Ufv / XVIII sic / outubro de 2008 / engenharia florestal cca



Baixar 196.97 Kb.
Página6/6
Encontro01.07.2018
Tamanho196.97 Kb.
1   2   3   4   5   6

UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / ENGENHARIA FLORESTAL CCA



USO DE REDES NEURAIS ARTIFICIAIS PARA PROGNOSE DA PRODUÇÃO DE POVOAMENTOS EQUIÂNEOS

MAYRA LUIZA MARQUES DA SILVA (Bolsista CNPq/UFV), HELIO GARCIA LEITE (Orientador/UFV), DANIEL HENRIQUE BREDA BINOTI (Estagiário voluntário/UFV)

 Redes Neurais Artificiais (RNA’s) são sistemas computacionais com processamento altamente paralelo e distribuído e que apresentam a capacidade de aprender e armazenar conhecimento experimental. Prognose refere-se à predição, projeção ou qualquer outro procedimento que permita prever estoques de crescimento e, ou, de colheita em idades futuras. Considerando que em muitos casos é impossível realizar predição ou projeção de crescimento, devido a ausência ou limitação da base de dados, e que qualquer aplicação em manejo florestal exige a prognose da produção futura, foi idealizado este trabalho que visa desenvolver, treinar e aplicar uma rede neural artificial, para realizar a prognose da produção de povoamentos equiâneos de eucalipto. O trabalho foi realizado nas seguites etapas: complementação e atualização da revisão bibliográfica sobre o uso de redes neurais artificiais em ciência florestal; utilização do sistema de modelagem e prognose SifProg versão 5.0, para modelar o crescimento e a produção dos povoamentos selecionados; e construção, treino, aplicação e avaliação da eficiência de uma rede neural artificial para prognose da produção de povoamentos de eucalipto, no software Statistica 7.0. Os dados utilizados foram obtidos de inventários florestais contínuos conduzidos em povoamentos de eucaliptos no Estado de Minas Gerais, com diversos clones, idades, espaçamentos, municípios, altitudes, rotações, ciclos e regimes de corte. A rede selecionada neste estudo estimou os estoques de madeira com precisão de ±20%. Considerando que as estimações foram feitas em nível de parcela está faixa de erro é admissível no setor florestal. Em termos de projeção da produtividade média aos sete anos, na maioria das vezes, as redes construídas e treinadas resultaram em subestimações em relação aos resultados do SifProg, que é a referência de prognose. Os resultados apontam para a necessidade de construção de outros tipos de redes e de aplicação em maior escala.
UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / ENGENHARIA FLORESTAL CCA



USO DE TALCO NO CONTROLE DO INTUMESCIMENTO FILAMENTOSO NO TRATAMENTO DE EFLUENTE DE FÁBRICA DE PAPEL RECICLADO

WILIAM GOMES NUNES (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), HYGOR ARISTIDES VICTOR ROSSONI (Co-orientador/UFV), MATEUS SALOMÉ DO AMARAL (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), CLAUDIO MUDADO SILVA (Orientador/UFV)

O processo de lodos ativados é o mais usado para o tratamento biológico de efluentes. Sua eficiência depende da separação do lodo do efluente tratado no decantador. Diversas fábricas de celulose e papel têm enfrentado problemas nas estações de tratamento devido à má sedimentabilidade do lodo biológico, acarretando perda de eficiência. A má sedimentabilidade do lodo biológico geralmente está associada ao crescimento excessivo das bactérias filamentosas, ocasionando o intumescimento do lodo (bulking filamentoso). A adição de agentes que aumentem a densidade dos flocos pode proporcionar melhoria na separação do lodo. O objetivo deste estudo foi testar o uso de talco para o controle de perdas de sólidos no processo de lodo ativado com problemas de bulking. O lodo biológico utilizado foi obtido em uma fábrica de papel reciclado e possuía um alto teor de bactérias filamentosas da espécie TIPO 021N. O experimento consistiu de um sistema em batelada, operado com uma idade de lodo de 10 dias. Foram construídos cinco reatores biológicos e dosadas diferentes concentrações de talco: 0%, 25%, 50%, 75% e 100% em relação aos SSTTA (sólidos suspensos totais no tanque de aeração). As análises realizadas foram o IVL, sólidos e demanda química de oxigênio (DQO). Observou-se que adições sucessivas de talco contribuem para a redução do IVL, sendo que as dosagens de 75% e 100% em relação à concentração de sólidos no reator foram as mais eficientes. A presença do talco não interferiu na atividade biológica. No entanto, um dos problemas observados foi um elevado aumento na concentração de SSTTA, necessitando um maior descarte de lodo para a manutenção das condições operacionais. A adição do talco teve um efeito temporário, sendo necessárias adições repetidas para a manutenção de um IVL baixo.
UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / ENGENHARIA FLORESTAL CCA

  PROPRIEDADES DE BRIQUETES FABRICADOS COM FINOS DE CARVÃO DE Eucalyptus sp. E Schizolobium amazonium (PARICÁ)  

FÁBIO MACHADO CRUZ (Bolsista IC /projeto/UFV), ANGELICA DE CASSIA OLIVEIRA CARNEIRO (Co-orientador/UFV), BENEDITO ROCHA VITAL (Orientador/UFV), FLÁVIA ALVES PEREIRA (Não Bolsista/UFV), MARCIO AREDES MARTINS (Colaborador/UFV)

A fabricação de briquetes é uma forma de aproveitar os finos de carvão do processo de produção, processamento e transporte de carvão vegetal, transformando-os em matéria-prima, que associados ao adesivo adequado, dão origem a um produto de qualidade e com energia concentrada, aumentando a conversão energética do carvão. O objetivo deste trabalho foi avaliar a viabilidade técnica de briquetes produzidos a partir de finos de carvão vegetal, provenientes de Eucalyptus sp e Schizolobium amazonium (Paricá), e adesivos à base de silicato de sódio e amido de milho, para geração de energia. Avaliaram-se as seguintes propriedades: densidade aparente (g/cm³), poder calorífico superior (kcal/kg), materiais voláteis (%), teor de cinzas (%) e carbono fixo (%) dos briquetes produzidos, de acordo com as normas da ABNT. O experimento foi montado no sistema de fatorial tendo como variáveis: finos de carvão vegetal provenientes de S. amazonium, adicionado nas proporções de 0, 5, 10, 15 e 20%, aos finos de carvão de Eucalyptus sp., tipo de adesivo (amido de milho e silicato de sódio) e as granulometrias de 35 e 60 mesh. Para a produção dos finos, primeiramente procedeu-se a carbonização da madeira em mufla de laboratório. Posteriormente, o carvão produzido foi moído e peneirado até obter as granulometrias desejadas. As misturas de finos de carvão e adesivo foram homogeneizadas manualmente e prensadas, aplicando-se 9 toneladas por 1 minuto. De acordo com os resultados obtidos, pode-se concluir que os briquetes com adesivo de amido de milho e finos de carvão com granulometria de 35 mesh apresentaram o maior valor médio do poder calorífico, 6922.85 kcal/kg. O maior percentual médio de carbono fixo, de 62,68%, foi obtido pelos briquetes produzidos com adesivo de amido de milho e 5% de finos de carvão de S. amazonium.

 
UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / ENGENHARIA FLORESTAL CCA

  ENRAIZAMENTO DE MICROESTACAS DE CLONES DE Eucalyptus cloeziana F. Muell.

LÍVIA MARA LIMA GOULART (Estagiário voluntário/UFV), ALOISIO XAVIER (Orientador/UFV), LUCAS AMARAL DE MELO (Bolsista CNPq/UFV), SILVANO RODRIGUES BORGES (Bolsista CNPq/UFV)

 Eucalyptus cloeziana é uma espécie de grande importância para vários segmentos da atividade florestal, como na produção energética e para utilização como postes e mourões. Porém, seus plantios clonais são restringidos pela baixa predisposição ao enraizamento na propagação vegetativa desta espécie. Dessa forma, este trabalho objetivou avaliar o desempenho e o efeito da aplicação do AIB (ácido indolbutírico) no enraizamento de microestacas de três clones de Eucalyptus cloeziana na produção clonal de mudas. Foram utilizadas microestacas de três diferentes clones de E. cloeziana (M3, M5 e M14), obtidas a partir de microcepas de mudas micropropagadas estabelecidas em microjardim clonal. As microestacas de cada clone foram submetidas a quatro diferentes tratamentos com solução de AIB (0 mg.L-1, 1500 mg.L-1, 3000 mg.L-1 e 6000 mg.L-1). Aos 30 dias, foram avaliados o percentual de enraizamento das microestacas e, aos 70 dias, a sobrevivência e a altura das mudas obtidas. Os resultados obtidos para os três clones indicaram comportamentos semelhantes, aonde o maior percentual de enraizamento foi obtido com as microestacas sem utilização de AIB, com 91,7 % de enraizamento para o clone M3, 83,3% para o clone M5 e 91,7 % para o clone M14. Quanto à altura das mudas, maiores valores foram observados para as microestacas submetidas ao tratamento com 1.500 mg. L-1 de AIB, com 15,6 cm para o clone M3, 15,8 cm para o clone M5 e 15,8 para o clone M14. O percentual de sobrevivência, para os três clones, foi igual ao percentual de enraizamento. Assim, podemos concluir que devido ao fato das microestacas utilizadas serem provenientes de microcepas obtidas a partir de mudas micropropagadas, os clones apresentaram boa habilidade de enraizamento, decorrente do rejuvenescimento in vitro obtido.



UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / ENGENHARIA FLORESTAL CCA

  ESTUDO DE VIABILIDADE ECONÔMICA DA IMPLANTAÇÃO DA PLANTA PILOTO DE RECICLAGEM DE RESÍDUOS DAS INDÚSTRIAS MOVELEIRAS DO PÓLO DE UBÁ, MG, EM VIÇOSA, MG, PARA A CONFECÇÃO E VENDA DE BRIQUETES

DANIELLE BIAJOLI VIEIRA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), CLEUBER LÚCIO SILVA RODRIGUES (Estagiário voluntário/UFV), Wiliam Gomes Nunes (Colaborador/), Rogério Pinto Farage (Estagiário voluntário/), CLAUDIO MUDADO SILVA (Co-orientador/UFV), ANGELICA DE CASSIA OLIVEIRA CARNEIRO (Orientador/UFV), ANA AUGUSTA PASSOS REZENDE (Co-orientador/)

Os resíduos gerados no Pólo Moveleiro de Ubá, MG, tem sido caracterizados para subsidiar uma unidade piloto de reciclagem em Viçosa, MG, analisando a possibilidade de se briquetar os resíduos. Buscou-se conhecer as características dos resíduos otimizando as condições de queima do briquete. Realizaram-se análises de poder calorífico, densidade básica e composição química das cinzas, de acordo com as Normas técnicas ASTM (American Society for Testing Materials) D-2015-66 e ABNT-7190 /1997. Os resultados para poder calorífico para os grupos de resíduos variaram de valores de 4258,58 a 4596,91 Kcal/Kg, sugerindo influência dos adesivos usados na constituição dos painéis. A densidade básica variou dentre 424,21 para madeira maciça a 111,10 Kg/m3 MDF cru. Os resultados, de modo geral, apresentaram-se favoráveis à confecção de briquetes. Na briquetagem, as cargas transportadas são limitadas por peso a não por volume, utilizando-se a capacidade integral dos meios de transporte. Foram realizados estudos de viabilidade econômica para implantação da unidade piloto com: uma investigação das distâncias entre a cidade de Ubá, Viçosa e as principais metrópoles do país com potenciais mercados consumidores (Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória), uma pesquisa de preços de briquetes e dos custos do transporte. As distâncias consideradas foram: entre Ubá e Viçosa 58Km, e entre Viçosa e o mercado consumidor o máximo foi 625Km com custo máximo de transporte de R$ 2100,00. A análise do preço de frete foi realizada tomando-se a densidade média do briquete 1300 Kg/m³ e considerando transporte em um caminhão baú de 15m³ contendo 19500 Kg de briquetes a um preço médio de R$ 300,00 a tonelada de briquete, o que totalizaria um “preço de nota” de R$ 5850,00. O balanço realizado inferiu acerca da viabilidade da implantação da planta piloto até mesmo pra a situação mais desfavorável, com lucro mínimo de R$ 3750,00.


UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / ENGENHARIA FLORESTAL CCA

  INFLUENCIA DO NÚMERO DE FOLHAS DE MINIESTACAS DE Eucalyptus spp. SOBRE A SOBREVIVÊNCIA E O ENRAIZAMENTO

VITOR LEANDRO FONTES (Bolsista IC /projeto/UFV), ACELINO COUTO ALFENAS (Orientador/UFV), SÉRGIO RICARDO SILVA (Coordenador/), JOSÉ HENRIQUE BAZANI (Coordenador/), FLÁVIO LUIZ DE SOUZA (Coordenador/)

 

Na produção de mudas clonais de eucalipto por estaquia, durante a coleta é fundamental a padronização dos propágulos vegetativos, sendo o número de folhas um dos fatores que mais influencia o enraizamento. Este trabalho teve como objetivo determinar a influência do número de folhas de miniestacas sobre o enraizamento e a sobrevivência de mudas de Eucalyptus spp. O experimento foi conduzido no viveiro da Veracel Celulose S.A., em Eunápolis – BA, durante 45 dias. Foram utilizados dois clones híbridos “urograndis” e dois tratamentos, sendo T1 miniestacas contendo dois pares de folhas e T2 com um par de folhas. Empregou-se o delineamento de blocos ao acaso, com quatro repetições, onde cada tratamento foi composto por duas bandejas com capacidade para 176 tubetes, perfazendo um total de 16 bandejas. A sobrevivência das mudas foi avaliada aos 30 dias, após a primeira seleção, sendo avaliado também o tempo gasto para enraizamento das estacas. Para os dois clones, estacas com dois pares de folhas (T1) tiveram um ganho de 20% na sobrevivência e enraizaram mais precocemente que estacas com apenas um par de folhas (T2). Isto ocorre porque as folhas, especialmente as mais jovens, constituem fontes de carboidratos, reguladores de crescimento e outros compostos essenciais para a rizogênese. Concluiu-se que a sobrevivência foi influenciada pela quantidade de folhas por estaca e as miniestacas com dois pares de folhas foram superiores quando comparadas com àquelas com um par de folhas.



(VERACEL CELULOSE S.A. )


UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / ENGENHARIA FLORESTAL CCA

  POTENCIAL ENERGÉTICO DE RESÍDUOS DE MACAÚBA (Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd ex. Mart)  

FÁBIO MACHADO CRUZ (Bolsista IC /projeto/UFV), LAERCIO ANTONIO GONCALVES JACOVINE (Orientador/UFV), DIEGO DE PAULA TOLÊDO (Bolsista CNPq/UFV), ANGELICA DE CASSIA OLIVEIRA CARNEIRO (Co-orientador/UFV), BENEDITO ROCHA VITAL (Co-orientador/UFV)

A emissão de Gases de Efeito Estufa pode ser minimizada com a substituição de combustíveis fósseis por combustíveis renováveis, como os biocombustíveis que têm reduzidas gerações de materiais particulados, monóxidos de carbono e óxidos de enxofre. Este trabalho teve como objetivo determinar a densidade básica e o poder calorífico de resíduos de epicarpo e endocarpo de Macaúba (Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd ex. Mart), usada na produção de óleo para produção de biodiesel, para avaliar o seu potencial energético para geração de energia. A densidade básica foi obtida tomando como base a norma NBR 7190:1997. O poder calorífico foi determinado através de uma bomba calorimétrica adiabática, de acordo com a metodologia descrita pela norma da ABNT NBR 8633:1984 e pelas normas complementares NBR 5734 e NBR 6923.A densidade básica obtida no epicarpo foi de 0,456 g.cm-3 e do endocarpo de 1,077 g.cm-3. O poder calorífico do epicarpo foi de 4.942,73 Kcal.Kg-1 e do endocarpo de 5.048,83 Kcal.Kg-1. AUGUSTUS et al (2002), encontraram valores de poder calorífico de 4.980,3 Kcal.Kg-1 em sementes de Pinhão-manso (Jatropha curcas L.), RAGEL et al (2004) obtiveram um poder calorífico de 3.834,91 Kcal.Kg-1 em resíduos de mamona (Ricinus communis). Estes valores mostram que tanto o epicarpo quanto o endocarpo de Macaúba são fontes de geração de energia potencialmente utilizáveis, seja através da queima direta ou incorporação destes resíduos em briquetes para queima em caldeiras ou fornos para geração de calor.



 

Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5   6


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal