Um olhar sobre o partido republicano de mariana suas iniciativas e sua concepçÃo de educaçÃo através jornal o germinal (1901-1930)



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JORNAL O GERMINAL : UM OLHAR SOBRE AS INICIATIVAS DE

PROMOÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA E PRIMÁRIA EM MARIANA (1901-1930)
Lívia Carolina Vieira

Universidade Federal de São Carlos



liviaouro@yahoo.com.br
Rosana Areal de Carvalho

Universidade Federal de Ouro Preto



rosanareal@ichs.ufop.br

Marcus Fernandes Marcusso

Universidade Federal de Ouro Preto

marcusmarcusso@yahoo.com.br
O estudo da história local tem revelado-se um bom aliado na compreensão do processo de escolarização do Brasil. Resgatando as vivências do cotidiano favorecem a compreensão das relações entre o particular e aquilo que é identificado como geral e universal. Ainda na década de 70, José Honório Rodrigues, ao comentar sobre história local afirmou que

“Uma história detalhada do desenvolvimento de uma comunidade representa a mais legítima contribuição à história nacional. A história de uma nação é incompleta se deixar de tratar dos interesses e atividades dos homens comuns, promovendo deste modo, um conhecimento mais seguro e amplo da vida nacional que o historiador tenta construir”1

Tornou-se viável privilegiar as singularidades locais e regionais na tentativa de se compreender como as diretrizes educacionais se desenvolveram e consolidaram. Daí surgiu a importância em se revisitar a imprensa periódica e observar em detalhe as discussões sobre a educação e a sua promoção que circularam no jornal O Germinal, em Mariana, entre 1901 e 1930. Aproximarmos dos discursos emitidos à época, aproxima-nos da relação estreitada entre a imprensa e a educação. Os periódicos, como destaca Carlos Henrique Carvalho (2004:53) “são fontes documentais significativas para o estudo da história educacional, sendo a prática jornalística participante do processo histórico, por compartilhar da cotidianidade da sociedade”.

Para a cidade de Uberlândia, Minas Gerais, existem estudos que consideram a imprensa como fonte. CARVALHO (2004), ao discorrer sobre seus trabalhos exprime a posição que foi tomada como norte para este trabalho. Sua pesquisa se deu

“procurando elucidar as idéias educacionais veiculadas pela imprensa local, durante as primeiras décadas do século XX, momento no qual identificamos as principais publicações temáticas com as quais trabalhamos. Além do mais, percebemos a existência dessa lacuna em muitos trabalhos sobre a História da Educação no Brasil.” 2

O estudo, assim como o nosso, contemplou o período do início da República. Conseguiu alcançar a discussão sobre o analfabetismo, vínculos com o ideário escolavinista, a defesa do papel do município com a disseminação e consolidação do ideal republicano. Atingiu não só a dimensão local como também estabeleceu laços com o movimento político nacional.

A partir das articulações entre os campos político e educacional podem-se perceber as relações de poder na sociedade, bem como de que forma refletem para a problematização da educação como prática política. Sobre os domínios das associações entre poder e política, Francisco Falcon (1997), orienta que as tendências que vêm organizando o campo da nova história política compartilham da idéia de que existe certa autonomia do político em relação às questões econômicas e culturais. Assim, o político interfere na prática social e persiste sua utilização ao estudo do âmbito educacional.

Os primeiros estudos na área de História da Educação se limitaram a recolher informações e compilar documentos, sem a preocupação – na grande maioria, de decifrar as entrelinhas de todo o processo de escolarização. Dos estudos para Minas Gerais merecem atenção as obras de Paulo Krüger Corrêa Mourão. Engenheiro, professor e colaborador do Instituto Histórico Geográfico de Minas Gerais, escreveu dentre seus trabalhos, O ensino em Minas Gerais no tempo da República (1962) no qual reuniu informações acerca da educação em Minas Gerais, enfatizou a legislação, a organização/estruturação da educação primária, trouxe algumas análises em relação às condições materiais, formação, métodos de ensino, castigos e disciplinas. Seu trabalho acabou por servir de fonte a muitos pesquisadores, pois apresentou informações fiéis à própria legislação, possibilitando um panorama geral da escola em Minas Gerais.

Com o avanço nos estudos, os pesquisadores da História da Educação Brasileira, na tentativa de reconstruiu o cotidiano escolar, passaram a buscar novas fontes (as não oficiais) capazes de auxiliar no estudo do objeto. Como exemplo podemos citar: as correspondências escolares, cadernos de professores e alunos, livros de ponto, relatórios escolares, etc.

A imprensa também se constituiu um instrumento capaz de responder a questões do âmbito educacional à medida que ajuda a entender qual concepção de educação circulava na sociedade e como ela era abordada pelos meios de comunicação. Mas ao utilizarmos a imprensa como fonte precisamos estar atentos sobre quem produz a linguagem, quem a domina, ou seja, a mesma não é neutra. O estudo da imprensa é um bom exercício de reflexão, pois coloca o pesquisador próximo das questões que se disseminavam acerca dos acontecimentos, é uma tradução dos mais diferentes agentes sociais. O Jornal enquanto fonte possibilita balizar nossa perspectiva, ampliar nossos horizontes diante dos desafios presentes na História da Educação no esforço de se buscar múltiplos olhares e fontes que remontem a realidade escolar.

Nosso estudo contemplou um espaço temporal específico que vai de 1901, ano da criação do jornal que inicialmente se chamou Rio Carmo e que em 1905 passou a ser denominado de O Germinal, até 1930, quando Gomes Henrique Freire de Andrade, presidente/fundador do periódico, muda-se para Belo Horizonte. Consideramos também para a escolha da data limite do estudo, as mudanças políticas com a ascensão do grupo liderado por Getúlio Vargas que redefiniu o campo da política no país, conseqüentemente o jogo de interesses dos políticos.

A ferramenta de estudo não é apenas um jornal, funcionou também como diretório político do Partido Republicano de Mariana. Foi organizado por Gomes Freire e mais treze companheiros, em 1900. Dos seus estudos no Rio de Janeiro, Gomes Freire, trouxe não apenas os ensinamentos médicos, mas também a convicção necessária para defender a nova forma de governo- a República.

O caráter intencional do jornal fica explícito no exemplar do dia 25 de dezembro de 1901, nos dizeres que afirma que o Rio Carmo foi “nascido para a defeza do povo, há sido a nossa divisa o lemma conhecido semper impendere vero, e sem animosidades, e sem armar aos applausos de quem quer que seja, por nossa vez se só temos applaudido na justa proporção em que se nos permite censurar, quando se az preciso.”, ainda acrescenta “mas ha, sobretudo, um pensamento político mais elevado que nos domina é este a defeza intransigente da República, a luta pela sua regeneração.”.

A estrutura do periódico é dividida em 4 partes, sendo a primeira parte a que geralmente tratava de temas referentes à República, a segunda trazia notícias da cidade, visitas ilustres, notas de falecimento, parabenização de aniversariantes e a terceira e a quarta página, se revezam sendo sempre uma de anúncios e a outra trazia um trecho de romance e boletim comercial. Ainda podemos identificar em suas páginas a presença de fábulas, poemas, agradecimentos, fofocas (conhecidas por “gazetilha”), pedidos, cumprimentos, etc. Acreditamos que representou para a época um veículo de circulação de novas idéias e pontos de vista a fim de combater “os inimigos da República, defendendo na medida de nossas forças o nosso ideal propaganda”.3

Como se sabe, nesse início de século não só a política passou por significativas mudanças como também a educação. Esta se encontrava com sérios problemas no fim do Império, isso pode ser percebido claramente nos pareceres de Rui Barbosa, em 1882. Uma mudança no sistema educacional era desejo de muitos intelectuais e era necessária a uma nação que se queria forte. Sobre a reforma no ensino primário, Rui Barbosa dizia que

“A nosso ver a chave misteriosa das desgraças que nos afligem é esta e só esta: a ignorância popular, mãe da servilidade e de miséria. Eis a grande ameaça contra a existência constitucional e livre da nação; eis o formidável inimigo intestino, que se asila nas entranhas do país.”4

A constituição de 1881 ao se omitir sobre a educação remete aos estados a responsabilidade com a mesma, e mantêm a descentralização do ensino já identificada para o Império quando o Ato Adicional de 1834 atribuiu à competência da educação as assembléias provinciais. Em 1891, quando é votada a constituição, a República intensificou essas medidas, pois, delegou aos estados a função de promovê-la e extinguiu dentre outros ministérios o da Instrução Pública, Correios e Telégrafos. Tais mediadas mantiveram o cenário de descentralização da educação, principalmente a primária, o que resultou em uma escola que não conseguia sanar o grande problema do analfabetismo.

A Proclamação da República e os ares democráticos fizeram da educação uma necessidade, principalmente, porque passou a tornou-se a via de civilização capaz de formar o cidadão para a democracia. A Reforma Benjamim Constant (1890) e a Constituição de 1891 apresentaram uma preocupação em estimular o ensino primário, secundário e superior. Propuseram a laicização do ensino e a gratuituidade da instrução primária, no sentido de promover uma mudança na educação do país.

A atenção voltada para a educação popular no fim do Império e início da republica reflete os movimentos dos Estados Unidos e da Europa que buscavam organizar os sistemas de ensino. Temos que considerar também a industrialização que cresceu no século XX e exigiu trabalhadores com um mínimo de escolarização. A força de trabalho precisava se enquadrar às novas tarefas num sistema econômico-social em mudança. Além disso, pesou o fato de se desejar a inclusão da população na participação política, em que a instrução cumpria o papel de preparar o povo para a cidadania, bem como a formação de uma mentalidade cívica e um compromisso com a nação.

Em Minas Gerais, a (re)organização da educação contou, dentre outras reformas, com a Reforma João Pinheiro (1906), que instituiu o modelo dos grupos escolares. Nesse modelo as escolas isoladas foram desaparecendo e seus agentes: alunos e professores, em certa proporção foram se reencontrando nos grupos. Segundo Luciano Mendes Faria Filho (2000) o período de 1906-1918 é um “momento” do processo de racionalização e urbanização brasileira, e assim, são os grupos escolares e seus diretores, professores, inspetores, que em interlocução com outros agentes sociais ativamente participaram da construção em Minas Gerais de uma nova (ou primeira) cultura escolar.

Em Mariana, o Grupo Escolar foi criado em 1909, tendo como primeiro diretor José Ignácio de Sousa e como patrono Gomes Henrique Freire de Andrade. Ambos eram membros do Partido Republicano de Mariana, e foram fundadores do jornal O Germinal. Os personagens tinham uma relação estreita e compartilharam da luta pela aceitação do governo republicano na cidade.

Gomes Freire organizou e presidiu o periódico O Germinal (1900), fundou a sociedade musical União 15 de Novembro (1901), foi senador estadual, atuou como Presidente e Agente executivo da Câmara de Mariana e participou da criação do Grupo Escolar de Mariana (1909), sendo também patrono do mesmo que recebeu seu nome entre 1914 e 1931. José Ignácio foi o diretor do Grupo Escolar (1909-1917), vereador da Câmara, organizou o periódico São Domingos (diretório do partido republicano do distrito São Domingos). As ações de Gomes Freire e José Ignácio na sociedade marianense no mínimo despertam as atenções para o fato de que o âmbito da educação estava permeado pela política e que possivelmente o periódico foi uma dentre as tantas outras iniciativas para a consolidação do governo, que envolviam até mesmo a criação do Grupo Escolar de Mariana.



Conhecendo O Germinal
Gomes Henrique Freire de Andrade, o fundador do periódico O Germinal, regressou a Mariana depois de formar-se médico pela Escola de Medicina do Rio de Janeiro em 1888. Lá, desprovido de recursos financeiros (provavelmente devido ao fato de ser órfão de pai), trabalhou como jornalista. Tal posição favoreceu o contato com o ambiente das agitações republicanas que assolavam o Rio de Janeiro, influenciando-o, profundamente, no caminho político seguido desde então. Ainda acadêmico de Medicina, recebeu um convite para ocupar uma cadeira de deputado na Assembléia Provincial, que recusou sob justificativa de reservar suas colaborações para o novo regime.

Em 1900, já em Mariana, com mais 13 companheiros, fundou o jornal que inicialmente chamou-se Rio Carmo e que, em 1905, passou a ser intitulado O Germinal.

Como presidente do jornal – Rio Carmo, depois O Germinal, Gomes Freire dele se utilizou como porta-voz do diretório político do Partido Republicano de Mariana para defesa da nova forma de governo – a República. O caráter intencional do jornal ficou explícito no exemplar do dia 25 de dezembro de 1901, nos dizeres que declara ter Rio Carmo:

“nascido para a defeza do povo, há sido a nossa divisa o lemma conhecido semper impendere vero, e sem animosidades, e sem armar aos applausos de quem quer que seja, por nossa vez se só temos applaudido na justa proporção em que se nos permite censurar, quando se az preciso.”

“mas ha, sobretudo, um pensamento politico mais elevado que nos domina é este a defeza intransigente da Republica, a luta pela sua regeneração”.5
Percebemos nas leituras que o jornal procurou trazer informações da educação local a fim de promovê-la e associá-la às ações dos republicanos. Essa valorização acontecia na publicação de matérias sobre a construção de prédios, reformas, visitas ilustres aos estabelecimentos de ensino, destaque de professores e alunos, parabenização aos alunos que conseguiam se formar, descrição e valorização das festas escolares, além de apresentar as prestações de contas da Caixa Escolar, bem como a eleição para a sua presidência. Um trecho do jornal de 28 de fevereiro 1914 confirmava a aprovação da administração da Caixa Escolar “Gomes Freire”, evidenciando o bom trabalho de seus administradores (políticos republicanos)

“Realizou-se no dia 22 do corrente em um dos salões do Grupo Escolar <> a reunião dos membros desta grandiosa instituição beneficente, para eleger a sua nova directoria, que deverá dirigir os seus destinos no período de 1914 a 1915. Nesta reunião foi apresentado pelo Exmo. Sr. Senador Gomes Freire, presidente da Caixa Escolar, minucioso relatório pondo em evidência os optimos e reaes serviços prestados por tão bella instituição a infancia desprovida dos bens da fortuna e que frequentam este acreditado instituto de ensino.”


As matérias de O Germinal não se restringiram somente a notícias sobre o Grupo Escolar, contemplaram também o Colégio Providência, a Escola Normal, o Ginásio, as Escolas Agrícolas e outros estabelecimentos de ensino de Mariana e Ouro Preto. No entanto, a ênfase e pompas eram para as notícias sobre o Grupo Escolar de Mariana, que, apareciam consideravelmente com maior frequência.

Do confronto dos textos de O Germinal com jornais de cunho religioso como O Cruzeiro e Opinião Municipal, percebeu-se numa breve análise, a acirrada disputa política implícita nas iniciativas educacionais da Igreja e dos republicanos na a cidade Mariana, principalmente entre os anos de 1920-1930. Tal disputa se traduziu nos jornais em matérias com tons mais agressivos. Por exemplo aquelas que trataram da construção do novo prédio do Grupo Escolar de Mariana. O jornal O Germinal (republicano), associava a construção a uma ação do Governo de Mello Viana e executada no de Antônio Carlos e acrescentava que “o maior trabalho do arcebispado foi indicar para o mesmo local e nome. Alem disso estando o velho grupo a desabar, hora-se de construir forçosamente outro ou privar o ensino de numerosas creanças”6.

Já os jornais vinculados à arquidiocese de Mariana proferiam que

“Dom Helvécio, o nosso querido arcebispo é incontestavelmente, o expoente máximo do progresso de nossa terra, que já lhe deve serviços de mais alta valia (...) a construção do Novo Grupo Escolar, um dos melhores do Estado e que veiu preencher uma lacuna de ha muito reclamada, por toda população de Mariana, pois, o antigo grupo, alem de imprestavel, estava em emminente perigo e se não fosse a intervenção do grande Arcebispo junto aos poderes do Estado, estariam ate hoje centenas de creanças privadas do benefício da instrucção”7


Essa disputa, muito mais em prol do prestígio político que de fato uma preocupação com a educação, refletia um movimento maior em Minas Gerais, no qual a Igreja combateu a laicização do ensino implantado por João Pinheiro. Segundo Simon Schwartzman, a cidade de Mariana e a força do seu arcebispado comandaram todo o movimento, que culminou na introdução do ensino do catecismo nas escolas públicas em todo o estado em 1928. Isso ocorreu durante a gestão de Francisco Campos, Secretário do Interior do governo Antônio Carlos e principal responsável pelas tentativas de modernização do sistema educacional em Minas Gerais nos anos 20. Em Mariana, a intervenção da Arquidiocese ultrapassou os limites da educação e conseguiu, em 1934, nomear um novo prefeito para a cidade, Dr. Josaphat Macedo, que era contrário ao governo republicano local e recebia o apoio de D. Helvécio.

A promoção do Grupo Escolar de Mariana e os estreitamentos com a política e O Germinal

O Grupo Escolar de Mariana instalado em 08 de agosto de 1909, contou com um corpo docente, constituído por 7 professoras e 1 professor. Suas atividades iniciaram-se num prédio alugado, situado ao lado do prédio da Câmara e, alguns anos depois, ocupou um prédio à Rua Dom Viçoso. Em 1931 passou a ocupar o prédio próprio, no qual funciona até hoje.

Nas Atas da Câmara Municipal de Mariana encontramos breves referências ao grupo escolar em 1908, autorizando o Agente Executivo a adquirir um prédio e reformá-lo com verbas de obras públicas e outras do orçamento vigente. Esse prédio seria doado ao governo, para fins escolares.

“Carlos Candido pedindo a palavra o vereador Pe Santos Faria, propos a câmara a seguinte indicação: autorizando Agente Executivo a adquirir um prédio para o grupo escolar nesta cidade, o digo pedindo a palavra o vereador Pe Santo Faria, foi pelo mesmo submetida a considerações da Câmara uma indicação autorizando o Agente Municipal à adquirir um prédio para um grupo escolar nesta cidade, podendo applicar para em fim os saldos da verba a obras públicas e as de outras verbas orçamentárias, o qual posto em votação depois de ligeira discussão foi unanimamente approvada.8

O corpo docente foi responsável pela condução de 8 turmas, duas para cada uma das séries do curso primário, cumprindo com o art.21 do Regulamento de 1906 que determinava “que todo o curso primário seja ministrado a cada sexo separadamente.”9

O único professor do sexo masculino, Pedro Claudino dos Santos, também se encontrava na época envolvido com as questões políticas da cidade- o governo republicano. Formado na Escola Normal de Ouro Preto, foi eleito vereador da Câmara Municipal de Mariana antes de 1900, e desde desse período participou ativamente da mesma, além de ter sido membro do Partido Republicano de Mariana. No periódico O Germinal, durante o período de consolidação dos republicanos e do Grupo Escolar na cidade, encontra-se muitas referências a Pedro Claudino, como "companheiro" e respeitado professor. Ele sempre era convidado a compor bancas examinadoras das Escolas Agrícolas da região e só renunciou aos cargos da Câmara para exercer o posto de professor. A ata da reunião da Câmara de 19 de junho de 1900, exemplifica isso

“(...) o cidadão José Pedro Claudino dos Santos tinha renunciado o cargo da Câmara visto ter sido nomeado professor público de instrução primária de S. Bárbara da Canoas, neste Estado sob projecto dos Snrs: José Volfango, Padre Lessa, Cônego Tobias, Antônio Augusto de Castro e Lopes Camelo.”
Quanto a denominação de Grupo Escolar de Mariana permaneceu até 1914, quando passou a ser conhecido por Grupo Escolar Gomes Freire, uma clara homenagem ao político da cidade. E em 1931 recebeu o nome de Grupo Escolar Dom Benevides, permanecendo até hoje. Tais mudanças denunciam a atividade das forças políticas locais refletindo as alterações no cenário nacional impostas, por último, pela Revolução de 1930.

Merece destaque a Caixa Escolar “Gomes Freire”, criada em 1911, cujos estatutos foram aprovados em 11 de agosto de 1912, “para o fim de estimular a maior freqüência de alunos em nosso Grupo escolar...”10. Os recursos da Caixa Escolar vinham de seus sócios, das gratificações não recebidas pelos professores e funcionários da escola, de algumas atividades culturais desenvolvidas na escola tais como teatro, filmes, apresentações diversificadas, quermesses etc. Tais recursos eram gastos com compra de uniformes, auxílio a alunos com remédios, alimentação, dentre outros.

A clara homenagem ao político Gomes Freire, remete a toda a proposta de se afirmar o governo republicano na cidade e de conseguir aprovação dos políticos pela população. Este propósito ultrapassa os muros da escola e alcança os periódicos e as resoluções da Câmara, que acabam contribuindo financeiramente para que o bom funcionamento da Caixa Escolar fosse mantido. Isto foi possível, porque à época Gomes Freire era também presidente da Câmara e Agente Executivo. José Ignácio e Pedro Claudino eram vereadores.

O jornal “O Germinal” contribuiu diretamente na divulgação do funcionamento da Caixa Escolar, fazendo notar também sua importância para que as crianças tivessem acesso ao Grupo Escolar.

“Caixa Escolar ‘Dr. Gomes Freire’

De conformidade com os estatutos, realisou-se no dia 22 do corrente, em um dos salões do Grupo Escolar <>, a reunião dos membros desta grandiosa instituição beneficente, para eleger a sua nova directoria que deverá [di]rigir os seus destinos no período de 1914 a 1915. nesta reunião foi apresentado pelo exmo snr. Senador Gomes Freire, presidente da Caixa Escolar, minucioso relatório, pondo em evidencia os optimos e reais serviços prestados por tão bella instituição á infância desprovida dos bens da fortuna e que freqüentam este acreditado instituto de ensino. (...)

Estas rendas, cuja applicação mereceu o maior escrúpulo, foram assim distribuidas: 120 uniformes para os alumnos pobres de ambos os sexos; merenda a 25 meninos diariamente a contar do mez de março de 1913. Alem disto, forneceu a caixa escolar medicamentos e assistência medica a grande numero de alumnos e dez destes a respectiva dieta durante a enfermidade. A assistência medica foi prestada gratuitamente pelo desvelado director do grupo, que é pharmaceutico e em casos mais sérios, pelo patrono do mesmo. O Snr. senador Gomes Freire, que vota o maior carinho a este instituto de ensino, em tão feliz hora, fundado por elle em nossa terra.

A par da grande generosidade de seus associados, o corpo docente do grupo escolar e o seu illustre director muito tem cooperado para o engrandecimento desta instituição beneficente, ora concorrendo com as suas mensalidades, ora promovendo kermesse e outros meios para arrancar do analphabetismo as creanças desherdadas dos bens da fortuna e tornal-as mais tarde úteis a pátria, a família e a sociedade. E assim se explica o grão de prosperidade, cada vez mais crescente, que vae tendo a Caixa Escolar <>, cujos benefícios prestados á infância desvalida são incontestáveis.”11


Os trechos que traziam como assunto a Caixa Escolar deixavam claro o ótimo serviço prestado pela sua presidência, geralmente ocupada ou pelos personagens aqui estudados ou por outras autoridades de prestígio político na cidade. O enaltecimento de Gomes Freire e José Ignácio ainda se fazia presente nos atendimentos médicos gratuitos prestados aos alunos e nos remédios doados por José Ignácio. O sucesso da Caixa Escolar serviu também para que o novo modelo de escola conseguisse prestígio em Mariana.

As prestações de contas da Caixa Escolar sempre eram apresentadas no periódico “O Germinal”, para que o “bom trabalho” de seus administradores fosse constado pelos leitores do jornal e para que a Caixa obtivesse o apoio dos antigos colaboradores e conseguisse novos.


“Em verdade, impressionou admiravelmente aquelle relatório [da directoria extincta da Caixa <>], porque é para se admirar que uma instituição de tal natureza, num meio infelismente refractario a tudo que encerra uma idéia altuista nos moldes de uma efficacia duradora, tinha, em tão pouco tempo, se desenvolvido tanto. Os algarismos são de uma clareza eloqüente na apreciação dos benefícios e fica-se por saber a quem mais se louve: si a benemerência dos sócios que concorrem para a educação primaria dos meninos pobres ou si a dedicação e critério do secretário e administrador da caixa. Eu, por mim, dou por iguais os méritos destes dois factores que conjugados, são a razão do florescimento desta nobre instituição.

O motivo deste adiantamento está, pois, na administração conscienciosa e direita dos rendimentos sociaes e na isenção de interesse pecuniário e próprio com que é administrado o serviço medico pelo patrono da caixa, Dr. Gomes Freire, e pelo secretario e diretor do Grupo, pharc. José Ignácio de Souza, com conhecimento de clinica auridos na pratica da profissão que por longo tempo exerceu.”12


Outro ponto muito divulgado no jornal eram as festas escolares do Grupo de Mariana. Elas aconteciam com freqüência, e além do apoio do periódico para a divulgação, o espaço da imprensa servia para relatar a população marianense as pompas das celebrações.

Os políticos não só abriam espaço para as festas no jornal, como também ajudavam financeiramente suas realizações com doações advindas da arrecadação da Câmara Municipal de Mariana,

“Pago a Antônio Gomes, proveniente de 15 dúzias de fogos por occasião da festa de inauguração do grupo escolar a razão de 5.000 a dúzia portª de 9 de Março”13

“A Francisco Fonseca da Trindade proveniente de festejos da inauguração do grupo escolar, despezas com o almoço ao clero que serviu na missa, prontificou canteiros, etc. Portaria de 2 de junho de 1910”14


O interior das comemorações refletia um movimento comum em outros grupos escolares, onde políticos se valiam destas solenidades para divulgar e consolidar seus ideais republicanos. Era um local propício para tal, pois reunia toda a comunidade escolar, as famílias, as pessoas “gradas” da sociedade, as autoridades e a imprensa, reafirmando a identidade da escola e o seu valor social. A decoração do espaço, os trabalhos manuais dos alunos, as personalidades presentes, a programação, a premiação de alunos, as apresentações culturais, os discursos das autoridades, os cânticos, se constituíam em um grande conjunto de ritos e de representações instaurados com a “nova” cultura escolar. As festas pomposas foram necessárias para fazer não só propaganda da escola pública, mas para consagrar valores como: o culto à pátria, à escola, à ordem social vigente, à moral e aos bons costumes.

O Grupo Escolar de Mariana seguiu à risca as prescrições para a realização das festas escolares. As principais datas cívicas relatadas em O Germinal foram: 21 de Abril consagrando o mártir da República – Tiradentes; 7 de setembro, em comemoração a Independência do Brasil; 15 de novembro, em comemoração à Proclamação da República e 19 de novembro em comemoração à Bandeira Nacional.

“21 DE ABRIL- A gloriosa data que relembra os percursores da nossa independência, resumidos no grande martir Joaquim José da Silva Xavier- o Tiradentes-, teve aqui a mais significativa consagração com a expressiva festa, promovida pela diretoria, corpo docente e alunos do grupo escolar <>.”15
“Festa da Bandeira- realizou-se no dia 19 do corrente com toda solenidade no grupo Escolar <>, a festa comemorativa da instituição da bandeira nacional. Com a presença do diretor, corpo docente, alunos do estabelecimento e de numerosos assistentes foi hasteado ao meio dia, na fachada do edifício, o pavilhão nacional.”16
Vários eram os motivos que justificavam as festas escolares: as datas cívicas eram as mais importantes, sejam de referência nacional ou local. Ao longo do século outras datas comemorativas como o Dia da Árvore, o Dia do Índio, etc. foram incluídas. As celebrações contemplam temas variados que vão desde o “Festas das Aves”(festa com apresentações literárias) a comemoração da “Descoberta da América” e “Promulgação da Constituição Mineira” como acontece em junho de 1930, onde foram prestadas homenagens a Mario Casasanta, aos professores, inspetores, e no encerramento são dadas “calorosas vivas a Constituição Mineira, ao Presidente Antônio Carlos, ao Dr. Francisco Campos, ao Dr. Mario Casasanta e ao professorado mineiro.”17

Eram comuns os discursos de praxe tanto de autoridades, como de membros do Grupo Escolar que discursavam em prol da República, como fez o professor José Pedro Claudino dos Santos na comemoração a Festa da Bandeira em 19 de novembro de 1914. Seu discurso ensinava a criança a “amar a pátria, honrá-la pelo trabalho e pela inteligência.”

As festa se tornavam cívicas, e pelos relatos do jornal estudado, contavam com a presença da Banda “União 15 de Novembro” que muitas vezes executava os hinos patrióticos

A banda musical ‘União 15 de Novembro’ que demorou a comparecer, chegou ainda á tempo de fazer ouvir as belas harmonias do seu escolhido repertorio, dispertando em todas as almas esses vagos estremecimentos que produzem as musicas bem inspiradas, e que são como que as vibrações nervosas do próprio artista que primeiro os sentiu.

Ao assumir o Snr. Arcebispo a presidência [da Caixa Escolar Dr. Gomes Freire], os alumnos cantaram um bonito hynno.

S. Exc. O Snr. Arcebispo convidou a nova directora eleita da caixa a tomar posse dos seus cargos, o que se fez solenemente18


A festa de encerramento do ano letivo, coincidindo com os exames finais e a premiação dos alunos eram um ponto alto, ansiosamente esperada por todos, muito especialmente pelos alunos que seriam premiados e seus familiares. Era importante também para as autoridades escolares, pois, tais festas anunciavam a toda a comunidade marianense os proveitosos resultados do Grupo Escolar.

“Festa Escolar- Realizou-se domingo, 8 do corrente, a festa escolar para distribuição de diplomas aos alunos que concluíram o curso em 1913. Já estando na prensa a nossa folha, no próximo numero daremos detalhada notícia desses festejos e do brilhantismo de que se revisitaram.”19


“Ótima foi a impressão recebida por todos os assistentes da festa escolar, realizada a 8 do corrente no Paço Municipal de Mariana, com a presença das altas autoridades civis e eclesiásticas, da arquidiocese, municipalidade, magistério e foro.”20
Nestas solenidades o público presente era grande e variado como mostra O Germinal. Ao relatar uma dessas festas diz “notamos de passagem a presença de todo o illustrado e zeloso corpo docente do Grupo e um grande numero de alumnos, muitas e distintíssimas Senhoras e Senhorinhas representantes de respeitáveis famílias de nossa urbs e innumeros cavalheiros da nossa sociedade”.

A ordem dos acontecimentos era previamente organizada e as solenidades tinham logo no início o cântico de hinos patrióticos

As 12 horas, na Praça do Carmo, após um breve exercício militar, reunidos em frente ao prédio escolar, os alumnos do grupo cantaram o hynno á Bandeira , partindo dahi para o edifício da câmara, muito disciplinados e vistosas nos seus uniformes, conduzindo o seu estandarte de setim azul e ouro e a Bandeira Nacional.21
Cabe ainda o destaque para o fato de os certificado e os prêmios aos alunos que tiveram um ótimo aproveitamento serem entregues por uma pessoa de grande prestígio na sociedade. E, não por coincidência, para o período da fundação do Grupo (1909) até meados da década de 20, o nome de Gomes Freire e José Ignácio aparecem repetidas vezes para nessa função

“Gomes Freire foi convidado para fazer entrega dos certificados aos alumnos que terminaram o curso, e bem assim, de accordo com as notas de approvação, os alumnos que mais se distinguiram e melhor comportamento tiveram nos exames do anno p. passado.”22


“No dia 10 do corrente [dezembro] fiz [José Ignácio de Souza], solemnimente, a entrega de certificados aos meninos que terminaram o curso primario. E, com o fim de estimular os meninos que ficaram no grupo e patetear à sociedade de Mariana o adiantamento que terminaram o curso, organisei, com elementos estranhos ao estabelecimento, jury ao qual submetti os alumnos do 4o. anno com o fim de distribuir premios.”23
Algumas festas ocorriam no âmbito interno da escola, tinha menor pompa e não estavam vinculadas a dias de feriado. Mesmo assim eram divulgadas no jornal, ou seja, a sociedade não participava, mas sabia quando elas eram realizadas; O Germinal estava tão atrelado ao Grupo no propósito de divulgá-lo que simples acontecimentos relacionados ao mesmo eram estampados no jornal de forma a expor seus bons resultados, sobretudo nos primeiro anos do Grupo Escolar

“Jantar intimo- No dia 5 do corrente o inteligente aluno do 4 ano do grupo escolar, Manoel Thomaz Teixeira de Souza, querendo dar uma prova de intima amizade aos colegas, que com ele terminaram o curso primário naquele instituto de ensino, os fez reunir em casa de seu progenitor, Sr. Farm. José Ignácio, oferecendo-lhes um jantar intimo. Acudindo ao gentil convite, ali compareceram os seus professores D. Francisca Xavier de Abreu, José P. Claudino e seus colegas de turma, Caldas, Cícero Queiroz, José Novaes, José Amorim e Durval Tito da Silva.”24


As festas escolares se tornavam ainda ambiente para a eleição da diretoria anual da Caixa Escolar “Gomes Freire”. Na cerimônia para comemorar a “Descoberta da América” realizada em outubro de 1915, por exemplo, aproveitou-se para eleger-se a nova diretoria da Caixa. Assim como aconteceu aqui, festas de comemoração ao dia da bandeira, de encerramento das aulas, de Tiradentes, etc., eram ambientes para se tratar dos assuntos referentes a Caixa Escolar.

Reflexões finais ponto de partida para outras questões

No jornal analisado, a forma evidente e objetiva de tratar as questões do Grupo Escolar de Mariana nos fez acreditar no envolvimento de interesses por parte do jornal, e de seus proprietários, bem como de seus interesses políticos. No interior das questões encontravam-se referências que vão para além da educação e remetem as necessidades da República.

Notamos um discurso a fim de exaltar o modelo de Grupo Escolar em detrimento da antiga forma de se realizar a educação do povo. Exaltava-se junto a isso a aqueles que eram considerados “fundadores” do Grupo Escolar de Mariana. Os trechos tratavam da instrução pública e primária, mas em contrapartida, ainda que não de forma explicita, traziam a questão da mudança do regime- a instalação da República.

Este trabalho é fruto de um estudo inicial que visou reconstruir a história do Grupo Escolar de Mariana no período de sua implantação apontou para inúmeras questões, recortes para futuras pesquisas, com base no acervo documental da própria escola como também nos documentos existentes no Arquivo Público Mineiro. O contato com o jornal O Germinal ainda é recente e muito ainda há que se explorar, compreender, questionar.

Gomes Henrique Freire de Andrade e seu grupo de “companheiros” exerceram diferentes funções em prol dos ideais republicanos. Fundaram não só o jornal como também: a banda “União 15 de Novembro”, a tipografia “O Germinal”, o “Clube Literário Cláudio Manoel”, o Grupo Escolar de Mariana, jornais em distritos de Mariana que assim como o da cidade funcionavam como diretório político, e fundaram até um cinema que se chamava “15 de Novembro”. O cenário da localidade se revelou complexo e estudos complementares serão necessários para responder até que ponto esse “grupo republicano” se organizou e quais foram os reais alcances que obtiveram.

Outras muitas questões foram levantadas como o próprio nome do jornal presidido por Gomes Freire. Inicialmente procura-se elementos que justifiquem a mudança do nome de Rio Carmo – uma clara alusão ao curso d`água em torno do qual surgiram as primeiras edificações que deram origem à cidade de Mariana para O Germinal. Que relações teria esse nome com a realidade local? Teria relação com as idéias do autor Emile Zola?

Seria uma homenagem ao autor, cuja história de vida aponta para algumas semelhanças com a vida de? Ambos eram órfãos de pai e foram educados pela mãe, com muitas dificuldades financeiras. Como também a semelhança no tocante ao engajamento político, característica sempre presente na vida do escritor. Cabe também recordar que a mãe de Gomes Freire era de descendência francesa.

Ou seria alguma alusão quanto à vida dos mineiros do carvão e os mineiros das minas de Mariana? Ou seria uma influência da amizade com Alphonsus Guimarães? Teria nosso médico político inclinações literárias? Ou a escolha do nome O Germinal denota uma posição política mais à esquerda do que os republicanos da época?

Ainda sobre O Germinal é importante como já dito anteriormente identificar quais ideais e qual a concepção de educação estavam a ele vinculados, e quem eram seus leitores, ou seja, a quem eles (os republicanos) alcançavam com esse meio de comunicação.

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1 RODRIGUES, José Honório. Teoria da História do Brasil. (introdução metodológica) São Paulo: Companhia Editora Nacional, INL, 1978.

2 CARVALHO, Carlos Henrique de. República e imprensa: as influências do positivismo na concepção de educação do professor Honório Guimarães: Uberabinha, MG: 1905-1922. Uberlândia: Edufu, 2004. p.58

3 Rio do Carmo, 3 de Janeiro de 1902.

4 Reforma do ensino primário. In: Obras Completas de Rui Barbosa, tomo, vol. 10. Apud Lourenço Filho, M.B, ob. cit.,p. 42-43.

5 Rio do Carmo, Mariana, 3 de Janeiro de 1902.

6 O Germinal, Mariana, 27 de fevereiro de 1934.

7 O Cruzeiro, Mariana, 2 de agosto de 1930.


8 Arquivo Municipal da Câmara de Mariana, cód.235, Ata de 6 de janeiro de 1908.

9 MINAS GERAIS. Regulamento da instrução primária e normal, aprovado Decreto 1960, de 16 de dezembro de 1906.

10 Arquivo Público Mineiro, SI 3440.

11Jornal “O Germinal”, Mariana, 28 de fevereiro de 1914.

12Jornal “O Germinal”, Mariana, 20 de março de 1914.

13 Arquivo da Câmara Municipal de Mariana, Cód.231, p. 163.

14 Arquivo da Câmara Municipal de Mariana, Cód.231, p.180.

15 O Germinal, 17 de abril de 1915.

16 O Germinal, 29 de novembro de 1915.

17 Jornal O Cruzeiro, Mariana, 2 de julho de 1930.

18 Jornal O Germinal, Mariana, 20 de março de 1914.

19 O Germinal, 09 de março de 1914.

20 O Germinal, 20 de março de 1914.

21 Jornal O Germinal, Mariana, 20 de março de 1914.

22 idem

23 Relatório do Grupo Escolar de Mariana, 1911.

24 O Germinal, 13 de dezembro de 1914.



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