Universidade estadual de campinas



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RETARDO DE FUNÇÃO RENAL DO ENXERTO EM RECEPTORES DE TRANSPLANTE RENAL COM DOADOR FALECIDO. FATORES DE RISCO E IMPACTO NA SOBREVIDA DE PACIENTE E ENXERTO


Eduardo José Mariotoni Bronzatto (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Marilda Mazzali (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
O Retardo da Função Renal (RFR) é definido como a necessidade de diálise e/ou a manutenção dos níveis séricos de creatinina acima de 5mg/dl durante a primeira semana pós transplante e histologicamente caracterizada por necrose tubular aguda (NTA). Com o objetivo de verificar a incidência do RFR na população, fatores de risco e o impacto na sobrevida de enxerto e paciente foram avaliados retrospectivamente os prontuários médicos de indivíduos submetidos a transplante renal com rim de doador falecido no período de 2003 a 2006. De um total de 165 transplantes, 107 (64%) apresentaram NTA, com necessidade de diálise. A incidência de NTA foi maior no grupo com tempo de isquemia fria (IF) > 24 horas (85% versus 60%, p<0.05) e para doadores com idade maior (40 versus 31 anos, RFR versus sem RFR). A função renal após 2 semanas do transplante, medida pela creatinina sérica, também apresentou correlação com o tempo de IF, com melhor função para o grupo com IF < 12 horas, e valores ascendentes de creatinina com o aumento da IF (creatinina 2,65 versus 7,4 mg/dl, IF <12 h versus IF > 24h, p<0.05). Estes resultados preliminares sugerem que o tempo de IF prolongado e a maior idade do doador estão associados com maior incidência e intensidade da NTA, resultando em um maior tempo de internação.

Transplante renal - Isquemia fria - Necrose tubular aguda


B0180

REGISTRO DE NEOPLASIAS EM RECEPTORES DE TRANSPLANTE RENAL


Priscila Mina Falsarella (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Marilda Mazzali (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Receptores de transplantes de órgãos têm risco maior de neoplasias que a população geral, sendo as neoplasias de pele não melanoma as mais freqüentes. Com o objetivo de avaliar a incidência de neoplasias de pele em transplantados (Tx) renais nos últimos 20 anos, analisamos retrospectivamente os prontuários médicos de Tx renais com neoplasia de pele diagnosticada por biopsia(s) durante o acompanhamento pós-transplante. De 1300 transplantados renais entre janeiro/1984 e dezembro/2006, 33 (2,5%) apresentaram neoplasias de pele pós Tx. A maioria era do sexo masculino (70,2%), de raça branca (97%), com média de idade no diagnóstico da neoplasia de 46 ± 13 anos, e tempo médio após o transplante renal de 65 ± 57 meses. O diagnóstico histológico mais freqüente foi de carcinoma espinocelular (48,5%), com lesão única ou múltipla (50% cada grupo). Carcinoma basocelular ocorreu em 6 indivíduos (18,2%), sendo a maioria (83,3%) lesão única. Em 8 pacientes (24,3%) houve associação de tipos histológicos diversos, sendo a mais freqüente de carcinoma espinocelular e basocelular (87,5%). Sarcoma de Kaposi ocorreu em três (9%) pacientes. Concluímos que a incidência de neoplasias de pele pós-transplante renal na presente série foi de 2,5 %, sendo a maioria carcinoma espinocelular, isolado ou em associação com carcinoma basocelular.

Neoplasia - Imunossupressão - Transplante renal


B0181

PERFIL DE ATENDIMENTOS CLÍNICOS E DO EMPREGO DA PSICANÁLISE NO CONTEXTO AMBULATORIAL DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UNICAMP


Julio Cesar Lazaro (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Mario Eduardo Costa Pereira (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A Psicanálise renovou sobremaneira as práticas médica e psiquiátrica, sendo utilizada também em contexto institucional público. Neste trabalho, analisamos a repercussão terapêutica dos atendimentos realizados pelo Serviço de Psicanálise (SP) do HC-Unicamp no ano de 2007. Avaliamos 57 pacientes quanto aos quesitos “queixas”, “sintomas”, “implicação com o tratamento” e “expectativas e vivência subjetiva do tratamento”. Desses, 12 (21%), não se implicaram com o tratamento, piorando ou mantendo os sintomas e com grande resistência à análise; 26 (45%) tiveram comportamento “neutro”, uma vez que não conseguiram se implicar com suas questões e entrar em análise; e 19 pacientes (34%), foram considerados exitosos no tratamento, uma vez que entraram em análise com eventual redução de sintomas. Assim, verificamos que existe um grande número de pacientes (66%) sem benefícios claros com o atendimento prestado pelo SP, sendo que destes, a maioria sequer chegou a entrar em análise. Os dados sugerem uma investigação maior acerca da supervisão psicanalítica em nosso serviço, mas, sobretudo, quanto à indicação precisa por parte do psiquiatra que encaminha o paciente. Esse é um problema indicado também por outros autores e nos remete a pensar em estratégias de integração entre o tratamento médico e a escuta psicanalítica.

Psicanálise - Instituição - Situação analítica


B0182

EFEITO DO INIBIDOR DA ENZIMA CONVERSORA DE ANGIOTENSINA SOBRE OBESIDADE INDUZIDA POR DIETA


Bruna Porto Perrella (Bolsista SAE/UNICAMP), Sandra Amaya, Dennys Cintra, José Rodrigo Pauli, Eduardo Ropelle e Prof. Dr. Mario José Abdalla Saad (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Obesidade, resistência à insulina hipertensão e dislipidemia são eventos muitas vezes concomitantes. Apesar de cada condição agir por meio de sinalizações intracelulares específicas, estudos indicam que algumas vias podem possuir determinados efetores comuns. Assim, um hormônio pode modular a resposta celular do outro, como é o caso da Angiotensina II e da Insulina. Objetivo: investigar o efeito da droga Captopril sobre proteínas da via de sinalização de insulina, a inflamatória e a leptina, em tecido adiposo, fígado e músculo em camundongos com obesidade induzida por dieta. Métodos: Camundongos machos Swiss foram divididos aleatoriamente compondo os grupos controle; dieta hiperlipídica; e outro recebendo dieta hiperlipídica e tratamento com Captopril. Tratados por dois meses e pesados semanalmente. Foram realizados os testes de tolerância à insulina e à glicose. Os tecidos extraídos foram analisados por Western Blotting. Resultados: Os animais tratados com captopril exibiram menor peso corporal, melhor sensibilidade à insulina melhor metabolismo de glicose, menores quantidades de IR em músculo, e maiores em tecido adiposo. Esses animais apresentaram aumento na expressão de citocinas em fígado, maior atividade de IRS-1 e p-AKT em fígado e tecido adiposo. Conclusões: O tratamento com Captopril protegeu os animais sob dieta hiperlipídica da resistência à insulina. A inflamação concomitante à obesidade diminuiu, melhorando a sinalização da insulina nos tecidos avaliados. Assim, houve melhora da sensibilidade à insulina e da obesidade. Captopril surge então como novo alvo de estudos para o tratamento do diabetes.

Angiotensina - Insulina - Obesidade


B0183



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