Universidade estadual de campinas



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Instituto de Economia

H0651

O PROCESSO DE CONSOLIDAÇÃO BANCÁRIA NO BRASIL (1995/2006)


Alex Wilhans Antonio Palludeto (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Ana Rosa Ribeiro de Mendonça Sarti (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O sistema bancário brasileiro foi palco de um importante movimento de transformações a partir da segunda metade dos anos de 1990. Destacam-se, no período, um amplo processo de privatização dos bancos públicos estaduais, o aumento da participação do capital estrangeiro e um movimento de consolidação do setor. O presente trabalho procura elucidar os aspectos centrais do processo de consolidação do sistema bancário no país – tanto em relação às suas determinações quanto ao processo em si –, com especial atenção ao período posterior à implementação do Plano Real. Com tal propósito, foram avaliados os efeitos dos processos de estabilização dos preços e de internacionalização do setor sobre a estrutura e dinâmica do sistema bancário brasileiro, atentando-se para o resultante movimento de consolidação que se seguiu. Ademais, analisaram-se indicadores das contas de ativo e passivo construídos a partir dos balanços patrimoniais dos bancos, que mostraram uma constante elevação da concentração da atividade bancária entre os anos de 1995 e 2006, expressão, por um lado, das transformações verificadas no setor e, por outro, da própria dinâmica concorrencial, característica das economias capitalistas.

Consolidação bancária - Fusões e aquisições - Setor bancário brasileiro


H0652

EVOLUÇÃO DAS MICROFINANÇAS NO BRASIL (2003/2006)


Henrique Cavalieri da Silva (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Ana Rosa Ribeiro de Mendonça Sarti (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A experiência com microcrédito tida pelo professor de economia Muhammad Yunus da universidade de Chittagong, Bangladesh, na década de 1970, tem servido como parâmetro para outras iniciativas desse tipo. Tendo em vista a importância dessa prática como uma ferramenta de fomento, de democratização do acesso aos serviços bancários e de combate à pobreza, diversos países, assim como o Brasil, têm adotado formas de viabilizar essa categoria de crédito. Partindo-se do objetivo geral de compreender a evolução do segmento microfinanceiro no Brasil, a pesquisa se deu com base em uma revisão bibliográfica focada no marco regulatório das microfinanças no país, bem como em sua estrutura institucional. Além disso, foram coletados dados referentes ao segmento, caracterizando sua evolução.

Medidas de incentivo ao setor adotadas a partir de 1999 no sentido de criar uma regulamentação própria para as microfinanças, inserindo-as no sistema financeiro formal e possibilitando sua expansão, evidenciam a importância que as autoridades vêm atribuindo a esse segmento, bem como a carência e a necessidade dos serviços microfinanceiros no país. Os dados coletados mostram ainda que esse setor vem se expandindo e que, por representar uma pequena fração do Sistema Financeiro Nacional, há ainda espaço para continuar crescendo.

Crédito no Brasil - Microfinança - Microcrédito

H0653

O BRASIL E A PERIFERIA NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO: POLÍTICA ECONÔMICA E DESENVOLVIMENTO NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO


Kim Ferreira de Souza (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Antonio Carlos Macedo e Silva (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Este trabalho tem por tema a comparação entre os países periféricos da América Latina e da Ásia, com o objetivo de aprofundar a reflexão sobre os dilemas enfrentados pelos países em desenvolvimento, com ênfase no caso brasileiro. Para isso foram necessárias revisões bibliográficas relativas aos temas do desenvolvimento econômico e do comércio internacional, elaboração de gráficos e tabelas a partir de informações obtidas através de base de dados de fontes como a COMTRADE e a UNIDO, ambas pertencentes à ONU. Concluiu-se que a natureza da especialização comercial de cada país faz importante diferença, pois produtos de média e alta tecnologia têm uma elasticidade-renda maior que produtos primários, explicando assim as trajetórias divergentes assumidas pelos países latino-americanos e asiáticos. Percebeu-se também a integração regional como uma importante contribuição para o desenvolvimento mais aprofundado dos asiáticos.

Economia Internacional - America Latina - Política macroeconômica


H0654

A FORMAÇÃO DE "CAMPEÕES NACIONAIS" NA CHINA: CRESCIMENTO INTERNO E TRANSNACIONALIZAÇÃO


Silas Thomaz da Silva (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Antonio Carlos Macedo e Silva (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Desde finais dos anos 70 pensar reformas econômicas tem se mostrado algo recorrente para o Partido Comunista Chinês. No entanto, a preocupação com a formação de grandes grupos nacionais inseridos dentro das reformas governamentais só apareceu para o PC a partir dos anos 90. A formação desses grupos tinha o intento de fortalecer um determinado conjunto de empresas (a priori públicas) que pudessem se favorecer de economias de escalas, ganhando competitividade para sobreviver num ambiente de concorrência interna criado pelas empresas transnacionais. No entanto, o movimento de crescimento de parte desse grupos, a partir de 2003, passa a não mais se restringir à expansão via mercado interno, mas também mediante exportação de capital para outros países – movimento conhecido como de transnacionalização das empresas chinesas. Esse novo motor de crescimento de algumas corporações pode ser mensurado por meio do montante de fluxos de saída de investimento direto estrangeiro (IDE). O presente trabalho imbuiu-se de buscar as raízes do crescimento e da transnacionalização de empresas chinesas e, sobretudo, a partir da análise do papel do estado chinês nesses dois processos, uma vez que o foco não poderia ser outro nesse país de partido único (o Partido Comunista) que foi e tem sido palco de inúmeras reformas desde a década de 1980

Economia Internacional - China - Campeões nacionais


H0655

EVOLUÇÃO DA ESTRUTURA INDUSTRIAL BRASILEIRA NO PERÍODO 1996-2005: UMA ANÁLISE POR INTENSIDADE TECNOLÓGICA DOS SETORES


Andriel Corrêa de Oliveira Shimazu (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Celio Hiratuka (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A inovação e o investimento em Pesquisa e Desenvolvimento são vetores que merecem destaque na construção de ativos intangíveis que garantam a capacidade que as corporações apresentam de adquirir e manter vantagens competitivas. Com base nessa importância da inovação e do P&D, foi criado pela OCDE uma classificação referente à intensidade tecnológica das atividades industriais. Neste trabalho, a partir de tal taxonomia criada pela OCDE, foi realizada a classificação dos setores industriais brasileiros e observada sua evolução ao longo do tempo com o objetivo de comparar a economia brasileira com outros países em desenvolvimento e, a partir de uma classificação específica para o Brasil, verificar as características dos gastos inovativos realizados internamente por cada setor de atividade. A metodologia utilizada foi a construção de alguns índices a fim de mensurar a Participação do Valor da Transformação Industrial dos grupos no total da Indústria, a Participação do Pessoal Ocupado e a Evolução do Grau de Agregação de Valor, alcançando, no final, um panorama da evolução por grupo de setores de acordo com a intensidade tecnológica.

Indústria - Desenvolvimento tecnológico - Competitividade


H0656

ESTRATÉGIAS COMPETITIVAS RECENTES DAS PRINCIPAIS MONTADORAS AUTOMOBILÍSTICAS NO BRASIL


Maria Paula Mandro (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Celio Hiratuka (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O trabalho trata do processo de globalização das principais montadoras automobilísticas, (Fiat, General Motors, Ford e Volkswagen), com ênfase em suas filiais brasileiras no tocante ao seu papel em suas estratégias competitivas. Para isso, a análise é dirigida à internacionalização de tecnologias e P&D, examinando os métodos e resultados obtidos dessa política de inovação no mercado brasileiro e suas conseqüências, de modo amplo, para a montadora, para a própria filial e para o Brasil. Para este fim, são analisadas diversas estatísticas associadas à bibliografia pertinente sobre o tema, para então observar e compreender as tendências nas estratégias competitivas implementadas por cada uma das quatro empresas, tendo em vista a década de 90 e início do século XXI.

Industria Automobilística - Competitividade - P&D


H0657

O BRASIL E A PERIFERIA NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO: POLÍTICA ECONÔMICA E DESENVOLVIMENTO NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO


Fernando Henrique Roccato (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Daniela Magalhães Prates (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O Brasil obteve sucessivos superávits comerciais nos últimos cinco anos. Esses superávits decorreram, principalmente, da elevação do volume das exportações e do preço dos produtos exportados, porém observou-se no período um ritmo cada vez maior de crescimento das importações. Neste trabalho, observou-se a variação das importações brasileiras em 2007 em relação à 2006, procurando-se detalhar a complexidade tecnológica e a região de origem dessas importações. Para tal, utilizou-se dados do volume importado, do índice de preço e do índice de quantum dessas importações provenientes da FUNCEX e da SECEX-MIDIC. Os dados apontaram maior contribuição do quantum para o crescimento das importações, bem como diferenças entre a complexidade dos produtos importados de cada região. Do MERCOSUL, por exemplo, importou-se, em sua maioria, Matérias-Primas e Produtos Intermediários, com o restante das compras divididas entre as demais Categorias de Uso, enquanto da Ásia as importações de Bens de Capital e de Matérias-Primas e Produtos Intermediários somavam mais de 80% das compras daquela região. A partir desses resultados pode-se concluir que o Brasil tem aumentado suas importações de produtos com maior valor agregado, Bens de Capital e de Consumo, enquanto as importações de Matérias-Primas e Produtos Intermediários e Combustíveis têm perdido espaço.

Importações - Cambio apreciado - Crescimento econômico


H0658

O BRASIL E A PERIFERIA NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO: POLÍTICA ECONÔMICA E DESENVOLVIMENTO NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO


Ricardo Barbosa Calegari (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Daniela Magalhães Prates (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Em janeiro de 1999, o governo brasileiro adotou o regime de câmbio flutuante.No entanto, os regimes cambiais dos países emergentes no contexto pós-crises da década de 1990 revelaram-se regimes de flutuação suja devido, entre outros motivos, ao chamado “medo de flutuar”, associado ao pass trough mais elevado das variações cambiais aos preços e ao currency mismatch. Este trabalho pretende analisar a natureza do regime cambial brasileiro após 1999, procurando investigar se este regime pode ser classificado como de “flutuação limpa”. Indicadores que atestam o “medo de flutuar” de Calvo-Reinhart apresentam insuficiências para tal verificação. Indicadores elaborados por Ricardo Haussman – que procuram contornar essas insuficiências ao relacionar as volatilidades relativas entre taxa de câmbio e reservas e entre taxa de câmbio e taxa de juros – mostram que no período de vigência do câmbio flutuante o Brasil se aproximou mais de um regime de flutuação genuína. Porém, esses últimos indicadores não levam em consideração outras formas de intervenção do Banco Central no mercado de câmbio e influência do ciclo de liquidez internacional na gestão da política cambial. Uma análise da evolução da taxa de câmbio nos últimos anos ao longo das duas fases deste ciclo (de escassez, entre 1999 e 2002, e de abundância, entre 2003 e 2007), contribui para elucidar a natureza do regime cambial brasileiro.

Setor externo - Balança de pagamento - Regimes cambiais


H0659

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA: ESTADO-IMPÉRIO EM FORMAÇÃO OU HEGEMONIA DECADENTE


Lucas Salvador Andrietta (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Eduardo Barros Mariutti (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Durante a década de 70, uma seqüência de acontecimentos históricos fez com que estudiosos apontassem para um possível declínio da liderança dos Estados Unidos da América no cenário político internacional. Esses acontecimentos, quais sejam, o colapso do padrão ouro-dólar, definido nos Acordos de Bretton Woods, e as crises do petróleo, juntamente com a crescente notabilidade do desenvolvimento do Japão e de países da Europa ocidental reavivaram a discussão a respeito do ciclo das hegemonias e da dinâmica do sistema mundial. Após a dissolução do bloco socialista (1989-91), porém, houve um fortalecimento da posição norte-americana e uma aparente retomada do poder hegemônico. Ainda na década de 90, a crescente integração européia e as instabilidades financeiras relacionadas à bolha das empresas de tecnologia somam-se ao debate como argumento do enfraquecimento do poderio dos EUA. O objetivo desta Iniciação Cientifica é estruturar os elementos dessa discussão, partindo do intenso debate entre os autores Peter Gowan e John Gulick, tendo em vista aspectos mais gerais sobre a dinâmica do sistema econômico mundial e o futuro do cenário contemporâneo.

Hegemonia - Imperialismo - Economia internacional


H0660

O CHOQUE DO PETRÓLEO E O PODER DOS EUA: A RECICLAGEM DOS PETRODÓLARES E O FIM DO MULTILATERALISMO


Rafael Boraschi Maria (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Eduardo Barros Mariutti (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A consolidação do capitalismo durante os últimos séculos e a emergência cada vez maior de uma economia liberal que abrangesse boa parte das nações do mundo fez com que cientistas sociais e economistas tivessem suas atenções voltadas a um novo foco de estudo, a dinâmica das relações de troca e o bom funcionamento de um mercado aberto baseado no sistema econômico atual, estando este já em seu estágio avançado. A partir da análise das estruturas de poder consolidadas durante todo o século XX, e do aprimoramento da Economia Política no plano das relações internacionais modernas, foram sendo desenvolvidos conceitos que tinham como objetivo básico explicar quais as condições necessárias para que houvesse uma estabilidade econômica mundial que gerasse, por conseqüência, uma estabilidade também no plano político. Surge assim, na década de 1970, a Teoria da Estabilidade Hegemônica, a partir da qual foi possível explicar a sustentação financeira norte-americana no referido período, mesmo após expressivos ciclos econômicos e sucessivas crises na época da Reciclagem de Petrodólares.

Economia Internacional - Petróleo - Hegemonia


H0661

NATUREZA DE CLASSE DO ESTADO ABSOLUTISTA NO OCIDENTE E REVOLUÇÃO BURGUESA: A CONTROVÉRSIA ENTRE PERRY ANDERSON E E. P. THOMPSON


Renata Hessmann Dalaqua (Bolsista FAPESP) e Prof. Dr. Eduardo Barros Mariutti (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Aliando teoria à história, o historiador inglês Perry Anderson redigiu “Origins of the present crisis” (1964); um artigo composto por reflexões polêmicas acerca da história e da trajetória política da Inglaterra. Com a intenção de combater as teses defendidas por Anderson, E.P. Thompson publica “The peculiarities of the English” (1965); uma intervenção teórica em que o autor combina lembranças com análise política concreta e informações autobiográficas. O debate no interior da New Left conta ainda com a resposta de Anderson, “Socialism and pesudo-empiricism”, publicada como artigo em 1965. A partir da leitura atenta dos três textos que compõem o debate direto entre Anderson e Thompson, bem como da utilização de uma bibliografia de apoio de alta qualidade, é possível afirmar que a controvérsia entre os dois historiadores se desenvolve a partir de distintas interpretações e análises da conformação histórica da estrutura de classes na Inglaterra e da relação que estas estabelecem com o Estado. As divergentes perspectivas sob as quais Anderson e Thompson enxergam e escrevem a história estão no cerne desta controvérsia. Além disso, as concepções de diferentes projetos políticos também levam a um descompasso, perceptível no modo como cada um compreende o desempenho político e as realizações sócio-culturais das classes sociais aristocracia e burguesia.

Marxismo - Historiografia - New Left


H0662

O BRASIL E A PERIFERIA NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO: POLÍTICA ECONÔMICA E DESENVOLVIMENTO NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO


André Berto Gimenez (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Emerson Fernandes Marçal (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Este estudo visa estimar o desvio da cotação do Real em relação a uma cotação que proporcionasse o equilíbrio das contas externas e o equilíbrio interno, definido como inflação controlada e economia em pleno emprego. Essa taxa de câmbio de equilíbrio baliza o comportamento da taxa de câmbio real, denotando a tendência de longo prazo desta. Para tal, foram coletados dados na base de dados International Financial Statistics, mantida pelo Fundo Monetário Internacional, e no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e utilizadas técnicas econométricas de análise de cointegração dos fatores considerados pela literatura relevantes na determinação da taxa de câmbio de equilíbrio.Foi obtida uma estimativa para cada momento do tempo da taxa de câmbio de equilíbrio, permitindo uma análise do movimento do desvio do câmbio real em relação ao equilíbrio. Pôde-se observar a forte e crescente sobrevalorização da moeda nacional durante o Plano Real, como parte da estratégia de estabilização da economia adotada pelo governo, a subseqüente desvalorização, passando do ponto de equilíbrio, de modo que a moeda nacional se manteve excessivamente desvalorizada até meados de 2007, quando ela novamente se sobrevaloriza.

Câmbio - Métodos quantitativos - Macroeconomia


H0663

RENDIMENTOS DO TRABALHO E RENDA DOMICILIAR NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO EM 2006


Maurìcio Muciacito de Vasconcellos (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Eugenia Troncoso Leone (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O objetivo do projeto foi analisar a participação dos diferentes membros do domicílio no orçamento domiciliar, a participação dos rendimentos do trabalho de homens e mulheres e as diferentes fontes de rendimentos dos domicílios. O estudo focou as pessoas de ambos os sexos residentes na Região Metropolitana de São Paulo nos anos de 2002 e 2006. A fonte de dados foi a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) disponibilizada pelo IBGE. A pesquisa mostrou que, para todos os domicílios, a contribuição do chefe é mais expressiva, mas há uma elevada proporção de chefes que não participa da composição da renda familiar e esta proporção é muito maior nos domicílios pobres. A contribuição do cônjuge aumenta com a elevação do nível socioeconômico. Como a maioria dos cônjuges é do sexo feminino, isso mostra que a mulher encontra mais facilidade de entrar no mercado de trabalho em famílias de maior nível social. O aporte dos filhos também é mais importante para os domicílios não pobres. Observou-se um aumento expressivo das aposentadorias e pensões na composição da renda dos domicílios, sinalizando que programas como o de aposentadoria rural e transferências de renda ajudaram a elevar o nível socioeconômico de alguns domicílios pobres a ponto de eles se tornarem não-pobres.

Rendimentos - Contribuição - Posição o domicílio


H0664

OCUPAÇÃO FEMININA: UM CONTRASTE ENTRE EMPREGO FORMAL E OCUPAÇÃO NÃO FORMAL NAS REGIÕES DO BRASIL EM 2005


Nathalia Borges (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Eugenia Troncoso Leone (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Ao contrário da situação analisada ao logo da década de 90, no período após a crise de 1999 é observada uma relativa recomposição do mercado formal, destacado pela ampliação mais intensa dos postos de trabalho acompanhando o melhor desempenho da economia, sendo que, a partir de 2003, apresenta sinais de recuperação com aumento da elasticidade do emprego em relação à atividade econômica e maior formalização das relações de trabalho. Neste contexto, a evolução da participação feminina no mercado de trabalho se destaca com um alto nível de crescimento tanto quantitativa quanto qualitativamente. Este projeto analisa um aspecto mais específico desta problemática qual seja a ocupação remunerada da mulher, verificando as diferenças de tipo de ocupação, setor de atividade e, particularmente, rendimentos entre os empregos formais e as ocupações não-formais de homens e mulheres nas diferentes regiões do Brasil. São realizadas análises gráficas e econométricas dos dados obtidos nas bases de dados RAIS (Ministério do Trabalho) e PNAD (IBGE), com a utilização dos softwares estatísticos SPSS e Excel, com o intuito de testar hipóteses, tais como a maior incidência de emprego formal nas regiões mais desenvolvidas, tais como Sudeste e Sul.

Gênero - Mercado de trabalho - Rendimento


H0665

EVOLUÇÃO RECENTE DA PRODUÇÃO E INVESTIMENTOS NO SETOR SUCROALCOOLEIRO BRASILEIRO


Danilo Machado Gago (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Fernando Sarti (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
As transformações dos últimos anos na indústria de energia e as alarmantes projeções acerca das mudanças climáticas colocaram na pauta política a substituição de combustíveis fósseis por “energia limpa”. No segmento de transportes, projetado como grande demandante futuro de derivados de petróleo, a possibilidade de uso de biocombustíveis passou de esboço de projeto à meta nas economias industrializadas. Essa transformação colocou o Brasil, portador da experiência de maior sucesso com etanol, no centro do debate e das projeções de oferta. Este trabalho pretende avaliar as características da evolução recente da produção de álcool no Brasil, engendradas por distintas perspectivas de demanda e, à luz deste processo, contribuir para a caracterização dos investimentos recentes, em andamento e planejados. A metodologia desenvolvida neste estudo abrange a coleta de informações quantitativas e qualitativas acerca dos investimentos e da produção de etanol no país. Os resultados e as conclusões parciais são de que além do ingresso de capital estrangeiro, a entrada de grupos de outros setores, alguns nacionais, e de investimentos com perfil mais especulativo também têm caracterizado o setor. Além disso, alguns grupos do setor têm alterado suas estratégias, adquirido usinas, abrindo capital e investindo em outros setores.

Energia - Setor sucroalcooleiro - Etanol


H0666

SETOR DE TURISMO NO BRASIL: UMA ANÁLISE DA ESTRUTURA DE OFERTA


Gabriela Vellosa Barbieri (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Fernando Sarti (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O Setor de Turismo é um importante vetor de desenvolvimento econômico para países avançados e para países em desenvolvimento. O Brasil, apesar de apresentar muitas oportunidades, está aquém de seu potencial. O objetivo do estudo é entender o porquê da diferença entre o potencial do Turismo brasileiro e os seus resultados efetivos, a partir da análise da competitividade da oferta turística nas Macro-regiões brasileiras. Constatou-se que a demanda turística brasileira se mostra bastante concentrada nas Macro-regiões Sul e Sudeste. Um primeiro fator explicativo é o maior poder aquisitivo dos turistas do Sul e Sudeste. Outro fator é a concentração dos roteiros turísticos, que se aglomeram nestas mesmas regiões. Os fatores anteriores contribuem para o elevado fluxo turístico intra-regional. Além disso, um importante fator explicativo para esta concentração é a condição competitiva da oferta turística, refletida no maior número e qualidade dos serviços turísticos destas regiões (hotelaria, alimentação, transporte, agências de viagens, entre outros). Os indicadores de receita bruta, emprego e receita média indicam uma maior concentração das atividades turísticas e a presença de empresas de maior porte no Sul e Sudeste. A conclusão parcial é que a capacidade competitiva da oferta turística é um dos principais determinantes do desempenho assimétrico do Setor de Turismo nas Macro-regiões do Brasil.

Turismo - Competitividade - Cadeia produtiva


H0667

EVOLUÇÃO NAS RELAÇÕES ENTRE FORNECEDORES DE AUTOPEÇAS E A MONTADORAS NO BRASIL NO PERÍODO RECENTE


Rebecca Zerbini Mariano (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Fernando Sarti (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Se por um lado, o avanço da internacionalização do setor automobilístico brasileiro trouxe uma ampla reestruturação da indústria do ponto de vista das montadoras, o mesmo não pode ser dito sobre a presente relação que estas estabelecem com seus fornecedores de autopeças no Brasil. Há se notar o fato de que a globalização também modificou a estrutura e as estratégias utilizadas pelos fornecedores brasileiros e que seu crescimento nos últimos anos, frente a um processo de desnacionalização e desconcentração de seu capital, tem se mostrado sólido e elevado.Mas, apesar de sofrer um forte impacto na cadeia de valor, o padrão da relação estabelecido atualmente no Brasil entre montadoras e fornecedores, mesmo quando se trata dos fornecedores de primeiro nível (modulistas e sistemistas), ainda não se compara aos padrões que estas estabelecem com as fabricantes de veículos em seu país de origem, sobretudo, quando se analisamos os laços de compromisso estabelecidos entre montadoras e fornecedores japoneses. É possível que tais laços estejam caminhando para um padrão de relacionamento muito mais sólido e de interesse para ambas as partes, sobretudo, porque, os fornecedores brasileiros de autopeças se encontram muito mais bem preparados em termos de tecnologia, inovação e organização e amparados por uma melhor política industrial.

Inovação organizacional - Toyota - Automobilística


H0668

O BRASIL E A PERIFERIA NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO: POLÍTICA ECONÔMICA E DESENVOLVIMENTO NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO


Manuela Costa Carmona (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Francisco Luiz Cazeiro Lopreato (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O Projeto pretende estudar a condução da política fiscal na Malásia e seus principais elementos para pensar o caso brasileiro no que diz respeito, inclusive, a uma alternativa para um regime fiscal mais saudável. Tendo como pano de fundo a década de 90 e as mudanças ocorridas nas economias asiáticas durante o período da crise financeira de 1997, a análise da trajetória da política fiscal é pertinente visto que foi fundamental para a recuperação econômica singular do país no momento posterior à crise. A pesquisa se desenvolve em torno de três questões principais: a natureza e desenvolvimento do setor público malaio, abordando, neste ponto, a questão do federalismo fiscal; as características da dívida pública malaia e, por último, o estudo da política fiscal contra-cíclica praticada pelo país. Através, então, da abordagem desses três pontos e do estudo das variáveis fiscais do orçamento malaio do período, pretende-se entender melhor os elementos que determinam o comportamento da política fiscal brasileira. O caso da Malásia é relevante pois a Malásia é um país de destaque no que diz respeito à capacidade de estruturar seu setor público e formular políticas macroeconômicas bastante compatíveis tanto com as exigências da economia globalizada como com as exigências de um desenvolvimento doméstico sustentável.

Finanças públicas - Dívida pública - Contas de resultado


H0669

A ATUAÇÃO DO PODER PÚBLICO MUNICIPAL EM CAMPINAS NA PASSAGEM DA ECONOMIA MERCANTIL ESCRAVISTA PARA A ECONOMIA EXPORTADORA CAPITALISTA NACIONAL (1850-1889)


Miguel Henriques de Carvalho (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Hernani Maia Costa (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O presente projeto tem em vista interpretar as transformações engendradas na cidade de Campinas na segunda metade do século XIX, quando da passagem da economia mercantil-escravista nacional, isso acompanhando a instalação do Estado nacional brasileiro, para o complexo exportador capitalista cafeeiro, que se implanta no Oeste paulista, a partir de meados do referido século. Este estudo está sendo feito com base na análise comparativa dos Códigos de Posturas Municipais de Campinas existentes para esse período, a saber: os Códigos de 1858, 1864, 1866, 1872 e 1880. Este momento flagra a cidade num processo de grandes transformações sócio-econômicas, alavancadas pela passagem do trabalho escravo para o trabalho livre, bem como a modernização material expressa pela adequação do sistema de transporte a essa nova realidade, com destaque para a ferrovia, e outros serviços urbanos.

História de Campinas - Código de Posturas Municipais - Economia mercantil-escravista


H0670

A SEGREGAÇÃO DOS GRÃOS GENETICAMENTE MODIFICADOS: DESAFIOS DA LOGÍSTICA PARA A MOVIMENTAÇÃO DA SOJA BRASILEIRA


Felippe Pereira Barone (Bolsista PIBIC/CNPq), Andréa Leda R. de O. Ojima e Prof. Dr. José Maria Ferreira Jardim da Silveira (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A expansão da área plantada com grãos geneticamente modificados pode desempenhar forte pressão no sistema de movimentação de grãos. Com um mercado consumidor mais exigente quanto à preservação da identidade de uma categoria de grãos, os desafios à logística de transporte e armazenagem tornam-se mais relevantes. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi analisar o efeito da segregação dos grãos diferenciados na logística de transporte do país. Um modelo de equilíbrio espacial foi desenvolvido para otimização da movimentação da soja, utilizando dados de produção, capacidade de processamento, preço nas diferentes regiões e elasticidade-preço de oferta e demanda. A solução sugerida pelo modelo indicou as principais rotas para o escoamento da safra, detalhando inclusive sobre o impacto da segregação no que tange os testes para identificação de grãos geneticamente modificados. O volume total comercializado no cenário em que houve incidência de testes sofreu uma redução de 6,36%. À medida que aumenta o número de testes ao longo do trajeto, maior é o acréscimo no custo do transporte. Isso leva a uma redução da produção em virtude do aumento dos custos, implicando também na diminuição da comercialização, especialmente com o mercado externo, refletindo na perda de competitividade da soja brasileira.

Transgênicos - Logística - Soja


H0671

AMBIENTE REGULATÓRIO E A DIFUSÃO DA BIOTECNOLOGIA MODERNA: UMA ANÁLISE DAS DIVERGÊNCIAS SOBRE A REGULAÇÃO DOS CULTIVOS GENETICAMENTE MODIFICADOS


Livia Nicotra da Silva (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. José Maria Ferreira Jardim da Silveira (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A difusão de cultivos geneticamente modificados (GM) na agricultura mundial apresenta uma taxa de crescimento bastante elevada se comparada a outras tecnologias agrícolas. Tal crescimento se deve, sobretudo, às vantagens econômicas para os agricultores, tais como redução de custos e aumento da produtividade. A despeito dessas vantagens, a difusão dos cultivos GM enfrentam barreiras no âmbito regulatório, principalmente no que se refere a biossegurança e direitos de propriedade.Dessa forma, o objetivo deste projeto consistiu em pesquisar os arcabouços regulatórios para biossegurança dos principais players no comércio mundial de commodities agrícolas. Realizou-se uma revisão da literatura teórica que trata da difusão dos cultivos geneticamente modificados no mundo, dos seus impactos e das divergências regulatórias. Desta revisão constatou-se que as divergências existem em função de princípios regulatórios diferente adotados pelos players do comercio mundial. De um lado, está um grupo de países liderados pela União Européia, que adotam o Princípio da Precaução, que propõe um tratamento distinto para os cultivos GM. De outro lado, está um grupo de países exportadores agrícolas liderados pelos EUA, que adotam o Princípio da Equivalência Substancial, que propõe que os cultivos GM podem ser regulados a partir dos mesmo princípios utilizados na regulação das tecnologias tradicionais.

Cultivo GM - Biossegurança - Ambiente Regulatório


H0672

OCUPAÇÃO TERRITORIAL E A EXPANSÃO DO SISTEMA AGROINDUSTRIAL DA CANA-DE-AÇÚCAR EM GOIÁS


Ricardo Stucchi Romano (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. José Maria Ferreira Jardim da Silveira (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A expansão do sistema agroindustrial da cana-de-açúcar em Goiás tem motivado várias tentativas de conter o avanço deste sistema sobre regiões onde estão consolidados outros sistemas agroindustriais, como o de carne e de grãos. Estas tentativas estão concentradas em interferência do poder público municipal e estadual para criar áreas de zoneamento de expansão desta cultura, evitando assim criar conflitos por terras no estado. A identificação das estratégias de organização destas agroindústrias e as áreas de expansão podem beneficiar um programa de desenvolvimento sustentável para este sistema no estado. Considerando a importância que esta cultura tem para o país é imprescindível buscar informações que possam orientar os estudos da cadeia. A pesquisa visou descrever as estratégias de expansão adotadas pelas agroindústrias deste setor e as áreas de expansão, analisando o capital dos principais grupos do setor e organização da produção da matéria-prima pelas usinas no estado.

Desenvolvimento agrário - Cana-de-açúcar - Difusão Espacial


H0673

CAPITALISTAS EM CAMPINAS: 1873-1884


Fernanda Sabarim (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. José Ricardo Barbosa Goncalves (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Este projeto analisou a atuação dos capitalistas em Campinas, no período compreendido entre 1873 e 1884, auge da economia cafeeira no Oeste-Paulista. Foram personagens importantes para o entendimento da dinâmica e da diversificação da economia da cidade. A atividade de pesquisa iniciou-se com a análise dos livros de recebimento de impostos da Coletoria e Recebedoria de Rendas de Campinas, do período estudado, por meio do qual obtivemos o rol de contribuintes definidos como capitalistas. Verificamos que o crédito, por eles disponibilizado, desempenhou papel significativo na ampliação do comércio e dos negócios, e o conhecimento de sua atuação contribuiu para a compreensão dos mecanismos de crédito que possibilitaram a expansão e consolidação do complexo econômico cafeeiro. Tais formas institucionalizadas de concessão de crédito ampliaram a movimentação de capitais na economia campineira e, assim, contribuíram para o alargamento do espaço financeiro ocupado por casas bancárias e empresas financeiras e creditícias. O sopro de modernidade propiciado pela expansão cafeeira, pelo capital mercantil e pela disponibilidade de crédito transformou um simples vilarejo do século XVIII em uma das maiores metrópoles brasileiras no atual século XXI.

Capitalistas - Crédito - Campinas


H0674

O DEBATE ENTRE JOAQUIM NABUCO E OLIVEIRA LIMA: INFLUÊNCIAS SOBRE AS CONFERÊNCIAS PAN-AMERICANAS DE 1906 (1900-1910)


Andrej Slivnik (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Ligia Maria Osorio Silva (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Figuras públicas de peso nos cenários político e intelectual das primeiras décadas da República, Joaquim Nabuco e Manoel de Oliveira Lima prestaram contribuições significativas para o debate em torno da americanização das relações exteriores do Brasil. Embaixador em Washington, Nabuco percebeu a crescente relevância geopolítica e financeira dos Estados Unidos no cenário mundial. Tal percepção manifesta-se, politicamente, na defesa do ideal pan-americano de um continente unido, sob a proteção e exemplo do povo ianque, interpretando a Doutrina de Monroe e o Corolário de Roosevelt como garantias para sua realização. Menos simpático aos Estados Unidos, o historiador e diplomata Oliveira Lima publicou série de artigos na qual revela desconfiança quanto aos reais interesses norte-americanos. Por mais que também compreendesse a relevância dos Estados Unidos, notadamente a comercial, recomendava cautela na aproximação. O Barão do Rio Branco, sensível a ambas as posições, em negociações internacionais e nas Conferências Pan-Americanas do Rio de Janeiro e de Paz em Haia, jogava com as divergências, buscando apoio em Washington para resolver conflitos de fronteira, acatando a Doutrina de Monroe para defender a soberania nacional e rechaçando propostas americanas para consolidar posição de liderança na América Latina.

Pan-americanismo - Integração continental - Política externa brasileira


H0675

A INSERÇÃO COMERCIAL EXTERNA DA ECONOMIA BRASILEIRA


André Rodrigues Castelli (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Marcos Antônio Macedo Cintra (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Frente ao desempenho no comércio exterior, o presente projeto pretende compreender os moldes em que se dá a inserção comercial externa brasileira na primeira década do século XXI, após a adoção da taxa de câmbio flutuante em janeiro de 1999. Procura-se apreender o tipo de inserção ocorrido e se é sustentado em um caráter conjuntural ou estrutural. A pesquisa é composta fundamentalmente por uma análise da inserção comercial, abordando o preço dos produtos exportados e quantum, o saldo da balança comercial, o conteúdo tecnológico das exportações, e as mais diversas regiões para as quais o país exporta. Constatou-se que o comércio exterior continua crescendo a taxas elevadas, todavia as importações têm apresentado taxa superior a das exportações, desde 2007, reduzindo o saldo comercial. As transações correntes vêm sofrendo reflexo desse menor saldo. O câmbio fortemente apreciado e o crescimento da demanda interna são os principais responsáveis pelo boom de importações. Já no caso das exportações os elevados preços, principalmente das commodities, explica o crescimento. No que diz respeito ao padrão de comércio frente a nossos concorrentes somos um global trader de produtos básicos, porém regional trader de produtos mais intensivos em tecnologia, sendo competitivo apenas nas regiões do Mercosul e NAFTA (aviões da Embraer).

Comércio exterior - Exportação - Inserção comercial


H0676

ECONOMIA CHILENA: A ARTICULAÇÃP ENTRE AS POLÍTICAS FISCAL, MONETÏÁRIA E CAMBIAL


Nicolas Viedma Cestarolli (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Marcos Antônio Macedo Cintra (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A condução das políticas macroeconômicas no Chile é considerada, por diversos pensadores da sustentabilidade do crescimento econômico, um paradigma a ser seguido. Apesar de ter sido uma das economias da América Latina mais atingidas pela crise da dívida de 1982, importantes mudanças no arranjo político e macroeconômico, ao longo das décadas de 1980 e 1990, permitiram a articulação coerente entre as políticas fiscal, monetária e cambial e, conseqüentemente, a reversão desse quadro depressivo. Buscou-se com o projeto, explicitar o manejo dessas políticas, considerando as especificidades do país, como o peso relevante do setor exportador no produto nacional, concentrado na indústria de recursos naturais, cujos preços são voláteis e fortemente ditados exogenamente, além da participação relevante da empresa estatal nessa indústria. A aplicação de controle de capitais, criação de fundos soberanos, alterações nos regimes tarifários, políticas industriais, regime de bandas cambiais, etc. forneceram abundante matéria-prima para investigação e diversas lições a serem aplicadas em outros países.

Chile - Macroeconomia - Fiscal, monetária e cambial


H0677

VENEZUELA: POLÍTICA ECONÔMICA DA ERA CHÁVEZ


Saulo Cabello Abouchedid (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Marcos Antônio Macedo Cintra (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Este projeto visa analisar os principais elementos da política econômica do governo Chávez. Por meio das principais variáveis macroeconômicas procura-se caracterizar a evolução e a dinâmica da economia venezuelana entre 1998-2006. O comportamento dos indicadores econômicos durante esses oito anos, aproximadamente reflete uma economia venezuelana extremamente dependente do petróleo, oscilando entre a recessão e o crescimento de acordo com as cotações do preço internacional da commodity, além de servir como base de sustentação do governo Chávez. Portanto, a política fiscal, cambial (setor externo) e monetária, os indicadores sociais e,conseqüentemente, o crescimento econômico dependem do comportamento desse verdadeiro “ouro negro”. Assim, é extramente importante a análise mais profunda em torno do petróleo e seu impacto sobre as principais variavies macroeconômicas venezuelanas. Portanto, os caminhos da pesquisa apresentados visam delinear a face econômica da Era Chávez e tentam compreender um assunto tão em pauta nas principais discussões entre os diferentes países da América Latina.

Economia - Venezuela - Chávez


H0678

BANCO CENTRAL: ASPECTOS DA POLÍTICA DE CRÉDITO, 1965-1992


Lídia Alice Soares Ruppert (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria Alejandra Caporale Madi (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Este trabalho visa o estudo da trajetória de transformação do papel do Banco Central no Brasil no Sistema de Crédito Brasileiro dentre os anos de 1965 a 1992. Para tal, foi feita uma análise da evolução do volume e composição do crédito direcionado na economia e da carteira de crédito do próprio Banco Central, baseada nos dados divulgados nos relatórios anuais da instituição.O objetivo desta pesquisa é expor o processo de alteração nas diretrizes de gestão do Banco Central que ocorre à medida que a preocupação com a estabilidade de preços ganha espaço na formulação das políticas macroeconômicas brasileiras. A análise foi feita de maneira a evidenciar o afastamento da Instituição das ações tradicionalmente associadas às políticas financeiras de desenvolvimento centradas no direcionamento dos fluxos de crédito com inspiração pós-keynesiana.

Funções do Banco Central - Crédito direcionado - Políticas financeiras


H0679

O BRASIL E A PERIFERIA NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO: POLÍTICA ECONÔMICA E DESENVOLVIMENTO NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO


Bruna Fuzaro Micheletti (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maryse Farhi (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O projeto tem como objetivo analisar a crise do subprime nos EUA e os seus desdobramentos. A questão que será respondida ao longo do projeto é porque a crise imobiliária desdobrou-se numa crise bancária e de liquidez e não numa crise de crédito clássica. Um dos principais fatores que transformaram a crise imobiliária em uma crise bancária e de liquidez foram os novos instrumentos financeiros e as inovações criadas pelas grandes instituições financeiras internacionais, como forma de alavancar os seus lucros e retirar os riscos de seus balanços. A resposta a esta questão passa necessariamente pela descrição da natureza e do formato da crise do subprime; da gestão de risco de crédito pelos grandes bancos internacionais; da falta (ou falhas) de regulamentação do sistema financeiro internacional; da supervisão bancária e do papel das agências internacionais de classificação de risco (agências de rating). Além disso, serão analisados alguns dados e indicadores, tais como: os preços das residências nos EUA, índices de inadimplência, indicadores de aversão aos riscos, os impactos declarados nos balanços dos bancos, estimativas dadas por diversas fontes do tamanho estimado dos prejuízos dos bancos, etc. Dado o fato que a crise teve seu início em meados de 2007, a pesquisa – além de utilizar os poucos textos acadêmicos já disponíveis – se dará, sobretudo na imprensa internacional acessível pela Internet.

Moeda - Crédito - Finanças


H0680

O BRASIL E A PERIFERIA NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO: POLÍTICA ECONÔMICA E DESENVOLVIMENTO NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO


André Braga Justo (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Ricardo de Medeiros Carneiro (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A pesquisa sobre internacionalização de empresas brasileiras apresenta como características mais marcantes o ganho de competitividade internacional daquelas empresas de grande porte intensivas em recursos naturais, em geral. Contudo, é notável o avanço das iniciativas de pequenas e médias empresas de alta tecnologia, em especial de tecnologia de informação, no mercado latino americano. Embora exista uma diferença clara na estratégia das empresas transnacionais que se instalam na Ásia e na América Latina, o fato de o Brasil estar se tornando um consumidor cada vez mais importante de produtos ligados à tecnologia da informação indica que o país tem potencial para acelerar o processo de internacionalização do setor de TI, e atração de transnacionais que busquem ganhos de eficiência, e não apenas mercados e recursos naturais.

Empresas - Autofinanciamento - Política industrial


H0681

O BRASIL E A PERIFERIA NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO: POLÍTICA ECONÔMICA E DESENVOLVIMENTO NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO


Leandro Ramos Pereira (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Ricardo de Medeiros Carneiro (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Diversas transformações ocorreram na estrutura industrial nos anos 90. Dentre as transformações podemos citar a desnacionalização, a o aumento do conteúdo importado (concentrado principalmente em setores de alta intensidade tecnológica), a queda do valor agregado da produção em relação ao valor total da produção, a regressão industrial, ou seja, a perda de segmentos industriais, o aumento de produtividade do trabalho e outros. Dentre os mecanismos que condicionaram esta mudança, podemos destacar o programa de estabilização monetária (plano Real), as aberturas comerciais e financeiras, e as reformas do Estado (mais precisamente as privatizações). As transformações na estrutura industrial foram tão profundas que a maioria dos autores irão afirmar que o Brasil passou para uma nova fase de acumulação capitalista, integrado, para o bem e para o mau, no processo mais geral de globalização. Por auto, podemos dizer que existem posições otimistas (acham que a tendência modernizadora das transformações poderá fazer com que o Brasil possa superar o subdesenvolvimento) e críticas (acham que estas transformações acentuam os problemas históricos da economia brasileira, intensificando o processo de dependência nacional).

Indústria - Anos 90 - Transformações


H0682

CONCORRER PARA OLIGOPOLIZAR: UMA INTERPRETAÇÃO DAS REFORMAS DO SETOR ELÉTRICO SEGUNDO A PERSPECTIVA DE SCHUMPETER


Guilherme Cardoso Junqueira (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Rosangela Ballini (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O setor elétrico brasileiro se caracterizou no passado como área de intervenção estatal por suas características de infra-estrutura que o distinguiam como monopólio natural. Entretanto, frente à crise no modelo estatal do setor, conjugada a crise fiscal e financeira do Estado e o movimento externo de Globalização amparada teoricamente pelo neoliberalismo do Consenso de Washington, o setor passaria por mudanças. Ocorreria então uma reestruturação associada com privatizações e conjugada ao surgimento de novo marco regulatório e institucional, pautado no arcabouço neoliberal da teoria microeconômica neoclássica. O objetivo chave era a formatação de novas relações Estado-Mercado, indo na direção de restringir a ação do primeiro - que deveria passar de um interventor direto a um agente de caráter regulatório - e expansão das atribuições do segundo, cuja concorrência passaria a conformar o mecanismo eficiente da expansão do setor. Posteriormente, o setor enfrentaria uma das mais graves crises de sua história que colocaria em cheque as mudanças feitas. É neste sentido que o presente artigo tem como escopo a discussão de se a crise é resultante da implantação das reformas, ou de sua implantação incompleta. Em divergência a interpretação dominante, enfatizamos que o déficit de investimentos no setor não decorre do risco regulatório advindo de reformas incompletas, mas sim do forte risco econômico inerente a um setor (que permanece) com características de infra-estrutura sobre as quais as reformas têm efeito exíguo. Propomos que somente a ocorrência de inovações, com surgimento de novas tecnologias de geração elétrica, efetuaria com eficiência o arrefecimento do risco econômico enfrentado pelas decisões de investimento no setor.

Setor elétrico - Reformas do setor elétrico - Reestruturação


H0683

REDES NEURAIS APLICADAS AS SÉRIES FINANCEIRAS


Leandro dos Santos Maciel (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Rosangela Ballini (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O desenvolvimento de modelos econométricos que possibilitem a compreensão do comportamento dos mercados financeiros tem por objetivo principal a sua previsão em um contexto de alterações recorrentes do padrão de comportamento das séries financeiras e de imperfeição nas informações obtidas. Neste trabalho, para este fim, utilizou-se o modelo de série temporal com heterocedasticidade condicional (GARCH), além do modelo computacional de Redes Neuronais, que está dentre os modelos computacionais de grande destaque, sobretudo pela capacidade de reconhecimento de padrões e generalização. Uma análise estatística das séries de ações da Petrobrás, Vale do Rio Doce, Natura e S&P 500 foi realizada para que, em seguida, os modelos GARCH e de Redes Neuronais fossem ajustados. Também foi desenvolvido um modelo de redes neurais para a previsão das séries. Na análise comparativa do desempenho dos modelos GARCH e de Redes Neuronais, foi verificado que os modelos econométricos de séries temporais apresentaram aderência significativa aos dados, contudo, o modelo de redes neurais apresentou maior acurácia, revelando que outros tipos de análises podem ser feitas incorporando mais variáveis ao modelo que afetam os mercados financeiros em vista do melhoramento dos resultados.

Modelos não-paramétricos - Redes neurais - Séries temporais


H0684

IMPACTO DO RENDIMENTO DA APOSENTADORIA SOBRE A REDUÇÃO DA POBREZA E DA DESIGUALDADE NO BRASIL


Marcelli Mariano de Oliveira (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Rosangela Ballini (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Este artigo tem como objetivo analisar as diferenças existentes entre as famílias das áreas urbanas e rurais do país, seguindo a hipótese de que as aposentadorias e pensões cumprem importante papel no rendimento das famílias mais pobres e, sobretudo, das áreas rurais, contribuindo para a redução da pobreza nas regiões mais precárias do país. Os dados utilizados na pesquisa são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) dos anos de 1995 e 2006. Para a análise, as famílias foram divididas entre aquelas provenientes das áreas urbanas e rurais e, em cada área, estas foram ainda divididas segundo quintis da renda familiar per capita considerando todas as fontes de rendimentos. As aposentadorias e pensões cumprem importante papel na renda das famílias brasileiras, e a sua participação na renda das famílias aumentou, em detrimento da renda proveniente do trabalho, correspondendo a cerca de 20% do total em 2006. A importância dessa fonte de rendimento é mais acentuada nos quintos relativamente mais ricos da população, enquanto os quintos mais pobres caracterizam-se pela forte influência de rendimentos de outras fontes, principalmente nas áreas rurais. A composição da renda no Brasil sofreu algumas alterações desde 1995, e, embora ainda exista uma clara concentração de renda, esta segue o sentido da redução da pobreza, com o aumento da importância das aposentadorias e pensões na formação da renda das famílias menos pobres.

Aposentadoria - Pobreza - Análise estatística


H0685

O FINANCIAMENTO DO COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO PELO BANCO DO BRASIL: 1996-2006


Natascha Rickheim Simões (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Simone Silva de Deos (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Comércio exterior é um tema que vem ganhado importância crescente nas últimas décadas, em função da maior abertura das economias. A performance do setor externo das economias está vinculada a vários fatores, sendo a política de financiamento do comércio externo uma delas. No caso da economia brasileira, o Banco do Brasil teve, por muito tempo, um papel central nessa função, papel que se transformou nos últimos anos em função do redesenho da institucionalidade do financiamento ao comércio externo. Nosso objetivo nesta pesquisa é avaliar a atuação do Banco do Brasil no financiamento do comércio externo brasileiro na última década. Para tanto fazemos, primeiramente, uma análise da institucionalidade da política de comércio exterior, traçando as principais mudanças ocorridas, como a extinção da Camex (Câmara de Comércio Exterior). Em segundo lugar, apresentamos as transformações ocorridas no próprio Banco do Brasil nas últimas décadas. Por fim, analisamos a atual participação do Banco do Brasil nas operações de financiamento às exportações brasileiras, chegando à conclusão de que a instituição tem perdido posição nesse segmento, e que outras instituições, como o BNDES, vem ganhando destaque.

Economia brasileira - Banco do Brasil - Financiamento comércioexterior






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