Universidade estadual de campinas



Baixar 4.13 Mb.
Página12/83
Encontro29.11.2017
Tamanho4.13 Mb.
1   ...   8   9   10   11   12   13   14   15   ...   83

CORRELAÇÃO ENTRE FATORES DE RISCO PARA DOENÇA CÁRDIOVASCULAR E CALCIFICAÇÕES ARTERIAIS INTRAMAMÁRIAS, PRESENTES EM MAMOGRAFIAS DE MULHERES MENOPAUSADAS, ATENDIDAS NO CENTRO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA MULHER - CAISM/UNICAMP


Ciro Jabur Pimenta (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Beatriz Regina Álvares (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A doença cardiovascular (DCV) representa a principal causa de mortalidade no mundo, sendo sua incidência aumentada em mulheres na pós-menopausa e em mulheres jovens com falência gonadal espontânea ou cirúrgica. A presença de ateromas calcificados em mamografias tem sido referida na literatura como um fator de risco para doença cardiovascular. O presente trabalho teve como objetivos avaliar a presença de ateromas em mamografias de mulheres menopausadas e correlacionar este achado radiológico com fatores de risco para DCV – hipertensão, diabetes mellitus, síndrome coronariana aguda, acidente vascular cerebral, tabagismo, obesidade e idade. Foram estudadas retrospectivamente os exames mamográficos de 197 pacientes do Ambulatório de Menopausa do CAISM/UNICAMP realizados entre os anos de 2004 e 2005, com revisão concomitante dos prontuários médicos, dos quais 71 apresentavam calcificações arteriais mamárias e 126 não mostravam o achado. A associação dos dados foi avaliada através dos testes de qui-quadrado e do cálculo do risco relativo e seu respectivo intervalo de confiança 95%.

Ateromas calcificados - Doença cardiovascular - Mamografia


B0068

RISCO DE ACIDENTES EM PACIENTES COM EPILEPSIA


Karla Teixeira Souza (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Carlos Alberto Mantovani Guerreiro (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Epilepsia é um distúrbio neurológico caracterizado pela recorrência de crises epilépticas na ausência de condição tóxico-metabólica ou febril. O objetivo deste trabalho é relacionar a ocorrência de acidentes à presença de crises epilépticas, já que se acredita que pacientes nessa condição estejam associados a maior risco de acidentes e lesões quando comparados ao restante da população. O estudo foi baseado em questionário aplicado após às consultas. Foram entrevistados 72 pacientes com epilepsia, sendo 48 com crises não controladas (grupo I) e 24 controladas, isto é, sem crises nos últimos dois anos (grupo II). O grupo controle (grupo III) foi formado por 32 pacientes com cefaléia crônica. Em relação aos acidentes nos últimos dois anos, eles ocorreram em 79,16% dos pacientes do grupo I; 54,16% do grupo II e 59,38% do grupo III. Fazendo-se a média do número de acidentes não relacionados a crises por pessoa de cada grupo, tem-se: 3,08 para grupo I; 3 para grupo II e 2,44 para grupo III. Do total de 868 acidentes encontrados, os principais tipos relatados foram quedas (82,72%), seguidas por queimaduras (8,5%) e ferimentos corto-contusos (4,7%). Os resultados indicam maior risco de acidentes para os pacientes do grupo I. Entretanto, quando os acidentes relacionados a crises são desconsiderados, tem-se média semelhante para os três grupos. Estes resultados sugerem que a ocorrência de crises epilépticas é um fator de risco para acidentes.

Epilepsia - Risco de acidentes - Lesões


B0069

ATITUDE DO NEUROLOGISTA FRENTE À DOSAGEM SÉRICA DE DROGAS ANTIEPILÉPTICAS


Tamara Dias Baptista Gagliardi, Profa. Dra. Nelci F. Höehr (Co-Orientadora), Prof. Dr. Li Li Min (Co-Orientador) e Prof. Dr. Carlos Alberto Mantovani Guerreiro (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A dosagem sérica é um método auxiliar no tratamento do paciente epiléptico que tem a sua indicação questionada. Procuramos verificar uma possível correlação entre os resultados de exame e a resposta clínica e a atitude do médico frente ao resultado laboratorial obtido. Estudo retrospectivo em que foi avaliada a utilização clinica da dosagem sérica de carbamazepina, fenitoína e fenobarbital nos pacientes tratados no HC UNICAMP, a partir de dados coletados em novembro de 2005. Do total, houve mudança na prescrição em 35,41%, sendo que desses, 29,16% não tinham suas crises epilépticas controladas. Do total de pacientes, 45,45% dos internados tiveram mudança na prescrição; dos pacientes ambulatoriais, 32,4% tiveram mudança em sua prescrição. Em relação ao controle das crises, os resultados sugerem que só a análise da concentração sérica da droga não é suficiente para que haja ajuste de dose. Comparando-se os resultados entre pacientes internados e ambulatoriais, observamos maior ajuste de dose entre os primeiros, sugerindo que as facilidades do ambiente hospitalar são fatores importantes.

Epilepsia - Antiepilépticos - Dosagem sérica


B0070

ADRENOLEUCODISTROFIA LIGADA AO X: CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR DE UMA FAMÍLIA


Camila Braun Heinke (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Carlos Eduardo Steiner (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A Adrenoleucodistrofia ligada ao X é uma doença relacionada a um distúrbio no metabolismo de lipídios, na qual os indivíduos afetados são incapazes de degradar e oxidar Ácidos Graxos de Cadeia Muito Longa (VLCFA). É causada por mutações no gene ABCD1, localizado em Xq28 e composto por 10 éxons que codificam uma proteína transmembrana relacionada com o metabolismo lipídico. Alterações nessa proteína provocam desestabilização da bainha de mielina das células nervosas que atrofiam e perdem a capacidade de transmitir impulsos nervosos. Até o momento, foram descritas pouco mais de 400 mutações. O presente estudo visa caracterizar uma família com diversos casos da doença, em suas diferentes formas, do ponto de vista molecular. Para isso, com o DNA extraído será realizado estudo de seqüenciamento gênico para identificar a mutação presente neste caso através da técnica de PCR. Os produtos serão submetidos a comparação com seqüências existentes em bancos de dados. A mutação presente nessa família será comparada com as demais descritas na literatura especializada.

X-ALD - VLCFA - Seqüênciamento gênico


B0071

SÍNDROME DO X FRÁGIL E ASPECTOS DO DIAGNÓSTICO


Tiago Dias Valim (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Carlos Eduardo Steiner (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A Síndrome do X Frágil (SXF) é uma anomalia genética muito comum e que pode causar deficiências como retardo mental em graus variados, além de dificuldades de expressão e socialização. Ocorrendo predominante em indivíduos do sexo masculino, ela apresenta manifestações fenotípicas não muito características e possui uma transmissão bastante peculiar, razões pelas quais seu diagnóstico pode ser difícil. Nesta pesquisa, temos como objetivo determinar aspectos relacionados ao diagnóstico da síndrome, como sintomas iniciais, idade de início dos sintomas e de encaminhamento para investigação, e histórico familiar. Foi feita a revisão de prontuários de pacientes com diagnóstico confirmado de SXF arquivados no Departamento de Genética Médica da FCM-Unicamp. Resultados parciais indicaram que existe um longo período médio (quase seis anos) entre o início dos sintomas e a primeira consulta médica especializada; que os sintomas iniciais mais freqüentes estão relacionados a atraso no desenvolvimento neuropsicomotor; que na maioria dos casos existiam antecedentes familiares relevantes, ao quais nem sempre foram bem investigados e/ou diagnosticados. Esses resultados sugerem que o processo de investigação e diagnóstico da SXF ainda é tardio, mesmo ela causando sintomas tão graves como dificuldade de aprendizado e distúrbios comportamentais e existindo casos prévios semelhantes na família.

X frágil - Deficiência mental - Desenvolvimento neuropsicomotor


B0072

PREVALÊNCIA DAS MUTAÇÕES C677T E A1298C DO GENE DA METILENOTETRAHIDROFOLATO REDUTASE (MTHFR) ENTRE PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA


Julia Girardi Cutovoi (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Carmen Sílvia Bertuzzo (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
O metabolismo do ácido fólico, catalisado pela enzima MTHFR, é responsável pela metilação do DNA e regulação da expressão gênica. A deficiência da MTHFR pode levar a um quadro de hipometilação do DNA que, segundo diversos pesquisadores relaciona-se com a instabilidade e aneuploidia observadas em tumores humanos, por afetar a dosagem de genes supressores de tumores. Estudos concluíram que a baixa atividade da enzima MTHFR pela mutação C677T de seu gene pode aumentar o risco de ocorrência de câncer de mama abaixo dos 40 anos de idade. O objetivo do trabalho é investigar a prevalência dos polimorfismos C677T e A1298C em uma amostra de mulheres portadoras de câncer de mama, por meio da técnica de PCR e digestão enzimática específica. Foram analisados 206 DNAs para o polimorfismo A1298C e realizadas 300 PCRs para o polimorfismo C677T. Na análise da mutação A1298C, encontramos diferenças significativas na distribuição genotípica entre o grupo de câncer de mama com histórico e o grupo controle e entre os grupos com câncer de mama.

Câncer de mama - MTHFR - Ácido fólico


B0073

ANÁLISE DE MUTAÇÕES EM ANEMIA DE FANCONI: ESTUDOS DOS GENES FANCA E FANCC


Renato Oliveira dos Santos (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Carmen Sílvia Bertuzzo (Orientadora), Faculdade de Ciências Médias - FCM, UNICAMP
A Anemia de Fanconi (AF) é uma doença autossômica recessiva, clinicamente heterogênea, caracterizada por múltiplas anomalias congênitas, progressiva falha da medula óssea e alto risco de desenvolvimento de câncer. Indivíduos afetados apresentam quebras cromossômicas espontâneas visualizadas pelo teste de Diepoxibutano, que é utilizado para o diagnóstico. Existem até o momento doze grupos de complementação (FA-A, FA-B, FA-C, FA-D1, FA-D2, FA-E, FA-F, FA-G, FA-I, FA-J , FA-L e FA-M). Mutações nesses genes causam problemas nos complexos de reparo de DNA o que leva ao quadro clínico da doença. As mutações mais frequentes ocorrem nos genes FANCA (60-70%), FANCC (5-15%) e FANCG (8-10%). O objetivo foi aumentar a casuística de RODRIGUEZ(2003) através da identificação e análise molecular das mutações mais freqüentes nos genes FANCA e FANCC, pelas técnicas de PCR e digestão enzimática em pacientes diagnosticados. Foram analisados 51 pacientes triados nos ambulatórios do Hospital das Clínicas, no Hemocentro da UNICAMP, não encontrando alterações nos genes estudados. Há necessidade de estudos posteriores devido a presença de onze genes relacionados ao distúrbio e, além disso, tentar obter maior esclarecimento dos aspectos moleculares envolvidos nessa síndrome.

Anemia de Fanconi - FANCC - Instabilidade cromossômica


B0074

ASSOCIAÇÃO DA VARIANTE TRP149STOP (G446A) DO GENE ARLTS1 COM CÂNCER DE MAMA


Wagner Tadeu Jurevicius do Nascimento (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Carmen Sílvia Bertuzzo (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
O câncer de mama é uma das mais freqüentes neoplasias entre as mulheres. No Brasil é a primeira causa de doença maligna em mulheres e tem uma ocorrência estimada de 48.930 casos para 2006, segundo o INCA. O câncer de mama pode ser familiar ou esporádico, sendo que para o primeiro caso algumas alterações hereditárias já foram definidas, como BRCA1 e 2. Outros estudos tem sido realizados encontrando variantes de genes, como o ARLTS1, em associação com câncer de mama familiar. Portanto, é necessário analisar em mulheres brasileiras a prevalência da variante Trp149Stop do gene ARLTS1 com o intuito de definir sua relevância na transmissão familiar da doença da mama. Nesse contexto, desenvolve-se um estudo caso-controle, totalizando 221 indivíduos, com casos de câncer de mama com e sem histórico familiar, que serão submetidos a teste de genética molecular para uma mutação específica, estabelecendo uma possível associação ao câncer de mama. Até o momento fizemos a padronização do método de amplificação do gene ARLTS1 e do método de digestão enzimática com as enzimas FspBI e CfrI. Temos 47 resultados prontos de amostras, sendo um deles heterozigoto para a mutação TRP149STOP (G446A) do gene ARLTS1.

Câncer de mama - ARLTS1 - TRP149STOP


B0075

IDENTIFICAÇÃO DO POLIMORFISMO CYP1A1 C6235T DO CITOCROMO P450 NA SUSCEPTIBILIDADE À LEUCEMIA MIELÓIDE AGUDA.


Gabriela Góes Yamaguti (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Carmen Sílvia Lima (Orientadora) Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A exposição aos hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAPs) do tabaco tem papel relevante na origem da leucemia mielóide aguda (LMA). As enzimas do sistema do citocromo P450 atuam na bioativação dos HAPs. Atividade ainda maior foi associada à enzima codificada pelo alelo variante T do polimorfismo C6235T do gene CYP1A1. Considerando que não se encontra suficientemente estabelecido o papel desse polimorfismo gênico na susceptibilidade à LMA, este constituiu o objetivo desse estudo. A identificação dos genótipos foi realizada em sangue periférico de 133 pacientes com LMA e de 133 controles do Hemocentro da UNICAMP, por meio da reação em cadeia da polimerase e digestão enzimática. Observamos que a freqüência do genótipo combinado TC+CC foi maior do que a freqüência do genótipo selvagem TT (51,1% versus 28,6%, P=0.0001) em pacientes com LMA do que em controles. Portadores do alelo variante estiveram expostos a risco 2,8 vezes maior (IC 95%: 1,67–4,84) de LMA do que portadores do alelo selvagem. Esses resultados sugerem que a habilidade hereditária de ativar carcinógenos pela enzima variante do polimorfismo C6235T, do gene CYP1A1 do sistema do citocromo P450, tem um papel importante na origem da LMA em nosso meio.

Leucemia mielóide aguda - Susceptibilidade - CYP1A1


B0076

VALOR DIAGNÓSTICO DA ADENOSINA DEAMINASE, INTERLEUCINA-6 E PROTEÍNA C-REATIVA NAS EFUSÕES PLEURAIS CAUSADAS POR TUBERCULOSE


Larissa Matsumoto  (), Ronei L. Mamoni, Maria Inês de Souza, Maria Heloísa S L Blotta, Paula Virginia Bottini e Profa. Dra. Célia Regina Garlipp (Orientadora), , UNICAMP
A maior dificuldade no diagnóstico das efusões pleurais é a diferenciação entre os exsudatos linomonocitários. A adenosina deaminase (ADA) é utilizada na identificação de efusões pleurais tuberculosas devido a suas elevada sensibilidade e especificidade, além do baixo custo e rapidez do resultado. A dosagem rotineira de citocinas, como a interleucina-6 (IL-6) e outros marcadores de atividade inflamatória como a proteína C-reativa (PCR) depende de maiores observações, pois são metodologias de custo mais elevado. Nosso objetivo foi verificar, nas efusões pleurais tuberculosas ou não tuberculosas, o desempenho diagnóstico de IL-6 e PCR frente a ADA. Setenta e três amostras de líquido pleural foram divididas em 4 grupos (I-Tuberculose; II-Neoplasias; III-Inflamatórios; IV-Transudatos) e submetidas às determinações de ADA (Giusti), IL-6 (ELISA) e PCR (nefelometria). A dosagem de PCR não apresentou diferenças entre os grupos estudados. ADA e IL-6 foram significativamente mais elevadas no grupo I, porém com sobreposição de valores de IL-6 com os do grupo III. IL-6 foi o único marcador a mostrar tendência de correlação com a ADA com S = 90% e E = 65% para o diagnóstico de tuberculose. Nosso estudo confirma a ADA como um bom parâmetro para o diagnóstico de tuberculose e que a IL-6, embora mostre bom desempenho, não apresenta uma maior eficiência diagnóstica

Derrame pleural - Tuberculose - Diagnóstico


B0077

AVALIAÇÃO DO BENEFÍCIO RELATIVO À INTELIGIBILIDADE DA FALA EM USUÁRIOS DE PRÓTESES AUDITIVAS


Leandra Marquesine Seixas (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Christiane Marques do Couto (Orientadora), CEPRE, Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A audição possibilita ao indivíduo a recepção e compreensão das diversas informações sonoras de seu meio. Desordens em qualquer parte do sistema auditivo são capazes de provocar perda auditiva mais ou menos significativa, impondo limitações à vida do portador da deficiência. Para minimizar tais limitações, dispositivos de amplificação sonora – próteses auditivas – vêm sendo desenvolvidos e aprimorados de modo a atuarem principalmente no que concerne aos sons da fala, melhorando a capacidade de comunicação. Para tanto, faz-se necessário que a prótese mais adequada ao indivíduo seja selecionada e que seja observado benefício com seu uso, por meio de procedimentos de verificação e validação, como a aplicação de testes de fala e questionários de auto-avaliação, com e sem a prótese. Este projeto propõe-se, por meio da utilização do teste de fala proposto por Costa (1998) e do questionário APHAB (COX e ALEXANDER, 1995) a realizar esta observação com usuários do setor de seleção de próteses auditivas do curso de Fonoaudiologia da UNICAMP, analisando também as relações entre o benefício sentido pelo usuário (questionário) e aquele sugerido por seu desempenho no teste de fala. Espera-se verificar benefício com o uso da prótese – observando-se melhor desempenho no teste de fala em sua presença – e percepção deste benefício, se existente, pelo usuário (constatada através da aplicação do questionário).

Próteses auditivas - Compreensão da fala - Benefício


B0078

UTILIZAÇÃO DE TESTE DE FALA E QUESTIONÁRIO DE AUTO-AVALIAÇÃO DO HANDICAP EM USUÁRIOS DE PRÓTESE AUDITIVA


Linda Boghossian Jordão (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Christiane Marques do Couto (Orientadora), CEPRE, Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A principal função de uma prótese auditiva é assegurar que os sons ambientais, especialmente os da fala, sejam audíveis. Com o objetivo de avaliar o benefício relacionado à percepção de fala pelo usuário de prótese auditiva e sua relação com o handicap auditivo (desvantagem auditiva), este estudo utilizou dois procedimentos: aplicação do questionário HHIA/HHIE (Hearing Handicap Inventory for Adults/Elderly) e realização do Teste de Fala de Sentenças em Português. O questionário avalia os efeitos psicossociais da perda auditiva, sendo possível indicar a percepção do handicap classificado como significativo, leve/moderado ou sem percepção. O teste de fala tem por objetivo avaliar a habilidade de reconhecimento de fala do indivíduo no silêncio (LRSS) e no ruído (LRSR). Ambos os procedimentos foram realizados em dois momentos, antes e após a adaptação da prótese auditiva. Participaram da pesquisa 14 indivíduos, que responderam o questionário na condição sem prótese e 12 com a prótese. Foi possível perceber que 11 dos 12 que responderam os dois questionários apresentaram benefício positivo da prótese auditiva. O Teste de Fala somente foi realizado com dois indivíduos, havendo melhora no desempenho de apenas um. Os resultados do teste de fala foram compatíveis com a percepção do handicap mostrado nos questionários de auto-avaliação.

Prótese auditiva - Questionário de auto-avaliação - Teste de fala


B0079

PÓLIPOS INTRA-UTERINOS: RELAÇÃO COM MALIGNIDADE


Bruna Ferreira Pilan e Profa. Dra. Clarissa Waldige Mendes Nogueira (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Com a difusão da ultrassonografia e o advento da histeroscopia, estão sendo encontrados numerosos casos de pólipos intra-uterinos em pacientes sintomáticas e assintomáticas. Discute-se se deve ser feita a ressecção ou se é possível uma conduta expectante, além dos critérios clínicos a serem considerados para essa decisão. Com o objetivo de analisar a relação desses achados com malignidade, realizou-se estudo descritivo de corte transversal através do levantamento dos prontuários de todas as pacientes submetidas à cirurgia com hipótese de pólipos uterinos no CAISM UNICAMP nos anos de 2004 e 2005 (caracterização clínica, resultados de ultrassonografia e histeroscopia diagnóstica e resultado anatomo-patológico). Os dados foram digitados em arquivo codificado e analisados utilizando o sistema Epiinfo através do teste t de Student, considerados significativos se p>0.05. Resultados: Das 336 pacientes submetidas à cirurgia por pólipo uterino no período, 248 tiveram hipótese de pólipo intra-uterino confirmada, sendo que em 11 delas foram encontradas lesões atípicas ou neoplásicas. Entre estas, 10 eram menopausadas, dentre as quais 9 apresentaram sangramento vaginal. Apenas 1 delas tinha menos de 50 anos, e 9 tinham índice de massa corpórea maior que 30 . Nenhuma era usuária de tamoxifen ou terapia hormonal e 90,9% eram hipertensas. Conclusão: a prevalência de lesões malignas ou pré-malignas nas pacientes com hipótese diagnóstica de pólipos intra-uterinos foi de 3,27% e relacionou-se à idade maior que 50 anos, a pós-menopausa, a ter tido sangramento vaginal e a sobrepeso/obesidade ou hipertensão arterial.

Pólipos uterinos - Carcinoma de endométrio - Histeroscopia


B0080

REPRESENTAÇÕES PSICOSSOCIAIS E CULTURAIS DA CITOLOGIA ONCÓTICA: UM ESTUDO CLÍNICO-QUALITATIVO


Ana Carolina Bianchini da Silva Lucarini (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Claudinei José Gomes Campos (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
O exame de citologia oncótica é uma ferramenta importante na prevenção do câncer de colo de útero. Neste estudo clínico-qualitativo objetivou-se identificar e analisar os aspectos psicossociais e culturais que envolvem a procura pela realização do exame de citologia oncótica. Desenvolvido com usuárias de uma unidade básica de saúde do município de Campinas, inclusas na faixa etária dos 20 aos 32 anos. A análise dos dados fez-se por meio do método de análise de conteúdo, utilizando um processo de categorização não apriorística. Foram elencadas as seguintes categorias: construções sociais entre o falado e o vivido pelas mulheres adultas jovens; motivação para realização do exame preventivo; aspectos psicossociais e culturais envolvidas na realização e na expectativa do resultado desse exame; o elo profissional da saúde e cliente na busca pela prevenção; escolaridade e religião: sua influência na busca pela prevenção. Concluímos que os aspectos psicossociais e culturais envolvidos na realização desse exame são inúmeros, diferindo de acordo com sua inserção social, escolaridade, tabus culturais. Independente da faixa etária, a questão da possibilidade de adoecimento funciona como fator incentivador para prevenção, contudo a construção social entre o falado e o vivido por essas mulheres é muito conflitante quando se refere à possibilidade de realização e periodicidade do exame preventivo.

Teste de Papanicolaou - Saúde da mulher - Prevenção primária


B0081

PERSPECTIVA DO USUÁRIO NO RELACIONAMENTO MÉDICO-PACIENTE E INTENÇÃO DE ADESÃO AO TRATAMENTO


Cláudia D. Caetano (Bolsista SAE/UNICAMP), Keila D. de Azevedo (Bolsista CNPq) e Prof. Dr. Cláudio Eduardo Müller Banzato (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Descrição:estudo da relação médico-paciente após a primeira consulta, sob a óptica dos pacientes. Objetivos:avaliar a participação dos pacientes nas decisões terapêuticas tomadas, considerar o grau de satisfação destes com o atendimento e correlacionar esses dados com intencionalidade de adesão ao tratamento proposto.Métodos:aplicação do questionário, com aspectos sociodemográficos, objetivos e subjetivos da relação médico-paciente, a 20 pacientes abordados à saída de sua primeira consulta em cada um dos ambulatórios do HC/UNICAMP:cirurgia de cabeça e pescoço, oftalmologia, oncologia e psiquiatria, entre junho de 2006 e junho de 2007. Resultados parciais: 57 entrevistas realizadas até o momento (71,25% da amostra). 47 pacientes (82,5%) relatam compreensão total da explicação médica fornecida, 57 pacientes (100%) afirmam que o médico prestou atenção a tudo que lhe foi dito, 51 pacientes (89,5%) relatam ter participado ativamente da decisão terapêutica e 57 pacientes (100%) demonstram intenção de aderir ao tratamento proposto.Conclusões:os elevados graus de compreensão e participação dos pacientes refletem-se na elevada porcentagem de pacientes que pretendem aderir ao tratamento, indicativos de uma avaliação bastante positiva do relacionamento médico-paciente.

Relacionamento médico-paciente - Satisfação - Adesão ao tratamento


B0082

CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTES SEGUNDO COMPLEXIDADE DE CUIDADOS DE ENFERMAGEM EM UMA ENFERMARIA GERAL DE ADULTOS: RESULTADOS PRELIMINARES


Karina Jorgino Giacomello (Bolsista FAPESP), Profa. Mestre Maria Silvia Teixeira Giacomasso Vergílio (Co-orientadora) e Profa. Dra. Edinêis de Brito Guirardello (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A temática de dimensionar pessoal de enfermagem tem sido foco constante de preocupações por interferir na qualidade da assistência prestada e envolver custos. Trata-se de um estudo descritivo que tem por objetivo classificar pacientes de uma enfermaria geral de adultos, segundo o grau de complexidade de cuidados requerido pela enfermagem, pois constitui uma importante etapa do dimensionamento de pessoal. Para a coleta de dados, utilizou-se um instrumento de classificação de pacientes que possibilita categoriza-los em cinco níveis de complexidade assistencial. O instrumento foi aplicado durante 23 dias de segunda a sexta-feira, durante o período de 15 de janeiro a 14 de fevereiro de 2007, totalizando 828 observações. Como resultados preliminares têm-se que: 60,6% dos pacientes são de cuidado mínimo; 18,6% de cuidados intermediários; 9,7% de cuidados de alta dependência; 1,8% de cuidados semi-intensivos; 0,75% de cuidados intensivos e 8,9% de leitos vagos. Destaca-se que houve predomínio de pacientes de cuidados mínimos, porém 2,8% de pacientes requerem cuidados semi-intensivos e intensivos, o que demanda equipe qualificada e dimensionamento adequado.

Dimensionamento de pessoal - Recursos humanos - Cuidado de enfermagem


B0083

SATISFAÇÃO DA PUÉRPERA EM UMA UNIDADE DE ALOJAMENTO CONJUNTO


Natália Gabriela Odinino (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Edinêis de Brito Guirardello (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
No alojamento conjunto, a equipe de enfermagem permanece ao lado do binômio mãe e filho responsabilizando-se pela assistência ininterrupta até o momento de sua alta. Se a puérpera estiver satisfeita com o cuidado recebido, a formação do vínculo entre equipe e cliente poderá ser mais efetiva, e dessa forma os objetivos do Alojamento Conjunto poderão ser alcançados em benefício da mãe e do bebê. Este estudo tem como objetivo mensurar o nível de satisfação de puérperas em uma unidade de alojamento conjunto, por meio de um instrumento específico, denominado Instrumento de Satisfação do Paciente (ISP) A população será composta por puérperas internadas na Unidade de Alojamento Conjunto do Centro de Atenção Integral da Saúde da Mulher (CAISM). Após apreciação do projeto pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências Medicas da Unicamp e da Comissão de Pesquisa do CAISM dará início ao procedimento de coleta de dados a ser realizada pela pesquisadora, de forma individual, nas dependências da unidade de Alojamento Conjunto. Para análise estatística será utilizado o programa computacional SAS System for Windows (Statistical Analysis System), versão 9.13. Para comparar o nível de satisfação das puérperas em relação às variáveis categóricas serão utilizados os testes Qui-Quadrado ou exato de Fisher, e o de Mann-Whitney para variáveis contínuas.

Período pós-parto - Satisfação do paciente - Cuidados de enfermagem


B0084

MECANISMO DE LIBERAÇÃO DE HISTAMINA DE MASTÓCITOS DE RATO INDUZIDA POR BLOQUEADORES NEUROMUSCULARES


Adriana R. Rampazio (Bolsista PIBIC/CNPq), Profa Dra. Angélica F.A. Braga (Co-orientadora) e Prof. Dr. Edson Antunes (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Os bloqueadores neuromusculares (BMN) são fármacos utilizados na prática anestésica. Dentre os efeitos colaterais, a liberação de histamina é uma das mais importantes, podendo comprometer a sobrevida dos pacientes. O objetivo do presente projeto é investigar o mecanismo de ação de BNM de induzir a desgranulação de mastócitos, dando ênfase ao atracúrio, cisatracúrio, rocurônio e vecurônio. Os mastócitos foram coletados do lavado peritoneal de ratos machos, e estimulados in vitro com diferentes concentrações dos BNM. A histamina foi quantificada por método fluorimétrico. Nossos resultados mostraram que o atracúrio (0,1 a 0,8 mM) foi capaz de promover liberação de histamina significativa (P<0,05) e dependente da concentração (18,65 ± 2,98; 34,14 ± 4,15 e 42,39 ± 5,43% para 0,1, 0,3 e 08 mM, respectivamente; n=3 em duplicata) em relação à liberação basal (8,06 ± 2,12%). O cisatracúrio (0,16 M) também liberou histamina de modo significativo (17,84 ± 1,62%; P<0,05), ao passo que o rocurônio (1,0 mM) e o vecurônio (0,6 mM) não foram capazes de induzir liberação significativa de histamina (5,3 ± 1,46 e 2,48 ± 0,88%, respectivamente). O controle positivo, composto 48/80 (1 mg/mL), causou liberação de histamina de 67,94 ± 2,88%, validando nossos experimentos. Concluimos que os resultados confirmam os dados clínicos.

Bloqueadores neuromusculares - Histamina - Reação anafilática


B0085

FATORES DE RISCO DA INFECÇÃO NEONATAL PRECOCE POR ESTREPTOCOCO DO GRUPO B EM UMA MATERNIDADE ESCOLA DE CAMPINAS-SP


Arthur Antolini Tavares (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Eliana Martorano Amaral (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Apenas 1% dos filhos de mães colonizadas por estreptococo do grupo B (EGB) desenvolve infecção neonatal precoce grave. Parto prematuro, ruptura de membranas (RM) acima de 18h, temperatura axilar ≥ 38ºC no trabalho de parto (TP), infecção urinária por este agente ou antecedente de feto anterior acometido são fatores de risco. Em 2003 implementou-se, como medida profilática, o uso de antibióticos no trabalho de parto por fatores de risco para os casos de RM e TP prematuro. O objetivo deste estudo caso-controle (2:1), pois, foi avaliar a presença de condições associadas a 40 casos confirmados de infecção neonatal precoce nascidos entre 01/1995 a 12/2005 (onze anos), no CAISM/UNICAMP. Houve quadros de sepse (n=23); sepse com meningite e/ou pneumonia (n=10) e meningite ou pneumonia (n=4). A taxa de infecção foi de 1,35 caso/1.000 nascidos-vivos e 65% deles sobreviveram. Parto prematuro atual, óbito neonatal anterior e cesárea por sofrimento fetal foram associados a esta infecção. Com esta casuística, não se observou impacto da antibioticoprofilaxia empírica nas taxas de infecção e mortalidade, porém se confirma a necessidade de avaliar o uso de cultura específica após 35 semanas na rotina pré-natal para orientar a prevenção da infecção neonatal precoce por EGB.

Estreptococo do grupo B - Transmissão vertical - Infecção neonatal


B0086

DOENÇAS RESPIRATÓRIAS ENTRE TRABALHADORES DE UM MERCADO HORTIFRUTIGRANJEIRO


Flávia Nemézio Mariotto (Bolsista SAE/UNICAMP), Profa Dra. Maria Inês Monteiro (Co-orientadora) e Prof. Dr. Emílio Carlos Elias Baracat (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
As doenças respiratórias são importante causa de adoecimento entre os trabalhadores no mundo. O trabalho tem como objetivo realizar uma revisão sistemática de literatura em base de dados visando identificar os principais problemas relacionados às doenças respiratórios no trabalho; determinar as condições presentes no ambiente de trabalho no mercado hortifrutigranjeiro do CEASA associadas ao desencadeamento de doenças respiratórias e orientar medidas preventivas nesta população. A revisão sistemática dos resumos foi realizada nas bases de dados Medline, Lilacs e Pub Med no período de 1990-2006. Foi elaborado um quadro para a classificação dos resumos. No ambiente de trabalho foram identificados: exposição a exaustão de diesel/gasolina, poeiras, pólen e resíduos dos produtos comercializados, evidenciando as doenças respiratórias como a segunda maior queixa entre os trabalhadores.

Doenças respiratórias - Trabalho - Saúde do trabalhador


B0087

ESTUDO DA VARIAÇÃO DA FLUORESCÊNCIA DE HEMANGIOMAS AO LONGO DO TRATAMENTO CONSERVADOR COM LASER DE CO2


Alexandre R. D. Yacoub (Bolsista PIBIC/CNPq), Dra. Renata C. Fiorotti e Profa. Dra. Ester Maria Danielli Nicola (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Os hemangiomas são tumores vasculares benignos, em geral congênitos e, quando localizados na cavidade oral, podem ulcerar, causando sangramentos, ardência, inflamação e interferência na mastigação, etc. O seu tratamento cirúrgico com LASER visa à coagulação dos vasos que o nutrem, causando fibrose local. A fluorescência nativa é uma propriedade dos tecidos, evidenciada por luz ultravioleta e é emitida pelas substâncias desse tecido. Assim, ela tem sido caracterizada como a identidade ótica de cada tecido e das substâncias contidas nele. Este trabalho tem como objetivo analisar a variação da fluorescência nativa ao longo do tratamento de hemangiomas da cavidade oral com o LASER de CO2. Metodologia: Medidas da fluorescência de 18 pacientes sobre a lesão e sobre uma área normal em um mesmo paciente foram tomadas antes de cada sessão de tratamento, sendo computadas em gráficos de espectro. Resultados: De maneira geral, o espectro emitido pelos hemangiomas era mais aplainado e rebaixado em relação à mucosa contralateral normal. Com a progressão do tratamento, há uma tendência à normalização do espectro da lesão, bem como acentuação dos picos de emissão característicos daquele sítio na mucosa oral normal. Conclusão: a medida da fluorescência parece corresponder às alterações de regressão da lesão.

Hemangioma - Laser CO2 - Fluorescência nativa


B0088

AVALIAÇÃO HISTOLÓGICA DO COLÁGENO, APÓS A APLICAÇÃO DE LASER DE CO2, EM HIPERPLASIAS GENGIVAIS


Felipe D. de Castro (Bolsista PIBIC/CNPq), Bruno S. Bellini e Profa. Dra. Ester Maria Danielli Nicola (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
É estabelecido, na literatura, que as características histológicas dos tecidos da cavidade oral, quando submetidos a procedimentos cirúrgicos com laser de CO2, apresentam cicatrizes diferenciadas. Estudos recentes têm mostrado que a mucosa oral, após 5 semanas da cirurgia com laser de CO2 apresenta processo cicatricial com aumento de fibras colágenas e substituição do colágeno tipo III por tipo I, mais rígido. Objetivo: Avaliar as alterações no tipo e concentração do colágeno na mucosa oral de pacientes com hiperplasia gengival, após a aplicação de laser de CO2. Metodologia: Da avaliação de 27 pacientes de ambos os sexos e sem limites de idades com hiperplasia gengival, selecionamos aqueles que apresentavam biópsias pré-cirúrgicas e pós-cirúrgicas 8 a 12 meses após o procedimento (Grupo I: retrospectivo). O Grupo II, em acompanhamento, será avaliado em intervalo de 6 a 8 semanas. As lâminas serão coradas por HE e Picrosírius Red, para análise quantitativa e qualitativa do colágeno presente. Resultados e Conclusões : Resultados preliminares de análise qualitativa de lâminas coradas com HE de três pacientes não mostraram diferenças significativas na concentração do colágeno entre as biópsias pré e pós-operatórias. A avaliação mais específica (quantidade e tipo) está em andamento com a coloração de Picrosirius Red. O grupo 2 será analisado tão logo complete-se o tempo estabelecido entre pré e pós operatório.

Colágeno - Hiperplasia gengival - Laser de CO2


B0089

INVESTIGAÇÃO DE FATORES GENÉTICOS QUE INFLUENCIAM A FÁRMACO-RESISTÊNCIA EM PACIENTES COM EPILEPSIA DE LOBO TEMPORAL


Natalia Cristina Ianni (Bolsista PIBIC/CNPq), Prof. Dra. Iscia Lopes-Cendes e Prof. Dr. Fernando Cendes (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A Epilepsia do Lobo Temporal (ELT) é uma das patologias que apresenta os maiores índices de farmaco-resistência. Uma hipótise para esse fato seria a presença de Single Nucleotide Polymorphisms (SNPs) em genes relacionados ao metabolismo de drogas. A proposta deste estudo é investigar se SNPs em genes de transportadores de drogas ATP-binding cassete family, estão associados a fármaco-resistência citada. Foram escolhidos dois SNPs na base de dados do NCBI: 2273697(gene ABCC2); 2274407(gene ABCC4). Os pacientes foram selecionados no Ambulatório de Epilepsia do HC da UNICAMP e divididos em dois grupos: refratários (n=81) e controlados (n=55) segundo a resposta ao tratamento. A genotipagem foi realizada utilizando o Sistema TaqMan™ (Applied Biosystems). As freqüências genotípicas estavam no Equilíbrio de Hard-Weinberg em ambos os grupos e nenhuma diferença alélica foi observada para nenhum dos SNPs testados (p>0,01). Além disso, não foram encontradas diferenças entre as freqüências alélicas dos grupos e da base de dados de SNPs. Portanto, nenhuma correlação foi encontrada entre os SNPs analisados e a fármaco-resistência em ELT.

Epilepsia Lobo Temporal - Fármaco-resistência - Farmacogenética


B0090

Estudo volumétrico hipocampal e do córtex entorrinal em pacientes com Doença de Alzheimer e pacientes com Declínio Cognitivo Leve


Nathalia C. Peruzza Marchiani (Bolsista FAPESP), Márcio Balthazar, Benito Damasceno e Prof. Dr. Fernando Cendes (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Medida volumétrica comparativa da atrofia hipocampal e córtex entorrinal em pacientes com Doença de Alzheimer (DA), Declínio Cognitivo Leve (DCL) e envelhecimento normal. Verificar a presença e grau de atrofia hipocampal em pacientes com DCL e DA. MÉTODOS: Volumetria realizada com o programa Scion Image®, versão do NIH-Image® para Windows®, em imagens de RM T1 ponderadas “inversion recovery” (espessura de 3 mm, ângulo de excitação de 200; TR=2800-3000, TE=14, TI=840, matriz de 130X256, FOV=18X18cm), em corte coronal, totalizando 50 indivíduos, sendo 15 DA, 15 DCL e 20 controles de mesma faixa etária para determinação do Zscore (<-2=atrofia hipocampal). Correção do volume hipocampal pelo volume intracraniano. RESULTADOS PARCIAIS: 30 volumetrias hipocampo direito (HD) e esquerdo (HE) em 9 controles (média e [DP], HD= 3122,6 [252,8]; HE=2981,16 [244,70]), 9 DA (HD=2416,77 [494,97]; HE=2402,41 [488,94]), 12 DCL (HD=2725,05 [333,45]; HE=2506,09 [250,38]); com diferença significativa entre grupos (p=0.002, ANOVA). Resultados preliminares indicam que atrofia hipocampal ocorre em DCL e DA, sendo mais intensa na DA, podendo ajudar na discriminação entre DA e DCL.

Volumetria - Alzheimer - Hipocampo


B0091

PREVALÊNCIA E INCIDÊNCIA DOS MARCADORES SOROLÓGICOS DOS VÍRUS DA HEPATITE B (VHB) E DA HEPATITE C (VHC) EM HEMODIALISADOS


Giovana Marquesini (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Fernando Lopes Gonçales Júnior (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Este estudo analisou dados sorológicos para o VHB e VHC de pacientes submetidos à hemodiálise em serviço especializado de Campinas. O objetivo foi determinar a incidência e a prevalência de hepatite por vírus B e C no período de janeiro de 2001 a dezembro de 2003. Os resultados mostraram que as prevalências semestrais de HBsAg, Anti-HBc e Anti-HCV em 2001, 2002 e 2003 foram, respectivamente, 4,3%, 4,3% e 2,8% (N=639); 3,9%, 4,8% e 3,1% (N=584); 1,2%, 3,2% e 3,6% (N=502); 2,5%, 2,3% e 1,7% (N=481); 5,5%, 4,0% e 10,4% (N=326); 5,5%, 1,8% e 6,4 (N=219). A incidência para cada marcador nos mesmos anos foi, respectivamente, 0,6%, 0,2% e 0,6% (N=639); 1,0%, 0,3% e 0,5% (N= 663); 1,1%, 0% e 2,6% (N=349). Houve um aumento da prevalência e incidência de anti-HCV e de HBsAg a partir do 1o semestre de 2003, refletindo maior transmissão destes vírus no período. Estes aumentos indicam falhas na monitoração e/ou na vacinação dos pacientes para o VHB e, no caso do VHC, uma possível falha na detecção do anti-HCV pela imunossupressão ou pela presença do RNA do VHC nestes pacientes não detectado pela triagem sorológica. Estes achados mostram a necessidade de melhoria do diagnóstico e do controle destas infecções nos serviço de hemodiálise.

Hepatites virais - Hemodiálise - Marcadores sorológicos das hepatites


B0092

ATENÇÃO BÁSICA E SAÚDE DO IDOSO


Fernanda Firmino Giachetta () e Prof. Dr. Gastão Wagner de Sousa Campos (Orientador), , UNICAMP
O projeto “Atenção Básica e Saúde do Idoso” tem por finalidade avaliar algumas dimensões do atendimento ao idoso na Atenção Básica à Saúde (ABS) da Secretaria de Saúde de Campinas/SP. O objetivo é avaliar a capacidade da Clínica Ampliada (CA) e das Equipes de Saúde da Família (ESF) de resolver problemas de saúde do idoso, deduzindo a partir desse estudo a possível necessidade de Centro de Referência em Saúde do Idoso. Para essa análise, são utilizados três procedimentos metodológicos. O primeiro consiste em uma análise teórica comparativa entre o que é proposto pela ABS e o que é exigido pela especialidade de Geriatria e Gerontologia. A segunda consiste em uma coleta de dados a ser feita em dois Centros de Saúde(CS) de Campinas, sendo eles o Jd. Aeroporto e CS Barão Geraldo. Uma ESF será selecionada por CS, sendo utilizados os prontuários dos pacientes acima de 60 anos registrados nas respectivas ESF. Finalizado esse segundo momento, é feita uma coleta de dados por meio de questionário individual a ser aplicado aos profissionais que compõem as ESF. Todos estes dados serão analisados, e serão construídos gráficos e tabelas, que serão adicionados no texto de análise teórica. Por ser um projeto previsto para dois anos, a pesquisa está em fase de coleta de dados, não sendo possível ainda construção de resultados.

Saúde do idoso - Paidéia - Clínica ampliada


B0093

HIPERPLASIA ADRENAL CONGÊNITA POR DEFICIÊNCIA CLÁSSICA DA 21-HIDROXILASE: ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE OS ACHADOS MOLECULARES EM FAMÍLIAS ACOMPANHADAS NO HC – UNICAMP E OS DADOS NACIONAIS E INTERNACIONAIS


Clarissa Cerchi Angotti Ramos (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Gil Guerra Júnior (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A deficiência da 21-hidroxilase corresponde a mais de 90% dos casos de Hiperplasia Adrenal Congênita. Tem herança autossômica recessiva, com o gene CYP21 localizado em 6p. Existem as formas clássicas da doença (HAC-C21-OHD) e as não clássicas. Este estudo comparou os achados moleculares de 93 pacientes (186 alelos) com HAC-C21-OHD acompanhadas no Ambulatório de Endocrinologia Pediátrica do HC-UNICAMP, com os dados de literatura nacional e internacional. As mutações mais freqüentes encontradas nesta casuística foram: IVS2, A/C>G,-13 (29%), conversão (16%), I172N (15%), deleção e R356W (7% cada), Q318X (6,5%), IVS2, AS,A-G,-2 (5%), V281L (4,5%) e F306insT+Q318X+ R356W (4%). Estes dados quando comparados com um outro estudo brasileiro e com estudos da Itália, Argentina, Espanha, Chile, EUA, Portugal e Inglaterra, não mostrou diferenças significativas nas freqüências das alterações tipo conversão (χ2(2) = 2,85; p = 0,24), Q318X (χ2(6) = 4,51; p = 0,61) e R356W (χ2(6) = 10,23; p = 0,11); o mesmo não ocorrendo para as alterações deleção (χ2(7) = 244,51; p = 0,000001), IVS2,AS,A-G,-2 (χ2(8) = 115,9; p = 0,000001), V281L (χ2(6) = 99,3; p = 0,0000001) e I172N (χ2(7) = 221,9; p = 0,000001). Estes achados podem estar relacionados a heterogeneidade genética da população brasileira.

Hiperplasia adrenal - Mutação - 21-hidroxilase


B0094

INFORMAÇÃO PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE E LEIGOS A HIPERPLASIA ADRENAL CONGÊNITA POR DEFICIÊNCIA CLÁSSICA DA 21-HIDROXILASE


Lucas Ricci Bento (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Gil Guerra Júnior (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC) é um erro inato da biossíntese do cortisol. Mais de 90% dos casos ocorrem por deficiência da enzima 21-hidroxilase (21-OHD). Existem as formas clássicas da doença (HAC-C21-OHD) com exposição androgênica intra-útero e atividade enzimática quase nula, divididas em virilizantes simples e perdedoras de sal, e as formas não clássicas, com atividade enzimática em torno de 30 a 50%, divididas em crípticas (sem manifestação clínica) ou tardias (com manifestação na infância, puberdade ou na vida adulta). O diagnóstico é feito pela elevação acentuada (basal ou pós-estímulo com ACTH) da 17-OH-Progesterona, sem aumento correspondente do 11-desoxicortisol, e com aumento importante da Δ-4-androstenediona e da testosterona. O tratamento consiste na reposição crônica de glicorticóide em doses fisiológicas e no uso de mineralocorticóide para os perdedores de sal, além da correção cirúrgica da ambigüidade genital nas meninas com a forma clássica. O sucesso do tratamento, como em qualquer doença crônica, depende da aderência e logo, do conhecimento profundo da evolução da doença. Portanto, este estudo teve por objetivo criar guias com as informações necessárias para os pacientes e famílias sobre a HAC-C21-OHD, assim como para profissionais de saúde que lidam direta ou indiretamente com a doença. Os guias foram criados a partir de informações sobre a doença, existentes em sites da Internet e em artigos e livros científicos.

Hiperplasia adrenal congênita - Esteróide 21-hidroxilase - Conhecimento


B0095

TOXICIDADE E EFEITOS COLATERAIS MATERNOS E NEONATAIS DA TERAPIA ANTI-RETROVIRAL EM GESTANTES PORTADORAS DO VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA


Bruna Shigueko Lemos Nakano (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Helaine Maria Besteti Pires Mayer Milanez (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A infecção de crianças pelo HIV em 80% das vezes é por transmissão vertical, daí a importância da terapia anti-retroviral na prevenção desta. Entretanto, não se conhece bem seus possíveis efeitos adversos na gestante e no RN. Este estudo observacional, de coorte, retrospectivo visou avaliá-los decorrentes da exposição à tarv intra-útero e pós-natal. De 100 gestantes, 81% iniciaram tratamento na gravidez e 19% engravidaram em uso (6 EFZ, 6 NVP, 6 IP). Dos 98 casos de uso de tarv na gravidez, 54% NVP, 30% IP, 5% monoterapia AZT, 8% NVP e IP. Tempo de exposição média de 136 dias. Suspensão em 7 casos (6 NVP e 1 NFV). Nas gestantes, observou-se: 15% de leucorréia, 9,1% de vaginose bacteriana, 10,2% de hep C, 4,5% de hep B, 2,3% de sífilis, 3,4% de herpes genital, 5,7% de HPV, 9,1% de ITU e 5,7% bolsa rota espontânea. Ocorreu: 64% de anemia, 67% alteração de enzimas hepáticas, 17% plaquetopenia, 6% glicemia de jejum alterada (2 casos diabetes gestacional), 34% dislipidemia, 8% reações alérgicas (todos NVP). Nos 98 RNs, 5 casos de malformações congênitas: 1 CIA, 1 cranioestenose, 1 hipospádia , 2 polidactilias e 1 apêndice pré- auricular, todas com início da tarv durante a gestação (3 NVP, 1 AZT monoterapia e 1 IP e NVP). A freqüência de efeitos adversos da TARV durante a gestação é elevada, porém a maioria de alterações menos graves.

HIV - Gestação - Terapia antiretroviral


B0096

ESTUDO DA COORTE DE TRATAMENTO DA TUBERCULOSE, CAMPINAS, 2005


Mariana Salhab Dall’ Aqua (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Helenice Bosco de Oliveira (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A tuberculose é uma das doenças infecciosas mais antigas de que se tem notícia, sendo uma das principais causas de morte por um agente infeccioso. Seu controle depende do tratamento eficaz dos pacientes afetados pela doença, uma vez que aqueles que abandonam tornam-se uma importante fonte de transmissão do bacilo. Objetivo: Analisar a coorte que iniciou tratamento para tuberculose em 2005 na cidade de Campinas, descrevendo o perfil epidemiológico dos pacientes e comparando o grupo que completou o tratamento com o grupo que abandonou. Metodologia: Trata-se de um estudo retrospectivo, cujos dados para análise foram fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde através do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) para a constituição do “Banco de Dados para a Vigilância da Tuberculose”. Foram estudadas variáveis demográficas, clínicas e relacionadas ao tratamento. A apresentação descritiva dos dados foi feita por meio de tabulação de freqüências e proporções. Resultados: Entre aqueles que se curaram há uma predominância na forma pulmonar, baciloscopia e HIV negativos e o fato de serem casos novos. Uma faixa significativa daqueles que vieram a óbito apresentavam alguma co-morbidade. Conclusões: No presente estudo podemos observar que fatores como escolaridade, resultado do exame anti-HIV e forma clínica da doença, entre outros, influenciam no resultado do tratamento.

Tuberculose - Tratamento - Abandono


B0097

TRIAGEM AUDITIVA EM PROFISSIONAIS QUE ATUAM NA UNIDADE DE NEONATOLOGIA/CAISM


Vanessa Quaino (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Helenice Yemi Nakamura (Orientadora), CEPRE, Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A exposição crônica ao ruído ou a sons de intensidade elevada pode causar sintomas extra-auditivos (cansaço, dificuldade de concentração, estresse, etc) como uma perda auditiva e ter repercussões sobre a vida e o trabalho. O Ministério da Saúde, ao instituir Política Nacional de Atenção à Saúde Auditiva, considera o êxito na intervenção por meio de ações de promoção e prevenção. Uma das formas de intervenção é a triagem auditiva. O objetivo deste trabalho foi realizar triagem auditiva e aplicação de questionário com os profissionais que atuam na unidade de Neonatologia/CAISM (terapia intensiva e cuidados intermediários). Passaram pela triagem 76 profissionais e 115 responderam ao questionário. A maioria é do sexo feminino, na faixa etária entre 22 e 59 anos, e é da equipe de enfermagem. Dos 25 (33%) que falharam na triagem, 84% não apresentaram respostas dentro dos limites esperados e 16% tiveram o resultado da meatoscopia alterado. Foram coletadas no questionário 779 respostas que apontam como fatores causadores e de incomodo ao ruído atividades referentes a manipulação dos objetos, equipamentos (alarmes dos monitores, oxímetros, saturímetro e outros) e conversas e risadas altas (passagem de plantão e visita médica, e orientação aos alunos no leito). Torna-se de grande importância as formas de controle e prevenção da perda auditiva, no Censo de 2000 encontrou-se que 16,7% da população brasileira apresenta algum tipo de problema auditivo que pode ocasionar dificuldades sociais e econômicas com repercussões na qualidade de vida do sujeito.

Triagem auditiva - Neonatologia - Ruído


B0098

LOMBALGIAS E ATIVIDADES LABORAIS COM DESLOCAMENTO E LEVANTAMENTO DE PESO – UMA REVISÃO SISTEMÁTICA


Giuliana Bin (Bolsista PIBIC/CNPq), Profa. Dra. Maria Inês Monteiro (Co-orientadora) e Prof. Dr. Heleno R. Corrêa Filho (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Lombalgias e atividades laborais com deslocamento e levantamento de peso representam um aspecto importante na saúde do trabalhador.Cerca de 80%dos trabalhadores apresentam dor lombar durante a vida laboral. Esta pesquisa teve por objetivo realizar uma revisão sistemática de literatura em base de dados eletrônicas visando identificar os principais problemas relacionados às lombalgias no trabalho. A revisão sistemática da literatura foi realizada nas seguintes bases de dados eletrônicas – Medline, Lilacs e PubMed. Foram incluídas publicações relacionadas ao trabalho em indústria, setor de transportes, comércio, agricultura e cultura de flores, no período de 1990 a 2006. Características individuais, esforço físico e fatores relacionados com a organização e condição de trabalho evidenciam a etiologia multifatorial da lombalgia. Sedentarismo, obesidade, tabagismo, postura corporal e insatisfação laboral são outros fatores que também contribuem para as dores lombares. A lombalgia é uma das principais causas de afastamento de trabalho acometendo mais a população economicamente ativa.

Lombalgia - Saúde do trabalhador - Epidemiologia


B0099

FATORES RELACIONADOS À OCORRÊNCIA DE AMAMENTAÇÃO INEFICAZ EM RECÉM-NASCIDOS PREMATUROS CARACTERIZADA POR SUPRIMENTO INSUFICIENTE DE LEITE MATERNO


Ariane Oliveira Tartarotti (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Ianê Nogueira do Vale (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A literatura é vasta sobre a importância da promoção do aleitamento materno, sobretudo para os prematuros, tanto do ponto de vista clínico quanto afetivo. Aborda que a falta da sucção do seio materno constitui fator limitante para o estabelecimento e manutenção da lactação, além do estresse vivenciado pelas mães ao longo do período de internação. Objetivo: identificar os fatores relacionados à ocorrência de amamentação ineficaz caracterizada pelo suprimento insuficiente de leite materno (hipogalactia) em bebês prematuros que ficaram internados na UTI neonatal do Centro de Atenção à Saúde da Mulher (CAISM) UNICAMP. Métodos: estudo descritivo e retrospectivo; dados obtidos nos registros dos prontuários de recém-nascidos com peso de nascimento entre 1500 e 2500 gramas, internados no período de março de 2006 a fevereiro de 2007. Foram obtidas as freqüências das variáveis e para verificar possíveis associações foram utilizados os testes Qui-quadrado e exato de Fisher. O nível de significância adotado foi de 5%, ou seja, p<0.05. Resultados: a freqüência de mães que não supre a quantidade de leite necessária para seu filho é relevante e são vários os fatores relacionados passíveis de intervenção de enfermagem.

Aleitamento materno - Hipogalactia - Enfermagem


B0100

A OPINIÃO DE MÃES DE BEBÊS HOSPITALIZADOS SOBRE INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NO FAVORECIMENTO DO DESEMPENHO DO PAPEL MATERNO


Camila Alves Corrêa Neiva (Bolsista SAE/UNICAMP), Elenice Valentin Carmona (Co-orientadora) e Profa. Dra. Ianê Nogueira do Vale (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A literatura sobre a experiência materna na unidade de internação traz muitas das características definidoras do diagnóstico de enfermagem “conflito no desempenho do papel de mãe” proposto pela North American Diagnosis Association (NANDA), embora existam poucos estudos sobre este diagnóstico e principalmente sobre as intervenções relacionadas a ele. Assim, este estudo tem como objetivo estudar intervenções relacionadas ao diagnóstico de enfermagem “conflito no desempenho do papel de mãe” na atenção a mães de recém-nascidos internados em uma unidade neonatal. Tratar-se-á de um estudo descritivo e exploratório. Será desenvolvido um instrumento de coleta de dados baseado nas intervenções de enfermagem. A análise dos dados se dará de acordo com a estatística descritiva. Resultados: acreditamos que as mães reconhecerão a maioria das intervenções como sendo facilitadoras do desempenho materno, porém, não identificarão de maneira desejável as intervenções de enfermagem realizadas no serviço.

Conflito no desempenho do papel de mãe - Intervenções de enfermagem - UTI neonatal


B0101

AVALIAÇÃO DA AUTO-ESTIMA DE GESTANTES: SUBSÍDIO PARA PROPOSIÇÃO DE INTERVENÇÕES QUE FAVORECEM O VÍNCULO COM O BEBÊ


Ligia Marçola (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Ianê Nogueira do Vale (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A gestação é um período caracterizado pela presença de muitas dúvidas, medos e anseios na vida da mulher. Por isso, se fazem necessárias intervenções de promoção de sua auto-estima, importante para a modelação do vínculo mãe-filho. Este estudo visa contribuir para lançar olhares sobre tal questão e sobre o conteúdo da assistência pré-natal. Seu objetivo é avaliar a auto-estima de gestantes atendidas no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM/UNICAMP). Métodos: A amostra de estudo foi constituída de 127 gestantes que responderam um questionário contendo dados sócio-demográficos, questões a respeito da gestação e foi utilizada a escala de Rosenberg para avaliar a auto-estima. Resultados: Do total de gestantes que participaram do estudo, 77 (60,6%) apresentaram auto-estima insatisfatória. A prevalência foi maior entre mulheres que não planejaram sua gestação (p=0,019) e que não iam poder contar com a ajuda do pai do bebê logo após o parto (p=0,042). Conclusão: a alta prevalência de auto-estima em níveis insatisfatórios sugere que são necessárias intervenções em que se discutam os sentimentos das mães acerca de si mesma, visando promover sua segurança, autoconfiança e auto-imagem apesar de um contexto possivelmente desfavorável.

Vínculo mãe-filho - Auto-estima - Gestação


B0102

ESTUDO DA EXPRESSÃO DO HIF-1 (FATOR INDUZIDO POR HIPÓXIA–1) EM CONDRÓCITOS ARTICULARES, HUMANOS NORMAIS E EM OSTEOARTRITE, TRATADOS COM FATOR DE CRESCIMENTO INSULINA-LIKE-1


Danielle Lílian Ribeiro da Silva Argolo (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Ibsen Bellini Coimbra (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A cartilagem articular é um tecido avascular que necessita da hipóxia para sua sobrevivência e que tem como célula principal o condrócito. Dessa forma, o oxigênio além de citocinas pró-inflamatórias e fatores de crescimento atuam nesse tecido como importantes moduladores da expressão gênica do HIF-1 que está presente nessas células. O HIF-1 é constituído por duas subunidades (α e β) que unidas desempenham sua função. O objetivo principal deste estudo constitui em caracterizar os mecanismos regulatórios que controlam a atividade do HIF-1α, em especial o fator de crescimento IGF-1 nos condrócitos normais e em hipóxia. Para tal fim, foram feitos experimentos com cartilagens de pacientes submetidos à prótese de joelho, as quais, foram isoladas, transformadas em cultura de células, estimuladas com o IGF-1, extraídas proteínas, realizadas técnicas de Western Blott e reveladas em filmes. A presença de bandas hipercaptantes evidencia a integridade da via de sinalização do HIF-1 e sua respectiva expressão influenciada pelo fator de crescimento em estudo, o que propicia o acréscimo de informações para a elucidação do microambiente presente na cartilagem humana.

Condrócitos - IGF1 - HIF1


B0103

PREVALÊNCIA DA SÍNDROME DA REPERFUSÃO PÓS TRANSPLANTE DE FÍGADO EM NOSSO SERVIÇO


Yuri Longatto Boteon (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Ilka de Fátima Santana Ferreira Boin (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
O transplante ortotópico de fígado (TOF) é considerado contemporaneamente o procedimento terapêutico de melhor prognóstico para pacientes acometidos de insuficiência hepática terminal por doenças hepatocelulares crônicas. A síndrome da reperfusão (SR) é caracterizada por nova agressão ao órgão transplantado ao restaurar o fluxo sanguíneo, agravando a lesão causada pelo período de isquemia. Foram avaliados retrospectivamente os prontuários médicos de uma amostra de 196 indivíduos submetidos a transplante de fígado, no período de janeiro de 1999 a dezembro de 2005. Descreveu-se essa casuística com relação aos dados sócio-demográficos e clínicos do doador e receptor. A medida de pressão arterial 30% abaixo do valor inicial aferido na anestesia após 15 minutos de reperfusão ou ao final da cirurgia foi considerada como SR. Analisou-se relação entre os fatores de interesse e a SR, estudou-se a sobrevida pós-transplante e se estabeleceu a relação entre os fatores de interesse e o tempo de sobrevida. A taxa de sobrevida global em cinco anos foi de 57,65%. Observou-se uma prevalência da SR de 20,53%. Pelos resultados dessa análise de sobrevida pelos métodos estatísticos verifica-se que não houve diferença significativa de sobrevida entre os com e sem SR. Os pacientes com maior risco para a síndrome foram: os com maior tempo de isquemia quente, maior valor de IMC e a ausência de infecção no doador. A Classificação de Meld não foi apontada como fator de risco para a SR.

Transplante - Fígado - Reperfusão


B0104

ANÁLISE ESTRUTURAL DA PROTEÍNA EFHC1, RELACIONADA À EPILEPSIA MIOCLÔNICA JUVENIL


André Henrique Zamboni (Bolsista FAPESP), Marcelo J. Murai, Prof. Dr. Ricardo Aparício (Colaborador) e Profa. Dra. Iscia Lopes-Cendes (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A Epilepsia Mioclônica Juvenil (EMJ) representa 7% a 9% de todas as epilepsias. A região 6p12-p11 do cromossomo 6 humano foi identificada como responsável pela doença. Análises de interação da proteína EFHC1 com canais de cálcio voltagem-dependente revelaram que a primeira aumenta o influxo de cálcio pelo canal, acarretando, dessa forma, morte celular programada. O objetivo do trabalho é clonar o gene EFHC1 com a cauda de fusão SUMO, expressar e purificar a porção C-terminal da proteína EFHC1, para posterior análise estrutural da mesma. Amplificou-se o gene por PCR, a partir de cDNA total de hipocampo humano. Os produtos foram purificados e clonados em vetor pETSUMO (Invitrogen). Verificou-se a presença de clones positivos por digestão enzimática. Dois clones foram selecionados para os testes de expressão. Transformou-se a cepa BL21(DE3) juntamente com o plasmídio pRARE. Obteve-se proteína solúvel e pura utilizando-se cromatografia de afinidade através da resina Ni-NTA (Qiagen). Nos testes de clivagem com a protease SUMO 1, a eficiência da reação foi próxima de 95%, e a proteína não precipitou após a separação da cauda solubilizadora. Para separação da cauda SUMO, passou-se a reação por uma segunda coluna de afinidade (Ni-NTA), obtendo-se pureza superior a 95%. Serão realizados estudos estruturais, como caracterização do estado conformacional através de técnicas espectroscópicas como DLS e CD, além de SAXS, afim de se construir um modelo de baixa. Adicionalmente, testes cristalográficos serão realizados com essa porção da proteína. Também estão em andamento testes de clonagem, expressão e purificação de construções contendo o N-terminal da EFHC1.

EMJ - EFHC1 - Caracterização protéica


B0105

DESENHOS DE MOLÉCULAS DE siRNA CONTRA O GENE BDNF EM RATOS WISTARS


Camila Miranda Lopes e Profa. Dra. Iscia Lopes-Cendes (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A técnica de interferência por RNA, descrita em 1998 por Fire et al., promove o silenciamento gênico potente e específico através da introdução de moléculas de RNA dupla-fita. Em mamíferos a técnica é mediada por duplexes de RNA de 21 nucleotídeos (siRNAs) que entram em uma via endógena, degradando RNAs complementares. A utilização de siRNAs revelou que algumas moléculas direcionadas para diferentes alvos de um mesmo RNA são mais eficientes que outras. Dessa maneira, a identificação de siRNAs funcionais potencializa a taxa de inativação gênica. O objetivo desse projeto é desenhar seqüências alvos ideais através do programa Strand Analysis (desenvolvido em nosso laboratório) para a confecção de moléculas de siRNAs direcionadas ao gene BDNF, relacionado com danos neuronais e epileptogênese. O parâmetro mais importante para o desenho de siRNA é o cálculo da energia livre das duas extremidades do siRNA, o que determinará a funcionalidade da molécula. O programa organiza os siRNA alvos por taxa de eficiência e verifica a especificidade destes fazendo BLAST de todos os alvos. Assim, o Strand Analysis permite uma maior agilidade e confiabilidade na escolha dos siRNA funcionais. De acordo com os parâmetros descritos na literatura, foram selecionadas duas seqüências de siRNA para o gene BDNF. Sendo assim, a obtenção de siRNA amparada nos parâmetros apresentados promove a identificação de siRNAs funcionais, que promoverão o silenciamento gênico.

RNAi - Strand analysis - Neurogenética


B0106

INVESTIGAÇÃO DAS BASES MOLECULARES DOS DISTÚRBIOS DO DESENVOLVIMENTO CORTICAL (DDC)


Daniela A. de Souza (Bolsista FAPESP), Fabio R. Torres, Prof. Dr. Fernando Cendes (Co-orientador) e Profa. Dra. Iscia Lopes-Cendes (Orientadora), Faculdade de Ciências Médica - FCM, UNICAMP
Os DDC estão entre as principais causas de epilepsia e atraso do desenvolvimento. O objetivo deste trabalho é analisar a presença de mutações nos genes EMX2, FLN1, LIS1 e DCX envolvidos no desenvolvimento do córtex cerebral, em um grupo de pacientes com as seguintes formas de DDC: espectro lissencefalia/heterotopia subcortical em banda (LIS/HSB), esquizencefalia e heterotopia nodular periventricular (HNP). Foram analisados 138 indivíduos, sendo 57 relacionados com LIS/HSB, 22 indivíduos relacionados com HNP e 59 indivíduos relacionados com esquizencefalia. O DNA extraído foi amplificado pela técnica de PCR e analisado pela técnica de DHPLC. Foram encontradas 12 alterações no gene DCX, 63 alterações no gene LIS1, 19 alterações no gene FLN1 e 11 alterações no gene EMX2. Os sequenciamentos das amostras com alteração revelaram até o momento 30 polimorfismos neutros e três mutações deletérias, sendo duas encontradas no gene FLN1 em pacientes com HNP e uma mutação no gene LIS1 em um paciente com LIS/HSB. O estudo das mutações nos genes EMX2, FLN1, LIS1 e DCX podem levar a um melhor entendimento dos mecanismos que governam o desenvolvimento cortical, além de auxiliar no aconselhamento genético dos familiares envolvidos.

Epilepsia - Análise de mutações - Malformações corticais


B0107

O PAPEL DE MUTAÇOES NO GENE EFHC1 NA ETIOLOGIA DA EPILEPSIA MIOCLÔNICA JUVENIL


Karla A. Barbosa (Bolsista PIBIC/CNPq), Rodrigo Secolin (Bolsista FAPESP), Vinícius D. P. Bittencourt (Bolsista FAPESP), Romênia R. Domingues (Bolsista FAEP), Patrícia A.O. Ribeiro (Bolsista FAPESP), Prof. Dr. Fernando Cendes e Profa. Dra. Iscia Lopes-Cendes (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Uma das formas mais comuns de epilepsia é a Epilepsia Mioclônica Juvenil (EMJ), caracterizada pela presença de mioclonias e crises generalizadas tônico-clônicas. Evidências genéticas demonstram que o gene EF-hand domain (C-terminal) containing 1 (EFHC1) é um dos principais genes candidatos para a EMJ. O objetivo deste estudo é realizar a triagem e análise de mutações no gene EFHC1, comparando as técnicas de Single Strand Conformation Polymorphism (SSCP) e Denaturing High-performance Liquid Chromatography (DHPLC). Foi extraído DNA de 47 pacientes, pertencentes a 6 famílias segregando EMJ e de 50 indivíduos não afetados, para análise da região codificante do gene EFHC1. Todos os éxons foram analisados por meio de SSCP, sendo que alterações no padrão de bandas foram encontradas nos éxons 3, 5 e 11. Estes resultados sugerem possíveis mutações nestes exons, que no entanto necessitam de confirmação por sequenciamento dos fragmentos de DNA com migração alterada no SSCP. Além disso, estão sendo realizadas as análises por DHPLC para comparação da eficiência de ambas as técnicas.

Epilepsia - Genética - EFHC1


B0108

AVALIAÇÃO FARMACOGENÉTICA DA RESPOSTA AO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO EM PACIENTES COM EPILEPSIA DE LOBO TEMPORAL MESIAL


Kellen M. Siqueira (Bolsista PIBIC/CNPq), Mariana S. da Silva (Bolsista FAPESP), Elizabeth Bilevicius (Bolsista FAPESP), Rodrigo Secolin (Bolsista FAPESP), Prof. Dr. Fernando Cendes (Co-orientador) e Profa. Dra. Iscia Lopes-Cendes (Orientadora), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A Epilepsia de Lobo Temporal Mesial (ELTM) apresenta elevada proporção de pacientes refratários ao tratamento medicamentoso com drogas anti-epilépticas (DAEs). Uma das hipóteses para explicar a refratariedade sugere que polimorfismos de único nucleotídeo (SNPs) no gene MDR1 levem a alterações de expressão e atividade da glicoproteína P(PgP), que tem como função transporte de drogas. O objetivo do trabalho foi a genotipagem dos SNPs rs2235039(A/G), rs9282564(A/G), rs2229109(A/G) utilizando a técnica de PCR em Tempo Real. Os pacientes foram divididos em dois grupos: refratários (não-respondedores à medicação) e controlados (respondedores ao tratamento com DAEs). Até o momento, foram incluídos 81 refratários e 55 com bom controle. As amostras encontram-se em equilíbrio de Hardy-Weinberg em ambos os grupos. Não foram encontradas, até o momento, diferenças significativas entre pacientes refratários e controlados ao tratamento com DAEs por meio de teste qui-quadrado. Concluindo, não foi observado correlação entre SNPs estudados e fármaco-resistência em pacientes com ELTM.

Farmacogenética - Epilepsia - MDR1


B0109

ESTUDO DA EXCREÇÃO URINÁRIA DE SÓDIO EM SHR SUBMETIDOS À ADMINISTRAÇÃO INTRACEREBROVENTRICULAR DE METFORMINA


José Roberto Tonelli Filho (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr José Antônio Rocha Gontijo (Orientador), Faculdade Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A metformina é uma biguanida com propriedades antihiperglicemiantes atribuídas, principalmente, à supressão da gliconeogênese hepática e ao aumento da sensibilidade à insulina nos tecidos, predominantemente no fígado. É a droga de escolha para pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e obesos. A associação entre diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial sisitêmica é corroborada por dados epidemiológicos (LUCAS, ESTIGARRIBIA, DARGA, REAVEN, 1985; MODAN, HALKIN, ALMOG, LUSKY, ESHKOL, 1985), mostrando que níveis elevados de insulina, bem como resistência ao seu efeito no metabolismo da glicose, tem sido relacionados com hipertensão arterial em modelos humanos e animais. O presente estudo avaliou a administração intracerebroventricular de metformina sobre a manipulação tubular renal de sódio em SHR. Ratos Wistar Kioto (WKy) e SHR foram submetidos à canulação estereotáxica no ventrículo lateral direito e foi administrado metformina (100 µg) ou NaCl 0,9%. Foram avaliados o clearance de creatinina e de lítio além da fração de excreção total, proximal e pós-proximal de sódio. Os resultados mostraram que a administração intracerebroventricular de metformina promoveu uma elevação da natriurese em WKy e uma resposta antinatriurética em animais hipertensos.

Metformina - SNC - Natriurese


B0110

MODULAÇÃO DA VIA IRS/PI3K/AKT/mTOR EM MODELO EXPERIMENTAL PRÉ-CLÍNICO DE TUMOR PROSTÁTICO SUBMETIDO A DIETA HIPERLIPÍDICA


Guilherme Zweig Rocha (Bolsista FAPESP), Josenilson Campos de Oliveira, Marília Meira Dias e Prof. Dr. José Barreto Campello Carvalheira (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Doenças como Obesidade, Diabetes Mellitus e Síndrome Metabólica, são relacionadas ao aumento da predisposição de alguns cânceres, da agressividade de outros e apresentam em comum o estado de hiperinsulinemia. Portanto, uma das principais vias de sinalização associadas à carcinogênese, a via IRS/PI3K/Akt/mTOR, é também a principal via de sinalização usada pela insulina para atingir seus efeitos metabólicos. Entretanto, os mecanismos moleculares envolvidos no aumento da agressividade do câncer de próstata em indivíduos hiperinsulinêmicos são desconhecidos. Assim, o objetivo do trabalho foi investigar os efeitos da hiperinsulinemia no crescimento tumoral e caracterizar a ativação da via IRS/PI3K/Akt/mTOR em enxertos tumorais de células PC-3 em camundongos SCID. Os resultados obtidos mostram que os camundongos SCID com resistência à insulina induzida por dieta hiperlipídica apresentaram maior crescimento tumoral comparado ao grupo controle. Também observamos aumento da fosforilação do IRS-1, atividade da Akt e atividade da mTOR nos enxertos de PC-3 após tratamento agudo com insulina nos animais resistentes. Em contraste os animais tratados com dieta hiperlipídica a ativação dessa via de sinalização estava reduzida em tecidos classicamente envolvidos na sensibilidade periférica à insulina. Os dados demonstram que a via IRS/PI3K/Akt/mTOR direciona os sinais metabólicos ao crescimento tumoral e sugerem que o aumento da ativação dessa via de sinalização está envolvido no aumento da agressividade dos tumores de próstata em situações de hiperinsulinemia.

Obesidade - Câncer - MTOR


B0111



Compartilhe com seus amigos:
1   ...   8   9   10   11   12   13   14   15   ...   83


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal