Universidade estadual de campinas



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Instituto de Física "Gleb Wataghin"

H0665

A HERANÇA DEMOCRITEANA: ESTUDO COMPARATIVO DOS ATOMISMOS DE DEMÓCRITO E EPICURO


Natasha de Campos Cerboncini (Bolsista PIBIC/CNPq e FAPESP) e Prof. Dr. Roberto de Andrade Martins (Orientador), Instituto de Física “Gleb Wataghin” - IFGW, UNICAMP
O atomismo, desenvolvido por Leucipo e Demócrito, no século V a.C., é uma filosofia sobre a constituição da matéria que se destaca pela sua sofisticação. Epicuro, pós aristotélico (341-270 a.C.), foi o herdeiro deste legado atomista; em que medida ele continuou, expandiu ou transformou o atomismo democriteano? Para responder a esta questão, foram pesquisadas obras antigas que tratavam sobre o tema, a “Carta a Heródoto” de Epicuro, e obras secundárias. As pesquisas mostraram que Epicuro incorporou poucos pontos novos ou modificações ao atomismo de Demócrito; estes pontos novos revelam certa influência aristotélica, notadamente na introdução do clinamen. Nota-se também que Epicuro foi bastante influenciado pela abordagem democriteana sobre o mecanismo de produção das sensações, como mostra o De Sensu de Teofrasto. Ademais, os princípios fundamentais do atomismo de ambos os filósofos são idênticos, em sua maioria, ou muito semelhantes, diferindo grandemente em relação à justificativa e explicação que dão para estes princípios.

Atomismo - Antigüidade - Epistemologia


Instituto de Geociências

H0666

DINÂMICAS DA REORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO NA CIDADE DE CAMPINAS: O SHOPPING CENTER PARQUE D. PEDRO (UM OBJETO TÉCNICO - INFORMACIONAL


Renan Lélis Gomes (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Adriana Maria Bernardes da Silva (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
O Shopping Center Parque D. Pedro polariza a Região Metropolitana de Campinas, abrangendo uma área de 3.673km2 com mais de 2,3 milhões de habitantes. Trata-se de uma forma dotada da força de gerar novos processos de valorização do espaço, padrões de consumo e relações cotidianas para o território de Campinas e região. Nesta pesquisa analisamos as dinâmicas da reorganização do espaço através da difusão do fenômeno Shopping Center, analisando como esta forma geográfica se insere e impulsiona novos processos relativos à urbanização de Campinas e do Brasil. Consideramos que o Shopping Center é uma forma (um objeto) situada numa trama sistêmica de objetos: rodovias, telecomunicações, energia, salas de cinema, cadeias de fast-food, franquias, entre outros elementos. Por sua vez, ações também sistêmicas, relacionam-se aos modelos organizacionais adotados: às regras financeiras (ao crédito), à padronização da informação publicitária e de marketing e à moda, entre outros. A partir deste entendimento destacamos o caráter centralizador do Shopping Center no espaço, as conseqüências da sua instalação e consolidação para a economia urbana, para a valorização do espaço urbano e para o aumento do fluxo de pessoas e informações.

Shopping Center - Urbanização brasileira - Dinâmicas territoriais


H0667

CARTOGRAFIA DAS UNIDADES DE PAISAGEM NOS MUNICÍPIOS DE NOVA ODESSA, AMERICANA E PAULÍNIA, REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINAS, COMO SUBSÍDIO À GESTÃO DA PAISAGEM


André Pina dos Santos (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Antonio Carlos Vitte (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
O projeto teve como objetivo realizar o mapeamento e análise das unidades de paisagem nos municípios Nova Odessa, Americana e Paulínia, na região metropolitana de Campinas. As unidades de paisagem são estruturas representadas por frações homogêneas do território com potencial biológico de ocupação que ao longo do tempo sofrem modificações em suas funções. Estas unidades podem ser delimitadas a partir da noção de fragilidade ambiental que se espacializa a partir da correlação entre clima, relevo, litologia, solo, morfometria de bacias de drenagem e uso da terra.Este trabalho utilizou de cartas hierarquia fluvial, densidade de drenagem, densidade de nascente, comprimento de vertentes.

Geografia - Unidades de paisagem - Fragilidade ambiental


H0668

CARTOGRAFIA DAS UNIDADES DE PAISAGEM NOS MUNICÍPIOS DE NOVA ODESSA, AMERICANA E PAULÍNIA, REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINAS, COMO SUBSÍDIO À GESTÃO DA PAISAGEM


Caroline Oliveira Vancim (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Antonio Carlos Vitte (Orientador) Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
O objetivo da pesquisa foi o de realizar o mapeamento das unidades de paisagem, com base na concepção de fragilidade ambiental (Ross,1998), nos municípios Campinas e Indaiatuba, situados na Região Metropolitana de Campinas (SP), como subsídio ao planejamento e gestão da paisagem. Foram mapeados os seguintes temas: densidade de drenagem, hierarquia fluvial, densidade de nascentes, declividade de encostas, MDT, orientação e comprimento das vertentes. Para este mapeamento foram utilizadas cartas 1:50.000 (IBGE, 1980) que compunham a base cartográfica dos municípios trabalhados. Para o tratamento estatístico e cartográfico das informações utilizamos sos seguintes softwares como o IDRISI-32, AUTOCAD-14, CARTALINX, CORELDRAW, COREL PHOTO-PAINT e principalmente, ESRI®ArcMapTM9.0 licença ArcView. Os resultados preliminares demonstram que a dissecação do relevo e a conseqüente fragilidade está subordinada ao contexto geológico, ou seja, se os municípios estão ou não situados no Planalto Atlântico ou na Bacia Sedimentar do Paraná. Em função disto, há o condicionamento das declividades e do comprimento de rampa das vertentes, o que viabiliza a morfogênese e a conseqüente fragilidade da paisagem.

Unidades de paisagem - Fragilidade ambiental - Cartografia ambiental


H0669

arquivo Meio Ambiente Urbano e Fragilidade Ambiental: o caso da bacia hidrográfica do Ribeirão Quilombo


Fabiana Bardela Lopes (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Antonio Carlos Vitte (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
A bacia hidrográfica do Ribeirão Quilombo, inserida no contexto de consolidação da industrialização e da urbanização no interior paulista, sofreu e ainda sofre as conseqüências sócio-ambientais deste processo. O estudo da fragilidade ambiental numa bacia hidrográfica urbana como a do Ribeirão Quilombo leva em consideração tanto as componentes físicas (a bacia hidrográfica como um sistema físico aberto no qual diferentes elementos se relacionam intrinsecamente conformando uma paisagem, que se encontra num estado de equilíbrio dinâmico e possui um limiar natural), quanto as sociais, entendidas como a ação humana sobre o sistema físico-natural (que resultam no meio ambiente urbano). A partir do uso do território pela sociedade, processos morfogenéticos são intensificados adquirindo novas propriedades temporo-espaciais, podendo acarretar também uma maior fragilidade ambiental. Partindo da proposta metodológica de Ross (1995) para a determinação da fragilidade ambiental e usando cartas topográficas digitais 1:50.000 (trabalhadas no software Arc Map), foram produzidas diversas cartas temáticas com índices morfométricos da área de estudo. Estas cartas temáticas, associadas às imagens do satélite LANDSAT, ao trabalho de campo, e às cartas pedológica e geológica da área permitiram-nos concluir que a bacia em questão apresenta sérios problemas ambientais, como a ocupação de áreas impróprias à habitação.

Meio ambiente urbano - Fragilidade ambiental - Bacia hidrográfica


H0670

O PENSAMENTO GEOGRÁFICO NA OBRA DE MÁRIO DE ANDRADE: MACUNAÍMA – O HERÓI SEM NENHUM CARÁTER


Giulliano Coutinho (Bolsista FAPESP) e Prof. Dr. Antonio Carlos Vitte (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Esta pesquisa tem objetivo resgatar o pensamento geográfico brasileiro através da obra de Mário de Andrade: “Macunaíma – o herói sem nenhum caráter”. A década de 1920 é reconhecida como momento fundamental do aparecimento de uma concepção moderna de Brasil. No interior dessa concepção, destacam-se aquelas idéias acerca da nacionalidade e da identidade brasileiras, trazendo consigo densa análise acerca da espacialidade. Apoiando-se nesta idéia, delineou-se, sob o ponto de vista geográfico, uma concepção de Brasil moderno em Mário de Andrade, tido como um dos mais expressivos intelectuais brasileiros do período. Trata-se de um estudo em que a figura do indivíduo expressivo de Lucien Goldmann – assim como a do intelectual de Antonio Gramsci – constitui-se como roteiro metodológico básico. A formação da sociedade brasileira e suas manifestações sobre a produção do espaço ocupam neste trabalho uma das principais preocupações. Entretanto, a pesquisa encontra-se em andamento, cuja finalização será em julho de 2007. Logo, ainda não é possível estabelecer conclusões definitivas a respeito da temática.

História do pensamento geográfico no Brasil - Macunaíma - Formação nacional brasileira

H0671

URBANIZAÇÃO E FRAGILIDADE AMBIENTAL: O CASO DA BACIA DO RIBEIRÃO DO QUILOMBO


Kena Azevedo Chaves (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Antonio Carlos Vitte (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
O objetivo do trabalho foi o de determinar a fragilidade potencial do relevo na bacia hidrográfica do Ribeirão Quilombo, situado na Região Metropolitana de Campinas e que possui nascentes na cidade de Campinas e foz no rio Piracicaba em Americana. A hipótese é que mais que as condições naturais, a fragilidade esteja ligada ao processo de urbanização que ocorreu na bacia, o que vem provocando problemas de inundação, assoreamento do canal, por exemplo. Para esta primeira etapa da pesquisa realizou-se uma caracterização histórica do processo de produção dos espaços agrário e urbano na bacia. A cafeicultura marcou a ocupação e serviu para a instalação e consolidação dos núcleos urbanos e pela imensa devastação da vegetação nativa, o que já é um elemento de instabilização ambiental, já que os solos são mais arenosos. Mas foi a partir dos anos de 1970, com as políticas de atração industrial por parte das prefeituras dos municípios drenados pelo ribeirão do que houve um forte crescimento da malha urbana na bacia.Mapeou-se também, os seguintes itens: densidade de drenagem, comprimento de vertentes, hierarquia fluvial e MDT. O mapeamento demonstrou que a bacia apresenta forte condicionamento pelos diques Mesozóicos, fato que interfere nas declividades e no comprimento das vertentes. Esta característica dinamiza os processos de erosão dos solos e conseqüente assoreamento do canal fluvial. Situação, que associada ao processo de urbanização e a pobreza urbana, interfere na dinâmica ambiental da bacia do rio Quilombo.

Urbanização - Fragilidade ambiental - Bacia hidrográfica


H0672

AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES FÍSICO-AMBIENTAIS DA BACIA DO CÓRREGO SETE QUEDAS


Débora Raquel Tescarolo Damacena da Silva (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Archimedes Perez Filho (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
A região da bacia do córrego Sete Quedas localiza-se ao sul do município de Campinas (SP), em uma porção do município que vem sofrendo grande pressão ambiental por ser área que cresceu e ainda cresce rapidamente, necessitando de estudos e análises para o desenvolvimento de um planejamento que leve em consideração o equilíbrio entre sociedade e natureza. Durante a execução dos trabalhos foram cruzados os dados pedológicos, topográficos, geomorfológicos e geológicos em ambiente SIG com o objetivo de elaborar a caracterização físico-ambiental da bacia hidrográfica do córrego Sete Quedas. Por meio deste objetivo busca-se a avaliação das condições físico-ambientais (Geossistêmicas) da área da bacia, a fim de definir as diferentes unidades ambientais que a compõe. Esta divisão possibilitaria um melhor planejamento no uso e ocupação da área o que acarretaria em melhorias nas condições de vida da população dessa região. Para esta avaliação a presente pesquisa tem como base metodológica a Teoria dos Sistemas Gerais e utiliza-se do conceito de geomorfologia ambiental. Este tipo de estudo ganha espaço cada vez maior no planejamento de áreas urbanas, pois o rápido crescimento das cidades acarreta pressão sobre o meio físico-ambiental gerando conseqüências danosas, principalmente para a população ali residente. A região do córrego Sete Quedas se encaixa nesse perfil, pois é região ainda em desenvolvimento e sem o adequado planejamento.

Geossistema - Bacia hidrográfica - Físico-ambiental


H0673

MAPEAMENTO DAS UNIDADES FÍSICO-AMBIENTAIS DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIBEIRÃO QUILOMBO, REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINAS-SP


Fernanda Bauzys (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Archimedes Perez Filho (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Esta pesquisa teve como objetivo mapear as Unidades Físico-Ambientais da Bacia hidrográfica do Ribeirão Quilombo (Região Metropolitana de Campinas, SP). Tomando-se a Bacia Hidrográfica como unidade territorial de estudo, o presente trabalho espacializou as Unidades Físico-Ambientais, segundo o conceito geossistêmico, utilizando como principais bases, os mapas de solo, rede de drenagem, formas de relevo e mapa de declividade. Para isso, foi criado, no software ARC GIS 9.1, um banco de dados digital dos elementos topográficos, geomorfológicos, pedológicos e geológicos da bacia. A partir do Modelo Numérico de Terreno (MNT), foi possível a geração do mapa hipsométrico, de declividades, cálculo de áreas, densidade de drenagem, entre outros. Acreditamos, que, no contexto atual, de rápido crescimento urbano, e conseqüente aumento das interferências antrópicas no espaço, o processo de tomada de decisões exige soluções rápidas e precisas para problemas que envolvem um grande volume de dados com elevado grau de complexidade. Assim, existe a necessidade de disponibilizar dados topográficos digitais, que possibilitem acesso rápido a informações atualizadas, padronizadas e precisas, como suporte técnico para variadas pesquisas em diversas áreas da ciência, tornando o processo de análise, planejamento e gerenciamento do espaço mais dinâmico.

Cartografia digital - Bacia hidrográfica - Geossistema


H0674

ABORDAGEM GEOSSISTÊMICA APLICADA A BACIA DO RIBEIRÃO ANHUMAS – CAMPINAS/SP


Marcos Zacarias Farhat Junior (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Archimedes Perez Filho (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Através da abordagem sistêmica utilizando índices morfométricos, da rede de drenagem assim como sua relação com outros elementos físicos da paisagem e indicadores sócio-econômicos considerando os diferentes geossistemas encontrados na bacia do ribeirão Anhumas, Campinas/SP, buscamos compreender o comportamento (padrão) da mesma em diferentes posições na paisagem, considerando os riscos ambientais no processo de ocupação urbana na bacia. Buscamos enfatizar como principal objetivo do presente trabalho, as relações observadas no conceito de geossistema, correspondente a unidade físico-ambiental. Tal concepção, baseada na interpretação do conceito formulado por Sotchava, permitiu a análise funcional do sistema e suas relações com o sistema antrópico. Que por fim permitiu correlacionar as estruturas geomorfológicas com a distribuição espacial dos distintos padrões de ocupação, criando uma base de dados que ajude no direcionamento de políticas públicas referentes a questões territoriais.

Geossistema - Rede de drenagem - Planejamento territorial


H0675

PLANEJAMENTO TERRITORIAL E INTEGRAÇÃO REGIONAL: UM ESTUDO SOBRE A IIRSA (INICIATIVA DE INTEGRAÇÃO DA INFRA ESTRUTURA REGIONAL SUL AMERICANA)


Angela Paula Martins da Silva (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Claudete Castro Silva Vitte (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Este trabalho tem como objetivo discutir a IIRSA (Iniciativa de Integração de Infra-estruturas Sul-Americana), o paradigma e a modalidade de planejamento territorial adotada para organizar as ações em prol de sua concretização. A IIRSA objetiva a integração física dos países sul americanos por meio da implementação de infra-estruturas conjugadas em forma de eixos multinacionais. O paradigma orientador da IIRSA é o geoeconômico uma vez que os eixos foram idealizados considerando-se sempre a possibilidade de otimização da exploração econômica dos recursos próprios de cada país integrante, em especial dos recursos naturais. A modalidade de planejamento adotada na IIRSA é o planejamento estratégico e, embora admita a participação de agentes locais em algumas de suas fases de implementação, essa participação não vem sendo efetivada. Este estudo aponta que a IIRSA pretende propiciar na América Latina um desenvolvimento econômico pautado na lógica do grande capital internacional, sob financiamento dos grandes organismos internacionais de financiamento como BID, CAF e FONPLATA. Não foi possível se medir todos os impactos causados pelos eixos de desenvolvimento da IIRSA, pois muitos deles ainda estão em estágio de implantação. Há indícios fortes de que por meio deles haverá um uso apenas corporativo dos recursos materiais e imateriais do território latino-americano sob a perspectiva da acumulação por espoliação (HARVEY, 2004). Caso o planejamento não se abra para adoção de paradigmas mais democráticos e efetivamente mais participativos, a IIRSA pode levar a distorções sócio-econômicas ainda mais fortes no território sul-americano.

IIRSA - Planejamento territorial - América Latina


H0676

GEOPOLÍTICA DOS RECURSOS ENERGÉTICOS E IMPERIALISMO NA AMÉRICA DO SUL: UM ESTUDO SOBRE O GÁS NATURAL NA BOLÍVIA, VENEZUELA, PERU, BRASIL E ARGENTINA


Danilo Barbuena (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Claudete de Castro Silva Vitte (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
A importância dos recursos energéticos na esfera política, econômica e estratégica da América do Sul tem sido evidente nos últimos anos. Discussões sobre a possível escassez destes recursos afloram em meio aos tratados e acordos entre os países sul-americanos. Neste contexto, uma visão geográfica torna-se indispensável na resolução de problemáticas que envolvam temas relacionados às modificações que os recursos energéticos promovem nas relações entre os países. O cerne deste trabalho consiste exatamente nesta discussão de como os principais produtores e consumidores de gás natural e petróleo vêm se posicionando nas relações internacionais do subcontinente América do Sul. Através de pesquisas via jornais e revistas de grande circulação, além de sites e artigos on line, procurou-se retratar as posições políticas e econômicas dos países em questão, utilizando-se não apenas de fatos isolados, mas embasado em um histórico relacionado ao setor de petróleo e gás. Desta forma, a análise não ficou restrita apenas aos acontecimentos atuais, mas expandiu-se a todas as modificações que outrora nortearam as linhas estratégicas de Bolívia, Venezuela, Peru, Brasil e Argentina, e corroboraram para que a realidade atual fosse posta da maneira que podemos observá-la.

Recursos energéticos - Acumulação via espoliação - Geopolítica dos hidrocarbonetos


H0677

GEOPROCESSAMENTO APLICADO AO MAPEAMENTO E ANÁLISE DA EVOLUÇÃO DO USO E OCUPAÇÃO DA TERRA NO MUNICÍPIO DE PAULÍNIA (SP) NO PERÍODO 1965-2005


Gustavo Rocha Gonçalves (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Lindon Fonseca Matias (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
O município de Paulínia apresenta uma dinâmica de uso e ocupação da terra que vem sofrendo transformações significativas nas últimas quatro décadas, período que coincide com a emancipação do município, em virtude das mudanças socioeconômicas ocorridas no território paulinense. Para mapear e analisar tais mudanças foi realizado o mapeamento das formas de uso e ocupação da terra referente aos anos de 1965 e 2005, com uso de técnicas de geoprocessamento, software ArcGIS, a partir da interpretação de fotografias aéreas e imagens do satélite CBERS. A análise dos mapas produzidos mostra um crescimento acelerado da área urbana e diminuição das áreas agrícolas, em especial das áreas destinadas ao cultivo de cana que eram predominantes. Isso decorre fundamentalmente do processo de transformação do município que passou de agrícola para urbano-industrial, principalmente pela implantação da Refinaria do Planalto de Petróleo. As mudanças verificadas, todavia, não estão ocorrendo segundo um planejamento territorial adequado e, como conseqüências, estão surgindo problemas de ordem socioambiental, como a degradação da vegetação e dos solos e a poluição dos recursos hídricos, que revelam contradições presentes no processo de produção do espaço no município.

Geoprocessamento - Uso da terra - Paulínia


H0678

TERRITÓRIO NACIONAL E IMPORTAÇÃO DE PROJETOS: O CASO DA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL


Cesar Falleiros Terçariol (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Márcio Antonio Cataia (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
A importação de projetos de desenvolvimento provenientes dos países desenvolvidos tem sido estimulada por instituições como o Fundo Monetário Internacional visando a promoção do desenvolvimento dos países subdesenvolvidos. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) é um exemplo deste tipo de projeto. Tal lei visa a adaptação do território nacional às demandas da globalização e do mercado financeiro internacional. Exigindo maiores garantias para os investimentos globais, os organismos internacionais impuseram ao Estado a adoção de um modelo gerencial já utilizado pelas empresas, promovendo assim um conflito entre finalidades sociais e mercadológicas. Para entender este conflito analisamos a LRF no município de Campinas. A análise se deu com a construção de um banco de dados das contas públicas do município no período de 1989 a 2005, em que se constatou que Campinas teve despesas inferiores à receita nos anos 2000 e 2001. Nos outros anos verificou-se uma tentativa de maior adaptação aos ditames da lei. Por um lado a LRF é um instrumento que engessa as contas públicas, mas por outro lado é inegável o esforço dos entes federativos em adaptar-se a tal lei.

Lei de Responsabilidade Fiscal - Território nacional - FMI


H0679

Municipalização de direitos sociais: o caso do Programa de Saúde Familiar em Campinas


Rodrigo Alexandre Barbosa Gonçalves (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Márcio Antonio Cataia (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Sendo a saúde um direito constitucional assegurado ao cidadão, o Estado toma para si a responsabilidade de garantir o acesso ao sistema de saúde pública institucionalizado. Esta garantia, vinda da União, passa por diversas escalas de poder antes de materializar-se no território, sendo cada uma delas cúmplice na conformação dos usos do território. Porém outra disposição constitucional garante a liberdade de atuação da iniciativa privada na assistência à saúde. Quando esta segunda rede se instala no território, o faz em conformidade com seu projeto privado de acumulação, projeto conflitante com o daquela primeira rede, pública, que é de acesso universal e igualitário à saúde. Em nosso projeto de pesquisa escolhemos analisar a rede pública de saúde, especialmente o Programa de Saúde da Família no Distrito de Barão Geraldo, Campinas (SP). Dos diversos Centros de Saúde de Campinas, este prestigia-se por sua importância regional, atraindo populações de municípios vizinhos, que buscam na sua imbricada rede de serviços de saúde a satisfação de seus direitos constitucionais. Para nossa análise propomos efetuar o mapeamento do Programa de Saúde da Família, principal política nacional de atenção básica a saúde, como suporte empírico da discussão sobre a municipalização de direitos sociais no Brasil.

Municipalização da saúde - Políticas territoriais - Uso do território


H0680

CENTRO HISTÓRICO DE CAMPINAS: PATRIMÔNIO ARQUITETÔNICO, HABITAÇÃO E NOVOS USOS DO LUGAR


Eduardo Augusto Wellendorf Sombini (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Maria Tereza Duarte Paes Luchiari  (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
A partir de uma abordagem geográfica, este projeto tem como objetivo central analisar os novos usos associados aos projetos contemporâneos de refuncionalização de centros urbanos históricos - sobretudo os usos habitacionais - e a apropriação pelos diversos grupos sociais desses centros refuncionalizados. A pesquisa se preocupa, em nível geral, com as estratégias dos agentes envolvidos com a produção do espaço urbano, em especial as ações de planejamento do poder público, em suas diversas escalas, que, sobremaneira marcadas pelas ideologias de mercado, implantam nexos verticais no lugar, alienando-o do restante da cidade. Ocupa-se, também, com as relações de pertencimento existentes entre moradores e usuários e o lugar, tão necessárias para a (re)contrução dos espaços públicos e a 'requalificação' dos centros históricos. Em específico, tomamos como referência o centro histórico de Campinas, objeto de projetos e estratégias de refuncionalização urbana desde o início da década de 2000. A partir de 2005, a gestão do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) deu continuidade às ações de refuncionalização do centro iniciadas pelo governo anterior, embora tenha proposto, até agora, somente intervenções pontuais, como a que está prevista para a área da Estação Cultura, que abrigará a nova rodoviária da cidade. Essa análise segue, desde fevereiro de 2007, em projeto financiado pela FAPESP.

Refuncionalização de centros urbanos - Patrimônio cultural - Habitação


H0681

A DINÂMICA DAS VERTENTES NO MUNICÍPIO DE SÃO VICENTE-SP


Bruno Cesar Mortatti (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Regina Célia de Oliveira (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Enquadrada dentro da ótica da abordagem sistêmica, considerando os apontamentos de Christofoletti (1980), esta pesquisa buscou construir a partir de uma revisão bibliográfica, uma maior compreensão da dinâmica dos fatores naturais que regem os mecanismos de estruturação da zona costeira do Litoral Paulista, mais precisamente os limites das encostas relacionados ao município de São Vicente, tendo como enfoque de análise os processos vinculados aos movimentos de massa. O projeto objetiva promover uma análise bibliográfica da dinâmica natural e dos processos vinculados aos movimentos de massa nas áreas de domínio de encostas do Município de São Vicente, como meio de contribuir para um maior entendimento dos níveis de fragilidade frente a crescente necessidade de uso deste espaço. A pesquisa se estruturou na elaboração de uma revisão bibliográfica, onde se buscou caracterizar os diversos tipos de movimentos de massa, assim como os mecanismos que os definem. Numa segunda fase da pesquisa, foi realizada uma caracterização física de São Vicente, finalizando com a construção do mapa de localização das zonas de movimento de massa. O trabalho se insere em um projeto de Zoneamento Ambiental do Município podendo contribuir para políticas de planejamento.

Movimento de massa - Zona costeira - Fragilidade


H0682

DIAGNÓSTICO SÓCIO-AMBIENTAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP


Felipe Luiz Papaiz Gonçalves (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Regina Célia de Oliveira (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
A forma predatória de uso e ocupação do espaço sem considerar suas fragilidades naturais, se reflete em várias escalas, desde a local até a global, como evidenciado no município de São José dos Campos, interior do estado de São Paulo. É notório o processo de degradação ambiental, materializado em vários níveis de impactos sejam esses relacionados às áreas devastadas, comprometimento da qualidade das águas fluviais, poluição do ar, comprometimento do solo entre outros. Atualmente a área de ocorrência da duplicação da Rodovia dos Tamoios, que dá acesso ao litoral norte do estado de São Paulo, figura enquanto área foco de análise no que concernem as transformações ambientais e os impactos já visíveis em toda a zona de abrangência das obras. Tendo em vista o cenário em que se consolida a conformação do município e pautada em uma abordagem sistêmica, esta pesquisa teve como objetivo fundamental elaborar um estudo de diagnóstico sócio-ambiental do município de São José dos Campos, com ênfase na área de ocorrência da duplicação da rodovia dos Tamoios, com o intuito de averiguar os impactos ambientais decorrentes das obras de engenharia no entorno da rodovia. Para tanto foram elaboradas documentação cartográfica na escala 1:50.000 do município (Carta topográfica, de drenagem, de expansão urbana, declividade, níveis altimétricos, mapas geológico e pedológico e caracterização sócio econômica a partir de levantamento histórico e questionários. A correlação das informações permite constatar que se não forem consideradas normas de disciplinamento de uso do solo para o município os níveis de degradação tendem a alterar as áreas de ocorrência da Rodovia dos Tamoios.

Abordagem sistêmica - Diagnóstico sócio-ambiental - Degradação.


H0683

CARACTERIZAÇÃO DOS DEPÓSITOS QUATERNÁRIOS NO MUNICÍPIO DE SÃO VICENTE-SP


José Henrique da Silva Nogueira de Matos (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Regina Célia de Oliveira (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Os ambientes costeiros constituem-se em áreas de grande complexidade ambiental em função dos diversos mecanismos que regem seus ecossistemas. O município de São Vicente, objeto de estudo desta pesquisa, localizado na região da Baixada Santista do Estado de São Paulo, apresenta parte de seu limite territorial em zona de serrania e parte em zona de planície costeira. Baseado nessa divisão morfológica temos a zona da planície costeira como área principal dos estudos, pois é nela que se localizam os depósitos quaternários.Os depósitos quaternários, na área foco, apresentam-se em zonas coluvionares, essas têm dinâmica muito importante para o equilíbrio do sistema no qual está inserida, participando efetivamente nos processos de sedimentação e erosão. Esta pesquisa tem sido desenvolvida sob a ótica sistêmica considerando as discussões de Christofoletti (1980) e compilada segunda a proposta de Libault (1971). O objetivo principal do trabalho tem sido a realização de um estudo das zonas de ocorrência de colúvios a partir da coleta de amostras de materiais superficiais sendo para tanto adotada a metodologia de Stevaux (1999), os resultados serão posteriormente plotados na construção de um perfil topográfico da área de estudo.

Colúvios - Quaternário - Zona costeira


H0684

DIAGNÓSTICO SÓCIO-AMBIENTAL DA BACIA DO RIBEIRÃO DAS PEDRAS NO MUNICÍPIO DE CAMPINAS-SP


Tiago Brochado Pires (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Regina Célia de Oliveira (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Esta pesquisa teve por objetivo a caracterização ambiental da bacia do Ribeirão das Pedras, localizada na porção norte do município de Campinas no estado de São Paulo, com o intuito de diagnosticar áreas de fragilidade a ocorrência de inundação no âmbito da bacia. A área da bacia do Ribeirão das Pedras, localizada principalmente no Distrito de Barão Geraldo, caracteriza-se pela crescente tendência de crescimento, onde áreas rurais são progressivamente loteadas e ocupadas por condomínios. A valorização da terra é motivada pela construção de pólos tecnológicos, universidades, indústrias e estabelecimentos comerciais, alterando-se por completo os padrões de uso e configuração da paisagem refletindo em altos índices de impermeabilização. Para o encaminhamento das atividades propostas neste trabalho, considerou-se como linha de discussão a análise sistêmica apresentada por CHRISTOFOLETTI (1979), no que concerne a organização operacional das atividades foi adotada a proposta de LIBAULT (1971), sendo o trabalho organizado em duas etapas. A primeira compreendeu o levantamento bibliográfico e cartográfico da área de pesquisa sendo elaborado o seguinte material cartográfico: carta topográfica, de drenagem, de declividade, de uso do solo em diferentes séries temporais (1995 e 2002), carta de níveis de impermeabilização do solo urbano, geológica e pedológica. A documentação cartográfica foi elaborada com uso do software ArcView 3.2. A segunda etapa do trabalho compreendeu o levantamento e análise sócio-econômica. A conjugação do quadro físico e sócio econômico da área de estudo, permitiu a execução do mapa final, onde foram cartografadas as áreas de maior fragilidade à ocorrência de inundações no âmbito da bacia. O diagnóstico da área permite apontar para uma premente necessidade de mudança no modelo de uso do solo observado na área da bacia sendo proposta medidas que poderá resultar em um a melhor equilíbrio de uso frente às fragilidades ambientais.

Abordagem sistêmica - Diagnóstico sócio-ambiental - Planejamento


H0685

COTONICULTURA NO ESTADO DE MATO GROSSO: CIRCUITO ESPACIAL PRODUTIVO E COMPETITIVIDADE REGIONAL


Alexandre Pavia Junior (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Ricardo Abid Castillo (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Inseridos no atual contexto de modernização da agricultura brasileira, surgem os chamados novos fronts agrícolas, que se orientam em direção ao Centro-Oeste brasileiro, além de porções da região Norte e Cerrados nordestinos. O aprofundamento da especialização produtiva e a emergência da competitividade regional, balizada nos mercados internacionais, oferecem condições às grandes empresas do agronegócio de dominar as cadeias produtivas. O trabalho propõe analisar a cotonicultura no estado do Mato Grosso (maior produtor brasileiro de algodão herbáceo), destacando os principais municípios produtores e suas distinções em relação à mesma cultura praticada em outras porções do território brasileiro, bem como descrever e interpretar seu circuito espacial produtivo e seus círculos de cooperação no espaço. Para tal, foi realizada bibliografia especializada e grande acúmulo de dados de produção, área plantada e rendimento através do sistema SIDRA de fornecimento de dados do IBGE, sendo a analise espacial da produção realizada através de mapas temáticos gerados para estas três variáveis. A pesquisa nos mostra uma retomada do algodão em solo brasileiro pós 1994 e uma grande concentração produtiva nos estados da Região Centro-Oeste, em especial Mato-Grosso, e oeste da Bahia, com altos níveis de produtividade e abrangência de grandes áreas especializadas concentradas em torno de poucos municípios.

Cotonicultura - Cerrados-agricultura - Moderna


H0686

EXPANSÃO DA CULTURA CANAVIEIRA NO TERRITÓRIO BRASILEIRO: UMA ANÁLISE DO CIRCUITO ESPACIAL PRODUTIVO DO ÁLCOOL (ETANOL)


Edson Antonio Mengatto Junior (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Ricardo Abid Castillo (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
A recente expansão da produção de cana-de-açúcar no território brasileiro está vinculada a, pelo menos, duas classes de eventos de âmbito nacional e mundial: a) a substituição parcial de combustíveis fósseis por renováveis, motivada tanto pelos expressivos aumentos de preço do petróleo nos últimos anos, quanto pelo compromisso assumido por vários países para reduzir a emissão de poluentes na atmosfera (em parte provocada pela queima de combustíveis fósseis); e b) diminuição de subsídios agrícolas a produtores de açúcar (sobretudo de beterraba) da União Européia. Portanto, nossa pesquisa busca analisar tal expansão no período atual em que o setor sucroalcooleiro no Brasil migra em direção ao oeste do Estado de São Paulo, sul de Minas Gerais e estados de Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Partimos da hipótese de que a demanda atual e potencial de álcool (biocombustível) nos mercados nacional e internacional tem induzido a expansão da cana-de-açúcar sobre culturas atualmente em crise (laranja em São Paulo e soja e algodão nas fronteiras consolidadas do Centro-Oeste), além de áreas de pastagens. Propomos identificar o circuito espacial produtivo do etanol (e os círculos de cooperação estabelecidos) a partir dessas novas áreas produtivas, enfocando as demandas por transporte e logística, bem como as políticas públicas decorrentes. Pretendemos com esse estudo aportar uma pequena contribuição para a compreensão do sistema de movimentos de produtos agrícolas e agroindustriais no território brasileiro e suas implicações para a vida regional e o planejamento territorial.

Cana-de-açúcar - Etanol;- Circuito espacial produtivo


H0687

CONCEITO DE LUGAR NA GEOGRAFIA HUMANÍSTICA


Paula da Silva Bespalec (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Rita de Cássia Martins de Souza Anselmo (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
O objetivo principal desta pesquisa é o de contribuir para o aprofundamento das discussões sobre a Geografia Humanística e avaliar a pertinência do conceito de lugar dentro desta concepção para os estudos geográficos. Uma avaliação histórica do desenvolvimento da Geografia Humanística é relevante para fornecer um panorama das principais perspectivas dessa vertente sob o ponto de vista de alguns geógrafos brasileiros. Na Geografia, de acordo com Capel (1981), a Geografia da Percepção ou do Comportamento está incluída na concepção neopositivista, apesar dessas questões comportamentais já serem tratadas dentro da Geografia Humana Tradicional de forma não intencional. No entanto, essa abordagem mais destacada desde a segunda metade do século XX veio criticar as teorias econômicas sobre a localização espacial das atividades humanas propostas pela Geografia Quantitativa. O sentido de uma Geografia Humanística é fundamental para todos que procuram compreender a evolução ou a História do Pensamento Geográfico. A possibilidade de se apreender o real através de uma imagem construída pelo sujeito cognoscente, a partir de si próprio e de seu grupo culturalmente estruturado, coloca para a ciência uma maneira muito particular de lidar com o espaço-tempo (paradigmas da ciência geográfica) e esse é um dos seus maiores méritos.

Geografia Humanística - Lugar - Pensamento geográfico


H0688

RELAÇÃO ENTRE COMPOSIÇÃO POR GÊNERO E POR ÁREA ACADÊMICA NA UNICAMP


Marcos R. Dos Reis (Bolsista SAE/UNICAMP), Thaís A. P. de Souza (Bolsista SAE/UNICAMP), Rafael Pimentel Maia, Profa. Dra. Elza C. C. Vasconcellos (Co-orientadora) e Profa. Dra. Sandra de Negraes Brisolla (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Este trabalho preocupa-se em mostrar alguns resultados de pesquisa das relações de gênero através do estudo de informações estatísticas acerca dos alunos da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp. Esta universidade possui a maior parte de sua estrutura voltada para carreiras das áreas exatas, tecnológicas e biológicas (cerca de três quartos dos alunos, cursos e docentes), ou seja, áreas com forte tendência de atraírem mais alunos do sexo masculino. De 1970 a 2005 houve um aumento de 14 vezes no número de mulheres ingressantes na Unicamp, enquanto o número total de alunos no mesmo período cresceu apenas oito vezes. Se em 1970 apenas um quarto dos alunos eram mulheres, em 2005 elas somavam mais de 40% dos ingressantes. Ao se levar em conta a composição por área dos cursos da universidade, essa evolução indica um acréscimo de mulheres nesses cursos, considerados de perfil masculino. Os dados trabalhados foram fornecidos pela Comissão do Vestibular da Unicamp (COMVEST) e contém informações de alunos que ingressaram na Unicamp, bem como as respostas dadas pelos estudantes no questionário sócio-econômico aplicado no momento de inscrição no vestibular, além de informações acadêmicas. Através da comparação do desempenho no exame vestibular e do rendimento durante o curso, verificou-se uma superioridade na colocação inicial média masculina em relação à feminina; porém, no decorrer do curso, foi encontrada diferença considerável no ganho relativo médio a favor do gênero feminino.

Gênero - Mulheres - Diferença


H0689

O PENSAMENTO GEOGRÁFICO DE LEONARDO DA VINCI: ESTUDO DO MAPA DE ÍMOLA (1502)


Stefan Valim Menke (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Silvia Fernanda de Mendonça Figueirôa (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Leonardo da Vinci (1452-1519) foi considerado o "homem universal" do Renascimento, devido aos seus trabalhos em diversas áreas do conhecimento. Destacam-se, neste estudo, os trabalhos relacionados à cartografia, realizados durante o período em que Leonardo torna-se engenheiro militar de César Bórgia, em 1502. A metodologia baseia-se na contextualização, recorrendo-se a uma vasta revisão bibliográfica, de Leonardo da Vinci inserido numa sociedade, num determinado contexto histórico (segunda metade do século XV e começo do século XVI) afetado por forças políticas, sociais, econômicas e culturais. Os objetivos da pesquisa recaem sobre: conectar o entendimento do contexto histórico renascentista aos trabalhos de história do pensamento geográfico; das bases da formação da geografia moderna; de um momento na história do conhecimento científico em que a arte (como visão e representação do mundo) e a ciência se complementam por meio da observação e representação através de técnicas geométricas (perspectiva); do pensamento geográfico de Leonardo da Vinci, com enfoque no mapa de Ímola, produzido em 1502. A partir da revisão bibliográfica, pode-se afirmar que o mapa foi produzido num contexto de instabilidade política, devido à invasão de César Bórgia aos territórios do atual norte da Itália. O mapa de Ímola foi produzido seguindo preceitos teóricos já estabelecidos por Leon Battista Alberti, no seu mapa de Roma, com grande influência de teorias de projeção ptolomaicas. Deve-se destacar a representação do rio Santerno (na parte meridional do mapa) que transmite uma clara idéia de movimento e força da água, vindos de seus estudos de observação desse meio fluido.

Leonardo da Vinci - Cartografia - Renascimento


H0690

ANÁLISE DAS CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA DE EMPRESAS DE SISTEMAS LOCAIS DE PRODUÇÃO DA INDÚSTRIA DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS PARA CALÇADOS NO BRASIL


Murilo Damião Carolo (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Wilson Suzigan (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Um Sistema Local de Produção, SLP, é uma aglomeração geográfica e setorial de um grande número de empresas e instituições correlatas unidas por elos comuns e complementares que competem, mas também usufruem benefícios comuns originados da concentração de agentes. Os SLPs ganharam destaque no cenário econômico por serem pólos geradores de emprego, renda, desenvolvimento tecnológico e exportações. Atualmente, alguns estudos nesta área enfocam a importância da proximidade geográfica para o estabelecimento de um fluxo de conhecimento (tácito e explícito) e informações entre os agentes locais. Isso é considerando fundamental para a geração de inovações tecnológicas pelas firmas, e, assim, para o incremento da competitividade destas no mercado, bem como, para o desenvolvimento econômico da região em que estão inseridas. Considerando essas questões, a pesquisa analisa as características do processo de inovação tecnológica de firmas da indústria brasileira de máquinas para calçados, localizadas em SLPs e mapeia as referidas aglomerações de empresas por meio da aplicação de metodologia de cálculo de indicadores específicos, como Quociente Locacional e Coeficiente de Gini Locacional, utilizando a base de dados da RAIS/MTE 2004.

Sistema local de produção - Inovação - Máquinas e equipamentos para calçados


H0691

SISTEMAS LOCAIS DE PRODUÇÃO NA INDÚSTRIA BRASILEIRA DE CALÇADOS: IMPACTOS DOS NOVOS DESAFIOS DA CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL


Natalia Vidotti Orlovicin (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Wilson Suzigan (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
O estudo dos Sistemas Locais de Produção (SLPs) tem importância pela sua contribuição no que se refere à discussão de formas de atuação, tanto pública como privada, no nível local no sentido de buscar melhores perspectivas de crescimento econômico, emprego e inserção internacional. Neste trabalho, a abordagem de análise utilizada relaciona os SLPs calçadistas brasileiros aos vínculos externos, que se mostram determinantes para o desenvolvimento local. Nas duas últimas décadas vem ocorrendo uma desverticalização das grandes estruturas corporativas. As empresas que antes visavam a exploração dos fatores de custo diferenciais (corporações multinacionais) estão se especializando nas atividades de maior valor agregado e subcontratando, muitas vezes nos países em desenvolvimento, os serviços produtivos. Para esses compradores mundiais, que assumem um papel fundamental na transmissão de conhecimento aos produtores, é uma vantagem que estes se encontrem aglomerados, como acontece no caso brasileiro da indústria de calçados. Com a concorrência da indústria calçadista da China e a valorização do Real, a indústria brasileira de calçados perdeu participação no mercado internacional, principalmente, junto aos grandes compradores mundiais. Assim, foi preciso encontrar alternativas (novos compradores) que contribuíssem para a recuperação do crescimento da indústria calçadista brasileira. Observou-se uma significativa diminuição das exportações brasileiras de calçados para os Estados Unidos (principal consumidor com mercado formado por grandes compradores com marcas próprias) e um aumento das exportações para países como México, Espanha, Argentina e Canadá, onde mercado é formado, principalmente, por compradores de multimarcas, compradores atacadistas e lojistas independentes. Nesses países, é possível atuar sem a presença dos grandes compradores internacionais e, com isso, ter melhores condições de competição no mercado.

Sistemas locais de produção - Indústria de calçados - Governança


H0692

INVESTIGAÇÃO DAS INTERAÇÕES UNIVERSIDADE-EMPRESA E INOVAÇÃO NO ESTADO DE SÃO PAULO: UM LEVANTAMENTO COM BASE NO DIRETÓRIO DOS GRUPOS DE PESQUISA DO SISTEMA LATTES DO CNPQ


Vanessa Cristiane de Siqueira (Bolsista PIBIC/CNPq) e Prof. Dr. Wilson Suzigan (Orientador), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
A concepção de que proximidade geográfica é um fator facilitador no processo de transmissão do conhecimento sugere que as interações universidade-empresa são de extrema importância para o desenvolvimento do conhecimento e o surgimento de inovações nos SNI porque a ciência gerada na universidade entra em contato com a tecnologia oriunda das empresas. Nesse sentido, o presente trabalho propôs uma investigação da interação universidade-empresa no estado de São Paulo, utilizando como mecanismo para captar essa interação o Diretório dos Grupos de Pesquisa do Sistema Lattes do CNPq. Levantamentos dos dados da base corrente do sítio do CNPq apontaram 375 grupos de pesquisa interativos e 1102 registros de empresas interativas no estado de São Paulo, distribuídos entre 44 instituições de pesquisa e 8 áreas de conhecimento. Os resultados permitiram a definição de um perfil da interação universidade-empresa existente no Estado de São Paulo: ela ocorre, predominantemente, em instituições públicas, da Região Metropolitana de São Paulo e na grande área do conhecimento de “Engenharias” e especificamente em Engenharia Mecânica e Engenharia de Materiais e Metalúrgica.

Inovação - Interação universidade-empresa - Diretórios dos Grupos de Pesquisa do Sistema Lattes do CNPq


H0693

ANÁLISE DAS MUDANÇAS NO CONTEÚDO VULCÕES E TERREMOTOS POR MEIO DE QUESTÕES DE AVALIAÇÃO FORMAL (1973-2004)


Cézar Pardo Mêo Pompêo de Camargo (Bolsista SAE/UNICAMP) e Profa. Dra. Yara Kulaif (Orientadora), Instituto de Geociências - IG, UNICAMP
Professores do Departamento de Geociências Aplicadas ao Ensino do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas possuem cerca de 350 questões de avaliações formais arquivadas desde meados da década de setenta. Objetivamos organizar esse material sob a forma de banco de dados experimental. Essa organização em banco de dados permite que o material seja mais adequadamente utilizado, pois as questões podem ser discriminadas segundo diversos critérios: data de formulação, conteúdo abordado, instituição de ensino de procedência, forma como são elaboradas, local de aplicação e outros; critérios estes que, após sucessivos testes, estão sendo reformulados e acrescidos ao longo de pesquisas. A forma de banco de dados é um meio de conservar um material valioso que pode constituir fonte para docentes e pesquisadores da área. No que tange ao conteúdo Vulcões e Terremotos, nos interessamos em analisar, a partir da comparação de questões cadastradas no banco de dados experimental e de leituras bibliográficas sobre Geologia Introdutória, as mudanças ocorridas entre 1973 e 2004, a fim de estabelecer algumas referências mais adequadas para a atual maneira de avaliar o conteúdo, pois esse tema sofreu consideráveis modificações conceituais no período referido.

Geociências - Ensino - Avaliação






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