Universidade estadual de campinas



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Instituto de Estudos da Linguagem

H0584

O LIVRE DE LA CITÉ DES DAMES (1405) DE CHRISTINE DE PIZAN FRENTE À SUA PRINCIPAL FONTE, O DE CLARIS MULIERIBUS DE GIOVANNI BOCCACCIO (1362)


Talita Janine Juliani (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Alexandre Soares Carneiro (Orientador), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Neste projeto estudamos a relação existente entre duas obras medievais, o Livre de la Cité des Dames (1405), de Christine de Pizan, e o De Claris Mulieribus (1362,) de Giovanni Boccaccio. Sabe-se que a autora francesa se baseou amplamente no livro de Boccaccio para elaborar seu tratado de defesa do gênero feminino. Levamos em consideração, para esta análise, os aspectos da construção de uma obra medieval e as habilidades de Christine na composição de seu texto, que se organiza a partir de uma metáfora principal: a construção de uma cidadela. Tentamos assim descrever o processo de construção de uma obra original a partir de procedimentos de empréstimos e re-escritura, analisando como se constituiu ali sua argumentação em defesa do gênero feminino. Examinaremos, ainda, a forma como esta obra de Christine de Pizan se insere no debate sobre a mulher no século XV, estudando alguns artigos já levantados. A realização desta primeira parte do projeto nos levou a concluir que realmente há uma dependência do livro da autora francesa em relação ao de Boccaccio em vista da presença de muitas biografias compartilhadas pelas obras. Também observamos as ferramentas utilizadas pela autora para alterar a obra do autor toscano em vista de criar sua própria obra. Quanto à discussão sobre a inserção do Livre da Cité des Dames no debate sobre a mulher no século XV ainda não temos conclusões formais já que a segunda parte da pesquisa ainda está em andamento.

Misoginia - Literatura comparada - Idade Média


H0585

ESTUDO SOCIOLINGÜÍSTICO SOBRE A RECEPÇÃO DE RAPS DE PROTESTO


Fráya da Cunha (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Anna Christina Bentes (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Este projeto de pesquisa tem como principal propósito estudar a recepção de raps por adolescentes, mais especificamente, os raps que apresentem um caráter de protesto político, caracterizados por conter um discurso de contestação social. Baseados em uma perspectiva sociolingüística, pretendemos descrever e analisar as principais formas de recepção desse tipo de música por parte de jovens adolescentes por meio de uma metodologia de base experimental e interacional. Portanto, é abordada a questão da identificação desse grupo com o tipo de música em questão. Por que, de modo geral, esse grupo de sujeitos se interessa pelos raps? Qual é o perfil sócio-econômico do adolescente que ouve freqüentemente os raps de protesto? Como se dá a identificação/não identificação desses jovens com essas músicas? Quais os aspectos lingüístico-discursivos dos raps que contribuem para que haja essa identificação? Que tipo de leitura esses ouvintes fazem acerca dos conteúdos da mensagem que essas músicas tentam transmitir? São questões como essas que objetivamos responder ao longo da nossa pesquisa. É através de uma análise que considere aspectos das identidades sociais e lingüísticas dos sujeitos, que podemos chegar a conclusões seguras sobre os objetivos a que nos propusemos alcançar nessa pesquisa. Os adolescentes entrevistados, moradores da região mais socialmente vulnerável de Campinas, identificam-se com o rap pelo poder que essa música tem em dizer o que essa parcela marginalizada e constantemente ignorada da população faz, pensa, sente e precisa. A linguagem dura e afiada desses adolescentes se associa a uma música que grita, canta e encanta a periferia.

Raps de protesto - Adolescentes - Recepção.


H0586

A POÉTICA DO RAP BRASILEIRO


Marília Gessa R. Domingues (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Anna Christina Bentes (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
O projeto ao qual se refere este trabalho tem como principal objetivo analisar os recursos formais que caracterizam o rap brasileiro como um dos gêneros da poesia oral contemporânea. Assim como Finnegan (1977), entendemos que para uma maior compreensão as relações entre linguagem e sociedade devemos atentar para a poesia oral produzida nas e pelas sociedades contemporâneas, sendo o rap, uma de suas principais expressões, de caráter popular e urbano. Partindo deste ponto de vista, nesta pesquisa, buscamos definir o que é poesia oral e quais são as características do rap que nos permitem afirmá-lo com um de seus subgêneros. Para tanto, buscamos realizar uma reflexão teórica em torno das problemáticas (i) da poesia oral, nos utilizando das abordagens de Finnegan (1977) e Zumthor (1997/1983), e (ii) da natureza poética, privilegiando autores como Pound (1934/1977) - que trata das características formais da obra poética – e Gullar (1989). Pound estabelece que uma obra, para ser considerada poética, deve produzir em seu interior três efeitos básicos: a melopéia, a fanopéia e a logopéia, e é por meio desses três recursos que a linguagem do rap se alterna entre o meio de expressão prosaica e poética, no âmbito do poema. Mostramos, portanto, conforme demonstra Ferreira Gullar (1989), que não existem elementos poéticos em si mesmos, assim como não existem palavras por si mesmas poéticas. Todos os elementos da língua são e não são poéticos, dependendo da função específica que exercem dentro de determinado contexto verbal, à medida que estabelecem relações conectivas, sintáticas, gramaticais, semânticas, sonoras etc.

Sociolingüística - Rap - Poesia


H0587

ENTRE “NEWS FROM NOWHERE” (1890), DE WILLIAM MORRIS E “A MODERN UTOPIA” (1905),DE H.G.WELLS -LEITURA COMPARATIVA


Eliane Maria Diniz Campos (Bolsista FAPESP) e Prof. Dr. Carlos Eduardo Ornelas Berriel (Orientador), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
A presente pesquisa se filia a um desejo maior do grupo de estudos “Renascimento e Utopia” de melhor caracterizar o gênero literário utopia. Através dela, pretendeu-se estabelecer uma comparação entre os tópicos similares e diferentes a partir da leitura das obras: “News from Nowhere” (1890), de William Morris e “A Modern Utopia” (1905), de H.G.Wells que compõem o elenco das últimas utopias positivas. Os tópicos selecionados para comparação foram: o casamento, educação, economia, política, forma de governo, a condição feminina, o trabalho, hábito de vida e população. Por fim, visto que tais trabalhos literários pertencem ao contexto do declínio das produções utópicas (fim do séc. XIX e início do XX), buscou-se identificar, por meio destas obras, as possíveis marcas que já indicavam o florescimento da distopia ou antiutopia. O trabalho foi ancorado na metodologia utilizada tanto na literatura comparada quanto na análise histórica – que mais recentemente vem sendo chamada de estudos culturais. Através da análise dos textos e da identificação de seus problemas centrais, houve o desejo de obter a captação de sua problemática história. Há, portanto, a intersecção da literatura, história e as questões sociais.

Gênero literário - Comparação - Utopia e distopia


H0588

OS EFEITOS DE SENTIDO NAS LEGENDAS: UMA ANÁLISE DAS LEGENDAS DO FILME “DESMUNDO”


Davi Faria de Conti (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Carmen Zink Bolonhini (Orientadora), Instituto de Estudos de Linguagem - IEL, UNICAMP
A proposta que norteou este trabalho de pesquisa consiste em realizar uma análise dos efeitos de sentido produzidos nas legendas do filme “Desmundo”, de Alain Fresnot. Levando-se em conta que a legenda trata de traduzir a língua falada no filme – o português reconstituido do século XVI – para o que pode ser entendido por português brasileiro atual, é possível - através da fricção provocada pela exibição simultânea dos dois textos - contar uma história dos deslocamentos sofridos pela idéia de português brasileiro que fizeram com que a língua falada no filme fosse tomada como estrangeira pelo próprio ato de legendá-la, ou seja, de traduzí-la.O segundo semestre de 2006 seria tomado pela leitura da bibliografia sobre Análise de Discurso, sobre legendagem e sobre política de línguas no Brasil. Um acontecimento nas legendas – a substituição de “salvagens” por “índias” na tradução – orientou essas primeiras leituras, de modo que – particularmente no que diz respeito à pesquisa sobre política de línguas – foi realizada uma análise do deslocamento sofrido pela palavra “salvagem” desde meados do século XVI e de como ele proporciona essa substituição.

Análise de discurso;- Legendagem - Cinema


H0589

UM ESTUDO DAS MUDANÇAS NA ESCRITA E NA PRONÚNCIA DO PORTUGUÊS DO SÉCULO XVII AO SÉCULO XVIII, COM BASE EM DOIS TRATADOS DE ORTOGRAFIA


Cynthia Tomoe Yano (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Charlotte Marie Chambelland Galves (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Este projeto de iniciação científica se propõe a observar mudanças morfo-fonológicas no português europeu, na virada do século XVII para o XVIII, a partir da análise de dados ortográficos obtidos através de dois tratados de ortografia: a Ortografia da Lingua Portugueza, de João Franco Barreto (1671) e a Ortographia, ou Arte de escrever e pronunciar com acerto a lingua portugueza, de João de Moraes Madureira Feijó (1739). A escolha destes dois tratados se deveu ao fato de que foram escritos e publicados durante uma época de grande importância para a história da língua portuguesa, em um momento de mudanças no sistema fonológico da língua, bem como na sua sintaxe. Os dados levantados para a análise se apresentam na forma de duas colunas, uma intitulada “Erradas”, na qual são listadas as palavras grafadas incorretamente, e a outra, “Emmendas”, com as suas formas corretas. Cada grupo de palavras, contendo as suas formas “errada” e “emmendada”, será considerado como um dado. Desse modo, a análise é feita com base na classificação do fenômeno fonológico, observado entre uma e outra forma de uma mesma palavra, tomando a “emmenda” como base e a “errada” como resultado do fenômeno, a partir da qual é possível depreender as mudanças ocorridas na pronúncia da língua.

Gramáticas portuguesas - História da ortografia - História da pronúncia


H0590

FATORES SEMÂNTICOS NO ACESSO LEXICAL: UM ESTUDO EXPERIMENTAL


Josué Huang (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Edson Françozo (Orientador), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
A compreensão das palavras é um processo automático que é, ao menos parcialmente, determinado por propriedades distribucionais (freqüência de uso ou número de vizinhos lexicais) ou semânticos (por exemplo, a distinção entre palavras concretas e abstratas). Neste projeto estudamos a contribuição dos fatores semânticos, em especial a concretude, no acesso lexical. Para isso, usamos um experimento de decisão lexical, em que os efeitos da concretude, bem como de sua interação com a freqüência de uso e densidade de vizinhança das palavras foram analisados. Usando o paradigma da decisão lexical com alunos universitários falantes nativos do português (e que não apresentavam déficits visuais ou auditivos aparentes), apresentamos palavras selecionadas para as quais também se havia determinado a freqüência de seu uso e a densidade de sua vizinhança ortográfica. Os resultados mostram que a variável semântica (distinção entre palavras concretas e abstratas) atua no acesso lexical. Esse resultado será discutido em relação à literatura da área.

Acesso lexical - Processamento da linguagem - Psicolingüística


H0591

NORMAS DE ASSOCIAÇÃO DE PALAVRAS


Karen Luchesi (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Edson Françozo (Orientador), Instituto de Estudos de Linguagem - IEL, UNICAMP
A partir da necessidade de se utilizar um banco de dados com palavras mais controladas (mesmo número de sílabas e mesma localização da sílaba tônica, por exemplo) em experimentos de decisão lexical, e tendo em vista que este trabalho objetiva iniciar um banco de dados para utilização em experimentos psicolingüísticos, o que havida sido descrito no projeto inicial foi alterado. Inicialmente pretendia-se utilizar as listas de palavras já aplicadas em mais 100 universitários e elaborar novas listas com mais palavras para aplicação futura. Ao invés disso, foram selecionadas outras palavras e constituídas novas listas, as quais foram aplicadas a 148 sujeitos. Para esta nova coleta de dados, foram selecionadas 80 palavras-alvo, sendo 40 substantivos de alta e 40 substantivos de baixa freqüência, todos trissílabos paroxítonos. Para a seleção dessas palavras também se utilizou o corpus NILC da USP/São Carlos (http://www.nilc.icmc.usp.br/tolls/corpora.htm). As palavras foram distribuídas aleatoriamente em 3 listas. As listas foram aplicadas em 148 universitários, sendo eles dos cursos de Fonoaudiologia e Letras da Unicamp e Psicologia da Uninove/São Paulo. Segue anexa uma tabela com as palavras-alvo e suas associações (vide Anexo I). As palavras associadas estão dispostas de acordo com o peso de associação atribuído a cada uma delas.

Léxico - Psicolingüística - Cognição


H0592

UM ESTUDO DA RELAÇÃO ENTRE AFASIA E METALINGUAGEM EM JAKOBSON


Carolina Barbosa Hebling (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Edwiges Maria Morato (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
A noção de metalinguagem foi incorporada aos estudos afasiológicos por Jakobson que definiu o déficit afásico de operar com unidades lingüísticas como a “perda da capacidade de realizar operações metalingüísticas” (1954). Considerando os potenciais ganhos explicativos advindos da definição de afasia como um problema de metalinguagem e a necessidade de compreensão das bases pelas quais foi admitida pela Neurolingüística, examinamos, em nossa pesquisa, determinadas implicações derivadas do peso epistemológico da noção de metalinguagem na compreensão da afasia presente na reflexão teórica de Jakobson, perscrutando o ganho explicativo de seu enfoque inaugural, mais propriamente lingüístico, no campo afasiológico. No enfrentamento desse objetivo foram considerados os textos nos quais o autor explora mais explicitamente a afasia como um problema teórico para a Lingüística. Como pudemos observar, a tomada da afasia como problema de metalinguagem implica outra via explicativa para o fenômeno, deslocamento teórico que permite que a afasia seja considerada uma questão lingüística. Apesar da estrutura binária de seu método analítico, a inspiração funcionalista da reflexão de Jakobson permite entrever um desconforto em relação a dicotomias clássicas, possibilitando também o aprofundamento de uma perspectiva não internalista de metalinguagem (e de cognição).

Neurolingüística - Afasia - Metalinguagem


H0593

ESTUDO DAS SEMIOSES CO-OCORRENTES NO TRABALHO DE EXPRESSÃO TEATRAL COM AFÁSICOS


Juliana Pablos Calligaris (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Edwiges Maria Morato (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
O desenvolvimento do Programa de Expressão Teatral junto ao Centro de Convivência de Afásicos (CCA), visa a contribuir para a ampliação dos parâmetros de expressividade e de comunicação (verbal e não verbal) dos participantes afásicos (sujeitos que sofreram acidente vascular cerebral e tiveram algum tipo de perda cognitiva) do Centro, que está vinculado ao Laboratório de Neurolingüística do Instituto de Estudo da Linguagem da Universidade de Campinas. O presente projeto de pesquisa, dentro deste contexto, focalizou até agora a co-ocorrência de semioses (linguagem, expressão corporal, gestos fisionômicos, dança, etc.) em meio às atividades ali desenvolvidas. Tais semioses podem ser observadas, pois, a partir da interação de universos distintos e solidários de significação. Em uma etapa seguinte, trabalhamos e estudamos as seguinte questões: 1. criação de uma metodologia de trabalho teatral com afásicos; 2. observação, descrição e análise das semioses que ocorrem nas atividades desenvolvidas pelo Programa de Expressão Teatral; 3. levantamento de um corpus expressivo em relação aos resultados, com vistas à elaboração de um vídeo intitulado “espetáculo-documento” que já está em fase de edição. É basicamente em função dos dois últimos momentos que temos dedicado mormente a nossa atenção.

Afasia - Teatro - Semiose


H0594

AFASIA: QUESTÃO DE DIREITO


Marta Maria de Morais (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Edwiges Maria Morato (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Esse trabalho é baseado no livro “Sobre a afasia e os afásicos” que traz reflexões baseadas no trabalho desenvolvido no Centro de Convivência de Afásicos (CCA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Um dos objetivos do livro é orientar tanto o afásico quanto a família deste, pois contém, além de informações e discussões de ordens teórica e prática, depoimentos de afásicos que relatam suas experiências. A afasia pode ser definida como uma perturbação da linguagem em que há alteração dos processos lingüísticos, tanto do aspecto produtivo, quanto interpretativo da linguagem, causada por lesão adquirida no Sistema Nervoso Central devido a acidentes vasculares cerebrais (AVCs), a traumatismo crânio-encefálicos (TCEs) ou tumores (Coudry, 1984; Morato et al., 2002). O objetivo desse trabalho é fazer uma reflexão acerca dos direitos das pessoas afásicas, para as quais não há leis especiais como há para as pessoas portadoras de deficiência, mediante a um estudo intensivo da legislação brasileira em comparação com a situação legal de afásicos em outros países como França, Estados Unidos, Canadá e outros. Até o momento o que pudemos concluir é que as pessoas portadoras de afasia não são previstas pela legislação brasileira sendo enquadradas nas leis de Deficiência por semelhança. No entanto, pudemos perceber que entre afásicos e pessoas portadoras de deficiência há mais diferenças que semelhanças.

Lingüística - Afasia - Direito


H0595

AFRICAÇÃO GRADIENTE EM OCLUSIVAS ALVEOLARES NO DIALETO DE JUNDIAÍ-SP


Denise Pozzani (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Eleonora Cavalcante Albano (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
O objetivo da pesquisa é realizar três estudos de caso, a fim de descrever e analisar as consoantes africadas do dialeto do português brasileiro de Jundiaí-SP, a fim de caracterizar a africação como um processo gradiente de relevância sociofonética. Observamos como a evocação e implementação dos gestos articulatórios se dão a partir de requisitos que extrapolam as configurações fonéticas habitualmente usadas pelo falante. Em estudo preliminar, uma informante apresentou um ruído “leve” na produção de /t/ e /d/ diante da vogal /i/, em decorrência da interação com falantes que produziam africadas plenas. Descrevemos, então, a africação, na fala dos sujeitos, como exemplo alofonia gradiente, utilizando medidas da forma de onda - de duração, da quantidade relativa de energia - e medidas espectrais - incluindo os quatro primeiros momentos. Os questionamentos surgiram da necessidade de explicar o fenômeno em suas nuances, incluindo distinções mínimas, mas de importância lingüística. O estudo adota a perspectiva teórica da Fonologia Articulatória, que busca relativizar a caracterização da fala como tradução de uma seqüência de símbolos estáticos. O uso e o papel criativo da repetição também parecem influenciar em situações em que o falante lança mão de estratégias de reestruturação do sistema fonológico; as variações que introduzem na fala são indícios de mudanças lentas em progresso.

Fonologia articulatória - Africadas - Processos gradientes


H0596

ESPAÇOS DA CENA NO GORGULHO DE PLAUTO


Carol Martins da Rocha (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Isabella Tardin Cardoso (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Dentro dos estudos sobre Plauto, embora haja publicações sobre o espaço cênico, raramente se propõe uma visão integrada das diferentes referências a espaço nos textos dramáticos. Assim, apontamos aspectos que contribuam para o estabelecimento de tal perspectiva nas pesquisas sobre a obra do poeta romano, sobretudo no que diz respeito à comédia Gorgulho. Exemplo intrigante da variedade de menções a espaços, tal peça foi objeto de nossa pesquisa. Ao traduzir e refletir sobre trechos dessa comédia, como por exemplo, a cena em que o jovem conversa com a porta do templo que encerrava sua amada, ou então a intervenção de um provedor de figurinos que descreve ambientes da Urbe romana, observamos seus efeitos no tocante à construção do espaço cênico, ora em seu caráter intrinsecamente dimensional (isto é, enquanto palco), ora, em seu caráter dramático (ou seja, o espaço imaginário representado). Alvo de nosso interesse também foram: a caracterização dos personagens, o humor e a verossimilhança, entre outros efeitos poéticos. Ao final de nossas investigações, elaboramos um texto com os resultados da pesquisa que incluiu um estudo introdutório, tradução dos trechos selecionados e notas que contribuem para um entendimento integrado da construção do espaço cênico plautino e de suas implicações na peça de que tratamos.

Plauto - Gorgulho - Espaço cênico


H0597

VÊNUS EM OVÍDIO: REMEDIA AMORIS E METAMORFOSES


Gabriela Strafacci Orosco (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Isabella Tardin Cardoso (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Neste trabalho de Iniciação Científica, objetivamos realizar um estudo das duas obras do poeta romano Ovídio (43 a.C – 18 d.C), a saber Remedia Amoris e Metamorfoses, observando a presença da deusa Vênus em ambas as obras, seja metonímicamente, seja representando ativamente seu papel mítico. Em Remedia Amoris, exploramos o uso do mito como exemplum. Há momentos na obra do autor (Remedia Amoris) nos quais o mito serve como arma retórica, ou seja, é utilizado para fundamentar os conselhos dados pelo poeta. Já nas Metamorfoses, os mitos são desenvolvidos em longas narrativas e representam o papel central da obra. Abordamos, como metodologia, a intertextualidade (estudo de fontes utilizadas por Ovídio nas Metamorfoses) e a intratextualidade (articulação dos mitos nas obras do próprio poeta). O objetivo é analisar de que maneira Ovídio utiliza-se da mitologia para compor seus poemas. O projeto conta ainda com as traduções de trechos das Metamorfoses ( IV, v.167-189; X, v.298-739).

Ovídio - Vênus - Metamorfoses


H0598

O discurso de Sósia na “tragicomédia” Anfitrião de Plauto


Lilian Nunes da Costa (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Isabella Tardin Cardoso (Orientadora), Instituto de Estudo de Linguagens - IEL, UNICAMP
Versando sobre fatos que precedem o nascimento da personagem mitológica Hércules, a “tragicomédia” Anfitrião de Plauto apresenta uma composição mista, abrangendo os gêneros cômico, trágico e épico. O propósito da investigação é identificar e comentar as mesclas genéricas observáveis em passagens com a personagem Sósia, um escravo. Para tanto, efetuamos a leitura e tradução do texto latino dos versos referidos, observando em notas sobretudo as semelhanças com textos antigos de diversos gêneros. Dessa forma, constatamos, na fala do escravo cômico, sobretudo ecos de épica anterior a Plauto (grega, Homero, e romana, Ênio), bem como analogias com épica romana posterior, como a de Virgílio. A partir de tais semelhanças, realizamos o estudo introdutório, privilegiando a narrativa de batalha declamada por Sósia, o diálogo entre o escravo e o deus Mercúrio e, consecutivamente, entre aquele e seu dono, o general Anfitrião. Identificou-se, em todas elas, a predominância da mescla não entre comédia e tragédia (contrariando a expectativa levantada pelo prólogo), e sim, entre comédia e épica, tanto em termos lexicais, quanto no que concerne a seus topoi. Sem se pretender exaustiva, a investigação, concluída em março, evidencia a riqueza compositiva e humorística resultante de efeitos gerados pelas intersecções genéricas da peça.

Letras clássicas - Plauto - Anfitrião


H0599

O SANTO E A PORCA: IMITATIO DE PLAUTO NO NORDESTE BRASILEIRO


Sônia Aparecida dos Santos (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Isabella Tardin Cardoso (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Nosso trabalho tem por objetivo fazer uma investigação acerca das semelhanças existentes entre as peças Aululária do comediógrafo romano Plauto e O santo e a porca do dramaturgo pernambucano Ariano Suassuna. Isso será feito através do aprofundamento de alguns pontos, como a questão dos nomes das personagens, das passagens idênticas e do tema do casamento que toma grande parte dos dois enredos. Objetivamos traduzir do latim passagens selecionadas e organizar um estudo comparativo que permita serem vistos os elementos da matriz plautina mantidos por Suassuna, bem como as adaptações necessárias para a transposição da peça ao ambiente nordestino. Considerando os resultados da comparação, será possível refletir sobre o processo de criação (modus faciendi) de Plauto e Ariano Suassuna, especialmente no que diz respeito ao caráter híbrido de suas fontes: de um lado, um misto de textos clássicos da dramaturgia (Menandro e a Comédia nova grega para Plauto; Plauto para Suassuna), e, de outro, manifestações culturais de caráter oral (a fábula Atelana e o mimo, para Plauto; o cordel, entre outros, para Suassuna). Aparentemente, a obra de Suassuna apresenta sua autonomia e pode ser entendida por um público que desconheça Plauto. Mas, conhecê-lo certamente torna mais rica a apreciação da arte da imitação desenvolvida pelo dramaturgo pernambucano.

Plauto - Ariano Suassuna - Intertextualidade


H0600

UM ESTUDO SOBRE CRÔNICA: O GÊNERO, LUIS FERNANDO VERISSIMO E O FUTEBOL


Lígia Rodrigues Balista (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Luiz Carlos da Silva Dantas (Orientador), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Pesquisa sobre o gênero da crônica, tendo como objetivo geral o trabalho com a bibliografia disponível sobre crônica brasileira e sobre o autor Luis Fernando Verissimo. O estudo se deu através de um mapeamento dessas referências e da fortuna crítica do autor, observando como o gênero se apresenta em diferentes momentos da literatura brasileira e na obra de Luis Fernando Verissimo. O fichamento e discussão dessa bibliografia serviram de base para um trabalho de análise mais aprofundado de algumas crônicas selecionadas do livro A Eterna Privação do Zagueiro Absoluto de L. F. Verissimo – um recorte de vinte e dois textos que têm como tema geral o futebol. Destaco nessa análise o trabalho do autor com o humor e a relação futebol e identidade nacional.

Literatura brasileira - Crônica - Luis Fernando Verissimo


H0601

LEITORES E LEITURAS NA BIBLIOTECA IMPERIAL E PÚBLICA DO RIO DE JANEIRO (1833-1856)


Débora Cristina Bondance Rocha (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Márcia Azevedo de Abreu (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Os quatorze Códices de Registros de Consulentes da Biblioteca Nacional e Pública do Rio de Janeiro, elaborados entre 1833 e 1856 são uma importante fonte para o conhecimento da história do livro e da leitura no Brasil, pois registram, dia após dia, os nomes dos leitores que se dirigiram à primeira instituição pública de leitura do Brasil e os títulos dos livros que retiraram para ler. A maior parte deles buscava obras de bellas-letras e, em especial, romances, objeto sobre o qual se concentra essa pesquisa. Considerando os dados recolhidos até o momento, relativos ao período de 1833 a 1848, contabilizamos, aproximadamente, 1.275 consultas a obras de prosa ficcional, enquanto a poesia, os relatos de viagens e o teatro tiveram 643, 256 e 98 pedidos, respectivamente. Ademais, dos quinze títulos mais consultados, dez foram romances. A próxima etapa deste estudo é finalizar a recolha dos dados para completar a quantificação e identificação das obras. Em seguida, começaremos a investigar os leitores mais assíduos e aqueles que, com maior freqüência, solicitaram obras de prosa de ficção. Se possível, pretendemos ainda estabelecer relações entre a leitura e a produção dos homens de letras que freqüentaram a Biblioteca. Esta pesquisa se insere no projeto temático "Caminhos do Romance no Brasil: séculos XVIII e XIX" e vem sendo financiada pela FAPESP.

História do livro e da leitura - Biblioteca - Romance


H0602

MULHERES LEITORAS NOS ROMANCES URBANOS DE JOSÉ DE ALENCAR


Flávia Marques de Moraes (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Márcia Azevedo de Abreu (Orientadora), Instituto de Estudos de Linguagem - IEL, UNICAMP
Esta pesquisa pretende construir um perfil da personagem leitora representada nas obras urbanas de Alencar. Para tanto, foram lidos oito romances e selecionadas todas as referências a livros e leituras, agrupando-as, em seguida, em categorias temáticas. A observação do material recolhido permitiu constatar que Alencar criou predominantemente personagens femininas leitoras, sendo pouco representativo o número de homens em cenas de leitura. Pôde-se perceber também que as situações que envolvem livros e leituras são numerosas e variadas, indo desde a menção incidental à presença de material impresso nos locais em que se encontram os personagens até a criação de cenas em que eles debatem características do gênero romanesco e discutem aspectos da literatura do seu tempo.

Personagens - Leitoras - Alencar


H0603

HÁ SANGUE NO VERSO: POESIA E SUICÍDIO EM V. MAIAKÓVSKI


Paulo Sérgio de Souza Júnior (Bolsista FAPESP) e Prof. Dr. Márcio Orlando Seligmann Silva (Orientador), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
O presente trabalho consiste na apresentação dos resultados iniciais do projeto em andamento “Morre, verso meu”: Vladímir Maiakóvski e o luto do si-mesmo. Entre as reflexões levantadas encontram-se considerações oriundas da psicanálise lacaniana a respeito do suicídio, da escrita e da especificidade do texto literário; questões trazidas pela teoria do testemunho — a respeito do que se entende por ‘teor testemunhal’ da escrita e re-elaboração do trauma — na poesia do autor eslavo; a presença do suicídio em sua obra poética e os entrecruzamentos com o momento histórico em que viveu. A pesquisa nos tem possibilitado — ampados pela reviravolta teórica acesa com a morte do poeta na obra crítica de Roman Jakobson, e pelos olhares de teóricos e poetas como V. Schklovski, A. Akhmátova e M. Tzvietáieva sobre a vida e a obra de Maiakóvski — encontrar elementos na poesia do autor que corroboram nossa tese inicial sobre a relevância de trazer à discussão a temática do suicídio, sobretudo em sua lírica.

Teor testemunhal - Maiakóvski - Suicídio


H0604

LER PARA QUÊ? UMA VISÃO DE ALUNOS, PROFESSORES E TEÓRICOS SOBRE A LEITURA E O ENSINO DE LITERATURA


Flávia Danielle Sordi Silva (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria Augusta Bastos de Mattos (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
A partir da percepção da atual tendência educacional e social que visa à tecnologia e à competitividade, levando a leitura, sobretudo de obras literárias, a um estado de marginalização por ser pouco útil a esses fins, o presente estudo buscou estudar esse “estado de coisas”, descrevê-lo e determinar de alguma forma os seus “provocadores”, levantando as principais questões que aparecem quando os textos literários entram nas salas de aulas brasileiras. Para tanto, coletamos dados na WWW em duas “comunidades virtuais” alojadas no ambiente Orkut (em função de seu alcance) que têm como tema a literatura: “Eu odeio Literatura” e “Professores de Literatura” a fim de analisá-los e cotejá-los, investigando o que nos revelam sobre tal situação. Podemos indicar alguns elementos que encontramos entre as principais razões para esse estado: concepção compartilhada pelos alunos de que a literatura é algo alienante por não fazer referência às situações e problemáticas contemporâneas; o fato de a maioria deles não possuir empatia pelos livros canonizados e/ou obras indicadas por professores e concursos (ainda que possam apreciar a leitura de outros tipos de obras), e, principalmente, a forma como a literatura é estudada na escola. O trabalho aponta para o modo de institucionalização da leitura literária como uma das questões essenciais a ser considerada.

Leitura - Ensino de literatura - Orkut


H0605

QUESTÕES SOBRE A TRADUÇÃO DA OBRA ITALIANA MADDALENA RESTA A CASA, DE LIA LEVI


Lorena Bruno Mundim (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria Augusta Bastos de Mattos (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Este projeto de Iniciação Científica tem como objetivo a tradução comentada e analisada da obra da autora italiana Lia Levi, Maddalena resta a casa. A abordagem é feita principalmente quanto às questões ligadas à problemática dos processos de leitura e de tradução, fundamentais e constantes na reescritura em que consiste a tradução de uma obra literária. Durante a leitura, procurei elencar as principais dificuldades que tive ao traduzir para o português, por exemplo, nomes próprios, interjeições, alguns itens lexicais e questões culturais. Busquei possíveis soluções para os problemas de tradução encontrados no decorrer da pesquisa, com base em reflexões de textos sobre Teoria de Tradução.

Tradução - Lingüística Aplicada - Literatura


H0606

CONSTRUÇÃO DA NARRATIVA “A POLAQUINHA”, DE DALTON TREVISAN


Antonio Salotti Neto (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria Eugenia da Gama Alves Boaventura Dias (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Dalton Trevisan é um contista brasileiro mundialmente reconhecido. Seus contos sobre Curitba, o cotidiano, a vida a dois e o sexo foram traduzidos para diversas línguas. Em 1985, contrariando as expectativas, Dalton escreve seu primeiro, e único, romance: “A Polaquinha”. A narrativa se desenvolve em torno de uma jovem que descobre um mundo novo a cada esquina, e precisa aprender a lidar com seus obstáculos, em especial, o sexo oposto. O objetivo deste estudo é fornecer uma possibilidade de leitura da obra, indicando como estão compostos o tempo, o espaço, as personagens, o narrador e as competências texto, história e fábula, bem como quais traços do Trevisan contista se manifestam nesse romance. Realizamos, além de uma (re)leitura constante de “A Polaquinha”, leituras de alguns títulos da moderna narratologia. Dessa forma, podemos analisar os elementos fornecidos pelo autor no referido livro. Seguindo esses parâmetros, conseguimos evidenciar como o tempo apresenta pontualmente as transformações da protagonista, como o espaço define seu caráter, como as outras personagens inspiram suas ações, e assim por diante. O estudo de “A Polaquinha” é fundamental para tentar sanar uma série de questões surgidas com o seu lançamento, dada a diferença notável diante do universo literário de Dalton Trevisan.

Dalton Trevisan - A Polaquinha - Narratologia


H0607

DOCUMENTAÇÃO E DESCRIÇÃO DA LÍNGUA RIKBAKTSA


Alexandre Tunis Pioli (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria Filomena Spatti Sandalo (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Esta pesquisa tem por objetivos documentar e descrever aspectos da língua Rikbaktsa, falada por índios residentes a noroeste do Estado de Mato Grosso e cuja transmissão às novas gerações está seriamente ameaçada. Especial destaque será dado à descrição de sua fonética (do ponto de vista acústico e articulatório), sua fonologia segmental e aspectos de sua morfologia. É também objetivo da pesquisa produzir materiais úteis à educação em língua indígena, como um glossário português-rikbaktsa e uma tabela de conteúdos para uma gramática futura, bem como constituir um amplo banco-de-dados digital em formato XML. A metodologia envolveu viagens de campo para coleta de dados, transcrição e processamento textual do banco-de-dados e análise dos dados. Na análise fonética, especial atenção foi dada ao contraste fonológico dos fones tap e flap, que foram descritos acusticamente. O quadro de fonemas vocálicos apresentado na literatura considerada foi revisto e alterado, e processos fonológicos ainda desconhecidos foram descritos, como a interação entre a hierarquia prosódica (Nespor & Vogel 1986) e a inserção de oclusivas glotais em nível segmental. Aspectos da morfologia nominal e verbal estão sendo trabalhados, a exemplo da concordância de pessoa e de processos fonológicos sensíveis às fronteiras morfológicas.

Línguas indígenas - Fonologia - Morfologia


H0608

ENTOAÇÃO E A FORMAÇÃO DE SINTAGMAS FONOLÓGICOS NO PORTUGUÊS BRASILEIRO


Manoela Ramalho Dias (Bolsista FAPESP) e Profa. Dra. Maria Filomena Spatti Sandalo (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
O propósito deste estudo, vinculado ao projeto temático “Padrões Rítmicos, Fixação de Parâmetros e Mudança Lingüística - Fase II”, é o de sobrepor entoação e desfazimento de colisão acentual para atestar se os domínios prosódicos destes fenômenos são realmente os mesmos, como sugerido, mas não amplamente demonstrado, por Tenani (2002), Frota & Vigário (2000) e Fernandes (2007). Para isso, serão utilizados os dados de Sandalo & Truckenbrodt (2002), que discutem detalhadamente a formação de sintagmas fonológicos no português brasileiro. Sandalo & Truckenbrodt (2002) revisitam o fenômeno lingüístico conhecido como retração acentual com base em um corpus de percepção e questionam fortemente a variação livre prevista pelo algoritmo de formação de sintagma fonológico proposto por Nespor & Vogel. Os autores sugerem uma nova metodologia para a formação de sintagmas fonológicos com base em Truckenbrodt (1995). O estudo destes autores, entretanto, apenas comenta os fatos de entoação com base em poucos dados. O enfoque metodológico desta análise é gerar dados acústicos por meio de gravações das sentenças declarativas neutras que compõem o corpus de fala utilizado por Sandalo & Truckenbrodt. O presente trabalho encontra-se em processo de análise dos dados já transcritos ortográfica e entoacionalmente.

Fonologia - Sintaxe - Entoação


H0609

A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE EM ALUNOS MIGRANTES NA SALA DE AULA


Daniel Lemos Cury (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria José R. F. Coracini (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Neste trabalho de iniciação científica em desenvolvimento, estamos estudando a construção identitária do(a) aluno(a) adolescente migrante no estado de São Paulo em sala de aula, através da análise de aulas e entrevistas com aluno(a)s de sétima e oitava séries do Ensino Fundamental. Buscamos promover uma reflexão a respeito do ensino da Língua Materna na escola, considerando a relevância da constituição da identidade do aluno migrante em meio a um ensino que postula um sujeito totalizante e o considera como origem de seu próprio sentido, sem levar em conta a presença do(s) outro(s) como constituinte(s) de sua formação identitária. Pretendemos, desse modo, contribuir às reflexões realizadas na área de Lingüística Aplicada pensando no ensino de português como Língua Materna, que considere a presença de alunos migrantes na sala de aula. Consideramos o sujeito-aluno(a) como habitado(a) pelo(s) outro(s), por várias vozes (polifônico), atravessado pelo inconsciente e sem (total) controle sobre si, e entendemos a identidade como múltipla, flexível e variável. A análise do corpus (constituído pelas quatro entrevistas; além das observações e gravações em áudio de cerca de 6 aulas) está sendo feita à luz destas concepções.

Identidade - Discurso - Sujeito


H0610

Representações de língua em professores brasileiros migrantes: uma questão de identidade


Jully Liebl (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria José R. F. Coracini (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Neste trabalho de iniciação científica em desenvolvimento, observamos, no dizer de professores de língua portuguesa migrantes no estado de São Paulo, quais as representações de língua, de identidade nacional e quais são as representações que eles têm de si mesmos (enquanto professores), para isso são realizadas análises de quatro entrevistas informais e de redações escritas para o concurso “Professor escreve a sua história”, ou trechos dessas. Pressupomos que ser migrante é entrar em choque com outras culturas e línguas. E que ser professor de língua portuguesa, ainda hoje, é ensinar a norma culta padrão impondo regras gramaticais normativas também à oralidade; o que pode levar à discriminação de outras variantes regionais, como a falada pelo professor migrante que talvez se veja em situação de conflito diante de seus alunos e da instituição escolar. Assim, queremos observar as concepções de língua que permeiam o discurso na escola e discutir a identidade nacional, pensada pelo prisma do professor migrante. Analisamos os corpora considerando que a identidade é móvel e fragmentada; que o sujeito, cindido, constituído pela e na linguagem, é construído pelo olhar do outro, definindo-se pela alteridade.

Identidade - Discurso - Sujeito


H0611

REPRESENTAÇÕES DE LÍNGUA, APRENDIZAGEM E IDENTIDADE NO DISCURSO DE FALANTES DE ESPANHOL


Lígia Francisco Arantes de Souza (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Maria José R. F. Coracini (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Este trabalho de iniciação científica é vinculado ao projeto “(Des)construindo identidade(s): formas de representação de si e do outro no discurso sobre línguas (materna e estrangeira)” e consiste na análise, pela perspectiva discursiva, de entrevistas realizadas com imigrantes latinos no Brasil, nas quais são feitas perguntas sobre o ser-estar entre línguas e culturas.Observamos quais representações de língua, de aprendizagem de português e de identidade nacional que permeiam o discurso dos entrevistados e buscamos promover uma reflexão que contribua para a formação de professores, sobre um ensino de língua estrangeira que considere língua não apenas como um instrumento de comunicação, mas como constitutiva do sujeito e imbricada à cultura Pudemos perceber, na análise das entrevistas, que o contato com outra língua e cultura altera a subjetividade dos entrevistados, fazendo-os repensar em questões relacionada à língua e à cultura de seu país de origem, assim como sobre sua própria identidade nacional. Desse modo, concluímos que o ensino e a aprendizagem de uma língua estrangeira não devem ser considerados atividades simples, mecânicas e sem conflitos.

Lingüística Aplicada - Ensino de língua estrangeira - Identidade


H0612

O PODER MÁGICO DAS PALAVRAS: UMA ABORDAGEM LINGÜÍSTICA DA HIPNOSE


Gilberto Machel Veiga D’Angelis e Profa. Dra. Nina Virgínia de Araújo Leite (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
No presente trabalho, ainda em andamento, e como pesquisa fundamentalmente teórica, pretende-se abordar o fenômeno da hipnose em seus mecanismos, princípios e natureza, por uma perspectiva advinda dos conhecimentos desenvolvidos no campo dos estudos da linguagem. Nesse sentido, a partir de uma definição do que seja hipnose – um estado alterado de consciência no qual a mente interpreta a imaginação como realidade – que revela nossa concepção sobre esta, propomos uma hipótese que tem por objetivo trazer a dimensão fundamental da significação simbólica para os estudos da hipnologia, na medida que acreditamos ser, a hipnose, um estado psíquico, possível apenas e irremediavelmente se mediado e imerso em processos simbólicos e significantes, em outras palavras, enquanto uma prática de linguagem.A metodologia adotada neste projeto é baseada em levantamento e seleção bibliográfica, leituras críticas, a elaboração de resenhas das principais obras, a confrontação das teorias e dos campos de investigação (pertinentes à pesquisa), as discussões teóricas e, por fim, as análises teóricas acerca dos dados obtidos através da literatura especializada. De acordo com o cronograma do projeto, devemos concluí-lo em dezembro de 2007 e, portanto, neste momento ainda não há dados, resultados ou análises preliminares, que serão trabalhados apenas a partir do segundo semestre deste ano.

Significação/simbologia - Hipnologia - Linguagem


H0613

PARA UMA INSERÇÃO NO CONTEXTO DE ESCRITA DE CRIANÇAS PSICÓTICAS


Walker Douglas Pincerati () e Profa. Dra. Nina Virgínia de Araújo Leite (Orientadora), , UNICAMP
A inserção no contexto de escrita de crianças psicóticas, no Centro de Vivência Infantil/Prefeitura de Campinas – especializado em saúde mental na infância –, acompanhada de um levantamento das produções teóricas e clínicas que se referem à aquisição da linguagem escrita e à escrita na psicopatologia, revelou que a escrita tem grande importância para elas, exigindo do profissional envolvido um posicionamento outro em relação à escrita no âmbito da atividade terapêutica. Para o lingüista essa experiência põe em evidência que a escrita é subjetivante e constitui sujeito, na medida em que se ela produz efeitos terapêuticos é porque interpela a criança a tomar posição na linguagem (escrita). Se se pensa numa clínica de linguagem com crianças psicóticas, pode-se conceber que a atividade da escrita tem, então, uma operacionalidade clínica, visto, ademais, que essas crianças são afetadas pela escrita. A questão que fica é: como o outro, instância de funcionamento da língua constituída, deve se posicionar numa atividade de escrita com crianças psicóticas? É preciso, como ponto de partida para se pensar essa questão sem promover um apagamento da problemática da psicose na infância, considerar a criança como corpo que fala e não somente como material de um corpus, com propõe Cláudia de Lemos. Portanto, é preciso ter em vista uma ética: a de considerar que o sujeito é efeito de/da linguagem.

Aquisição da escrita - Psicose infantil - Linguagem e psicanálise


H0614

CONSIDERAÇÕES SOBRE O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA EM UMA OITAVA SÉRIE


Angelo Leonardo Mondin e Profa. Dra. Rosana do Carmo Novaes Pinto (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Este trabalho propõe a reflexão acerca do ensino de Língua Portuguesa por meio dos diferentes gêneros textuais. Metodologia de pesquisa e análise dos resultados: A partir de questionário a alunos de uma 8a. série de uma escola publica foi possível obter dados aparentemente contraditórios a respeito das atividades desenvolvidas em aula, como por exemplo o fato de que os alunos ora diziam gostar de escrever/ler e ora diziam detestar. Uma análise mais refinada constatou que a maioria lia, mas não o material sugerido/exigido pela escola. Discussão e conclusões: Tanto alunos como professores apontaram para gêneros como quadrinhos, artigos esportivos e ficção científica como sendo os mais lidos. Discute-se ainda com relação às respostas, as posturas conservadoras de professores, coordenadores e diretores quanto às atividades que deveriam permear o dia-a-dia nas salas de aula, sobretudo os diversos gêneros jornalísticos: editorial, charges, cartas, dentre outros. Há ainda coordenadores e diretores que não permitem trabalhos com materiais que sujem a sala de aula, por exemplo o trabalho com recortes de jornal. Essas questões serão abordadas, ainda, tendo como pano de fundo os Novos Parâmetros Curriculares Nacionais, que afirmam que o domínio dos diversos gêneros é um direito de todos, para a garantia da cidadania.

Ensino - Gêneros-textuais - PCN


H0615

Ocorrências de fala telegráfica e de parafasias nos enunciados de sujeitos com diversos tipos de afasias


Elisa Campos Ayres (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Rosana do Carmo Novaes Pinto (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
O projeto foi realizado no âmbito dos estudos neurolingüísticos, mais especificamente para discutir questões referentes a sintomas e síndromes nas afasias. Objetivos e metodologia: O projeto visou, primeiramente, levantar as ocorrências da chamada “fala telegráfica” e de parafasias de diversas naturezas, em dados transcritos referentes aos anos de 2003 e 2004, obtidos em sessões do CCA – Centro de Convivência de Afásicos, posteriormente analisados de acordo com princípios semântico-pragmáticos. Resultados: Durante o levantamento, constatou-se a necessidade de se analisar outros fenômenos que emergiam nos dados, durante as interações dialógicas. Foi observada, por exemplo, a presença de fala telegráfica em sujeitos com lesões posteriores e mais fluentes, contrariando a expectativa de que seja predominantemente relacionada às afasias anteriores e não-fluentes, como sintoma que caracteriza o agramatismo. Conclusão: Esse fato corrobora a hipótese de que alterações em um nível lingüístico afetam os demais níveis, uma vez que são inter-dependentes e também a hipótese de que a fala telegráfica é um recurso alternativo dos sujeitos em situações comunicativas, seja em sujeitos com afasias anteriores ou posteriores.

Neurolingüística - Afasia - Parafasias


H0616

Dificuldades enfrentadas pelos docentes de ensino fundamental e médio na implantação das propostas dos novos PCNs de Língua Portuguesa


Michelle Aparecida Bueno de Moraes (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Rosana do Carmo Novaes Pinto (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
O presente projeto de Iniciação Científica deriva de uma pesquisa realizada em 2005/2006, na qual se verificaram mudanças ocorridas no ensino de Língua Portuguesa, em decorrência da aprovação dos novos PCNs, como o aumento das atividades de leitura e escrita e um maior trabalho com os gêneros discursivos. Entretanto, as dificuldades colocadas pelos professores e as suas incoerências nas respostas aos questionários exigiam um aprofundamento da pesquisa. Neste projeto (2006/2007), optamos por verificar em todas as séries dos ensinos fundamental e médio se as atividades realizadas estavam em consonância com os PCNs. Os dados mostraram que as atividades estão ainda muito distantes das concepções de língua abordadas pelos PCNs. As aulas se baseiam exclusivamente no livro didático e na gramática normativa. As atividades que exigem uma maior reflexão e que são voltadas para necessidades reais são excluídas pelos professores, ficando apenas exercícios mecânicos, repetitivos e que se restringem à busca de informações explícitas nos textos. As justificativas dos professores são as de que há pontos impossíveis de se mudar, como o tratamento da gramática e a utilização do livro didático, até a de que muitos dirigentes das escolas, pais e alunos não compreendem as novas concepções de língua(gem).

PCNs - Ensinos fundamental e médio - Mudança no ensino


H0617

APOSTILADOS DE LÍNGUA PORTUGUESA E O ENSINO MÉDIO NO BRASIL


Roberta Caroline Silva Salomão (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Roxane Helena Rodrigues Rojo (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
A presente pesquisa, realizada a partir do âmbito da lingüística aplicada, consiste a análise de dois conjuntos de apostilados de língua portuguesa do Ensino Médio (EM), nomeadamente das redes de ensino Anglo e Pueri Domus e teve como objetivos principais estudar a configuração de uma amostra das apostilas e fascículos que veiculam nas escolas particulares, e os quais hoje estão sendo cada vez mais utilizados; a fim de se traçar um breve panorama do ensino de língua portuguesa no ensino médio brasileiro. A metodologia utilizada configurou-se em entrevistas realizadas com os responsáveis pela produção dos respectivos materiais didáticos, assim como em análises quantitativas e qualitativas desses, no que se refere aos conteúdos abordados, textos utilizados, atividades propostas e metodologias de ensino. A partir dessas, foi possível verificar, dentre outros, a autoria “mesclada” dos apostilados, que contam com professores universitários para a elaboração da parte teórica e com professores do EM para a confecção dos exercícios, resultando em uma dualidade entre ensino acadêmico e prática de ensino. A crescente substituição do livro didático pelos apostilados/fascículos pôde ser verificada também, inclusive nas escolas da rede pública, uma vez que ambas as redes de ensino entrevistas afirmaram possuir atualmente convênios com prefeituras, para o fornecimento de material didático e apoio pedagógico (daí a migração dos materiais da rede privada para o ensino público). Desse modo, a discussão acerca da desse tipo específico de material didático acaba por ser indispensável para a compreensão do estágio atual do ensino médio no Brasil.

Apostilados - Fascículos - Livros didáticos


H0618

OBJETO NULO E ANÁFORA DE COMPLEMENTO NULO NO PORTUGUÊS BRASILEIRO - SÉCULOS XVIII E XIX


Fernanda Elena de Barros Reis (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Sonia Maria Lazzarini Cyrino (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Objetos nulos se definem negativamente por uma "carência" na estrutura superficial da oração e a Anáfora de Complemento Nulo (NCA – Null Complement Anaphora) refere-se à ausência do complemento permitida por certos verbos. A literatura aponta para uma distribuição complementar entre NCA e presença do clítico neutro o, mas no Português Brasileiro (PB) esse clítico não pode servir como "diagnóstico" dessa construção no PB atual, já que, mesmo mantendo o pronome isso, o PB perdeu o clítico o neutro. Assim, NCA e Objeto Nulo são muito semelhantes em PB, sendo apenas o seu conteúdo (denotação de uma situação ou referência a uma entidade) que os distingue quando ocorrem com o mesmo verbo. Ambos os fenômenos foram levantados em corpus do século XVIII e XIX, e então analisados e comparados com o PB atual. Como esperado, há poucas ocorrências de verbos que são típicos de NCA; porém, dentre os que ocorrem no corpus analisado, já encontramos menos ocorrências de clíticos do que sua contraparte nula (NCA) ou preenchida por isso. Objetos Nulos foram encontrados em maior quantidade que o esperado, apesar de ainda aparecerem em menor número que o clítico. Assim, este trabalho contribui para a descrição desses fenômenos na história do PB.

Anáfora de complemento nulo - Objeto nulo - História do português brasileiro


H0619

O OBJETO NULO NA AMÉRICA DO SUL


Mariana Batista de Lima (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Sonia Maria Lazzarini Cyrino (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
A ocorrência do objeto nulo no Português Brasileiro é bastante estudada, especialmente dentro da Teoria de Princípios e Parâmetros. Tendo em vista que há indícios de que o objeto nulo também seja possível no Espanhol da América do Sul, ao contrário do que ocorre no Espanhol Europeu, este projeto visa investigar mais a fundo essas questões. A proposta é observar em dados de língua informal, tanto do Português Brasileiro quanto do Espanhol da América do Sul, a ocorrência ou não do fenômeno e fazer análise comparativa dessas ocorrências. Os dados são provenientes de fóruns de leitores de jornais, blogs e salas de bate papo na internet, pois esse tipo de corpus possibilita a ocorrência de objetos nulos, como já observados em Cyrino (2005). Ainda em andamento, os resultados parciais indicam comprovação de nossas suspeitas iniciais a cerca do acontecimento do objeto nulo.

Lingüística - Objeto nulo - Espanhol da América do Sul


H0620

PRODUÇÃO E CIRCULAÇÃO DE SENTIDOS DO IMAGINÁRIO FEMININO NOS CORDÉIS


Fernanda Moraes D’Olivo (Bolsita PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Suzy Maria Lagazzi Rodrigues (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL,UNICAMP
Este é um projeto de iniciação científica que tem como objetivo compreender a produção e a circulação de sentidos do imaginário feminino sobre o cordel, formulado no entremeio do ritmo, do estereótipo e do aspecto lúdico – três constituintes do cordel. O trabalho de análise segue os dispositivos teórico-analíticos da Análise de Discurso (AD) de perspectiva materialista. Nosso material de análise é constituído por dez cordéis nordestinos, todos de escritores masculinos. Todos os cordéis selecionados marcam a presença da figura feminina, ou como personagem principal ou como coadjuvante. A partir do material de análise, formulamos o corpus discursivo, orientando-nos pelas condições de produção. O nosso trabalho de análise é regido por questões que indagam (i) sobre o papel do estereótipo no modo pelo qual a figura feminina é apresentada nos cordéis, (ii) sobre o papel do ritmo e da ludicidade na produção dos sentidos nos cordéis e (iii) sobre a possibilidade de desestabilização, pela circulação dos cordéis, das tensões sociais localizadas sobre a figura feminina.

Análise de discurso - Cordel - Mulher


H0621

A INFLUÊNCIA DA HISTÓRIA DE LETRAMENTO DE JOVENS E ADULTOS EM SUAS PRODUÇÕES ESCRITAS EM CLASSES DE EJA


Melina Maria Mello (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Sylvia Bueno Terzi (Orientadora), Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, UNICAMP
Cursos de EJA oferecem um ensino condensado a jovens e adultos que, por algum motivo em qualquer momento, tiveram que interromper seus estudos. Portanto, encontramos alunos com histórias de vida, profissões, comunidades, faixas etárias, experiências e objetivos diferentes. Esta pesquisa analisa a influência das histórias de letramento de 16 alunos, do último segmento do Ensino Fundamental do curso de EJA, nos textos por eles produzidos em sala de aula. O conhecimento dessas influências poderá permitir ao professor - principalmente ao de português - uma maior compreensão dos fatores determinantes do desenvolvimento do letramento de seus alunos e uma melhor adaptação do conteúdo trabalhado nestas classes. Com este objetivo, realizamos entrevistas com alunos, professoras e diretora do colégio, coleta de redações produzidas pelos sujeitos ao longo do curso e observações de suas aulas de português. Ao analisar as produções escritas, foi possível notar a influência e a consciência do letramento escolar, a influência da oralidade, bem como a do letramento não-escolar. Ademais, foi plausível relacionar tais análises aos conceitos “who” – posição social ocupada pelo enunciador durante sua enunciação, e “what” – atitudes do enunciador e o seu próprio enunciado (Gee, 2000), ao notarmos, em algumas redações, a mudança dos sujeitos em relação aos seus “whos” e “whats.

Letramento - Histórias de letramento - EJA.






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