Ufv / XVIII sic / outubro de 2008 / engenharia florestal cca



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UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / ENGENHARIA FLORESTAL CCA



AUMENTO DA BASE FLORESTAL DA REGIÃO DO PÓLO MOVELEIRO DE UBÁ E OPORTUNIDADES PARA UMA MAIOR RENDA AOS AGRICULTORES

CELSO DOTTA LOPES JUNIOR (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), JOSE DE CASTRO SILVA (Orientador/UFV), ANGELO CASALI DE MORAES (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), VINÍCIUS RESENDE DE CASTRO (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), ÉDSON FIGUEIREDO DE ANDRADE NETO (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), MARCUS ROCHA SAD (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), FILIPE DEMUNER DA SILVA (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), ALBERTO LUÍS FERREIRA (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), JULIANO ROBERTO FERREIRA (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV)

Apesar de a Zona da Mata mineira apresentar inequívoca vocação florestal, as propriedades rurais da região vêm sofrendo drásticas perdas, devido ao depauperamento dos solos, diminuição das águas e queda constante de produtividade, resultados do mau uso da terra, ao longo dos anos. O projeto objetiva a criação de oportunidades para uma maior renda aos agricultores, através do aumento da base florestal da região. A atividade de extensão florestal empreendida pelo Instituto Estadual de Florestas – IEF – envolve a disponibilização de mudas, insumos e formicida. A assistência técnica e acompanhamento das atividades, sempre consideradas os maiores gargalos, estão sendo viabilizados com as propostas do presente projeto.   Em 2007, a meta proposta era implantar mil hectares, com o plantio de dois milhões de mudas, na região do pólo moveleiro de Ubá, envolvendo 13 municípios. Para isso, eram feitos pré-cadastros de agricultores interessados, junto à EMATER. Posteriormente, eram realizadas várias ações, como palestras e dias de campos, com o objetivo de repasse das informações sobre a atividade florestal. Com a participação dos estudantes do curso de Engenharia Florestal da UFV, que atuaram como estagiários, cada agricultor cadastrado, recebeu três visitas, onde se estabelecia uma interação com os produtores, troca de informações técnicas, doação de cartilhas e georreferenciamento da área a ser plantada. No período de um ano foram ministradas 13 palestras e dias de campo, onde quase 300 agricultores tiveram seus projetos acompanhados. O resultado dos plantios foi considerado satisfatório e animadores.
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DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DE MUDAS DE Eucalyptus spp. EM BANDEJAS NO VIVEIRO CLONAL

VITOR LEANDRO FONTES (Bolsista IC /projeto/UFV), ACELINO COUTO ALFENAS (Orientador/UFV), SÉRGIO RICARDO SILVA (Coordenador/), JOSÉ HENRIQUE BAZANI (Coordenador/), FLÁVIO LUIZ DE SOUZA (Coordenador/)


 O número de mudas por bandeja influencia simultaneamente a competição por água, luz e a incidência de doenças. Assim no presente trabalho estudou-se a distribuição espacial de mudas de quatro clones híbridos de Eucalyptus grandis x E. urophylla (urograndis) em bandejas com 176 células. O experimento foi instalado no viveiro da Veracel Celulose S.A., em Eunápolis -BA, e conduzido por 120 dias. Na primeira seleção, aos 30 dias, testaram-se dois espaçamentos de 35 e 50% e na segunda, aos 60 dias, três espaçamentos de 27, 35 e 50% de mudas na bandeja. Os tratamentos ficaram assim constituídos: T1 = 50% em ambas as seleções, T2 = 50% na 1ª e 35% na 2ª seleção, T3 = 50% na 1ª e 27% na 2ª seleção, T4 = 35% em ambas as seleções e T5 = 35% na 1ª e 27% na 2ª seleção. Utilizou-se o delineamento de blocos casualizados, com quatro repetições compostas de três bandejas por tratamento. Avaliou-se a sobrevivência das mudas (SBV) aos 60 e 90 dias, sendo as mudas dominadas consideradas não sobreviventes. Mudas nas densidades mais elevadas diferiram estatisticamente (p≤0,05) das cultivadas nas densidades mais baixas, pelo fato de altas densidades de mudas propiciarem um microclima favorável ao desenvolvimento de doenças fúngicas, como a canela-preta, além de dificultar o molhamento do substrato, levando à morte das plantas. Aos 60 dias, o tratamento T4 obteve a maior taxa de SBV (65,9%) e T1 a menor (52,3%). Aos 90 dias, a maior e menor percentagem de SBV média foram do tratamento T5 (99,2%) e T1 (95%), respectivamente. Concluiu-se que para clones com desenvolvimento rápido, deve-se utilizar o tratamento T5 (35% mudas na 1ª seleção e 27% na 2ª), a fim de se obter mudas de alta qualidade.

(VERACEL CELULOSE S.A. )




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A RELAÇÃO ENTRE PRECIPITAÇÃO EFETIVA E VAZÃO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO CÓRREGO SANTA MARIA, VIÇOSA MG

CARLOS EDUARDO LIMA GAZZOLA (Estagiário voluntário/UFV), VITOR HUGO BREDA BARBOSA (Estagiário voluntário/UFV), CAMILA SOARES BRAGA (Estagiário voluntário/UFV), WANDREY DA COSTA CARDOSO (Estagiário voluntário/UFV), HERLY CARLOS TEIXEIRA DIAS (Orientador/UFV)

O objetivo deste trabalho foi analisar a relação entre a vazão e a precipitação efetiva durante os meses de Janeiro a Abril dos anos de 2006 e 2008. A bacia hidrográfica do córrego Santa Maria é recoberta por um fragmento de Mata Atlântica, localizado no município de Viçosa, MG. A precipitação efetiva foi calculada somando-se a precipitação interna e o escoamento pelo tronco. Para a obtenção dos dados da precipitação interna, foram utilizados 25 pluviômetros distribuídos dentro de cada uma das seis parcelas e para o escoamento pelo tronco foram utilizados coletores confeccionados com espuma de poliuretano. A vazão do córrego foi medida pelo método direto, que consiste no uso de um balde graduado e um cronômetro, tendo como unidade referencial L/s. Durante esse período observou-se uma redução de 57,03% da precipitação efetiva do ano de 2008 em relação ao de 2006, exceto no mês de fevereiro de 2008, que houve um aumento expressivo de 275,32% com relação ao mesmo mês de 2006. Uma significativa redução de 35,29% também pode ser observada na vazão de 2008 quando comparada com a de 2006. Com esses dados pode-se concluir que a diminuição da vazão do córrego Santa Clara pode ser explicada pela diminuição da precipitação efetiva, porém tal decréscimo não segue a mesma proporção da precipitação.
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ESCOLHA DE REVESTIMENTO PARA CANAIS DE RETIFICAÇÃO EM REGIME DE ESCOAMENTO SUPERCRÍTICO

HENRIQUE VIEIRA DE MENDONÇA (Estagiário voluntário/UFV), HERLY CARLOS TEIXEIRA DIAS (Orientador/UFV)

 Com o crescimento urbano atual, muitas vezes é necessário retificar cursos de água, para que se possa realizar a drenagem do terreno e facilitar a implantação de lotes e estradas. Muitas vezes essas retificações acarretam uma série de problemas, uma vez que as velocidades de escoamento atinjam valores que façam com que ocorra o desprendimento das partículas da parede do canal, ultrapassando a tensão de cisalhamento máxima permissível pelo solo e dando início ao processo de erosão hídrica. O estudo de caso foi contemplado na antiga Escola de Agricultura Arthur Bernardes, onde será implantado o Parque Tecnológico de Viçosa, e teve como objetivo estudar o processo erosivo do canal de retificação a ser implantado na região. A vazão máxima de projeto foi calculada através do método racional e a velocidade de escoamento assim como o número de Froude, foram determinados através do software Canal (GPRH – DEA – UFV). A vazão máxima de projeto com período de retorno de 5 anos tem dimensão de 6,57 m3/s e a velocidade de escoamento 4,5 m/s. O número de Froude apresentou dimensão de 1,6 onde podemos determinar que o escoamento é classificado como supercrítico. O solo da região e classificado com sedimento aluvial e para este é admissível uma velocidade de escoamento máxima de 0,60 m/s. Por tanto se definiu que o canal de retificação deverá apresentar revestimento com uma camada de concreto, assim evitando o processo de arraste das partículas evitando a erosão do mesmo.

 (CENTEV/UFV)




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QUANTIFICAÇÃO DE BIOMASSA E ANÁLISE ECONÔMICA DA CULTURA DO PINHÃO MANSO

CARLOS MOREIRA MIQUELINO ELETO TORRES (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), LAERCIO ANTONIO GONCALVES JACOVINE (Orientador/UFV), DIEGO DE PAULA TOLÊDO (Bolsista CNPq/UFV), CARLOS PEDRO BOECHAT SOARES (Co-orientador/UFV), MARCIO LOPES DA SILVA (Co-orientador/UFV)

O presente trabalho teve como objetivo avaliar o estoque de carbono da cultura do pinhão manso e analisar a viabilidade da cultura com e sem a inclusão dos créditos de carbono. A área estudada, de propriedade do produtor Paulo Afonso, apresentava dois anos de idade. Para avaliar o estoque de carbono foi realizada a quantificação da biomassa, utilizando o método direto e destrutivo, aplicado às árvores-amostras que foram selecionadas de acordo com as medidas da altura, do diâmetro das copas e do número de ramos. A determinação da biomassa seca foi obtida pelo método da proporcionalidade. O estoque de carbono foi estimado através da multiplicação da biomassa seca pelo fator 0,5. A estimativa do CO2 estocado foi obtida pela multiplicação do estoque de carbono pelo fator 3,67. A análise econômica foi feita com e sem a inclusão dos créditos de carbono, utilizando um horizonte de planejamento de 10 anos. Os indicadores econômicos utilizados foram VPL, TIR e VAE. A taxa de desconto utilizada neste estudo foi de 10%. Como resultado obteve-se que a quantidade de carbono estocado teve um aumento de 220,60% em relação ao primeiro ano. O estoque de carbono encontrado para o segundo ano da cultura do pinhão manso foi de 2,35 tC.ha-1, correspondendo à 8,61 tCO2(eq.).ha-1 e apresentando um Incremento Médio Anual (IMA) de 1,17 tC. ha-1ano-1. A TIR, VPL e VAE sem créditos de carbono foram de, respectivamente, 19%, R$1.887,23ha-1, R$307,14ha-1; com os créditos de carbono foram, respectivamente, 20%, R$2.097,37ha-1, R$341,34ha-1. Por fim conclui-se que a cultura do pinhão manso possui uma capacidade de estocagem de carbono próxima a outras culturas como cacau e seringueira, entretanto, abaixo de outras como o eucalipto. Em relação aos créditos de carbono o pinhão manso tornou-se economicamente mais atrativo com a inclusão dos créditos de carbono.
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TRATAMENTO ANAERÓBIO DE EFLUENTES DE MÁQUINA DE PAPEL POR BIORREATOR

ISMARLEY LAGE HORTA MORAIS (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), ANA PAULA SANTANA LOURES (Bolsista CNPq/UFV), MATHEUS RIBEIRO COURA (Estagiário voluntário/UFV), CLAUDIO MUDADO SILVA (Orientador/UFV)

A recuperação da água branca pode reduzir o elevado consumo de água fresca em fábricas de papel. Entretanto, nem sempre é possível recuperar completamente a água branca em um circuito fechado devido à sua qualidade inadequada e aos possíveis problemas causados pelo acúmulo de contaminantes. Este trabalho comparou a eficiência de tratamento e a exeqüibilidade do reuso da água branca de um biorreator anaeróbio de membranas mesofílico (BRAM 35°C) e de um biorreator anaeróbio de membranas termofílico (BRAM 55°C), sendo utilizada a água branca coletada em uma fábrica de papel para imprimir e escrever. O BRAM 35°C alcançou eficiências de remoção de remoção de 70% para DQO, 95% para SST e 68% para turbidez, operando com um TDH de 10,1 h e uma COV de 1,41 kgDQO.m-3.d-1. Já o BRAM 55°C alcançou eficiências de remoção de 55% para DQO, 97% para SST e 77% para turbidez, operando com um TDH de 9,8 h e uma COV de 1,46 kgDQO.m-3.d-1. Ambas as opções apresentaram ligeira remoção de dureza total e aumento na condutividade elétrica e na cor real. Embora o BRAM 55°C tenha alcançado uma menor eficiência de remoção da DQO, ele tem vantagens sobre o tratamento anaeróbio mesofílico, principalmente, por não necessitar do resfriamento da água branca. Com os recentes desenvolvimentos dos materiais para membrana, pode ser possível utilizar membranas poliméricas a uma temperatura de operação de 55°C. A maior desvantagem associada ao uso de membranas de fibras poliméricas ocas submersas é que sua utilização, a longo prazo, em temperaturas elevadas não está documentada.
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ALTERAÇÕES NO TEOR DE UMIDADE E NAS RESERVAS DE CARBOIDRATOS EM SEMENTES DE Schizolobium parahyba (VELL.) BLAKE (LEGUMINOSAE) DURANTE A GERMINAÇÃO

SIMONE RODRIGUES DE MAGALHÃES (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), EDUARDO EUCLYDES DE LIMA E BORGES (Orientador/UFV), ANA PAULA AGUIAR BERGER (Estagiário voluntário/)

Os compostos de reservas presentes nas sementes são essenciais tanto na germinação quanto no desenvolvimento da planta, funcionando como fonte de energia nos processos metabólicos. Nesse sentido, objetivou-se quantificar a mobilização das reservas de amido e de carboidratos solúveis totais das sementes de Schizolobium parahyba (Vell.) Blake durante a germinação. As sementes foram escarificadas, na extremidade oposta ao embrião, e colocadas para germinar, sendo coletadas amostras a cada 48 horas por um período de oito dias. O teor de água foi determinado com base no peso úmido. A extração dos açucares solúveis foi feita com etanol 80% (v/v) e a quantificação pelo método colorimétrico. Em seguida as amostras secas em estufa a 45ºC por 24 horas e submetidas à digestão com ácido perclórico para quantificação colorométrica de amido. Utilizou-se o delineamento inteiramente ao acaso, e os resultados analisados pelo programa Sistema de Análise Estatística (SAEG, versão 8.X, Universidade Federal de Viçosa), optando-se pela análise descritiva, pois os dados não atenderam aos pressupostos de normalidade e homogeneidade de variâncias. As sementes apresentaram aumento constante no teor de água, estabilizando-se em torno de 60%. Os teores de amido no eixo embrionário e cotilédones decresceram até 48h, permanecendo estáveis até o final período avaliado. Os carboidratos solúveis foram mobilizados apenas no início da embebição, em ambos os compartimentos, decrescendo mais que o dobro em relação à testemunha. Conclui-se que os carboidratos solúveis foram mais mobilizados que o amido no período de embebição.
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ANÁLISE DA COLHEITA DE MADEIRA DE EUCALIPTO PARA SERRARIAS VISANDO O DESENVOLVIMENTO DE TÉCNICAS, MÉTODOS E SISTEMAS APROPRIADOS PARA INDÚSTRIAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS.

PEDRO HENRIQUE ALVES DOS SANTOS (Bolsista IC /projeto/UFV), ANDRÉ LUÍS PETEAN SANCHES (Estagiário voluntário/UFV), AMAURY PAULO DE SOUZA (Orientador/UFV), LUCIANO JOSE MINETTE (Co-orientador/UFV)

A colheita é indubitavelmente um dos pontos mais onerosos da cadeia produtiva florestal, podendo ser decisiva nos aspectos da qualidade da madeira serrada, pois durante seus sub-processos (corte, extração, carregamento e descarregamento) podem ocorrer impactos que propiciarão o aparecimento de danos como rachaduras na madeira. O presente trabalho teve como objetivo identificar e analisar os processos de colheita da madeira utilizados no país, avaliando possíveis problemas operacionais que pudessem provocar defeitos, bem como propor soluções. Os sistemas de colheita analisados foram: 1)Árvores inteiras, com Feller-buncher + Skkider; 2)Toras Curtas, com Haverster + Forwarder; 3) e 4)Toras longas, Motosserra + guincho TMO. Os principais defeitos encontrados foram as rachaduras de topo, laterais e problemas relacionados ao corte com determinadas máquinas (Sistemas 1 e 2) o que indica que possivelmente os cabeçotes não estão totalmente adequados à operações de colheita para serraria. Todos os sistemas analisados apresentaram aumento no número, no comprimento e na espessura das rachaduras em cada ponto de contagem (abate, extração e descarregamento). O corte com Harvester ocasionou um tipo específico de rachaduras na base das toras, possivelmente pelo posicionamento das toras no traçamento, pois estando a mesma muito elevada em relação ao solo, esta pesa, quebrando e conseqüentemente, causando rachaduras. O sistema 2 foi o que menos impactou as toras. A extração foi a etapa onde o aumento do comprimento das rachaduras foi mais evidente, onde o Forwarder mostrou-se menos impactante as toras em relação aos outros métodos. Estes aumentos durante a extração possivelmente se devem aos impactos sofridos contra o solo. A principal recomendação para estes tipos de colheita é o de evitar ao máximo o choque da madeira contra solo e com outras madeiras. Certamente futuras pesquisas com as espécies e a secagem no campo podem ajudar a explicar muitos dos defeitos neste processo.
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ANÁLISE DA COMPETITIVIDADE DO MERCADO INTERNACIONAL DE CELULOSE 2000 A 2006

KAIO HENRIQUE ADAME DE CARVALHO (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), MARCIO LOPES DA SILVA (Orientador/UFV), NAISY SILVA SOARES (Bolsista CNPq/UFV)

O segmento de celulose e papel é um dos mais importantes do setor florestal e um dos mais bem sucedidos da economia brasileira contribuindo significativamente com geração de empregos, impostos e divisas no país. A teoria da vantagem comparativa é bastante utilizada pelos economistas para analisar a competitividade de um país, e procura mostrar que a especialização da produção estimula o comércio internacional e favorece o consumidor. O presente trabalho teve como objetivo principal, analisar a competitividade do Brasil no mercado internacional de celulose, confrontando com a de seus principais concorrentes, no período de 2000 a 2006. Utilizaram-se dois métodos como ferramentas de análise. O índice Vantagem Comparativa Revelada (VCR), que demonstra se um país possui vantagem comparativa para determinado produto, confrontando sua participação na pauta exportadora nacional e mundial. E o índice Posição Relativa no Mercado (PMR), que indica a posição de uma nação no mercado internacional de um produto, ou seja, trata-se da competitividade entre países. Pelo índice VCR obteve-se que o Brasil foi o terceiro país mais competitivo, ficando atrás apenas do Chile e Finlândia. Pôde-se também observar que a competitividade do Brasil cresceu ao longo dos anos analisados. Pelo índice PMR observou-se que o Brasil tem a segunda posição no mercado internacional de celulose, ficando atrás apenas do Canadá. Com base nos dados analisados observa-se que mesmo o Brasil sendo um dos países mais competitivos, torna-se necessário adotar políticas que favoreça o setor de celulose para que este continue se destacando no comércio internacional.
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ANÁLISE DE DIFERENTES SISTEMAS DE DESGALHAMENTO DE ÁRVORES DE EUCALIPTO

PEDRO HENRIQUE ALVES DOS SANTOS (Bolsista IC /projeto/UFV), ANDRÉ LUÍS PETEAN SANCHES (Estagiário voluntário/UFV), AMAURY PAULO DE SOUZA (Orientador/UFV), LUCIANO JOSE MINETTE (Co-orientador/UFV)

Devido uma crescente demanda mundial, associado com o avançado desenvolvimento silvicultural do país e de características edafoclimáticas que proporcionam uma elevada produtividade florestal, o Brasil tem sido palco de grandes investimentos, tendo o setor de siderurgia a carvão vegetal um importante destaque. Os objetivos desse trabalho foram analisar diferentes métodos de desgalhamento de eucalipto visando avaliar a qualidade e produtividade do trabalho, quantificar a produção de galhada deixada no campo e de “finos” após a produção de carvão. O projeto foi desenvolvido na área de uma empresa do setor de siderurgia a carvão vegetal, em Martinho Campos – MG. Os parâmetros analisados foram a produtividade, o volume de madeira presente entre 3 e 5 cm de diâmetro, peso da galhada após o desgalhamento e destopamento, qualidade do trabalho, consumo de combustível e percentual de finos após a produção de carvão. Foram comparados métodos de desgalhamento e destopamento antes e depois do arraste. Nesta comparação utilizou as ferramentas machado, motosserra e motopoda. Na formação dos métodos foram utilizados somente operadores ou operadores e ajudantes. O método de desgalhamento e destopamento com motosserra sem ajudante foi o mais produtivo. Quando o operador da motosserra apenas realizava o destopamento, sem ajudante, e não movia a copa para um local definido a produtividade foi quatro vezes maior que a do machado. O equipamento que apresentou melhor qualidade do desgalhamento e destopamento baseando-se na presença de galhos ou de parte dos galhos e diâmetro incorreto da árvore no local de destopamento foi a motosserra. Na operação de desgalhamento e destopamento a massa de resíduos deixados no talhão é cerca de duas vezes maior do que na operação de destopamento. O melhor método de desgalhamento e destopamento será definido após a análise da produtividade da carbonização levando-se em conta o teor de carvão e de finos produzidos.
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AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DA CERTIFICAÇÃO FLORESTAL NO CUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E FLORESTAL NAS EMPRESAS BRASILEIRAS

VANESSA MARIA BASSO (Bolsista IC /projeto/UFV), LAERCIO ANTONIO GONCALVES JACOVINE (Orientador/UFV), DANIEL BRIANÉZI (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), RICARDO RIBEIRO ALVES (Bolsista FAPEMIG/UFV), MARCIO LOPES DA SILVA (Co-orientador/UFV), SEBASTIAO RENATO VALVERDE (Co-orientador/UFV)

A certificação florestal surgiu no início da década de 90 e está presente no Brasil há mais de dez anos. Entre os sistemas de certificação existentes destaca-se o FSC (Conselho de Manejo Florestal). O FSC é uma Organização Não-Governamental, que estabeleceu o padrão para certificação do manejo florestal, composto por princípios, critérios e indicadores a serem cumpridos na Unidade de Manejo Florestal (UMF). Este possui dez princípios e o primeiro trata da “obediência às leis e princípios do FSC”, exigindo o cumprimento e respeito de todas as leis aplicáveis ao país onde opera. Assim, presume-se que a certificação pode trazer vários benefícios à sociedade ao forçar o cumprimento da legislação, entretanto, carece-se de estudos que possam atestar esta contribuição. Assim, este trabalho teve por objetivo verificar a influência da certificação florestal no cumprimento da legislação ambiental e florestal nas empresas brasileiras, servindo como balizador ao governo no estabelecimento de políticas públicas. Buscaram – se os dados nos relatórios públicos das UMF certificadas até setembro de 2007. A avaliação foi realizada por meio da identificação e análise das principais não-conformidades presentes nas UMF certificadas pelo FSC no Brasil, com relação ao primeiro princípio. Pelos resultados obtidos, verificou-se que as principais não-conformidades estavam relacionadas às legislações ambiental (50,52%) e trabalhista (16,49%). As não-conformidades da legislação ambiental foram, em sua maioria, referentes aos problemas com as áreas de preservação permanente (37,76%) e de reserva legal (37,76%). Já as trabalhistas foram, principalmente, referentes à regularização de funcionários terceirizados. Conclui-se que os principais problemas encontrados nas auditorias de certificação estavam relacionados à questão ambiental e trabalhista. Entretanto, ressalta-se que no processo de certificação é necessário que as não-conformidades sejam corrigidas no prazo estabelecido. Assim, a certificação influenciou positivamente no atendimento da legislação brasileira pelas empresas florestais, pois sem este processo, estas não-conformidades legais continuariam existindo.



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