Ufv / XVIII sic / outubro de 2008 / engenharia florestal cca



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INFLUÊNCIA DAS CONDIÇÕES DE COZIMENTO E BRANQUEAMENTO NO CONTEÚDO DE XILANAS EM POLPAS KRAFT DE EUCALIPTO

MARCELO COELHO DOS SANTOS MUGUET SOARES (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), CRISTIANE PEDRAZZI (Bolsista CNPq/UFV), JORGE LUIZ COLODETTE (Orientador/UFV)

Estudos de laboratório e experiências em fábricas no Brasil têm indicado que certas fibras de eucalipto são mais adequadas à produção de papel tissue enquanto que outras a produção de papel de imprimir e escrever (P&W). A estrutura da polpa e sua composição química podem ser algumas das razões para tais resultados, porém, ainda não são encontradas na literatura conclusões decisivas para tais especulações. Assim, o objetivo deste estudo foi o de buscar através das características químicas da fibra, com ênfase no conteúdo de xilanas na polpa, quais as principais causas da variação entre as fibras de eucalipto para a sua classificação na produção de papel tissue e P&W. Uma grande variedade de amostras de polpa de eucalipto, contendo fibras de morfologia, ultra-estrutura e composições químicas extremamente diferentes foi preparada com os seguintes procedimentos: (1) cozimento de cavacos de madeira de duas densidades básicas diferentes com suaves e drásticas condições de cozimento, (2) pré-hidrólise na polpação kraft, (3) polpação com adição de xilanas no licor de cozimento, (4) branqueamento com o processo CCE. Dois tipos diferentes de cavacos de madeira industrial, incluindo Eucalyptus grandis de baixa densidade (416 kg/m3) e um híbrido de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis (“Eucalyptus urograndis”) de alta densidade (528 kg/m3) foram utilizados. Os resultados indicam que pela alteração das condições do cozimento é possível produzir polpas de 8-17% de conteúdo de xilanas com rendimento na faixa de 46-57% e 42-54% para madeiras de baixa e alta densidade, respectivamente. O número kappa variou na faixa de 17-24 e 17-20 para madeira de baixa e alta densidade, respectivamente. Alto conteúdo de xilanas só foi possível alcançar pelo aumento do número kappa para valores na faixa de 20-24, para ambas as madeiras. No branqueamento foi possível obter amostras com 3 e 8% de xilanas pelo processo CCE.
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O USO DA MATÉRIA-PRIMA MADEIREIRA PELAS EMPRESAS EXPOSITORAS DA FEIRA DE MÓVEIS DE MINAS GERAIS

NATHÁLIA DE LIMA LOPES (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), LAERCIO ANTONIO GONCALVES JACOVINE (Orientador/UFV), DANIEL BRIANÉZI (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), RICARDO RIBEIRO ALVES (Não Bolsista/UFV)

    A Feira de Móveis de Minas Gerais (FEMUR), realizada no Pólo Moveleiro de Ubá, é considerada uma das mais importantes feiras da indústria moveleira nacional. Este pólo conta com mais de 400 empresas, constituindo-se no maior produtor de móveis de Minas Gerais e um dos sete maiores do Brasil, destacando-se também na geração de empregos e no consumo de matéria-prima. Assim, o presente trabalho teve por objetivo fazer um levantamento do tipo da matéria-prima utilizada nos móveis expostos na FEMUR. Para a consecução do trabalho foi elaborada uma ficha para cada empresa, contendo o nome da mesma, o tipo de móvel exposto bem como sua matéria-prima. Os dados foram coletados na 8ª edição da FEMUR, realizada em abril de 2008, na cidade de Ubá. Foi analisada uma amostra de 76 empresas das 130 que estavam expondo na feira. Verificou-se que o tipo de móvel era bastante diversificado, variando do estilo clássico até o mais popular. Algumas empresas, devido à sua experiência exportadora, apresentavam designs próprios e maiores variedades de produtos. Quanto ao tipo de matéria-prima, observou-se que 68,42% utilizavam MDF, 40,79% usavam madeira maciça e cerca de 5,26% usavam tubulares. O principal uso do MDF era em guarda-roupas, armários e móveis para quarto de criança. A madeira maciça era utilizada principalmente em conjunto de estofados como poltronas e sofás, e também em cadeiras e mesas de sala de jantar. Conclui-se que o MDF se destaca como a principal matéria-prima usada nos móveis expostos na FEMUR, sinalizando uma nova tendência da indústria moveleira em utilizar chapas feitas a partir de madeira oriunda de florestas plantadas.
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OTIMIZAÇÃO DO PROCESSO DE POLPAÇÃO KRAFT DE Eucalyptus PELA ADSORÇÃO DE XILANAS NAS FIBRAS

ANTONIO JOSÉ VINHA ZANUNCIO (Bolsista UFVCredi/UFV), REGINA MARIA GOMES (Bolsista IC /projeto/UFV), JORGE LUIZ COLODETTE (Orientador/UFV)

O objetivo desse estudo foi avaliar o impacto da remoção de hemiceluloses da madeira de eucalipto, por lixiviação alcalina e auto-hidrólise dos cavacos no processo kraft e no branqueamento da polpa. Na lixiviação alcalina, os cavacos foram saturados com água e tratados com solução de NaOH. Avaliou-se os tempos de reação de 3, 8, 14 e 18 horas, aos 70, 84 e 90°C nas concentrações de NaOH a 60, 80, 90, 120 e 156 g/L. Nos tratamentos pressurizados, avaliou-se os tempos de reação de 30, 60 e 120 minutos, a 100C nas concentrações de 100, 150 e 200 g/L de NaOH. Cavacos normais e lixiviados com NaOH, foram cozidos pelo processo kraft até kappa 16 – 18. A máxima remoção do acetato de 4-O-metil-glicuronoxilanas foi de 42% a 100°C, 60 minutos, 200 g/L NaOH e 300 kPa de pressão. O rendimento do cozimento kraft dos cavacos lixiviados com álcali foi 7% inferior ao da referência. A auto-hidrólise foi realizada a 152°C (30, 45 e 60 minutos); 160°C (15, 30 e 45 minutos) e 170°C (5, 10, 15, 20 e 30 minutos. Cavacos normais e auto-hidrolisados a 170°C por 5, 15 e 30 min foram cozidos pelo processo kraft até kappa 16 – 18 e a polpa resultante branqueada pela seqüência O/OD(EPO)DD. A auto-hidrólise por 30 minutos a 170 °C remove até 60% de hemiceluloses e o rendimento dos cozimentos por 30 minutos foi 6% menor que dos cavacos normais. A deslignificação da polpa de cavacos auto-hidrolisados foi de 75%, contra 43,6% da polpa-referência, e branqueamento custando US$ 7/tas de polpa. O efluente do branqueamento da polpa de cavacos auto-hidrolisados apresentou menores valores de DQO (39,6%), cor (21,3%) e AOX (51,6%), em relação à referência. As propriedades físico-mecânicas das polpas de cavacos auto-hidrolisados foram inferiores às polpas dos normais, inviabilizando aplicações industriais.
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PROJEÇÃO DE COPA DE PLANTAS DE CLONE DESRAMADO DE EUCALIPTO EM UMA SEQUÊNCIA DE IDADE

FELIPPE COELHO DE SOUZA (Bolsista IC /projeto/UFV), GERALDO GONCALVES DOS REIS (Orientador/UFV), MARIA DAS GRACAS FERREIRA REIS (Co-orientador/UFV), DIÊGO CORREA RAMOS (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), IVAN DA COSTA ILHÉU FONTAN (Bolsista CAPES/UFV), ATHILA LEANDRO DE OLIVEIRA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), MARCO ANTONIO MONTE (Não Bolsista/UFV)

A dinâmica de copa de povoamentos desramados de clone de eucalipto, em sistema agroflorestal, foi avaliada através da projeção de copa. Este parâmetro permite inferir sobre as alterações da copa como resultado da aplicação da desrama. O estudo foi desenvolvido com o clone 58 do híbrido de Eucalyptus camaldulensis x Eucalyptus grandis, no espaçamento 9,5 x 4,0 m, em área da empresa Votorantim Metais Zinco S.A, no município de Vazante, MG. O experimento foi estabelecido em Delineamento Inteiramente Casualizado e constituído de seis tratamentos de desrama artificial, com três repetições, combinando diferentes intensidades e freqüências de desrama. A projeção da copa das árvores sobre o solo foi avaliada trimestralmente de 9 a 36 meses de idade e aos 48 meses de idade. Aos 9 meses de idade, após a primeira intervenção de desrama, verificou-se redução média de 19,4% no raio médio de copa nas plantas desramadas, embora tenham sido estatisticamente iguais (p>0,05) àquelas não-desramadas. Entre 9 e 12 meses de idade foi observado, nos tratamentos cujas plantas foram desramadas, um aumento médio de 19,6% no raio médio de copa, enquanto as plantas não desramadas apresentaram aumento de apenas 9,5 %. O desenvolvimento da copa das árvores não desramadas foi similar ao de plantas desramadas após 33 meses de idade, indicando que a intervenção da desrama não tem mais influência sobre o crescimento da copa das plantas após esta idade. Baseando-se na projeção de copa, pode-se concluir que o clone 58 apresenta elevada capacidade de recomposição de copa após redução de área foliar pela aplicação da desrama, permitindo utilizar intervalo reduzido entre as operações de desrama, visando obter madeira de qualidade para serraria. (CNPq).
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QUANTIFICAÇÃO DE RESÍDUOS DA COLHEITA FLORESTAL  

ALINE EDWIGES MAZON DE ALCÂNTARA (Estagiário voluntário/UFV), RICARDO RODRIGUES DE OLIVEIRA NETO (Estagiário voluntário/UFV), HELIO GARCIA LEITE (Orientador/UFV), DANIEL HENRIQUE BREDA BINOTI (Estagiário voluntário/UFV)

Em muitas empresas florestais, observam-se nas áreas recém colhidas, quantidades de madeira que poderiam ser aproveitadas nas fábricas ou por residueiros. O resíduo é definido como sendo todo material lenhoso existente na área, após a colheita e extração da madeira, com diâmetro acima do limite comercial, incluindo tocos com altura acima da altura definida pela colheita, toras ou pedaço de tora comercial e ponteiro de árvores que serviriam para algum uso definido previamente. Este trabalho teve o objetivo de caracterizar e quantificar os resíduos da colheita mecanizada em um povoamento de eucalipto. Foram lançadas 31 parcelas de 900 m2 (30 x 30 m) para espaçamento inicial de 3 x 3 m, numa intensidade de 1 parcela para cada 4 ha, em seis talhões escolhidos aleatoriamente e seguindo o sentido contrário ao do enleiramento da madeira. Foram utilizadas estacas e trenas para medição das parcelas onde foram medidos os diâmetros nas duas extremidades e o seu comprimento. Foram mensurados também os volumes de tocos com altura acima do especificado pela colheita. Em toras maiores de 2 m os diâmetros foram medidos de 2 em 2 m.  Foram calculados os volumes por hectare para cada tipo de resíduo, sendo estimados, em média, 9,86 m3.ha-1, com um coeficiente de variação de 51,5% e um erro de amostragem de 18,6%, a 95% de probabilidade. Considerando uma produção de 250 m3.ha-1, que era a média dos talhões amostrados, esses resíduos correspondem a 3,94%, que é um valor relativamente baixo, uma vez que o volume de 9,86 m3.ha-1 inclui todos os tipos de resíduos, ou seja, resíduos de toco, ponta de árvores e toras que poderiam ser aproveitadas para processamento. (SIF )

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RELAÇÃO ENTRE ÁREA BASAL E A PRECIPITAÇÃO EFETIVA EM UM FRAGMENTO DE MATA ATLÂNTICA

CAMILA SOARES BRAGA (Estagiário voluntário/UFV), HERLY CARLOS TEIXEIRA DIAS (Orientador/UFV), VITOR HUGO BREDA BARBOSA (Estagiário voluntário/UFV), CARLOS EDUARDO LIMA GAZZOLA (Estagiário voluntário/UFV), WANDREY DA COSTA CARDOSO (Estagiário voluntário/UFV)

O objetivo desta pesquisa foi analisar relação entre a área basal e precipitação efetiva de água de chuva, de uma área localizada no fragmento florestal remanescente de Mata Atlântica, Reserva Florestal e Ecológica Mata do Paraíso, localizada no Município de Viçosa, Zona da Mata do Estado de Minas Gerais. No período de um ano foram medidos os escoamentos pelo tronco das árvores e da precipitação interna, totalizando 15 coletas no período chuvoso que compreendeu de Janeiro à Maio e Outubro a Dezembro de 2007 e quatro coletas no período de estiagem que compreenderam 19 coletas. No interior da floresta foram demarcadas três parcelas experimentais, com 625 m² de área, a qual se encontra em estagio inicial de regeneração. Para determinação do escoamento pelo tronco foram instalados dispositivos de espuma de poliuretano em 18 árvores localizadas dentro da parcelas, e para a quantificação da precipitação interna, foram utilizados 25 pluviômetros em cada parcela. A precipitação efetiva foi calculada somando-se a precipitação interna e escoamento pelo tronco. Calculando-se a media da precipitação efetiva das chuvas nesse período, verificou-se que não há relação direta entre a área basal das parcelas e a precipitação efetiva. Para as parcelas 1, 2, 3 foi encontrada uma área basal de 2,2087 m2; 1,3293m2; 3,7721m2 respectivamente, e a precipitação efetiva nas três parcelas foram: 62,5mm; 58,8mm; 61,1mm respectivamente. De acordo com os resultados observados conclui-se que não existe relação direta entre a precipitação efetiva e a área basal das parcelas.  

 

 




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RELAÇÃO ENTRE O DAP E O ESCOAMENTO DE AGUA DE CHUVA PELO TRONCO DE ESPÉCIES ARBÓREAS EM UM FRAGMENTO DE MATA ATLÂNTICA

VITOR HUGO BREDA BARBOSA (Estagiário voluntário/UFV), HERLY CARLOS TEIXEIRA DIAS (Orientador/UFV), CAMILA SOARES BRAGA (Estagiário voluntário/UFV), WANDREY DA COSTA CARDOSO (Estagiário voluntário/UFV), CARLOS EDUARDO LIMA GAZZOLA (Estagiário voluntário/UFV)

O objetivo desta pesquisa foi analisar relação entre o diâmetro do tronco e o volume de escoamento de água de chuva interceptada pelo dossel da arvore, de uma área localizada no fragmento florestal remanescente de Mata Atlântica, Reserva Florestal e Ecológica Mata do Paraíso, localizada no Município de Viçosa, Zona da Mata do Estado de Minas Gerais. No período de um ano foram medidos os escoamentos pelo tronco das árvores, totalizando 15 coletas no período chuvoso que compreendeu de janeiro à maio e outubro a dezembro de 2007 e 4 coletas no período de estiagem que compreenderam 19 coletas, junho a setembro de 2007. No interior da floresta foi demarcada 1 parcela experimental, com 625 m² de área, a qual se encontra em estagio inicial de regeneração. Para determinação do escoamento pelo tronco foram instalados dispositivos de espuma de poliuretano em 18 árvores localizadas dentro da parcela. Calculando-se a média dos escoamentos provenientes das chuvas interceptadas nesse período, verificou-se que não há  uma relação direta entre os diâmetros das árvores e o volume de água coletado do escoamento pelo tronco. Para a espécie Casearia aculeata Jacq., com 7,01 cm, 7,32 cm; 7,73 cm de DAP, foram obtidos 0,0064 mm, 0,0053 mm, 0,0052 mm de escoamento pelo tronco, respectivamente. E para as espécies Terminalia phaeocarpa eichler, Annona coriaceae, Kielmeyera variabilis e Nectandra rígida com diâmetros médio da espécie de 6,37 cm; 11,15 cm; 9,24 cm e 14,87 cm, foram obtidos 0,0177 mm, 0,0036 mm, 0,0097 mm e 0,0156 mm respectivamente. Com esses resultados podemos concluir que não existe relação interespecífica e intra-especificas entre DAP e escoamento de água de chuva pelo tronco das arvores.

 

 


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REVITALIZAÇÃO DA BACIA DE CONTRIBUIÇÃO DA HIDRELÉTRICA DE TRÊS MARIAS: PRESERVAÇÃO AMBIENTAL E QUALIDADE DE VIDA

LUIZ AUGUSTO MUNIZ DE PAULA (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), CARLOS ANTONIO ALVARES SOARES RIBEIRO (Orientador/UFV)

Por suas características intrínsecas, as zonas de proteção ao longo dos corpos d’água são, talvez, a categoria mais importante de áreas de preservação permanente (APPs). A dificuldade de se proceder à delimitação das APPs pela abordagem tradicional, torna visível a necessidade da criação de métodos automatizados para essa tarefa. O objetivo dessa pesquisa foi a criação de rotinas robustas que automatizassem e aprimorassem os procedimentos para delimitação de APPs ripárias. A proposta originalmente contemplava a seleção de uma sub-bacia da área de drenagem da hidrelétrica de Três Marias, mas a necessidade adicional de se digitalizar as bases de dados fez com que optássemos por trabalhar com outra bacia hidrográfica, cuja base digital encontrava-se já disponível. Foi selecionada a bacia do Rio Crepori (um afluente do Rio Tapajós localizado no oeste do estado do Pará), que drena uma superfície de aproximadamente 13.600km² como área piloto. Neste trabalho foi utilizado o sistema de informação geográfica (SIG) ArcGIS para manipular os dados, e gerar os procedimentos através do ambiente de programação deste SIG chamado ModelBuilder. Através desses recursos de programação, foram criados procedimentos automáticos para determinação de APPs ripárias e estes foram aplicados a uma determinada bacia hidrográfica. Os recentes avanços tecnológicos nas áreas de sistemas de informações geográficas e de imageamento topográfico global de alta-resolução por satélites, como por exemplo, a Shuttle Radar Topography Mission, aliada à tecnologia de geração de modelos digitais de elevação hidrograficamente consistentes, desenvolvida na Universidade Nacional da Austrália e adaptada às nossas condições topográficas por pesquisadores do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa, criaram as condições para que rotinas, como as criadas nesse trabalho, pudessem proceder à delimitação automática das áreas de preservação permanente para grandes extensões, eliminando-se a subjetividade, a morosidade e os altos custos inerentes aos procedimentos manuais.
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SELEÇÃO DE ISOLADOS FÚNGICOS DE PODRIDÃO-BRANCA COM POTENCIAL ENZIMÁTICO EM BIOBRANQUEAMENTO DE POLPA

FERNANDO JOSÉ BORGES GOMES (Bolsista IC /projeto/UFV), JORGE LUIZ COLODETTE (Orientador/UFV), ACELINO COUTO ALFENAS (Co-orientador/UFV), AKIHIKO MANABE (Colaborador/UFV), JOSÉ MAURICIO LINO (Colaborador/UFV)

Historicamente, os reagentes à base de cloro têm sido utilizados para o branqueamento de polpa Kraft, porém hoje a preocupação pública com o ambiente tem crescido enormemente, legislações ambientais mais restritivas e demandas crescentes por polpas branqueadas, de alta qualidade e um mínimo impacto ambiental, têm levado à busca de processos alternativos de branqueamento. Uma nova técnica de branqueamento que está mostrando um rápido avanço é o processo utilizando enzimas, tendo mais de vinte plantas operando com estes sistemas de produção em todo o mundo. O objetivo deste trabalho foi de selecionar isolados fúngicos que possam sintetizar enzimas de interesse para a área de biobranqueamento. Para este estudo foram utilizados três isolados assim denominados J2, J5 e PC, sendo os mesmos inoculados em polpa celulósica Kraft de Eucalyptus spp. de número kappa 14 , oriunda de uma empresa do setor Florestal Brasileiro e avaliados a cada 7 dias por 45 dias e após cada período de avaliação procedeu-se as análises de alvura (% ISO), Kappa e viscosidade (cP) das polpas. Os resultados indicaram que o tratamento da polpa com o isolado J5 apresentou melhores ganhos de alvura (28%) e eficiência de deslignificação (57,96%), e o tratamento com o isolado PC apresentou menores ganhos sendo estes 8% e 36% respectivamente. Todos os tratamentos apresentaram considerável perda da viscosidade a cada período de avaliação. O tratamento da polpa com os isolados J2 e J5 apresentou maiores perdas de viscosidade, provavelmente devido a maior eficiência na degradação da lignina, o que provavelmente ocasionou também uma maior degradação da holocelulose. Pode-se concluir que os fungos J2 e J5 têm maior potencial de fornecimento de enzimas que degradem a lignina, comparado ao fungo PC, sendo indicados, para mais estudos a fim de se obter um extrato enzimático, que seja útil no processo de biobranqueamento.
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SOBREVIVÊNCIA E CRESCIMENTO INICIAL DE PLÂNTULAS DE Euterpe edulis Mart. TRANSPLANTADAS PARA CLAREIRAS E SUB-BOSQUE EM UMA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL NO MUNICÍPIO DE VIÇOSA,MG.

TIAGO MACIEL RIBEIRO (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), SEBASTIAO VENANCIO MARTINS (Orientador/UFV)

 No Brasil, várias espécies de palmeiras produzem palmito. Entre elas, a espécie que mais se destaca é  Euterpe edulis Mart., pela qualidade e rendimento. Este trabalho teve como objetivos avaliar a sobrevivência e crescimento inicial de plântulas de Euterpe edulis Mart. transplantadas para duas condições de luz: clareira e sub-bosque; e propor um modelo de manejo ecológico da espécie visando acelerar a restauração de florestas secundárias. Foram transplantadas 90 plântulas de E. edulis com altura entre 5 cm e 25 cm.O plantio adotado foi em linha com espaçamento 2x2 m, sendo plantadas três linhas com cinco plântulas cada, em três clareiras e três áreas de sub-bosque. Avaliaram-se mensalmente, durante 7 meses, a sobrevivência e crescimento inicial das plântulas transplantadas. Marcaram-se também no sub-bosque, 6 parcelas de 2x1 m contendo banco agregado de plântulas de E. edulis, para comparar a sobrevivência nessas parcelas com a das mudas transplantadas. A porcentagem de sobrevivência (geral) no período de estudo foi de 74,4%. Em média, a porcentagem de sobrevivência no ambiente de clareira foi de 82,2% e para o sub-bosque de 66,6%. Este fato explica-se pelo excesso de sombreamento do sub-bosque, causada pela baixíssima porcentagem de abertura do dossel (4,78% em média), enquanto que as clareiras selecionadas  apresentaram 15,23% de abertura do dossel, em média, oferecendo sombreamento mais adequado à espécie. Considerando apenas as plântulas sobreviventes, a média de altura foi de 17,8 cm, sendo que na ocasião do resgate a média éra de 16,3 cm, demonstrando um crescimento inicial bastante lento. Confrontando a porcentagem geral de sobrevivência das plântulas transplantadas com aquelas mantidas intactas nas 6  parcelas de banco de plântulas (46,9%), verificou-se diferença significativa entre elas, indicando ser a técnica de transplante de plântulas viável e válida para promover a propagação da espécie com maiores taxas de sobrevivência, sendo uma ferramenta útil em projetos de restauração florestal visando acelerar a sucessão secundária.  

 
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USO DA FUNÇÃO WEIBULL DE TRÊS PARÂMETROS EM UM MODELO DE DISTRIBUIÇÃO DE DIÂMETROS AJUSTADO PARA  UM POVOAMENTO DE EUCALIPTO SUBMETIDO A DESBASTE

DANIEL HENRIQUE BREDA BINOTI (Estagiário voluntário/UFV), HELIO GARCIA LEITE (Coordenador/UFV), MAYRA LUIZA MARQUES DA SILVA (Bolsista CNPq/UFV), RICARDO RODRIGUES DE OLIVEIRA NETO (Estagiário voluntário/UFV), ALINE EDWIGES MAZON DE ALCÂNTARA (Estagiário voluntário/UFV)

Os modelos de distribuição diamétrica permitem estimar o número de árvores por hectare por classe diamétrica. Isso permite proceder à avaliações econômicas de conversão de árvores em multiprodutos, e também simular desbastes. Objetivou-se neste trabalho propor um modelo de distribuição diamétrica para povoamentos de eucalipto submetidos ao desbaste incluindo o parâmetro de locação da função Weibull. A função weibull, foi ajustada a dados de 48 parcelas permanentes instaladas em um povoamento desbastado de um clone híbrido de eucalipto (Eucalyptus grandis x Eucalyptus urophylla), localizado na região nordeste do estado da Bahia, Brasil. O ajuste da função foi feito pelo método da máxima verossimilhança e a aderência foi avaliada pelo teste Kolmogorov-Smirnorv. A redistribuição teórica dos diâmetros foi feita a partir de equações lineares e não-lineares entre os parâmetros da função Weibull em uma idade futura e os parâmetros em uma idade atual, associados a algumas características do povoamento em idades atual e futura. O sistema de equações obtido foi avaliado utilizando o coeficiente de determinação ajustado, o coeficiente de correlação e a análise gráfica dos resíduos. Todos os ajustes apresentaram aderência aos dados, α 1% de significância. O sistema proposto resultou em estimativas precisas e consistentes de crescimento e da produção por classe de diâmetro.



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