Ufv / XVIII sic / outubro de 2008 / química



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UFV / XVIII SIC / OUTUBRO DE 2008 / QUÍMICA CCE



CATÁLISE SUPRAMOLECULAR: EMPREGO DE CALIX[N]ARENOS EM REAÇÕES DE ESTERIFICAÇÃO

MILENA GALDINO TEIXEIRA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), SERGIO ANTONIO FERNANDES (Orientador/UFV), ANA CAROLINA LOPES DE BARROS BUENO (Estagiário voluntário/UFV), RICARDO NATALINO (Não Bolsista/UFV)


A redução das reservas de petróleo mundial e os numerosos problemas ambientais advindos de sua utilização têm levado a uma busca crescente pelo desenvolvimento de novas fontes de energia. Nas ultimas décadas, pesquisadores não têm poupado esforços na busca de matérias-primas renováveis para fontes de energia sustentáveis. Neste cenário, o biodiesel, que é produzido principalmente pela transesterificação alcoólica de óleos vegetais, catalisada por base, ácido ou enzimas, passou a ocupar um lugar de destaque em todo o mundo. Neste projeto, estamos particularmente interessados no desenvolvimento de sistemas supramoleculares como catalisadores para reações de esterificação. Os objetivos específicos foram: a síntese do ácido p-sufônicocalix[4]areno e sua aplicação como catalisador ácido para reações de esterificação. A síntese do p-tert-butilcalix[4]areno foi realizada através da condensação do p-tert-butilfenol com formaldeído em meio básico (NaOH) e aquecimento. A identificação de todos os compostos sintetizados neste trabalho foram feitas por meio de experimentos unidimensionais de RMN que foram realizados em espectrômetro Varian Mercury-300 (Bo= 7,05 T), operando a 300 MHz para 1H e espectroscopia no infravermelho. Foram sintetizados os seguintes compostos: p-tert-butilcalix[4]areno (55,5%), p-H-calix[4]areno (36,7%), ácido p-sulfônicocalix[4]areno (59,3%). O emprego do derivado sulfonado do calix[n]areno como catalisador em reações de esterificação apresentaram bons a excelentes rendimentos para os ésteres: Octadecanoato de metila 93,2%, Octadecanoato de etila 95,2%, Octadecanoato de propila 87,0%, Octadecanoato de 1-metiletila 93,0%, hexadecanoato de metila 99,9%, hexadecanoato de etila 99,9%, octadec-9-enoato de metila 56,8% e octadec-9-enoato de etila 86,9%. Os resultados descritos neste resumo são incentivadores, pois representam uma nova metodologia para a esterificação de ácidos graxos empregando novos catalisadores baseados na Química Supramolecular.(FAPEMIG e CNPq ).

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COMPLEXAÇÃO DE CLOROIDRATO DE OXIBUPROCAÍNA COM ÁCIDO P-SULFÔNICO CALIX[4]ARENO AVALIADO POR RMN DE 1H

SIMONE ZINATO MAIRINK (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), LUCAS MICQUEIAS ARANTES (Bolsista CAPES/UFV), EDER DO COUTO TAVARES (Bolsista CNPq/UFV), SERGIO ANTONIO FERNANDES (Orientador/UFV)

Anestésicos locais (ALs) são os fármacos mais utilizados no controle da dor aguda ou crônica. A utilização de ALs em cirurgias e no controle de dores agudas ou crônicas vem se desenvolvendo ao longo dos anos. Entretanto, um desafio seria o aumento da potência desses fármacos sem o aumento proporcional da sua toxicidade. Neste sentido, a administração de ALs pode ser melhorada desenvolvendo-se sistemas de liberação controlada de fármacos visando prolongar a duração da ação anestésica, e também o índice terapêutico dos mesmos. Entre os vários sistemas de liberação controlada de fármacos, a complexação com calix[n]arenos pode ser uma alternativa. Os calix[n]arenos vem merecendo destaque pelo seu grande potencial como transportador de fármacos, por sua habilidade em formar complexos de inclusão não-covalentes e reversíveis com vários fármacos de tamanhos e polaridades apropriados, melhorando suas propriedades, como solubilidade, estabilidade ou biodisponibilidade. Técnicas de RMN foram empregadas para obter informações sobre as interações entre Oxibuprocaína (1) e o ácido p-sulfônico calix[4]areno (2) em solução aquosa. Análises preliminares revelaram que os hidrogênios de (1) sofreram grande variação nos deslocamentos químicos na presença de (2) (0.29-0.87 ppm), indicando interações entre o grupo amônio de (1) e o grupo SO3H de (2), e sugerindo a inserção do grupo alquil do éter na cavidade de (2). Nós também estabelecemos a estequiometria do complexo 1/2, usando o método de Job e a estequiometria predominante é de 1:1. A formação do complexo 1/2 abre pespectivas para o potencial uso de (2) em novas formulações terapéuticas de ALs, buscando aumentar a biodisponibilidade e/ou diminuir a toxidade sistemica de oxibuprocaína, em procedimentos anestésicos. ( FAPEMIG e CNPq )

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COMPLEXOS DE COBRE (II) DERIVADOS DE BIS(4,6-DIMETIL-2-MERCAPTOPIRIMIDIL)ALCANOS

RICARDO SOARES MOTA (Bolsista IC /projeto/UFV), JOSE ROBERTO DA SILVEIRA MAIA (Orientador/UFV), VANY P. FERRAZ (Colaborador/)

Compostos de cobre (II) apresentam capacidade fungicida apreciável. Complexos com este íon metálico apresentam uma variedade de número de coordenação. O objetivo deste trabalho foi sintetizar complexos de cobre (II) derivados de ligantes provenientes da reação entre a 4,6-dimetil-2-mercaptopirimidina com dibromoalcanos. Os ligantes foram sintetizados reagindo a 4,6-dimetil-2-mercaptopirimidina com KOH na primeira etapa seguido de reação com o dibromoalcano apropriado, Br2(CH2)n (n = 1, 2, 6), para a produção de três ligantes de fórmula geral bis (4,6-dimetil-2-mercaptopirimidil)(CH2)n. As reações de complexação foram promovidas pela reação entre o CuCl2.2H2O com os ligantes na proporção de 1:1 e 2:1 (metal/ligante), com agitação em etanol, variando as condições de adição do ligante. Foram obtidos ligantes e complexos com bom rendimento (de 50% a 95%). Os espectros no infravermelho dos ligantes mostraram bandas características de estiramento C=C e C=N por volta de 1580-1530 cm-1 as quais sofreram um deslocamento para alta frequência de cerca de 10 cm-1 indicando coordenação com o nitrogênio do grupo pirimidil. Bandas na faixa de 500 a 400 cm-1 foram atribuídas ao estiramento da ligação Cu-N e, uma banda entre 340 e 320 cm-1 foi atribuída ao estiramento da ligação Cu-Cl indicando uma configuração trans para os átomos de cloro. A análise por Cromatografia por Exclusão de Tamanho (GPC) mostrou que os compostos apresentaram uma massa molar média consistente com a formação de espécies oligoméricas. Concluímos que houve a formação de um novo composto de coordenação entre os bis(4,6-dimetil-2-mercaptopirimidil)alcanos e o Cobre(II), onde o átomo de cobre está coordenado ao nitrogênio do grupo pirimidil formando oligômeros.

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COMPLEXOS DE Cu(II) DERIVADOS DO BIS(2-MERCAPTOPIRIDIL)ALCANOS

CAMILA VARGAS GARCIA (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), LILIAN BERLINI (Bolsista IC /projeto/UFV), JOSE ROBERTO DA SILVEIRA MAIA (Orientador/UFV)

Ligantes bis (2-mecaptopiridil)alcanos possuem uma estrutura química na qual tanto o átomo de nitrogênio quanto o átomo de enxofre podem se coordenar a centros metálicos. Compostos poliméricos e complexos supramoleculares, baseados em ligantes ambidentados e centros metálicos, representam um dos campos mais desenvolvidos da química de coordenação. Um dos aspectos relevantes quimicamente desses compostos é devido aos seus potenciais como materiais biologicamente ativos. O objetivo desse trabalho foi sintetizar e caracterizar complexos de Cu(II) derivados do bis(2-mecaptopiridil)(CH2)n (n=1, BMPM; n=6, BMPH). A caracterização dos complexos foi feita através da espectroscopia no infravermelho. A reação 2:1 (M-L) entre o cloreto de cobre (II) com esses ligantes foi processada em etanol. Os complexos de Cu(II) com BMPM e BMPH são sólidos verdes e foram obtidos com rendimentos de 21% e 31%, respectivamente. O infravermelho dos complexos apresentou bandas fortes na região de 1594-1555 cm-1 as quais correspondem ao estiramento ν(C=N + C=C) presentes no anel piridínico. Observou-se que para todos os complexos obtidos houve deslocamento das bandas atribuídas ao estiramento das ligações C=N e C=C, indicando uma forte interação do centro metálico via o átomo de nitrogênio do grupo piridil. Na região de baixa freqüência atribuiu-se bandas relativas ao estiramento das ligações Cu-N e Cu-Cl, as quais evidenciam a ocorrência de coordenação. Observou-se apenas uma banda relativa à ligação Cu-Cl, sugerindo assim a formação de complexos de isomeria trans.

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EFEITO DO PARSOL E EUSOLEX E SEUS COMPLEXOS DE COBRE (II) EM CÉLULAS CANCERÍGENAS HUMANAS

PAULA ALINE DA SILVA ABRANCHES (Bolsista FUNARBIC/UFV), SERGIO ANTONIO FERNANDES (Orientador/UFV), Ana Lúcia Tasca Góis Ruiz (Colaborador/), João Ernesto de Carvalho (Colaborador/), Ângelo de Fátima (Colaborador/)

Parsol (1) e Eusolex (2) são derivados do dibenzoilmetano e atualmente são constituintes solúveis em óleos utilizados em protetores solares para completa absorção dos espectros dos raios ultravioletas. Embora as habilidades em absorver luz ultravioleta de 1 e 2 sejam bem estabelecidas, pouco se sabe sobre suas potenciais atividades antiproliferativas. O objetivo deste trabalho foi investigar as atividades antiproliferativa contra células tumorais humanas de 1 e 2 e de seus correspondentes complexos com cobre (II). Os complexos metálicos de 1 e 2 foram obtidos tratando-se estes compostos com cloreto de cobre (II) em metanol e água sob refluxo por 4 horas. O sólido formado foi filtrado e caracterizado por espectroscopia no infravermelho. As atividades antiproliferativas de 1, 2 e de seus respectivos complexos metálicos foram avaliadas para as seguintes linhagens de células de tumor humano: melanoma (UACC-62), mama (MCF-7), rim (786-0), pulmão (NCI-H460), próstata (PC-3), ovário (OVCAR-3), colon (HT-29) e leucemia (K562). Os compostos 1, 2 e seus correspondentes complexos de cobre (II) foram utilizados em concentrações na faixa de 0,25-250 µg/mL. Doxorrubicina foi utilizada como controle positivo. A inibição do crescimento total (TGI) foi determinada após 48h de exposição das células. O CuCl2 também foi testado nas células de câncer, apresentando atividade em (UACC-62) e (HT-29). O Parsol e o Eusolex apresentaram uma maior potência para inibir o crescimento de células cancerígenas em quase todas as linhagens; exceto nas células (786-0) onde o complexo 1-Cobre(II) foi mais eficaz. As atividades antifúngicas e antibacterianas, destes compostos estão sendo avaliadas em nossos laboratórios. (FAPEMIG e CNPq)

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EFEITO DA ADIÇÃO DE NaCl SOBRE DIAGRAMAS DE FASES DE SISTEMAS COM TENSOATIVOS COMERCIAIS

EDNEY GERALDO DA SILVEIRA FIRMIANO (Estagiário voluntário/UFV), ALEXANDRE GURGEL (Orientador/UFV)


Tensoativos são substâncias capazes de reduzir a tensão interfacial entre um solvente polar e outro apolar, ou de solventes puros, podendo favorecer a formação de sistemas auto-organizáveis, termodinamicamente estáveis. Pode-se obter uma rica variedade destes sistemas ao variar parâmetros como concentração de tensoativos, presença de sal ou temperatura. Neste trabalho, investigou-se o comportamento de diagramas de fases pseudoternários construídos a partir do tensoativo não-iônico da linha Triton®, com n-heptano (como fase oleosa), butan-1-ol (como cotensoativo) e água destilada pura (como fase aquosa), observando-se o efeito da adição de diferentes quantidades de cloreto de sódio (NaCl) à fase aquosa. Os tensoativos (T) utilizados foram da família do (1,1,3,3-Tetrametilbutil)-fenil-polietileno glicol, particularmente Triton® X100 e Triton® X114, que distinguem-se em função do grau de etoxilação de suas moléculas, com certo grau de polidispersão. Os diagramas de fases foram construídos a partir do método de titulação e por pontos, procurando investigar toda a área delimitada por um triângulo eqüilátero típico. As amostras foram analisadas visualmente, com relação a estabilidade e transparência. Testaram-se as razões mássicas C/T = 0,5 e C/T = 1,0, onde C denota o conteúdo em cotensoativo. Para o estudo do efeito da adição de sal utilizaram-se soluções salinas a 0,5% e 1,0% m/v. A adição de eletrólitos (NaCl) não promoveu mudanças significativas sobre os diagramas de fases dos sistemas investigados, o que era esperado por termos usado um tensoativo não-iônico. Isto demonstra a estabilidade dos sistemas microemulsionados gerados quando da alteração da força iônica do meio. Tal comportamento se torna muito interessante ao analisarmos, por exemplo, a aplicabilidade destes sistemas microemulsionados na recuperação de áreas afetadas por derramamento de petróleo onde a concentração salina na água é muito elevada. (FUNARBE/UFV).


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ESTERIFICAÇÃO DE ÁCIDOS GRAXOS PARA PRODUÇÃO DE BIODISEL CATALISADA POR COMPOSTOS DE ESTANHO

SORAIA CRISTINA GONZAGA NEVES (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), MARCIO JOSE DA SILVA (Orientador/UFV), ABINEY LEMOS CARDOSO (Não Bolsista/UFV)

Atualmente há uma grande busca por novas fontes de energia para a substituição de combustíveis fósseis tanto por motivos econômicos quanto ambientais. O Biodiesel é uma alternativa atraente, pois além de ser renovável é menos poluente que o diesel por emitir menos gases. Este biocombustível pode ser produzido por reações de esterificação de ácidos graxos livres presentes em óleos vegetais, normalmente empregando-se ácidos minerias como o H2SO4. Entretanto, este catalisador além de ser corrosivo, de difícil manipulação, e gerar muitos efluentes devido a necessidade de posterior neutralização dos produtos, é também não reutilizável. Dessa forma, desenvolver novos catalisadores ácidos que não corroam os reatores e sejam ambientalmente atrentes torna-se de grande interesse tecnológico e econômico. Neste trabalho foi primeiramente estudado SnCl2(H2O)2 e depois foram estudados alguns complexos de estanho já obtidos comercialmente, assim como óxidos de estanho e organocompostos. As reações foram feitas da seguinte maneira. Primeiramente, adicionou-se o catalisador em solução de etanol em um reator tritubulado e então esta mistura foi aquecida até temperatura de refluxo. O substrato (ácido graxo ou óleo) foi então adicionado e a reação conduzida em média por 4 horas. A monitoração foi feita por titulação do ácido graxo remanescente com solução etanólica padronizada de NaOH. Os catalisadores avaliados foram SnCl2(H2O)2,  SnCl(C6H5)3, SnCl2(C6H5)2 e SnCl(CH3)em fase homogênea, SnO e SnO2 em fase heterogênea. Estas reações foram monitoradas também por cromatografia gasosa e os produtos analisados por comparação com padrões cromatográficos e por análise de cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas.  Dentre os catalisadores avaliados, o cloreto de estanho mostrou-se o mais ativo. Estudos de reciclagem e reutilização do catalisador estão em progresso no Laboratório de Catálise do DEQ.

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ESTUDO DA PARTIÇÃO DE AGENTES COMPLEXANTES EM UM SISTEMA AQUOSO BIFÁSICO CONSTITUÍDO POR L35 E MgSO4

TONIMAR DOMICIANO ARRIGHI SENRA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), LUIS HENRIQUE MENDES DA SILVA (Orientador/UFV), MARIA DO CARMO HESPANHOL DA SILVA (Co-orientador/UFV)

Os métodos analíticos utilizados para determinação de metais, geralmente, fazem uso da extração líquido-líquido (ELL) tradicional, onde se utiliza solventes orgânicos. Entretanto com o surgimento da Química Verde, têm-se procurado o desenvolvimento de metodologias limpas para a determinação de diversos analitos. O sistema aquoso bifásico (SAB) é um sistema de ELL menos poluente que a ELL tradicional, pois é constituído majoritariamente por água, um polímero biodegradável e um eletrólito. Tiocianato, iodeto, 1-nitroso-2-naftol (1N2N) e 1-piridil-2-azo-naftol (PAN) são largamente utilizados para a determinação de íons metálicos. Assim estudou-se a partição desses complexantes em um SAB formado pelo copolímero L35 e MgSO4, bem como o comportamento dos mesmos em diferentes valores de pH do meio. As concentrações de I- e SCN-, na fase superior (FS) e fase inferior (FI) do SAB, foram determinadas por titulação e as concentrações de 1N2N e PAN foram determinadas por espectrometria de absorção molecular na região do UV/vis. A partir dessas concentrações obteve-se o coeficiente de partição dos complexantes (Kcomplexante) na condição de maior comprimento de linha de amarração (CLA), onde os seguintes valores foram encontrados: KI-= 5,315, KSCN-= 4,064, K1N2N= 1,774x103, KPAN= 7,836x104. Observou-se que a partição dos complexantes é influenciada pela composição do SAB, pois em linhas de amarração maiores os Kcomplexante são maiores. E que os complexantes hidrofílicos I- e SCN- não são influenciados pelo pH do meio, ao contrário dos complexantes hidrofóbicos 1N2N e PAN.
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ESTUDO DA PARTIÇÃO DE Co(II) E Zn(II) EM SISTEMA AQUOSO BIFÁSICO L35/SULFATO DE MAGNÉSIO NA PRESENÇA DOS EXTRATANTES 1-NITROSO-2-NAFTOL E 1-PIRIDIL-2-AZO-NAFTOL

IGOR JOSÉ BOGGIONE SANTOS (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), LUIS HENRIQUE MENDES DA SILVA (Orientador/UFV), MARIA DO CARMO HESPANHOL DA SILVA (Co-orientador/UFV)

Neste trabalho investigou-se o comportamento de distribuição dos íons metálicos Co(II) e Zn(II) em um sistema aquoso bifásico (SAB) constituído por um copolímero tribloco (L35), MgSO4 e H2O estudando-se dois parâmetros: o efeito da variação de pH na porcentagem de extração (%E) dos metais, utilizando quantidades fixas de agentes complexantes hidrofóbicos (1-nitroso-2-naftol (1N2N) ou 1-piridil-2-azo-naftol (PAN)), e o efeito da variação da concentração destes agentes complexantes na %E. Para tal, preparou-se soluções estoque do sal (MgSO4) e de polímero (L35) nos diferentes pHs desejados. Na solução de sal, adicionou-se o metal e na de polímero, o complexante. Após isso, 2,0000 g de cada solução estoque foram adicionados em um tubo de ensaio, o qual foi agitado manualmente por 5 minutos, centrifugado por 10 minutos e deixado em banho termostático a 25ºC por 24 horas. Recolheu-se, então, a fase superior, diluiu-a e determinou-se a concentração do metal através da espectrometria de absorção atômica com chama. No estudo da extração de Co(II), utilizando 1N2N, a %E em pH 11,0 (melhor pH extrator para ambos os complexantes) foi igual a 85 %, enquanto que para o extrator PAN a extração foi igual a 60 %. Para o Zn(II) quando se utilizou o 1N2N a %E foi igual a 60 % e quando o PAN foi utilizado a %E = 70 %. No estudo da proporção do agente extrator verificou-se que a %E foi de 100 % para ambos os metais utilizando o 1N2N e uma %E de aproximadamente igual a 40 % para os mesmos utilizando PAN. Dessa forma, pode-se concluir que o SAB L35/MgSO4/H2O é um sistema eficiente para extração de Co(II) e Zn(II) na presença de 1N2N em pH =11, podendo ser aplicado futuramente a extração desses metias em amostras reais. (FAPEMIG)

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ESTUDO DA QUITOSANA - Fe(III) - RETICULADA PARA A ADSORÇÃO E REMOÇÃO DE ARSÊNIO(V) DE ÁGUAS DA REGIÃO DO QUADRILÁTERO FERRÍFERO – MG

MARCELA RIBEIRO COURA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), CRISTIANE PEREIRA DE OLIVEIRA (Bolsista CNPq/UFV), CARLOS ROBERTO BELLATO (Orientador/UFV), BÁRBARA SÁBATO ROCHA (Estagiário voluntário/UFV)

O arsênio é reconhecido como carcinogênico e em ambientes aquáticos pode ser encontrado nas formas inorgânicas, As(III) e As(V), e em formas orgânicas. O objetivo do trabalho foi avaliar a eficiência da Quitosana - Fe (III) - Reticulada (QTS-Fe- R) na adsorção e remoção do arsênio(V) de águas superficiais e subterrâneas. Nos estudos de capacidade de adsorção, 50,00 mg de QTS-Fe-R, contendo 46,50 mg de Fe3+ por grama de polímero foram mantidos em contato com diferentes concentrações de arsenato (1,00 – 160,00 mg L-1) em pH 7,0, com temperatura controlada de 25 °C e sob agitação constante por 60 minutos. O polímero foi removido por filtração e o arsenato foi determinado pelo método de EAA-GH. A capacidade de adsorção ficou em 39,2 mg de arsenato por grama do adsorvente. Sendo que estes valores foram calculados através do modelo de adsorção de Langmuir. O processo de adsorção mostrou-se mais adequado em valores de concentração inicial menor 7,00 mg L-1 de arsenato, uma vez que proporcionou uma concentração residual de arsenato menor que 10,00 mg L-1, tornando-o próprio para o tratamento de águas, pois a concentração máxima permitida de arsênio em água potável é de 10,00 µg L-1. Os processos de adsorção e remoção do As(V) pela QTS-Fe-R foram aplicados em amostras de águas de minas, torneira de uma residência e de um rio da cidade de Ouro Preto, MG, tendo alcançado uma remoção de até 99,9%. A regeneração do adsorvente foi conseguida com uma solução de ácido cítrico 1,00 mol L-1, alcançando 97,5%, o que possibilitou a sua reutilização.

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EXTRAÇÃO DE CD(II) E FE(III) UTILIZANDO SISTEMAS AQUOSOS BIFÁSICOS CONSTITUÍDOS POR COPOLÍMERO L35 E SULFATO DE MAGNÉSIO

PAMELA DA ROCHA PATRICIO (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), MARIA DO CARMO HESPANHOL DA SILVA (Orientador/UFV), LUIS HENRIQUE MENDES DA SILVA (Co-orientador/UFV)

Neste trabalho foi estudado o comportamento da extração dos íons metálicos Cd(II) e Fe(III) em um sistema aquoso bifásico (SAB) formado pelo copolímero tribloco de massa molar 1900 g mol-1 e sulfato de magnésio, em função da quantidade de extratante adicionado ao SAB. Os sistemas aquosos bifásicos são sistemas de extração líquido-líquido ambientalmente seguros, pois estes são formados majoritariamente por água, e os demais constituintes não são tóxicos e nem inflamáveis. Estas características os diferem de sistemas de extração convencionais que utilizam solventes orgânicos. Desta forma esse trabalho possibilitou o desenvolvimento de um novo sistema de extração menos poluente. O SAB foi preparado adicionando-se a um tubo de ensaio 2,0000 g de uma solução do copolímero, contendo extratante (tiocianato (SCN-), iodeto (I-) ou 1-nitroso-2-naftol (1N2N)) e 2,0000 g da solução de MgSO4, contendo metal (Cd(II) ou Fe(III). Os sistemas foram preparados em triplicatas, assim como os respectivos brancos, foram agitados por cinco minutos, centrifugados por 15 min e permaneceram por 24 h em um banho termostático. Então, recolhia-se uma alíquota da fase superior e fazia-se uma diluição apropriada com água deionizada. As concentrações dos metais foram determinadas por um espectrômetro de absorção atômica com chama, através dessa concentração obtinha-se a porcentagem de extração (%E). Na presença de SCN- a %E de Cd(II) foi de 100 %, na presença de I- obteve-se %E = 95 % e utilizando 1N2N em pH = 11,0 obteve-se uma %E = 54%. Já na extração de Fe(III), utilizando SCN obteve-se uma %E = 38 %, na presença de I- não foi verificada uma extração notável (%E < 1,0 %). Portanto, o SAB é uma eficiente técnica de extração para cádmio e um método seletivo para o ferro uma vez que sua extração não foi considerável em presença de I- e 1N2N.(FAPEMIG)

 

 




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