Ufv / XVIII sic / outubro de 2008 / engenharia florestal cca



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UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / ENGENHARIA FLORESTAL CCA



AVALIAÇÃO DA RASTREABILIDADE DO PROCESSO PRODUTIVO DE UMA INDÚSTRIA DO PÓLO MOVELEIRO DE UBÁ COMO BASE PARA A CERTIFICAÇÃO FLORESTAL DE CADEIA DE CUSTÓDIA FSC

DANIEL BRIANÉZI (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), LAERCIO ANTONIO GONCALVES JACOVINE (Orientador/UFV), NATHÁLIA DE LIMA LOPES (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), RICARDO RIBEIRO ALVES (Bolsista FAPEMIG/UFV), VANESSA MARIA BASSO (Bolsista IC /projeto/UFV)


Segundo o Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Marcenaria de Ubá (INTERSIND), o crescimento das exportações do pólo moveleiro de Ubá, em 2007, comparando-se com 2006, foi de 17,3%, sendo exportado mais de US$ 7,6 milhões e criando um saldo positivo de US$ 1,1 milhão. Porém, o pólo ainda apresenta desvantagens no mercado em relação às indústrias moveleiras do sul do país e de São Paulo. De acordo com Alves (2005), estas indústrias conseguiram avanços nos aspectos econômicos, pois a certificação florestal lhes abriu mercados exigentes quanto à procedência da matéria-prima madeireira. Assim, este trabalho teve o objetivo descrever o processo de fabricação de móveis, da chegada da matéria-prima ao produto final, atestando a rastreabilidade necessária para uma possível certificação florestal de cadeia de custódia (CoC) FSC. Inicialmente, escolheu-se uma empresa do pólo moveleiro de Ubá e fez-se uma explanação do trabalho proposto e sobre a CoC. Foi acompanhado todo o processo de fabricação de móveis e utilizou-se de questionário para coleta das informações, além de consulta a documentos relacionados aos dados da empresa. As chapas (MDF, MDP e fibra de madeira), provenientes de fornecedores certificados e devidamente identificadas, são recebidas no portão da plataforma e estocados no depósito, com controle de entrada e estocagem. Posteriormente, as chapas são levadas por empilhadeira para o setor de corte, recebendo uma ficha cadastral que as acompanharão até a etapa final. Após o corte, há a lixação, furação e colagem das peças que são transportadas, através de trilhos, para a pintura e secagem ultravioleta. Depois da fase de fabricação, os produtos acabados são selecionados e organizados dentro de embalagens específicas, etiquetadas e estocadas até sua expedição por caminhões-baú próprios para o mercado consumidor. Concluiu-se que há um controle efetivo de todo o processo de fabricação, atendendo o importante requisito de rastreabilidade para a CoC.

 
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AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES PARA IMPLANTAÇÃO DA CERTIFICAÇÃO FLORESTAL EM UMA INDÚSTRIA DO PÓLO MOVELEIRO DE UBÁ

DANIEL BRIANÉZI (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), LAERCIO ANTONIO GONCALVES JACOVINE (Orientador/UFV), NATHÁLIA DE LIMA LOPES (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), RICARDO RIBEIRO ALVES (Bolsista FAPEMIG/UFV), VANESSA MARIA BASSO (Bolsista IC /projeto/UFV)


A certificação florestal tem se constituído em um potencial instrumento para legitimar as ações ambientais das empresas. Segundo Alves (2005), na indústria moveleira, apesar da tímida participação da certificação florestal, verifica-se que as empresas que a possuem já conseguem bons resultados, traduzidos por uma imagem institucional positiva e alcance de maiores mercados. Em Minas Gerais, no pólo moveleiro de Ubá, ainda não existem empresas certificadas, embora algumas delas já sejam exportadoras. Desta forma, o presente trabalho teve por objetivo analisar as condições para implantação da certificação florestal no referido pólo. Para sua consecução, foi realizado um levantamento em uma tradicional empresa moveleira do pólo, de porte médio e com experiência exportadora. O levantamento dos dados foi por meio da descrição da rastreabilidade da matéria-prima certificada em todo o processo produtivo, análise dos registros de entrada e saída e verificação, in loco, das condições de saúde e segurança do trabalho. Verificou-se que a empresa possui um sistema de controle de rastreabilidade realizado por meio de fichas que vão acompanhando o lote de produção em cada etapa. Nesta ficha são descritas informações tais como número de peças, tipo de matéria-prima, nome do funcionário responsável e outras. A empresa trabalha com chapas do tipo MDF, MDP e de fibra de madeira, provenientes de fornecedores certificados e devidamente identificados. Estas matérias-primas são recebidas no portão da plataforma e estocadas no depósito. Posteriormente passam pelas etapas de corte, lixação, furação, colagem e pintura. Depois da fase de fabricação, os produtos acabados são selecionados e organizados dentro de embalagens específicas, etiquetadas com o número do respectivo lote de produção e estocadas até sua expedição por caminhões-baú próprios para o mercado consumidor. Conclui-se que a empresa já exerce um controle de rastreabilidade de sua matéria-prima certificada, facilitando uma possível implementação da certificação florestal.
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AVALIAÇÃO DE HÍBRIDOS NACIONAIS DE Eucalyptus globulus PARA PRODUÇÃO DE CELULOSE

THALITA MENDONÇA DE RESENDE (Estagiário voluntário/UFV), FLAVIANA REIS MILAGRES (Bolsista CNPq/UFV), ANTÔNIO MARCOS ROSADO (Colaborador/), JOSE LIVIO GOMIDE (Orientador/UFV)

O gênero Eucalyptus tem considerável importância na produção de celulose no Brasil. Estudos na busca de melhorias na qualidade da madeira vêm aumentando devido à competitividade do mercado neste setor. Objetivou-se neste trabalho a caracterização da madeira do híbrido de Eucalyptus urophylla x E. globulus, comparado ao clone comercial de E. urograndis, aos três anos de idade. A madeira foi transformada em cavacos que foram submetidos ao processo kraft, com número kappa 17. Amostras de cavacos foram também selecionadas para determinação da densidade básica e análises químicas. Os três melhores híbridos de E. globulus e os clones comerciais de E. urograndis apresentaram valores médios de, respectivamente, 478 e 457 kg/m³ de densidade básica, 1,1 e 3,8% de extrativos, 29,3 e 27,4% de lignina, rendimentos depurados de 54,1 e 56,1%, com cargas de álcali ativo de 15,1 e 17,7%. Aos três anos de idade, os híbridos de E. globulus apresentaram densidade básica média superior à dos clones comerciais. Em relação ao teor de extrativos, os híbridos de E. globulus apresentaram os menores teores, o que é vantajoso, pois os extrativos contribuem para maior consumo de reagentes na polpação. Apesar dos rendimentos dos híbridos terem sido inferiores aos dos clones comerciais, os híbridos requereram menor carga de álcali ativo. O alto valor da lignina encontrada para o híbrido deve-se ao fato do E. globulus possuir maior teor de lignina solúvel. Este trabalho contribui para estudos da qualidade da madeira dos híbridos de E. globulus, pois apesar de suas vantagens, essa espécie apresenta grande dificuldade de adaptação às condições climáticas do Brasil. (CNPq).
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AVALIAÇÃO DE INDICADORES BIOLÓGICOS E FÍSICO-QUÍMICOS NO COMPOSTO ORGÂNICO PRODUZIDO A PARTIR DE RESÍDUOS DA INDÚSTRIA DE CELULOSE

ISMARLEY LAGE HORTA MORAIS (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), MARCOS ANTÔNIO DE SOUZA LIMA GUERRA (Bolsista outra Instituição/UFV), HYGOR ARISTIDES VICTOR ROSSONI (Colaborador/UFV), Ana Augusta Passos Rezende (Colaborador/), CLAUDIO MUDADO SILVA (Orientador/UFV)

O processo de produção de celulose kraft branqueada gera um grande volume de resíduos sólidos que devem ser dispostos corretamente evitando possíveis impactos ambientais. Entre as soluções preconizadas, a compostagem vem sendo largamente utilizada por empresas brasileiras como forma de tratamento dos resíduos sólidos orgânicos, transformando-os em composto que pode ser utilizado diretamente nos plantios florestais como condicionador de solo. O objetivo deste trabalho foi verificar a qualidade do composto orgânico gerado a partir de cascas de eucalipto e lodo biológico de uma indústria de celulose e avaliar o potencial de absorção de PCDD (dibenzodiozinas policloradas), PCDF (dibenzofuranos policlorados) e metais pesados pelo cultivo da planta Brassica juncea em diferentes dosagens de lodo biológico e composto orgânico. Foi verificada a presença de microrganismos patogênicos no lodo biológico e, posteriormente, sua eliminação durante o processo de compostagem. Os resultados obtidos foram: i) as concentrações de dioxinas e furanos no composto orgânico estiveram abaixo dos limites estabelecidos pelo Canadá e Alemanha para uso na agricultura; ii) nenhum traço de dioxinas e furanos foram encontrados nas plantas; iii) as concentrações de OX (organoclorados) no composto orgânico foram abaixo dos limites estabelecidos pela Comunidade Européia; iv) os níveis de OX no lodo biológico apresentaram valores acima do limite da EPA para uso na agricultura, indicando necessidade do tratamento do lodo biológico antes da aplicação; v) as concentrações de metais estiveram abaixo dos limites estabelecidos na legislação brasileira; iv) o processo de compostagem foi eficiente na remoção dos microrganismos patogênicos e seus indicadores.
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AVALIAÇÃO DE PARÂMETROS ECOFISIOLÓGICOS EM POVOAMENTO DESRAMADO DE EUCALIPTO EM SISTEMA AGROSSILVIPASTORIL

DIÊGO CORREA RAMOS (Bolsista IC /projeto/UFV), GERALDO GONCALVES DOS REIS (Orientador/UFV), MARIA DAS GRACAS FERREIRA REIS (Co-orientador/UFV), FREDERICO DE FREITAS ALVES (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), IVAN DA COSTA ILHÉU FONTAN (Não Bolsista/UFV), DELMAR SANTIN (Colaborador/FAPEMIG), FILIPE VALADÃO CACAU (Não Bolsista/UFV)

O presente trabalho objetivou avaliar a influência da desrama artificial sobre o índice de área foliar (IAF) e a transmitância da radiação fotossinteticamente ativa (t%) em plantio do clone 58 de eucalipto (híbrido de E. camaldulensis x E. grandis), em sistema agrossilvipastoril. O experimento foi conduzido em Vazante-MG no espaçamento 9,5x4,0m, em Delineamento Inteiramente Casualizado, com seis tratamentos de desrama artificial combinando diferentes alturas de remoção da copa viva (0, 1/3 e 1/4), com ou sem remoção de alguns galhos grossos acima dessa altura, com número variável de intervenções até atingir 6,0 m de altura de fuste livre de galhos. Aos 9 meses de idade, após a primeira intervenção de desrama, o IAF foi significativamente (p≤0,05) menor nos tratamentos desramados em relação à testemunha. Três meses após cada aplicação de desrama, até 30 meses de idade, o IAF e a t% não diferiram (p>0,05) entre os tratamentos, devido à rápida recomposição de copa do clone 58. Essa rápida recomposição de copa possibilita redução do tempo entre operações de desrama, permitindo a elevação da transmitância de radiação no interior do povoamento, o que favorece a implantação de cultura agrícola e, ou, pastagem na entrelinha de plantio do eucalipto sem afetar o seu crescimento. Após aplicação de desrama aos 30 e 33 meses, observou-se diferença significativa no IAF após a desrama, em relação à testemunha e, somente aos 42 meses de idade o IAF destes tratamentos atingiu valores similares aos da testemunha, ou seja, a recomposição de copa após desrama em idades mais avançadas é mais demorada, podendo assim afetar seu crescimento. Estes resultados indicam que a desrama deve ser realizada em plantas mais jovens permitindo pronta recomposição da copa da planta. E, para se obter maior transmitância da radiação para as culturas do consórcio, há necessidade de se realizar desrama em intervalos mais curtos. (FAPEMIG)
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AVALIAÇÃO DO ESCOAMENTO SUPERFICIAL DE ÁGUA DE CHUVA NA ÁREA DE CONTRIBUIÇÃO DE UMA NASCENTE PERTENCENTE À BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO TURVO SUJO– MG

ANA PAULA VILELA CARVALHO (Bolsista do PIBEX/UFV), HERLY CARLOS TEIXEIRA DIAS (Orientador/UFV), MARIANA BARBOSA VILAR (Bolsista CAPES/UFV)

A erosão provoca a perda de nutrientes e carreamento de sedimentos para os cursos d’água comprometendo a qualidade da água e produtividade do sítio. A fim de promover maior infiltração de água no solo e prevenir a erosão, algumas técnicas conservacionistas de água e solo podem ser adotadas. Esta pesquisa teve por objetivo avaliar o coeficiente de escoamento superficial na área de contribuição de uma nascente pertencente à Bacia Hidrográfica do Rio Turvo Sujo – MG onde foram implantadas algumas técnicas como cercamento da nascente, plantio de espécies arbóreas nativas e construção de bacias de captação. A nascente está sendo monitorada por meio da avaliação do coeficiente de escoamento superficial em parcelas com pastagem convencional. As parcelas de 1,5 x 2,0m foram lançadas em encostas de pastagens que cercam a nascente. A água de chuva escoada dentro das parcelas foi direcionada para um galão de 20 l. Auxiliando a análise do escoamento superficial obteve-se a precipitação em aberto da área de contribuição da nascente através de um pluviômetro com diâmetro de 150 mm. Foram realizadas leituras de precipitação em aberto e escoamento superficial no período de dezembro de 2006 a maio de 2007 e leituras no período de novembro de 2007 a abril de 2008. A precipitação total acumulada nos respectivos períodos foi de 785,45 mm e 814 mm. As médias dos coeficientes de escoamento superficial foram respectivamente iguais (3,22%) e (1,34%). Verificou-se que a precipitação de um ano para o outro aumentou, porém a média dos coeficientes de escoamento superficial diminuiu. Provavelmente pelo aumento da vegetação dentro da parcela que por sua vez aumentou a cobertura do solo.
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AVALIÇÃO INICIAL DOS PLANTIOS DE Eucalyptus ssp, ATRAVÉS DO PROJETO DE FOMENTO FLORESTAL PARA PEQUENOS PRODUTORES NA ZONA DA MATA - MG

ALBERTO LUÍS FERREIRA (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), JOSE DE CASTRO SILVA (Coordenador/UFV), CELSO DOTTA LOPES JUNIOR (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), ANGELO CASALI DE MORAES (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), CECÍLIA SALES BARBOSA (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), VINÍCIUS RESENDE DE CASTRO (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), FILIPE DEMUNER DA SILVA (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), MARCUS ROCHA SAD (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), JULIANO ROBERTO FERREIRA (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), ÉDSON FIGUEIREDO DE ANDRADE NETO (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV)

No período de dezembro de 2007 a maio de 2008, cerca de  treze municípios da Zona da Mata Mineira foram contemplados com o Projeto de Fomento Florestal – Transferência de Tecnologia em Plantios e Manejo de Florestas na Zona da Mata- MG. O objetivo deste trabalho foi monitorar os plantios e avaliar vários fatores relacionados com os tratos culturais dispensados às mudas. Um aspecto avaliado foi a influência da matocompetição em relação ao desenvolvimento das mudas. Devido ao menor custo, a capina realizada por enxada foi freqüente entre os produtores, com cerca de 88% do total. Em relação ao controle de ervas daninhas com herbicidas, verificou-se que 15% das propriedades utilizavam herbicidas. As formigas cortadeiras, tanto as saúvas (Atta spp.) quanto as quenquéns (Acromyrmex spp.), constituem-se nas maiores inimigas da cultura do eucalipto. Cerca de 94,6% das propriedades apresentaram controle de formigas. Os formicidas mais utilizados foram o pó (82,0%) e isca (58,0%). Somente 28,9% das propriedades utilizaram formicidadas termonebulizáveis, entretanto, 59,3% das propriedades apresentaram mudas cortadas. Cerca de 32,3% dos plantios apresentaram mudas atacadas por cupins. Quanto ao sistema de preparação do solo houve um predomínio do sistema de plantio direto, em covas, com 81,45% das operações. Cerca de 15,6% das propriedades utilizaram o arado e apenas 3,8% das propriedades utilizaram o sulcador na preparação do solo. 
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BIOMASSA DE COPA E ÁREA FOLIAR REMOVIDAS PELA DESRAMA DE EUCALIPTO E SEU EFEITO SOBRE O CRESCIMENTO DAS PLANTAS

FREDERICO DE FREITAS ALVES (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), GERALDO GONCALVES DOS REIS (Orientador/UFV), MARIA DAS GRACAS FERREIRA REIS (Co-orientador/UFV), HORTÊNSIA NASCIMENTO SANTOS LOPES (Bolsista IC /projeto/UFV), IVAN DA COSTA ILHÉU FONTAN (Não Bolsista/UFV), RONAN SOARES DE FARIA (Estagiário voluntário/UFV)

O objetivo deste trabalho foi avaliar a biomassa e a área foliar da parte basal da copa, removidas pela desrama artificial e o seu efeito sobre o crescimento das plantas do clone 58, híbrido de Eucalyptus camaldulensis x Eucalyptus grandis. O experimento foi estabelecido em sistema agrossilvipastoril (eucalipto, arroz, soja e pastagem), no espaçamento 9,5 x 4,0 m, em Vazante, MG. Os tratamentos de desrama incluíram remoção de 0, 1/3 e 1/4 da altura da copa viva, com ou sem remoção de galhos grossos acima do ponto demarcado, em três ou quatro intervenções de desrama. Aos 9 meses de idade, após a primeira intervenção de desrama, houve a remoção de 39,0 e 60,9% da matéria seca total de folhas e galhos, respectivamente, com uma redução média de 49,9% da área foliar da planta. Verificaram-se remoções de área foliar decrescentes com o avançar da idade das árvores, atingindo apenas 6,5% aos 36 meses de idade. As plantas não desramadas, aos 9 meses de idade, apresentaram elevado número de galhos vivos até a altura de 1 m, tendo sido observada redução em idades subseqüentes, decorrente da desrama natural. Na avaliação aos 33 meses, foi detectada a presença de alguns galhos mortos. Aos 9 meses, foi removido, em média, 68,3% da biomassa de galhos com desrama até 1/3 da altura da copa viva. Com a segunda intervenção aos 15 meses, apenas 42,7% dos galhos foram removidos e, aos 18 meses, esse valor foi de 66,8%, em razão do maior crescimento dos galhos. A desrama artificial de um terço da altura da copa viva desse clone, em todas as idades avaliadas, não afetou negativamente o crescimento em diâmetro, altura e volume da planta, indicando que o clone estudado pode suportar remoções mais intensas de altura de copa viva.
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CARACTERIZAÇÃO ANATÔMICA DO CAULE DE VASSOURA (Sida spp.)

JULIANA JERASIO BIANCHE (Bolsista CAPES/UFV), BRUNO CÉSAR SILVA PEREIRA (Estagiário voluntário/UFV), ANGELICA DE CASSIA OLIVEIRA CARNEIRO (Orientador/UFV), BENEDITO ROCHA VITAL (Co-orientador/UFV), WESCLEY VIANA EVANGELISTA (Bolsista CNPq/UFV), ANA MARCIA MACEDO LADEIRA CARVALHO (Colaborador/UFV)

O gênero Sida, pertencente à família Malvaceae, abriga muitas espécies vulgarmente conhecidas por vassouras, vassourinhas, guaxumas ou guanxumas. Algumas espécies são utilizadas na fitoterapia popular ou substituem a juta na produção de cordas e sacos de aniagem, devido à resistência de suas fibras. O objetivo deste trabalho foi caracterizar a anatomia do caule de vassoura (Sida spp.). O experimento foi realizado no Laborátorio de Propriedades da Madeira do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa. Foram coletados caules de vassoura (Sida spp.) nas áreas da Silvicultura e Dendrologia, ambos setores do Departamento de Engenharia Florestal da UFV/Viçosa-MG. Para maceração das fibras foram retiradas amostras aleatórias do caule de Sida spp. , transformadas em palitos e colocados em tubo de ensaio com solução de ácido acético glacial e peróxido de hidrogênio na proporção de 1:1 por 48 horas. Após a individualização das fibras, montaram-se lâminas temporárias e mediram-se noventa fibras, individualmente, determinando-lhes o comprimento, largura, diâmetro do lume e espessura da parede celular. Foram feitos cortes anatômicos do caule de Sida spp. em micrótomo, montagem de lâminas permanentes para posterior visualização em microscópio óptico e caracterização anatômica. As fibras apresentaram valores médios correspondentes a: 0,54 mm de comprimento, 13,06 µm de largura, 5,89 µm de diâmetro do lume e 3,59 µm de espessura da parede. Com relação à constituição anatômica o caule de Sida spp. apresenta: anéis de crescimento indistintos, presença de parênquima axial do tipo paratraqueal vasicêntrico e vasos solitários e múltiplos.

 

 


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CORREÇÃO DOS PRINCIPAIS DEFEITOS ENCONTRADOS EM ESTRADAS FLORESTAIS

LAURA CARINE PEREIRA RIBEIRO (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), CARLOS CARDOSO MACHADO (Orientador/UFV), GIOVANI LEVI SANT´ANNA (Bolsista FAPEMIG/UFV), TALES MOREIRA DE OLIVEIRA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV)

 Estradas florestais são as mais importantes vias de acesso às florestas, servindo para viabilizar o tráfego de mão-de-obra e os meios de produção necessários para implantação, proteção, colheita e transporte de madeira e, (ou) produtos florestais. Por serem estradas com um tráfego reduzido, mas de elevado peso, precisam estar em condições de trafegabilidade o ano todo. O objetivo deste trabalho, é mostrar como corrigir os principais
defeitos encontrados nessas estradas florestais. Os defeitos correspondem a qualquer alteração na superfície da estrada que influencia negativamente as suas condições de rolamento. Uma boa estrada deve ter largura suficiente para acomodar o tráfego e capacidade de suportar as cargas das rodas dos veículos ao longo do tempo e sob diferentes condições climáticas. Deve também apresentar uma boa drenagem para conduzir a água da superfície de rolamento para fora da estrada, e com isso evitar dentre outros, problemas de erosão ou de perda de agregados.Os principais defeitos que atingem as estradas florestais são: seção transversal inadequada, corrugações, buracos,drenagem inadequada, excesso de poeira, trilhas de roda, perda de agregados. Podemos usufruir de vários métodos para amenizar estes defeitos. Estabilizações químicas (cal, cimento, grits, alcatrão de madeira de eucalipto); utilização de redes neurais, etc. Ao utilizarmos os dados das redes neurais, podemos fazer uma melhor compactação, por exemplo, ou uma impermeabilização do solo através das estabilizações químicas. Com isso, esses métodos de correção permitirão aos gerenciadores da malha rodoviária, com o uso de técnicas apropriadas, uma maior manutenção das estradas, diminuindo a deterioração da superfície de rolamento, e com isso aumentando sua longevidade; além de causar uma diminuição no custo operacional dos veículos.(CNPq e FAPEMIG)

 
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CORRELAÇÃO ENTRE TEORES DE LIGNINA E ÁCIDOS URÔNICOS NA MADEIRA DE EUCALIPTO E POLPA CELULÓSICA

ANTONIO JOSÉ VINHA ZANUNCIO (Bolsista UFVCredi/UFV), REGINA MARIA GOMES (Bolsista IC /projeto/UFV), JORGE LUIZ COLODETTE (Orientador/UFV)

O teor de lignina é uma variável preponderante no processo de fabricação de polpa celulósica, visto que seu teor influencia significativamente na alvura do produto final, sendo assim é fundamental que se estabeleçam métodos que determinem precisamente este valor. Para verificar se os métodos disponíveis de medição de lignina solúvel utilizados atualmente medem também a quantidade de ácidos urônicos na madeira e na polpa celulósica, o que cria um erro na medição, objetivou-se neste trabalho verificar se existe correlação entre esses valores na madeira de eucalipto e polpa celulósica. Foram utilizadas 24 amostras de madeira, provenientes de seis clones distintos, vindos de quatro regiões, sendo que cada região possuía os seis clones. Além das amostras de madeira, 11 amostras de polpa não branqueada e 11 de polpa branqueada foram utilizadas para determinar os teores de lignina e de ácidos urônicos. Os resultados mostraram que nas amostras de madeira, onde a quantidade de lignina é maior, o teor de ácidos urônicos não influenciou de forma significativa nos valores obtidos de lignina. Porém, nas amostras de polpa celulósica, onde a quantidade de lignina presente é menor, observou-se uma grande correlação entre os valores de ácidos urônicos e lignina. Com isso conclui-se que os atuais testes de medição de lignina para polpa celulósica encontram-se equivocados.



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