Ufv / XVIII sic / outubro de 2008 / engenharia florestal cca



Baixar 196.97 Kb.
Página4/6
Encontro01.07.2018
Tamanho196.97 Kb.
1   2   3   4   5   6

UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / ENGENHARIA FLORESTAL CCA



ENTOMOLOGIA FLORESTAL NO ESTADO DE MINAS GERAIS

VANESSA MARIA BASSO (Bolsista IC /projeto/UFV), DIOGO ASSIS RESENDE MUNDIM (Estagiário voluntário/UFV), NORIVALDO DOS ANJOS SILVA (Orientador/UFV)

O estado de Minas Gerais tem grande participação no setor florestal brasileiro. Porém, as espécies nativas são cultivadas em pequena escala e de finalidade quase que exclusivamente paisagística. Desta forma, o presente trabalho teve como objetivo o de descobrir as principais espécies nativas cultivadas e conhecer a realidade dos insetos daninhos relacionados a estas no estado e na cidade de Viçosa. Inicialmente, foi feito um estudo sobre quais espécies florestais nativas eram cultivadas no estado e qual a finalidade delas, definindo-se as cinco mais importantes. Com estes dados, fez-se uma revisão bibliográfica sobre os insetos associados às árvores escolhidas. Para reforçar os resultados da revisão, foi-se a campo, no município de Viçosa- MG, coletar os insetos associados aos exemplares das espécies escolhidas. Como resultados, encontraram-se 40 espécies florestais nativas cultivadas no estado e entre elas, as cinco consideradas mais importantes foram Goiabeira (Psidium guajava) de grande importância alimentar, Macaúba (Acrocomia aculeata) por seu cultivo destacável na produção de biodiesel e mais Ipê-amarelo (Tabebuia serratifolia), Sibipiruna (Caesalpinia peltophoroides) e Quaresmeira (Tibouchina granulosa) como as três principais espécies de árvores usadas na arborização urbana. Devido a ausência de exemplares de macaúba em Viçosa, foi acrescido o Oiti (Licania tomentosa), também de grande importância para a arborização urbana. Com base na bibliografia, o principal inseto daninho à Goiabeira é Conotrachelus psidii; para Macaúba, Pachymerus nucleorum; para Ipê-amarelo, Coccoderus novempunctatus; para Sibipiruna, Coccoderus novempunctatus também, e para Quaresmeira, Pseudococcus spp. Já na pesquisa em campo, encontrou-se grande quantidade de associações destas árvores com insetos da família Formicidae. Conclui-se que estas são as cinco árvores nativas mais importantes para o estado de Minas Gerais e que os insetos da família Formicidae são os principais associados na região de Viçosa. Acrescenta-se o comentário de que há pouca pesquisa sobre a Entomologia Florestal de árvores nativas em Minas Gerais.
UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / ENGENHARIA FLORESTAL CCA



ENTOMOLOGIA FLORESTAL NO ESTADO DO AMAPÁ

BÁRBARA LUISA CORRADI PEREIRA (Estagiário voluntário/UFV), AYLSON COSTA OLIVEIRA (Estagiário voluntário/UFV), NORIVALDO DOS ANJOS SILVA (Orientador/UFV)

O Estado do Amapá está localizado no extremo Norte do Brasil. Por suas características geofísicas, sociais, políticas e econômicas, fazem parte da vasta região Amazônica, ostentando o título de Estado mais preservado do Brasil e contando com menos de 10% de sua área florestal original alterada por ação antrópica. As essências florestais nativas, cultivadas no estado, ocorrem em pequena escala em propriedades rurais, para experimentos e para a produção de bens não-madeireiros. No estado do Amapá, assim como em todo o restante do país, os insetos merecem atenção especial, pois quando atingem o nível de dano econômico podem trazer enormes prejuízos à atividade florestal. Este trabalho teve como objetivo conhecer a realidade dos insetos daninhos às essências florestais nativas mais cultivadas no estado do Amapá e em Viçosa-MG. Foram realizadas pesquisas bibliográficas, consultas às empresas e órgãos do Estado do Amapá, a professores e, ainda, foram examinadas árvores em Viçosa, Minas Gerais. As principais essências nativas cultivadas são a seringueira (Hevea brasiliensis), açaí (Euterpe oleracea), caju (Anacardium occidentale), cupuaçu (Theobroma grandiflorum ), pracaxi (Pentaclethara macroloba), castanheira (Bertholletia excelsa), andiroba (Carapa guianensis), bacaba (Oenocarpus bacaba), piquiá (Caryocar villosum), cajá (Spondias lutea), mangaba (Hancornia speciosa), cedro (Cedrela fissilis) e mogno (Swietenia macrophylla). Em Viçosa-MG foram encontrados cupins atacando cedro; besouro atacando muda de cedro; caruncho e ovos de H. grandella em mogno; ninho de formigas em mogno e seringueira;  cigarrinha e mosquito em mudas de seringueira. Como essências florestais de maior importância para o Amapá, conclui-se que são o mogno, cupuaçu, açaí, seringueira e andiroba. Os principais insetos associados são, respectivamente, Hypsipyla grandella, Carcophilus dimiata, Brassolis sp., Lonomia obliqua e Hypsipyla grandella. Conclui-se afirmando que a Entomologia Florestal no Amapá ainda é incipiente, mas instituições do estado vêm alterando essa realidade, desenvolvendo trabalhos sobre a associação entre os insetos e as árvores de lá.

UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / ENGENHARIA FLORESTAL CCA



ENTOMOLOGIA FLORESTAL NO ESTADO DO TOCANTINS

CLÁUDIO MACHADO FILHO (Estagiário voluntário/UFV), FLÁVIA BARRETO PINTO (Estagiário voluntário/UFV), NORIVALDO DOS ANJOS SILVA (Coordenador/UFV)

Por ser um estado novo, o Tocantins não possui muitos estudos na área florestal, assim como tem poucos investimentos neste sentido. Este trabalho teve como objetivo identificar as cinco essências florestais nativas mais cultivadas no estado e definir a principal praga de cada uma destas, além dos danos causados. Para isto foram realizados contatos com instituições do Estado, revisões bibliográficas e pesquisas pela internet. Observou-se que as espécies nativas são exploradas extrativamente, não havendo grandes plantios. As espécies mais exploradas são o Pequi (Caryocar brasiliense), o Babaçu (Orbignya speciosa), o Açaí (Euterpe oleracea), o Angico-do-cerrado (Anadenanthera falcata) e o Buriti (Mauritia flexuosa), devido ao grande retorno financeiro que cada uma destas espécies proporciona às comunidades. O Pequi, o Babaçu e Açaí sao importante por causa do comércio de seus frutos, o Buriti pelas suas fibras e o Angico-do-cerrado pelo comércio de madeiras. As principais espécies de insetos relacionados a estas árvores foram Carmenta sp. no Pequi, que ataca e se alimenta dos frutos do pequizeiro; Coraliomela brunnea no Babaçu, que ataca as folhas centrais jovens ainda fechadas; Cerataphis lataniae no Açaí e no Buriti, atacando principalmente plantas jovens ainda em viveiro e Atta spp. em Angico-do-cerrado, atacando esta espécie em sua fase inicial e mais drasticamente em viveiros. Com isto, pode-se concluir que o Estado necessita de mais estudos e mais financiamentos para desenvolver, suficientemente, a sua própria Entomologia Florestal.

UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / ENGENHARIA FLORESTAL CCA



ESTABELECIMENTO IN VITRO DE HÍBRIDOS DE Eucalyptus globulus

LEANDRO SILVA DE OLIVEIRA (Bolsista IC /projeto/UFV), SILVANO RODRIGUES BORGES (Bolsista CNPq/UFV), ALOISIO XAVIER (Orientador/UFV), WAGNER CAMPOS OTONI (Colaborador/UFV)


Os híbridos de Eucalyptus grandis x E.globuluseEucalyptus urophylla xE. globulus possuem características de grande interesse para a produção decelulose e papel. No entanto, apresentam dificuldades na sua propagação vegetativa devido ao baixo enraizamento de estacas. Logo, a micropropagação apresenta-se como uma técnica viável para contornar esse problema através do rejuvenescimento e revigoramento de clones selecionados. Este trabalho teve como objetivo avaliar a resposta de diferentes clones híbridos de E. grandisxE. globulus e E.urophyllaxE. globulus e o estabelecimento in vitro. Segmentos caulinares de seis materiais genéticos (três clones de híbridos de E. grandisxE. globulus e três clones deE.urophyllaxE. globulus)contendo um par de gemasaxilares foram coletados em minijardim clonal e levados ao laboratório de cultura de tecidos. Os explantes foram desinfestados e inoculados em meio decultura MS (Murashige&Skoog) suplementado com 0,5 mg/L de BAP(6-benzilaminopurina) e 0,1 mg/L de ANA (ácido naftalenoacético), 100 mg/L demyo-inositol, 800 mg/L de PVP (Polivinilpirrolidona) e 30 g/L de sacarose.Avaliou-se a contaminação por bactérias e fungos, oxidação dos explantes de indução de brotações axilares. Os resultados demonstraram grande heterogeneidade entre os clones quanto aos parâmetros avaliados. A indução de brotações foi satisfatória, sendo baixa apenas em dois clones. A contaminação bacteriana apesar de alta em alguns clones não influenciou decisivamente na indução de brotações, diferentemente da oxidação e contaminação fúngica. Constatou-se que a taxa de explantes não responsivos foi relativamente alta, no entanto foi possível o estabelecimento in vitro de todos os clones. O trabalho demonstrou que os clones dos híbridos de E.grandisxE. globulus e E.urophylla x E. globulus apresentaram boa resposta na fase de estabelecimento in vitro possibilitando o prosseguimento do processo de micropropagação. (SIF/CENIBRA; CNPq).
UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / ENGENHARIA FLORESTAL CCA



ESTIMAÇÃO DO DIÂMETRO SEM CASCA E DO DIÂMETRO DO CERNE AO LONGO DO FUSTE DE ÁRVORES DE Tectona grandis (Linn.) UTILIZANDO REDES NEURAIS ARTIFICIAIS

MAYRA LUIZA MARQUES DA SILVA (Bolsista CNPq/UFV), HELIO GARCIA LEITE (Orientador/UFV), DANIEL HENRIQUE BREDA BINOTI (Estagiário voluntário/UFV)

A estimativa do diâmetro sem casca (dsc) e diâmetro do cerne (dcerne) pode ser obtida pelo ajuste dos modelos de Taper, ou seja, de afilamento do fuste. Para ajuste destes modelos são necessárias cubagens periódicas que geram custos e perdas de árvores. A madeira de Tectona grandis Linn. possui elevado valor e procura no mercado. Dessa forma, o abate dessas árvores resulta em custos significativos para o empreendimento florestal. As redes neurais artificiais (RNA’s) surgem como uma alternativa para estimação do dsc e dcerne, pois uma única cubagem seria suficiente para reconhecimento dos padrões dos dados. O objetivo deste trabalho foi obter RNA’s que estimassem de maneira precisa os dsc e dcerne e comparar com os resultados obtidos pelos modelos de Taper. O banco de dados foi consistido e estratificado: dsc mínimo de 4 cm, 6 m e 8 cm e dcerne mínimo de 10 cm, 15 cm e 20 cm. O modelo de Taper ajustado foi o de Kozak. No ajuste das RNA’s foram testadas as variáveis de entrada: dap, altura total (Ht), h (altura do dsc ou dcerne) e diâmetro com casca em h (dcc), espessura da casca a 1,3 m e projeto, e a abrangência a nível de todo o banco ou por projeto. As estimativas obtidas por RNA’s e Kozak foram avaliadas por gráficos de resíduo e gráficos dos valores observados versus estimados. Após este estudo pode-se concluir que: as RNA’s são mais eficientes que o modelo de Kozak; as variáveis de entrada para ajuste das redes são dap, Ht, h e dcc; a abrangência dos dados a nível de projeto resulta em estimativas mais precisas; quanto maior o diâmetro mínimo considerado, melhor a estimação; redes do tipo linear foram mais eficientes. Assim, verifica-se o potencial das RNA’s na mensuração florestal.
UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / ENGENHARIA FLORESTAL CCA



ESTIMATIVAS DE VOLUME DO TRONCO E DA COPA DE UMA POPULAÇÃO DE Eucalyptus spp. DE GRANDE PORTE

JULIANO ROBERTO FERREIRA (Estagiário voluntário/UFV), HUMBERTO GUIMARÃES QUIOSSA (Estagiário voluntário/UFV), HEITOR URIAS LEITE JUNIOR (Estagiário voluntário/UFV), HELIO GARCIA LEITE (Orientador/UFV)

Indivíduos do gênero Eucalyptus, principalmente os de grande porte, são de grande importância para a indústria madeireira e como são raros, agregam elevado valor à madeira. O objetivo do trabalho foi determinar o estoque volumétrico de madeira dos troncos e copas de uma população remanescente de eucaliptos em uma área de aproximadamente 1,5 hectare no município de Viçosa-MG. Para execução deste trabalho, foram realizadas picadas no sentido perpendicular à estrada, entrando na mata até ser encontrada a última árvore. Estas picadas foram abertas a cada 25 metros ao longo da borda da área e resultou em 10 parcelas. Foram mensuradas todas as árvores existentes na área. Para mensuração das árvores utilizou fita métrica graduada em milímetros, que servia para medir o DAP (Diâmetro a 1,30 metros do solo) e para determinar a altura recorreu-se ao hipsômetro eletrônico (Vertex), que permite uma medição muito mais ágil e precisa do que instrumentos analógicos. Para isto, calibra-se o aparelho e obtêm as alturas desejadas apenas apontando o laser do hipsómetro para o topo da árvore (altura total) e para o começo da copa (altura da copa).De acordo com os dados encontrados e analisados, montou-se quadro de estimativas de volume de madeira do Tronco e Copa dos eucaliptos mensurados. Foram usadas as equações de volume encontradas na tese de mestrado de Josuel Arcanjo da Silva, desenvolvida com dados de uma população semelhante localizada no mesmo municipio. A exatidão das equações utilizadas está ao nível de 5% de probabilidade, foi confirmada pelo teste de Qui-quadrado. Com os valores dos DAPs e Alturas dos 76 indivíduos encontrados e mensurados na área, encontrou-se uma volume total de madeira de 282,13 m³ referente aos troncos e copas. O volume de copa estimado foi de 1,92 m³. A metodologia seguida neste trabalho pode ser utilizada em áreas semelhantes quando o objetivo for a quantificação do volume das árvores de grande porte.
UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / ENGENHARIA FLORESTAL CCA



ESTRUTURA HORIZONTAL DE POPULAÇÕES ARBÓREAS EM UM PERÍODO DE 12 ANOS EM FRAGMENTO DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL, EM VIÇOSA, MG

HORTÊNSIA NASCIMENTO SANTOS LOPES (Bolsista IC /projeto/UFV), MARIA DAS GRACAS FERREIRA REIS (Orientador/UFV), GERALDO GONCALVES DOS REIS (Co-orientador/UFV), FELIPPE COELHO DE SOUZA (Bolsista IC /projeto/UFV), MARCO ANTONIO MONTE (Não Bolsista/UFV), CRISTINA CUNHA GARCIA (Bolsista CNPq/UFV)

O presente trabalho teve por objetivo analisar a dinâmica da estrutura horizontal de uma Floresta Estacional Semidecidual, considerando as espécies arbóreas adultas de maior valor de importância (VI), em dez locais, em um período de 12 anos. O levantamento foi realizado em um fragmento florestal de 193 ha, em Viçosa, MG (Latitude = 20o 45’ Sul e Longitude = 42o 55’ Oeste, a uma altitude média de 689,73 m). Apenas os indivíduos com diâmetro maior ou igual a cinco centímetros foram incluídos no trabalho. As taxas de ingresso foram calculadas para as dez espécies que apresentavam o maior VI em cada local, nos anos de 1992 e 2004. As espécies, nos locais 4 e 7, que apresentavam o maior VI em 1992, foram superadas por outras em 2004, em razão do aumento da dominância relativa das espécies de menor VI. Alophilus edulis, Euterpe edulis, Hieronyma alchorneoides, Ocotea laxa, Virola oleifera e Villaresia megaphylla apresentaram-se entre as 10 espécies de maior VI somente no local 5 (baixada). Estas espécies apresentam elevada exigência por sítios com alta fertilidade natural e umidade, comumente encontrados nas baixadas. No local 2, as pioneiras Cecropia hololeuca e Senna macranthera, amostradas no primeiro levantamento, desapareceram em 2004, devido à redução da densidade relativa em conseqüência da baixa intensidade da radiação solar permeando todos os estratos do dossel, naquele sítio. Foram verificadas expressivas taxas de ingressos em sete locais, para Siparuna guianensis, os quais apresentaram diferentes condições de luminosidade, evidenciando a ampla adaptação da espécie a vários ambientes. Ao longo dos 12 anos de estudo, analisando-se as 10 espécies de maior VI do fragmento de floresta semidecidual estudado, foram observadas mudanças na estrutura horizontal associada às características de sítio, favorecendo o ingresso de diversas espécies.
UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / ENGENHARIA FLORESTAL CCA



INFLUÊNCIA DA CITOCININA 2-iP NA GERMINAÇÃO in vitro DE EMBRIÕES ZIGÓTICOS MADUROS DE MACAÚBA

THIAGO PETERMANN HODECKER (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), ALOISIO XAVIER (Orientador/UFV), FABIANA SCHMIDT BANDEIRA (Bolsista FAPEMIG/UFV), ELISONETE RIBEIRO GARCIA LANI (Colaborador/UFV), WAGNER CAMPOS OTONI (Colaborador/UFV)

A macaúba (Acrocomia aculeata) é uma palmeira oleaginosa com grande potencial para a produção de biodiesel. Suas sementes apresentam forte dormência, o que torna sua germinação lenta e desuniforme. O objetivo deste trabalho foi testar os efeitos de cinco concentrações (0, 1, 2, 3 e 4 mg L-1) da citocinina 2-iP sobre a germinação in vitro de embriões zigóticos maduros de macaúba. O experimento foi conduzido no Laboratório de Cultura de Tecidos do BIOAGRO - UFV. Foram utilizados embriões de frutos maduros, colhidos em populações naturais de macaúba existentes em Florestal – MG. Os embriões foram extraídos com o auxílio de navalha e bisturi, desinfestados assepticamente, e em seguida inoculados em meio básico de MS, com pH ajustado para 5,7. Experimentalmente utilizou cinco repetições, sendo cada placa de Petri uma repetição contendo cinco embriões. Os embriões permaneceram por 30 dias em estufa incubadora em regime de escuro, e a seguir foram avaliados o percentual de germinação normal, germinação anormal e embriões que não germinaram. Logo após os embriões foram transferidos para tubos de ensaio nos mesmos tratamentos que se encontravam, onde foram mantidos em sala de crescimento por mais 30 dias, sendo avaliado a altura da parte aérea, comprimento da raiz, presença de raízes secundárias e de folhas expandidas. O tratamento sem adição de 2-iP apresentou melhores resultados para germinação normal (68%), embriões que não germinaram (8%), plântulas que emitiram raízes secundárias (34,8%) e comprimento de raiz (52,2% com raízes maiores que 1 cm). O pior resultado de germinação anormal foi observado para o tratamento com 3 mg L-1 (40%). No tratamento com 1 mg L-1 obteve-se bons resultados para plântulas com folhas expandidas (63,2%), e o tratamento com 2 mg L-1 apresentou melhores resultados para altura da parte aérea (66,7% das plântulas com mais de 1,5 cm).
UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / ENGENHARIA FLORESTAL CCA



INFLUÊNCIA DO POTÁSSIO NO CRESCIMENTO E QUALIDADE DE MUDAS DE Cariniana legalis

KARINE FERNANDES CAIAFA (Bolsista IC /projeto/UFV), HAROLDO NOGUEIRA DE PAIVA (Orientador/UFV)

O jequitibá-rosa (Cariniana legalis) é uma espécie em vias de extinção e que possui várias utilidades, como fornecimento de madeira para móveis, construções, ente outros. O conhecimento da nutrição dessa espécie é muito importante para que se possa cultivá-la garantindo uma maior qualidade e produtividade. Este trabalho teve como objetivo avaliar a influência do potássio no crescimento e qualidade de mudas de jequitibá-rosa determinando a dose adequada desse nutriente. Para isso foram utilizadas sacolas plásticas de 0,6 dm3 de capacidade tendo como substrato um Latossolo Vermelho-Amarelo. O delineamento estatístico utilizado foi o de blocos casualizados, com três repetições e oito plantas por repetição. O solo antes de ser colocado nos recipientes recebeu a aplicação de calcário nas formas de CaCO3 e MgCO3 na proporção de 4:1, elevando a saturação por bases para 60%, ficando incubado por um período de 30 dias. Em seguida foram aplicados 4 kg/m3 de superfosfato simples. Os tratamentos utilizados foram 0; 50; 100; 150; 200; 250 e 300 mg de K2O/dm³ de solo, doses estas que foram parceladas em cinco aplicações. Cento e vinte dias após a semeadura foram colhidos dados de altura, do diâmetro do coleto, da matéria seca da parte aérea e de raiz, além das relações altura/diâmetro do coleto, altura/massa seca parte aérea, massa seca parte aérea/massa seca de raiz e o índice de qualidade de Dickson (IQD). No experimento observou-se que houve influência significativa a aplicação de potássio apenas para os parâmetros diâmetro do coleto e massa seca da parte aérea, entretanto, ainda assim se justifica a utilização de fertilizantes potássicos no início do desenvolvimento dessas mudas, uma vez que estes são importantes parâmetros de avaliação de crescimento de mudas. As doses ótimas ficaram dentro do intervalo de 260 à 300 mg de K2O/dm³, para um Latossolo Vermelho-Amarelo como substrato, sendo recomendada essas doses para produção das mudas.
UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / ENGENHARIA FLORESTAL CCA



INFLUÊNCIA DO POTÁSSIO NO CRESCIMENTO E QUALIDADE DE MUDAS DE Cedrela fissilis

KARINE FERNANDES CAIAFA (Bolsista IC /projeto/UFV), HAROLDO NOGUEIRA DE PAIVA (Orientador/UFV)

Muitas espécies nativas brasileiras possuem grande potencial para serem utilizadas de diversas formas, entretanto, para que essas e outras espécies sejam cultivadas é necessário um maior conhecimento sobre sua silvicultura, com vistas no aperfeiçoamento do sistema de produção de mudas. Este trabalho teve como objetivo avaliar a influência do potássio no crescimento e qualidade de mudas de cedro-rosa (Cedrela fissilis). Para isso, foram utilizadas sacolas plásticas de 0,6 dm3 de capacidade tendo como substrato um Latossolo Vermelho-Amarelo. O delineamento estatístico utilizado foi o de blocos casualizados, com três repetições e oito plantas por repetição. O solo antes de ser colocado nos recipientes recebeu uma aplicação de calcário nas formas de CaCO3 e MgCO3 na proporção de 4:1, elevando a saturação por bases para 60%, ficando incubado por um período de 30 dias. Em seguida foram aplicados 4 kg/m3 de superfosfato simples. Os tratamentos utilizados foram 0; 50; 100; 150; 200; 250 e 300 mg de K2O/dm³ de solo, doses estas que foram parceladas em cinco aplicações. Cento e vinte dias após a semeadura foram colhidos dados de altura, do diâmetro do coleto, da matéria seca da parte aérea e de raiz, além das relações altura/diâmetro do coleto, altura/massa seca parte aérea, massa seca parte aérea/massa seca de raiz e o índice de qualidade de Dickson (IQD). Observou-se que o cedro-rosa respondeu de forma positiva a todos os parâmetros e índices de qualidade de mudas analisados sendo que o melhor tratamento, considerando o parâmetro diâmetro do coleto, foi de 430 mg de K2O/dm³ de solo. Pode-se concluir que a aplicação de fertilizantes potássicos na produção de mudas desta espécie é justificada auxiliando no bom crescimento, rustificação e qualidade das mesmas.
UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / ENGENHARIA FLORESTAL CCA




Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5   6


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal