Universidade estadual de goiáS – ueg



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UNIEVANGÉLICA

CURSO DE ENGENHARIA CIVIL


NOME DO ALUNO

TÍTULO DO TRABALHO

Trabalho apresentado à disciplina de Materiais de Construção I como parte da primeira verificação de aprendizagem do curso de Engenharia Civil da UniEvangélica.


Orientadora: Profa. Moema Castro, MSc.


ANÁPOLIS / GO
2017

SUMÁRIO


INTRODUÇÃO 14

CONCRETO AUTOADENSÁVEL 15

1.1HISTÓRICO 15

1.2DEFINIÇÃO 15

1.3VANTAGENS E DESVANTAGENS DO CAA 15

1.4APLICAÇÃO DO CAA 16

1.5PRESSÃO NAS FÔRMAS 16

1.6PROPRIEDADES DO CAA NO ESTADO FRESCO 16

1.6.1Ensaio de espalhamento (Slumpflowtest) 17



SISTEMA CONSTRUTIVO PAREDE DE CONCRETO 19

1.7HISTÓRICO 19

1.8DEFINIÇÃO 19

1.8.1Fôrmas 20



programa EXPERIMENTAL 21

1.9MÉTODO DE DOSAGEM 21

1.10ESCOLHA DOS MATERIAIS 21

1.10.1Ensaios de caracterização 21

1.10.1.1Ensaio de determinação da composiçãogranulométrica 21

1.10.1.1.1Brita 0 (PEDREIRA A) 23



CONSIDERAÇÕES FINAIS 24


REFERÊNCIAS
INTRODUÇÃO
O relatório deve apresentado em papel branco, formato A4 (21 cm x 29,7 cm), digitados na cor preta, utilizando fonte Times New Roman ou Arial, tamanho 12, com espaçamento entre linhas de 1,5, no formato Justificado. As legendas das Figuras e Tabelas devem ser escritas usando a mesma fonte do texto, tamanho 10, espaçamento simples e centralizados.

As folhas devem apresentar margens esquerda e superior de 3 cm; direita e inferior de 2 cm. Todas as folhas do relatório devem ser numeradas sequencialmente, levando em consideração a Capa e o número de páginas do Sumário, contudo, estes não devem ter numeração. A numeração iniciará na Introdução.

O trabalho deve conter no máximo 15 páginas enumeradas. O trabalho deverá ser entregue impresso e encadernado.
CONCRETO AUTOADENSÁVEL
1.1HISTÓRICO
Segundo Semina(2007, apud Palareti, 2009), o concretoautoadensável surgiu no Japão, em 1988, desenvolvido pelo Professor Okamura, da Universidade de Tókio. Os pesquisadores da área procuravam uma solução para um concreto com uma melhor durabilidade, pois precisavam suprir as exigências das estruturas com alta utilização de armaduras, muito comuns no país por causa de seus abalos sísmicos e formas complexas.Com o surgimento de durabilidade das estruturas a solução do problema seria a necessidade de uma boa compactação do material, consequentemente uma mão de obra qualificada, que no Japão não havia. Dessa forma,Okamura propôs que desenvolvessem um concreto que não precisasse de vibração mecânica, que se compactasse com seu peso próprio, conseguisse uma fluidez no concreto de forma que preenchesse as fôrmas e passasse pelas armaduras, sem nenhum problema, por mais densas que elas fossem e de fácil aplicação.
1.2DEFINIÇÃO
O CAA é claramente uma das áreas da tecnologia do concreto que tem maior potencial de desenvolvimento. Não é apenas um novo tipo de concreto, senão uma tecnologia que, quando aplicada corretamente, proporciona propriedades diferentes e,principalmente, novas oportunidades. Com a utilização do CAA a estrutura deve ser analisada de uma forma integral, onde tanto o processo construtivo, quanto a concepção arquitetônica possam ser otimizados. As duas propriedades mais importantes do concreto autoadensável são a trabalhabilidade e a estabilidade. As características do CAA devem ser determinadas e mantidas, assim as propriedades dos materiais e, principalmente a sua proporção, passam aser os fatores mais importantes para a otimização da mistura (TUTIKIAN&MOLIN,2015).

...............................................


1.3VANTAGENS E DESVANTAGENS DO CAA
O fato do CAA não utilizar o método de vibração pode levar o concreto a ter mais qualidade, viabilidade econômica, além de rapidez na concretagem, diminuição de mão de obra e equipamentos. Viabiliza t..................
1.4APLICAÇÃO DO CAA
O concreto autoadensável pode ser utilizado tanto moldado in loco como na indústria de pré-fabricados, dosado no canteiro de obras ou em centrais de concreto e transportado por caminhão betoneira para as construções. Pode ser lançado com bombas de concreto, gruas ou simplesmente espalhado(TUTIKIAN&MOLIN,2015).

....................................


1.5PRESSÃO NAS FÔRMAS
A utilização do CAA faz com que aumente a pressão exercida nas fôrmas em comparação com ao CCV. É indiscutível que a velocidade de concretagem influi diretamente a pressão nas fôrmas. O CAA, com uma velocidade de concretagem de 2 m/h, aplica uma pressão parecida a hidrostática, no entanto até os 10 m/h, a pressão não varia consideravelmente, aconselhando-se então utilizar a pressão hidrostática para o cálculo da resistência das fôrmas (TUTIKIAN&MOLIN,2015).

.........................


1.6PROPRIEDADES DO CAA NO ESTADO FRESCO
Os equipamentos existentes para avaliação do CAA foram criados e desenvolvidos especialmente para esse tipo de concreto.

Para estimar cada propriedade do CAA existemequipamentos, uns mais aptos, outros mais práticos. Essas propriedades podem ser analisadas de acordo com os ensaios que avaliam a trabalhabilidade do CAA, Quadro 2, (PALARETI, 2009).



Quadro 1 - Ensaios para avaliação da trabalhabilidade do CAA

Ensaios

Utilização

Propriedades avaliadas

Laboratório

Canteiro

Fluidez

Habilidade Passante

Coesão

SlumpFlow

AR

AR

AR

N

PR

SlumpFlow T 50

AR

R

AR

N

PR

V-Funnel

RE

PR

R

N

PR

L-Box

R

PR

N

AR

R

AR: altamente recomendável; R: recomendável; PR: pouco recomendável; N: não relevante.

Fonte: TUTIKIAN & MOLIN, 2015 (adaptado)


1.6.1Ensaio de espalhamento (Slumpflowtest)
Esse ensaio foi padronizado no Japão, em 1990, e consiste em verificar se o CAA, sofrendo uma determinada força produzida pelo seu próprio peso, tem a capacidade de espalhar e atingir uma dimensão em determinado tempo e uma dimensão limite. Esse ensaio está relacionado com a fluidez e verifica a capacidade de preenchimento do concreto autoadensável. Por ser de fácil execução, é um dos mais utilizados em obras e laboratórios.

Para execução desse ensaio são necessários equipamentos como:



  • Uma base quadrada reta, lisa e de material sólido que não solte material, com dimensões de no mínimo 90cm;

  • Cone de Abrams (diâmetro superior de 10 cm e inferior de 20 cm, com altura de 30 cm);

  • Tronco de cone;

  • Uma colher do tipo concha ou um balde;

  • Um cronômetro;

  • Uma trena ou uma régua de, no mínimo, 90 cm.

.......................................

Parado o espalhamento, medem-se, com uma régua ou trena, os dois diâmetros perpendiculares e faz-se a média dos mesmos, chamada de diâmetro final de espalhamento, Dfinal(PALARETI, 2009).A Tabela 1apresenta a Classe de espalhamento e na Figura 1,o esquema do ensaio.



Tabela 1 - Classe de espalhamento (Slumpflow)

CLASSE

ESPALHAMENTO

(mm)


SF1

550 a 650

SF2

660 a 750

SF3

760 a 850

Fonte: NBR15823 (ABNT, 2010).
Figura 1 - Esquema do ensaio de espalhamento

Fonte: MARQUES,2011


Tabela2 - Classes de habilidades passante caixa L (sob fluxo confinado)

CLASSE

CAIXA L (H2/H1)

PL1

> 0,80 com duas barras de aço

PL2

0,80 com três barras de aço

Fonte: NBR15823 (ABNT, 2010).

SISTEMA CONSTRUTIVO PAREDE DE CONCRETO


1.7HISTÓRICO
Na Segunda Guerra Mundial, muitos países se viram devastados e destruídos, com isso foram atrás de meios de se reerguer de forma rápida e econômica, buscando sua recuperação. Para isso aliaram métodos já usados tradicionalmente com a criação de novos sistemas de controle de qualidade e otimização, com o intuito de obter menos desperdício de materiais, logo otimizando os custos associado ao processo com menos retrabalho e maior agilidade, obtendo custo benéfico com excelência no final(NOGUEIRA et al., 2011).
1.8DEFINIÇÃO

Elemento estrutural autoportante, moldado no local, com comprimento maior que dez vezes sua espessura e capaz de suportar carga no mesmo plano da parede, de acordo com NBR 16055 (ABNT, 2012).



  • Ótimo desempenho;

  • Não gera entulho;

  • Sistema industrializado;

  • Produção em escala.


Figura 2– Shaft hidráulico e parede espelho, com revestimento

cerâmico

Fonte: Próprios autores, 2016

1.8.1Fôrmas
Antes de iniciar a montagem das fôrmas é importante que se tenha sido executado a laje/piso c............................

.
programa EXPERIMENTAL


1.9MÉTODO DE DOSAGEM
O método escolhido como base foi o método experimental ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) para concretos fluidos. A escolha foi feita considerando o método utilizado pelas concreteiras da região, de forma que possa ser aplicado futuramente. Para a realização desse método foi necessário a informação da massa específica e unitária, dimensão máxima característica do agregado graúdo, a análise granulométrica, a consistência do concreto fresco e a resistência da dosagem do concreto. Obteve-se um traço base e com os resultados dos ensaios foram feitos os ajustes necessários.
1.10ESCOLHA DOS MATERIAIS
Foram recolhidos agregados graúdos de quatro pedreiras diferentes e agregados miúdos de duas dragas diferentes da região de Anápolis. Como o objetivo do ensaio foi a variação dos agregados, padronizou-se o cimento portland CPII – F40 obtido na usina da região.
1.10.1Ensaios de caracterização
De acordo com o método proposto, ABCP, foram realizados os ensaios de granulometria dos agregados, massa específica e massa unitária.
1.10.1.1Ensaio de determinação da composiçãogranulométrica
O ensaio foi realizado conforme NBR 7211 (ABNT, 2009) e NBR NM 248 (NBR, 2003).

Para a realização do ensaio foram utilizadas as peneiras (1¼ ,1, 3/4, 1/2, 3/8, 1/4,4,10,16,30, 50 e 100) da série normal, uma balança e recipiente para pesagem do material (bandeja), conforme especificado na NBR 7211 (ABNT, 2009). Não houve a utilização do vibrador de peneira, esse processo foi realizado manualmente com movimentos circulares e contínuos.

Os materiais foram devidamente secados em local aberto por 12 horas, para que a umidade não influenciasse nos resultados.

Teve como finalidade definir a curva granulométrica, a dimensão máxima do agregado e o módulo de finura. As Figuras 30 e 31 mostram os materiais e as peneiras utilizadas para a realização do ensaio.


Figura 3 – Amostras utilizadas no ensaio de granulometria

Fonte: Próprios autores, 2016.


Figura 4 – Peneiras – ensaio de granulometria

Fonte: Próprios autores, 2016.


1.10.1.1.1Brita 0 (PEDREIRA A)
A Tabela 7e a Figura 32 apresentam os valores obtidos da análise da Brita 0 da Pedreira A.
Tabela 3 - Análise da Brita 0 – Pedreira A

ANÁLISE GRANULOMÉTRICA

Peneira

mm

Individual

Acumulado

% Retido Individual

% Retido Acumulado

% Passado

1 1/4

31,5

0,00

0,00

0,0

0,0

100,00

1''

25,40

0,00

0,00

0,0

0,0

100,00

3/4''

19,05

0,00

0,00

0,0

0,0

100,00

1/2''

12,50

0,00

0,00

0,0

0,0

100,00

3/8"

9,50

393,69

393,69

18,5

18,5

81,48

1/4"

6,30

1326,24

1719,93

62,4

80,9

19,11

4

4,75

332,99

2052,92

15,7

96,6

3,45

10

2,36

60,74

2113,66

2,9

99,4

0,59

16

1,18

0,42

2114,08

0,0

99,4

0,57

30

0,60

0,39

2114,47

0,0

99,4

0,55

50

0,30

0,23

2114,70

0,0

99,5

0,54

100

0,15

0,49

2115,19

0,0

99,5

0,52

Resíduo

11,05

2126,24

0,5

100,0

 

Resultado do ensaio:APROVADO

Ams. Seca (g):

Módulo de finura (MF):

Dimensão máx. característica (mm):

2.126,24

6,1

12,5

Fonte: Própriosautores, 2016.
Foram recolhidos agregados graúdos de mais três pedreiras da região (Pedreira B, pedreira C e pedreira D), porém os agregados destas pedreiras foram descartados do estudo por serem pedras micaxisto. Esses tipos de rochas metamórficas não são muito utilizadas nas fabricações de concreto autoadensável, pois são muito friáveis. Na construção civil sua utilização é mais comum em acabamentos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
De acordo com os resultados obtidos, o objetivo do estudo foi alcançado, destacando a utilização de agregados da região de Anápolis para a dosagem de concreto autoadensável, específico para aplicação na parede de concreto. Comprovou-se uma ótima qualidade de concreto, atendendo todos os critérios de normas sendo: slump test, slump flowe resistência àcompressão axialàs 14 horas e aos 28 dias. O estudo também levou em consideração a escolha do método de dosagem ABCP, por ser o método já aceito no mercado e utilizado pelas concreteiras da região.
REFERÊNCIAS
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Ações e segurança nas estruturas – procedimento: NBR8681. 2004
CALLERA, CleversonAislan. Industrializando processos na obra: Instalações hidrossanitárias. Disponível em: . Acesso em: 15 abr. 2016.
CONCRETO, Portal do. AGREGADOS PARA CONCRETO. 2016. Disponível em: . Acesso em: 13 jul. 2016.



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