Ufv / XVIII sic / outubro de 2008 / engenharia florestal cca



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UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / ENGENHARIA FLORESTAL CCA



CRITÉRIOS PARA O MANEJO SUSTENTADO DE Maytenus aquifolium EM ECOSSISTEMAS DA MATA ATLÂNTICA

CAMILA BRÁS COSTA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), ANDRÉ LUÍS PETEAN SANCHES (Estagiário voluntário/UFV), AGOSTINHO LOPES DE SOUZA (Orientador/UFV)



Maytenus aquifolium Mart. (Celastraceae) é utilizada para diversos fins medicinais, dentre eles o mais conhecido é seu efeito contra úlcera gástrica, a partir da utilização de suas folhas. Porém, são poucos os plantios e cultivo da espécie, havendo assim uma maior pressão sobre as populações naturais. Estima-se que o volume de plantas comercializadas como a espinheira-santa é de 60 toneladas por ano e que 95% do mesmo é obtido por extrativismo. Para que se possa manter a espécie “in situ” e ao mesmo tempo utilizar a Espinheira Santa como fitoterápica, buscou-se promover a domesticação e manejo das populações naturais, promovendo o enriquecimento de matas secundárias bem como a escolha do melhor tipo de propágulo para obtenção de mudas e, posterior análise em pomares, do melhor espaçamento e técnicas de colheita. Dentre as atividades desenvolvidas, tem-se: a localização das populações na Mata da Silvicultura e Agronomia e na Dendrologia; identificação da espécie; experimento com diferentes tipos de propágulo e diferentes quantidades de AIB; monitoramento das populações para coleta de frutos; beneficiamento manual das sementes para posterior utilização na obtenção de dados como melhor tamanho de recipiente. Teste de germinação com o único intuito de observar período e taxa de germinação. Dentre os resultados obtidos, observamos que as estacas da porção intermediária do ramo são as mais indicadas para enraizamento em casa de vegetação (apresentaram maior percentagem de sobrevivência, além de um bom vigor). O período de frutificação de M. aquifolium ocorreu entre os meses de outubro e novembro e a maturação dos mesmos em dezembro. Dentre os que se encontravam em fenofase reprodutiva, houve maior produção pelos indivíduos mais adultos e menor produção pelos indivíduos mais jovens. Quase que a totalidade dos comerciantes não sabe qual a procedência do material de Maytenus aquifolium comercializado.
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DETERMINAÇAO DO PESO MOLECULAR DE ADESIVOS TÂNICOS ATRAVÉS DAQ TÉCNICA DE CROMATROGRAFIA DE PERMEAÇÃO EM GEL

BRUNO GEIKE DE ANDRADE (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), ANGELICA DE CASSIA OLIVEIRA CARNEIRO (Orientador/UFV), BENEDITO ROCHA VITAL (Co-orientador/UFV), MÁRCIA APARECIDA PINHEIRO (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), SIMONE FEITOSA CHAGAS (Estagiário voluntário/UFV)

A cromatografia de permeação de gel é um dos métodos utilizados para determinar os pesos moleculares dos taninos e a distribuição destes no polímero. A determinação do peso molecular dos taninos é uma variável importante na síntese dos adesivos, uma vez que a viscosidade e o tempo de cura são influenciados. Assim, este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito da hidrólise ácida sobre os pesos moleculares dos taninos, extraídos a partir da casca de Anadenanthera peregrina Speg. Os adesivos foram sintetizados com taninos hidrolisados, empregando-se quatro valores de pH, três tempos de reação e 10% de formaldeído em relação à massa seca de taninos. Para determinar os pesos moleculares dos adesivos de taninos hidrolisados e, ou, sulfitados, selecionaram-se aqueles com viscosidade inferior a 1500 cP. Este procedimento foi adotado porque a viscosidade acima de 1500 cP impede o seu uso na indústria de aglomerados e compensados. Para a determinação do peso molecular, primeiramente, os taninos foram acetilados. Depois, amostras de 3-5 mg de taninos acetilados foram dissolvidas em 1 ml de tetrahidrofurano. As separações cromatográficas foram feitas em um cromatógrafo líquido SHIMADZU LC-10AD, equipado com uma bomba LC10ADvp e detector SPD-10Avp UV a 254 nm. Amostras de 20 µL foram injetadas numa coluna de permeação em gel Shim-pack GPC-802 (8 mm ¢ x 30 mm), empacotada com esferas porosas de gel de copolímeros de estireno-divinilbenzeno. Utilizou-se tetrahidrofurano como fase móvel, à taxa de fluxo de 0,7 mL/min. A temperatura do forno foi mantida a 30 oC. Conclui-se que o peso molecular dos taninos foi reduzido com a hidrólise e sulfitação dos taninos, devido à quebra das ligações interflavonóides e, também, à hidrólise de substâncias não-tânicas. A redução do peso mole­cular dos taninos teve efeito nas propriedades dos adesivos, principalmente em relação à viscosidade.
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DETERMINAÇÃO DO TEMPO ÓTIMO DE COLETA DE MINIESTACAS DE Eucalyptus spp.

LÍVIA THAÍS MOREIRA DE FIGUEIREDO (Estagiário voluntário/UFV), HAROLDO NOGUEIRA DE PAIVA (Orientador/UFV)

A produção de mudas clonais de Eucalyptus spp. é feita principalmente pela técnica da miniestaquia. O sucesso no enraizamento das miniestacas depende das características do material genético utilizado e das condições ambientais a que as miniestacas forem submetidas. O período entre o preparo das miniestacas e o seu estaqueamento no substrato, deverá ser o mais reduzido possível de modo a evitar que a estaca perca seu vigor devido ao estresse hídrico. O objetivo do presente trabalho foi determinar o tempo ótimo de coleta de miniestacas de oito clones modo a garantir o máximo de enraizamento para cada clone. O experimento foi realizado no viveiro da S&D Florestal, no município de Martinho Campos – MG. Os tratamentos consistiram em tempo contínuo de coleta de miniestacas (10, 15, 20, 25, 30,35 e 40min), período após o qual as miniestacas eram levadas para estaqueamento. Foram usadas seis bandejas (224 miniestacas) para cada clone em cada tratamento. Depois de coletadas e estaqueadas, as miniestacas foram levadas à casa de vegetação onde permaneceram por um período de 23 dias para enraizamento. A seleção e avaliação das mudas foram feitas durante a permanência das mesmas na casa de sombra. De cada bandeja foram retiradas aleatoriamente vinte mudas para serem avaliadas, totalizando 120 mudas por clone em cada tratamento. Essas mudas foram arrancadas e classificadas de acordo com a quantidade de raízes. As estacas que não foram avaliadas foram selecionadas normalmente na casa de sombra e as perdas foram quantificadas. Os clones apresentaram respostas diferentes aos tratamentos, em média os melhores tratamentos foram os de 20 e 30 min (T3 e T5), alguns clones como o SD2002 e SD2005 apresentaram bastante sensibilidade ao estresse hídrico, para esses clones tempos menores de coleta seriam recomendados. Clones como SD2001 e SD2003 se apresentaram pouco sensíveis aos tratamentos. (S&D FLORESTAL)
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EFEITO DA LIXIVIAÇÃO ÁCIDA DE CAVACOS DE EUCALIPTO NO PROCESSO KRAFT

MARCELA FREITAS ANDRADE (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), JORGE LUIZ COLODETTE (Orientador/UFV)

É fato conhecido na área de celulose e papel que certos metais são prejudiciais ao processo de fabricação da celulose. Uma alternativa para remover esses metais antes do processo de polpação é a lixiviação ácida dos cavacos de madeira. Neste estudo foram avaliados os efeitos da lixiviação ácida de cavacos de eucalipto, antes do cozimento kraft convencional, no rendimento do processo, na branqueabilidade da polpa e características físico-mecânicas. Foi feito um estudo preliminar das condições ótimas de lixiviação e realizado um cozimento Kraft convencional, com cargas de álcali ativo de 18 e 18,5% para os cavacos lixiviados e de referência, respectivamente. O objetivo foi alcançar o mesmo grau de deslignificação, isto é, número kappa 17  0,5. As polpas marrons foram deslignificadas com oxigênio e branqueadas utilizando-se as seqüências AZD5P, AZD20P e A/ZEDP. Após o branqueamento as polpas foram refinadas em moinho PFI e suas propriedades físico-mecânicas determinadas. Com base nos resultados obtidos, pode-se inferir que a lixiviação ácida de cavacos antes do cozimento reduziu o conteúdo de metais dos cavacos. O pH e o tempo de reação tiveram grande influência na remoção de metais dos cavacos, ao contrário da temperatura. Para os metais presentes na madeira, o potássio foi o metal removido em maior extensão, e o ferro foi o mais difícil de remover. A lixiviação ácida dos cavacos não causou prejuízos ao rendimento no cozimento kraft. A polpa lixiviada apresentou melhor desempenho na deslignificação com oxigênio. Durante o branqueamento, a alvura e viscosidade da polpa lixiviada mantiveram-se elevadas e o número kappa mais baixo.O consumo de reagentes de branqueamento diminuiu, sendo que a polpa lixiviada consumiu apenas 1/4 do peróxido de hidrogênio gasto pela polpa de referência no último estágio da AZD5P. A lixiviação ácida dos cavacos antes do cozimento não acarretou alterações relevantes nas propriedades da polpa.
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EFEITO DA TEMPERATURA FINAL DE CARBONIZAÇÃO E GEOMETRIA DO ENDOCARPO DE MACAÚBA (Acrocomia aculeata (Jacq.) Lood. ex Martius) NA PRODUÇÃO DE CARVÃO VEGETAL

LUCIMARA MARIA BRASIL (Estagiário voluntário/UFV), ANGELICA DE CASSIA OLIVEIRA CARNEIRO (Orientador/UFV), BENEDITO ROCHA VITAL (Co-orientador/UFV), MARCIO AREDES MARTINS (Colaborador/UFV), MARIANA ALMEIDA VILAS BOAS (Não Bolsista/UFV), FÁBIO MACHADO CRUZ (Bolsista IC /projeto/UFV)

Diante da crise do petróleo e sua demanda surgem várias proposições para a utilização de novas e renováveis fontes energéticas, sendo a biomassa florestal uma fonte alternativa devido a seu grande potencial de aproveitamento. Dentre as variedades de palmeiras que se destacam na economia brasileira, a macaúba (Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. ex Martius) apresenta uso potencial de seus frutos para produção de óleo. Isso gera grandes quantidades de biomassa residual, como o endocarpo que pode ser usado na produção de carvão vegetal que é um insumo energético de grande importância, utilizado principalmente pelo setor industrial brasileiro como termo-redutor. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da temperatura final de carbonização e a geometria do endocarpo de macaúba na produção de carvão vegetal. Utilizaram-se os frutos semi-despolpados da palmeira em duas diferentes geometrias: o endocarpo e o coco (endocarpo + amêndoa). O material foi seco em estufa à 105 ± 3°C e, posteriormente foi realizado as carbonizações em mufla. As temperaturas finais de carbonização foram de 450, 550 e 650°C, com as respectivas taxas de aquecimento 0,94, 1,02 e 1,08 °C/min. Recolheu-se o licor pirolenhoso da carbonização, e determinou-se o rendimento gravimétrico de carvão. As propriedades do carvão foram determinadas por análise química imediata, obtendo-se os teores de materiais voláteis, cinzas e carbono fixo, por meio da Norma NBR 8112. A densidade aparente do carvão vegetal foi determinada utilizando o método do mercúrio. Para determinação do poder calorífico utilizou-se uma bomba calorimétrica adiabática, adotando-se a Norma NBR 8633. Na avaliação do experimento, com seis tratamentos e seis repetições, utilizou-se análise de variância e aplicou-se o teste Tukey ao nível de 5% de significância para verificar a diferença entre os tratamentos. Concluiu-se que o carvão vegetal produzido a partir do endocarpo da macaúba apresenta propriedades consideráveis para fins energéticos e siderúrgicos.


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EFEITO DO AJUSTE LINEAR DA FUNÇÃO WEIBULL SOBRE A EFICIÊNCIA DA MODELAGEM DE DISTRIBUIÇÕES DE DIÂMETRO

RICARDO RODRIGUES DE OLIVEIRA NETO (Estagiário voluntário/UFV), DANIEL HENRIQUE BREDA BINOTI (Estagiário voluntário/UFV), MAYRA LUIZA MARQUES DA SILVA (Estagiário voluntário/UFV), ALINE EDWIGES MAZON DE ALCÂNTARA (Estagiário voluntário/UFV), HELIO GARCIA LEITE (Orientador/UFV)

Os modelos de distribuição diamétrica (MDD) estimam o número de árvores por hectare por classe de diâmetro permitindo a simulação de desbaste. Os MDD possuem como característica principal a utilização de uma função de densidade probabilidade, sendo a função Weibull a mais difundida na área florestal atualmente. O método da máxima verossimilhança é considerado como o de maior eficiência para proceder à estimativa dos parâmetros da função Weibull, embora o método de ajuste por aproximação linear ainda seja utilizado em algumas ocasiões. Avaliou-se neste trabalho a influência da forma de ajuste da função Weibull sobre a projeção diamétrica. A função Weibull foi ajustada a dados de 48 parcelas permanentes de eucalipto, pelo método da máxima verossimilhança e aproximação linear. A aderência foi avaliada pelo teste Kolmogorov-Smirnorv (K-S). O modelo de distribuição diamétrica utilizado é composto de equações lineares e não-lineares entre os parâmetros da função Weibull em uma idade futura (γ2 e β2) e os parâmetros em uma idade atual (γ1 e β1), associados a algumas características do povoamento em idades atual e futura. Avaliaram-se os ajustes do MDD através da soma de quadrados dos resíduos e a análises gráficas. Os ajustes por aproximação linear e pela máxima verossimilhança apresentaram médias de soma de quadrados dos resíduos de 1313 e 378, respectivamente. Todos os ajustes apresentaram aderência pelo K-S, a 1% de significância. O MDD ajustado utilizando coeficientes obtidos por aproximação linear apresentou maior soma de quadrados de resíduos e maior dispersão de resíduos. Foi possível concluir que o ajuste por aproximação linear deve ser evitado.
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EFEITO DO DESBASTE SOBRE A FORMA DO FUSTE DE ÁRVORES DE EUCALIPTO

JOSÉ FERREIRA CARDOSO JÚNIOR (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), DANIEL HENRIQUE BREDA BINOTI (Estagiário voluntário/UFV), FABIANO LOURENÇO DOS SANTOS (Bolsista CNPq/UFV), HELIO GARCIA LEITE (Orientador/UFV)

 

 

Este estudo foi conduzido visando avaliar o efeito do peso do desbaste sobre a forma do fuste de árvores de eucalipto. Dados de cubagem de 160 árvores-amostra de híbridos de Eucalyptus grandis x Eucalyptus urophylla, abatidas em uma área experimental, foram utilizados para ajuste do modelo de taper de Demaerschalk. No experimento foram testados quatro tratamentos (remoção de 20%, 35% e 50% da área basal e 35% da área basal mais uma desrama até 6 m de altura, eliminando os indivíduos inferiores). Os desbastes foram aplicados aos cinco anos de idade e as árvores remanescentes foram conduzidas até o corte final, quando as árvores foram abatidas e cubadas em seções de 1 m. O modelo de taper foi ajustado para o conjunto de dados das 160 árvores (modelo reduzido) e individualmente com os dados de cada tratamento (modelo completo). A qualidade destes ajustamentos foi avaliada com base nos coeficientes de correlação entre valores observados e estimados, análise gráfica dos resíduos e soma de quadrados de resíduos (SQR). O modelo completo resultou em maior dispersão de resíduos, quando comparado com o modelo reduzido. As estimativas de diâmetro ao longo do tronco obtidas com os dois modelos foram comparadas sendo rejeitada a hipótese de igualdade entre os mesmos. Com base nos resultados foi possível concluir que o peso do desbaste afetou a forma do fuste das árvores remanescentes.



 

 

 



 

 

 


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EFICIÊNCIA DAS FUNÇÕES WEIBULL E HIPERBÓLICA PARA DESCRIÇÃO DE DISTRIBUIÇÕES DIAMÉTRICAS DE POVOAMENTOS DE Tectona grandis

DANIEL HENRIQUE BREDA BINOTI (Estagiário voluntário/UFV), ALINE EDWIGES MAZON DE ALCÂNTARA (Estagiário voluntário/UFV), MAYRA LUIZA MARQUES DA SILVA (Estagiário voluntário/UFV), RICARDO RODRIGUES DE OLIVEIRA NETO (Estagiário voluntário/UFV), HELIO GARCIA LEITE (Orientador/UFV)

As funções de densidade probabilidade Weibull e Hiperbólica foram comparadas quanto à eficiência em descrever a estrutura diamétrica de povoamentos de Teca (Tectona grandis L. f.) submetidos a desbaste. As duas funções com três e quatro parâmetros foram ajustadas à dados de 98 parcelas permanentes, retangulares, de área útil de 500 m² instaladas em um povoamento desbastado de Tectona grandis, no Estado do Mato Grosso, e medidas durante 10 anos. Os ajustes foram feitos por máxima verossimilhança e a aderência foi avaliada pelo teste Kolmogorov-Smirnorv (K-S). Os valores do teste K-S, juntamente com as somas de quadrados de desvios e com a análise gráfica de resíduos foram utilizados para comparar as funções ajustadas. Todas as funções apresentaram aderência aos dados pelo teste de K-S (α = 1%). Os valores observados de SQR para a função Hiperbólica de três e quatro parâmetros foram respectivamente 20337,9 e 15906,1. Para a função Weibull de três e quatro foram 20550,7 e 16323. Os valores do teste K-S para as funções Weibull de três e quatro parâmetros e Hiperbólica de três e quatro parâmetros foram respectivamente de 135,5; 114,9; 126,5 e 112,5. Concluiu-se que a função hiperbólica é mais eficiente para a descrição da estrutura diamétrica de povoamentos de Tectona grandis submetidos a desbaste. (SIF )

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EFICIÊNCIA DAS FUNÇÕES WEIBULL E HIPERBÓLICA PARA MODELAGEM DA DISTRIBUIÇÃO DE DIÂMETROS EM POVOAMENTOS DE EUCALIPTO SUBMETIDOS A DESBASTE

DANIEL HENRIQUE BREDA BINOTI (Estagiário voluntário/UFV), HELIO GARCIA LEITE (Orientador/UFV), MAYRA LUIZA MARQUES DA SILVA (Bolsista CNPq/UFV), ALINE EDWIGES MAZON DE ALCÂNTARA (Estagiário voluntário/UFV), RICARDO RODRIGUES DE OLIVEIRA NETO (Estagiário voluntário/UFV)

Este estudo objetivou comparar as funções de densidade probabilidade Weibull e Hiperbólica quanto à capacidade de descrição da estrutura diamétrica de povoamentos de eucalipto. As funções com quatro e três parâmetros foram ajustadas, pelo método da máxima verossimilhança, a dados de 48 parcelas permanentes instaladas em um povoamento desbastado de um clone híbrido de eucalipto (Eucalyptus grandis x Eucalyptus urophylla), localizado na região nordeste do estado da Bahia, Brasil. O modelo de distribuição diamétrica é composto a partir de equações lineares e não-lineares entre os parâmetros da função Weibull em uma idade futura (γ2 e β2) e os parâmetros em uma idade atual (γ1 e β1), associados a algumas características do povoamento em idades atual e futura. Os valores estimados pelo MDD foram comparados com os valores observados pelo teste K-S. Todas as funções apresentaram aderência aos dados, a α 1 % de significância. A função Hiperbólica de quatro parâmetros apresentou melhor ajustamento, com valores médios de SQR de 315,2 e dn total 26,07, e função Weibull de quatro parâmetros apresentou 378,2 de SQR médio com um dn total de 27,66. A distribuição projetada com a função Hiperbólica também apresentou menores valores de “dn” para todas as médias de intensidade de desbaste, em cada idade avaliada, sendo os valores de “dn total” para a função Hiperbólica de 39,85 e de 53,44 para o modelo ajustado com a função Weibull. A função Hiperbólica apresentou melhor representabilidade quando comparada com a função Weibull, podendo ser utilizada para a modelagem da distribuição diamétrica em povoamentos de eucalipto submetidos a desbaste. (SIF).

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EFICIÊNCIA DE UM RETARDANTE DE FOGO DE LONGA DURAÇÃO PARA PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS FLORESTAIS

CLÁUDIO MACHADO FILHO (Estagiário voluntário/UFV), GUIDO ASSUNCAO RIBEIRO (Orientador/UFV), GUMERCINDO SOUZA LIMA (Co-orientador/UFV), MARIA CRISTINA MARTINS (Bolsista CNPq/UFV)

O objetivo do trabalho foi avaliar a eficiência de um retardante de fogo de longa duração em relação ao volume aplicado e ao tempo de aplicação. O experimento foi realizado nas dependências do Laboratório de Incêndios Florestais e de Conservação da Natureza/UFV, com aplicação da solução retardante a 600 e 900 ml/m2 e avaliada sua eficiência ao longo de quatro semanas, empregando-se cinco repetições. Parcelas de 3,0 x 1,0 m foram montadas em uma rampa com 27º de inclinação média, com o maior comprimento no sentido do aclive, espalhando 1,20 kg/m2 de Melinis minutiflora Beauv. uniformemente. O produto retardante, composto de diamônio sulfato, diamônio fosfato, monoamônio fosfato e água, na concentração de 0,134 kg/litro, conforme recomendação do fabricante, foi aplicado no terço superior da parcela, utilizando-se a bomba costal anti-incêndio. A aplicação do produto foi feita em todas as parcelas na primeira semana e o teste de queima iniciou-se na semana seguinte sendo queimadas cinco repetições em cada semana, durante quatro semanas. A eficiência do produto foi avaliada comparando-se as quantidades aplicadas e o tempo de aplicação utilizando-se altura das chamas, velocidade, intensidade e tempo de queima, na porção com e sem o produto. Foi determinada a umidade relativa do ar e do material combustível no momento da queima. Os resultados parciais mostram que o tempo de aplicação parece não influenciar na ação do produto e que o tempo para a linha de fogo percorrer a parte da parcela com o produto foi, em média, 7 vezes mais lento que na parte sem o produto e a intensidade cerca de 8 vezes menor, apesar de o fogo percorrer toda a área. O mesmo aconteceu com a altura das chamas que foram cerca de três vezes mais baixas que na área sem o produto. (LABORATÓRIO DE INCÊNDIOS FLORESTAIS )

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ENTOMOLOGIA FLORESTAL NO ESTADO DE MINAS GERAIS  

BRUNA DIAS RODRIGUES (Voluntário/UFV), NORIVALDO DOS ANJOS SILVA (Orientador/UFV)

A necessidade cada vez maior de madeira, tanto no cenário nacional quanto no internacional, fez com que aquelas advindas de plantações florestais fossem muito valorizadas no mercado. A partir da década de 60, o governo criou vários incentivos para implantação de plantios homogêneos. O setor florestal de Minas merece destaque, pois mais da metade das plantações de eucalipto no Brasil (52,6%) está localizada no estado. Este trabalho teve como objetivo conhecer as essências exóticas plantadas para obtenção de madeira e a realidade entomológica de Minas Gerais. Foram realizadas pesquisas em livros, artigos, consultas com professores da área de Silvicultura e em empresas florestais visando obter dados à respeito dos insetos daninhos à estas culturas florestais no estado. No estado de Minas Gerais as principais essências exóticas plantadas para obtenção de madeira são Eucalyptus urophylla, Eucalyptus grandis, Eucalyptus cloeziana, Pinus caribaea var. caribaea, Pinus caribaea var. hodurensis, Pinus oocarpa e Pinus tecunumanii. Com a introdução destas espécies arbóreas, houve também introdução de novas pragas florestais. Pode-se concluir a respeito das espécies Eucalyptus urophylla, Eucalyptus grandis e Eucalyptus cloeziana, que existe uma grande variedade de insetos daninhos nos plantios destas essências no estado de Minas Gerais pois há insetos em viveiros florestais, formigas cortadeiras, lagartas desfolhadoras, besouros desfolhadores, insetos que atacam raízes, insetos sugadores e broqueadores de madeira viva e de produtos de madeira. Nas espécies Pinus caribaea var. caribaea, Pinus caribaea var. hondurensis, Pinus oocarpa e Pinus tecunumani destacam-se as formigas cortadeiras, lagartas desfolhadoras e os insetos broqueadores.



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