Universidade estadual de campinas



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Faculdade de Odontologia de Piracicaba

H0539

AVALIAÇÃO DO ESTRESSE DO ALUNO NO CONTEXTO DE UMA CLÍNICA-ESCOLA DE ATENDIMENTO ODONTOPEDIÁTRICO


Fernanda Maria Rovai Bado (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Antônio Bento Alves de Moraes (Orientador), Faculdade de Odontologia de Piracicaba - FOP, UNICAMP
O processo educacional para o graduando de odontologia envolve muitos fatores ambientais percebidos como estressantes, dentre eles, atender crianças não colaboradoras é considerado uma das maiores dificuldades a se enfrentar na clínica. Diante disso, no contexto de uma clínica-escola objetivou-se comparar os níveis de estresse dos alunos e o enfrentamento destes frente ao atendimento odontopediátrico. Foram avaliados 40 alunos do 3° ano da Faculdade de Odontologia de Piracicaba - FOP/UNICAMP, de ambos os sexos. Procedeu-se a aplicação da técnica Inventário de Sintomas de Stress de Lipp e do Questionário de Enfrentamento após sessão de atendimento pediátrico. Os resultados demonstram que os voluntários apresentam consideráveis níveis de estresse e também possuem uma visão receosa a respeito do atendimento odontopediátrico.

Estresse - Estudantes de odontologia - Atendimento odontopediátrico


H0540

ESTRESSE DE PACIENTES INFANTIS E DE SEUS ACOMPANHANTES NO TRATAMENTO ODONTOLÓGICO


Marcia C. Bortolin (Bolsista PIBIC/CNPq), Gustavo S. Rolim e Prof. Dr. Antônio Bento Alves de Moraes (Orientador), Faculdade de Odontologia de Piracicaba - FOP, UNICAMP
O estresse possui uma relação íntima com a situação de tratamento odontológico, pois o mesmo é visto por muitos pacientes como ameaçador, devido a aspectos psicológicos e estímulos fisiológicos, como a dor. Por isto, comumente ocorre evitação ou fuga da consulta odontológica. As crianças, por sua vez, não têm opção de escolha, pois geralmente são levados pelos pais à consulta, mas para evitar a situação usam de comportamentos não colaborativos. Estes comportamentos podem ser influenciados pelas manifestações de estresse do acompanhante. Assim, o objetivo desse estudo foi avaliar a presença e o nível de estresse em pacientes pediátricos e seus acompanhantes, correlacionando-os e analisando a influência desta relação no atendimento odontológico. O estudo contou com a participação de 40 pacientes infantis da Faculdade de Odontologia de Piracicaba e seus acompanhantes, os quais foram avaliados através da Escala de Estresse Infantil, Escala Comportamental Infantil A2 de Rutter e Inventário dos Sintomas de Estresse para Adultos de LIPP, após a consulta. Além disso, foi feita uma análise observacional do comportamento da criança durante o atendimento. No presente estudo, as crianças foram colaboradoras e elas e seus acompanhantes não relataram sinais e sintomas de estresse, o que contrapõe-se a crença de que o tratamento odontológico é aversivo.

Tratamento odontológico - Estresse - Crianças




Instituto de Artes

H0541

A INTERNET COMO AÇÃO DE MARKETING


Mariana Maria Rodrigues Aiub (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Hermes Renato Hildebrand (Orientador), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
Além das ações de marketing praticadas atualmente, a Internet também pode funcionar como um outro pilar no desenvolvimento dessas estratégias utilizadas. É justamente isso que procuramos explorar: como desenvolver a potencialidade da Internet para que o Website em si se torne uma forma de marketing eficiente, independente da existência de propagandas explícitas. Para tal contamos com leitura e reflexão da bibliografia proposta, bem como análise do comportamento dos Websites na prática. Com isso trabalhamos a questão do conteúdo: a forma como ele é planejado e disposto no Website, analisando o envolvimento que pode ser criado para estimular o consumo do produto e/ou empresa envolvido(a). E isso envolve diversos aspectos, que vão desde a riqueza de conteúdo informativo até o uso de elementos de entretenimento como maneira de propaganda não explícita.

Internet - Marketing - Website


H0542

A MEMÓRIA COMUNICACIONAL DOS JINGLES E AS RELAÇÕES ESTABELECIDAS COM A SOCIEDADE BRASILEIRA


Nicole de Araújo Sacramento Jardim (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Vera Regina Toledo Camargo (Orientadora), Instituto de Artes - IA, UNICAMP
A utilização de jingles na comunicação radiofônica é uma das maneiras mais populares de divulgação publicitária, e essa forma de propaganda estabelece profundas relações com a sociedade, atuando também no imaginário coletivo. Nesse trabalho, através da revisão bibliográfica e do levantamento de jingles, compreendidos entre a década de 30 até os dias atuais, proporcionou uma retrospectiva da história do Rádio, passando pelo conceito de publicidade em que o jingle está inserido, e uma análise desses com a sociedade e época a que pertenceu. Dessa forma, foi possível construir relações contendo a cronologia dos jingles e a realização de um levantamento das mudanças políticas, econômicas e sociais da nossa sociedade. Diante da investigação foi possível concluir que os jingles influenciavam, e ainda hoje influenciam, uns com mais eficácia outros menos, e também na maneira em que o jingle é veiculado, dessa forma os produtos (peças) são mais aceitos e consumidos pela sociedade.

Comunicação - Jingles - História do rádio




Instituto de Economia

H0543

O IMPACTO DAS REFORMAS ESTRUTURAIS DO GOVERNO KOIZUMI NO QUADRO DE ESTAGNAÇÃO JAPONÊS


Leonel Oliveira Mattos (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Ana Rosa Ribeiro de Mendonça Sarti (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A década de 1990 na economia japonesa foi marcada por uma prolongada estagnação e deflação de preços. A partir de junho de 2001, o governo do primeiro-ministro Koizumi iniciou um amplo projeto de reformas estruturais para superar os entraves identificados à recuperação econômica, qual seja, elevar a eficiência microeconômica por meio de uma reforma nos gastos públicos e no sistema tributário e a resolução dos créditos inadimplentes. O objetivo deste estudo foi analisar os impactos de tais reformas na recuperação econômica apresentada pelo Japão a partir de 2004. Para tanto, traçou-se a evolução de vinte e uma variáveis reais e monetárias, datando ao mínimo do ano fiscal de 1992 ao ano fiscal de 2005, a fim de compreender os determinantes da recuperação. Posteriormente, estudaram-se as principais teorias interpretativas das causas da estagnação e deflação durante a década de 1990, a fim de compreender os possíveis entraves vivenciados nessa década. Por fim, analisaram-se os impactos das reformas estruturais do governo Koizumi na superação desses entraves. A análise dos dados mostra que as exportações cresceram a uma taxa superior a do investimento e a do consumo privado. Todavia, ainda não é possível dizer se isso se deve a uma maior “eficiência microeconômica” que a do passado, advinda das reformas, ou simplesmente de uma maior demanda externa, particularmente da China.

Economia internacional - Economia japonesa - Reformas estruturais


H0544

OS IMPACTOS DO COMPORTAMENTO DOS CONSUMIDORES NO CICLO RECENTE DOS EUA


Aline Priscila de Camargo (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Antonio Carlos Macedo e Silva (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Atualmente o dinamismo da economia mundial possui como agentes principais os EUA e alguns países asiáticos. Uma parcela significativa do crescimento do PIB mundial é decorrente do consumo das famílias dos países ricos, em sua maioria dos EUA. A economia norte-americana é responsável por uma expressiva parte do comércio mundial de modo que oscilações em seu crescimento se traduzem em significativas variações nas exportações dos demais países. Esse consumo aliado ao expressivo déficit comercial dos Estados Unidos faz com que o país se constitua em uma fonte líquida de demanda efetiva para o resto do mundo. O objetivo desse estudo é mostrar que o consumo dos EUA e de suas famílias é um grande impulsionador não apenas de sua economia, mas também do dinamismo mundial. Serão utilizados relatórios sobre a economia dos EUA e boletins de conjuntura, tais como os do Federal Reserve e do BEA que mostrem e comprovem a relação existente entre o consumo das famílias norte-americanas (assim como o seu endividamento) no ciclo recente dos Estados Unidos e a sua relação com a economia doméstica e internacional.

Consumo - Endividamento - Famílias norte-americanas


H0545

ESTRUTURA PRODUTIVA E COMERCIAL E O DESENVOLVIMENTO


Bruna Fuzaro Micheletti (Bolsista PIPIC/CNPq) e Prof. Dr. Antonio Carlos Macedo e Silva (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O trabalho tem como objetivo analisar a relação entre a estrutura produtiva e o grau de desenvolvimento do país, ou seja, determinar a associação entre produto e emprego industriais e o desenvolvimento. Para desenvolver esse trabalho será necessário diferenciar blocos de países de acordo com o seu grau de maturidade de industrialização. Serão empregados vários indicadores, tais como: a relação entre a variação da razão produto adicionado industrial/PIB e a variação na taxa de investimento em capital fixo; a relação entre a variação da razão exportações de manufaturas/PIB e a variação na taxa de investimento em capital fixo; a relação entre as variações no valor adicionado e as exportações de manufaturados (ambos em % do PIB); a evolução da composição do valor agregado industrial; a estrutura das exportações, agrupadas por intensidade de fator e os índices de vantagem comparativa revelada das exportações de manufaturados. As fontes para esses dados serão as seguintes bases: Industrial Statistical Database (UNIDO), COMTRADE (ONU), PADI (CEPAL), TradeCan (CEPAL/Banco Mundial).

Industrialização - Desenvolvimento - Estrutura produtiva


H0546

A CHINA COMO UM INVESTIDOR DIRETO ESTRANGEIRO: UM NOVO MOVIMENTO


Silas Thomaz da Silva (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Antonio Carlos Macedo e Silva (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Após uma queda nos fluxos de saída (ouflows) de investimento direto estrangeiro (IDE) dos países em desenvolvimento no início da atual década, vê-se, nos últimos anos, uma retomada desses fluxos apontando para a emergência de novos grandes investidores no mundo advindos de países em desenvolvimento. A participação dos investidores desse grupo no total de IDE mundial passou nos anos 2003, 2004 e 2005, respectivamente, de 6% para 14% e depois para 15%. Destacam-se nesse processo China, Hong Kong e Cingapura. Procurou-se entender esse movimento no caso da China, uma vez que esse país é conhecido por altos fluxos de entrada de IDE e tendo em vista seu contínuo crescimento econômico, o que tornaria questionável a hipótese de fuga de capitais por falta de oportunidades de rentabilidade interna. Colocou-se, então uma lupa nessa questão no intento de identificar os reais motivos dos crescentes valores de saída de IDE da China. Foram traçadas hipóteses como resposta à pergunta do projeto, quais sejam, que essa saída de IDE era fruto de um processo ou de internacionalização de grupos chineses, ou de aquisição de empresas estrangeiras ou da realização de investimentos em projetos que garantissem fornecimento futuro de matérias primas. O resultado do estudo não apresentou nenhuma dessas três possibilidades como verdade única, mas mostrou que, na realidade, as três ocorrem ao mesmo tempo.

China - Investimento direto estrangeiro - Outflows


H0547

O BRASIL E A PERFIFERIA NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO: POLÍTICA ECONÔMICA E DESENVOLVIMENTO NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO


Fernando Henrique Roccato (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Daniela Magalhães Prates (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O Brasil obteve sucessivos superávits comerciais nos últimos quatro anos. Esses superávits decorreram, principalmente, da elevação do volume das exportações e do preço dos produtos exportados. Neste trabalho, observou-se a variação das exportações brasileiras em 2006 em relação à 2005, procurando-se detalhar a complexidade tecnológica e a região de destino dessas exportações. Para tal, utilizou-se dados do volume exportado, do índice de preço e do índice de quantum dessas exportações provenientes da FUNCEX e da SECEX-MIDIC. Os dados apontaram maior contribuição dos preços para o crescimento das exportações, bem como diferenças entre a complexidade dos produtos exportados para cada destino. Para o MERCOSUL, por exemplo, destinaram-se produtos manufaturados em sua maioria, enquanto que para Ásia observa-se uma maior participação das commodities primárias. A partir desses resultados pode-se concluir que o Brasil tem conquistado maior participação nas exportações totais mundiais, com uma influência crescente de produtos primários e tem ampliado suas exportações de manufaturados para o MERCOSUL e outros países da região.

Exportações - Commodities - Superávit


H0548

BRASIL E A PERIFERIA NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO: POLÍTICA ECONÔMICA E DESENVOLVIMENTO NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO – FLUXOS DE CAPITAIS


Paula Dias Moraes (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Daniela Magalhães Prates (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Na década de 80, a política econômica e o desempenho da maioria dos países da América Latina foram condicionados por uma forte restrição externa, um fator recorrente de instabilidade, resultado de desajustes financeiros e fiscais do setor público. No início dos anos 90, essa situação se alterou com a entrada de um grande volume de capitais externos decorrente da ampla liquidez internacional do período, mas que trouxe novos desafios para a política econômica da região: os riscos de sua reversão súbita, dada a natureza volátil e de curto prazo desses capitais, que se explicitou com as crises financeiras da segunda metade da década. Essas crises foram sucedidas por um período de escassez de fluxos de capitais para os países emergentes. Todavia, no final de 2002, emerge um novo ciclo de liquidez internacional para esses países. Esse trabalho tem como objetivo analisar os fluxos de capitais para o Brasil nesse novo ciclo, mais especificamente, do primeiro ano de governo do presidente Lula (2003) – ainda com reflexos da instabilidade política e econômica do ano anterior – ao primeiro semestre de 2007. Procurou-se compreender os condicionantes internos e externos desses fluxos de capitais, além de analisar sua composição. No que se refere ao fator externo, temos as condições de liquidez internacional, determinadas por fatores como a taxa de juros dos EUA e o apetite por risco dos investidores globais. No âmbito interno, analisamos a gestão macroeconômica (políticas cambial e monetária), o grau de abertura financeira e a estrutura do mercado financeiro doméstico.

Ciclos de liquidez - Fluxos de capitais - Brasil


H0549

OCUPAÇÃO, ESCOLARIDADE E RENDIMENTOS DO TRABALHO FEMININO EM REGIÕES METROPOLITANAS


Camila Santos Matos de Freitas Ribeiro (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Eugenia Troncoso Leone (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O objetivo desta pesquisa foi analisar a diversidade de rendimentos femininos segundo tipo de ocupação (dirigentes em geral, profissionais das ciências e artes, técnicos de nível médio, trabalhadores de serviços administrativos e outros) como “proxy” da hierarquia dos cargos e nível de instrução nas regiões metropolitanas brasileiras. Para melhor qualificar essa diversidade de rendimentos confrontaram-se os rendimentos dos ocupados de ambos os sexos. A fonte de dados utilizada foi a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do ano de 2005. Mostrou-se que as disparidades entre os trabalhos feminino e masculino não existem somente no âmbito dos rendimentos, mas também no que tange ao acesso das mulheres a cargos e profissões mais prestigiados e melhor remunerados. Ao ingressar no mercado de trabalho, elas são segregadas em ocupações ditas ‘feminizadas’ (área da saúde, das ciências humanas e do ensino), nas quais a proporção de mulheres é expressiva, mas os rendimentos são inferiores aos de muitas outras ocupações em razão da desvalorização dessas ocupações no mercado de trabalho; ademais, observa-se que, no geral, para um mesmo grupamento de atividade bem-remunerada, além da participação das mulheres ser inferior à dos homens e os rendimentos delas serem menores, elas são também mais escolarizadas, sugerindo que nessas profissões de elevada escolaridade os homens, bem mais do que as mulheres, conseguem acesso a cargos melhor remunerados, provavelmente de direção.

Mercado de trabalho - Gênero - Rendimentos


H0550

RENDA DO TRABALHO DA MULHER NA RENDA FAMILIAR: REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO – 2005


Maurício Muciacito de Vasconcellos (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Eugenia Troncoso Leone (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A ampliação da participação da mulher na atividade econômica continua a aumentar a despeito do cenário econômico pouco favorável. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi analisar as famílias com mulher na atividade econômica e as implicações da renda do trabalho desta para a renda familiar. A pesquisa concentrou-se na Região Metropolitana de São Paulo e a base de dados foi a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, de 2005. Mostrou-se que 62% das famílias têm mulher na atividade econômica e seu rendimento familiar per capita é apenas 3% superior ao das outras famílias sugerindo que a necessidade de elevar o nível socioeconômico de suas famílias foi um incentivo importante para sua entrada no mercado de trabalho. A proporção de famílias com chefe feminino é expressiva (35,7%) e elas se concentram nos estratos de mais baixa renda. Neste caso a mulher responde por cerca de 57% do orçamento familiar. Quanto às cônjuges, sua participação no mercado de trabalho aumenta conforme se eleva a renda familiar, indicando uma maior facilidade de conciliação das atividades do lar com o trabalho remunerado. O aporte das cônjuges para a renda familiar é de 32%.

Rendimentos - Gênero - Famílias


H0551

PERFIL DOS TRABALHADORES AUTÔNOMOS – UMA COMPARAÇÃO REGIONAL SEGUNDO SEXO EM 2005


Ricardo Barbosa Calegari (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Eugenia Troncoso Leone (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O objetivo deste estudo foi avaliar as diferenças regionais no mercado de trabalho autônomo, destacando a situação específica da mulher levando em consideração a idade, escolaridade, posição na ocupação, setor de atividade, posição na ocupação e rendimentos. Com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2005 o estudo focalizou a região metropolitana de São Paulo e comparou os resultados obtidos com os verificados em outras regiões metropolitanas, distinguindo as do Nordeste, Sudeste e Sul. Os resultados das análises mostram uma idade média elevada entre os trabalhadores autônomos, com destaque para a região de São Paulo, onde quase a metade tem 45 anos ou mais, sejam eles homens ou mulheres. Os trabalhadores por conta própria do sexo masculino encontram-se na maior parte em ocupações da produção, reparação e manutenção enquanto que as mulheres em ocupações do comércio e dos serviços e, em menor grau, em profissões liberais e das artes. Em relação à escolaridade observou-se uma polaridade entre aqueles com um baixo nível educacional, que recorrem a uma atividade informal por estarem excluídos do mercado de trabalho, e aqueles com nível superior, como médicos, dentistas, arquitetos. Isto acaba se refletindo também em uma polarização nos rendimentos médios. Destaca-se a maior participação de mulheres que homens nos trabalhos mais qualificados em todas as regiões pesquisadas, refletindo a maior escolaridade média das mulheres ocupadas.

Informalidade - Ocupação - Gênero


H0552

SETOR DE TURISMO NO BRASIL: UMA ANÁLISE DO PERFIL DE DEMANDA, IMPACTOS E POTENCIALIDADES


Gizele Lodi (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Fernando Sarti (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O objetivo do trabalho é analisar o setor de turismo no Brasil sob a ótica da demanda, suas motivações e impactos sobre o desempenho econômico, bem como avaliar as perspectivas para o aprofundamento da atividade no país. Parte-se do pressuposto de que há uma tendência mundial de crescimento e fortalecimento do turismo, resultado do aumento da internacionalização do setor, o que promove a ampliação das redes de negócios e oferece oportunidades ao desenvolvimento da atividade. Nesse contexto, aponta-se a existência de práticas-padrão adotadas internacionalmente, sendo a Espanha um exemplo bem-sucedido do alinhamento a essa tendência. No entanto, havendo distintos graus de desenvolvimento dos setores de turismo nos diversos países do mundo, constata-se que o simples mimetismo de padrões tidos como “best-practices” pode ser prejudicial à consolidação do setor. O Brasil é tratado como um exemplo de país cujo potencial de oferta é grandioso, apresenta vantagens comparativas mas, que, ao copiar um modelo baseado na atração de turistas internacionais, pode colocar em risco o fortalecimento da atividade, dados os inúmeros gargalos e especificidades características de um país em desenvolvimento.

Turismo - Demanda - Internacionalização


H0553

INSERÇÃO DAS FILIAIS BRASILEIRAS NAS ESTRATÉGIAS GLOBAIS DE EMPRESAS TRANSNACIONAIS


Monique Mayume Shiratori (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Fernando Sarti (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A relevância das empresas transnacionais para a obtenção de um maior dinamismo da estrutura industrial brasileira parece, de certa forma, evidente, mas qual é a relevância das subsidiárias brasileiras para a suas matrizes ? Percebe-se que essa questão é relevante ao se verificar que quanto mais importante é a filial para a corporação, maior a possibilidade de manutenção de investimentos no país, além dos impactos positivos desses investimentos sobre a produtividade, a competitividade e o desenvolvimento tecnológico da indústria brasileira.Nesse trabalho, comparou-se o faturamento obtido no Brasil com o faturamento mundial das corporações estrangeiras com o objetivo de mensurar a importância das filiais brasileiras para suas matrizes. Para calcular esse indicador para os anos 2000 e 2005, foi necessário fazer um levantamento de dados tanto das filiais brasileiras quanto das corporações. Os resultados encontrados mostram que nesse período, as filiais brasileiras perderam importância dentro das corporações. Enquanto em 2000, a participação para a amostra de 40 empresas era de 7,65% no total das vendas globais, em 2005, essa participação reduziu-se para 7,57%, o que indica que as grandes empresas internacionais estão focando em outros mercados mais dinâmicos do que a economia brasileira.

Empresas transnacionais - Investimento direto estrangeiro - Globalização


H0554

O BRASIL E A PERIFERIA NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO - SUB-PROJETO: FINANÇAS PÚBLICAS


Caroline Teixeira Jorge (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Francisco Luiz C. Lopreato (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O projeto de pesquisa tem por objetivo analisar os desdobramentos da crise financeira das economias emergentes asiáticas de 1997 no setor público e na política fiscal da Coréia do Sul.Observa-se que até o momento da crise, a Coréia manteve seu orçamento sempre equilibrado, de modo que não havia sinais de problemas fiscais. Mesmo assim, durante a crise o FMI defendeu, inicialmente, a idéia de aplicar uma política fiscal ainda mais conservadora. Com o aprofundamento da crise, entretanto, a necessidade de gastos surgida da recessão tornou-se maior do que o esperado. No começo de 1998, portanto, as autoridades adotaram uma posição mais flexível, refletindo o consenso a respeito da queda acentuada da atividade econômica e as dificuldades frente ao desemprego e a pobreza. Após a crise, vê-se que a Coréia do Sul atendeu às exigências do FMI realizando reformas importantes no setor público, mas sem perder a política fiscal como instrumento de condução da demanda agregada. Esse espaço fiscal conquistado pelo Estado é analisado pelo projeto, que também realiza um exercício de comparação e diferenciação com possíveis condutas a serem tomadas pela economia brasileira.

Política fiscal - Orçamento - Economia


H0555

O Ensino Particular Católico no Brasil: História, tendências e perspectivas em um contexto econômico neoliberal – 1985 a 2006


José Tadeu de Almeida (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Hernani Maia Costa (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Este trabalho tem como objetivo efetuar algumas reflexões no que diz respeito à sustentabilidade financeira do ensino privado confessional católico no Brasil – notadamente o superior – a partir de 1985, um período caracterizado pela progressiva diminuição da ação estatal sobre a economia nacional e a abertura ao capital externo a partir da década de 1990. Para viabilizar esta análise, recorremos ao levantamento bibliográfico sobre o tema relacionado, enfocando a ‘modernização’ do ensino brasileiro e a sua evolução em termos financeiros e fiscais. Procedemos, ainda, à verificação algumas bases de dados de associações de escolas católicas, bem como buscamos realizar alguns estudos de caso; Da mesma forma, realizamos uma análise dos principais documentos do magistério da Igreja Católica que abordam a questão da educação e das escolas católicas. Pôde-se verificar, desta forma, que em um ambiente neoliberal as escolas privadas católicas brasileiras perderam, em boa parte, seu status assistencialista, quando obrigadas a inserir-se no contexto da expansão de um ensino voltado para a formação de um corpo técnico para o exercício de competências estritamente definidas segundo as demandas do mercado de trabalho brasileiro no século XXI.

Universidade Católica - Ensino privado - História econômica


H0556

CAMPINAS NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX: UM ESTUDO DA EVOLUÇÃO DA CIDADE VISTO PELOS CÓDIGOS DE POSTURAS MUNICIPAIS


Miguel Henriques de Carvalho (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Hernani Maia Costa (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O propósito da presente pesquisa é compreender a evolução de Campinas na segunda metade do século XIX, a partir de um estudo comparativo dos Códigos de Posturas Municipais existentes para esse período. As posturas se constituíam nas leis votadas em âmbito municipal, e que contemplavam a normatização da vida na urbe. Tratando de questões variadas, como a higiene pública, as posturas davam contornos precisos ao cotidiano citadino. A periodização escolhida remete a passagem da economia mercantil escravista (ligada à lavoura canavieira e do café) para o complexo exportador capitalista, assentado no trabalho livre e na lavoura cafeeira. Campinas estava situada no front dessas transformações, uma vez que contava com um grande plantel de escravos, empregados tanto no campo quanto na vida urbana e, iniciada a crise do escravismo em 1850, teve sua população cada vez mais composta por trabalhadores livres. É nesse quadro de grandes mudanças que a análise comparativa entre os distintos Códigos de Posturas Municipais de Campinas, se constitui em um importante indicativo para a compreensão das transformações por que passa a cidade nesta época.

História de Campinas - Economia cafeeira - Código de Posturas Municipais


H0557

FRANÇA E GRÃ-BRETANHA DE 1899-1913: QUEDA EFETIVA DOS SALÁRIOS REAIS E SUAS CONSEQÜÊNCIAS SOCIAIS NO PRÉ-GUERRA


Vinícius de Araujo Bisogni (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Hernani Maia Costa (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O período de 1873 a 1914 (início da 1ª Guerra Mundial) foi um momento de “agitação” econômica na Europa. Dentro destes 40 anos o continente viu o contraste de uma depressão e uma reestruturação econômica conseqüente. De 1873 até meados da década de 1890 houve um momento de crise na lucratividade de bens agrícolas, causando na maioria dos países uma redução nos níveis gerais de preços, lucros e juros – a chamada “Grande Depressão” do século XIX. Inversamente, o período de meados da década de 1890 (precisamente 1896, para muitos) à 1ª Guerra Mundial foi caracterizado por um momento de alta nos preços – o boom da economia européia – que leva a queda dos salários reais do operariado. Ao longo da pesquisa, portanto, visou-se o esclarecimento de como França e Grã-Bretanha foram economicamente e socialmente influenciadas dentro do contexto citado. A metodologia de pesquisa voltou-se a análise de textos e estatísticas que fundamentassem a relação entre salários e bem-estar social para que, por fim, fosse concluído o objetivo do trabalho em questão. Nota-se que, realmente, o período é plenamente marcado pelo surgimento e fortalecimento de diversos sindicatos, em ambos os países, que buscavam melhores condições de trabalho à população.

Grande Depressão - Belle epoque - Queda de salários


H0558

ANÁLISE DOS DETERMINANTES DE IMPORTAÇÃO DE PRODUTOS QUÍMICOS


Paulo Sérgio M. Maciel (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. José Maria Ferreira Jardim da Silveira (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Um procedimento para analisar o sistema de formação de preços da nafta, fornecidos pela Petrobrás, seria considerar o que ocorreria com a transmissão de uma alta nos preços da nafta para os preços do eteno e do polietileno, supondo-se que o impacto nos preços seria proporcional ao aumento dos custos ao longo da cadeia, até a indústria de embalagem. A pesquisa tem com objetivo investigar o comportamento de preços de alguns produtos de importância na cadeia petroquímica do Brasil. Em busca de um comportamento tendencial nas séries de preços de nafta ARA, utilizamos um amplo número de técnicas estatísticas e econométricas para modelar processos não estacionários a partir de uma aproximação auto-regressiva multivariada - Vetores Auto-Regressivos (VAR), que é nosso objeto de estudo. A análise de volatilidade dos preços sugere que fatores microeconômicos sejam responsáveis por grande parte da volatilidade atual. A análise multivariada mostrou que os preços internacionais de resina podem estar causando os preços internos. O exercício de VAR mostraram que os preços domésticos são afetados por mudanças nos preçosinternacionais, mas o contrário não ocorre. Mostramos que os preços internacionais de resinas seriam de grande importância na formação de preços internos e, portanto, esforços para pressionar a Petrobrás por uma redefinição de suas práticas de definição de preços da nafta.

Cadeia petroquímica - Preços de resinas - Modelagem econométrica


H0559

ANÁLISE DOS DETERMINANTES INSTITUCIONAIS DO DESENVOLVIMENTO DA BIOPROSPECÇÃO NO BRASIL


Rafael Delvaux Gersely (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. José Maria Ferreira Jardim da Silveira (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Ao olharmos a economia mundial contemporânea, constataremos seu recorrente processo de autodestruição e autoconstrução, reciclando-se de forma a se “adequar” às novas propostas do contexto econômico e sua tentativa de romper entraves ao seu pleno funcionamento e desenvolvimento. Atualmente, um desses grandes entraves é a incompatibilidade entre os aspectos legais e institucionais e o processo econômico como um todo (pesquisa básica, realização, resultados), relativos à economia do meio ambiente, que tem, como uma de suas principais atividades, a bioprospecção. Esta indica a extração, de forma sustentável, de recursos genéticos e bioquímicos da diversidade biológica, podendo se configurar em um “win-win game”, onde todos os agentes envolvidos (empresas, governos, comunidades) beneficiam-se com a atividade. Muitas vezes, os entraves ocasionados por tal incompatibilidade baseiam-se na falta de instituições desenvolvimentistas e regulatórias. Tentamos, com esta pesquisa, analisar de que forma podemos desenvolver um aparato legal que consiga equalizar as necessidades e desejos dos agentes envolvidos no processo de prospecção e assim fazer desta atividade um processo altamente rentável e sustentável.

Bioprospecção - Win win game - Aparato legal


H0560

IMPACTOS DA IMPLEMENTAÇÃO DO PROTOCOLO DE CARTAGENA SOBRE O ARMAZENAMENTO E TRANSPORTE DE SOJA E MILHO NO BRASIL


Vanessa Antunes Rodrigues (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. José Maria Ferreira Jardim da Silveira (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança é um tratado ambiental que tem uma relação muito próxima com o comércio e tem como objetivo regular o movimento transfronteiriço de organismos vivos modificados (OVM) por biotecnologia e evitar danos ao meio-ambiente. A identificação dos OVM é o ponto central das negociações do Protocolo, especialmente os destinados à alimentação humana, animal ou para processamento, e que não serão intencionalmente liberados no meio-ambiente. A pesquisa mostra que, caso a identificação dos OVM venha a ser feita com o termo "contém", ocorrerá uma elevação de custos para a reestruturação da logística de transporte e armazenamento, o que provocaria mudanças no comércio mundial de grãos. Os principais concorrentes do Brasil (Argentina e Estados Unidos) não são países-parte do Protocolo de Cartagena e, portanto, não sujeitos às regras de infra-estrutura necessárias, de acordo com o texto final do Protocolo, a ser aprovado em 2012. O impacto desigual do Protocolo ocorreria então entre países concorrentes e entre países exportadores e importadores. O objetivo desse projeto consiste em avaliar quais os impactos do Protocolo de Cartagena no comércio de soja e milho no Brasil. Tendo-se em vista a complexidade deste novo contexto que deverá se formar no agronegócio brasileiro, pretende-se, como objetivo específico desse projeto, simular efeitos decorrentes das decisões a serem tomadas em 2012, propondo cenários a serem montados e seus custos.

Protocolo de cartagena - Comércio de organismos vivos modificados - Transporte e armazenamento de grãos


H0561

ESTRUTURA OCUPACIONAL URBANA E RENDIMENTOS DO TRABALHO NO BRASIL (2002-2005)


André Vinicius Toso Castro Acosta (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Marcelo Weishaupt Proni (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Na década atual, revertendo tendências dos anos 1990, o mercado de trabalho brasileiro ingressou em uma nova fase, na qual vem se recuperando a geração de empregos formalizados, mas com redução no poder de compra dos salários. Esta pesquisa realizou um estudo do comportamento recente do mercado de trabalho urbano brasileiro. Teve como objetivo examinar a evolução da estrutura ocupacional setorial e dos rendimentos do trabalho urbano no período 2002-2005. A fonte de dados utilizada foi a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Os ramos onde se verificou maior crescimento da ocupação, ao longo do período analisado, foram Outras Atividades Indústrias (17%), Indústria de Transformação (14%) e Comércio e Reparação (13%); o único ramo onde não aumentou o número de ocupados foi o da Construção (0,2%). Foi confirmada uma expansão no grau de formalização, em especial, em Outras Atividades Industriais (29%) e em Comércio e Reparação (24%). Os rendimentos do trabalho, corrigidos pelo INPC, reduziram-se na Indústria de Transformação (3%), Comércio e Reparação (3%) e Transporte, Armazenagem e Comunicação (3%), mas aumentaram em Outras Atividades Indústrias (5%), Alojamento e Alimentação (4%) e Serviços Domésticos (4%). Concluiu-se que a conjuntura econômica favoreceu o mercado de trabalho, mas em ramos importantes não houve melhoria expressiva na qualidade dos postos de trabalho, tendo diminuído o poder de compra dos rendimentos dos trabalhadores.

Mercado de trabalho - Estrutura ocupacional urbana - Rendimentos do trabalho.


H0562

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E TRABALHO NOS ESTADOS UNIDOS (1860-1930)


Evelyn Meybe Landsberger (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Marcelo Weishaupt Proni (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A pesquisa procurou entender como se processou o desenvolvimento econômico norte-americano e de que maneira este desenvolvimento condicionou as transformações do mundo do trabalho nos EUA, concentrando a análise no período situado entre o fim da Guerra Civil e a Grande Depressão dos anos 1930. Além de examinar as mudanças no mercado de trabalho no período, procurou-se em paralelo mapear as questões relacionadas ao trabalho na ordem liberal, em particular as dificuldades da organização sindical. Para compreender as complexas relações que se estabeleceram entre o desenvolvimento econômico e o mundo do trabalho foi feito um levantamento bibliográfico, que se complementou com uma pesquisa de dados estatísticos, a fim de visualizar melhor este dinâmico processo. Constatou-se que nesta época de grande prosperidade houve uma profunda transformação da economia dos EUA, liderada pela expansão da indústria, dos bancos e dos transportes, o que gerou uma gama enorme de ocupações, atraiu milhões de imigrantes e propiciou a criação de um imenso mercado de trabalho urbano. Nesta economia liberal, embora os salários tivessem ganhos reais, as condições de trabalho eram ainda muito precárias e os sindicatos de trabalhadores tiveram de lutar contra a aversão das empresas e do próprio Estado. Além disso, o racismo presente nesta sociedade se manifestou no mercado de trabalho, criando uma profunda desigualdade social. Pode-se dizer que há estreita relação entre a maturação do capitalismo norte-americano e as mudanças no mundo do trabalho, ambos concorrendo para o colapso daquela ordem liberal.

Desenvolvimento econômico - Mercado de trabalho - Ordem liberal


H0563

COMPORTAMENTO DO MERCADO DE TRABALHO E DA VIOLÊNCIA URBANA NO BRASIL METROPOLITANO DURANTE 1986-2001


Gustavo José Daniel Zullo (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Marcio Pochmann (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Tendo o foco temporal o período de 1986-2001, amparou-se numa bibliografia que contemplou uma visão histórico-evolutiva do mercado de trabalho e da violência urbana. Por meio desse viés – reconhecendo suas virtudes e limitações –, procurou-se identificar aquilo que é fundamental para a compreensão do atual cenário sócio-econômico do país, tendo ênfase as regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Relacionar os componentes do mercado de trabalho entre si e também relacioná-los com a violência urbana. A bibliografia é indicada pelo orientador. Também são usados dados da PME. A pesquisa vem permitindo encontrar sinais que possibilitam identificar algumas das razões a que têm levado ao atual cenário sócio-econômico. Tendo como ponto de partida a maneira pela qual o país foi conduzido nas últimas décadas, conclui-se que existem amplas relações entre o mercado de trabalho e a violência urbana, sendo que há também importantes componentes psicológicos e culturais nessa explicação.

Perspectiva histórica - Mercado de trabalho - Violência urbana


H0564

A INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA E CARIBENHA NO CONTEXTO DA MUNDIALIZAÇÃO FINANCEIRA


Fabiano Lourenço Crespilho (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Marcos Antônio Macedo Cintra (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
As instituições regionais e sub-regionais de integração econômica e comercial da América Latina e Caribe (ex.: ALADI, Mercosul etc.) têm desempenhado importante papel no processo de consolidação de um bloco econômico entre estes países e pretendem colaborar para o desenvolvimento econômico endógeno, autônomo e sustentável das nações da região. Desde outra perspectiva, o processo de liberalização imposto pela mundialização financeira foi uma importante causa da insegurança financeira que inspirou e agora obriga os povos a agilizar a implementação de uma institucionalidade regional que proteja as economias da região. Apesar dos avanços, esta integração está ainda num estágio embrionário, pois se limita à inserção comercial e competitiva de seus países membros no mercado mundial. Assim, diante das dificuldades impostas à integração, este trabalho selecionou para o estudo aquelas relacionadas à rigidez das diretrizes liberalizadoras da mundialização financeira e defende que enquanto esta integração não transpor os limites comerciais, estas instituições serão incapazes de completar a integração desejada. Ou seja, é necessário que priorizem o papel político e cultural que lhe cabem enquanto instrumentos, desde dentro, de coordenação, cooperação e enfrentamento de problemas regionais.

Integração econômica regional - Propostas alternativas - América Latina e Caribe


H0565

O INVESTIMENTO ESTRANGEIRO DIRETO E O COMÉRCIO EXTERIOR NA CHINA


Fernanda Oliveira Ultremare (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Marcos Antônio Macedo Cintra (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A experiência da China mostra que a natureza e direção assumidas pelo investimento direto externo numa economia dependem de como esse país promoveu sua abertura e reformas. Existe uma interação entre as estratégias de investimento e localização das empresas estrangeiras numa determinada economia e o ambiente institucional criado para recebê-las de maneira a promover o desenvolvimento econômico. Correspondendo aos objetivos do trabalho, a pesquisa foi desenvolvida a fim de dar continuidade aos estudos iniciados em 2006, no primeiro ano de projeto. Como antes, as estatísticas eletrônicas foram referências centrais, completadas por artigos e notas publicadas até o fim do estudo. O projeto foi complementado por outros trabalhos de enfoque no cenário econômico chinês, sobre fluxos de investimento direto externo (IDE) e o comercio exterior. A partir da construção das mudanças institucionais da China, aproveitei os dados já selecionados - composição do PIB, taxa de crescimento, reservas, balanço de pagamentos, câmbio, juros, - para descrever a economia chinesa de 1990/1994 até os dias atuais. Tratei de incluir a discussão de Bretton Woods II - a tentativa de estabilizar o câmbio e o sistema monetário internacional - superávit comércial elevado com os EUA e acumulação de reservas em dólar.

China - Investimento direto externo - Comércio


H0566

OS FUNDOS DE PENSÃO E SUA RELEVÂNCIA NO MUNDO CONTEMPORÂNEO


Natalia Pio Romera Alessio (Bolsista PIBIC/CNPq) e Marcos Antônio Macedo Cintra (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Os fundos de pensão, junto com outros investidores institucionais, experimentaram ao longo da década de 1980 altas taxas de crescimento, e configuraram-se em agentes centrais da nova institucionalidade do sistema financeiro mundial. O cenário do desenvolvimento de tais agentes está intimamente relacionado com a acirrada concorrência nos mercados financeiros e com a perda da importância relativa das instituições de depósito, processos estes desencadeados pela desregulamentação do sistema financeiro americano, o qual se colocou como paradigma ao resto do mundo. O projeto tratou sobre os fatores de crescimento dos fundos de pensão, além de efetuar uma análise focando na alocação de ativos e diversificação de suas carteiras. Para tanto, utilizamos artigos da revista The Economist, publicações do Fundo Monetário Internacional (Global Financial Stability Report) e alguns livros e teses que versam especificamente sobre os fundos de pensão.

Fundos de pensão - Investidores institucionais - Desregulamentação


H0567

A DINÂMICA DA GRANDE EMPRESA NO MUNDO CONTEMPORÂNEO


Roberto Alexandre Zanchetta Borghi (Bolsista FAPESP) e Prof. Dr. Marcos Antônio Macedo Cintra (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O objetivo da pesquisa é analisar o fenômeno da grande empresa, suas adaptações e sua importância dentro de um contexto mundial liderado pelas finanças e pelo elevado grau de internacionalização do capital. O processo da globalização produtiva deve ser visto como uma mudança da lógica de atuação da grande empresa, passando do padrão de produção “fordista” para o “toyotista”. A pesquisa é composta de duas partes principais baseadas em diversas fontes de dados. Na primeira, apresenta-se a dinâmica da empresa transnacional, evidenciando suas relações com o Investimento Estrangeiro Direto (IED), as Fusões e Aquisições (F&A), a área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), a formação de redes (networks), o elevado comércio intrafirma e a crescente “financeirização”. Na segunda parte, estuda-se a configuração de uma cadeia industrial específica, no caso, a automobilística, com o intuito de verificar na prática o processo de globalização das estruturas produtivas. Conclui-se que a própria lógica de atuação das grandes empresas moldou e impulsionou o processo de globalização produtiva, o qual, ao dinamizar os fluxos informacionais, produtivos, financeiros, tecnológicos e comerciais, afetou as atividades das mesmas. Logo, configura-se uma relação de sujeito e objeto, causa e efeito, entre a empresa transnacional e o processo de globalização.

Globalização produtiva - Empresa transnacional - Indústria automobilística


H0568

A DINÂMICA DA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO 1985 - 2005


Vitor Meneghel Andrioli (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Marcos Antônio Macedo Cintra (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Este trabalho apresenta as transformações ocorridas na indústria mundial de petróleo, a partir da década de 1980, e seus impactos sobre a elevação recente dos preços dessa mercadoria (observada principalmente entre os anos de 2002 e 2005). Dessa maneira, analisou os motivos da constrição desse mercado através da dimensão produtiva, com ênfase nas decisões de investimento em ampliação da capacidade de produção. O ano de 1985 marcou a extinção dos preços oficiais, fixados pelos países produtores, e o início do mercado flexível, sendo estabelecidos por meio de contratos negociados em mercados à vista e a futuro. Com base nesse cenário, verificou-se que o aumento da volatilidade dos preços gerou uma alteração no padrão de investimentos. O que se caracterizava por um movimento afobado de prospecção, pois os preços oficiais altos compensavam seus custos; passou a ocorrer de forma restringida, realizando-se apenas projetos de alta taxa de sucesso. A pesquisa denota que desde a flexibilização do mercado houve uma redução no nível dos gastos com capital em exploração e produção, que até 2002 não havia sido revertida. Ao se considerar que a implementação de nova capacidade leva ao menos uma década para se consolidar, observa-se nessa restrição de investimentos um dos fatores que contribuíram para elevar os preços do petróleo.

Petróleo - Investimento - Energia


H0569

TRANSFORMAÇÕES TECNOLÓGICAS E MOVIMENTO DE FUSÕES E AQUISIÇÕES: EFEITOS SOBRE A ESTRUTURA INDUSTRIAL DO SETOR DE ALIMENTOS E BEBIDAS NA REGIÃO DE CAMPINAS NO PERÍODO 1975/2005


Letícia Yoshie Okada (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Maria Carolina de Azevedo F. de Souza (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O segmento de alimentos e bebidas na Região Metropolitana de Campinas, que já representou um importante espaço de inserção para pequenas e médias empresas, vem se estreitando nas últimas décadas, devido ao impacto das transformações tecnológicas e do acentuado movimento de fusões e aquisições (F&A), comandado por grandes empresas internacionais. Esse fato acarreta a desnacionalização de algumas empresas e o desmonte daquelas em condições desfavoráveis para com os padrões internacionais de preço e qualidade. Portanto, é coerente supor que a estrutura do perfil industrial do setor tenha sofrido substanciais mudanças, o que instiga o presente estudo. Segundo o Cadastro Industrial de 1975, havia um total de 213 empresas no setor de alimentos e bebidas àquela data. Atualmente, o número é menor e, daquelas 213, restam 37. Observa-se que para estas empresas, a adoção da inovação como estratégia foi um diferencial e demandou por mão-de-obra qualificada. As empresas compradoras são, em geral, de origem estrangeira. Portanto, o movimento de F&A alterou significativamente o ambiente institucional em que se encontrava o setor de alimentos e bebidas, tanto com relação à quantidade de empresas quanto aos seus respectivos tamanhos, e implicou uma crescente competitividade no mercado.

Indústria de alimentos e bebidas - Fusões e aquisições - Transformações tecnológicas


H0570

A IMPORTÂNCIA ECONÔMICA DO TURISMO PARA A ECONOMIA BRASILEIRA: UMA AVALIAÇÃO A PARTIR DA ESTRUTURA DA CONTA SATÉLITE DO TURISMO


Bruna Maria Betioli (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Mariano Francisco Laplane (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Este estudo utiliza instrumentos estatísticos e analíticos para analisar alguns indicadores sobre a importância do turismo na economia brasileira e, ao mesmo tempo, realiza uma comparação internacional para tentar avaliar o seu potencial do setor para o desenvolvimento econômico, avaliando a importância econômica do turismo na economia brasileira. Também compara indicadores brasileiros e mundiais, verificando a importância relativa do turismo brasileiro na economia mundial. A metodologia utilizada consiste na compilação e análise de dados organizados da World Tourism and Travel Council, seguindo a metodologia proposta pela Organização Mundial do Turismo, para a construir a Conta Satélite de Turismo, o que permite uma análise através da oferta e demanda dos setores. Verificamos a importância da indústria do Turismo para o Brasil e para o mundo, tanto com relação ao PIB, quanto ao número de empregos, sendo sabido a diversidade dos setores que esta atividade econômica atinge. Os países com os quais comparamos o Brasil foram escolhidos em função da importância, do crescimento do setor turismo, ou devido características semelhantes da economia do país com a do Brasil.

Conta Satélite Turismo - Turismo - Brasil


H0571

ACESSO A MERCADOS EM BENS AMBIENTALMENTE PREFERÍVEIS: O CASO DO ETANOL


Camila Romero Monteiro da Silva (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Mário Ferreira Presser (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Vários bens definidos como sendo ambientalmente preferíveis produzidos por países em desenvolvimento sofrem a imposição de algum tipo de barreira à sua livre comercialização. Entre tais bens, inclui-se o etanol, inserido pelo Brasil na lista de bens ambientalmente preferíveis. A partir de informações coletadas em diversos artigos e sites de instituições ligadas ao meio ambiente, comércio internacional e órgãos governamentais, procura-se identificar quais são os maiores entraves à livre comercialização do etanol na atualidade. São analisados quais os objetivos do Brasil e os interesses levados em consideração ao estimular uma maior produção e facilidade na comercialização de tal produto e as possíveis conseqüências que poderiam ser advindas do fato de transformá-lo em commodity. Destacam-se também quais as perspectivas em relação ao etanol nos próximos anos, assim como quais seriam os possíveis impactos que uma maior liberalização do comércio de tal produto poderia ocasionar.

Etanol - Bens ambientalmente preferíveis - Barreiras


H0572

Tratamento Especial e Diferenciado nas negociações comerciais da OMC


Diego Nyko (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Mário Ferreira Presser (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O presente trabalho visa a examinar a forma como ressurge na Rodada Doha de negociações multilaterais (2001-presente) da Organização Mundial de Comércio (OMC) o tema Tratamento Especial e Diferenciado (TED). Este conceito é uma tentativa de correção das desigualdades presentes no comércio internacional, via introdução de mecanismos preferenciais em favor de países que ainda não se encontram em níveis de desenvolvimento suficientemente elevados para participar das relações comerciais internacionais em condições mais igualitárias com os países desenvolvidos. É apresentada uma breve evolução histórica sobre o tema no âmbito das negociações multilaterais e sua inflexão conceitual no momento em que se constitui a OMC (1995). A ênfase é posta na forma como ressurgiu o tema na agenda da Rodada Doha e quais são os desafios, relativos a ele, enfrentados atualmente pelos países em desenvolvimento (PEDs). Uma parte específica do projeto é dedicada a investigar o TED nas negociações em acesso a mercados para produtos não-agrícolas (NAMA). São identificados eventuais problemas que podem surgir para os PEDs caso implementadas algumas propostas surgidas nessas negociações. A atual situação das negociações em torno do TED mostra que este conceito, enquanto ferramenta para o desenvolvimento, continua a ser questionado.

Tratamento especial e diferenciado - Rodada Doha - OMC


H0573

AS NEGOCIAÇÕES EM TORNO DO TEMA “ESPAÇO PARA POLÍTICAS DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO” NA OMC


Gláuber Silveira Fecchio (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Mário Ferreira Presser (Orientador). Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O Projeto de Iniciação Científica abarca o recente surgimento do tema "Espaço para Políticas de Desenvolvimento Econômico" (Policy Space) na OMC e suas conseqüências nas negociações em curso no âmbito da Rodada Doha. Esse tema abrange a discussão do espaço de manobra que os países em desenvolvimento dispõem para suas políticas de desenvolvimento econômico, dado o crescente número de acordos firmados em âmbito internacional. Segundo a hipótese subjacente à introdução do tema na OMC, esses acordos diminuem o leque de escolha das políticas que podem ser desenvolvidas internamente para a promoção do desenvolvimento econômico. Esta não é uma hipótese compartilhada pelos países desenvolvidos, que sempre resistiram à introdução do tema na OMC. Ademais, o projeto documenta o surgimento do tema, associado às contribuições do Secretariado da UNCTAD para sua XI Reunião Ministerial em São Paulo em junho de 2004. O debate que se seguiu dentro da UNCTAD, a introdução do tema na Declaração final da UNCTAD XI e a tentativa de introdução desse tópico na OMC pelos países em desenvolvimento em diferentes fases das negociações multilaterais em 2004-2007, são também objeto de estudo do projeto.

Policy space - UNCTAD XI - Rodada Doha


H0574

CHINA: INSERÇÃO INTERNACIONAL E CONTA DE CAPITAIS


Adriana Jungbluth (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Maryse Fahri (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O presente projeto de pesquisa teve como proposta analisar aos controles de capitais na China, país que vem apresentando intenso crescimento econômico desde a década de 1980 e que conta com rígidos controles de capitais. O objetivo principal foi estudar esses controles e a relação com o crescimento econômico do país. Inicialmente fez-se uma introdução abordando sumariamente o processo de reformas ocorridas na China além de considerações a respeito do tipo de inserção da China na economia internacional, realizada através da conta de comércio, diferente dos países da América Latina que se inseriram através da conta de capitais. Em seguida analisou-se o padrão dos fluxos de capitais internacionais para o país nas últimas duas décadas. Depois foram abordados os tipos de controles adotados, as razões e intuitos para sua adoção, além da análise dos controles que o país ainda mantém na atualidade. Abordou-se também a atual pressão, principalmente dos Estados Unidos, para que a China aceite deixar sua taxa de câmbio flutuar e reduza os controles sobre os capitais internacionais. Para finalizar, fez-se uma conclusão destacando o papel da adoção de controles de capitais para o crescimento econômico da China.

Controle de capitais - China - Fluxos de capitais


H0575

O BRASIL E A PERIFERIA NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO: POLÍTICA ECONÔMICA E DESENVOLVIMENTO NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO


Eduardo Coltre Ferraciolli (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maryse Farhi (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Duas linhas de trabalho foram desenvolvidas no projeto. Em primeiro plano, procedeu-se ao acompanhamento mês a mês da política monetária e do comportamento dos preços e dos juros no Brasil, buscando-se constituir um quadro da conjuntura macroeconômica brasileira e do direcionamento atual da política monetária. Foram pesquisadas bases de dados disponibilizadas pelo Sistema Gerador de Séries Temporais do Banco Central do Brasil ou oferecidas pelo Ipeadata. A principal referência teórica desse plano de estudo partiu dos textos de Maryse Farhi sobre a política monetária brasileira. Concluiu-se que, condicionada pelo modelo atual de política monetária, a taxa de juros brasileira tem se mantido consistentemente como a mais elevada entre as economias mundiais, peculiaridade que a um só tempo tem sérios impactos macroeconômicos e resulta em severo desajuste das variáveis macroeconômicas nacionais. Em paralelo, o projeto conteve um componente mais teórico, no qual procurou-se examinar um conjunto de abordagens acadêmicas que se desenvolveram em reação à instabilidade das finanças internacionais observada no ultimo quarto de século. As principais referências bibliográficas utilizadas nessa investigação foram François Chesnais, Jan Kregel, Michel Aglietta e Avinash Persaud. Concluiu-se aí que, após a dissolução dos mecanismos de regulação presentes na organização da economia mundial sob as regras de Bretton Woods, o movimento de expansão das finanças mundiais se associa a um conjunto ineditamente amplo de episódios de instabilidade financeira de diversas amplitudes e profundidades, que escapam ao alcance das abordagens teóricas ortodoxas.

Instabilidade financeira internacional - Política monetária - Conjuntura brasileira


H0576

O BRASIL E O PROCESSO DE VALORIZAÇÃO CAMBIAL NO PERÍODO 2003-2006


Guilherme Leal Gondo (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maryse Farhi (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Durante o período 2003-2006, assistiu-se, no Brasil, a um processo de valorização do real. Sustenta-se que os determinantes desse fenômeno devem ser encontrados nos constantes superávits comerciais do período, que permitiram inclusive a geração de saldos positivos em transações correntes. Neste trabalho, buscou-se estudar variáveis que pudessem impactar em alterações na taxa de câmbio: as operações comerciais e financeiras, as operações interbancárias e as operações virtuais. A análise de dados do Banco Central permitiu verificar a influência dos hiatos financeiros resultantes dos superávits em transações correntes e financeiros, concluindo-se que estes foram absorvidos pela demanda oficial por divisas. Quanto às operações interbancárias, a análise de dados sobre a posição cambial dos bancos não indicou movimentos de arbitragem e especulação recorrentes. Por sua vez, analisando dados da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), percebeu-se que as operações virtuais de hedge, arbitragem e especulação (mercado de derivativos financeiros) são capazes de, através da interação entre as cotações do dólar à vista e futuro, influenciar a formação da taxa de câmbio à vista, em particular através dos contratos futuros de NDF e os negociados na BM&F. Assim, concluiu-se ser este processo resultante da interação entre os quatro tipos de operações citadas, com particular destaque para as operações virtuais.

Brasil - Valorização cambial - Derivativos financeiros


H0577

CHINA: UMA ESTRATÉGIA NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO


Rodrigo Vergnhanini (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Maryse Farhi (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O objetivo deste trabalho é entender o extraordinário crescimento econômico chinês nas últimas duas décadas, evidenciando as particularidades de seu modelo de desenvolvimento, assim como a interação entre seu Estado e a economia. A metodologia utilizada teve como base a análise de séries históricas das principais variáveis macroeconômicas da China e das principais referências teóricas sobre o assunto. A opção de financiamento externo via IDE em zonas especiais, o fomento às exportações como forma de financiar o suprimento essencial de importações estratégicas e o acúmulo de reservas internacionais para garantir maior autonomia da política monetária e cambial foram os principais instrumentos utilizados pelo governo para superar as restrições externas e estimular de forma autônoma o crescimento da economia. A política econômica liderada pelo Estado estimulou o crescimento industrial e a formação bruta de capital fixo, garantindo taxas elevadas de crescimento sustentado do PIB, que mantém a média de 9,3 % nos últimos 22 anos. A abertura econômica pós-1978, portanto, não foi regida puramente pelos interesses livres do mercado e concorrência capitalista, mas obedeceu a um planejamento estratégico de desenvolvimento, sendo marcada, principalmente, pela subordinação do mundo das finanças aos interesses desenvolvimentistas. Percebe-se que a gradualidade e seletividade que caracterizam a abertura foram essenciais para o sucesso da inserção internacional da China, já que sua busca pela modernização se dá em um mundo já globalizado e de economias de industrialização maduras.

China - Desenvolvimento - Estado e economia


H0578

DOMICÍLIOS DE TRABALHADORES QUE GANHAM SALÁRIO MÍNIMO


Alessandra Scalioni Brito (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Paulo Eduardo de Andrade Baltar (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
A pesquisa traçou um perfil sócio-econômico dos domicílios dos trabalhadores que vivem em regiões metropolitanas e ganham um salário mínimo a partir do rendimento domiciliar per capita, identificando a condição no domicílio do trabalhador que ganha um salário mínimo, bem como sua participação na renda domiciliar. Com base nos dados da PNAD de 2005, este projeto questionou a tese que desqualifica a política de valorização do salário mínimo, argumentando que os trabalhadores que possuem este nível de remuneração não pertenceriam a famílias pobres. A análise dos dados mostrou que uma fração não desprezível dos ocupados com remuneração em torno do mínimo tem domicílio com renda per capita inferior à linha de pobreza de metade do salário mínimo. A maioria desses ocupados, entretanto, tem domicílio com renda per capita acima da linha de pobreza, mas não é lícito afirmar que estes ocupados pertencem a famílias abonadas, pois seus rendimentos são fontes complementares de renda de domicílios em que o outro membro ativo que contribui para a renda domiciliar ganha, no máximo, três salários mínimos, indicando tratar-se de um trabalhador comum brasileiro que não pode ser considerado de família abonada.

Salário mínimo - Domicílios - Rendimentos


H0579

ACORDOS PREFERENCIAIS ASSINADOS ENTRE BRASIL E PAÍSES DA COMUNIDADE ANDINA DE NAÇÕES: AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS NO COMÉRCIO BILATERAL


André Braga Justo (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Pedro Paulo Zahluth Bastos (Orientador), Instituto Educação - IE, UNICAMP
A pesquisa, fundamentada na análise do comércio bilateral entre o Brasil e os países membros da Comunidade Andina de Nações, tem por objetivo interpretar a evolução das relações comerciais nos últimos cinco anos. Parte-se: a) da hipótese de que a simples eliminação de barreiras tarifárias é um mecanismo insuficiente para integrar economias de forma mais profunda, exigindo investimento na construção de infra-estrutura de integração e, eventualmente, uma política industrial comum. Através da coleta dos dados detalhados de comércio bilateral nos últimos anos, constrói-se uma análise de impacto setorial da liberalização. Desenvolvemos, para os setores mais relevantes das economias estudadas, o Índice de Complementaridade Comercial, o Índice de Vantagens Comparativas Reveladas e o Índice de Comércio Intraindustrial. Como previsto na hipótese inicial, os acordos bilaterais firmados são insuficientes para a construção de índices mais relevantes de complementaridade industrial, o que é fundamental para o processo de integração continental. A conclusão do trabalho confirma a hipótese inicial, e aponta os setores em que deveriam ser realizados maiores investimentos a fim de fortalecer o comércio e, portanto, a interdependência estrutural que se constituirá como base concreta para uma integração regional efetiva do Brasil com o restante da América do Sul.

Comunidade andina - Acordos bilaterais - Integração regional


H0580

O INVESTIMENTO NO GOVERNO LULA (2003 - 2006): UMA DISCUSSÃO SOBRE OS ENTRAVES DO CRESCIMENTO ECONÔMICO


Leandro Ramos Pereira (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Ricardo de Medeiros Carneiro (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O investimento é a variável econômica mais importante de uma economia capitalista. Ele é o componente fundamenta da demanda agregada, que permite o aumento da produção de da produtividade, além de gerar efeitos multiplicadores de renda por toda economia. Partindo deste pressuposto, tornou-se meta deste trabalho o estudo da evolução do investimento no primeiro mandato do governo Lula (2003 a 2006). Assim, o objetivo foi pautado não apenas pela análise quantitativa (taxas, variações e proporções em relação ao PIB) do investimento, mas pela análise qualitativa (determinantes e grau de eficiência) do mesmo. Para tanto, utilizou-se como metodologia, os dados e indicadores de produção e consumo do IBGE, de crédito do Banco Central, e de despesas governamentais do Governo Federal. Não obstante, foi utilizada uma vasta bibliografia cuja discussão gira ao redor dos determinantes e entraves ao crescimento econômico, impulsionado pelo investimento. Segundo a nova metodologia do IBGE, a taxa média de crescimento da economia brasileira entre 2003 e 2006 foi de 3,4% e a taxa média de investimento foi de 9,7% no mesmo período. O crescimento da economia, no entanto, além de seguir um ritmo cíclico (“stop and go”), se torna modesto, ao se analisar os principais países emergentes. Problemas referentes à política econômica (fiscal, monetária e cambial), assim como problemas estruturais e institucionais serão analisadas, neste trabalho, como entraves para um maior dinamismo econômico.

Investimento - Demanda agregada - Crescimento econômico


H0581

UM EXAME CRÍTICO DA POLÍTICA INDUSTRIAL BRASILEIRA NO PERÍODO RECENTE


Vitor Augusto Paschoal (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Ricardo de Medeiros Carneiro (Orientador), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O trabalho analisará os principais aspectos da política industrial brasileira sob o governo Lula, no tocante ao seu impacto sobre a política econômica no período recente. Para avaliar os efeitos macroeconômicos dessa política industrial, a análise se desenvolverá em dois planos distintos: o interno e o externo. No plano doméstico, a discussão se centrará na polêmica recente sobre o suposto fenômeno de desindustrialização que estaria se processando atualmente no Brasil, expondo as principais correntes teóricas que se formaram acerca desse tema; outra questão a ser debatida, trazida à tona também recentemente, é o que poderia ser chamado de “doença brasileira”, que vem chamando a atenção dos especialistas; ainda em âmbito interno, o papel do BNDES como fomentador da indústria nacional através da concessão de crédito será comentado. No plano internacional, a análise se voltará primordialmente à política cambial dos últimos meses e seus efeitos sobre as exportações do setor industrial, além de aspectos da política comercial brasileira que refletem na indústria nacional. Pretende-se concluir, através de uma abordagem crítica, qual é o papel jogado pela atual política industrial brasileira no âmbito da política econômica e seus reflexos sobre os fundamentos macroeconômicos.

Política industrial - Desindustrialização - Política cambial


H0582

COMPARAÇÃO DE MÉTODOS PARAMÉTRICO E NÃO-PARAMÉTRICO NA AVALIAÇÃO DE MODELOS DE VALUE-AT-RISK


Natalia Merlo Klein (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Rosangela Ballini (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
O value at risk (VaR) é a técnica de mensuração de risco mais difundida no que se refere à análise de risco de carteiras de investimentos. Esta técnica sintetiza a perda máxima esperada da carteira a um nível de significância α%, dentro de um período de tempo determinado. Sua grande vantagem é o fato da medida do risco ser representada por um único número, possibilitando inclusive comparação de riscos de ativos financeiros de naturezas diferentes. Existem vários métodos de estimação do VaR, tais como os métodos paramétricos e não paramétricos. Este trabalho estuda e compara alguns destes modelos (Delta Normal, GARCH e Simulação Histórica) buscando saber qual é o mais eficiente. Sob a abordagem paramétrica, a questão central do cálculo do VaR consiste em estimar a variância. Na abordagem não paramétrica, por sua vez, a própria distribuição de probabilidade da variável observada é usada para o cálculo do VaR. O estudo foi feito por meio da apresentação formal dos conceitos estatísticos e exercício empírico, que consistiu na aplicação do modelo a duas carteiras de ações. O desenvolvimento dos modelos e suas aplicações empíricas foram realizados no software Matlab. Os modelos são comparados com a realização do teste de Kupiec, o qual avalia a precisão das estimativas, assim, apontando o modelo mais eficiente.

Value at risk - Análise de risco - Métodos paramétrico e não paramétrico


H0583

A POLÍTICA FISCAL DOS EUA: 1980-2005


Alexandre de Podestá Gomes (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Simone Silva de Deos (Orientadora), Instituto de Economia - IE, UNICAMP
Este projeto busca analisar a política fiscal adotada nos EUA nos últimos 25 anos. Numa perspectiva cronológica, o trabalho divide-se em três períodos bem distintos: o período de governo Republicano, entre 1980 e 1992 (Reagan e Bush), o governo Democrata de Clinton (1992 – 2000) e o período mais recente, de volta ao governo republicano, de George W. Bush. Trata-se, portanto, de entender as mudanças na legislação tributária, - suas motivações políticas e seus impactos sobre a arrecadação - a evolução do gasto público - analisando também suas motivações e desdobramentos - e, finalmente, a repercussão sobre a dívida publica americana. Para tanto, observamos os indicadores de arrecadação, do ponto de vista agregado e também na sua composição, bem como os indicadores de gastos, quer no agregado, quer quanto aos seus componentes: gastos sociais, militares, investimento produtivo etc. Buscaremos identificar e analisar os principais tipos de gastos e receitas ao longo do período, a fim de compreender suas dinâmicas e suas conseqüências com relação à performance da economia americana. Também analisamos, em um nível mais agregado, a evolução dos resultados do setor público e a trajetória da relação Dívida/pib. Para realizarmos esta pesquisa, foi feita uma revisão bibliográfica tanto da literatura teórica que trata da questão fiscal sob uma perspectiva crítica (de economia política), quanto de trabalhos aplicados. Diversas informações estatísticas foram coletadas e estão sendo analisadas, em especial as disponíveis no BEA (Bureau of Economics Analysis) e no NBER (National Bureau of Economics Reaserch).

Política fiscal - Economia dos EUA - Macroeconomia






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