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O CRISTÃO

e a


MÚSICA ROCK

Um Estudo dos


Princípios Bíblicos

da Música
Editor

Samuele Bacchiocchi
COLABORADORES:

Samuele Bacchiocchi, Calvin M. Johansson,

Brian Neumann, Eurydice V. Osterman,

Güenter Preuss, Tore Sognefest,

Wolfgang H. M. Stefani
Copyright 2000

Samuele Bacchiocchi


Informações para Contato:

BIBLICAL PERSPECTIVES

4990 Appian Way

Berrien Springs

Michigan 49103, USA
Fone (616) 471-2915

Fax (616) 471-4013


E-mail: sbacchiocchi@qtm.net

Web site: http://www.biblicalperspectives.com




Tradução:

Mauro Brandão (brandao7@terra.com.br )

e

Levi de Paula Tavares ( levipt@yahoo.com.br )


Revisão:

Levi de Paula Tavares ( levipt@yahoo.com.br )


Revisão Final:

Giacomo Molina Filho


Tradução e divulgação realizadas mediante autorização por escrito do autor

Capítulo 1
UMA VISÃO GERAL
DAS QUESTÕES DO
DEBATE SOBRE MÚSICA
por:
Samuele Bacchiocchi

“Balançar ou não balançar”, eis a pergunta crítica que “balança” muitas igrejas Cristãs hoje em dia, inclusive um número crescente de igrejas Adventistas do Sétimo Dia. Há uma geração atrás havia concordância quase universal de que a música rock, em qualquer versão, era imprópria para o uso pessoal e para o uso na igreja. Naquela época, os jovens que quisessem escutar “música mundana” tinham que procurar um lugar escondido, longe do ouvido de seus pais, professores, e até mesmo de alguns de seus amigos. Hoje, se um adolescente cristão quiser escutar a mesma “música mundana” – e, em muitos casos, muito pior – ele poderá fazê-lo com o encorajamento de sua família, igreja, escola cristã, e amigos. Não é incomum ouvir música rock tocando em alto volume nos dormitórios de escolas e faculdades adventistas.

Francamente, tenho que confessar que foi apenas em 1999 que me dei conta da popularidade crescente do rock “cristão” nas igrejas adventistas. Alguns podem zombar de mim, dizendo que eu devia estar morando na lua. Talvez fosse verdade. Fiquei tão absorvido em minhas atividades de pesquisar, escrever e dar palestras, que não observei o novo desenvolvimento musical em minha própria igreja adventista. Isto pode ser em parte devido ao fato de que até 1999, em meu ministério itinerante ao redor do mundo, eu ainda não havia sido confrontado com bandas de rock reais tocando em igrejas adventistas antes de meu sermão. Por “bandas de rock” quero dizer meia dúzia de jovens tocando instrumentos padrão: guitarras elétricas amplificadas, contrabaixo elétrico, bateria e instrumentos de teclado, como sintetizadores. A primeira vez que testemunhei tais grupos tocando antes de minha pregação foi em 1999, durante meus compromissos para falar na América do Norte e no exterior.
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Numa reunião de jovens adventistas no exterior, certa noite, testemunhei pela primeira vez um grupo de jovens de aparência hippie, tocando música rock com uma batida pesada, explodindo em elevados decibéis, com luzes piscando, efeitos com fumaça, e todos os acessórios típicos de uma boate. Ninguém poderia dizer sobre o que eles cantavam, porque o volume excessivo da música abafava as palavras. Verdadeiramente, foi uma experiência chocante para mim. Eu me senti como se tivesse aterrisado numa casa noturna e não em um lugar de adoração

Poucas semanas mais tarde tive algumas experiências semelhantes em igrejas adventistas na América do Norte. Quando compartilhei estas experiências com os mais de 7.000 inscritos em meu “Boletim Informativo Endtime Issues”, recebi centenas de mensagens de e-mail de diferentes partes do mundo. Todas elas expressavam a mesma preocupação sobre grupos de rock tocando música imprópria em suas igrejas, escolas, ou reuniões de jovens. Aliás, para receber o boletim informativo quinzenal grátis, simplesmente me escreva pedindo através do meu e-mail > (N.T. – Este boletim é fornecido em inglês e o pedido também deverá ser encaminhado neste mesmo idioma.)

Os relatos que chegaram de muitos países me forçaram a tomar consciência da gravidade da situação. Para mim ficou evidente que a adoção de música do tipo rock não é mais um problema isolado, mas uma tendência mundial que está ganhando impulso nas igrejas adventistas, assim como no resto do mundo cristão. Muitos leitores de meus boletins informativos encorajaram-me para que abordasse o assunto em um livro. Inicialmente fiquei relutante em faze-lo, porque não sou autoridade em música.

Surpreendentemente, doze músicos profissionais, de diferentes partes do mundo, ofereceram-se para contribuírem com capítulos para este estudo. Tomei isto como um sinal de que deveria levar adiante este projeto. Decidi que podia abordar a questão da música rock numa perspectiva bíblica, histórica e ética, enquanto músicos competentes examinariam os aspectos musicais do rock mais diretamente. O projeto decolou e, pela graça de Deus, foi terminado num tempo recorde de aproximadamente seis meses.


Um Esclarecimento Necessário. Antes de prosseguirmos na explicação dos objetivos, procedimentos, e conteúdo global desse livro, é importante limparmos o ar de possíveis concepções erradas. O alvo deste estudo não é rejeitar toda música contemporânea como sendo “rock”. Acredito que não falo só por mim mesmo, mas também pelos contribuintes deste projeto quando digo que há muitas canções contemporâneas com músicas e palavras apropriadas para a adoração divina.

Durante os últimos dez anos preguei em muitas igrejas adventistas onde pequenos grupos conduzem o “Serviço de Louvor”, usando


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hinos e canções contemporâneas que são normalmente projetadas em uma tela. Algumas dessas canções são triviais e superficiais na melodia e na letra, mas o mesmo também é verdade para alguns hinos. Posso suportar alguns corinhos triviais repetindo a mesma palavra ad nauseam, contanto que eles não sejam o único repertório do culto na igreja.

Porém, algumas das canções contemporâneas exalam genuína devoção, tal como “Como o cervo anseia pelas correntes das águas, assim a minha alma anseia por ti, ó Deus!” Tanto a melodia quanto as palavras desta canção, expressam adequadamente o anelo espiritual de uma alma sincera. Assim, seria injusto rotular todas as canções contemporâneas como “rock”. Aliás, meu filho mais novo, Gianluca, me informou que a música “Bem-vindos ao Lar, Filhos” (N.T. - Trata-se da música “Welcome Home Children”, de Adrian King. Esta música será citada outras vezes), que nós usamos numa gravação especial em vídeo alguns anos atrás intitulada “Sabbath in Songs”, é uma canção contemporânea. Isto me mostrou que usei música contemporânea em meu ministério sem nem me aperceber disto.

Para mim, o critério não é se uma canção é velha ou contemporânea, mas sim se sua música, letra e a maneira de cantar estão em conformidade com o princípio bíblico da música de adoração. Ao contrário das concepções erradas prevalecentes, a Bíblia diferencia claramente a música usada para o entretenimento social e a música digna da adoração a Deus. Esta distinção vital é apresentada no Capítulo 7, “Princípios Bíblicos de Música” que é o mais longo e, provavelmente, o mais importante deste livro.

Alguns leitores do Capítulo 7 se surpreenderão ao descobrirem que nos tempos bíblicos, a música e instrumentos associados ao entretenimento social (o qual era principalmente de natureza religiosa), não eram permitidos no serviço de adoração do Templo, da sinagoga, e da igreja primitiva. Não há nenhuma dúvida de que o povo de Deus, nos tempos bíblicos, diferenciava claramente entre a música sacra usada para a adoração divina e a música secular empregada para o entretenimento social. Aqueles que negam este fato precisam fazer um pouco de lição de casa.

Algumas canções contemporâneas estão em conformidade com o princípio bíblico de música para adoração. Por exemplo, a canção mencionada anteriormente “Welcome Home Children”, tem uma melodia e letra que falam ao meu coração quando cantadas reverentemente. Atente às palavras:
Um grande dia está chegando

os portões do céu amplamente se abrirão,

e todos nós que amamos ao Senhor entraremos.

Unidos com nossos familiares

que em Jesus Cristo morreram

nossa vida eterna juntos começaremos.


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É difícil não se comover pela música e mensagem desta canção contemporânea. Esperamos que estas experiências e comentários pessoais assegurem aos leitores que este livro não foi escrito por um “grupo de fanáticos” determinados a atacar toda a música contemporânea como “rock satânico”. Nosso objetivo é sermos construtivos e não destrutivos. Queremos ajudar os cristãos sinceros, de todas as correntes de opinião, a entenderem melhor os princípios bíblicos que deveriam nos guiar na escolha da música apropriada para uso pessoal e para o uso na igreja.
Objetivos Deste Livro. Este estudo tem dois objetivos principais. O primeiro é ajudar as pessoas a entenderem o que faz a música rock ser tão diferente de qualquer outra forma de música. Por que é que a música rock foi a maior propagadora dos valores morais, sociais e estéticos durante os últimos cinqüenta anos? O que faz a música rock ser tão atraente e irresistível para tantas pessoas ao redor do mundo, apesar de seus valores revolucionários, anticristãos e contraculturais? Há algo único na estrutura da própria música rock que a faça substancialmente diferente e mais atrativa do que qualquer outra forma de música? Quais são os problemas em transformar a música rock em um meio para a adoração e o evangelismo cristãos? Estas perguntas importantes são examinadas em vários capítulos, conforme explicado abaixo.

O segundo objetivo deste estudo é determinar os principais princípios bíblicos da música. Estes princípios são formulados nos Capítulos 6 e 7. O primeiro considera de que forma as crenças exclusivas dos Adventistas do Sétimo Dia, como o Sábado, Santuário, e Segundo Advento deveriam causar um impacto no culto de adoração, inclusive na música. O segundo examina os ensinos globais da Bíblia relativos à música. Outros capítulos contribuem de diferentes maneiras para definir princípios bíblicos ao fazermos boas escolhas musicais.

A introdução é dividida em duas partes. A primeira define as frases “música rock” e “Música Cristã Contemporânea (MCC)”. Considerando-se que estas duas frases são usadas freqüentemente ao longo deste estudo, queremos que o leitor saiba o que queremos dizer com elas. Esta seção também inclui as notas de reconhecimento e uma explicação sobre o procedimento e o estilo. A segunda dá uma visão geral dos principais assuntos aos quais nos referimos neste livro. Esta seção ajudará os leitores a entenderem quais são alguns dos importantes assuntos na controvérsia acerca da música.
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Parte 1
DEFININDO OS TERMOS
Música Rock. Definir a “música rock” é uma tarefa das mais difíceis porque, como explica Güenter Preuss no Capítulo 11 deste livro, “durante seu meio século de existência, ela gerou uma tribo inteira de crianças e netos. Os velhos ‘Stones ainda estão ‘rolando’, tornando-se os avôs literais dos mais novos adeptos do techno e do rap. O velho, chamado ‘Rock ‘n’ Roll’, casou-se com todos os tipos de mulheres famosas, as quais deram a luz a bebês café com leite, como jazz-rock, classic-rock, rock latino, rock político, entre outros.

Nenhuma droga foi deixada intocada, levando ao rock psicodélico, ácido, e às festas ‘rave’, animadas com ‘ecstasy’. Os adeptos do techno reivindicam que sua música é um mundo próprio, e não apenas um outro estilo de ‘rock’.... Os elementos musicais básicos do rock, incluindo ‘o rock cristão’, são volume, repetição e batida. É uma música desenvolvida para não ser ouvida, mas para ser sentida, para afogar-se nela. ‘Ligar, mergulhar e viajar’, este é o lema e o efeito procurado.... A letra é secundária à música. Pesquisadores falam sobre uma ‘audição indicativa’, que significa que a menção de uma palavra ou de uma frase curta é suficiente para evocar o assunto e incitar as emoções do ouvinte. Cada uma das centenas de grupos diferentes da cultura jovem tem sua própria ‘audição indicativa.’“ 1

A definição de Preuss de “música rock” se aplica especificamente ao rock secular. Neste estudo, porém, a frase “música rock” é freqüentemente usada com um significado mais amplo. Inclui toda a música, seja secular ou religiosa, onde o ritmo, texto, artistas, e práticas de apresentação imitam a música e os músicos de rock, estimulando as pessoas fisicamente em lugar de os elevar espiritualmente. Em outras palavras, a frase “música rock” é usada neste livro com o significado amplo de música popular usada hoje em dia para o entretenimento, e que é freqüentemente chamada de “música popular”. Na realidade, nos Capítulos 9 e 10, o Prof. Calvin Johanssen usa a frase “música popular” como um termo que inclui todas as várias versões de música rock secular e religiosa.

Para ilustrar minha definição mais ampla de “música rock”, deixe-me compartilhar uma experiência. Fui convidado para falar em uma igreja onde um grupo de rock com quatro jovens dirigiam o cântico. Algo surpreendente aconteceu quando eles dirigiram o cântico do hino “Preciosa Graça”. Não demorou muito até que toda a congregação estivesse em um estado de espírito variável. Alguns até saíram dos


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bancos e começaram a exibir passos de dança nos corredores. Era evidente que o modo como o grupo estava tocando o hino, com a batida típica do rock, tinha levado as pessoas a se esquecerem das palavras do hino, que não é um convite para dançar, mas sim para refletir na maravilhosa graça de Deus “que salvou um pecador qual eu.”

Este exemplo serve para ilustrar o ponto de que a música rock é completamente envolvente. Às vezes ela encontra uma forma de influenciar mesmo quando cantamos hinos tradicionais. Seu impacto é musical e não verbal. Muitas pessoas adoram cantar até mesmo hinos tradicionais com uma batida rock, porque tal música os estimula fisicamente. Vivemos hoje em uma sociedade orientada ao entretenimento, onde as pessoas buscam a satisfação física em todos os locais, inclusive na escola e na igreja.

Depois de 35 anos ensinando, posso testemunhar que ensinar aos calouros de faculdade é mais desafiador hoje do que era há 25 anos atrás. Os jovens se tornaram tão condicionados pelo mundo do entretenimento, especialmente pela música rock, que se não torno as minhas palestras “divertidas” e “fisicamente estimulantes”, cerca de um terço da classe começa a dormir bem na minha frente. Não há nenhuma satisfação em ensinar uma classe sonolenta. O mesmo é verdade na igreja. A música e o sermão têm que ser um entretenimento, caso contrário os membros vão adorar em outro lugar. Nós retornaremos a este ponto em breve.
Música Cristã Contemporânea. Definir a “Música Cristã Contemporânea” (MCC) é igualmente tão problemático quanto definir “música rock”, porque ambas apresentam uma grande variedade de tipos. Notamos anteriormente que nem toda a MCC é música rock, embora as duas sejam freqüentemente confundidas. Calcula-se que entre 80 a 90% da MCC seja apresentada em uma ampla variedade de estilos de rock. 2

No capítulo 11 Preuss explica: “O espectro multicolorido desta indústria vai desde os tons ‘pastéis’ do folk, música coral de jovens, country, chanson, balada, gospel, para os ‘tons mais brilhantes’ do folk rock, country rock, gospel rock, e finalmente para as incríveis ‘cores ofuscantes’ do hard core cristão, heavy metal e techno. Entre esses extremos está o ‘resplendor’ do rap, hip-hop, latino, reggae, todas elas ‘santificadas’ por letras ‘cristãs’ e uma platéia cada vez maior de crentes e não crentes.” 3

O rock “cristão” está se tornando cada vez mais a única música a ser mais encontrada nas livrarias cristãs. Uma experiência bem-humorada de meu antigo professor de música, Bjorn Keyn, ilustra este ponto. Em um artigo que Keyn preparou para este estudo, (mas que não pude usar devido a duplicação com o conteúdo de outros capítulos) ele escreveu: “Há alguns anos atrás
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visitei uma das maiores livrarias cristãs na Califórnia, onde esperava achar uma gravação especial do oratório ‘O Messias’, de Handel. Esta loja era famosa por seu grande estoque de discos religiosos. Quando fiz o pedido, a senhora que estava atrás do balcão respondeu-me educadamente, mas de uma forma pouco jocosa, de que eles não possuíam ‘aquele tipo de música’, porque, como disse ela, ‘só trabalhamos com música cristã aqui’ (sic!). Ao examinar o enorme estoque de gravações encontrei apenas música de base rítmica (música com batidas), como rock, gospel, blues, jazz, country, e outras formas relacionadas. Isto é o que hoje se chama de ‘Música Cristã Contemporânea’ ou ‘ Rock Cristão.’“ 4

As principais livrarias cristãs especializadas possuem, normalmente, uma grande seleção de MCC classificada sob os principais títulos de música rock secular, tais como metal, rap, techno-drive, punk, ska, retro, industrial, etc. Supõe-se que estas gravações ofereçam uma versão “cristã” de seus equivalentes seculares. Para ajudar os jovens a escolherem, revistas cristãs fornecem tabelas, listando em uma coluna as bandas de rock secular e em outra coluna as bandas ‘cristãs’ correspondentes, que tocam a mesma música, mas com palavras diferentes.

Foi com total surpresa que encontrei uma tabela semelhante na edição de 13 de janeiro de 1996 da revista Insight, que é a revista oficial dos Adventistas do Sétimo Dia para adolescentes. O artigo era intitulado “Faça a Mudança”, e tinha uma lista com trinta e dois artistas “cristãos” que tocavam como seus equivalentes seculares correspondentes. O engano é evidente por si mesmo. Cristãos viciados em bandas de rock secular podem satisfazer seu desejo pelo rock ao escutarem uma versão “cristã”. Eles ainda podem ter a mesma excitação física, uma vez que a música é a mesma. 5

A mesma edição de Insight trazia uma entrevista com Roger Record, “Música Cristã Contemporânea: É Melhor que a Música Secular?” Record é um professor de Bíblia da Adventist Academy, que canta com um grupo chamado “Imagination”. Em resposta à pergunta: “O que existe de errado com a música rock e a MTV?” Record disse: “Primeiro, eu não acredito que a forma de música esteja errada. Mas creio que muitas pessoas que usam esta música – pop, rock, rap, ou seja o que for – tenham sido influenciadas direta ou indiretamente pelo diabo”. 6 A solução que Record propõe aos jovens em seus seminários é trocar o rock secular pela MCC, porque ele disse: “Eu diria que qualquer forma de música cristã pode ser apreciada”. 7 O problema fundamental com a visão de Record, a qual é compartilhada hoje por muitos líderes de jovens e pastores, é a falha em reconhecer que o rock exerce seu impacto musicalmente, e não verbalmente. Mudando-se as palavras não se altera os efeitos do rock na mente,


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nos músculos, e na produção de hormônios. Este fato foi estabelecido por numerosos estudos científicos relatados nos Capítulos 5 e 8.

“Relacionada com a MCC e dependente a ela, é a Música Contemporânea de Adoração (MCA). Muitos dos mesmos artistas envolvidos na MCC são os mesmos envolvidos na MCA, gravando, freqüentemente, nas mesmas corporações seculares. A diferença significativa está nas letras, que são mais bem fundamentadas biblicamente. Um exemplo é a canção “How Majestic Is Your Name” de Michael W. Smith. Ela é apresentada, principalmente, num tipo de rock suave. Os dois problemas principais com a MCA é que ela geralmente incorpora ritmos rock com uma linha de baixo pesado e é muito repetitiva. Jesus advertiu contra o uso de vãs repetições na adoração (Mateus 6:7). Este tipo de música é adotado por um número cada vez maior de jovens adventistas que estão organizando conjuntos 8 e que em alguns casos alcançam status profissional”. 9

Resumindo, a distinção entre a música rock secular e muito da MCC é, em muitos casos, relativa, porque a música é a mesma, apenas as palavras são diferentes. E as palavras não neutralizam os efeitos prejudiciais da música rock. Por esta razão, a frase “música rock” é usada neste livro em seu significado mais amplo, incluindo todas as versões de rock, tanto secular como religioso. Às vezes a frase “música popular” (pop music) é usada com o mesmo significado inclusivo. Quando o termo “cristão” é usado para qualificar o rock, normalmente ele é colocado entre aspas, simplesmente porque em nossa visão, falar em “rock cristão” é um paradoxo, ou seja, uma contradição dos termos.
Reconhecimentos. É muito difícil para mim, reconhecer minha dívida com muitas pessoas que contribuíram para a realização deste estudo. Em primeiro lugar, estou em débito com os seis estudiosos (músicos) que contribuíram com capítulos para este livro. Cada um deles foi além da chamada do dever, na preparação de um estudo iluminador sobre aspectos vitais do debate sobre a música rock.

Cada contribuinte é apresentado duas vezes. Primeiro, um pouco de informação sobre cada um deles é dada neste capítulo, juntamente com a sua contribuição na discussão da música rock. Segundo, a informação bibliográfica básica é dada no começo do capítulo que cada um escreveu.

É significativo que os sete contribuintes (inclusive este escritor) representem seis nacionalidades diferentes. O Prof. Calvin M. Johansson é americano, o músico Brian Neumann é Sul-africano, a Dra. Eurydice V.
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Osterman é afro-americana, o músico Güenter Preuss é alemão, o Dr. Wolfgang H. M. Stefani é australiano, o conferencista Tore Sognefest é norueguês, e eu, o escritor, sou italiano. Nossas diferenças culturais e nacionais trazem para este estudo uma perspectiva mais ampla.

Um reconhecimento especial deve ser dado a cinco estudiosos que prepararam artigos que não tive condições de incluir neste estudo. Em alguns casos estes artigos eram muito profundos e técnicos, acima da compreensão do leitor médio. Em outros casos, muito do material apresentado duplicaria o conteúdo de outros capítulos. Desejo expressar minhas sinceras desculpas a estas pessoas por não poder incluir seus artigos neste estudo. Não há dúvidas de que me beneficiei, pessoalmente, por suas composições.

Uma palavra especial de agradecimento vai para Joyce Jones e Deborah Everhart da Andrews University pela correção e melhora no estilo do manuscrito. Jarrod Williamson da La Sierra University, merece menção especial por tomar tempo para corrigir e responder ao manuscrito. Seus comentários foram muito úteis.

Minha gratidão sincera a Donald J. Wood por desenhar uma capa bastante atrativa. Atualmente Wood é um estudante na Escola de Jornalismo na Universidade de Indiana. Apesar de sua agenda ocupada ele tomou tempo para criar esta capa e modificá-la várias vezes com base nos valiosos comentários que recebeu. Por último, mas não menos importante, expresso minha especial gratidão a minha esposa que tem sido minha fonte constante de inspiração e encorajamento durante os últimos trinta e oito anos de nossa vida matrimonial. Nós nos vimos pouco, enquanto eu estava pesquisando e escrevendo este livro. O mesmo foi verdade enquanto escrevi os quatorze livros anteriores. Ainda assim, sem seu amor, paciência, e encorajamento, teria sido muito difícil para mim completar este projeto em um período relativamente curto de tempo.



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