Universidade estadual de campinas



Baixar 4.88 Mb.
Página15/101
Encontro29.11.2017
Tamanho4.88 Mb.
1   ...   11   12   13   14   15   16   17   18   ...   101

ALTERAÇÕES FUNCIONAIS DA BEXIGA E URETRA DE RATOS SUBMETIDOS À RESTRIÇÃO DE ÓXIDO NÍTRICO


Clarissa Mari de Medeiros (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Carlos Arturo Levi D'Ancona (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Este estudo simula, em ratos, alterações funcionais de trato urinário inferior e analisa os efeitos de certos fármacos. Objetivos: verificar se tratamento com N-nitro-L-arginina metil ester (L-NAME) induz alterações funcionais no trato urinário inferior de ratos e avaliar se Sildenafil reverte os efeitos do L-NAME. Metodologia: 27 ratos foram separados em dois grupos: Grupo Controle (não tratados) e Grupo de Estudo (ratos tratados com L-NAME -60 mg/Kg/dia por 30 dias). Os animais foram anestesiados com uretana (1,2 µmg/Kg), foi exposta a bexiga dos mesmos, posicionando-se scalp em sua cúpula e realizou-se a cistometria. Resultados: A administração do L-NAME (Grupo de Estudo) resultou em aumento significativo da Freqüência de Contração do Detrusor e no Limiar de Volume, com aumento na Freqüência de Ciclos de Micção por Minuto. O Grupo de Estudo apresentavam ureterohidronefrose e grandes bexigas, quando comparado com Controle. Nos animais tratados com L-NAME e Sildenafil, verificou-se diferença significativa entre os grupos para: Freqüência de Ciclos de Micção por Minuto e amplitude no tempo. Conclusão: Os animais tratados com L-NAME tiveram maior número de contrações do detrusor na fase de enchimento e aumento no número dos ciclos de micção; Sildenafil reverteu as alterações do detrusor, ocorrendo diminuição do número de ciclos de micção bem como da amplitude das contrações.

Hiperatividade do detrusor - Óxido nitrico - L-NAME


B0075

ADRENOLEUCODISTROFIA LIGADA AO X: CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR DE UMA FAMÍLIA


Camila Braun Heinke (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Carlos Eduardo Steiner (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A Adrenoleuocodistrofia ligada ao X (X-ALD) é uma doença rara, com pouco mais de 400 famílias identificadas na literatura. A investigação molecular de uma família diagnosticada e acompanhada no HC/Unicamp permitirá identificar a mutação do caso e oferecer aconselhamento genético preciso, especialmente para as heterozigotas (portadoras) dessa família. Os estudos moleculares iniciaram com extração de DNA dos pacientes. Os 10 éxons do gene ABCD1 foram submetidos a técnica de PCR. Para que as reações apresentassem bons resultados, os primers foram conferidos em relação a tamanho e presença de íntrons. Cada éxons foi submetido a reações de PCR diferentes, com concentrações de primers, DNA, reagentes diferentes e variação das temperaturas de anelamento. Os éxons A1C, A2, A4, A5, A9 e A10, testados na faixa de 50°C e 60°C, apresentaram bons resultados e foram submetidos a seqüenciamento. Aqueles que não amplificaram foram submetidos a reações em temperaturas de 60°C a 65°C. A análise do seqüenciamento do éxon 5 revela inserção de base, sugerindo possível mutação que para confirmação, necessita de testes com enzima de restrição. Todos os produtos serão submetidos a comparação com seqüências existentes em bancos de dados.

Adrenoleucodistrofia - Gene ABCD1 - Ácidos graxos de cadeia muito


B0076

IDENTIFICAÇÃO DE BACTÉRIAS NÃO FERMENTADORAS EMERGENTES EM FIBROSE CÍSTICA E INFECÇÃO HOSPITALAR


Cibele Zanardi Esteves (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Carlos Emilio Levy (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Bactérias Gram negativas não fermentadoras são potenciais patógenos envolvidos em infecções hospitalares e em infecções crônicas do trato respiratório de pacientes com fibrose cística. Devido à dificuldade de caracterização microbiológica destas bactérias por métodos clássicos manuais nossa proposta é documentar o desempenho destes agentes, juntamente com cepas-padrão ATCC, frente a provas e testes bioquímicos padronizados, cujos dados são escassos na literatura. Para o desenvolvimento do projeto foi necessário: - Revisão da literatura das provas bioquímicas e seus fundamentos bioquímicos; - Levantamento dos resultados dos testes já publicados; - Revisão dos procedimentos operacionais padrão realizados pelo laboratório; - Preparação de meios de cultura e controle de qualidade dos testes realizados; - Aprendizado da rotina de identificação bacteriana manual do laboratório de microbiologia. A caracterização de cepas padrão juntamente com cepas de amostras clínicas nos tem permitido reavaliar o desempenho das provas utilizadas e identificar as dificuldades e limitações dos recursos microbiológicos clássicos disponíveis na rotina laboratorial para identificação destes agentes.

Bactérias não fermentadoras - Fibrose cística - Infecção hospitalar


B0077

ESTUDO DO POLIMORFISMO 894G/T NO GENE NOS3, CANDIDATO A MODIFICADOR DA FIBROSE CISTICA, EM PACIENTES NA REGIAO DE CAMPINAS


Aline Roberta Bariani Marcelino (Bolsista PIBIC/CNPq), Cyntia A. A. Correia, Luciana C. Bonadia, Antônio F. Ribeiro, João D. Ribeiro e Profa. Dra. Carmen Silvia Bertuzzo (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A FC é uma doença autossômica recessiva com expressividade variável. As mais de 1.500 mutações do gene CFTR alteram a função da proteína por inúmeros mecanismos, contribuindo para a heterogeneidade clínica. Mesmo entre pacientes de genótipos iguais encontram-se quadros clínicos variáveis, sugerindo a existência de genes modificadores modulando o fenótipo. O gene NOS3, candidato a modificador é expresso em vasos sanguíneos pulmonares, células do trato respiratório e neutrófilos e seu produto, NOsintase, catalisa a síntese de óxido nítrico, gás que participa de processos de defesa. Estudos indicam que o polimorfismo 894G/T leva à maior estabilidade da enzima, modulando o fenótipo de pacientes, já que maior estabilidade produziria maior quantidade de NO, dificultando a colonização do trato respiratório por bactérias. O objetivo deste estudo é identificar o polimorfismo 894G/T no gene NOS3 e associá-lo com o quadro pulmonar-microbiológico e genótipo CFTR. Até o momento foram investigados 50 pacientes com genótipos CFTR conhecidos em acompanhamento no Ambulatório de FC no HC/UNICAMP. A análise molecular é feita através de PCR e digestão enzimática seguidas de eletroforese. A freqüência do alelo T encontrada foi de 0,69 e do alelo G foi de 0,31, diferindo daquelas encontradas na literatura. Os dados clínicos estão sendo levantados para a análise de associação.

Fibrose cistica - Polimorfismo - Gene modificador


B0078

CÂNCER DE MAMA E GENE HFE


Brenner Matheus de Magalhaes Vilar (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Carmen Silvia Bertuzzo (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
O câncer de mama é o tumor maligno mais freqüente na mulher, originando-se de mutações genéticas desencadeadas por múltiplos fatores. Neste trabalho, a partir de análises encontradas na literatura, buscou-se entender a relação existente entre mutações no alelo HFE Tyr282 do gene HFE e o aparecimento de câncer de mama em mulheres sem histórico familiar. Esse gene é o responsável pela regulação da entrada de ferro no interior das células (Gene da Hemocromatose). O acúmulo de ferro no interior da célula pode estar associado a uma maior predisposição a mutações gênicas. Foram analisadas 150 amostras de DNA estocadas no Laboratório de Genética da FCM – UNICAMP. As técnicas utilizadas foram PCR, seguidas por eletroforese. As enzimas de digestão utilizadas foram a MboI para a mutação H63D e Rsal para a mutação C282Y.

Câncer de mama - HFE - Tyr282


B0079

ASSOCIAÇÃO DA VARIANTE TRP149STOP (G446A) DO GENE ARLTS1 COM CÂNCER DE MAMA


Wagner Tadeu Jurevicius do Nascimento (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Carmen Silvia Bertuzzo (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
O câncer de mama é uma das mais freqüentes neoplasias entre as mulheres. No Brasil é a primeira causa de doença maligna em mulheres e tem uma ocorrência estimada de 48.930 casos para 2006, segundo o INCA. O câncer de mama pode ser familiar ou esporádico, sendo que para o primeiro caso algumas alterações hereditárias já foram definidas, como BRCA1 e 2. Outros estudos tem sido realizados encontrando variantes de genes, como o ARLTS1, em associação com câncer de mama familiar. Portanto, é necessário analisar em mulheres brasileiras a prevalência da variante Trp149Stop do gene ARLTS1 com o intuito de definir sua relevância na transmissão familiar da doença da mama. Nesse contexto, desenvolve-se um estudo caso-controle, totalizando cerca de 221 indivíduos, com casos de câncer de mama com e sem histórico familiar, que serão submetidos a teste de genética molecular para uma mutação específica, estabelecendo uma possível associação ao câncer de mama. Até o momento fizemos a padronização do método de amplificação do gene ARLTS1 e do método de digestão enzimática com a enzima FspBI e realizamos 94 exames, sendo um deles heterozigoto para a mutação TRP149STOP (G446A) do gene ARLTS1 e 93 homozigotos selvagens.

Câncer de Mama - ARLTS1 - TRP149STOP


B0080

IDENTIFICAÇÃO DO POLIMORFISMO C609T DO GENE NQO1 E DOS POLIMORFISMOS CYP1A1*2A E CYP1A1*2B DO GENE CYP1A1 NA SUSCEPTIBILIDADE À LEUCEMIA LINFÓIDE AGUDA


Gabriela Góes Yamaguti (Bolsista SAE/UNICAMP), Gustavo J. Lourenço, Vanessa S. Silveira, Luiz G. Tone, Luiz F. Lopes e Profa. Dra. Carmen Silvia Passos Lima (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Os genes NQO1 e CYP1A1 codificam enzimas que atuam, respectivamente, na metabolização do benzeno e carcinógenos do tabaco, ambos associados a leucemia linfóide aguda (LLA). O polimorfismo NQO1 C609T acarreta em enzima com atividade diminuída, enquanto os polimorfismos CYP1A1 A4889G e T6235C determinam uma maior ativação dos carcinógenos. O objetivo desse estudo foi determinar a influência desses polimorfismos na susceptibilidade a LLA nos indivíduos da nossa região. A genotipagem foi realizada por meio de PCR e digestão enzimática em amostras de sangue periférico de 113 pacientes com LLA e 113 controles. A freqüência do genótipo NQO1 609TT+CT foi maior em pacientes com LLA do que em controles (50,0% vs 27,7%; P= 0,0007) e o alelo variante T esteve associado a risco 2,6 vezes (IC 95%: 1,5–4,6) maior de LLA. Freqüências similares dos genótipos CYP1A1 4889AG+GG e 6235TC+CC foram encontrados em pacientes e controles. Entretanto, a freqüência combinada de NQO1 609CT+TT e CYP1A1 4889AG+GG foi maior em pacientes do que controles (22,3% vs 10,7%; P= 0,005), estando os alelos variantes associados a risco 3,2 vezes (IC 95%: 1,4-7,1) maior de LLA. Nossos resultados sugerem que a habilidade hereditária do metabolismo de carcinógenos, associada aos polimorfismos NQO1 C609T e CYP1A1 A4889G, constitui importante determinante da ocorrência da LLA em nosso meio.

LLA - CYP1A1 - NQO1


B0081

O EFEITO DA PRÓTESE AUDITIVA NA NEUROPLASTICIDADE DO SISTEMA AUDITIVO


Francine Popes de Camargo (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Christiane Marques do Couto (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A experiência do ser humano é enriquecida por sua capacidade de distinguir uma infinidade notável de sons, sendo a audição um sentido chave para comunicação humana. A audição se processa por meio da integração de dois sistemas: periférico e o central. Na tentativa de restaurar as disfunções auditivas e tentar diminuir as implicações decorrentes da deficiência auditiva algumas intervenções são propostas. Entre estas, estão o uso de próteses auditivas, terapia fonoaudiológica e treinamento auditivo. Neste trabalho, foi realizada uma revisão bibliográfica que abordou a prótese auditiva e sua relação com a plasticidade do sistema auditivo. As pesquisas atuais têm comprovado que uma perda auditiva periférica pode coexistir com um déficit do processamento auditivo central. Estas constatações, sobre o envolvimento central, evidenciam as implicações que este tem na reabilitação do paciente com deficiente auditiva neurossensorial e assinala a importância que testes que avaliem o processamento auditivo sejam incluídos no processo de protetização. Por outro lado, também se ressalta a importância da protetização no processo de plasticidade do sistema auditivo. Portanto, é necessário que o processo de seleção e adaptação de próteses auditivas inclua informações sobre os déficits periféricos e centrais, além das expectativas e prioridades dos novos usuários.

Protese auditiva - Neuroplasticidade - Treinamento auditivo


B0082

ANÁLISE DA EXPECTATIVA E DA SATISFAÇÃO DO IDOSO EM RELAÇÃO À PRÓTESE AUDITIVA


Izabella dos Santos (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Christiane Marques do Couto (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A perda auditiva decorrente de envelhecimento é comum entre idosos, os quais buscam na prótese auditiva um meio de se reintegrar a sociedade. Ao fazer isso, trazem consigo expectativas, que influenciarão diretamente a satisfação. Assim, esta pesquisa teve como objetivo analisar a expectativa e a satisfação do idoso sobre o uso da prótese auditiva. Para tanto foram analisadas as respostas dadas a dois questionários: um semi aberto sobre expectativa, aplicado anteriormente a adaptação e um mês após o uso; e um questionário fechado (Questionário Internacional – Aparelho de Amplificação Sonora Individual) que visa analisar a satisfação quanto ao uso da prótese auditiva. Foram avaliadas as respostas de indivíduos entre 60 e 85 anos, com perda auditiva neurosensorial, pertencentes ao Programa de Saúde Auditiva da UNICAMP. Na primeira fase foram avaliados 14 indivíduos, cuja principal expectativa era ouvir melhor. Na segunda fase, 10 indivíduos foram entrevistados e mostraram uma expectativa mais especifica, direcionando o que eles buscavam ouvir melhor. Dos idosos, 50% mostraram-se satisfeitos com a prótese auditiva, 20% insatisfeitos e 30% mantiveram-se em uma faixa intermediária. O estudo mostrou que as expectativas se tornam mais especificas após o uso da prótese auditiva e que poucos se mostram insatisfeitos com o seu uso.

Prótese auditiva - Expectativa - Satisfação


B0083

AS EXPECTATIVAS QUE OS FUTUROS USUÁRIOS DE PRÓTESE AUDITIVA TEM EM RELAÇÃO À INFLUÊNCIA DO EQUIPAMENTO NA MODIFICAÇÃO DE SUAS CONDIÇÕES DE VIDA


Pâmela Harumi Shigeyosi Kondo (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Christiane Marques do Couto (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A possibilidade da utilização de uma prótese auditiva, suscita nos futuros usuários, muitas expectativas relacionadas à modificação da qualidade de vida. Foram realizadas 23 entrevistas semidirigidas com adultos com idade entre 20 e 59 anos, e idosos com idade igual ou superior a 60 anos, encaminhados para o recebimento de próteses auditivas pelo Programa de Saúde Auditiva da UNICAMP, e que apresentavam perda auditiva neurossensorial e nunca haviam usado próteses auditivas. Participaram da pesquisa 12 idosos e 11 adultos e avaliou-se a expectativa de mudança na vida destes usuários com a utilização de próteses auditivas. Durante as entrevistas foram relatadas expectativas relacionadas a: melhora na compreensão da fala de familiares, melhora no relacionamento com familiares, amigos e sociedade, possibilidade da utilização do telefone, melhora no desempenho no trabalho, obtenção de trabalho, melhora da segurança pessoal no trânsito e melhora dos momentos de lazer. Observa-se que houve predomínio do relato da expectativa na melhora da comunicação, principalmente visando uma maior qualidade de vida nos relacionamentos familiares. Acredita-se que o conhecimento das expectativas dos futuros usuários de prótese auditiva, permite a seleção e orientação mais adequadas da prótese auditiva às necessidades auditivas e sociais dos futuros usuários.

Expectativas - Prótese auditiva - Condições de vida


B0084

USO DA PRÓTESE AUDITIVA E SATISFAÇÃO


Tatiana My Reom Nam (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Christiane Marques do Couto (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Para diminuir a incapacidade auditiva comumente utiliza-se a prótese auditiva, e para averiguar a sua adaptação são avaliadas algumas dimensões, entre elas a satisfação e uso. A análise destas duas depende normalmente da resposta do usuário; o qual nos irá fornecer dados sobre o tempo e freqüência de uso e o grau de satisfação. Esta pesquisa teve como objetivo analisar a satisfação e o tempo de uso do usuário de prótese auditiva e a relação entre elas. Para tanto foram analisadas as respostas de 17 indivíduos, entre 55 e 92 anos, com perda auditiva neurosensorial, de ambos os sexos, pertencentes ao Programa de Saúde Auditiva da UNICAMP. Foram aplicados dois questionários: um sobre tempo/freqüência de uso e outro sobre satisfação - Questionário Internacional – Aparelho de Amplificação Sonora Individual. Os resultados demonstraram que 52,94% dos indivíduos usam até oito horas por dia e 47,06% usam mais que oito horas por dia. O índice de usuários satisfeitos é de 29,41% e de usuários insatisfeitos é de 0%. Há uma faixa intermediária entre satisfação e insatisfação em que estão 70,59% dos usuários. A média de uso diário dos usuários satisfeitos é de 9,6 horas/dia e dos que estão na faixa intermediária de 9,08 horas/dia. Conclui-se que a satisfação à prótese é proporcional ao seu tempo de uso.

Prótese auditiva - Satisfação - Uso


B0085

SIGNIFICADOS ATRIBUÍDOS E POSSÍVEIS INFLUÊNCIAS NO COMPORTAMENTO DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS TABAGISTAS DA ÁREA DE SAÚDE DIANTE DAS PROPAGANDAS DE IMAGENS AVERSIVAS VEICULADAS NOS MAÇOS DE CIGARROS BRASILEIROS


Amanda Sena de Souza (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Claudinei José Gomes Campos (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
O trabalho objetivou analisar quais os significados atribuídos por estudantes universitários tabagistas na área de saúde frente às propagandas de imagens aversivas com mensagens de advertência nas embalagens dos produtos do tabaco e as influências no seu comportamento de fumar. A metodologia qualitativa adotada foi o estudo de caso, utilizando apresentação visual das figuras veiculadas nos maços de cigarros junto a uma entrevista de questões semi-estruturadas. A partir da análise de conteúdo temática foi possível elencar as seguintes categorias: Curiosidade como fator preponderante no início do hábito de fumar; Conhecimento cognitivo não garantindo adoção de um hábito saudável; Domínio do hábito sobre a crítica; Vislumbrando possibilidade futura de parar de fumar; Indiferença em relação às imagens aversivas estampadas nos maços de cigarro; Dissociação entre aparência e conteúdo do maço de cigarros; Percepção do fumante quanto ao malefício causado a outras pessoas; Controvérsias perante impactos causados pelas imagens. Concluímos que apesar de haver o conhecimento sobre danos causados pelo tabagismo e que quando visualizadas as imagens podem causar desconfortos, o hábito de fumar ainda prevalece seja por fatores fisiológicos, psicológicos, sociais ou outros e ainda verificou-se o desejo em cessar o hábito.

Controle do tabagismo - Tabagismo - Propaganda de cigarro


B0086

PERSPECTIVA DO USUÁRIO NO RELACIONAMENTO MÉDICO-PACIENTE E INTENÇÃO DE SEGUIR O TRATAMENTO PROPOSTO


Keila Domingos de Azevedo (Bolsista PIBIC/CNPq), Cláudia Danielle de Caetano e Prof. Dr. Cláudio Eduardo Muller Banzato (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Descrição: estudo da relação médico-paciente, sob a óptica dos pacientes. Objetivos: avaliar a participação dos pacientes nas decisões terapêuticas tomadas, considerar o grau de satisfação destes com o atendimento e correlacionar esses dados com intencionalidade de adesão ao tratamento proposto. Métodos: aplicação de questionário acerca de aspectos objetivos e subjetivos da relação médico-paciente, a 20 pacientes abordados à saída de sua primeira consulta em cada um dos 4 ambulatórios do HC/UNICAMP: cirurgia de cabeça e pescoço, oftalmologia, oncologia e psiquiatria, entre junho de 2006 e junho de 2007. Resultados: 85% dos pacientes relatam compreensão total da explicação médica fornecida, 88,8% relatam ter participado ativamente da decisão terapêutica e 100% demonstram intenção de aderir ao tratamento proposto. Conclusões: os elevados graus de compreensão e participação dos pacientes refletem-se na elevada porcentagem de pacientes que pretendem aderir ao tratamento, indicativos de uma avaliação positiva do relacionamento médico-paciente.

Relacionamento médico-paciente - Satisfação - Adesão ao tratamento


B0087

A INFLUÊNCIA DO CONVÍVIO COM PACIENTES TERMINAIS NA VIDA DOS ENFERMEIROS


Lisa Trevizan de Castro (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Debora Isane Ratner Kirschbaum (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Diariamente, serviços de saúde como a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) abrigam pacientes que são denominados terminais, ou seja, cujas condições patológicas são consideradas irreversíveis. Portanto, a morte acaba fazendo parte da rotina dos enfermeiros que atuam nesses lugares. Além disso, a morte é considerada um dos grandes enigmas da existência humana, podendo gerar inúmeros sentimentos desagradáveis. Por esse motivo, esse estudo teve como objetivo analisar de que forma os enfermeiros que trabalham com pacientes terminais lidam com os sentimentos provenientes de sua relação com esses pacientes e com a morte. Foram realizadas entrevistas não estruturadas, com perguntas abertas, sendo uma delas utilizada como pré-teste/piloto. O material foi analisado de acordo com o preconizado para a análise temática de conteúdo e os resultados mostraram que os enfermeiros lançam mão de estratégias tais como não se envolver com o paciente, acreditar que a morte é o melhor para aquele individuo, cumprir suas tarefas diárias sem refletir sobre o que está acontecendo, tentar esquecer o que vêem e ouvem durante seu trabalho e ligar-se à religião, para lidar com os sentimentos gerados a partir do convívio com os pacientes terminais. Foi possível concluir que a morte é um assunto complexo para esses profissionais e objeto de pouca reflexão, sendo apreendida e significada a partir de crenças e valores pessoais.

Pacientes terminais - Enfermeiros - Morte


B0088

CARACTERIZAÇÃO FARMACOLÓGICA IN VITRO E IN VIVO DOS EFEITOS DO INIBIDOR DE FOSFODIESTERASE TIPO 9, BAY 73-6691 EM CORPO CAVERNOSO DE CAMUNDONGO


Marlon Nascimento Pereira (Bolsista FAPESP) e Prof. Dr. Edson Antunes (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A disfunção erétil é essencialmente devida a prejuízos na via de sinalização óxido nítrico (NO)-GMPc no tecido erétil. Nos corpos cavernosos, o NO ativa a guanilato ciclase solúvel (GCs), levando à formação de GMPc que é degradado principamente pela fosfodiesterase-5 (PDE5). Entretanto, a PDE9 parece também desempenhar papel importante na função erétil. No presente estudo, investigamos o efeito de um inibidor da PDE9 (BAY 73-6691) na reatividade do músculo liso do corpo cavernoso de camundongos e nas respostas relaxantes diretas e indiretas mediadas pelo NO in vitro. Nossos resultados mostraram que o BAY 73-6691 promove resposta relaxante concentração-dependente, com valores de potência (pEC50) e de resposta máxima (Emax) de 7,07 ± 0,22 e 58 ± 8 %. A potência da acetilcolina e do nitrito de sódio não foi alterada pelo BAY 73-6691; no entanto, a resposta relaxante máxima aumentou significativamente por este inibidor. A resposta relaxante ao BAY 41-2272 (estimulador direto da GCS independente de NO) aumentou significativamente na presença do BAY 73-6691. A duração do efeito relaxante nitrérgico também aumentou significativamente na presença do BAY 73-6691. Concluímos que o BAY 73-6691 relaxa corpos cavernosos e amplifica a resposta relaxante de outros agentes, possivelmente pela melhora da via de sinalização NO-GMPc.

BAY 73-6691 - GMPc - Corpo cavernoso


B0089

MECANISMO DE LIBERAÇÃO DE ENZIMAS DE ÁCINOS PANCREÁTICOS INDUZIDA POR FOSFOLIPASES A2 SECRETÓRIAS


Mônica Cruz Ruzon (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Edson Antunes (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A pancreatite aguda (PA) é uma doença inflamatória caracterizada por intensa necrose pancreática e efeitos sistêmicos secundários como lesão pulmonar, principal causa mortis da doença. Há evidências de que as fosfolipases A2 secretórias (sPLA2) exercem uma importante função no desencadeamento da PA; quando injetadas no ducto biliopancreático de ratos, promove inflamação pancreática acompanhada de hiperamilasemia e infiltrado neutrofílico pulmonar. Porém, mecanismo de ação pelo qual as sPLA2 causam este quadro de PA ainda é desconhecido. Visando compreender o mecanismo de ação das sPLA2 em ácinos pancreáticos in vitro, investigou-se se a interação eletrostática entre a sPLA2, enzima catiônica, e a membrana celular dos ácinos pancreáticos é importante para a liberação de enzimas pancreáticas. Ácinos pancreáticos de μg/mL)ratos machos foram isolados e estimulados com PLA2 porcina (0,01 – 0,3 em associação com heparina (10 – 300 U/mL) e com fosfatidilcolina (0,01 – 30 μg/ml), e dosou-se os níveis de amilase. Observou-se que a heparina, nas concentrações 10 e 30 U/mL, não alterou significativamente a liberação de amilase induzida pela PLA2, mas promoveu diminuição significativa da liberação de amilase nas concentrações maiores (100 e 300 U/mL). A fosfatidilcolina não apresentou liberação significativa de amilase. Tais resultados indicam que a interação eletrostática entre as sPLA2 e a membrana celular dos ácinos pancreáticos é importante para a liberação de enzimas, que podem levar à lesão do pâncreas, culminando com a PA.

Pancreatite aguda - Fosfolipase A2 - Amilase


B0090

O PAPEL DA NEOANGIOGÊNESE NA PROGRESSÃO DA CERATOSE SOLAR PARA O CARCINOMA ESPINOCELULAR


Juliana Yumi Massuda (Bolsista PIBIC/CNPq), Michelle Etienne B. Florence, Profa. Dra. Maria Letícia Cintra (Co-orientadora) e Prof. Dr. Elemir Macedo de Souza (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Os carcinomas espinocelulares (CECs) da pele foto-danificada são freqüentes e a  quase totalidade apresenta alterações histológicas do seu componente in situ (ceratose solar: CS) na periferia. A angiogênese é um processo essencial para o crescimento tumoral e em algumas neoplasias, parece ter papel fundamental na progressão tumoral. Neste estudo, objetivamos avaliar o papel da neoangiogênese na progressão da CS para o CEC superficialmente invasor e, deste, para o CEC invasor através da utilização de marcadores imunoistoquímicos empregando o CD 34(proteína transmembrana encontrada em células endoteliais, especialmente nas células em atividade angiogênica), o p53(fator de transcrição que regula o ciclo celular e é um supressor tumoral) e o Ki67(marcador de células comprometidas com o ciclo mitótico). Foram selecionadas 23 ceratoses actnicas (CA), 20 CEC superficial e 20 CEC francamente invasivo arquivados no período de 2001 a 2008. Foram realizadas as reações imunoistoquímicas e o início da leitura das lâminas se deu pela marcação dos hotspots( áreas com maior quantidade de reação positiva no tumor) e da periferia. A contagem de vasos e células marcadas está sendo realizada para posterior comparação entre as diferentes fases do carcinoma espinocelular.

Estroma neoplásico - Patologia - Imunoistoquímica


B0091

NEOPLASIAS CUTÂNEAS MALIGNAS DA ORELHA: CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E HISTOPATOLÓGICAS


Patrícia Pavan (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Elemir Macedo de Souza (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
O trabalho é uma investigação sobre comportamento de carcinoma basocelular (CBC) localizado na orelha comparativamente ao CBC da face exceto nariz. Objetivos: analisar os subtipos de CBC em relação a CK 5/6, CK7, EMA, MH99, p53 e distribuição anatômica. Métodos: Foram examinados 127 CBC diagnosticados entre 1980 e 2006, sendo 72 no pavilhão auricular e 55 na face. Do total 50 eram agressivos (30 da orelha e 20 da face) e 77 não agressivos (42 da orelha e 35 da face). Os CBC foram imunizados com anti-CK 5/6, CK7, EMA, MH99 e p53 e analisados com base na divisão em quatro grupos: a) na face não agressivos; b) na face agressivos; c) na orelha não agressivos; d) na orelha agressivos. Resultados: Não houve diferenças significantes entre os quatro grupos para distribuição anatômica, expressão de p53 ou de H99. Já a expressão de CK5/6 foi significantemente menor nos subtipos agressivos da orelha que nos outros grupos. Conclusões: a perda da expressividade do CK5/6 nos CBC da orelha pode ser um marcador do comportamento biológico de maior agressividade. A razão exata de como e porque ocorre a perda deste marcador necessita de maiores estudos.

Carcinoma basocelular - Neoplasia - Pavilhão auricular


B0092

TERAPIAS ALTERNATIVAS/COMPLEMENTARES EM ADULTOS/IDOSOS PORTADORES DE DOENÇA CRÔNICA


Natália Amorim Ramos (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Eliete Maria Silva (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Com o envelhecimento da população, as doenças crônicas passaram a significar uma expressiva demanda aos serviços de saúde, assim como também, temos observado a inserção das Terapias Alternativas/Complementares (TAC) na assistência à saúde do indivíduo, considerando-o como mente, corpo e espírito e não um conjunto de partes isoladas; com a conseqüente busca de maior autonomia ante o processo de adoecimento. Visamos analisar a relação das TAC no tratamento, bem estar e qualidade de vida de adultos/idosos portadores de doença crônica. Trata-se de pesquisa exploratória, onde a coleta de dados foi na cidade de Campinas, através da aplicação de formulário a 390 pessoas portadoras de doença crônica, avaliando o conhecimento e utilização das TAC. Os dados foram tabulados através do programa Excel e SPSS e representados por meio de tabelas e gráficos, facilitando maior compreensão e análise dos mesmos, com o intuito de obter conhecimentos quanto à significância, valorização da diversidade e da participação social do individuo. Alguns dos achados foram que os doentes crônicos conhecem as TAC principalmente através dos meios de comunicação, têm interesse, porém muitos não fazem uso, devido a dificuldades de acesso a essas terapias. A mais utilizada pelas pessoas são as ervas medicinais e a prática de exercícios físicos. E o uso é variado, tanto para as doenças crônicas como para outros fins.

Terapias alternativas - Adultos/idosos - Doença crônica


B0093

AVALIAÇÃO DA MELHORA DA QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA DE FOBI-CAPELLA


Lucas Fiore (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Elinton Adami Chaim (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A cirurgia bariátrica tem sido indicada no tratamento da obesidade mórbida, tanto para a redução como para a manutenção do peso ideal. O objetivo deste estudo foi investigar se existe melhora na qualidade de vida dos pacientes submetidos à cirurgia de Fobi-Capella (By-pass gástrico associado à Y de Roux) . Trata-se de um estudo transversal, com coleta de dados primários, desenvolvido no Ambulatório de Gastrocirurgia do Hospital das Clínicas de Unicamp. Foram entrevistados 71 pacientes no pós-operatório mediante a aplicação dos questionários BAROS e SF-36. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Unicamp, seguindo todos os procedimentos necessários. No tocante à caracterização da população, verificou-se que 88,7% eram do sexo feminino, 70,4% eram sedentários, 42,3% tinham ensino fundamental completo, 65,6% eram casados e a renda familiar mais prevalente foi entre R$500,00 e R$1500,00. Para fins de análise foram selecionados os pacientes com mais de 6 meses de cirurgia e verificou-se melhora da auto-estima da maioria do seguimento estudado (81,6%), com maior capacidade na participação de atividades (86,9%) e melhor relacionamento social (55,3%). Todos referiram que a própria saúde é no mínimo boa após a cirurgia. Conclui-se que os entrevistados submetidos à cirurgia de Fobi-Capella apresentaram melhora na qualidade de vida.

Cirurgia bariátrica - Qualidade de vida - Obesidade mórbida


B0094

ESTUDO DA MORTALIDADE DE PACIENTES EM LISTA DE ESPERA DE TRANSPLANTE HEPÁTICO COM A APLICAÇÃO DE UM NOVO MODELO DE PRIORIDADE NA LISTA: COMPARAÇÃO DO MELD X CRITÉRIO CRONOLÓGICO


Daniel Battacini Dei Santi (Bolsista PIBIC/CNPq), Rogerio S. Castro, Tiago Seva Pereira, Jason R. S. Almeida, Ademar Yamanaka e Profa. Dra. Elza Cotrim Soares (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
O MELD vem sendo utilizado no Brasil desde julho de 2006 como critério de gravidade da doença hepática, para a otimização de alocação de órgãos para transplante (Tx) hepático. Os objetivos do estudo foram avaliar a mortalidade de pacientes em lista de espera de Tx hepático e variáveis que podem estar associadas ao óbito nos períodos anterior e posterior à introdução do MELD no país. Foram avaliados indivíduos em lista de Tx, atendidos no ambulatório da Gastroclínica de Agosto de 2005 a Julho de 2007. As análises corresponderam a dois períodos de 1 ano, antes e depois da introdução do MELD no país. Utilizou-se os testes do qui-quadrado ou Fisher e regressão de Cox. Os resultados até o presente revelaram:112 indivíduos no 1º período e 106 no 2º, todos portadores de cirrose hepática. O número total de óbitos foi de 22 pacientes, 12 (10,71%) no 1º período e 10 (9,43%) no 2º período. Com relação ao 1º período de estudo, houve associação significante entre óbitos e o escore Child e níveis de albumina (p<0,001). No 2º período, foram encontradas associações significantes entre óbitos e escores Child (p=0,031) e MELD (p=0,014), albumina (p=0,001), creatinina (p=0,028) e sódio séricos (p=0,002). Na análise multivariada o nível sérico de albumina na apresentação foi o único fator de risco independente (HR=0,09, IC95% 0,03-0,26; p<0,001). Em conclusão, tanto o Child quanto o Meld revelaram-se bons marcadores de gravidade.

Transplante Hepático - MELD - Alocação de órgãos


B0095

COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS EM PORTADORES DE CIRROSE HEPÁTICA


Tiago dos Santos Ferreira (Bolsista PIBIC/CNPq), Rafael Dias Lopes, Prof. Dr. Jazon Romilson de Souza Almeida (Co-orientador) e Profa. Dra. Elza Cotrim Soares (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Diversos estudos demonstram que as complicações infecciosas na cirrose hepática são freqüentes e agravam ainda mais o prognóstico dos indivíduos acometidos. Este projeto teve o objetivo de avaliar a prevalência dessas complicações no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas, bem como o impacto na mortalidade desses doentes. Foram avaliados todos os prontuários dos pacientes que internaram na enfermaria da Gastroclínica no período de janeiro de 2002 a dezembro de 2006, sendo registradas nesse período 1947 internações. Do total, 1221 foram de pacientes com cirrose hepática. Dessas, 123 (10,07%) apresentaram complicações infecciosas, alguns pacientes com mais de uma infecção, totalizando 134 infecções. O óbito foi desfecho de 29 das internações com complicações infecciosas (23,5%). As infecções mais freqüentes foram: peritonite bacteriana espontânea em 41 episódios (30,59%); infecção do trato urinário 42 (31,34%); e pneumonia 24 (17,9%) além de outras causas.. Em 11 casos (12,18%) o foco infeccioso não pode ser detectado, apesar das evidências clinicas e/ou laboratoriais de infecção. Esses resultados nos dão subsídio para elaboração de um protocolo de controle das infecções nesse grupo de paciente, com objetivo de diminuir a morbimortalidade destes.

Cirrose hepática - Infeccções - Sobrevida


B0096

GRAVIDEZ APÓS TRANSPLANTE RENAL: IMPACTO SOBRE A FUNÇÃO RENAL, SOBRE O RECÉM-NASCIDO E A INCIDÊNCIA DE DISTÚRBIOS HIPERTENSIVOS


Isabella Salvetti Valente (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Fernanda Garanhani de Castro Surita (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
O objetivo foi avaliar os resultados gestacionais de mulheres submetidas a transplante renal, através de análise descritiva de variáveis maternas e neonatais de 18 gestações de 15 mulheres atendidas no ambulatório de Pré-Natal Especializado do CAISM-Unicamp no período de 1994 a 2007. Mais da metade (10) das gestações ocorreu entre 2 e 10 anos do transplante, enquanto que 27,8%(5) ocorreram antes que o transplante completasse 2 anos. A maior parte das gestações, 70,6% (12) se manteve além de 34 semanas, sendo que 41,2% (7) chegaram às 37 semanas. Houve 1 abortamento espontâneo e 1 óbito fetal. Foi flagrante o baixo peso fetal, uma vez que somente 26,7% (4) das gestações originaram RN com mais de 2500g. Entretanto somente 1 RN pesou menos de 1000g. Houve somente 1 apgar abaixo de 7 (apgar=4), sendo esse o RN de 670g.Na maioria das gestações, 81,3%(13), a média das dosagens de creatinina sérica ficou abaixo de 1,5, ficando acima de 2,0 somente em duas gestações.Quanto às complicações, as mais freqüentes foram a HAS agravada (22,2%), a Hipertensão Gestacional (16,7%) e a Incompetência Istmo-Cervical (16,7%). Pré-eclâmpsia se desenvolveu em apenas 1 gestação, assim como o trabalho de parto prematuro espontâneo, o oligoâmnio e infecção do trato urinário (pielonefrite).

Gravidez - Transplante renal - Hipertensão


B0097

INTERVALOS DE REFERÊNCIA DA DOPPLERVELOCIMETRIA DAS ARTÉRIAS OFTÁLMICAS EM GESTANTES


Rosana Carvalho Silva (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Fernanda Garanhani de Castro Surita (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Esse estudo objetiva a construção de intervalos de referência da Dopplervelocimetria das artérias oftálmicas em gestantes normotensas para posterior comparação com gestantes portadores de síndromes hipertensivas gestacionais. Foram estudadas 11 gestantes, com média de idade de 23,5 anos, média de pressão arterial (PA) sistólica de 103 mmHg e média de PA diastólica de 63 mmHg na vigésima semana de gestação. Oito gestantes eram primigestas e 3 tinham de 1 a 3 gestações anteriores. Apenas uma gestante apresentou antecedente de aborto. Todas tinham fenótipo racial branco e não havia antecedente de tabagismo. A média do índice de massa corporal foi de 21,2 no início do estudo. Uma gestante apresentou gastrite, fazendo uso de omeprazol. Dados dopplervelocimétricos das artérias oftálmicas foram calculados para 20 semanas de idade gestacional: índice de pulsatilidade da artéria oftálmica direita (Oft D PI), índice de resistividade (Oft D RI), pico de velocidade sistólica (Oft D V1), pico de velocidade diastólica (Oft D V2), relação entre picos de velocidades diastólica e sistólica (Oft D V2/V1). Mesmos dados para a artéria oftálmica esquerda (Oft E). Os resultados encontrados, dados em média, foram: Oft D PI = 2,24; Oft D RI = 0,82; Oft D V1 = 33,31 cm/s; Oft D V2 = 17,30; Oft D V2/V1 = 0,52; Oft E PI = 2,03; Oft E RI = 0,81; Oft E V1 = 31,37; Oft E V2 = 14,74; Oft E V2/V1 = 0,48. Após 2 semanas, os resultados foram, em média: Oft D PI = 1,92; Oft D RI = 0,79; Oft D V1 = 30,36; Oft D V2 = 16,64; Oft D V2/V1 = 0,54; Oft E PI = 2,17; Oft E RI = 0,80; Oft E V1 = 30,85; Oft E V2 = 15,53; Oft E V2/V1 = 0,48. O estudo será completado com o seguimento das gestantes até 40 semanas de IG. Serão construídos intervalos de referência para os parâmetros analisados.

Dopplervelocimetria - Artéria oftalmica - Gestaçao


B0098

ANÁLISE LONGITUDINAL DA ATROFIA DE ESTRUTURAS MESIAIS DO LOBO TEMPORAL EM PACIENTES COM EPILEPSIA DE LOBO TEMPORAL MESIAL FAMILIAR


Livia Conz (Bolsista FAPESP), Marcia Elizabete Morita, Ana Carolina Coan, Eliane Kobayashi, Clarissa Yasuda, Amanda R. Pereira, Iscia Lopes Cendes e Prof. Dr. Fernando Cendes (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Justificativa: Nenhum estudo demonstrou com clareza se danos cerebrais são progressivos em pacientes com formas benignas de epilepsia. Objetivo: determinar e quantificar a ocorrência de alterações volumétricas progressivas em hipocampos e amígdalas nas imagens por ressonância magnética (RM) de pacientes com epilepsia de lobo temporal mesial familiar (ELTMF). Casuística e Método: estudo longitudinal fundamentado na análise de RM feitas entre 1998 e 2007 no Ambulatório de Neurologia do HC/UNICAMP. Foram analisadas duas seqüências de RM de 35 pacientes com diagnóstico clínico de ELTMF e de 14 indivíduos controle. A segmentação das foi realizada através de protocolo manual no programa Scion Image ®. Resultados: A análise volumétrica da primeira RM (RM1) demonstrou atrofia de amígdala (AA) significativa em 18 pacientes e atrofia hipocampal (AH) em 22 pacientes. A análise da segunda RM (RM2) demonstrou AA em 28 pacientes e AH em 22 pacientes. O test t pareado não demonstrou diferença significativa do índice de assimetria em relação à RM1 e RM2. Conclusão: ELTMF é uma síndrome bem definida, sendo que a maioria dos pacientes apresenta um bom controle de crises. Atrofia hipocampal progressiva pode relacionar-se a outros fatores, além de crises.

Epilepsia - Progressão - Familiar


B0099

EXPRESSÃO DE HLA DE CLASSE I E MIC A/B EM CÉLULAS TUMORAIS PRIMÁRIAS E LINHAGENS DE CÂNCER DE OVÁRIO HUMANO


Carolina Patiño Aráoz (Bolsista FAPESP), Joice Maria Leite, Paulo César M. Alves e Prof. Dr. Fernando Guimarães (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A molécula do HLA de classe I desempenha um papel fundamental na habilidade do sistema imune diferenciar células somáticas normais de células alteradas. Alterações na expressão do HLA de classe I sobre células tumorais e, ainda, de moléculas associadas ao estresse celular, como o MIC A/B, são freqüentemente apontadas como mecanismos que interferem na imunogenicidade das células tumorais e que, portanto, afetam a sensitividade destas células à ação citotóxica do sistema imune. O objetivo deste estudo é determinar a expressão das moléculas do HLA de classe I e MIC A/B em células tumorais primárias e linhagens de câncer de ovário humano. Para isso, as células tumorais primárias são obtidas a partir de tumores ou a partir de ascites associadas ao câncer de ovário (CEP 489/2005). Após marcação com anticorpos monoclonais específicos conjugados com fluorocromos (anti-HLA de classe I-ABC e anti-MIC-A/B), as células são analisadas através da citometria de fluxo. Células tumorais primárias mantidas in vitro possibilitam determinar a expressão das moléculas do HLA de classe I e MIC A/B ao longo do processo de cultura celular e, dessa forma, compará-las a expressão destas moléculas por linhagens celulares estabelecidas.

Câncer de ovário - HLA de classe I - Cultura de células


B0100

AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DO TRATAMENTO COM INTERFERON PEGUILADO ALFA-2B ASSOCIADO A RIBAVIRINA EM PACIENTES COM HEPATITE CRÔNICA PELO VÍRUS C, GENÓTIPOS 1 E 3, NÃO RESPONDEDORES AO TRATAMENTO PRÉVIO: UM ESTUDO OBSERVACIONAL RETROSPECTIVO


Camila Aparecida Moma (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Fernando Lopes Gonçales Júnior (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A infecção pelo vírus da hepatite C mostra diversas maneiras de evolução. No caso da viremia sustentar-se por mais de 12 meses após a exposição, é necessário iniciar a terapia de clearance viral. O tratamento convencional é a combinação de ribavirina associada ao interferon-alfa. Recentemente, tem-se optado por ribavirina combinada ao interferon peguilado (PEG-IFN). O presente estudo tem analisado retrospectivamente os prontuários de pacientes do ambulatório de hepatites do Hospital das Clínicas, não respondedores à terapêutica convencional, que foram submetidos ao tratamento com PEG-IFN e ribavirina. Assim, através da coleta de dados e caracterização da população, vem sendo possível avaliar os fatores relacionados à eficácia do tratamento. Até o momento, foram 130 pacientes inclusos no estudo, sendo subdivididos segundo genótipo 1 ou 3. A maioria dos pacientes de ambos os grupos são homens, brancos e cuja via de aquisição do vírus é desconhecida. Os dados estão sendo analisados estatisticamente,em relação à resposta virológica precoce e à resposta virológica sustentada, a fim de verificar seu real valor significativo.

Hepatite C - Peginterferon - Re-tratamento


B0101

ALTERAÇÕES CLÍNICAS, EPIDEMIOLÓGICAS E HISTOPATOLÓGICAS EM PACIENTES COM INFECÇÃO PELOS DISTINTOS GENÓTIPOS DO VÍRUS DA HEPATITE C, CO-INFECTADOS OU NÃO PELO VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA (HIV)


Giovana Marquesini (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Fernando Lopes Gonçales Júnior (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
O vírus da hepatite C (VHC) é o principal agente etiológico de doença hepática crônica e falência hepática em pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). A relação entre os distintos genótipos do VHC e o desenvolvimento de doença hepática nos indivíduos HIV positivos ainda não está totalmente caracterizada. Como são vírus amplamente distribuídos e por possuírem vias de transmissão similares, é crescente o número de indivíduos co-infectados mundialmente. A co-infecção está relacionada à doença hepática mais grave com maior taxa de progressão para cirrose, em um menor período de tempo. Estudos recentes encontraram estreita associação entre a presença de distúrbios metabólicos nos pacientes (hiperglicemia, esteatose e dislipidemia) com pior evolução da hepatite C e com menor resposta ao tratamento combinado de interferon e ribavirina. Neste estudo analisamos um total de 130 indivíduos inicialmente divididos em dois grupos: um constituído por 64 pacientes com infecção pelo HIV-1 co-infectados pelo VHC que estão em seguimento nos ambulatórios do Grupo de Estudos das Hepatites da Disciplina de Doenças Infecciosas da FCM/UNICAMP e outro com 66 pacientes, mono-infectados pelo VHC, seguido no mesmo ambulatório e com perfil clínico-epidemiológico semelhante. A finalidade do estudo é conhecer a influência da infecção pelo HIV na progressão da hepatite por vírus C, correlacionando os dados clínicos, epidemiológicos e histopatológicos com os genótipos do VHC. Além disto, avaliaremos a influência da hiperglicemia, esteatose e dislipidemia na resposta ao tratamento específico da hepatite C em ambos os grupos.

Hepatite C - HIV - Co-infecção


B0102

AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DO TRATAMENTO COM PEGINTERFERON ALFA-2B ASSOCIADO À RIBAVIRINA EM PACIENTES PORTADORES DE HEPATITE CRÔNICA PELO VÍRUS C VIRGENS DE TRATAMENTO: UM ESTUDO OBSERVACIONAL RETROSPECTIVO


Marilia Martins Corrêa (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Fernando Lopes Gonçales Júnior (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A hepatite crônica pelo vírus C produz deterioração lenta e progressiva da função hepática, podendo evoluir para cirrose e suas seqüelas. O tratamento dos pacientes infectados visa obter o clearance viral, melhorar a histologia hepática e o prognóstico. A terapêutica evoluiu, nos últimos anos, da monoterapia com IFN-alfa para associação com Ribavirina e, mais recentemente, para terapia combinada de PEG-IFN-alfa e Ribavirina, o que melhorou a eficácia antiviral, sendo, hoje, tratamento de escolha na infecção crônica pelo VHC. O objetivo do presente estudo é avaliar a resposta virológica do VHC em pacientes portadores crônicos de HVC (genótipo 1), virgens de tratamento, após terapêutica com PEG-IFN e Ribavirina. Este estudo retrospectivo utiliza, para compor seu espaço amostral, pacientes selecionados de dois estudos maiores. Baseia-se na análise de prontuários e coleta de dados do Serviço de Arquivo Médico/ Grupo de Estudos de Hepatites do Hospital das Clínicas.

hepatite C - Peginterferon - Tratamento


B0103

AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO ÉTICO-HUMANÍSTICA DOS ALUNOS DE SEIS FACULDADES DE MEDICINA DO ESTADO DE SÃO PAULO


Lorena Duarte Rosique (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Flávio César de Sá (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A formação do médico do século XX foi marcada por uma excessiva incorporação de tecnologia em detrimento da formação ético-humanística. A FCM – UNICAMP a partir de 2000 iniciou uma reforma curricular que introduziu um curso de Bioética e Ética Médica ao longo dos 6 anos de formação do médico. O objetivo deste projeto é avaliar a formação em Ética do aluno da UNICAMP comparado a outras 5 escolas de medicina do Estado de São Paulo, através da aplicação de um questionário de avaliação de atitudes aos alunos do último ano do curso destas faculdades.

Bioética - Ética médica - Ensino


B0104

COMA: ETIOPATOGENIA E SUA RELAÇÃO COM A MORBI-LETALIDADE EM PACIENTES DA UTI DO HOSPITAL ESTADUAL DE SUMARÉ


Renata Bertanha (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Flávio César de Sá (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Procedeu-se estudo clínico transversal retrospectivo de 500 prontuários de pacientes atendidos na urgência no Hospital Estadual de Sumaré - HES destes 100 pacientes apresentaram coma durante o período de julho de 2006 à 31 de julho de 2007. O critério de inclusão foi coma com escore igual ou menor a 8 na escala de Coma de Glasgow descrito no prontuário médico. Foram coletados: gênero, idade, procedência, comorbidades como HAS, DM, dislipidemia; hábitos como etilismo e tabagismo. Foram analisada anisocoria e isocoria de pupilas. As etiologias do coma foram divididas em: síndrome metabólica, trauma crânio encefálico, vascular, infeccioso, neoplásico, degenerativos, outros. Foi pesquisado o tempo de internação, evolução para óbito e seqüelas. Dos dados analisados 50% dos pacientes foram a óbito. Dos que receberam alta, 34% apresentavam seqüelas. 70,4% dos pacientes que evoluíram para óbito tiveram como causa eventos vasculares. Quando se soma mortalidade e seqüelas a etiologia vascular é responsável por 79,1 % dos eventos. Em 70% dos óbitos os pacientes apresentaram Glasgow de 03 durante a internação. A média de idade de pacientes que evoluíram para óbito foi de 61,22 anos. E se analisar apenas por TCE a idade cai para 34 anos. Se analisarmos apenas as mortes por causa vascular a idade se eleva para 67,08 anos.

Coma - Etiologia - Morbi-letalidade


B0105

PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO E CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS DOS PACIENTES “NÃO-RESPONDEDORES IMUNOLÓGICOS” SUBMETIDOS À TERAPIA ANTI-RETROVIRAL ALTAMENTE EFICAZ (HAART)


Gustavo Daher (Bolsista PIBIC/CNPq), Thiago F. de Souza, Roger K. Lima e Prof. Dr. Francisco Hideo Aoki (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), é um importante desafio para saúde pública. A terapia recomendada, “Terapia Anti-retroviral Altamente Eficaz” (HAART), inclui a combinação de anti-retrovirais. Sua eficácia é demonstrada por queda da carga viral do HIV até níveis, preferencialmente, indetectáveis, aliada a aumento significativo do número de linfócitos TCD4+.Um grupo específico de pacientes apresenta níveis indetectáveis de carga viral, mas mantêm níveis de linfócitos T CD4+ inalterados; e pior prognóstico clínico, são os “não respondedores imunológicos”. Nosso objetivo foi identificar, em nosso serviço, este grupo caracterizando seu perfil sócio-econômico e condições clínicas ao diagnóstico. Para tanto coletamos dados nos prontuários médicos,e analisamos com o sofware EPI-INFO 6.04D. Esta avaliação demonstrou que no grupo 73,4% eram homens, 70% brancos, 64,1% apresentaram contágio via sexual com pessoas do sexo oposto. Ao diagnóstico 81,3% dos pacientes apresentaram níveis de CD4+ <200células/mm³, 71,9% tinham carga viral >10.000 cópias de HIV-RNA/ml e 84,4% possuíam alguma comorbidade. Este estudo mostra falha na documentação de dados epidemiológicos e sugere que o diagnóstico neste grupo se deu em fase avançada da doença.

HAART - HIV/Aids - Perfil


B0106

"NÃO RESPONDEDORES IMUNOLÓGICOS” À TERAPIA ANTI-RETROVIRAL ALTAMENTE EFICAZ (HAART): AVALIAÇÃO DA TERAPÊUTICA E SEUS DESDOBRAMENTOS


Roger Krüger de Lima (Bolsista PIBIC/CNPq), Thiago Ferreira de Souza e Prof. Dr. Francisco Hideo Aoki (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida causada pelo vírus da imunodeficiência humana é um grande problema de saúde pública mundial. O tratamento consite na uso de três agentes anti-retrovirais simultaneamente, caracterizando a “Terapia Antiretroviral Avançada Altamente Eficaz” (HAART), levando à queda da carga viral até níveis indetectáveis e um aumento de células T CD4. Porém alguns pacientes apresentam respostas paradoxais, como os “não-respondedores imunológicos”, que caracterizam-se por: reduzirem a carga viral, porém não aumentam os níveis de CD4+. Procuramos avaliar as terapias e comorbidades desse grupo em nosso serviço através de um estudo retrospectivo, por meio de prontuários, analisando-os através do Epi Info. Foi visto que 54,7% só havia feito uso de 1 esquema HAART, 47% usavam AZT,3TC,EFZ na inclusão, 65,6% fez uso de 1 combinação até a resolução, 71% tiveram uma adesão regular ou boa, permanecendo por 24,4meses em média neste estado. As doenças com maior incidência foram: Tuberculose 20%, toxoplasmose 22% e pneumonia 19%. Usando em média 3,9 medicamentos para outras comorbidades, sendo que 84,4% fez uso de medicação profilática. O estudo mostra boa adesão ao tratamento, longo tempo de recuperação, uso de várias medicações além da HAART e alta incidência de comorbidades.

HAART - HIV - Terapêutica


B0107

EVOLUÇÃO DO DIAGNÓSTICO CITOGENÉTICO EM 223 CASOS DE SÍNDROME DE TURNER ENTRE 1970 E 2006


Beatriz Amstalden Barros (Bolsista IC CNPq) e Prof. Dr. Gil Guerra Júnior (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Do ponto de vista citogenético, a síndrome de Turner (ST) é definida pela presença de um cromossomo sexual normal e a perda parcial ou total do segundo cromossomo sexual. Os cariótipos observados são os mais variados, predominando o 45,X. No entanto, torna-se importante a pesquisa de linhagens contendo material citogenético de cromossomo Y, pela maior associação com tumores gonadais. Portanto, o objetivo deste estudo foi avaliar a evolução do diagnóstico citogenético da ST no Laboratório de Citogenética da UNICAMP entre 1970 e 2006. Para tanto, foram comparadas quatro épocas diferentes: 1970 a 1980 – análise citogenética convencional sem bandas e com contagem de poucas metáfases (16); 1981 a 1988 – introdução das técnicas de bandas G ou Q e aumento da contagem de metáfases (16 a 32); 1989 a 1994 – aumento maior da contagem de metáfases (32 a 50); após 1995 – introdução do estudo molecular de Y em casos selecionados. Dentre os 223 casos analisados, observou-se, no decorrer dos anos, aumento significativo dos casos de uma forma geral e, em especial, dos com aberração estrutural do cromossomo X; e diagnóstico de presença de material citogenético de Y em 7 de 72 casos estudados. Portanto, pode-se observar um incremento na quantidade e na qualidade dos casos diagnosticados de ST com o decorrer dos anos.

Síndrome de Turner - Análise citogenética - Cromossomo Y


B0108

HIPERPLASIA CONGÊNITA DAS ADRENAIS POR DEFICIÊNCIA DA 21-HIDROXILASE, FORMA CLÁSSICA: ANÁLISE DA RELAÇÃO GENÓTIPO - FENÓTIPO EM MENINAS ACOMPANHADAS NO HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UNICAMP


Clarissa Cerchi Angotti Ramos (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Gil Guerra Júnior (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Mais de 90% dos casos de Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC) ocorrem por deficiência da enzima 21-hidroxilase (21-OHD). Existem as formas clássicas da doença (HCA-C21-OHD) com exposição androgênica intra-útero e atividade enzimática quase nula, divididas em virilizantes simples (VS) e perdedoras de sal (PS), e as formas não clássicas, com atividade enzimática em torno de 30 a 50%. O objetivo foi verificar a relação entre o genótipo e a gravidade da virilização genital e a perda de sal em meninas com HAC-C21-OHD em acompanhamento no HC-UNICAMP. Avaliou-se a forma clínica da doença (VS ou PS), as alterações moleculares encontradas nos dois alelos do gene CYP21 que confirmaram a doença, o grau de alteração genital de acordo com Prader e a gravidade da perda de sal. Até o momento foram analisados 32 casos, sendo 11 com genótipo VS e 21 PS. Observou-se correlação genótipo com o fenótipo em 23 casos (72%). Não foi observada associação entre o grau de virilização da genitália externa com os valores séricos de sódio (χ2(2) = 0,17; p = 0,91) e com os valores séricos de potássio (χ2(2) = 0,10; p = 0,95). Entre os PS, foi observada associação entre o grau de gravidade da perda de sal com os valores séricos de sódio (Fisher = 0,015), mas não com os valores séricos de potássio (Fisher = 0,055) e com o grau de virilização da genitália externa (χ2(2) = 0,34; p = 0,84).

Hiperplasia adrenal congênita - 21-Hidroxilase - Relação genótipo-fenótipo


B0109

AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE E LEIGOS SOBRE A HIPERPLASIA ADRENAL CONGÊNITA POR DEFICIÊNCIA CLÁSSICA DA 21-HIDROXILASE


Lucas Ricci Bento (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Gil Guerra Júnior (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Mais de 90% dos casos de Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC) ocorrem por deficiência da enzima 21-hidroxilase (21-OHD). Existem as formas clássicas da doença (HAC-C21-OHD) com exposição androgênica intra-útero e atividade enzimática quase nula, divididas em virilizantes simples e perdedoras de sal, e as formas não clássicas, com atividade enzimática em torno de 30 a 50%. Além de fatores, como o acesso ao medicamento, custo e quantidade, a adesão ao tratamento depende também da importância que a família dá em relação ao que entendeu, ao prognóstico e à própria doença Portanto, este estudo teve por objetivo avaliar o conhecimento de profissionais de saúde, familiares e pacientes com HAC-C21-OHD, através de entrevistas com a aplicação de um questionário sobre os assuntos relevantes a serem conhecidos a respeito da doença. As entrevistas ocorreram em momentos distintos: uma entrevista inicial, outra após a leitura de guia informativo sobre a doença, e uma terceira, após a que avaliou o conhecimento final adquirido sobre a doença. Foram entrevistados 80 profissionais de saúde (40 alunos do 6º ano de Medicina, 20 médicos residentes e 20 médicos docentes), e 40 famílias com HAC-C21-OHD. Em todos os grupos avaliados, observou-se melhora importante do conhecimento da doença com a evolução das entrevistas.

Hiperplasia supra-renal congên - Assistência a saúde - Guia de prática médica


B0110

CARACTERIZAÇÃO FARMACOLÓGICA IN VITRO DO SILDENAFIL E DO BAY 41-2272 EM CANAL DEFERENTE DE RATOS VISANDO O TRATAMENTO DA EJACULAÇÃO PRECOCE


Fábio Takeshi Ikeda e Prof. Dr. Gilberto De Nucci (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A ejaculação precoce (EP) é considerada a mais comum das disfunções sexuais masculinas afetando significativamente a vida do homem em vários aspectos como a redução da auto-estima, ansiedade e depressão. As causas da EP estão relacionadas com a disfunção neurobiológica que aumenta os riscos de desenvolvimento de problemas sexuais e psicológicos. Os inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (sildenadil, tadalafil e vardenafil) têm sido empregadas com sucesso no tratamento da EP. O mecanismo proposto para o papel dos inibidores da PDE5 no tratamento da EP é o aumento do óxido nítrico (NO) induzindo dilatação da musculatura lisa dos canais deferentes e da vesícula seminal, reduzindo o tônus simpático, assim, retardando o processo ejaculatório. O papel do estimulador da GCs, BAY 41-2272, no tratamento da EP seria favorecer a via de sinalização NO-GMPc induzindo relaxamento da musculatura lisa do trato ejaculatório. Entretanto, o papel do BAY 41-2272 no tratamento da ejaculação precoce permanece indefinido no tratamento da EP. Desta forma, o projeto visa avaliar e comparar os efeitos do sildenafil e do BAY 41-2272 na reatividade da musculatura lisa do canal deferente visando o tratamento da EP.

BAY 41-2272 - Sildenafil - Ejaculação precoce


B0111

TOXICIDADE E EFEITOS COLATERAIS MATERNOS E NEONATAIS DA TERAPIA ANTI-RETROVIRAL EM GESTANTES PORTADORAS DO VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA


Bruna Shigueko Lemos Nakano (Bolsista PIBIC/CNPq), Camila Sunaits Donini e Profa. Dra. Helaine Maria Besteti Pires Mayer Milanez (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A transmissão vertical é responsável por mais de 80% da infecção pelo HIV em crianças, assim a terapia anti-retroviral representa medida importante na prevenção da mesma. Entretanto, o conhecimento acerca da toxicidade das drogas utilizadas na TARV sobre a gestante e o RN é pequeno, justificando a necessidade de estudos como este que avaliem tais efeitos. Este estudo é observacional, de coorte, retrospectivo. Foram avaliadas 309 gestantes e RNs do CAISM/UNICAMP de 2000 a 2007. Destas, 76,5% iniciaram tratamento na gravidez e 69 engravidaram em uso (8 com EFZ, 2 com NVP, 56 com IP, 3 com ITRNN). Entre os 97,5% casos de uso de TARV na gravidez, houve 7% monoterapia AZT, 3,5% terapia dupla ITRNN, 39% NVP, 38% NFV, 2,5% LPV/r. Tempo de exposição média de 20 semanas. Suspensão em 19 casos (11 NVP, 4 NFV, 7 AZT). Também observou-se: 24,5% vaginose bacteriana, 21% HPV, 19% ITU, 12% hepatite C, 5% hepatite B, 2,5% sífilis. Ocorreu: 47% anemia, 46% alteração de enzimas hepáticas, 37,5% dislipidemia, 11% plaquetopenia, 6% reações alérgicas, 5% glicemia de jejum alterada. Nos RNs, 37 casos de malformações congênitas: 10 macrocranias, 5 persistências do canal arterial, 4 hemangiomas, 1 hipospádia, 1 mamilo acessório e 1 polidactilia.. A freqüência de efeitos adversos da TARV na gestação é elevada, porém a maioria com alterações pouco graves.

Infecção pelo HIV - Gestação - Terapia anti-retroviral


B0112

COLONIZAÇÃO POR ESTREPTOCOCO DO GRUPO B E VAGINOSE BACTERIANA EM GESTANTES INFECTADAS PELO VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA


Elaine Cristina Candido (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Helaine Maria Besteti Pires Mayer Milanez (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A colonização pelo Estreptococo do Grupo B é altamente prevalente nas gestantes de todo o mundo, variando entre 4 a 30%, podendo ter transmissão vertical e causar elevada morbi-mortalidade neonatal, sendo um dos principais causadores de sepse em neonatos e causa comum de mortalidade neonatal. Muitas variáveis sócio-econômicas, demográficas e hábitos de vida vêm sendo estudados quanto à sua influência na incidência de EGB, mas poucos são os estudos buscando associação entre EGB e infecção pelo HIV. Outra preocupação na gestação é a presença de Vaginose Bacteriana, situação que pode estar associada ao parto prematuro e aumentar o risco de transmissão vertical do HIV em gestantes soropositivas. O objetivo desse estudo é avaliar a presença de colonização pelo Estreptococo do Grupo B e Vaginose Bacteriana em gestantes infectadas pelo HIV. Serão incluídas as gestantes portadoras do HIV em seguimento no ambulatório do PNE–CAISM–UNICAMP. Os resultados de exames para EGB e VB serão buscados nos prontuários das gestantes do PNE de Infecções–CAISM–UNICAMP. Será feita uma avaliação da freqüência de EBG e VB, além de uma análise descritiva, com características clínicas e epidemiológicas da amostra estudada, comparando as pacientes com e sem presença do EGB e VB, dentro da população infectada pelo HIV. Para análise será usado o programa SPSS.PC.

Infecção pelo HIV - Gestação - Estreptococo do grupo B


B0113

ESTUDO DE GENOTIPAGEM DO VÍRUS HIV1 EM GESTANTES NAIVE ATENDIDAS NA REGIÃO DE CAMPINA


Leandro Cesar Mendes (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Helaine Maria Besteti Pires Mayer Milanez (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Introdução: A transmissão vertical do vírus HIV é a principal forma de infecção na faixa etária pediátrica e constitui importante alvo para ações preventivas, dentre as quais o uso de terapia anti-retroviral (TARV), tendo como objetivo a supressão máxima da replicação viral o mais rapidamente possível visando diminuir o risco de transmissão. Nesse contexto, a ocorrência de vírus portadores de mutações de resistência à TARV pode levar a supressão sub-ótima da replicação viral e aumento do risco de infecção do nascituro, além de poder influenciar de formas ainda desconhecidas o tratamento futuro das mães. Alguns consensos internacionais preconizam o uso rotineiro de genotipagem previamente ao primeiro esquema ARV na gestação. Objetivos: O objetivo desse estudo é conhecer a prevalência de resistência genotípica primária em gestantes não previamente expostas à TARV (naive). Sujeitos e Métodos: Isso será por meio de um estudo de corte transversal. As mulheres serão selecionadas dentre as gestantes naive que atendidas no CAISM/UNICAMP. Após consentimento livre e esclarecido, será coletado exame de genotipagem previamente à introdução de TARV. O presente estudo pretende ser o piloto de um projeto maior para avaliação de prevalência de resistência primária em gestantes naive da cidade de Campinas.

Infecção pelo HIV - Gestação - Resistência primária viral


B0114

PROPORÇÃO DE CASOS DE SÍFILIS, TOXOPLASMOSE, RUBÉOLA, HEPATITE B E VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA EM GESTANTES ATENDIDAS NO SERVIÇO DE OBSTETRÍCIA DO CAISM/UNICAMP


Naomi Andreia Takesaki (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Helaine Maria Besteti Pires Mayer Milanez (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A sífilis, toxoplasmose, rubéola, hepatite B e o HIV estão, no Brasil, entre as principais doenças infecciosas passíveis de transmissão vertical em gestantes. Realizou-se um estudo descritivo retrospectivo da proporção de casos de infecções de transmissão vertical em uma população de gestantes atendida nos ambulatórios de Obstetrícia do CAISM/UNICAMP. Foi feito o levantamento das sorologias das mulheres identificadas, através do sistema informatizado de exames laboratoriais do HC/UNICAMP. Realizou-se uma análise descritiva com cálculo das prevalências para cada agente identificado. O total de gestantes analisadas compreendeu 3058 pacientes. Dessas, identificou-se sorologia positiva para sífilis em 1,6%, para toxoplasmose suspeita de infecção aguda (IgM positivo) em 3,2% sendo 41,1% de mulheres suscetíveis. Com relação à rubéola identificamos 92% das pacientes com evidência de contato prévio com o vírus, sendo 1,7% suspeitas de infecção aguda na gestação (IgM positivo). A proporção de casos de HIV foi de 0,39% e ade hepatite B de 1%, com 10% dessas mulheres sendo replicadoras virais (HbeAg positivo). Concluímos que a prevalência de infecções durante a gestação em nossas pacientes é elevada e condizente com a literatura internacional. Conhecer mais detalhadamente algumas situações nos auxiliará a prever custos das medidas para prevenção da transmissão vertical nessas mulheres.

Infecção - Transmissão vertical - Gestação


B0115

A SAÚDE AUDITIVA DO PROFESSOR DE ENSINO INFANTIL DO DISTRITO DE BARÃO GERALDO


Camila Colussi Madruga (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Helenice Bosco de Oliveira (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A Fonoaudiologia, visando à promoção da saúde, tem um importante papel na interseção entre as áreas de educação e saúde, e na proposição de ações que visem à saúde auditiva do professor. De acordo com Vieira et al. (2004) os professores sofrem as conseqüências de ambientes desfavoráveis em sala de aula. Libardi et al. (2006) na investigação de alterações ou queixas de saúde de professores e as relações com o ruído no ambiente encontraram sintomas auditivos (tonturas, diminuição de inteligibilidade de fala) e não auditivos (dificuldades de sono, problemas digestivos e circulatórios, desatenção, irritabilidade, etc) que comprometem a qualidade de vida dos professores, o desempenho profissional e o processo de ensino-aprendizagem. O presente trabalho tem como objetivo investigar a saúde auditiva dos trabalhadores, avaliar percepção auditiva de professores e monitores dos níveis de pressão sonora a que estão expostos e propor ações de promoção de saúde. Participaram do trabalho os trabalhadores de uma EMEI e uma CEMEI do Distrito de Barão Geraldo que responderam a um questionário adaptado de Libardi et al. (2006) e realizaram avaliação audiológica. A maioria dos sujeitos refere sintomas auditivos e não auditivos que podem estar relacionadas com a presença de níveis de pressão sonora elevados, e tem percepção do ambiente de trabalho ruidoso além de alguns professores terem perdas auditivas.

Saúde auditiva - Professor - Fonoaudiologia


B0116

O CONHECIMENTO DOS PROFISSIONAIS DA ÁREA DE ENFERMAGEM SOBRE A TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL


Natália Gallate Jorge (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Helenice Yemi Nakamura (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Da integridade de muitos sistemas depende a aquisição e desenvolvimento da linguagem oral, incluindo o sistema auditivo e o processamento auditivo. Quanto mais cedo uma perda auditiva for detectada e diagnosticada, a intervenção poderá ocorrer mais cedo. No município de Campinas, desde 2004 há uma lei (nº. 10759), que dispõe sobre a obrigatoriedade da realização de exames que detectem a surdez ou alterações correlatas nas maternidades e hospitais da cidade. Para a efetividade de implantação de um programa há a necessidade de uma equipe multidisciplinar atuando na triagem auditiva neonatal (TAN). A equipe de Enfermagem por ser o elo da família com outros profissionais de saúde, esclarecida sobre o assunto, poderá reforçar os benefícios que a detecção de uma perda auditiva pode trazer para o desenvolvimento do lactente. Com o objetivo de desenvolver meios específicos de orientação (escrita) aos profissionais da área de enfermagem sobre o desenvolvimento da audição e as formas de detecção das alterações auditivas foi criado um folheto informativo sobre o que é fonoaudiologia, no que consiste a TAN, profissionais envolvidos na equipe e em caso de dúvida onde e quem procurar.

Fonoaudiologia - Enfermagem - Triagem auditiva


B0117

CONDIÇÕES DE TRABALHO E SAÚDE ENTRE TRABALHADORES DE EMPRESA DE PLANTAÇÃO DE FLORES EM HOLAMBRA - SP


Denise Mara Dias Mendonça (Bolsista SAE/UNICAMP), Flávia Wopereis e Prof. Dr. Heleno Rodrigues Corrêa Filho (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A cidade de Holambra é a capital brasileira das flores e é responsável por pelo menos 40% da produção  nacional de flores. O estudo entre trabalhadores de empresa de plantação de flores tem por objetivo identificar as condições de trabalho e saúde entre os mesmos, focando no envolvimento do uso de agrotóxicos, contato com poeira, pólen, exposição a ambientes quentes e frios e movimentos repetitivos, além dos demais fatores relacionados com a jornada de trabalho. Foram realizadas entrevistas com os trabalhadores da área de flores de Holambra e o estudo transversal com amostra composta por 50 trabalhadores, 24 homens e 26 mulheres, mostrou que a maioria não chegou a concluir o colegial, apenas 11 dos entrevistados cursaram o ensino médio completo e apenas um não estudou. Foi construído um banco de dados no Programa Excel e foi realizada estatística descritiva e testes estatísticos. Os resultados gerais serão apresentados aos trabalhadores e empresas.

Saúde do trabalhador - Trabalhadores rurais - Flores


B0118



Compartilhe com seus amigos:
1   ...   11   12   13   14   15   16   17   18   ...   101


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal