Universidade estadual de campinas



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Comissão dos Vestibulares da UNICAMP

H0468

AS PERCEPÇÕES DOS INGRESSANTES NA UNICAMP SOBRE O ENSINO MÉDIO, O VESTIBULAR E AS RAZÕES DO SUCESSO NO VESTIBULAR


Leandro Ilek e Profa. Dra. Mara F. Lazzaretti Bittencourt (Orientadora), Comissão dos Vestibulares da UNICAMP - COMVEST, UNICAMP
Neste trabalho analisamos a relação do Ensino Médio com o Vestibular da Unicamp sob a ótica dos ingressantes em 2005, a fim de verificar se, ao privilegiar o senso crítico, o raciocínio, a leitura e escrita e a interdisciplinaridade, o processo seletivo desta universidade atende a um de seus objetivos - estimular a valorização desses elementos também no Ensino Médio. Verificamos ainda as razões que os alunos atribuem para o sucesso no Vestibular da Unicamp. A partir de métodos de investigação qualitativa, foram analisadas as respostas fornecidas por 2411 ingressantes na Unicamp em 2005 ao Questionário dos Matriculados, elaborado anualmente pela COMVEST. Para 73% dos pesquisados, o Ensino Médio foi total ou parcialmente compatível com os requisitos do Vestibular da Unicamp, uma vez que a escola freqüentada possuía uma proposta pedagógica que privilegiava métodos de ensino para a reflexão e criticidade, possuía bons professores e condições adequadas para o ensino. Constatamos que além de uma boa formação escolar, outros fatores incidem no sucesso no Vestibular, com destaque para os de natureza pessoal, como dedicação e empenho. Observamos algumas opiniões divergentes entre alunos de escolas públicas e privadas. Enquanto estes valorizam a formação recebida no Ensino Médio, os de escola pública, em grande parte, atribuem o sucesso ao reforço escolar obtido nos cursos pré-vestibulares.

Vestibular - Ensino médio - UNICAMP




Faculdade de Ciências Médicas

H0469

ABORDAGENS NA TERAPIA FONOAUDIOLÓGICA COM O INDIVÍDUO SURDO


Carolina Ramkrapes (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Adriana Lia Friszman de Laplane (Orientadora), CEPRE, Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A terapia fonoaudiológica é o início do processo para a aquisição da linguagem no indivíduo em que foi detectada deficiência auditiva. Avalia-se o grau e o tipo da perda, que interferem diretamente no processo de aquisição da língua oral, comum à maioria das pessoas e que para estes casos ou não é possível, ou se dará de maneira diversa. Neste momento, o fonoaudiólogo faz uma importante escolha metodológica quanto à terapia a desenvolver-se para que o indivíduo adquira linguagem e possa se comunicar com os demais. Diferentes abordagens terapêuticas se apresentam como possíveis: oralismo, bilingüismo, comunicação total. O objetivo deste trabalho é discutir as diferentes abordagens na terapia fonoaudiológica com o indivíduo surdo, levando-se em conta o impacto educacional, social e afetivo desta escolha tanto para a família quanto para o próprio indivíduo. Para isso, será feita uma revisão de literatura sobre surdez, bem como entrevistas com profissionais da área com o objetivo de conhecer as suas percepções sobre a experiência terapêutica nas diferentes abordagens, assim como os seus resultados. Espera-se com este trabalho compreender melhor o papel do profissional de fonoaudiologia, assim como os recursos disponíveis para a atuação terapêutica na área da aquisição de uma língua no indivíduo com surdez, considerando-se sua realidade social e o impacto do processo em sua organização psicológica.

Surdez - Aquisição de língua - Desenvolvimento cognitivo e social


H0470

BRINCADEIRA EM SITUAÇÃO INFORMAL COMO INDICADOR DE DESENVOLVIMENTO EM CRIANÇAS PRÉ-ESCOLARES


Cíntia Miyuki Nishida (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Adriana Lia Friszman de Laplane (Orientadora), CEPRE, Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A necessidade de acompanhar o desenvolvimento e de identificar atrasos ou alterações como forma de promover a intervenção precoce levou ao surgimento de diversos métodos de avaliação que tentam captar o conjunto de habilidades do desenvolvimento de crianças. A medida que a criança cresce seu desenvolvimento é afetado por um número maior de fatores que estão relacionados ao ambiente social em que está inserida e à experiência em diferentes esferas de atividade. O brincar é um desses fatores, pois promove modificações nas esferas cognitiva, social, lingüística e emotiva, a partir de aprendizado social. O objetivo deste estudo foi relacionar o desempenho de crianças pré-escolares em uma escala de desenvolvimento com suas experiências prévias, coletadas por meio de um questionário, e comparar essas informações com as obtidas por meio da observação em situação lúdica informal, através da análise de fitas de vídeo, gravadas na mesma época da avaliação. Através da análise e da comparação de dados foi possível constatar a presença de diversas habilidades e competências que não apareceram no momento da aplicação da escala. As conclusões indicam que a escala apresenta restrições quanto à consecução do seu propósito, no que se refere à avaliação precisa do desenvolvimento de crianças na faixa pré-escolar. Essa restrição pode ser produto das condições de padronização da aplicação da escala, que implica uma seqüência fixa de atividades e um tempo controlado para a realização das tarefas.

Desenvolvimento infantil - Avaliação do desenvolvimento - Brincar


H0471

A EMERGÊNCIA DA LINGUAGEM EM SITUAÇÕES DE JOGO SIMBÓLICO


Érica Mayumi Takase (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Adriana Lia Friszman de Laplane (Orientadora), CEPRE, Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Dentre os diferentes tipos de jogos, o jogo simbólico é considerado por diferentes teóricos como sendo fundamental para o desenvolvimento. Esse trabalho, desdobrado a partir do projeto “A importância do jogo simbólico para a avaliação do desenvolvimento da criança” investiga a emergência da linguagem no contexto de situações lúdicas que envolvem o jogo simbólico de crianças de 2 a 4 anos de idade que participam de um grupo de encontro no CEPRE – FCM – Unicamp, cujo objetivo é o acompanhamento do desenvolvimento e a intervenção na área das alterações do desenvolvimento e da linguagem. No contexto do projeto, as crianças participantes brincam sozinhas, com outras crianças e com os adultos presentes (mães/responsáveis, docentes e alunos). Os dados coletados por meio da observação participante foram analisados a partir dos registros vídeogravados das sessões do grupo, de anotações em diário de campo e analisadas a partir de categorias relevantes para o estudo da emergência da linguagem no jogo simbólico e em outras situações de jogos. Estas categorias foram elaboradas com base na discussão sobre desenvolvimento, interação e aquisição da linguagem com base nas elaborações teóricas dos autores que enfocam estas questões. As observações já realizadas permitem levantar a hipótese de que o jogo simbólico quando realizado numa situação social que envolve um adulto qualificado instigam a ocorrência de uma linguagem mais elaborada do que aquela que ocorre em outras situações de jogos.

Jogo simbólico - Desenvolvimento infantil - Emergência da linguagem


H0472

INTERAÇÃO, TRANSCRIÇÃO E INTERPRETAÇÃO


Leonardo Juliano Silva Reis (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Adriana Lia Friszman de Laplane (Orientadora), CEPRE, Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Uma das atividades realizadas no contexto do Programa de Bolsas Trabalho – SAE é a transcrição de fitas gravadas nos diferentes contextos de intervenção com pessoas portadoras de necessidades especiais e alterações no desenvolvimento e na linguagem. Longe de ser uma tarefa simples e mecânica, a transcrição coloca questões desafiadoras, tanto em termos teóricos como práticos. Ao ler uma transcrição nem sempre é possível captar com exatidão as diversas dimensões da interação e da linguagem que esta deveria evidenciar. Tomando como exemplo os aspectos pragmáticos é possível notar que muitas vezes a transcrição ortográfica (linguagem escrita) não é suficiente para representar certas figuras de linguagem, entonação, dêixis, modo de funcionamento do discurso e da conversação. Por isso, é necessário recorrer a recursos de transcrição que permitam a inclusão de convenções referentes a turnos de fala, fenômenos segmentais e seqüenciais, descrição gerais, de gestos, comentários, ações, pausas e prosódia. Levando em conta o fato de que as transcrições têm por finalidade subsidiar pesquisar e reflexões sobre intervenções terapêuticas, entendemos que o cuidado com os mencionados aspectos é fundamental para uma análise precisa da interação e dos sentidos e significações que nela se constituem.

Interação - Transcrição - Linguagem


H0473

TIPOS DE INTERAÇÃO EM UM GRUPO DE ADOLESCENTES COM DEFICIENCIA VISUAL


Meire Hellen de Souza (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Adriana Lia Friszman de Laplane (Orientadora), CEPRE, Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
Este estudo foi desenvolvido num grupo de convivência de crianças com deficiência visual que se reúne semanalmente no CEPRE-FCM Unicamp. O grupo é composto por três adolescentes e é conduzido por um docente e bolsistas de aprimoramento e SAE/Trabalho. Durante os encontros são desenvolvidos diferentes projetos que envolvem leitura, escrita e aquisição de conhecimento em diferentes áreas. O projeto desenvolvido no ano de 2006 consistiu na elaboração e confecção de um filme. O trabalho envolveu a escolha de personagens, a escrita de um roteiro, ensaios e a filmagem. Posteriormente o filme foi editado e exibido no encerramento das atividades. Levando em consideração o fato de que o trabalho de interação visa a promover o desenvolvimento social, aprendizagem e auto-estima dos sujeitos participantes, o presente estudo tem por objetivo discutir os diferentes tipos de interação que se estabelecem no contexto do grupo. Durante o estudo foi possível observar que a interação nesse grupo variou de acordo com o tipo de atividade realizada. Espera-se que a pesquisa contribua com a discussão sobre os modos de intervenção na deficiência.

Interação - Deficiência visual - Desenvolvimento humano


H0474

INTERVENÇÃO PSICOSSOCIAL NAS DIFICULDADES ESCOLARES: INTERAÇÃO ENTRE APRENDIZADO E DESENVOLVIMENTO


Nicole dos Reis Faria (Aprimoranda FUNDAP) e Prof. Dra. Adriana Lia Friszman de Laplane (Orientadora), CEPRE, Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
O presente estudo aborda as relações que se estabelecem nos atendimentos em grupo com crianças com dificuldades escolares, que se reúnem semanalmente no CEPRE/FCM/UNICAMP. Considerando que o sujeito se constitui principalmente por meio da interação (pressuposto deste trabalho de intervenção), o objetivo é o de estudar/pesquisar os modos de constituição dos sujeitos, a partir das atividades e situações interativas vivenciadas no grupo. A pesquisa permite inserir as situações de interação entre as crianças (que se estabelecem tanto no âmbito pedagógico, quanto individual e social) no contexto das possibilidades e do potencial de participação em outras situações sociais (família, escola). Na interação entre as crianças no grupo são vivenciadas inúmeras situações de crescimento e reorganização, resultando em transformações e modificações importantes para seu desenvolvimento. Essa prática proporciona condições de apreender e desenvolver aprendizagens.

Interação - Aprendizagem - Desenvolvimento


H0475

FORMAÇÃO DE CONCEITOS SOBRE CORPO HUMANO EM CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA


Carolina Molina Lucenti de Souza (Aprimoranda FUNDAP), Luciana Hueara e Profa. Dra. Cecília Guarnieri Batista (Orientadora), CEPRE, Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
De acordo com Vygotsky, linguagem e práticas sociais têm papel privilegiado no processo de desenvolvimento e, em especial, na formação de conceitos. Tendo em vista a importância de se promover o desenvolvimento infantil, especialmente nos casos de crianças com deficiência, foi realizado o projeto “O Corpo Humano”, em um grupo de convivência infantil do programa infantil DV do CEPRE. Participaram do estudo 8 crianças, entre 7 e 12 anos, com diagnóstico de deficiência visual e outras alterações. As atividades envolveram explicações sobre os diferentes sistemas do corpo humano, com o apoio de recursos pedagógicos adaptados. Todas as sessões foram filmadas, transcritas e analisadas (análise de episódios indicativos de apreensão de conceitos). A análise dos dados permitiu evidenciar: a) modos de participação nas atividades e de apreensão de conceitos, envolvendo o estabelecimento de relações entre conceitos cotidianos e científicos; b) a mediação do adulto propiciando materiais acessíveis e respeitando possibilidades e limites das crianças como fator importante no processo; c) contribuição dos parceiros para a compreensão dos conceitos cotidianos e científicos discutidos. O estudo favoreceu a análise do processo de formação de conceitos em crianças normalmente descritas como apresentando dificuldades de aprendizagem escolar.

Formação de conceitos - Mediação pedagógica - Deficiência visual


H0476

A FORMAÇÃO DE CONCEITOS EM CRIANÇAS


Fernanda Caroline Pinto da Silva (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Cecília Guarnieri Batista (Orientadora), CEPRE, Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
No processo de formação de conceitos, elementos com características comuns são agrupados em categorias, e estas relacionadas a outros elementos (concepção teórica de conceito), em processo facilitado pela mediação social. O presente estudo visou analisar o processo de formação de conceitos de meios de transporte em crianças em idade pré-escolar (grupo I) e escolar (grupo II). Estas tinham diagnóstico de baixa visão ou cegueira, e muitas delas apresentavam outras alterações de origem orgânica e dificuldades de aprendizagem. Foram apresentados vários meios de transporte, visando resgatar conceitos trazidos pelas crianças (cotidianos) e associá-los a conhecimentos sistematizados (conceitos científicos), de acordo com Vygotsky. As sessões foram filmadas, transcritas e os trechos mais significativos analisados. As crianças mostraram a apropriação de conceitos científicos, destacando-se como exemplo os diálogos sobre o funcionamento do pistão do motor dos carros a partir de um protótipo simplificado e sobre noções de hidrodinâmica a partir de experimentos com flutuação. A análise indicou a relevância da interação com o outro, seja ele parceiro ou adulto, no processo de apropriação de conceitos. Mostrou, também, a pertinência do trabalho de resgate de conceitos cotidianos, como base para a apresentação sistemática de conceitos científicos a eles relacionados.

Formação de conceitos - Linguagem - Educação especial


H0477

FORMAÇÃO DE CONCEITOS SOBRE CORPO HUMANO EM CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA


Luciana Hueara (Aprimoranda FUNDAP), Carolina Molina Lucenti de Souza (Aprimoranda FUNDAP), e Profa. Dra. Cecília Guarnieri Batista (Orientadora), CEPRE, Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
De acordo com Vygotsky, linguagem e práticas sociais têm papel privilegiado no processo de desenvolvimento e, em especial, na formação de conceitos. Tendo em vista a importância de se promover o desenvolvimento infantil, especialmente nos casos de crianças com deficiência, foi realizado o projeto “O Corpo Humano”, em um grupo de convivência infantil do programa infantil DV do CEPRE. Participaram do estudo 8 crianças, entre 7 e 12 anos, com diagnóstico de deficiência visual e outras alterações. As atividades envolveram explicações sobre os diferentes sistemas do corpo humano, com o apoio de recursos pedagógicos adaptados. Todas as sessões foram filmadas, transcritas e analisadas (análise de episódios indicativos de apreensão de conceitos). A análise dos dados permitiu evidenciar: a) modos de participação nas atividades e de apreensão de conceitos, envolvendo o estabelecimento de relações entre conceitos cotidianos e científicos; b) a mediação do adulto propiciando materiais acessíveis e respeitando possibilidades e limites das crianças como fator importante no processo; c) contribuição dos parceiros para a compreensão dos conceitos cotidianos e científicos discutidos. O estudo favoreceu a análise do processo de formação de conceitos em crianças normalmente descritas como apresentando dificuldades de aprendizagem escolar.

Formação de conceitos - Mediação pedagógica - Deficiência visual


H0478

A CONSTRUÇÃO DAS IDENTIDADES SURDAS NO CONTEXTO DA CLÍNICA FONOAUDIOLÓGICA


Aryane Santos Nogueira (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Ivani Rodrigues Silva (Orientador), CEPRE, Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A surdez é um comprometimento sensorial não visível do qual decorre a dificuldade na detecção e percepção dos sons. Com as mudanças ocorridas na sociedade, os surdos passam a ser vistos não como deficientes, mas diferentes. É neste novo contexto que as questões das identidades surdas (re)aparecem, uma vez que na atualidade os surdos começam a ocupar mais espaço junto aos ouvintes e isso deve fazer diferença em relação à maneira como são percebidos ou representados dentro da sociedade. O objetivo desta pesquisa foi o de investigar os modos de construção das identidades surdas no contexto de um grupo de leitura/escrita da clínica fonoaudiológica e contribuir para a reformulação desse lugar ocupado pelo surdo em tempos mais atuais, sendo os dados obtidos por meio de filmagens, observações, entrevistas e notas de campo. Vários fatores estão envolvidos na formação das identidades, sejam elas de ouvintes ou de surdos, entre eles os familiares, a sociedade, a escola e as relações sociais, enfim, são muitos os aspectos que interferem na formação da(s) identidade(s) neste contexto.

Surdez - Identidades - Clínica fonoaudiológica


H0479

A RELAÇÃO DA LM COM O ENSINO/APRENDIZAGEM DE CRIANÇAS SURDAS


Júlia Nader (Bolsista FUNDAP) e Profa. Dra. Ivani Rodrigues Silva (Orientadora), CEPRE, Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
É possível o desenvolvimento cognitivo e a aprendizagem para sujeitos surdos cuja língua materna (LM) não coincide com a LM de seu grupo familiar? Qual o papel da família na constituição da linguagem da criança surda? O objetivo dessa pesquisa é entender qual a relação do ensino/aprendizagem com a LM de sujeitos surdos. Para tanto, será feita uma pesquisa qualitativa apresentando o estudo de dois casos de crianças que não tiveram contato com a língua de sinais (LS) na família e que, ao mesmo tempo, não são capazes de falar. Esta será realizada por meio da observação e filmagem das atividades realizadas no grupo de atendimento do qual as duas crianças fazem parte no CEPRE (FCM/Unicamp), do uso de diário de campo, e de entrevistas com familiares das crianças a respeito da comunicação que mantém com as mesmas. Para a análise de dados recorrer-se-á à literatura sobre surdez, aquisição de linguagem, e sobre ensino e aprendizagem sob o enfoque da Lingüística e da Lingüística Aplicada. Por ter se iniciado apenas em meados de abril, temos apenas os resultados parciais dessa pesquisa, mas os dados têm nos levado à reflexão de que é imprescindível para esses sujeitos adquirir uma LM para que possam se desenvolver cognitivamente. Mesmo tendo ainda poucos registros, já é possível perceber a importância que a LS assume em relação ao processo de ensino/aprendizagem da criança surda, já que é a língua mais acessível a ela, capaz de oferecer todos os recursos de que necessita.

Língua de sinais - Surdez - Língua materna


H0480

O DESENHO COMO MEDIADOR DA COMUNICAÇÃO E DA APRENDIZAGEM DO SURDO


Sabrina Borborema de Lima (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Ivani Rodrigues Silva (Orientador), CEPRE, Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A pesquisa tem como finalidade, estudar as contribuições do desenho para a comunicação e para a aprendizagem do surdo em geral, particularmente da escrita e, ainda, as suas formas de aplicação no ensino e na terapia de sujeitos surdos. Objetivos e metodologia: O objetivo deste trabalho é pesquisar o uso do desenho como mediador da comunicação e da aprendizagem de crianças surdas. Também, são metas deste trabalho, estudar sobre as implicações do uso do desenho na atuação fonoaudiológica e na aquisição da língua escrita, assim como descrever seus modos de utilização. O método utilizado para a observação e o registro das situações vivenciadas no grupo lança mão de técnicas etnográficas cujos fundamentos são: a convivência com o grupo pesquisado durante um tempo prolongado; uma abordagem centrada na compreensão dos pontos de vista dos sujeitos participantes e o uso de diferentes tipos de dados tais como: observações, entrevistas e produção de desenhos pelos participantes do grupo. A forma de registro inclui um diário de campo, a filmagem de alguns encontros e a análise dos desenhos realizados durante as sessões. Resultados: Devido ao fato de a pesquisa ter sido iniciada somente em fevereiro de 2007, ainda não há resultados finais. Conclusões: Mesmo com poucos dados já é possível perceber a importância que o desenho assume, em um ambiente de ensino, para a maximização da aprendizagem.

Desenho - Escrita - Surdez


H0481

HOSPITALHAÇOS: A ALEGRIA É UMA FORMA DE COMUNICAÇÃO BEM ESTABELECIDA?


Thalyta Cristina Mansano (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Jamiro da Silva Wanderley (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A pesquisa foi realizada no Hospital das Clínicas da UNICAMP situado na cidade de Campinas tendo os pacientes que se encontravam em tal estabelecimento como população de estudo; Teve por objetivo avaliar o resultado do trabalho dos voluntários que os visitam, através da atividade realizada pela ONG Hospitalhaços. Utilizamos para desenvolvimento da pesquisa métodos qualitativos, através da aplicação de entrevistas semi estruturadas, foi possível responder e discutir a pergunta: a alegria é uma forma de comunicação bem estabelecida? Tendo em vista que a equipe de voluntários acredita na terapia pela arte e pelo sorriso; que tais simples gestos podem fazer a diferença no hospital. Os resultados mostraram que na amostra de 40 pacientes, 36 aprovam a visita do Hospitalhaços, dois são neutros e dois desaprovam. Inclusive, o fato de brincar e lidar com arte não só provoca tais sentimentos nas crianças, mas no ser humano em todas as idades. Muitas vezes, observa-se que o idoso é até mais carente de atenção e carinho do que propriamente as crianças; precisam ser ouvidos ou mesmo perceber que tem uma visita especialmente dedicada a cada um deles. Verificamos tal fato em nossa pesquisa, sendo que os participantes perfizeram o total de 38 adultos. Alegria é uma forma de comunicação bem estabelecida e esta é a solução da palhaçada... Os números mostraram a grande aprovação da atividade dos Hospitalhaços pelos pacientes e, portanto, tentaremos incentivar ainda mais a realização desta atividade em diferentes hospitais, mas continuamos a reforçar a idéia de que mais estudos devem ser realizados a respeito da Humanização Hospitalar, tendo a certeza de sua grande importância.

Terapia pela arte e sorriso - Hospitalhaços - Humanização hospitalar


H0482

SIGNIFICADO SOCIAL DA DEFICIÊNCIA VISUAL


Tatiane Borges De Vietro (Aprimoranda FUNDAP) e Profa. Dra. Zélia Z. Lourenço de Camargo Bittencourt (Orientadora), CEPRE, Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A perda da visão representa momento angustiante e único para o paciente, podendo desencadear os mais diversos problemas que se refletem na vida social do indivíduo, como dificuldades no estabelecimento de vínculos afetivos, na organização da vida frente às novas circunstâncias e sentimentos de inferioridade. A reabilitação objetiva recolocar o indivíduo em posição útil na sociedade, com a máxima utilização de suas capacidades. Analisar o significado social da deficiência visual no cotidiano de pessoas cegas e com VSN em programa de reabilitação. Este estudo exploratório descritivo de natureza qualitativa foi realizado no CEPRE, tendo como sujeitos 16 deficientes visuais, sendo 10 com VSN e 6 cegos. Utilizou-se entrevistas com roteiro aberto, e os dados foram agrupados em categorias. Observou-se que os usuários com VSN referem dificuldades na aceitação das limitações decorrentes da deficiência visual, buscando justificativas para o enfrentamento do cotidiano, enquanto o discurso dos cegos congênitos reflete maior naturalidade no convívio com a cegueira, pois não vivenciaram a perda, nunca souberam o que é enxergar. Já os usuários com cegueira adquirida referem a perda como a interrupção de planos e rejeição. O significado social da deficiência visual assume formas singulares e particulares a cada indivíduo, que vivencia uma experiência única no cotidiano.

Deficiência visual - Cegueira - Reabilitação


H0483

LÍNGUA DE SINAIS E ESCRITA: UM CAMINHAR CONJUNTO


Ana Helena Rodrigues de Carvalho (Aprimoranda FUNDAP) e Profa. Dra. Zilda Maria Gesueli (Orientadora), CEPRE, Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP
A educação dos surdos vem se modificando a cada dia. O que era considerado apenas gestos, a língua de sinais mostrou ser uma língua natural como qualquer outra. Estudos revelam que crianças surdas, filhas de pais surdos apresentaram desenvolvimento comparáveis ao de crianças ouvintes, filhas de pais ouvintes. A comunidade vem assumindo papel importante na educação de surdos, principalmente através dos decretos e leis federais que tratam da escola inclusiva. Objetivo: Este trabalho mostrará como a interação língua de sinais/língua escrita acontece na interação de crianças surdas filhas de pais ouvintes na idade de 4-7 anos. Como é importante para o aluno surdo a língua de sinais para a aquisição de uma segunda língua, a escrita. Metodologia: este estudo se caracteriza como pesquisa qualitativa com a participação do investigador na interação com os sujeitos e coleta de dados. Resultados: É através da língua de sinais que o surdo se faz sujeito, significando o mundo a partir de uma experiência visual. Daí a importância do professor surdo no contexto educacional.Conclusão: É possível perceber que a aquisição da escrita pela criança surda se dá pelo visual, ou seja, a relação da escrita com a oralidade é secundária. Assim, concebemos que a escrita do português se constitui como processo de aquisição de segunda língua.

Língua de sinais - Surdez - Escrita






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