 48 horas, sob fotoperíodo de 12 horas. Após esse período, foram transferidas para a casa-de-vegetação, onde permaneceram até o aparecimento de sintomas. A severidade da doença foi avaliada visualmente aos 15, 18 e 21 dias após a inoculação, utilizando-se uma escala com nove graus de severidade. Neste trabalho foram obtidos 78 isolados. Desse total, caracterizou-se 17, classificando-os em 12 raças distintas. Foi observada grande variabilidade patogênica e a predominância de raças do grupo Mesoamericano. Os resultados obtidos neste trabalho são de relevante importância para programas de melhoramento, pois a caracterização de raças direciona a seleção de genitores contrastantes para genes de resistência e futuros estudos de herança. (FAPEMIG)


UFV / XVII SIC / NOVEMBRO DE 2007 / BIOLOGIA GERAL

 

AVALIAÇÃO DE POSSÍVEIS EFEITOS DA INGESTÃO DA TOXINA BT (CRY1AC) NA MORTALIDADE E NO PERÍODO DE DESENVOLVIMENTO DE OPERÁRIAS DE Trigona spinipes (HYMENOPTERA: APIDAE) 

Marcelo dos Santos Lara (Bolsista PROBIC/FAPEMIG); Maria Augusta Lima Siqueira (Bolsista CNPq); Lucio Antonio de Oliveira Campos (Orientador)

Trigona spinipes é uma abelha bastante freqüente em flores de algodão no Brasil, o que a torna suscetível à ingestão da entomotoxina Cry1Ac, sintetizada em algodão GM resistente a insetos. Para verificar os efeitos tóxicos dessa proteína em T. spinipes foram desenvolvidos bioensaios com operárias da espécie. Para a criação das abelhas em condições controladas, utilizaram-se cúpulas de cera natural mantidas em placas de ELISA. Cada cúpula foi preenchida com 36l do alimento larval coletado em ninhos de T. spinipes e com ovos provenientes dos mesmos ninhos. As cúpulas contendo as abelhas foram mantidas em estufa a 34ºC e umidade relativa de 99% (até o término da alimentação das larvas) e de 70% (durante o restante do desenvolvimento). Todos os indivíduos foram observadas diariamente, avaliando-se a sobrevivência/mortalidade e o estágio de desenvolvimento (data de eclosão, pupação e emergência) de cada abelha. Foram testados três tratamentos, com cinco repetições cada (40 larvas/repetição): (i) alimento larval + água destilada e autoclavada; (ii) alimento larval + solução de Cry1Ac (18,0g/larva) em água destilada e autoclavada e (iii) alimento larval puro (controle). As análises estatísticas não demonstraram diferenças significativas em relação à mortalidade (KW=1,47; p=0,48) ou ao tempo de desenvolvimento das operárias (F=0,22; p=0,46;) entre os diferentes tratamentos. A mortalidade das operárias foi baixa em todos os tratamentos. Os resultados demonstram que a metodologia desenvolvida é adequada para a realização de testes de toxicidade sobre T. spinipes e que a mortalidade das operárias alimentadas com alimento larval contendo Cry1Ac na concentração utilizada é baixa durante todas as fases de desenvolvimento

 

 




UFV / XVII SIC / NOVEMBRO DE 2007 / BIOLOGIA GERAL



AVALIAÇÃO MORFOMÉTRICA DOS ELEMENTOS DO INTERTÚBULO DE RATOS WISTAR ADULTOS TRATADOS COM INFUSÃO AQUOSA DE CATUABA (Trichilia catigua, MELIACEAE)

Jesylaine Oliveira Cunha (Bolsista PIBIC/CNPq), Sérgio Luis Pinto Matta (Orientador), Marcos de Lucca Moreira Gomes (Pós graduando/UNICAMP), Fabiana Cristina Silveira Alves de Melo (Pós-graduando DS); Tarcízio Antônio Rêgo de Paula (Docente Colaborador) 

O uso de plantas na terapêutica é impulsionado pela promessa de produção de medicamentos com preços mais acessíveis e pela grande aceitação dos produtos naturais pela população. Assim, tornam-se importantes e necessários estudos sobre estas espécies vegetais, comprovando ou não seus efeitos terapêuticos ou farmacológicos e os possíveis efeitos colaterais e/ou tóxicos. Neste trabalho foram avaliados os efeitos da infusão aquosa de Trichilia catigua e da solução de Catuama® sobre os componentes do espaço intersticial testicular de ratos Wistar adultos. Foram utilizados 36 ratos Wistar, provenientes do Biotério Central da UFV. Os animais foram divididos em quatro grupos de nove indivíduos cada, pesados e colocados em gaiolas individuais, sendo um grupo controle (grupo I), dois grupos receberam infusão aquosa de catuaba (grupos II = 300 mg e III = 600 mg) e um grupo recebeu solução aquosa de Catuama® (grupo IV). Os tratamentos tiveram duração de 56 dias consecutivos, quando os animais foram eutanasiados. Analisando-se as proporções dos elementos intersticiais, foi observada redução (P<0,05) nos valores médios das populações de células de Leydig e macrófagos nos três grupos tratados. Houve diminuição significativa da proporção de vasos sangüíneos no grupo IV quando comparado ao grupo II. O espaço linfático apresentou-se aumentado (P<0,05) no grupo IV em relação aos grupos I, II e III, sendo que no grupo III houve também aumento significativo desse espaço quando comparado ao grupo controle. A proporção volumétrica de tecido conjuntivo foi maior no grupo II, sendo significativo (P<0,05) em relação aos outros tratamentos. O grupo III também apresentou proporção de tecido conjuntivo significativamente maior em relação ao grupo I e a grupo IV. Estes resultados demonstram que os tratamentos com extrato de T. catigua e com a solução de Catuama® causaram modificações nos componentes do intertúbulo de ratos, provocando redução na proporção e volume das células de Leydig. (CNPq/FAPEMIG)
UFV / XVII SIC / NOVEMBRO DE 2007 / BIOLOGIA GERAL



CARACTERIZAÇÃO DE ÁCIDOS GRAXOS EM SEMENTES DE SOJA IRRADIADAS COM RAIOS GAMA

Leonardo Corrêa da Silva (Bolsista IC); Gabriela Antonia de Freias Rocha (Bolsista PIBIC/CNPq); Julierme Kellen de Freitas Guimarães (Estagiário voluntário); Fernanda Aparecida Rodrigues Guimaraes (Estagiária voluntária); Adesio Ferreira (Colaborador); Maurilio Alves Moreira (Colaborador); Marcia Flores da Silva (Colaborador); Everaldo Gonçalves de Barros (Orientador).

A soja (Glycine max L. Merrill) é uma leguminosa com alto teor de proteínas (30 a 45%) e de lipídios (cerca de 20%). Os ácidos graxos presentes no grão (palmítico, esteárico, oléico, linoléico e linolênico) diferem em ponto de fusão, estabilidade oxidativa e funções químicas, afetando a qualidade e as propriedades da fração óleo. Os programas de melhoramento para a qualidade e sabor da soja visam alterar a composição de ácidos graxos devido a objetivos industriais. Agentes mutagênicos, como a radiação gama, podem ser utilizados em programas de melhoramento para ampliar a variabilidade genética e induzir o aparecimento de genótipos de interesse. Neste trabalho, objetivou-se fazer um estudo preliminar para a caracterização dos efeitos de três intensidades diferentes de irradiação na composição dos ácidos graxos. Sementes da cultivar Vencedora foram irradiadas com raios gama, em três tratamentos diferentes nas intensidades de 100, 200 e 300 Gy. Duas sementes de cada planta da segunda geração (M2) de um total de 40, 106 e 96 plantas para os tratamentos de 100, 200 e 300 Gy, respectivamente, foram analisadas. Foi avaliado por cromatografia gasosa, o conteúdo dos ácidos graxos das sementes. As análises estatísticas foram feitas com o auxílio do programa Genes. Na comparação entre tratamentos verificou-se redução significativa no teor de ácido esteárico com o aumento da intensidade de irradiação. Na irradiação de 100 Gy, o teor do ácido oléico aumentou e o de ácido linolênico, diminuiu, ambos significativamente pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. Dentro dos tratamentos houve variação significativa apenas para o teor de ácido esteárico com as irradiações de 100 e de 200 Gy. Os resultados obtidos no momento são promissores para o melhoramento da qualidade do óleo de soja. As gerações estão sendo avançadas e novos estudos com sementes mais homogêneas e em maior número serão conduzidos. (CNPq).
UFV / XVII SIC / NOVEMBRO DE 2007 / BIOLOGIA GERAL



CARACTERIZAÇÃO DE ISOLADOS DE Pseudocercospora griseola ORIUNDOS DO ESTADO DE MINAS GERAIS 

Bruno Pereira Balbi (Bolsista CNPq), Demerson Arruda Sanglard (Bolsista CNPq), Josiane Isabela da Silva Rodrigues (Bolsista CAPES), Jeziel Dener Damasceno (Bolsista PIBIC/CNPq), Everaldo Gonçalves de Barros (Colaborador) e Maurilio Alves Moreira (Orientador) 

A mancha-angular, incitada pelo fungo Pseudocercospora griseola, destaca-se como a principal doença que acomete o feijoeiro por ocasionar perdas expressivas na produção. Um meio eficiente e seguro de controle é o uso de cultivares resistentes. No entanto, a eficiência na obtenção desses cultivares depende do conhecimento sobre a variabilidade e distribuição geográfica do patógeno. O objetivo deste trabalho foi a análise da variabilidade patogênica de isolados de P. griseola obtidos das regiões Noroeste, Triângulo e Zona da Mata de Minas Gerais. Para a obtenção das culturas monospóricas utilizou-se o isolamento direto sendo o inóculo multiplicado em placas de petri contendo uma mistura de água destilada, molho de tomate, ágar e carbonato de cálcio. Para classificar os isolados em raças foi utilizada uma escala de valores binários a partir de reações de compatibilidade frente às variedades da série diferenciadora. As placas foram incubadas por cerca de 10 dias, a 24oC para produção dos conídios. As primeiras folhas trifolioladas de cada planta foram inoculadas utilizando uma suspensão contendo 2,0 x 104 conídios/mL. Após inoculação, as plantas foram transferidas para câmara-de-nevoeiro (20 ± 2oC e > 95% de umidade relativa), onde permaneceram por 48 horas, sob fotoperíodo de 12 horas. Após esse período, foram transferidas para a casa-de-vegetação, onde permaneceram até o aparecimento de sintomas. A severidade da doença foi avaliada visualmente aos 15, 18 e 21 dias após a inoculação, utilizando-se uma escala com nove graus de severidade. Neste trabalho foram obtidos 78 isolados. Desse total, caracterizou-se 17, classificando-os em 12 raças distintas. Foi observada grande variabilidade patogênica e a predominância de raças do grupo Mesoamericano. Os resultados obtidos neste trabalho são de relevante importância para programas de melhoramento, pois a caracterização de raças direciona a seleção de genitores contrastantes para genes de resistência e futuros estudos de herança. (FAPEMIG)

 



Compartilhe com seus amigos:
  1   2   3   4


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal