Universidade estadual de campinas



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DESENVOLVIMENTO DE UM SISTEMA DE TRANSFORMAÇÃO PARA O FUNGO MONILIOPHTHORA PERNICIOSA CAUSADOR DA VASSOURA-DE-BRUXA DO CACAUEIRO


Maria Carolina de B. Grassi (Bolsista FAPESP), Profa. Dra. Johana Rincones (Co-orientadora) e Prof. Dr. Gonçalo Amarante Guimarães Pereira (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
O fungo basidiomiceto Moniliophthora perniciosa é o agente etiológico da doença Vassoura-de-bruxa do cacaueiro (Theobroma cacao). Sua introdução na década de 90 no sul da Bahia foi responsável por grandes prejuízos sócio-econômicos que perduram até os dias de hoje. Perante a necessidade de desenvolver estratégias de controle da doença, foi criado o Projeto Genoma da Vassoura-de-bruxa, o qual visa uma melhor compreensão da interação planta-patógeno através de seqüenciamento e análise do genoma do fungo M. perniciosa. No entanto, para a manipulação e análise funcional de genes-chave no processo patogênico da Vassoura-de-bruxa é necessário o estabelecimento de um protocolo de transformação genética do patógeno. Para isto foram adequadas as metodologias de eletroporação e transformação mediada por Agrobacterium tumefaciens, a fim de se obter uma estratégia de transformação que apresentasse como resultado uma freqüência elevada de transformantes estáveis mitoticamente. Foram obtidos transformantes resistentes à Higromicina B resultantes da transformação do micélio saprotrófico e dos esporos de M. perniciosa mediada por A. tumefaciens contendo o plamídeo pBGgHg. A análise da presença e da integração do DNA exógeno foi realizada por PCR e ensaio tipo Southern blot.

Moniliophthora perniciosa - Transformação - Agrobacterium tumefaciens

B0253

AS TRIBOS ASTEREAE, EUPATORIEAE, GNAPHALIEAE, HELENIEAE, HELIANTHEAE, LACTUCEAE E SENECIONEAE (ASTERACEAE) NAS FORMAÇÕES ALTIMONTANAS DO DISTRITO DE MONTE VERDE, SERRA DA MANTIQUEIRA, MG


Marcelo Monge Egea (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. João Semir (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A família Asteraceae apresenta grande riqueza de espécies em áreas de altitude do sudeste brasileiro. Monte Verde está localizado em uma destas áreas. Esta é etapa final do estudo sistemático da família no distrito. Asteraceae representa o táxon mais diverso, com 78 espécies, das quais distribuem-se em 10 tribos e 35 gêneros. Os gêneros mais bem representados foram Baccharis (17 spp.), Vernonia (12 spp.), Mikania (05 spp.) e Senecio (04 spp.). Nesta fase do projeto foram estudadas as espécies das tribos Astereae (21 spp.), Eupatorieae (13 spp.), Gnaphalieae (05 spp.), Helenieae (01 sp.), Heliantheae (06 spp.), Lactuceae (03 spp.) e Senecioneae (07 spp.). Foram desenvolvidas chaves de identificação, descrições pormenorizadas e comentários a respeito de cada táxon. Para tanto, foram utilizadas metodologias tradicionais para estes tópicos.

Compositae - Florística - Taxonomia


B0254

TOLERÂNCIA À ENDOGAMIA EM Anelosimus baeza (THERIDIIDAE, ARANEAE) E SEU PAPEL NA TRANSIÇÃO PARA A SOCIALIDADE PERMANENTE


Guilherme Filippi de Godoy (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. João Vasconcellos Neto (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
O gênero Anelosimus possui espécies com diferentes graus de organização social, entre eles, Anelosimus baeza Agnarsson 2006. A permanência dos filhotes em suas teias natais e pequenas distâncias de dispersão pode favorecer cruzamentos endogâmicos. Evidências em várias espécies mostram que endocruzamentos podem gerar depressão endogâmica, i.e., uma queda do número e/ou valor adaptativo da prole resultante de tal cruzamento. A evolução da socialidade em aranhas, entretanto, pode ter sido acompanhada de um aumento na tolerância aos efeitos da depressão endogâmica. Estamos investigando esta possibilidade através da comparação do tempo e taxa de eclosão das ootecas, número de filhotes, tempo de desenvolvimento, variação de tamanho dos filhotes, fecundidade e sobrevivência de proles resultantes de cruzamentos entre irmãos e não irmãos. Até o presente momento, os dados indicam não haver diferença entre os dois grupos experimentais no que tange ao tempo para eclosão das ootecas, número e tamanho dos filhotes. Porém, a taxa de eclosão de ootecas do grupo de não irmãos mostrou-se significativamente maior do que no grupo dos irmãos. Tais dados indicam que A. baeza apresenta algum grau de tolerância a endogamia, no entanto a depressão endogâmica pode se manifestar.

Endogamia - Socialidade - Anelosimus


B0255

TOLERÂNCIA À ENDOGAMIA EM ANELOSIMUS JABAQUARA (ARANEAE, THERIDIIDAE) E SEU PAPEL NA TRANSIÇÃO PARA SOCIALIDADE PERMANENTE


Suzana Diniz (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. João Vasconcellos Neto (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A endogamia geralmente gera um custo em vários aspectos da história de vida de um indivíduo. Entre as aranhas sociais a endogamia é um evento tanto mais freqüente quanto maior for o seu grau de socialidade, sugerindo uma tolerância gradativa à mesma. O gênero Anelosimus é de especial interesse por possuir um amplo espectro de graus de socialidade. A espécie A. jabaquara, uma aranha subsocial, foi utilizada para avaliar os custos da endogamia. Fêmeas com ooteca foram coletadas no campo e mantidas em laboratório. Após a prole se tornar adulta, dois grupos de cruzamentos foram feitos, um composto por casais de irmãos e outro por não-aparentados. Os parâmetros utilizados para avaliar os custos da endogamia foram: número de filhotes, tamanho dos filhotes, sobrevivência e tempo até a eclosão das ootecas. Os resultados apontam que não há uma diferença significativa, entre os grupos, no tempo e na freqüência de eclosão, no número de filhotes e no tamanho da prole entre os cruzamentos de irmãos e não-aparentados. Tais resultados sugerem que cruzamentos endogâmicos não afetam o sucesso reprodutivo de A. jabaquara. Esses resultados, entretanto, referem-se à primeira geração após o endocruzamento e os filhotes serão ainda mantidos em laboratório para obtenção de dados sobre os efeitos na segunda geração.

Endogamia - Socialidade - Anelosimus


B0256

MORFO-ANATOMIA FOLIAR EM OURATEA SEMISERRATA (OCHNACEAE)


Gustavo Hiroaki Shimizu (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Kikyo Yamamoto (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Este projeto investigou a existência de padrões morfo-anatômicos foliares em Ouratea semiserrata (Ochnaceae) relacionados com suas áreas de distribuição geográfica, principalmente para verificar os limites entre suas duas variedades, semiserrata e persistens. A espécie compreende arbustos ou árvores ocorrentes em mata ciliar e ocasionalmente em áreas de campo rupestre adjacente, com populações conhecidas em regiões montanhosas da BA, MG, RJ e SP. Usando exsicatas de herbário (n = 54), foram obtidas medidas de comprimento e largura da lâmina foliar, comprimentos do pecíolo e do entrenó superior. Calculou-se a razão comprimento:largura da lâmina foliar e também foram analisadas a organização histológica da lâmina foliar em seção transversal e as espessuras total da lâmina, das epidermes e dos parênquimas paliçádico e lacunoso de 15 dos 54 espécimes. Os dados foram submetidos à análise multivariada (UPGMA e PCA), incluindo: (1) dados de morfologia externa de todos os 54 espécimes; (2) dados anatômicos de 15 espécimes; e (3) dados de morfologia externa e anatomia desses mesmos 15 espécimes. Apesar da formação de alguns grupos contendo amostras de localidades próximas, a variação morfo-anatômica da amostragem estudada não apresentou clara delimitação fitogeográfica, havendo sobreposições entre os diferentes fenótipos foliares. Sugere-se sinonimizar a var. persistens com a autonímica.

Morfo-anatomia foliar - Ouratea semiserrata - Taxonomia


B0257

Análise proteômica da fase de exacerbação da encefalomielite experimental auto-imune induzida em ratos Lewis


Leandro Guimarães (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Leonilda Maria Barbosa dos Santos (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Devido às similaridades clínicas, a Encefalomielite experimental auto-imune (EAE) é considerada modelo de estudo para a Esclerose Múltipla, a mais comum doença desmielinizante que acomete o homem. O modelo induzido em ratos Lewis é monofásico, ou seja, consiste em um período de exacerbação seguido de recuperação total da doença, simulando um surto da doença humana. Neste trabalho, o objetivo é realizar a comparação do padrão protéico no sistema nervoso central (medula espinhal) entre indivíduos (fêmeas de Lewis) controle e indivíduos em fase de exacerbação da EAE conseguindo, dessa forma, avaliar possíveis marcadores de regulação imunológica e ou fisiológica do próprio tecido que estariam envolvidos na manifestação da doença. Para isso, utilizou-se eletroforese de duas dimensões (2D) em gel de poliacrilamida no qual a primeira dimensão consiste na focalização isoelétrica e a segunda dimensão consiste na separação das proteínas por eletroforese SDS-PAGE. Os spots diferencialmente expressos foram identificados e estão sendo submetidos à identificação por espectometria de massa (MALDI-TOF). Os resultados da espectometria serão cruzados com referências na literatura buscando relacionar as proteínas identificadas com as regulações imunológicas e fisiológicas da doença.

Proteoma - Encefalomielite experimental auto-imune - Eletroforese 2D


B0258

Alterações tímicas em camundongos BALB/c infectados por Plasmodium berghei NK 65


Carolina F. de Andrade (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Liana Maria Cardoso Verinaud (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A malária é a mais importante doença tropical em humanos responsável por mais de 2 milhões de mortes anualmente. A infecção é causada por protozoários do gênero Plasmodium sp transmitido pelo mosquito Anopheles. O timo é o órgão responsável pela maturação de linfócitos T importantes na defesa contra doenças infecciosas. Diversos patógenos como o Trypanosoma cruzi são capazes de invadir o órgão causando alterações na arquitetura tímica. Em nosso estudo investigamos as modificações no timo após a infecção por Plasmodium berghei. Materiais e Métodos: Camundongos BALB/c com cinco semanas de idade foram inoculados com 106 esporozoítos de P. berghei NK65. Animais controles foram inoculados com PBS. Após três, sete e catorze dias de infecção, os timos foram coletados e processados para análise por PCR ou para análise histopatológica. A reação de PCR mostrou-se positiva para animais mortos após sete e catorze dias de infecção.A análise histológica revelou alterações na estrutura tímica apenas em timos de animais mortos após catorze dias de infecção. Resultados semelhantes não foram observados em animais controle.Neste trabalho podemos concluir que a infecção por Plasmodium berghei NK65 é capaz de alterar a arquitetura tímica no pico de parasitemia.

Timo - Atrofia - Malária


B0259

Estrutura de TAMANHO corporal, crescimento e recrutamento em Amphipholis squamata (Echinodermata: Ophiuroidea)


Camila Queiroz (Bolsista SAE/UNICAMP), Alessandra Pereira Majer e Prof. Dr. Luiz Francisco Lembo Duarte (Orientador), Instituto de Biologia - IB, Unicamp
O tamanho corporal é um importante indicativo dos diversos aspectos da história natural de uma espécie. Através de sua estrutura é possível obter informações a respeito de diversas características biológicas, entre elas o recrutamento e o crescimento. Este trabalho utilizou medidas de tamanho corporal para determinar o número de episódios de recrutamento e os parâmetros de crescimento em Amphipholis squamata, espécie comum no litoral do estado de São Paulo. Foram analisados 30 espécimes obtendo-se, para cada indivíduo, as medidas de comprimento do maior braço, diâmetro aboral do disco, abertura oral e peso seco. Dentre as três medidas de tamanho, a que apresentou o melhor ajuste em relação ao peso seco foi o diâmetro do disco (r2 = 0,85; p< 0,05). Com esta medida foi obtida a curva de crescimento de Von Bertalanffy (VBGF) utilizando-se, para tal, 1119 indivíduos coletados no Canal de São Sebastião (São Paulo) no período de julho de 2005 a julho de 2006. A taxa de crescimento anual foi igual a 1 (k), não apresentando oscilações sazonais. Através da estrutura de tamanho observou-se a existência de seis coortes sobrepostas, com pelo menos cinco episódios de recrutamento durante todo o período de estudo. Este resultado é um indicativo de ciclo reprodutivo contínuo apresentado pelo ofiuróide A. squamata.

Ofiuróide - Recrutamento - Crescimento


B0260

ISOLAMENTO E CARACTERIZAÇÃO DE BACTERIÓFAGOS LÍTICOS PARA Staphylococcus aureus e Enterococcus sp


Debora Miura (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Marcelo Brocchi (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Os bacteriófagos são vírus que infectam bactérias. Descobertos no século XX, atualmente têm sido empregados como alternativa ao uso de antibióticos - ou associados a eles - para o tratamento de doenças causadas por bactérias. Em infecções causadas por Staphylococcus sp e Enterococcus sp, seu emprego é de grande importância, visto que os gram-positivos são responsáveis pela maioria dos casos de infecção hospitalar, com algumas linhagens resistentes a antibióticos como methicilina e vancomicina. Uma vez que o uso indiscriminado da fagoterapia também pode culminar no surgimento de linhagens resistentes, é fundamental a caracterização precedente de bacteriófagos. Assim, este projeto visa ao isolamento e à caracterização morfológica e genética de fagos líticos para espécies de Staphylococcus e Enterococcus. Os vírus foram obtidos do esgoto bruto da Estação de Tratamento de Esgoto Santa Mônica no Jardim São Marcos, em Campinas. Após a coleta, os bacteriófagos foram isolados por filtração seguida de centrifugações sucessivas, concomitantes ao enriquecimento em meios de cultura concentrados. Com a obtenção de placas de lise, realizou-se sucessivas propagações através da inoculação de fagos e bactérias, centrifugação e estocagem, além de titulações e análises da especificidade dos hospedeiros com o emprego do mesmo vírus em diferentes cepas bacterianas. A ultracentrifugação em gradiente de sacarose foi feita para purificar a amostra. Caracterizações morfológicas e genéticas dos bacteriófagos estão em andamento para confirmar os resultados preliminares obtidos.

Bacteriófagos - Staphylococcus aureus - Enterococcus sp


B0261

ESTUDO DOS MEDIADORES INFLAMATÓRIOS NAS ALTERAÇÕES FISIOPATOLÓGICAS CAUSADAS PELO MASTOPARANO DO VENENO DE Polybia paulista (HYMENOPTERA)


Luciano L. S. de Barros (Bolsista PIBC/CNPq), Msc. Thalita Rocha (Co-orientadora) e Profa. Dra. Maria Alice da Cruz Höfling (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Venenos de Hymenoptera, especialmente de Vespidae, são costituídos por diversos componentes como fosfolipases, hialuronidases e mastoparanos. Uma vez que os mastoparanos são componentes abundantes no veneno de P. paulista e atuam diretamente causando danos à fibra muscular, o objetivo desse trabalho é verificar sua possível ação nos processos inflamatórios decorrentes da ferroada desta vespa, investigando o papel dos mediadores fator de necrose tumoral (TNFα) e interferon g (IFNg). As alterações fisiopatológicas causadas pelo mastoparano no músculo tibial anterior de camundongos machos Balb/c (i.m.) foram analisadas após 3 e 24 horas, 3, 7 e 21 dias de tratamento. O material foi incluído em parafina para análise histológica (Hematoxilina-Eosina) e para imunohistoquimica (TNFα e IFNg). O potencial miotóxico do mastoparano foi estabelecido calculando-se a porcentagem de fibras alteradas a partir dos valores totais das áreas (100%) em cada tratamento. O mesmo será realizado para mensurar o TNFα e do IFNg. Resultados preliminares indicam a presença de TNFa e IFNg nas fibras alteradas (24h e 3d) e nas fibras regeneradas (3 e 7d), e TNFa nas fibras regeneradas após 21d. Tais resultados demonstram a relação destes mediadores nos processos degenerativos e regenerativos do envenenamento.

Mastoparano - TNFα - IFNg


B0262

EFEITOS DA METFORMINA SOBRE CATABOLISMO PROTÉICO EM MÚSCULO DE RATOS COM TUMOR DE WALKER


André Gustavo de Oliveira (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Maria Cristina Cintra Gomes Marcondes (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
O objetivo do presente estudo é avaliar os efeitos da administração de metformina em animais com tumor de Walker, na possibilidade de melhorar o estado caquético dos mesmos e, provavelmente, diminuição da taxa de evolução tumoral. Ratos machos Wistar foram distribuídos em 4 grupos: controle (C), metformina (M), portadores de tumor (W) e tumor com metformina (WM), os quais foram submetidos ao teste de tolerância à insulina (ITT), teste de tolerância a glicose (GTT), dosagens do hormônio insulina e das enzimas proteolíticas quimotripsina, calpaína, catepsina B e H do músculo gastrocnêmio. No grupo W, o peso muscular foi reduzido correlacionando-se com ligeiro aumento da atividade da quimiotripsina, aumento da catepsina B, redução da catepsina H; houve menor curva glicêmica associada, possivelmente, a maior captação de glicose pelas células neoplásicas. No grupo tratado com metformina (WM), verificou-se ligeira recuperação da curva glicêmica, o ITT foi semelhante ao C, o peso muscular aproximou-se dos valores de C, e apenas a atividade das enzimas proteolíticas catepsina B (aumentou) e calpaina (reduziu) foram alteradas. Concluímos que o tratamento com metformina promove recuperação de alguns parâmetros essenciais (glicemia e redução da proteólise) para qualidade de vida do hospedeiro.

Câncer - Metformina - Metabolismo protéico


B0263

SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL COM ÁCIDOS GRAXOS ÔMEGA-3 E 6, E GLUTAMINA NO CÂNCER


Daniela Gracioli Almeida (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Maria Cristina Cintra Gomes Marcondes (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Objetivamos avaliar a suplementação nutricional com ácidos graxos ômega-3 e ômega-6 e glutamina na prevenção, incidência e evolução do tumor de Walker em ratos, que foram distribuídos de acordo com a dieta e implante do tumor (T): (C) controle; (CT) controle portador de tumor; (GT) portador de tumor e dieta de glutamina; (ω3T) portador de tumor e dieta ômega-3; (ω6T) portador de tumor e dieta ômega-6; (ω3/ω6T) portador de tumor e dieta com ômega-3, ômega-6; (Gω3/ω6T) portador de tumor e dieta com glutamina, ômega-3 e ômega-6. Após 20 dias de implante tumoral, foram avaliados peso corpóreo, peso relativo dos órgãos (baço, fígado, coração, adrenal, gordura perirrenal, músculo gastrocnêmio e tumor) e glicose, proteína total, albumina e globulina e hematócrito séricos. A evolução do peso corpóreo reduziu nos ω3T e ω3T/ω6T; a suplementação nutricional manteve a evolução do peso nos GT, ω6T e G/ω3/ω6T; o peso absoluto e relativo tumoral foi maior em todos os grupos suplementados, exceto nos GT; o mesmo aconteceu com baço e fígado. A gordura perirrenal aumentou nos grupos suplementados; o hematócrito reduziu, porém nos grupos ω3T e G/ω3/ω6T houve recuperação dos valores glicêmicos, proteínas totais e albumina sérica. Concluímos que as dietas glutamina, ω-3 e ω-6 (G/ω3/ω6T) e ômega 3 (ω3T) recuperaram a glicemia, proteína total e albumina, parâmetros importantes para o padrão nutricional estável em organismo portador de tumor e caquexia.

Ácidos graxos poli-insaturados - Câncer - Prevenção


B0264

EFEITO DA INGESTÃO DE CÁDMIO E ZINCO NA EVOLUÇÃO DO TUMOR DE EHRLICH


Marcos Roberto Silva Teixeira (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Maria Cristina Cintra Gomes Marcondes (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Com o aumento da poluição da água de rios com diversas agentes químicos, o atual experimento analisa o efeito da ingestão de solução contendo cádmio (uso em baterias) e zinco (adicionado em diversos alimentos) em camundongos Balb-C com e sem tumor Ehrlich (E). O cádmio (Cd) é um metal pesado e acumulativo, podendo causar câncer; o zinco (Zn) tem ação antioxidante, combate radicais livres e, em alguns casos, preveni o câncer. Os animais foram distribuídos em grupos segundo a presença de tumor e submetidos à ingestão de cádmio e/ou zinco na água do bebedouro e pesados três vezes por semana. Após 52 dias de tratamento foram sacrificados, os órgãos (músculos gastrocnêmio, coração, fígado e baço), tumor e carcaça foram pesados e feita a composição corpórea (teor de água, gordura e nitrogênio). O sangue coletado para dosagem de proteínas totais, albumina e globulina e glicose. Os resultados mostraram que o grupo E apresentou queda do peso corpóreo em relação ao grupo controle. Os animais com tumor tratados com cádmio e/ou zinco (ECd, EZn e ECdZn)  apresentaram ligeira melhora do peso corporal, como também da carcaça. Já o teor de glicose sérico decresceu, principalmente, nos animais E, ECd e Cd. Concluímos que esse metal pesado tem influência na circulação corporal da glicose e nitrogênio corpóreo total em animais portadores de tumor.

Cádmio - Zinco - Tumor de Ehrlich


B0265

ATIVIDADE ENZIMÁTICA PROTEOLÍTICA MUSCULAR EM RATOS PORTADORES DE TUMOR


Tatiane Pertile (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria Cristina Cintra Gomes Marcondes (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
O câncer modifica a harmonia metabólica do hospedeiro, originando o quadro de caquexia, decorrente da grande perda de peso corporal, mediada por fatores catabólicos produzidos pelo tumor. Em ratos jovens, comparamos a evolução tumoral e o mecanismo de resposta desses hospedeiros à secreção do fator de indução de proteólise e catabolismo protéico muscular. Os animais foram distribuídos de acordo com o local de implante tumoral (Ip - peritôneal; Im – intramuscular da pata; Sc - no subcutâneo do flanco) e comparados ao controle (C) quanto ao peso tumoral e relativo do músculo gastrocnêmio (PRM) e atividades enzimáticas proteolíticas (calpaína, catepsinas B e H e quimiotripsina). O tumor evoluiu mais rápido no grupo Ip em relação aos Im e Sc. O PRM reduziu-se, principalmente, no grupo Im. A enzima calpaína manteve-se inalterada. O sistema lisossomal mostrou-se evidente nos grupos com tumor em relação à catepsina B. A catepsina H apresentou atividade principalmente nos grupos Ip e Sc, no início do processo de evolução tumoral. A atividade da quimiotripsina apresentou-se aumentada no estágio pré-agônico no grupo Ip; nos grupos Im e Sc o aumento da sua atividade foi de forma gradativa. Concluímos que a via lisossomal evidencia-se no inicio do período tumoral, enquanto que a principal via de degradação protéica, quimiotripsina, ocorre gradativamente ao final do crescimento neoplásico.

Câncer - Caquexia - Evolução tumoral


B0266

ELABORAÇÃO DE UMA CHAVE INTERATIVA DE ACESSO MÚLTIPLO PARA IDENTIFICAÇÃO DOS GÊNEROS PERTENCENTES A FAMÍLIAS DA ORDEM MALPIGHIALES QUE OCORRAM NA RESERVA BIOLÓGICA DO UATUMÃ, AMAZÔNIA CENTRAL


Mauricio Durigan (), Volker Bittrich e Profa. Dra. Maria do Carmo Estanislau do Amaral (Orientadora), , UNICAMP
A Floresta Tropical Amazônica ocupa quase metade do território brasileiro e apresenta grande riqueza de espécies, muitas ainda desconhecidas. A Reserva Biológica do Uatumã é um local de especial interesse para estudos de levantamento de diversidade biológica com métodos modernos, uma vez que apresenta diferentes tipos vegetacionais. As obras que se destinam à identificação de plantas geralmente apresentam uma organização que exige do usuário um conhecimento prévio considerável de informações. As chaves interativas de acesso múltiplo tornam o processo de identificação mais eficaz e lúdico, uma vez que conferem liberdade ao usuário para escolher caracteres de seu interesse, disponibilizam recursos multimídia com acesso a informações e fotos sobre as plantas identificadas e até permitem a identificação correta dos gêneros mesmo que o usuário cometa equívocos. Foi elaborada uma chave interativa de acesso múltiplo, utilizando o programa Lucid 3.4, para a identificação de gêneros da ordem Malpighiales que ocorram na ReBio Uatumã. Dezenas de caracteres taxonômicos foram utilizados com análise de material vivo, herborizado e consulta em bibliografias específicas. A chave será disponibilizada gratuitamente na internet. No futuro, após novas coletas, poderá ser complementada e expandida, uma vez que é baseada em uma matriz e tem um caráter virtual, o que facilita muito futuras modificações.

Chave interativa de identificação de plantas - Amazônia Central - Reserva biológica do Uatumã


B0267

ELABORAÇÃO DE UMA CHAVE INTERATIVA DE ACESSO MÚLTIPLO PARA IDENTIFICAÇÃO DOS GÊNEROS DE PLANTAS DANINHAS DO ESTADO DE SÃO PAULO PERTENCENTES ÀS ORDENS: NYMPHAEALES, CERATOPHYLLALES, PIPERALES, RANUNCULALES, DILLENIALES, CARYOPHYLLALES, SANTALALES E SAXIFRAGALES


Rafaela Jorge Trad (),Volker Bittrich e Profa. Dra. Maria do Carmo Estanislau do Amaral (Orientadora), , UNICAMP
Plantas daninhas formam um vasto e heterogêneo grupo de vegetais que crescem espontaneamente, inclusive em locais de importância econômica para o homem, causando prejuízos. É importante identificá-las para permitir seu controle. Os livros destinados à identificação dessas plantas geralmente exigem um conhecimento prévio de termos botânicos técnicos e a identificação correta através de chaves dicotômicas impressas pode ser dificultada pela ausência de alguma fase fenológica. Chaves interativas permitem que se examinem ilustrações dos caracteres e táxons, indagação e escolha dos caracteres mais promissores para uma identificação, podem incluir uma margem de erro e disponibilizar recursos multimídia, tornando o processo mais eficaz e lúdico. Foram observados inúmeros caracteres e a partir destes, com o auxílio do programa Lucid3.4, foi elaborada uma chave interativa de acesso múltiplo para especialistas e uma para leigos para a identificação de gêneros de plantas daninhas pertencentes às ordens: Ceratophyllales, Dilleniales, Nymphaeales, Piperales, Caryophyllales, Santalales, Ranunculales e Saxifragales que ocorrem no Estado de São Paulo. Ambas serão disponibilizadas gratuitamente na internet.

Chave interativa - Plantas daninhasl - Estado de São Paulo


B0268

EFEITO DA ETHOSUXIMIDA NA SOBREVIVÊNCIA E NA PROLIFERAÇÃO CELULARES AVALIADAS PELOS TESTES DE CLONOGENICIDADE E MTT


Flávia G. Ghiraldini (), Profa. Dra. Maria Silvia V. Gatti e Profa. Dra. Maria Luiza S. Mello (Orientadora), , UNICAMP
A ethosuximida é uma droga indicada como anticonvulsivo no tratamento de doenças neurológicas. Recentemente, no entanto, outras aplicações vêm sendo propostas para esta droga no campo experimental. Contudo, não existem relatos que avaliem se essa droga possa acarretar efeitos citotóxicos e/ou genotóxicos. Nesse sentido, no presente trabalho, foram investigadas a sobrevivência e a proliferação de células fibroblásticas 3T3 tratadas por 2 horas em diferentes concentrações de ethosuximida, usando-se os testes de clonogenicidade e 3-(4,5-dimethyldiazol-2-yl)-2,5 diphenyl tetrazolium bromide (MTT). Com o teste clonogênico foi demonstrado que a ethosuximida, na concentração terapêutica de 50 µg/ml, afeta a sobrevivência das colônias bem como induz diminuição no número de células por colônia. No entanto, quando a droga foi avaliada quanto à sua capacidade de alterar a sobrevivência celular, não foi evidenciada citotoxicidade com o teste MTT, exceto em concentrações maiores que 50 µg/ml. Concluiu-se que a ethosuximida em dose terapêutica (50 µg/ml), retarde a progressão do ciclo celular mais do que induza fenômenos de morte celular em células 3T3.

Ethosuximida - Proliferação celular - Sobrevivência celular


B0269

EFEITO DA ETHOSUXIMIDA NO CRESCIMENTO DE RAÍZES DE CEBOLA


Marina B. Felisbino e Profa. Dra. Maria Luiza S. Mello (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A ethosuximida é um bloqueador de canais de Ca+2 do tipo T, usado como droga anti-convulsiva, e que induz decréscimo na proliferação celular em alguns modelos animais. Um bloqueador de canais de Ca+2 do tipo L foi recentemente relatado como indutor de decréscimo do crescimento em órgãos vegetais. Neste estudo, pesquisamos se a ethosuximida teria um efeito semelhante ao induzido por droga bloqueadora de canais de Ca+2 do tipo L, em células vegetais. Raízes de cebola foram desenvolvidas em água acrescida de diferentes concentrações de ethosuximida por 24 h, seguindo-se tratamento por até 96 h, na ausência da droga. Apenas nas concentrações de 50 e 100µg/mL houve alteração (aumento) na velocidade de crescimento das raízes nas primeiras 24 h pós-tratamento, com aparente retomada da velocidade usual a partir de então. Os resultados sugerem diferentes efeitos dos inibidores de canais de Ca+2 no crescimento de tecidos vegetais. (Suporte financeiro: CNPq)

Ethosuximida - Cebola - Canais de Ca+2


B0270

RESPOSTA DE LEGUMINOSA CANAVALIA ENSIFORMIS (L) D.C. AO METAL PESADO CHUMBO


Fernanda Castro Correia Marcos (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Marlene Aparecida Schiavinato (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A poluição ambiental por metais pesados (MP) tem como causa principal as atividades industriais. A contaminação é prejudicial para o meio ambiente e para o homem. A recuperação de áreas contaminadas pode ocorrer pela aplicação de uma técnica emergente denominada fitoextração. Trata-se de uma alternativa barata que utiliza a capacidade que algumas espécies de plantas têm de acumular elementos poluidores. Este trabalho teve como objetivo determinar a tolerância de Canavalia ensiformes (L.) D.C. (feijão-de-porco) a diferentes concentrações do metal pesado chumbo (Pb). Verificou-se uma tolerância dessa espécie a concentrações elevadas como 500 e 1000 µM.L-1 de Pb, visto que o crescimento das plantas tratadas com o MP não foi inibido e que os conteúdos de proteínas e aminoácidos livres totais nessas plantas não foram diferentes dos encontrados em plantas controle. Concluiu-se que as plantas de feijão-de-porco apresentam potencial para a fitoextração, visto que o Pb aplicado foi absorvido pelas raízes e parte dele translocado das raízes para a parte aérea, sem comprometer o bom desenvolvimento das plantas.

Chumbo - Leguminosa - Feijão-de-porco


B0271

BIOLOGIA DA POLINIZAÇÃO E REPRODUÇÃO DE DUAS ESPÉCIES DE FABACEAE, Sophora tomentosa L. E Crotalaria vitellina L., NA RESTINGA DO SUDESTE DO BRASIL


Vinícius L.G. de Brito (Bolsista PIBIC/CNPq), Dra. Mardiore Pinheiro (Co-Orientadora) e Profa. Dra. Marlies Sazima (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Os estudos da biologia da polinização e reprodução são importantes para conservação de ambientes naturais como a Mata Atlântica. O objetivo deste projeto foi estudar a biologia da polinização e reprodução de Sophora tomentosa e Crotalaria vitellina. O estudo foi desenvolvido na restinga da Praia da Fazenda, Núcleo Picinguaba-Ubatuba, SP. Foram feitas observações mensais para registrar dados sobre fenologia, biologia da polinização e reprodução e freqüência de visitas de abelhas. Sophora tomentosa e Crotalaria vitellina apresentaram padrão de floração contínuo, com pico em janeiro e novembro, respectivamente. Em S. tomentosa o pico de produção de néctar ocorre pela manhã, período com maior freqüência de abelhas. Em C. vitellina a produção de néctar variou pouco ao longo do dia, assim como as visitas de abelhas. As inflorescências de S. tomentosa foram mais visitadas que as inflorescências de C. vitellina, com 1,84 e 1,21 visitas/inflorescência-dia, respectivamente. Dentre os visitantes florais, destacaram-se Xylocopa brasilianorum e Megachile sp. 1 que atuaram como polinizadores destas espécies. Ambas as espécies são autocompatíveis, mas necessitam de polinizadores para a reprodução. Portanto, estas espécies são essenciais para a manutenção da diversidade de abelhas neste ecossistema.

Polinização - Leguminosas - Abelhas


B0272

AVALIAÇÃO DA AUTOREGULAÇÃO DE AT5G28400, O GENE DO REGULADOR DA TRANSCRIÇÃO BZIP ATBZIP9, E DA SUA INTERAÇÃO COM O GENE APL UM REGULADOR CHAVE DO DESENVOLVIMENTO DO FLOEMA EM ARABIDOPSIS THALIANA


Talita N. Terra (Bolsista FAPESP); Juarez P. Tomaz, (Co-orientador) e Prof. Dr. Michel Georges Albert Vincentz (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Opaco-2 (O2) é um fator de transcrição do tipo bZIP que regula o balanço carbono/nitrogênio no endosperma do grão de milho. Com o objetivo de entender melhor a divergência funcional dentro das angiospermas, identificamos quatro genes homólogos a O2 em Arabidopsis thaliana e iniciamos uma caracterização funcional destes genes. Mostramos que o gene AtbZIP9, encontra-se expresso nos feixes vasculares, mais especificamente no procambio do floema e sugerimos que ele poderia atuar no desenvolvimento deste tecido. Para avaliar melhor o envolvimento de AtbZIP9 no desenvolvimento do floema, iniciamos uma análise da interação deste gene com o gene APL, um regulador chave da diferenciação do floema. Mostramos que a expressão de AtbZIP9 e APL não é alterada no contexto mutante nulo apl e atbzip9-1, respectivamente, indicando que os dois genes atuam em programas paralelos. Desta forma, o gene marcador GusA sobre o controle do promotor de atbZIP9 foi introduzido nos mutantes atbzip9-1 e apl para análises histológicas detalhadas do desenvolvimento do floema destes mutantes. Obtivemos evidencias de que o promotor AtbZIP9 é mais ativo no contexto selvagem do que no mutante atbzip9-1 sugerindo a existência de uma autoregulação do gene AtbZIP9.

Arabidopsis thaliana - Auto-regulação - AtbZIP9


B0273

COMPOSTAGEM COMPARATIVA DE RESÍDUOS VERDES OBTIDOS NA UNICAMP


Aida Gamal Eldin Mahmoud (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Mohamed Habib (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
O conjunto de resíduos sólidos produzidos pelas populações urbanas apresenta alto teor de matéria orgânica, normalmente atingindo patamares superiores a 50%. Desta forma, a compostagem surge como alternativa de tratamento desses resíduos, podendo minimizar a saturação de aterros sanitários e suas conseqüências ambientais. O objetivo do presente trabalho foi avaliar o composto obtido, assegurando as condições para, pelo menos, a implantação de um plano piloto de pátio de compostagem adequado ao Campus da UNICAMP. Para tal, foram construídas composteiras em leiras padronizadas. Os tratamentos, além da testemunha, formada por resíduo verde (A), foram: resíduo e resto de alimento (B), resíduo e maravalha(C) e resíduo, restos de alimentos e maravalha (D). Para o estudo dos compostos, foram utilizados testes de maturação (teste da mão e da bolota, teste do amoníaco e teste de pH) e testes de germinação e de desenvolvimento vegetal. Ainda, foram efetuadas medições de pH, de teor de água, e de nitrogênio total; além da relação C/N. Verificou-se que a incorporação de compostos, independentemente de sua concentração, sempre trouxe ganhos ao crescimento da planta. Tendo em vista os dados obtidos, concluiu-se que o tratamento D, foi o mais apropriado. O estudo realizado revelou que o desenvolvimento de um sistema de compostagem pode propiciar soluções para lidar corretamente com a questão dos resíduos urbanos, resultando em redução de gastos públicos, na proteção da saúde da população, além de fornecer composto para diversas aplicações e trazer à comunidade elementos essenciais para a construção da sua cidadania.

Compostagem - Reciclagem - Resíduo verde


B0274

AVALIAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE EM UNIDADES DE PRODUÇÃO DE REFERÊNCIA EM AGROECOLOGIA NA REDE REGIONAL DE AGROECOLOGIA MANTIQUEIRA-MOGIANA, NÚCLEO DE SUMARÉ


Marcelo de Albuquerque Vaz Pupo (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Mohamed Habib (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Nos últimos cinqüenta anos, o intenso processo de adoção do modelo industrial na agricultura brasileira trouxe, além de ganhos produtivos, danos à saúde humana, ao ambiente e agravamento da exclusão social. A agricultura que aplica fundamentos agroecológicos apresenta-se como uma estratégia de conversão do modelo agrícola industrial para sistemas mais social e ambientalmente corretos. À medida que os produtores estabelecem uma base para a produção de alimentos fortemente baseada em princípios agroecológicos, torna-se importante desenvolver sistemas para avaliar o sucesso desse esforço e a mudança provocada nos agroecossistemas. A pesquisa participativa é um processo permanente de investigação e ação, que envolve os atores sociais no processo de pesquisa, gerando comprometimento com o planejamento, implementação e fundamentalmente com os resultados do projeto, apropriando-se assim efetivamente do seu próprio desenvolvimento. Os diagnósticos rurais de quatro unidades de produção e as dinâmicas de grupo viabilizaram a elaboração de 70 indicadores de sustentabilidade, que orientam as intervenções no agroecossistema em prol da transição agroecológica. O acompanhamento deste processo tem grande importância portanto, em busca da sustentabilidade rural.

Agroecologia - Transição agroecológica - Indicadores sustentabilidade


B0275

AVALIAÇÃO DA CITOTOXICIDADE DE FLAVONOIDES EM CÉLULAS V79


Flávia Brunale (Bolsista PIBIC/CNPq), Prof. Dr. Nelson Durán, Zaine Teixeira, Profa. Dra. Marcela Haun (Co-Orientadora) e Profa. Dra. Patricia da Silva Melo (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Flavonóides são potentes antioxidantes, devido a presença de duplas conjugadas, permitindo a estabilização de radicais livres. Na área cosmética os flavonóides são usados na formulação de cremes anti-idade e filtro solar. Diferentes ensaios vem sendo utilizados para avaliar a citotoxicidade in vitro, incluindo redução do MTT, incorporação do vermelho neutro (NRU) e conteúdo de ácido nucléico. O objetivo deste trabalho foi avaliar a citotoxicidade de alguns flavonoides (quercetina, rutina, morina, catequina e narigenina) em linhagem de fibroblastos V79. Estes compostos serão complexados em nanopartículas para formulações cosméticas. Em células tratadas com quercetina foram encontrados valores de IC50 de 250 e 450µM, determinados em ensaios de incorporação do VN e redução do MTT, respectivamente. Resultados semelhantes foram determinados em células tratadas com morina (IC50 de aproximadamente 600µM, em ambos os ensaios). A rutina apresentou menor citotoxicidade que quercetina e morina, já que na concentração de 800µM as células apresentaram 70% de viabilidade. Narigenina não apresentou valores significantes de citotoxicidade avaliado para os marcadores de viabilidade celular (0-600µM). De acordo com os resultados obtidos mostra-se promissor a complexação em nanopartículas do composto narigenina e seu uso em cosméticos devido a baixa citotoxicidade.

Células V79 - Citotoxicidade - Flavonóides


B0276

AVALIAÇÃO DA CITOTOXICIDADE DO AGENTE IMUNOSUPRESSOR (RD – 07) LIVRE E ENCAPSULADO COM NANOPARTICULAS DE E – POLOCAPROLACTONA


Iasmin Ferreira (Bolsista PIBIC/CNPq – METROCAMP) e Profa. Dra. Patricia da Silva Melo (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
RD-07 é um potente agente imunosupressor, ou seja, uma macromolécula que contém um grande anel de lactona, que mostra diversas aplicações farmacológicas. Entretanto, este composto tem efeitos indesejáveis tais como o toxicidade renal e do fígado. Os polímeros Bidegradáveis foram usados extensivamente para o desenvolvimento do sistema de liberação controlada. Esse sistema de liberação controlada da droga de Nanoparticulas surgiu como uma da estratégia que promete conseguir a liberação modificada de muitas drogas melhorando a eficácia e reduzindo a toxicidade. Fibroblastos de hamster chinês (V79) e culturas primárias de hepatócitos de rato foram usados para a avaliação de citotoxicidade de RD-07 livre e encapsulados com nanoparticulas de e - policaprolactona (PCL) com RD-07. Os diferentes biomarcadores foram usados para a avaliação relativa do toxicidade: redução de MTT, incorporação de vermelho neutro (NRU) e índice de ácido nucleico. Antes das experiências in vitro, os sistemas foram caracterizadas as propriedades do físico-químicas do produto incluindo o tamanho (250-650 nanômetro) e a morfologia fazendo a varredura em microscópio eletrônico. Os efeitos citotóxicos do RD-07 complexados com PCL foram mais baixos comparados ao FK506 livre, avaliados por testes de viabilidade celular (IC50 de 3µM para o composto livre e nenhum efeito citotóxico até que 60 µM no composto complexado com o RD-07 e encapsulado com nanoparticulas). PCL livre não teve nenhum efeito citotóxico em V79 e hepatócitos. Com resultados, notamos que RD-07 encapsulado com nanoparticulas apresenta uma toxicidade menor em células V79 e hepatócitos do que o RD-07 livre. Concluindo, nossos resultados indicam uma aplicação benéfica de RD-07 encapsulado, verificando uma redução de toxicidade in vitro.

Células V79 - Citotoxicidade - Agente (RD-07)


B0277

CITOTOXICIDADE COMPARATIVA DA DESIDROCROTONINA EM SISTEMAS DE LIBERAÇÃO CONTROLADA EM CÉLULAS DA LEUCEMIA HUMANA


Lucas Frungillo (Bolsista SAE/UNICAMP), Maristella Conte Anazetti (Co-orientadora) e Profa. Dra. Patricia da Silva Melo (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Compostos de baixo peso molecular derivados de plantas são correntemente investigados pela sua habilidade na regulação apoptótica. O conjugado droga-polímero apresenta vantagens, proporcionando aumento da eficácia terapêutica, estabilidade da droga e redução dos efeitos colaterais. A desidrocrotonina (DHC) obtida das cascas de Croton cajucara (Sacaca) possui atividades biológicas comprovadas. Neste trabalho foi estudado a modulação da indução de apoptose em células tumorais através do tratamento com DHC, uma diterpeno lactona, encapsulada em PLGA e PLGA funcionalizado, e a comparação da eficácia antitumoral entre as preparações, um controle positivo e a DHC complexada em ß-ciclo-dextrinas, um estudo prévio do nosso grupo, em uma linhagem celular de leucemia mielóide humana (células HL60). O valor de IC50 foi avaliado pela dosagem da atividade fosfatásica (PTP) e redução do MTT. Nossos resultados indicam que a inclusão da desidrocrotonina em ciclodextrinas aumenta o efeito citotóxico, porém a inclusão em PLGA e PLGA funcionalizado apresentam citotoxicidade semelhante, talvez devido a menor velocidade de cedência, quando comparada ao efeito da DHC em sua forma livre, variando conforme a forma de preparação.

Desidrocrotonina - Apoptose - Complexos de inclusão


B0278

ANÁLISE DE MORTE CELULAR EM CÉLULAS HT-29 TRATADAS COM DESIDROCROTONINA LIVRE E COMPLEXADA EM CICLODEXTRINAS


Paula Araújo Monteiro (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Patricia da Silva Melo (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A desidrocrotonina (DHC), um dos compostos extraídos da casca de Croton cajucara, apresenta diversas atividades biológicas incluindo efeitos antitumorais, alvo dessa pesquisa que utiliza como modelo biológico células de adenocarcinoma humano (HT-29). O estudo em questão objetivou a continuação da investigação dos mecanismos de morte celular, visto que, de acordo com os resultados obtidos no primeiro ano do estudo, supõe-se que a indução de morte celular causada pela DHC seja alternativa a apoptose. Além disso, foi utilizada uma via comparativa no estudo dos mecanismos terapêuticos da DHC em suas formas livre e em sistemas de liberação prolongada, as ciclodextrinas (CDs). Foram utilizadas diversas análises como a dosagem de Glutationa Reduzida (GSH), na ausência e na presença de um depletor, avaliação da citotoxicidade na presença de um antioxidante (GSH) e, a medida de peroxidação lipídica através da determinação de substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS). Os resultados demonstram que o tratamento das células HT-29 pelas formas em estudo induz alterações no estado redox das células, sendo que o tratamento com antioxidantes reverte os efeitos citotóxicos e, o tratamento com o depletor de GSH potencializa a citotoxicidade.

Apoptose - Desidrocrotonina - Ciclodextrinas


B0279

IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DOS GENES DA VIA DE BIOSÍNTESE LISINA EM ANOPHELES GAMBIE E APIS MELLIFERA


Guilherme Serrano (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Paulo Arruda (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
O aminoácido essencial lisina é considerado limitante em cereais, a mais importante fonte de alimentação animal e humana. A deficiência na ingestão ou metabolismo de lisina está associada à desnutrição, problemas cardíacos, apoplexia, osteoporose, câncer e retardo mental. Grande esforço tem sido realizado no entendimento das vias metabólicas associadas a esse aminoácido e a busca por plantas com maior conteúdo nutricional tem se mostrado uma nova tendência. A via de biosíntese de lisina já é conhecida em bactérias, protozoários, fungos e plantas. Entretanto, nenhum trabalho conseguiu demonstrar sua existência em animais. Utilizando-se de ferrametas de bioinformática, tendo como base bancos de dados genômicos de Anopheles gambie e Apis mellifera, foi possível demonstrar presença genes ortólogos a maioria daqueles responsáveis pela síntese do aminoácido em plantas e bactérias. A análise da estrutura gênica dos modelos sugere grande semelhança com genes bacterianos e uma possível transferência gênica lateral é discutida.

Lisina - Síntese - Animais


B0280

ACÚMULO DE FERRO NOS FRUTOS DE CAFÉ


Alexandra Bottcher (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Paulo Mazzafera (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
As definições de alimento funcional são essencialmente baseadas na habilidade do mesmo em melhorar a qualidade de vida e as performances física ou mental de seus consumidores regulares. O café, além de ser fonte de minerais e substâncias antioxidantes, possui ferritina, uma proteína capaz de complexar cerca de 4500 átomos de ferro por molécula, o que pode tornar o café fonte desse íon. Como a síntese e o acúmulo da ferritina são regulados pelo ferro, espera-se que através da pulverização de solução de ferro em frutos de café (Coffea arabica cv. Mundo Novo), ocorra um aumento na transcrição do RNAm da ferritina, e conseqüentemente, um acúmulo da mesma e de ferro. Após serem tratados com solução de ferro, os frutos de café foram coletados e proteínas e RNA totais foram extraídos. Através de western blots e difração de raios-X, tentou-se verificar a presença da ferritina, e, além disso, PCRs foram realizadas para tentar amplificar um fragmento da mesma, para posterior sequenciamento. Obtivemos através do western blot a comprovação da presença da ferritina nas amostras de café tratadas com solução de ferro, as análises por difração de raios-X demonstraram que a presença da solução de ferro não aumentou significativamente a expressão da ferritina nos frutos e, finalmente, um fragmento dessa proteína foi amplificado e seqüenciado.

Ferritina - Coffea arabica - Alumínio


B0281

CATABOLISMO DE CAFEÍNA EM PLANTAS DE CAFÉ: EVIDÊNCIAS DA PARTICIPAÇÃO DE CITOGROMO-P450


Igor Cesarino (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Paulo Mazzafera (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Todos os compostos envolvidos nas vias de síntese e degradação de cafeína em café já foram elucidados, além da maioria das enzimas participantes. Entretanto, as atividades das enzimas que realizam as demetilações da cafeína até a formação de xantina ainda não foram detectadas. Em animais a demetilação da cafeína é realizada por enzimas do grande grupo dos citocromos P450. A partir dessa informação e de evidências indiretas conseguidas a partir de ensaios com inibidores específicos de citocromo P450, procurou-se no banco de dados do Projeto Genoma Café informações sobre seqüências relacionadas a enzimas do grupo das P450, com particular atenção a FMOs. As seqüências de interesse foram então utilizadas para a produção de primers específicos para 5 vetores diferentes: pET28, pET29, pET32, pSV282 e pETSUMO. A realização dos processos de clonagem e expressão com 5 vetores diferentes permitirá a comparação e escolha do sistema de expressão mais eficiente para a proteína em questão. Para determinar a melhor temperatura de anelamento dos primers, realizou-se uma PCR com gradiente térmico, cuja variação de temperatura foi de 46°C a 68ºC. Ao final desta etapa de testes, o objetivo é iniciar a clonagem e expressão da proteína, bem como testar sua possível função na degradação de cafeína.

Catabolismo - Cafeína - Citocromo P450


B0282

VARIAÇÃO ESPACIAL E SAZONAL NO RITMO DE FORRAGEAMENTO DE ODONTOMACHUS CHELIFER E PACHYCONDYLA STRIATA (FORMICIDAE, PONERINAE)


Laura Pinheiro Borges (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Paulo Sérgio Oliveira (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Este estudo investigou o comportamento de forrageamento de duas espécies de formigas da subfamília Ponerinae, Odontomachus chelifer e Pachycondyla striata, em duas formações florestais contínuas de Mata Atlântica. O ritmo diário de atividades de formigas da subfamília Ponerinae é muito sensível às mudanças meteorológicas. Assim, examinamos como esse aspecto da ecologia comportamental de O.chelifer e P. striata varia sazonalmente em duas áreas do Parque Estadual da Ilha do Cardoso, mata de restinga e floresta de planície. Quatro colônias, de ambas as espécies, em cada local foram monitoradas em detalhe durante um ano para coleta de dados de ritmo de atividade diária. Em época seca, operárias de O. chelifer foram mais ativas em período noturno nas duas áreas de estudo, enquanto P. striata apresentou padrão de atividade diurno na restinga e noturno na planície. Em época chuvosa, período de maior atividade das espécies estudadas, ambas as espécies de formiga apresentaram padrão de atividades diurno na mata de restinga. Na floresta de planície, operárias de O. chelifer apresentaram padrão noturno enquanto indivíduos de P. striata foram ativos ao longo do dia todo. Portanto, o padrão diário de atividade dessas formigas parece estar intimamente ligado à variação na temperatura e umidade.

Formiga - Ritmo diário - Ecologia


B0283

Ontogênese e Micromorfologia do fruto de Pachira aquatica Aubl. –Bombacaceae


Livia C. T. Scorza (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Sandra Maria Carmello Guerreiro (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Pachira aquatica Aubl, (core Bombacoideae), são árvores cujos frutos são cápsulas elipsóides lenhosas deiscentes. Neste trabalho foram analisados aspectos estruturais de ovários e frutos e ultra-estruturais de frutos em diversos estágios de desenvolvimento. O material foi fixado em FAA, incluído em resina plástica e corado com azul de toluidina para observação no microcópio de luz e em glutaraldeído e tetróxido de ósmio em tampão fosfato 0,1M, pH 7,2 para observação ao MEV. O ovário apresenta epiderme externa unisseriada com células alongadas radialmente, núcleo central e nucléolo evidente. O mesofilo é parenquimático com feixes vasculares, cavidades mucilaginosas e idioblastos taníferos dispersos. A linha de deiscência é marcada por células pequenas e justapostas. A epiderme interna é unisseriada e com estômatos. A placentação é axilar e os óvulos anátropos são bitegumentados. Com o desenvolvimento do ovário e formação do fruto o epicarpo torna-se piloso, com tricomas tectores multicelulares multisseriados; o mesocarpo é parenquimático com muitos feixes vasculares e grandes cavidades secretoras de mucilagem, e o endocarpo é unisseriado, apresentando esparsos tricomas unicelulares unisseriados No fruto maduro os tricomas do epicarpo lignificam, no mesocarpo parenquimático, as camadas logo abaixo do epicarpo, lignificam-se formando grupos de esclereides, e no endocarpo os tricomas unisseriados crescem em tamanho e quantidade formando uma camada pilosa evidente. Acreditamos que os dados anatômicos aqui obtidos, juntamente com dados de outras espécies, possam contribuir para estudos taxonômicos dentro do core Bombacoideae.

Ontogênese - Fruto - Bombacoideae


B0284

ATIVIDADE TERAPÊUTICA DO COMPOSTO SINTÉTICO DE TELÚRIO RT01 CONTRA A LEISHMANIOSE


Camila B. Cantalupo Lima (Bolsista FAPESP), Wagner W. Arrais da Silva, Rodrigo L.O.R. Cunha e Profa. Dra. Selma Giorgio (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
As leishmanioses causadas pelo protozoário Leishmania amazonensis são caracterizadas por lesões cutâneas crônicas ou lesões cutâneas difusas de difícil tratamento. Não há vacinas contra a leishmaniose e a terapia utilizada tem sérios efeitos colaterais. No presente trabalho testamos o efeito da droga RT01 (C13H22N+·C3H 3Cl4OTe- ) no modelo de infecção in vitro e in vivo com L. amazonensis. O composto foi adicionado em diferentes concentrações em culturas das formas promastigota e amastigota, e posteriormente avaliados a viabilidade, a proliferação e a capacidade de transformação dos parasitas. Nos experimentos in vivo camundongos BALB/c infectados com 1x105 amastigotas no coxim plantar da pata traseira foram tratados com injeções intralesionais de RT01 nas concentrações de 36, 72 e 144 ug de dez em dez dias durante 30 dias. As lesões foram medidas com paquímetro e fotografadas; foi analisada a carga parasitária e a histopatologia das lesões. A dose de 5ug/ml de RT01 foi letal para promastigotas e em concentrações iguais ou superiores a 1ug/ml impediram a transformação de amastigotas em promastigotas. Nos experimentos in vivo pudemos constatar que o tratamento com doses intralesionais de 144 ug levou a uma diminuição significativa do tamanho da lesão e da carga parasitária nos camundongos infectados. Nossos dados sugerem que compostos de telúrio tem efeito leishmanicida e podem contribuir futuramente para o tratamento dessa doença.

Leishmania amazonensis - Organotelúrios - Quimioterapia


B0285

Avaliação do efeito da Artemisinina em Schistosoma mansoni ‘in vivo’


Tamy Midori Banin (Bolsista SAE/UNICAMP), Vera Lucia Garcia Rehder (Co-orientadora) e Profa. Dra. Silmara Marques Allegretti (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A esquistossomose é uma parasitose causada pelo parasita Schistosoma mansoni, que atinge cerca de cinco milhões de pessoas no Brasil. Os fármacos disponíveis, no mercado, para o tratamento desta parasitose têm apresentado tolerância e resistência, justificando pesquisas que busquem alternativas para prevenção, tratamento e cura desta doença. O presente trabalho tem como objetivo analisar o efeito da Artemisinina e Ácido Artesúnico, ambos extraídos da planta medicinal Artemisia annua, sobre oviposição e sobrevida dos vermes adultos tanto ‘in vitro’ como ‘in vivo’. Além de verificar, macroscopicamente, alterações morfológicas nos granulomas no fígado e, nos parasitos em Microscópio Eletrônico de Varredura. Para experimentação ‘in vivo’ foram analisados 2 grupos de camundongos submetidos às doses de 300mg/kg e 500mg/kg, diferenciados pelo tempo de infecção (30 ou 45 dias). Para experimentação ‘in vitro’ os vermes foram testados com os extratos propostos e Praziquantel (fármaco de escolha) nas doses de 1mg, 2mg e 3mg. Neste último observou-se que os vermes submetidos ao tratamento com Ácido Artesúnico apresentavam-se sempre mais claros e que eram levados à morte em menor tempo que os tratados com Artemisinina. ‘In vivo’ observou-se que as maiores doses nem sempre foram as que apresentaram melhores resultados, sendo que o tratamento realizado aos 30 dias de infecção em vermes jovens e adultos tem apresentado maior eficácia.

Schistosoma mansoni - Artemisinina - Ácido artesunico

B0286

ESTUDO DA OCORRÊNCIA DE CIANOBACTÉRIAS EM LAGOAS DE CAMPINAS


Thaís Cunha Magalhães do Amaral Lapa (Bolsista PIBIC/CNPq), Daniel Kota (Mestrando), Lívia F. Agujaro (Co-orientadora) e Prof. Dr. Tomomasa Yano (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
As Cianobactérias são organismos procariontes, autotróficos que formam um grupo presente nos mais variados habitats. Elas possuem características específicas que despertam grandes interesses no homem, como a habilidade de fixação do gás nitrogênio. Florações de cianobactérias podem causar vários problemas que variam desde conferir gosto e odor desagradáveis à água até produção de toxinas. Neste estudo objetivamos qualificar e quantificar a presença desses organismos em reservatórios de água na região Campinas. As amostras foram coletadas de dois sítios distintos, Lagoa do Instituto de Biologia (sítio 1) e Lagoa localizada no Parque Ecológico Prof. Hermógenes de Freitas Leitão Filho (sítio 2) foram cultivadas em meio BG11 líquido e sólido com a adição do antibiótico ciclohexamida induzindo somente o crescimento de cianobactérias. O material foi cultivado em meio líquido e após 5 semanas foi observado em microscópio invertido possibilitando a análise qualitativa do mesmo. Foram identificados os gêneros Aphanocapsa e Sphaerocavum no sítio 1 os gêneros Geitlerinema e Microcystis no sítio 2. Mostrando que os sítios escolhidos representam diferentes habitats para cianobactérias. Os resultados mostram que a intensa ocupação urbana nas áreas de entorno e a interação de fatores hidrobiológicos, morfológicos, físico-químicos e biológicos estão ligados diretamente com a eutrofização dos corpos d’água favorecendo florações de cianobactérias, o que leva a diminuição na penetração de luz solar e a capacidade de auto-purificação do sistema, resultando no acúmulo de detritos e sedimentos. Tais alterações afetam a biodiversidade local e o pH, que passa de neutro ou levemente alcalino para ácido. Além de produzir cianotoxinas, que causam distúrbios hepáticos, neurológicos, gastrointestinais e reações alérgicas.

Cianobactérias - Água de lagoas - Poluição


B0287

OCORRÊNCIA DE COCCÍDEOS INTESTINAIS EM AVES SILVESTRES PROVENIENTES DO TRÁFICO ANIMAL NO ESCRITÓRIO REGIONAL DO IBAMA DE BAURU, SÃO PAULO


Fernanda Delborgo Abra (Bolsista FAPESP); Cirene Alves de Lima e Profa. Dra. Urara Kawazoe (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A captura de animais silvestres, especialmente de aves, em todo o Brasil tem sido cada vez mais freqüente. Este fato tem levado às Regionais do IBAMA a apreenderem muitas aves que chegam a esses órgãos em estado de saúde precário. Uma das parasitoses mais freqüentes em aves estão relacionadas com coccidiose intestinal que causam graus diferentes de diarréia, debilidade ou morte nas aves. O objetivo deste projeto foi realizar um levantamento de parasitos do grupo dos coccídeos intestinais e outros parasitos em aves apreendidas pela Regional do IBAMA, localizada na Cidade de Bauru, SP. Foram utilizados métodos coproparasitológicos de sedimentação por centrifugação e MacMaster para identificação dos parasitos em amostras de fezes coletadas em aves apreendidas por esse órgão. Do total de 43 amostras coletadas, 10 estavam positivas para a presença de Eimeria sp.(23,3%). A amostra de fezes positiva para Eimeria sp. encontrada em um três exemplares de Aratinga leucophtalma registrou três tipos de oocistos de Eimeria spp. que foram medidos, comparados com dados da literatura. Sugere-se um novo hospedeiro para esses protozoários.

Ocorrência - Eimeria - IBAMA


B0288

LEVANTAMENTO DE PARASITOS INTESTINAIS EM AVES MANTIDAS NO ZOOPARQUE DE ITATIBA, SÃO PAULO, BRASIL


Paulo G. Hofstätter, Luiz Paulo Cobra Monteiro Filho e Profa. Dra. Urara Kawazoe (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Aves mantidas em cativeiro podem albergar diversas espécies de parasitos causando enfermidades de graus variados que podem afetar a saúde dos animais, ocasionando até sua morte. Poucos estudos têm sido realizados sobre este assunto no Brasil. O presente trabalho teve como objetivo realizar um levantamento sobre os parasitos intestinais das aves mantidas em cativeiro no Zooparque de Itatiba, São Paulo. Foram realizadas coletas de material fecal em aves mantidas em gaiolas ou soltas. As amostras foram acondicionadas em frasco contendo solução de dicromato de potássio a 2% e processadas no laboratório. Para a identificação dos parasitos, foram utilizados os métodos de sedimentação por centrifugação e de MacMaster. Foram coletadas 56 amostras de diversas espécies de aves, sendo 64,3% espécies da Ordem Psittacifomes. Deste total, 14,3% estavam positivos para parasitos dos gêneros Capillaria e Ascaridia e em uma amostra coletada em Amazona ocrocephala foram encontrados oocistos de Eimeria sp. Estudos morfométricos indicaram tratar-se de uma nova espécie de Eimeria aviária. Medidas de controle para a eliminação dos parasitos através de tratamento com medicamentos e manejo do ambiente foram realizadas.

Eimeria - Capillaria - Amazona


B0289

ESTUDO DA VARIABILIDADE GENÉTICA DE POPULAÇÕES DE ECHINOMETRA LUCUNTER (LINNAEUS, 1758) (ECHINODERMATA: ECHINOIDEA)


Andréa Borges (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Vera Nisaka Solferini (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A dispersão gênica de organismos do costão marinho ocorre principalmente durante os estágios larvais, já que poucas espécies apresentam grande mobilidade quando adultas. Fatores ecológicos, químicos, físicos e biogeográficos podem gerar uma distribuição genotípica não-aleatória. Mudanças na estruturação genética temporal ou espacial entre populações podem estar associadas ao isolamento reprodutivo, e até mesmo à especiação. Este estudo pretendeu observar a existência de possíveis diferenças morfológicas e genéticas entre duas populações de Echinometra lucunter. Essas populações estão separadas por desembocaduras de rios, que estariam agindo como uma barreira ao fluxo gênico, já que as larvas desses animais são sensíveis a determinados gradientes de salinidade. Para analisar as diferenças morfológicas, foram feitas medidas dos diâmetros maior e menor da carapaça e altura e diâmetro da lanterna de Aristóteles de cada ouriço, num total de 80. Essas características mostram diferenças significativas entre as populações estudadas. Quanto às variações genéticas, não foi possível afirmar que as duas populações estão geneticamente separadas entre si, pois os dados foram insuficientes para mostrar se há ou não fluxo gênico entre elas.

Variabilidade - Fluxo gênico - Barreira reprodutiva


B0290

EFEITO SAZONAL SOBRE A FREQÜÊNCIA GÊNICA DE UMA POPULAÇÃO DE BORBOLETAS H. ERATO PHYLLIS (NIMPHALIDAE)


Kivia Amadei Gonçalves (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Vera Nisaka Solferini (Orientadora), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A ação humana gera a fragmentação dos habitats de diversos organismos, podendo levar a mudanças nas suas freqüências gênicas. Para insetos fitófagos, o habitat é definido pela ocorrência e distribuição das suas plantas hospedeiras. Insetos da família Nimphalidae, como Heliconius erato phyllis, são capazes de explorar diversas espécies de plantas do gênero Passiflora. Os objetivos deste trabalho foram determinar os níveis de variabilidade genética intrapopulacional e estudar variações genéticas ao longo de dois anos em H. erato phyllis. Utilizaram-se análises morfométricas (número de red raylets, medidas das asas) e moleculares (microssatélites). Não foram observadas alterações no número de red raylets (p>0,05) ao longo do período; houve diminuição no comprimento das asas, (p<0,05) que pode ser atribuída à competição intraespecífica acarretada pela diminuição do número de hospedeiras ideais da espécie. A análise molecular mostra pouca diferenciação genética entre as amostras, o que sugere que as diferenças morfológicas podem ser resultado de plasticidade fenotípica.

Variação temporal - Deriva genética - Microssatélites


B0291

Genotipagem e caracterização de linhagens de Staphylococcus aureus, de origem hospitalar, através da restrição de genes “Housekeeping”


Cristiane Mobilon (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Wanderley Dias da Silveira (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
A caracterização genotípica de S. aureus tem se tornado uma importante ferramenta no estudo filogenético de isolados, de suas relações clonais e epidemiológicas. Alguns estudos indicaram a existência, no Brasil, de um clone pretensamente predominante de linhagens MRSA (Clone Epidêmico Brasileiro, ou BEC). Neste projeto, foi realizada a genotipagem e a caracterização clonal de linhagens de S. aureus, através da técnica de restrição de genes “housekeeping” (arcC, aroE, gmk, pta, tpi e yqiL) para comparação com o chamado “Clone Brasileiro”. Os resultados obtidos demonstraram a existência de três diferentes clones de S.aureus, sendo que, a linhagem representante do BEC, aparentemente, faz parte de um dos grupos menos representativos.

MRSA - Genotipagem - Genes “housekeeping”


B0292

PEQUENOS MAMÍFEROS COMO DISPERSORES DE SEMENTES EM UM FRAGMENTO DE VEGETAÇÃO NATIVA NA BACIA DO RIO ANHUMAS, CAMPINAS – SP


Maurício N. Cantor M. (Bolsista SAE/UNICAMP), Profa. Dra. Eleonore Z.F. Setz (Co-orientadora) e Prof. Dr. Wesley Rodrigues Silva (Orientador), Instituto de Biologia - IB, UNICAMP
Zoocoria é a relação mutualística em que o consumo de frutos por vertebrados traz benefícios à planta por meio da dispersão de sementes. Estudou-se esta relação na comunidade de pequenos mamíferos do Parque. Prof Hermógenes F. L. Filho, através de captura mensal (100 armadilhas), triagem de fezes, identificação de frutos consumidos e testes de germinação de sementes obtidas de fezes e frutos. Registraram-se 3 espécies de roedores (Rattus rattus, R. norvegicus, cf Holochilus sp), que não trouxeram sementes nas fezes, e uma de marsupial (Didelphis albiventris), cujas 130 amostras de fezes apresentaram 2154 sementes de 5 espécies (32,2% Piper amalago, 30,3% Psidium guajava, 15,2% Cecropia sp, 15,8% Morus nigra, 2,2% Passiflora edulis) e 74 sementes (4,3%) de 21 espécies pouco representadas. Taxas de germinação das sementes defecadas (62,4%) e das obtidas de frutos (83,6%) indicam que o gambá atua como bom dispersor, pois consome frutos de sementes pequenas, que são engolidas inteiras e permanecem viáveis após passagem pelo tubo digestório. Como as sementes germinam rapidamente e os gambás são freqüentes em florestas perturbadas, a interação contribui para a restauração da vegetação, um processo importante num município com pequenos e isolados fragmentos florestais.

Dispersão de sementes - Pequenos mamíferos - Matas urbanas






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