Universidade estadual de campinas



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PERFIL FAMILIAR DE CRIANÇAS SURDAS QUE PERMANECERAM NA UTIN


Andréa Souza Marzochi (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa Dra. Maria de Fátima de Campos Françozo (Orientadora), CEPRE, Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A investigação visou construir o perfil familiar de crianças que permaneceram na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal do CAISM, que passaram pelo Programa de Triagem Auditiva Neonatal, tiveram alteração auditiva identificada, e que foram encaminhadas para o CEPRE. O período investigado vai de dezembro de 2000 a abril de 2007, totalizando 106 crianças.Foram realizadas entrevistas com os pais, utilizando-se um questionário com itens relativos ao perfil sócio econômico e educacional. Os dados foram registrados em um programa de banco de dados Epi – Info versão 2005. Verificou–se que 62,3% das famílias têm renda mensal até quatro salários mínimos e são formadas por casais jovens, 53,3% das mães e 41% dos pais tem até 30 anos. A principal fonte de renda é determinada pelo trabalho do pai (44,3%), sendo quase metade deles, profissionais assalariados (48,1%). Mais da metade das mães (53,8%) não tem atividade de trabalho fora do lar. Os pais têm poucos anos de estudo – 26,6% dos pais e 33% das mães não têm o ensino fundamental completo. Em termos do diagnóstico, 41,4% das crianças têm Hipoacusia Neurosensorial Bilateral. A causa da perda auditiva mais freqüente, dentre aquelas conhecidas, é a prematuridade (10,4%). Entre as crianças que se inscreveram para atendimento, 35,8% foram encaminhados para realização de outros exames para completar o diagnóstico, 26,4% ingressaram de imediato em programas do Cepre e 32% das famílias não retornaram após o contato inicial. A consolidação do perfil familiar facilita a compreensão sobre aqueles que buscam atendimento no Cepre e subsidia novas propostas de trabalho.

Família - Surdez - Atendimento institucional


B0137

O PERFIL DAS MÃES DE LACTENTES DA TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL: SUBSÍDIOS PARA UMA AÇÃO SÓCIO EDUCATIVA


Gabriela Abrahão Masson (Aprimoranda FUNDAP) e Profa. Dra. Maria de Fátima de Campos Françozo (Orientadora), CEPRE, Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A Triagem Auditiva Neonatal (TAN) consiste em um rastreamento auditivo de todos os recém nascidos, sendo uma estratégia capaz e eficaz de detectar precocemente perdas auditivas. A TAN está prevista na Política Nacional de Atenção à Saúde Auditiva e, em Campinas, o Decreto 14.640, de 16/02/2004 dispõe da obrigatoriedade da realização de exames que detectem a surdez ou alterações correlatas, nas maternidades e estabelecimentos hospitalares. O Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação “Prof. Dr. Gabriel Porto” (CEPRE) realiza a triagem auditiva neonatal em todos os neonatos nascidos no Centro de Atenção à Saúde da Mulher (CAISM) desde 2002. Conta com equipe de profissionais, entre eles assistentes socias e fonoaudiólogas. O objetivo do trabalho é conhecer o perfil das mães que se dirigem à TAN,e propor ações sócio educativas relativas à triagem e à surdez. A metodologia utilizada engloba entrevistas, reuniões grupais com mães e observação participante. Dados preliminares coletados junto a 356 mães que compareceram à Tan, mostraram que, em termos de faixa etária, 57,66% delas têm entre 20 a 30 anos de idade. Destaca-se que 17,10% do total são mães adolescentes (14 a 19 anos). Mais da metade das mães (64,61%) é procedente de Campinas. Vieram acompanhadas à triagem, 37,70% das mães. A grande maioria delas desconhecia o que era a TAN. Nesse contexto, a proposição de realização de ações sócio educativas referentes à surdez/ audição com as mães é fundamental.

Triagem auditiva neonatal - Ação sócio educativa - Surdez


B0138

COMPREENDENDO A PROCURA TARDIA POR INTERVENÇÃO: DEPOIMENTOS DE PAIS DE CRIANÇAS SURDAS


Patrícia Bassan Conrado (Bolsista PIBIC/CNPq), Tereza Ribeiro de Freitas Rossi (Co-Orientadora) e Profa. Dra. Maria de Fátima de Campos Françozo (Orientadora), CEPRE, Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A intervenção precoce traz benefícios importantes no desenvolvimento da fala e da linguagem expressiva e receptiva e do desenvolvimento social e emocional de crianças surdas. No Brasil, tem-se observado que o diagnóstico da surdez é tardio e que a intervenção não ocorre prontamente. O objetivo do estudo foi compreender as razões relatadas por pais de crianças surdas, quanto à procura tardia para a intervenção. Buscamos descrever e analisar as ações efetivadas por pais no período entre o diagnóstico da surdez da criança e o início da intervenção; identificar a compreensão dos pais sobre a surdez, suas implicações para o desenvolvimento da criança e sobre a reabilitação. A investigação foi realizada com 11 pais de crianças surdas, que iniciaram intervenção no prazo de, no mínimo, 6 meses após o diagnóstico da surdez e que são ou foram usuários do CEPRE - FCM - Unicamp. A coleta de dados foi realizada através de entrevistas, caracterizando-se como uma pesquisa qualitativa. Um roteiro de questões abertas orientou as entrevistas. Os dados foram transcritos, categorizados e discutidos. Os resultados apontam como razões para a procura tardia por intervenção: não compreensão da surdez e suas implicações por parte dos pais; encaminhamentos pouco esclarecedores; prioridade pela protetização da criança; sentimentos de choque e negação em relação à perda auditiva e espera por vagas para atendimento em serviços públicos.

Família - Surdez - Intervenção


B0139

CONHECIMENTO E REAÇÕES DE PAIS DE CRIANÇAS SURDAS QUANTO AO USO DA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS


Regina A. Akamine (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria de Fátima de Campos Françozo (Orientadora), CEPRE, Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
O “Programa de Orientação à Família de Crianças Surdas” oferecido pelo Centro de Estudos e Pesquisa em Reabilitação Profº. Dr. Gabriel Porto (CEPRE) da FCM, Unicamp, tem como um de seus objetivos, o ensino da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) a pais e a crianças surdas. Os pais devem aprender essa língua, de modo a usá-la na comunicação diária com a criança. No entanto, nem sempre os pais aceitam o uso dessa língua e alguns deles abandonam os atendimentos. Assim, este trabalho visa entender o conhecimento que os pais de crianças surdas têm sobre a comunicação entre pessoas surdas, assim como as reações iniciais à necessidade de aprender e usar a Língua de Sinais. Uma pesquisa qualitativa está sendo realizada através das entrevistas com 10 pais de crianças atendidas no Cepre. Resultados preliminares apontam que a dificuldade com o uso da língua de sinais está relacionada à aceitação da surdez e ao preconceito ao uso dessa língua devido à exposição da surdez através dos gestos de comunicação. O conhecimento das reações dos pais ao uso da LIBRA poderá contribuir para que a equipe profissional possa adequar as orientações e atendimentos de maneira a obter maior adesão ao Programa.

Surdez - Família - Língua de sinais


B0140



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