Universidade estadual de campinas



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INVESTIGAÇÃO DO EFEITO DA ADMINISTRAÇÃO DE CNTF E DA LEPTINA SOBRE A GORDURA MARROM DE RATOS NEONATOS: ANÁLISE MORFOLÓGICA DOS ADIPÓCITOS E DA EXPRESSÃO DA UCP1


Raffaela Silvestre Ignarro (Bolsista PIBIC/CNPq), André S. Vieira, Gustavo Facchini, Alexandre C.S. Rezende, Karina M. Furuzawa e Prof. Dr. Francesco Langone (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
O Fator Neurotrófico Ciliar (CNTF) é um peptídeo com reconhecida ação neuroprotetora sobre motoneurônios. Porém, testes clínicos em portadores de esclerose lateral amiotrófica revelaram efeitos colaterais importantes, como anorexia e perda de peso. Deste modo, a investigação da sua capacidade em reduzir a massa corpórea permitiu seu estudo como possível agente no tratamento da obesidade, da mesma forma que o hormônio Leptina (LEP). Sabe-se que CNTF e LEP estimulam a capacidade termogênica do tecido adiposo marrom, através do aumento da expressão da UCP1 em animais adultos. O presente projeto teve como objetivo analisar a expressão da proteína UCP1 na gordura marrom (BAT) de ratos neonatos tratados por 5 dias (s.c.) com CNTF (0,25 mg/g), LEP (0,30 mg/g) ou PBS. Os animais foram pesados diariamente e após o tratamento coletou-se a gordura marrom interescapular (GMI). Esta foi processada para análise histológica e investigação da expressão da proteína UCP1 por Western blot. Em comparação ao grupo controle, os animais tratados com CNTF ou LEP apresentaram significativa redução do crescimento corporal e da GMI, que foi acompanhada pela diminuição da quantidade de vesículas lipídicas. Por outro lado, ambos os tratamentos reduziram significativamente a expressão da UCP1. Este resultado sugere que a mobilização de lipídeos da GMI produzida pela administração exógena de CNTF e lep possa ter desencadeado mecanismos de controle da expressão da UCP1, os quais são particularmente importantes para a homeostase da temperatura corpórea nos animais neonatos.

CNTF - Leptina - Obesidade


B0315

DESENVOLVIMENTO DE METODOLOGIA PARA A CARACTERIZAÇÃO DA CADEIA RESPIRATÓRIA DO FUNGO MONILIOPHTHORA PERNICIOSA


Isabella Macedo Toni (Bolsista FAPESP), Daniela Paula de Toledo Thomazella, Laudiene Meyer, Ione Salgado e Prof. Dr. Gonçalo Amarante Guimarães Pereira (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
O fungo basidiomiceto Moniliophthora perniciosa é o patógeno causador da doença vassoura-de-bruxa em Theobroma cacao e tornou-se um obstáculo para a viabilidade da cultura cacaueira no Brasil. Especula-se que alterações no metabolismo energético de M. perniciosa sejam relevantes para o desenvolvimento da doença, uma vez que foram observadas alterações na expressão de genes da via alternativa de transporte de elétrons ao longo do desenvolvimento da doença. Tendo em vista estas evidências, desenvolveu-se uma metodologia para proporcionar análises bioquímicas da CTE do fungo M. perniciosa. Duas abordagens foram testadas e a eficiência de cada técnica foi verificada por meio da análise do consumo de oxigênio, mediante a adição de estimuladores e inibidores dos componentes da CTE. A primeira abordagem utilizou protoplastos para a caracterização da CTE do fungo e mostrou-se bastante eficiente quando se analisa a via alternativa e os complexos III e IV. Entretanto, esta metodologia não foi conclusiva para ensaios envolvendo substâncias como malato, glutamata, succinato, oligomicina e CCCP. A segunda abordagem baseou-se na extração de mitocôndrias que, por outro lado, atendeu aos principais critérios de qualidade utilizados em análises bioquímicas de CTE, como razão ADP:O, controle respiratório e formação de potencial de membrana. A metodologia tem proporcionado um estudo confiável da cadeia transportadora do fungo e está sendo aprimorada, de modo a permitir a compreensão do metabolismo energético do patógeno, visto que a CTE pode fornecer alvos em potencial para o combate à doença.

Mitocôndria - Moniliophthora perniciosa - Cadeia respiratória


B0316

ESTRUTURAÇÃO PARA BIOLOGIA DE SISTEMAS E MODELAGEM EM MONILIOPHTHORA PERNICIOSA


Lucas Pedersen Parizzi (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Gonçalo Amarante Guimarães Pereira (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A Biologia de Sistemas é uma área interdisciplinar que promove uma importante mudança de paradigma: o estudo de sistemas biológicos como um todo dinâmico e não apenas seus componentes de maneira individual. Para tanto, informações genômicas, proteômicas, bioquímicas e fisiológicas são reunidas de fontes diversas e analisadas em conjunto através de modelos cuidadosamente construídos. Especialistas de várias áreas podem contribuir para a compreensão de tais sistemas, entre eles biólogos, químicos, físicos, engenheiros e cientistas da computação. Foi construída uma estrutura para reunir as várias informações disponíveis em um único banco de dados, e possibilitar a construção de modelos e a realização de análises computacionais por diferentes ferramentas. Foi utilizado o ambiente BioWarehouse para integração dos bancos BioCyc, KEGG, ENZYME, UniProt entre outros. A linguagem de descrição de modelos SBML e o framework SBW foram utilizados para integrar dados, ferramentas e resultados. Os genes, proteínas, reações e vias metabólicas de Moniliophthora perniciosa foram identificados para elaboração de diagrama estático do metabolismo utilizando as ferramentas do BioCyc. Análises das características da rede de reações, da capacidade metabólica e da dinâmica do modelo estão sendo realizadas e ferramentas incorporadas à estrutura.

Biologia de sistemas - Metabolismo - Moniliophthora perniciosa


B0317

IDENTIFICAÇÃO DE UMA BACTÉRIA DO GÊNERO BACILLUS COM ATIVIDADE ANTAGONISTA AO FUNGO MONILIOPHTORA PERNICIOSA, CAUSADOR DA VASSOURA DE BRUXA NO CACAUEIRO


Paulo José Pereira Lima Teixeira (Bolsista FAPESP), Mirtis M. Giaciani Ferraz, Marcelo Brocchi, Domingos da Silva Leite, Prof. Dr. Jorge M. Costa Mondego (Co-orientador) e Prof. Dr. Gonçalo Amarante Guimarães Pereira (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A doença Vassoura de Bruxa do cacaueiro é causada pelo fungo basidiomiceto Moniliophtora perniciosa e é responsável por grandes prejuízos ao Brasil e a outros países produtores de cacau. Em 1989, o patógeno atingiu o sul da Bahia, principal região produtora em nosso país, que passou da condição de exportador para importador de cacau. Apesar dos avanços na busca por soluções para o problema, ainda não se conhece uma maneira eficaz de controle da doença. O Laboratório e Genômica e Expressão da UNICAMP vem realizando pesquisas visando o entendimento da interação entre M. perniciosa e o cacaueiro. Ao realizar-se o cultivo de M. perniciosa in vitro observou-se uma bactéria contaminante cujo crescimento resultou na formação de halo de inibição na cultura deste fungo. Esta bactéria foi isolada e caracterizada como um bacilo gram-positivo. A análise por seqüenciamento do gene codificador de um fragmento ribossômico 16S revelou que a bactéria pertence ao gênero Bacillus. A aplicação de gotas da cultura líquida da bactéria sobre o micélio do fungo M. perniciosa resultou em necrose das hifas do local da aplicação. A fim de verificarmos se este efeito foi decorrente de substâncias secretadas pela bactéria, estas foram removidas por meio de centrifugação e filtração. O meio foi então aplicado sobre o fungo, resultando no mesmo efeito necrótico observado anteriormente. Tais observações realmente sugerem que o efeito inibitório é conseqüente da ação de substâncias secretadas por essa bactéria.

Vassoura de bruxa - Moniliophtora perniciosa - Bacillus


B0318



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