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PARTE II
A Preservação dos Acervos Bibliográficos e uma forma de Preservação: a Digitalização a favor da História Local – o caso do espólio cultural de Celorico da Beira
O acesso à herança cultural, por meio do resgate de documentos, responde à procura de respostas para as perguntas que o homem se coloca constantemente: de onde viemos e quem somos. As mensagens deixadas proporcionam-nos o entendimento de nós mesmos e a que sociedade pertencemos. Assim, a preservação de documentos contribui para o esclarecimento da nossa origem étnica e para o enriquecimento do património cultural do mundo. Consequentemente, se desejamos a sobrevivência física e material destes objectos, bem como a permanência da informação armazenada neles, são necessárias três acções: a conservação, a preservação e a restauração. A conservação dedica-se à preservação do património, mantendo a integridade dos documentos, minimizando a deterioração. A preservação expressa-se nos procedimentos que visam ao retardamento ou a prevenção de deterioração ou dos estragos nos documentos. No caso do suporte em papel, isso ocorre por intermédio do controle do meio ambiente, das estruturas físicas e dos acondicionamentos que possam mantê-lo numa situação de guarda estável. A restauração, por sua vez, é o agir mediante procedimentos que possam devolver o estado original ou o seu estado mais próximo do original, com o mínimo de prejuízo para a integridade estética e histórica de cada documento. Para evitar o recurso a este último conceito, que geralmente é caro e exaustivo, é necessário que o acervo siga um programa de preservação e conservação, a fim de manter a integridade física do seu espólio. Apesar de alguns danos serem irreversíveis, quando bem empregadas, as técnicas de preservação e conservação minimizarão as agressões sofridas pelo livro, pois são práticas simples e eficazes, e que apesar de exigirem um pouco de preparo prévio, podem constituir-se como poderosos instrumentos ao alcance de todos que, conscientes dos seus deveres e responsabilidades em relação ao acervo bibliográfico, estejam dispostos a zelar por este inestimável património.

A informação na forma digital, a evidência do mundo em que vivemos, é mais frágil que, por exemplo, os fragmentos de papiros. Logo, a preservação tradicional, como forma responsável de resguardar essas informações, funciona somente quando se trata de uma forma física. Como a formação de imagens implica a transformação dos muitos conceitos acerca do formato, o poder de aperfeiçoamento digital transforma os conceitos da preservação tradicional: em vez de garantir a integridade física do objecto, passa a especificar a geração e a manutenção do objecto cuja integridade intelectual é característica principal. Essa modificação forçará bibliotecários e arquivistas a alterar, consequentemente, os seus serviços e programas, mas não necessariamente por falta de conhecimento de tecnologia digital, critérios de selecção ou opção adequadas de preservação. O verdadeiro desafio está na criação de ambientes organizacionais apropriados para a acção. As bibliotecas digitais podem ser uma mais-valia mas devem ser pensadas a partir dos conceitos que orientam a preservação.


I. A Preservação dos Acervos Bibliográficos

“Por tôda a parte se está prestando fervoroso culto á conservação dos monumentos que, juntamente com os velhos manuscritos arrumados na poeira dos arquivos, constituem um magnífico elo entre o passado e o presente. Uns e outros fornecem aos estudiosos o maior prazer espiritual que se pode conceber, adivinhando nas suas traças ou revolvendo nas suas páginas o muito que nos podem contar da sua existência e dos factos que com ela se prendem.”616


Para a elaboração deste capítulo foram consultados os seguintes manuais: Directrizes para a Prevenção e Controlo de Desastres em Arquivo617; Directrizes da IFLA para a Conservação e o Manuseamento de Documentos de Biblioteca618; e Livros e Documentos de Arquivo / Preservação e Conservação619. Os três destacam a urgente necessidade de preservação e conservação, uma vez que a principal componente de um acervo bibliográfico ou arquivístico continua a ser o livro. Assim como as pessoas, também os livros têm um ciclo de vida útil, que abrange o período desde a sua produção até ao momento em que, devido ao mau estado, não podem continuar a ser utilizados. A prolongação da vida útil do livro exige a adopção de certos procedimentos e técnicas de preservação e conservação. A preservação aponta para as acções que visam salvaguardar as condições físicas dos materiais, evitando que estes sejam danificados pela acção do tempo ou por outras circunstâncias, e a conservação, por sua vez, é a intervenção na estrutura dos materiais, visando conter as deteriorações no início, melhorando seu estado físico. Apesar de alguns danos serem irreversíveis, quando bem empregues, as técnicas de conservação, aliadas às de preservação, minimizarão as agressões sofridas. Estas técnicas envolvem a higienização do acervo, a tomada de consciência por parte dos utilizadores, a limpeza do local onde os livros se encontram, o manuseamento correcto das obras e, em especial, a conservação preventiva, cujo objectivo é desenvolver acções de prevenção e conservação contra possíveis danos, além de alertar para o correcto manuseamento e utilização destes. O seu objectivo será sempre conservar para não restaurar, poupando o acervo de intervenções exaustivas e extremamente caras.

O livro é composto essencialmente por papel, o qual é sensível a diversos agentes de deterioração, tais como: a humidade, as pragas, o calor, a luminosidade, a poluição, os acidentes, as catástrofes naturais, e ainda a acção do próprio homem, enquanto funcionário e utilizador. Estas diferentes realidades levaram a que pesquisadores e conservadores se dedicassem ao estudo das causas e efeitos nocivos na conservação dos acervos, e concluíram que, infelizmente, o ser humano, consciente ou inconscientemente, é um dos maiores agressores dos acervos. O simples uso normal é o suficiente para degradar o papel. A acidez e a gordura do suor das mãos, em contacto com o papel, produzem manchas. São também nocivos os maus-tratos como rasgar, riscar, dobrar, escrever, marcar, colocar clipes, e um elenco sem fim de agressões ao património escrito! Infelizmente, estas acções são muito comuns entre pessoas que se importam apenas com a informação que o documento lhes oferece, sem se preocuparem com a preservação do mesmo. No entanto, a lei diz que qualquer instituição que albergue acervos deve ser responsável pela sua preservação e conservação. Leia-se a esse respeito o Artigo nº 20 do Decreto-Lei nº16/93 de 23 de Janeiro do Diário da República620: “Os detentores de fundos, de colecções ou de documentos classificados estão obrigados a conservá-los, de acordo com as regras arquivísticas nacionais.” O mesmo decreto prevê no Artigo nº 40 uma sanção para aqueles que não seguirem uma política de preservação e conservação: “Constitui, também, contra-ordenação punível com coima nos montantes referidos no número anterior a deterioração negligente de documentos de arquivo classificado ou em vias de classificação.” Posto isto, os critérios de manuseamento de um documento tornam-se determinantes para alargar o seu período de vida útil. Recomenda-se, portanto, a adopção de normas e procedimentos básicos, como por exemplo a formação de pessoal, para que estes possam contribuir consideravelmente para a conservação preventiva do acervo.

Resumindo, é preciso encontrar soluções que permitam oferecer o melhor conforto e estabilidade ao suporte da maioria dos documentos, que é o papel. Conhecendo a natureza dos materiais componentes dos acervos e do seu comportamento face dos factores aos quais estão expostos, torna-se mais fácil detectar elementos nocivos e traçar políticas de conservação para minimizá-los. Um dos principais objectivos de uma política de preservação e conservação é a consciencialização e a responsabilização. É necessário fazer com que as pessoas, funcionários e utilizadores, entendam a natureza e as limitações dos acervos documentais. Só assim é que eles conseguem compreender a importância da sua preservação. Além disso, é fundamental haver um mínimo de vigilância e controle sobre o acervo. Ou seja, exige-se a adopção de uma política de preservação e conservação, que tenha em vista, não só a aniquilação dos agentes de degradação, mas também a salvaguarda dos materiais. E, embora, não se possam eliminar totalmente as causas do processo de deterioração dos documentos, podemos diminuir consideravelmente o seu ritmo, se forem seguidas as recomendações, no que respeita aos cuidados a ter com o ambiente, manuseamento e higiene do acervo. No entanto, os acervos arquivísticos e bibliográficos nem sempre se encontram em bom estado de conservação. Primeiro, porque falta ainda muita formação, informação e talvez disposição para investir numa área tão pouco valorizada como a cultura, e mais particularmente, na preservação do património escrito.

O estado em que se encontra o Arquivo da CM de Celorico da Beira é um desses infelizes casos. Durante o período dedicado à recolha de material documental, visitei-o para consultar alguns documentos621, mas pela falta de organização e situação precária de acondicionamento do mesmo, não foi possível localizá-los. Sem tempo para fazer uma análise profunda das condições em que se encontra aquele arquivo, qualquer um poderia concluir que poucas ou nenhumas práticas de preservação e conservação estão a ser seguidas, uma vez que o tal arquivo está situado numa cave sem janelas, sem qualquer ventilação ou controlo de temperatura/ humidade. Reúne, portanto, as condições ideais para a existência de fungos, bactérias, insectos e outros. Com este cenário, o acervo corre sérios riscos de degradação e resta-nos desejar que as obras da futura Biblioteca Municipal de Celorico da Beira622 recomecem e terminem o mais rapidamente possível, de maneira a que este vasto espólio documental seja resgatado e acondicionado nas perfeitas condições, pondo termo a uma situação considerada indigna por todos aqueles que revelam alguma sensibilidade pela nossa cultura e identidade. Além disso, existe um Projecto de Apoio à Rede de Arquivos Municipais da Torre do Tombo (PARAM)623, ao qual as câmaras municipais se podem candidatar, beneficiando de suporte financeiro para remodelação ou construção de edifícios e aquisição de equipamentos.


II. Uma forma de Preservação: a Digitalização
Um investigador pode ser um agente do futuro ou um detective do passado. No primeiro caso, incluem-se, principalmente, os cientistas que fazem novas descobertas para construírem o que pensam ser um futuro melhor para a humanidade. Já no segundo, inserem-se os que procuram material que lhes ajude a compreender o presente, como é o caso do historiador. Neste contexto da recolha de espólio documental, que diz respeito a uma determinada população, interessa especialmente o papel do historiador. O seu objectivo principal é procurar as fontes que, muitas vezes, são simples documentos, que na sua origem não pretendiam ser testemunhas do passado, mas que acabam por o ser. Por exemplo, um livro de registo de nascimentos pode passar anos sem despertar o menor interesse, contudo, se for relevante para algum investigador comprovar a taxa de nascimentos num determinado ano ou conjunto de anos, fará com que esse livro, outrora sem importância, ganhe um valor de destaque. Todavia, pior que descobrir o valor de algo aparentemente irrelevante, é faltarem as fontes, não porque não existam, mas por não estarem organizadas, catalogadas ou mesmo disponíveis. Foi com esse objectivo que foram criadas as bibliotecas, os arquivos, os museus e os centros de documentação. Porém, se estes não possuírem um sistema de consulta eficiente, dificilmente alcançarão bons resultados. Hoje os computadores e a World Wide Web são uma ferramenta importantíssima para tornarem possível a troca da informação armazenada nesses locais. De facto, as potencialidades das diversas ferramentas tecnológicas no que diz respeito, não só à transmissão, mas também à preservação de informação, tornaram-se uma poderosíssima aliada da História. Grande parte dos arquivos e bibliotecas têm muitos dos seus documentos mais antigos digitalizados, de forma a preservar, em primeiro lugar, as informações neles contidas, uma vez que o papel está exposto a vários elementos que poderão eventualmente degradá-lo; e em segundo lugar, para possibilitar que os investigadores ou meros curiosos os consultem de uma forma mais eficaz e, consequentemente, evitando que estes se degradem com o manuseio. Anterior à digitalização, é a técnica de microfilmagem realizada em muitos arquivos distritais, como é o caso do da Guarda, onde se encontram alguns registos de nascimento, óbito e casamento da Vila de Celorico da Beira e Concelho microfilmados, na BNP e na BGUC. Embora eficiente na preservação da informação, o microfilme embate no problema da acessibilidade para os investigadores, que terão apenas acesso a eles se se deslocarem pessoalmente ao local onde se encontram arquivados. Além disso, é uma técnica que fica muito dispendiosa e requer criação de instrumentos de pesquisa e de meta-informação para a recuperação dos documentos microfilmados.

Actualmente, com os avanços das novas tecnologias, proporciona-se uma melhor realização dos serviços, quer na área da preservação e de conservação, quer na área de disponibilização de fontes. O avanço na informática tornou-se aliado dos livros e dos leitores, já que hoje o material pode ser melhor catalogado através de bancos de dados, facilitando a consulta aos interessados. É o caso, por exemplo, da secção interactiva “Turning the Pages” da Biblioteca Britânica de Londres624. Esta permite que os utilizadores tenham acesso a reproduções digitais de livros raros e preciosos que aquela instituição alberga625 e que, de outra forma, raramente ou muito dificilmente, seriam manuseáveis pelo leitor comum. Desta forma, os utilizadores/leitores podem “folhear” virtualmente essas preciosidades no ecrã do computador, página a página, com a ajuda do rato. Felizmente, existem outros exemplos, como o de diversos arquivos digitais consultados, nomeadamente, a nível internacional: entre eles, o da Biblioteca Nacional de França626, da Universidade de Salamanca627 e da Biblioteca do Vaticano628.

A nível nacional, infelizmente, são poucas as instituições que dispõem deste recurso, apenas o Arquivo da Torre do Tombo629 e a Biblioteca Nacional apresentam essa possibilidade. Naquele é possível aceder electronicamente a documentos das Chancelarias Régias e a documentos relacionados com a Inquisição. Ao pesquisador são fornecidas informações básicas do documento tais como, o autor, data do documento, tipo de documento, destinatário, o proprietário dos direitos de imagem e um pequeno resumo do conteúdo do documento em causa. Dada a velocidade da vida moderna e o tempo exíguo de que dispomos, torna-se urgente que mais instituições nacionais, não só arquivos, mas também bibliotecas adiram a esta nova tecnologia e tirem partido dela. Os arquivos municipais e distritais e as bibliotecas municipais só têm a ganhar, porque ao digitalizarem e disponibilizarem determinados documentos podem despertar novos interesses na comunidade científica e académica dessa região, resultando em novas pesquisas e, consequentemente, um maior e mais valioso acervo documental. O problema estaria em seleccionar os documentos a digitalizar. Naturalmente, um documento torna-se importante em função do objecto de pesquisa de quem o procura. Por isso, é difícil criar uma hierarquia para as diversas fontes documentais. Se assim fosse, seriam descartados documentos hoje considerados secundários, mas que, ao terem caído no interesse de algum investigador, se tornariam essenciais. Deste modo, o objectivo principal da digitalização não retira a importância do documento original e muito menos passa pela sua destruição. Pelo contrário, permite criar mecanismos que auxiliem na sua preservação, uma vez que o serviço digital diminui o contacto do pesquisador com o documento e facilita a sua disponibilização e acessibilidade. Além disso, com o auxílio desta tecnologia, o problema de espaço e de tempo, com os quais muitos arquivos e bibliotecas se debatem hoje em dia, são minimizados. A adopção da tecnologia digital por parte da Torre do Tombo potenciou a divulgação da informação e, simultaneamente, permitiu a sua preservação em formato digital630. No entanto, a digitalização só pode ser uma mais-valia se forem respeitados alguns critérios básicos, como são clarificados pela Direcção Geral de Arquivos que defende que a preservação digital:

“Destina-se a garantir que os DAE sejam conservados de forma legível e acessível, mantendo simultaneamente as suas propriedades de autenticidade e integridade durante tanto tempo quanto a organização deles necessitar. O Plano de Preservação Digital permitirá identificar quais as funcionalidades que devem ser implementadas e a forma de as implantar, para manter a integridade e usabilidade dos documentos de arquivo electrónico ao longo do tempo.” 631


Na verdade, qualquer técnica de preservação, não só a digital, deve ser realizada de acordo com os requisitos de autenticidade, integridade, acessibilidade e inteligibilidade. Tal como o papel, também a superfície metálica dos discos pode sofrer danificações, pois também estão sujeitos aos efeitos da temperatura, humidade, luz, ameaças biológicas, ou até podem ser danificados pelo uso indevido e simplesmente regular, como podem ficar inacessíveis por causa de catástrofes naturais ou obsolescência tecnológica. Assim, a aplicação de estratégias de preservação para estes documentos digitais é, cada vez mais, uma prioridade, já que sem elas não existiria nenhuma garantia de acesso e integridade dos documentos a longo prazo. Essas estratégias de preservação deverão adoptar ferramentas que deverão servir para reparar e restaurar registos protegidos, prevendo os danos e reduzindo os eventuais riscos a que estão expostos. Numa altura em que as soluções tecnológicas evoluem tão rapidamente na sociedade, esta deve estar preparada para as mudanças futuras, o que não a impede de tomar medidas no presente. Assim, na adopção da digitalização como técnica de preservação e de acesso a documentos electrónicos, é imperativo que a instituição em causa pondere não só os custos e as necessidades de utilizadores, mas também os seus níveis de serviço, uma vez que estas precisam de aprender novas formas de trabalhar e de lidar com os investigadores de hoje para os quais as soluções antigas são insuficientes e incapazes de dar resposta à sua “sede de saber”.
III. A Digitalização a favor da História Local – o caso do espólio cultural de Celorico da Beira
Celorico da Beira, infelizmente, não possuiu uma política cultural eficiente no que diz respeito à preservação da sua memória local. Prova disso é a falta de um local condigno a que se possa chamar de Biblioteca e Arquivo Municipal. De nome, tanto aquela como este existem, mas, na realidade, nenhum detém as características que habitualmente se esperam desses lugares, especialmente numa terra rica de valor histórico, que “tem na história nacional um lugar de relevo”632. No entanto, existem diversos locais onde pode ser encontrado um vasto espólio documental sobre Celorico da Beira e o seu Concelho. Entre eles, destaco o Arquivo Municipal da Guarda, o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, a Biblioteca Nacional, a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, a Hemeroteca da Biblioteca Municipal do Porto e a Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (Guarda). Embora não tenham documentos específicos sobre Celorico da Beira, existem outros lugares que possuem vários documentos que fazem referência à Vila de Celorico da Beira e/ou os seus habitantes. São eles: o arquivo digital da Universidade de Salamanca e o arquivo digital da Biblioteca Nacional de França. De facto, é de lamentar que a histórica Vila de Celorico da Beira não tenha um acervo especializado em história local que abranja livros, documentos impressos e manuscritos, folhetos religiosos e em especial, os jornais celoricenses dos finais do século XIX e princípios do século XX, que são testemunho real da sociedade daquele tempo e podem, por isso, permitir a elaboração de projectos nas variadas áreas de conhecimento, desde monografias a simples artigos, passando por dissertações, teses e outras produções académicas realizadas a partir da consulta dos referidos periódicos.

A preservação destes jornais, como de qualquer outro documento, é imprescindível para a salvaguarda da memória histórica e cultural desta vila, que ao longo do último século foi perdendo prestigio, vitalidade e, arriscaria mesmo a dizer, identidade. Por isso, impera a necessidade de resgatar esses testemunhos e disponibilizar as informações contidas nas suas páginas amarelecidas pelo tempo, de forma que estas possam devolver o orgulho de ser celoricense, não só aos seus mais altos dirigentes, como também ao simples cidadão anónimo. Esse resgate pode ser muito bem feito pela digitalização dos documentos mais antigos, dos quais alguns já se encontram fora de consulta, como o jornal A Gleba, depositado na Biblioteca Nacional. Devido ao mau estado em que se encontra é impossível folheá-lo e mesmo vê-lo. O mais grave é que estes jornais, únicos sobreviventes da história do jornalismo celoricense, que a maioria dos próprios desconhece, pois hoje em dia não existe sequer um jornal, apenas se encontram na BNP, na BGUC e na Hemeroteca da BMP. No caso de desaparecimento destes periódicos, talvez pouco importante para os demais cidadãos nacionais, mas de extrema relevância para qualquer celoricense, que tenha orgulho das suas origens, seria uma perda inestimável para a história local, pela riqueza das suas informações sobre o quotidiano de Celorico da Beira e do seu Concelho nos finais do século XIX e princípios do século XX. Embora singulares, enquanto instrumentos de pesquisa e de informação, estes periódicos podem abrir uma infinidade de possíveis temas e interpretações por parte daqueles que têm na mesma a renovação do conhecimento acerca da realidade local. Deste modo, o processo de digitalização destes jornais, enquanto fontes de memória e história de Celorico da Beira, assim como de outros documentos, principalmente os que se encontram em avançado estado de degradação, surge como uma alternativa imediata para conservar as informações preciosas contidas nessas páginas amarelecidas pelo tempo. Ao passarem para o suporte digital, estes jornais deixam de ser disponibilizados fisicamente ao público e, consequentemente, desde que armazenados nas devidas condições, poderão ter uma vida útil prolongada. A partir do momento que esses jornais forem digitalizados existe maior possibilidade de disseminação da informação neles contida, garantindo à população local o direito de ter acesso a essas informações. O contacto com estes conteúdos de ordem quotidiana, sejam eles, políticos, sociais, económicos ou culturais, podem ajudar a construir uma identidade cultural local.

A digitalização de documentos converte-se um instrumento fundamental para a conservação e disseminação da informação, porque ajuda a reduzir custos, tempo e distância, fazendo que os utilizadores acedam à informação de que precisam em qualquer lugar e a qualquer hora. Os centros de documentação, como os arquivos e as bibliotecas, devem estar em sintonia com as novas tecnologias, as quais vão potenciando, de uma forma mais activa e positiva, os seus conteúdos e finalidades, dando-os a conhecer ao público em geral. A digitalização pode até não ser a melhor forma de preservação do tão vasto espólio cultural, uma vez que os recursos tecnológicos utilizados podem tornar-se obsoletos mais depressa do que pensamos, tal tem sido a evolução tecnológica. No entanto, hoje em dia é a melhor forma encontrada para evitar que estes e outros documentos preciosos desapareçam por completo. Como José Mattoso referiu acerca da documentação, e se pode ler em Armando B. Malheiro da Silva:

“Dado o ponto de vista que adoptei, é natural que comece por lembrar que se deve considerar a paisagem como documento. Quero-me referir às marcas que o homem nela deixou. […] Seguem-se os monumentos, vestígios arqueológicos, obras de arte, erudita ou popular, e objectos da civilização material de outrora. […] Por último o imenso grupo dos documentos escritos. Aqui importa, antes de mais, é constituir corpos documentais, completos e seriáveis pelas coordenadas do tempo e do espaço. […] Inseridos os documentos em séries datadas, trata-se de saber que dados devemos procurar neles. Neste ponto, é necessária a maior imaginação, para poder encontrar respostas às perguntas que fui enunciando ao longo desta exposição.” 633



Conclusão
Os estudos locais podem ser muito úteis na busca da identidade de uma localidade, ao desvendar o seu passado, a sua história e o seu património, valorizando-o e protegendo-o. No caso de Celorico da Beira, o estudo local pode contribuir e muito para o seu desenvolvimento e afirmação. Este desafio pode muito bem ser lançado pelas autoridades autárquicas na constituição de lugares apropriados para a sua exposição e divulgação. Exemplos disso são os museus, as bibliotecas e os arquivos, uma vez que estes estão mais habilitados, desde que tenham pessoal especializado, para a sensibilização da população para a defesa do seu património histórico-cultural, indispensável à descoberta da sua identidade local. Na verdade, a identidade de um local constrói-se com testemunhos fidedignos e submetidos a uma reflexão feita de acordo com as concepções históricas. Deste modo, este texto é mais um contributo para a reconstrução da história e da memória de Celorico da Beira, ou seja, uma viagem ao passado, nunca esquecendo o presente, que importa continuar a desvendar. Esta história local pode tornar-se num poderoso elemento de união dos habitantes do concelho de Celorico, restituindo-lhes um factor de identidade comum, hoje perdido pelas vicissitudes da cultura moderna cada vez mais individualista e cada vez menos solidária. Pretende também entusiasmar aqueles celoricenses, que embora longe da sua terra natal, continuam ligados a ela sentimentalmente. Resta ambicionar que as autoridades competentes reconheçam a importância deste vasto espólio documental, monumental e artístico, e adoptem uma política arquivística eficaz, capaz de promover a salvaguarda, o tratamento e a divulgação do património do Concelho de Celorico da Beira. Assim sendo, sublinho, mais uma vez, a necessidade da valorização das monografias locais enquanto fontes subsidiárias de outros estudos, por exemplo, a contribuição que esta pode ser para a construção da história nacional. Reconhecido o seu proveito, importa também que os programas do ensino básico e secundário sensibilizem os professores e os alunos para o conhecimento da sua realidade local e regional e que criem condições práticas para que o contacto com tal realidade seja possível e imperativo.

Desejo, por isso, que todos aqueles que, de certo modo, se sentem emocionalmente ligados a esta terra, aprendam e se sintam orgulhosos de Celorico da Beira, da mesma forma que eu aprendi e senti aquando da recolha da informação para esta dissertação. Por último, faço votos para que este trabalho possa cumprir a dupla função de ser atractivo para a maioria da população celoricense, e ser tecnicamente rigoroso e objectivo para suscitar o interesse de leitores com outra exigência cultural e científica que possam dar seguimento ao mesmo, na elaboração de uma nova monografia sobre Celorico da Beira.



Bibliografia Geral
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VEIGA, José Pires, Ruas e Moinices das Minhas Memórias, Câmara Municipal, Celorico da Beira, 2005.
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Artigos Científicos
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MENDONÇA, Dina Isabel Malheiros de, J.M.L. Rodilla, J.G. Urones e R.F. Moro e D.J. Williams, “Tricyclic Diterpenes from Halimium viscosum”, Phytochemestry, 1998, 47, 1545.
MENDONÇA, Dina Isabel Malheiros de, J.M.L. Rodilla, J.G. Urones e R.F. Moro, “Hydroxylated Terpenoids from Halimium viscosum (Celorico da Beira)”, Phytochemistry, 1998, 49, 817.

Teses
PINTO, Ana Margarida Babo, Química Industrial, “Estudos da Composição Química da Fracção Insolúvel em Acetato de Etilo do Extracto de Etanol do Halimium Viscosum (Willk.) P.Silva (Celorico da Beira), Universidade da Beira Interior, 2000.
FERNANDES, Luís Miguel de Marques, “Componentes Químicos da Parte Solúvel em Tolueno do Extracto de Etanol do Halimium viscosum (Celorico da Beira)”, Mestrado em Química, Universidade da Beira Interior, 2001.
MIGUEL, Isaura Luísa Cabral, Religião e vida social no espaço urbano: comunidades judaicas na Beira Interior em finais da Idade Média, Mestrado em História Regional e Local, Departamento de História, Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa, 2007.
SANCHES, António Ribeiro, Cristãos Novos e Cristãos Velhos em Portugal, Universidade da Beira Interior, Covilhã, 2003.
Artigos de Revistas ou Jornais
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ALMEIDA, José Maria de, “A Ermida da Senhora dos Açores” in Altitude, nº 8, Vol. I, 1ª Série, Agos. 1941.
AZEVEDO, Pedro, “Extractos arqueológicos das memórias paroquiais de 1758”, in O Arqueólogo Português, VI (1ª série), Imprensa Nacional, Lisboa, 1901, p.160.
BARROCA, M.J., “A inscrição de Santa Maria de Açores (666). Nova leitura”, in Revista da Faculdade de Letras. História, 2ª série, Vol. IX, Porto, 1992.
FONSECA, Alberto Diniz da, “S. Francisco de Assis esteve na Beira-Serra” in Altitude, nº 5, Ano II, Vol. II, 1ª Série, Maio 1942, p.143.
FONSECA, Helder, “S. Marcos e a comunidade de Vale de Azares no século XVIII”, in Revista Portuguesa da História, 30, Coimbra, 1981.
JOANAZ, Salomé, “Aldeias Históricas, Histórias do Passado”, in Altitude, Ano LVIII, 3ª Série, Nº5, 2000.
LOBÃO, João C. MARQUES, António C. e NEVES, Dário, “Património arqueológico do concelho de Celorico da Beira, Subsídios para o seu inventário e estudo”, in Praça Velha, Câmara Municipal da Guarda, 2006, Vol.XIX.
NUNES, Graça Maria Soares, “A História Regional e Local – Contributos para o estudo das Identidades Locais”, in Cadernos de Sociomuseologia nº8, 1996.
POMPÍLIO, Numa, “Celorico da Beira”, in Beira Alta, Viseu, 1942, vol. 1 (t. 2), pp. 81.88.
OLIVEIRA, Manuel Ramos de, “As Lutas Civis no Distrito da Guarda: as perseguições no Concelho de Celorico”, in Beira Alta, vol. 10 (tomos 3-4), Viseu, 1951, pp. 273-281.
___________________________, “Forais, inquirições, impostos e foros de Celorico”, in Beira Alta, nº22, 1963.
________________________, Importância Social de Celorico”, in Beira Alta, vol. 24 (t.3), Viseu, 1965, pp. 309-324.
___________________________, “Ligeiras Notas Históricas: Como se fala no Concelho de Celorico”, in Beira Alta, vol. 6 (t. 1), Viseu, 1947, pp.43-61.
________________________________, “Monumentos do Concelho de Celorico”, in Altitude, Ano III, Vol. II, 1ª Série, p.86.
_______________________, “Os Cabrais”, in Altitude, nº11, Ano II, 1942.
_______________________, “Os Cabrais”, in Altitude, nº12, Ano II, 1942.
“O Socorro às Vítimas do Ciclone”, in Altitude, nº 2, Ano 2, Vol. II, 1ª Série, Fev. 1942, pp.70-71.
PEREIRA, António dos Santos, “Património rural, ambiente e educação”, in Ubiletras, Revista online do Departamento de Letras da Universidade da Beira Interior, 2010.
PEREIRA, Vítor, “O Povoado Pedra Aguda (Subsídios para o seu conhecimento) ”, in Praça Velha, Vol. XIV, Câmara Municipal da Guarda, Guarda, pp.21-34;
ROCHA, António dos Santos, “A necrópole da Moirama, nas vizinhanças de Celorico”, in Boletim da Sociedade Archeologica Santos Rocha, 1 (3), 1906, pp.101-102.
______________________, “Duas peças neolithicas de Cortiçô, concelho de Celorico”, in Boletim da Sociedade Archeologica Santos Rocha, 1 (6), Figueira da Foz, 1908, pp.171-173.
“Subsídios enviados durante o mês de Maio de 1942 pela Comissão Nacional de Socorros às vítimas do ciclone para o distrito da Guarda”, in Altitude, nº 7, Ano 2, Vol. II, 1ª Série, Jul. 1942, p. 212.
TAVARES, J. A. de Abrunhosa, “Marialva «cara de rosas»”, in Altitude, Ano II, Vol. II, 1ª Série, p.328
TAVARES, Maria José Pimenta Ferro, “Os Judeus no século XV”, in Altitude, nº4, Ano II, 2º Série, Dezembro 1981.
VALERA, António Carlos Neves e MARTINS, Ana Margarida, “Levantamento arqueológico do concelho de Celorico da Beira, relatório de Campo”, in Trabalhos de Arqueologia da EAM, 2, Colibri, Lisboa, 1994, pp.273-282.
Chancelarias

Nota: Apenas se enunciam as Chancelarias Régias mencionadas pelos vários autores consultados. Todo o fundo deve ser consultado a partir dos respectivos índices pelos eventuais investigadores que ambicionem fazer a História de Celorico.
Chancelaria de D. Afonso V - Livro 18, fl. 59.
Chancelaria D. Dinis - Livro 1º - fl.196; Livro 2º da Beira, fl.232.
Chancelaria de D. João I – Livro 2º, fl.87.
Chancelaria de D. João III - Livro 5, fl.33 vº.
Chancelaria de D. João V - Livro 61, fl.119.
Chancelaria de D. José – Livro 34, fl.259 vº.
Desembargo do Paço-Repartição da Beira-Masso 398, nº29289.

Publicações
A Voz do Pároco, (1913, nº1; 1916, nº119), BGUC, GN-3-7.
Boletim Municipal, Ano 0 (29.02.1995) – Ano 9 (Dez. 2004), BNP, J.5566 V.
Cerro Rico, nº4 (03.03.1904) – nº14 (08.06.1904), BNP, J.1034G.
Correio da Serra, nº1 (24.03.1927) – nº63 (29.07.1928), BNP, J.3710 G.
Jornal de Celorico, nº1 (18.09.1919) – nº4 (09.10.1919), BNP, J.1376A.; BGUC, GN-23-5 (1919, nº14).
Notícias de Celorico, nº 1 (03.04.1919) – nº21 (04.09.1919), BNP, J. 3715//6 G; BGUC, GN-24-5 (1919, nº1,4-21).
O Correio, nº64 (12.08.1928) – nº138 (16.11.1930), BNP, J.3710 G. (continuação do Correio da

Serra).
Terra da Beira, nº1 (21.08.1921) – nº181 (24.10.1926), BNP, J.3421G.; BGUC, GN-10-8 (1921, nº1; 1926, nº171).
Voz da Misericórdia, nº1 (Set.1988) – nº8 (Jun.1989), BPN, J. 4789 V.

Bibliografia Temática
Administração
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BARROCO, Manuel Joaquim, Panoramas do Distrito da Guarda : apontamentos referentes aos concelhos e freguesias do distrito, 14 concelhos e 329 freguesias, Guarda, 1978;
Boletim Informativo Coflorcel - Cooperativa Florestal de Celorico da Beira, 2003, Mimoso Paulo, dir.; Coflorcel - Cooperativa Florestal de Celorico da Beira, ed. com. (Instituto António Sérgio);
«Código das Posturas Municipais do Concelho de Celorico da Beira», in Gazeta da Beira, n.º 301 de 21 de Julho de 1874 in BGUC, Miscelâneas, vol. CCCLXI, n. 5811: Código de posturas da Câmara Municipal de Celorico da Beira, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1863;
Código de posturas da Câmara Municipal de Celorico da Beira, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1863, p.23;
Deliberações e regulamentos da Vila de Celorico da Beira, [ed. lit.] Câmara Municipal de Celorico da Beira, CM Celorico da Beira 2006;
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FONSECA, Helder, “S. Marcos e a comunidade de Vale de Azares no século XVIII”, Revista Portuguesa de História, 30, Coimbra, 1981;
Instituto dos Arquivos Nacionais / Torre do Tombo - Recenseamento dos Arquivos: Câmaras Municipais e Misericórdias. 1999, vol.13-p. 31-35. (Arquivo Geral da Câmara Municipal localizado no edifício dos Paços do Concelho. Possui este arquivo documentação da Câmara Municipal e dos órgãos municipais deste concelho desde 1512 à actualidade, bem como de outras entidades: Administração do Concelho [1873-1936] e Câmara Municipal de Linhares [1704-1846]):

Actas da Câmara de Celorico da Beiras (1819-1854), 29 livros;

Actas das Câmara de Linhares (1830-1840), 2 livros;

Expostos (1818-1879), 6 livros;

Foral (1512);

Livro da Câmara de Linhares (1704-1708), 1 livro;

Registo de Leis e Ordens da Câmara de Linhares (1789-1830); 1 livro;

Actas (1914-1971), 1 livro;
MOREIRA, M. Conceição, Linhares: aspectos históricos, Serviço Nacional de Parques e Património Paisagístico, Lisboa, 1980;
Memórias Paroquiais, 1758, vol. 10, nº 258, p. 1743 a 1752 (Celorico da Beira), PT-TT-MPRQ/10/258. (ANTT);
Memórias Paroquiais, 1758, vol. 11, nº 394, p. 2685 a 2688 (Cortiçô), PT-TT-MPRQ/11/394. (ANTT);
Memórias Paroquiais, 1758, vol. 31, nº 15, p. 71 a 74 (Rapa), PT-TT-MPRQ/31/15. (ANTT);
Memórias Paroquiais, 1758, vol. 31, nº 20, p. 93 a 96 (Rapa), PT-TT-MPRQ/31/20. (ANTT);
Memórias Paroquiais, 1758, vol. 35, nº 194, p. 1427 a 1430 (Sobral da Serra), PT-TT-MPRQ/35/194. (ANTT);
Memórias Paroquiais, 1758, vol. 38, nº 11, p. 57 a 58 (Vale de Azares), PT-TT-MPRQ/38/11. (ANTT);
Memórias Paroquiais, 1758, vol. 39, nº 162, p. 1003 a 1008 (Vide-Entre-Vinhas), PT-TT-MPRQ/39/162 . (ANTT);
Memórias Paroquiais, 1758, vol. 40, nº 197, p. 1189 a 1194 (Vila Cortês), PT-TT-MPRQ/40/197. ANTT;
Memórias Paroquiais, 1758, vol. 2, nº 34, p. 239 a 242 (Aldeia da Serra), PT-TT-MPRQ/2/34. (ANTT);
Memórias Paroquiais, 1758, vol. 8, nº 31, p. 177 a 182 (Cadafaz), PT-TT-MPRQ/8/31. (ANTT);
Memórias Paroquiais, 1758, vol. 10, nº 230, p. 1545 a 1548 (Cavadoude), PT-TT-MPRQ/10/230. (ANTT);
Memórias Paroquiais, 1758, vol. 10, nº 242, p. 1639 a 1640 (Casas do Rio), PT-TT-MPRQ/10/242. (ANTT);
OLIVEIRA, Manuel Ramos de, «Alguns Apontamentos sobre a Freguesia da Rapa», in Beira Alta, 14 (1955) 101-218;
_________________________, «Terras de Celorico. Baraçal», Beira Alta, n.º 20, Viseu, 1961, pp. 562-571;
_________________________, «Terras de Celorico. Lageosa», Beira Alta, n.º 22, Viseu, 1963, pp. 33-41;
_________________________, «Terras de Celorico. Vale de Azares» Beira Alta, n.º 23, Viseu, 1964, pp. 99-107;
_________________________, «Terras do Concelho de Celorico da Beira. Ratoeira», Beira Alta, ano XXVI, n.º 1, Viseu, 1968, pp. 3-20;
REIS, António Matos, Origem dos Municípios Portugueses, Livros Horizonte, Lisboa, 1991;
Representação feita pelo commendador Alvaro de Amaral Cabral Saraiva: De Valle de Azares à Câmara Municipal do seu concelho Celorico da Beira, 1926;
Tombo dos casais das vilas de Açores e Forno do Telheiro (Celorico da Beira) e da vila do Baraçal, na comarca da Guarda pertencentes a D. Luís da Cunha, feito em cumprimento de uma cláusula dos respectivos emprazamentos, N.º 936: (1595-1605).
VARELA, João de Matos Antunes, Discurso proferido na inauguração do Tribunal de Celorico da Beira, Lisboa: [s.n.], 1962.
Velosa: ponte para o futuro, Comissão de Festas da Velosa, 2002.

Cultura
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As elites políticas e sociais e o governo de Celorico da Beira: arquivo e memória (1787-1834) / José João de Almeida Patrício, Lisboa, s.n., 2007;
Castelo de Celorico da Beira [Material cartográfico]: planta ao nível da entrada / Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, Portugal; Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, 194?;
FERREIRA, José Albano, Águia e truta: Poesia acróstica, Celorico da Beira: Câmara Municipal, 2001;
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NEVES, Vítor M. L. Pereira, As aldeias históricas: conjuntos históricos a valorizar, Lisboa, [s.n.], Viseu: Eden Gráfico, 1996.
O castelo e as fortalezas de Celorico da Beira – Manuscrito R.N.L. Reserv. F.G. 225 (BNP);
O centro rural do Alto Mondego: roteiro turístico / Associação de Desenvolvimento Rural da Serra da Estrela, Gouveia ADRUSE 2000;
PERES, Damião, A Gloriosa História dos mais belos Castelos de Portugal, Portucalense Editora, Lisboa, 1969 (?);
RODRIGUES, Adriano Vasco, Celorico da Beira e Linhares: Monografia Histórica e Artística, Celorico da Beira, 1979;
VEIGA, José Pires, Ruas e moinices das minhas memórias, Guarda, Câmara Municipal, 2005;
VEIGA, José Pires, Jogos e homens de terras frias: a domesticação do corpo para o trabalho, Lisboa, [s.n.], 1996.
Demografia
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PAULINO, Américo Augusto Silva, Formação profissional e desenvolvimento regional (Guarda, Sabugal, Manteigas, Celorico da Beira, Fornos de Algodres e Aguiar da Beira) [Texto policopiado]; Tese de Mestrado, orient. Marques Reigado, Covilhã 1998.
Economia e Desenvolvimento
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Caminho de Ferro da Beira Alta: memoria descriptiva do traçado entre Coimbra e Santa Comba Dão e da variante entre Celorico e Villa Franca das Naves: comparação de todos os traçados, Lisboa: Imp. Nacional, 1874;
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MARTINHO, Alberto Trindade, O Pastoreio e o Queijo da Serra, Colecção Parques Naturais, Lisboa, 1981, 2ª edição.
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SANTOS, Júlio, (Dir.), Celorico da Beira: a capital do queijo Serra da Estrela, coord. Levi Coelho, Celorico da Beira : [s.n.], 2001;
SERRÃO, Joaquim Veríssimo Viagens em Portugal de Manuel Severim de Faria, 1604, 1609, 1625, Lisboa: Academia Portuguesa da História, 1974;
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Geografia
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História
AMARAL, Abílio Mendes do, Memória da Quinta e da Ermida da Senhora das Necessidades: onde figuram o Prior de Celorico da Beira, o Bispo de Angra, natural de Gouveia e outros ilustres beirões. Viseu, 1973;
AZEVEDO, Pedro, “Extractos arqueológicos das memórias paroquiais de 1758”, O Arqueólogo Português, VI (1ª série), Imprensa Nacional, Lisboa, 1901, p.160;
BARROCA, M.J., “A inscrição de Santa Maria de Açores (666) Nova leitura”, revista da Faculdade de Letras, História, 2ª série, vol. XI, Porto, 1992, p.507-516;
CARDOSO, Padre Luís, Dicionário geográfico ou Noticia histórica de todas as cidades, villas, lugares e aldeias, rios, ribeiras e serra dos Reynos de Portugal e Algarve com todas as cousas raras, I, Lisboa, 1747;
Forais Antigos, maço 5, n.º 5, e Maço 12, n.º 3, fl. 10: Carta de foral a Celorico e seus moradores;
Forais Antigos, maço 5, n.º 5 e maço 12, n.º 3 fl. 10: Foral de Celorico;
Forais Antigos, maço 8, n.º 3 e Maço 12, n.º 3, fls. 14, 21, 54: Foral de Linhares.
Homenagem a personalidades e instituições / Câmara Municipal de Celorico da Beira, Celorico da Beira: CM, 1997;

LEAL, A. Pinho (1873-90), Portugal Antigo e Moderno, Diccionário geographico, estatístico, chorographico, herldico, archeologico, histórico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguesias de Portugal e de grande número de aldeias, vol. VI, Lisboa;

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Religião

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Webgrafia
Acta do Conselho Superior da Magistratura, de 14/06 [Consult. 15 Abr. 2011] Disponível em:



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