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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA

SETOR DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E DE TECNOLOGIA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

CLÁUDIO RENATO SALAU

DARTAGNAN REICHERT GORNISKI

JOSÉ PAULO DE BRITO



IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA EM MÁQUINAS E IMPLEMENTOS DE TRAÇÃO ANIMAL

PONTA GROSSA - PR


2006
CLÁUDIO RENATO SALAU

DARTAGNAN REICHERT GORNISKI

JOSÉ PAULO DE BRITO

IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA EM MÁQUINAS E IMPLEMENTOS DE TRAÇÃO ANIMAL

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado como exigência parcial¸ para conclusão de Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho, na Universidade Estadual de Ponta Grossa, sob orientação do Prof. Altair Justino.

PONTA GROSSA - PR

2006
CLÁUDIO RENATO SALAU

DARTAGNAN REICHERT GORNISKI

JOSÉ PAULO DE BRITO



IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA EM MÁQUINAS E IMPLEMENTOS DE TRAÇÃO ANIMAL

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado como exigência parcial¸ para conclusão de Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho, na Universidade Estadual de Ponta Grossa.


Ponta Grossa (PR), 17 de março de 2006.

Prof. Dr. Altair Justino – Orientador


Prof. Dr. Carlos Luciano S. Vargas


Profa. Dra. Flávia Andréa Modesto




RESUMO
No Brasil, 4,1 milhões de propriedades rurais dependem da mão-de-obra familiar, sendo que de cada dez trabalhadores rurais, oito estão na produção familiar. O desenvolvimento de máquinas e implementos agrícolas de tração animal, com dispositivos de segurança, e que ofereçam o mínimo conforto para o operador e, ao mesmo tempo, levando-se em conta o limite de esforço físico suportável pelos semoventes seria, sem dúvida, uma grande iniciativa que se apresenta como mola propulsora para resolver, ainda que em parte, esse grande problema que não é só da agricultura familiar, mas de toda a sociedade brasileira. Tendo como fundamento principal as experiências dos próprios autores e em pesquisas na literatura, buscou-se no presente trabalho traçar um diagnóstico da tração animal na atualidade, sobretudo o seu emprego na agricultura familiar; o estudo da legislação em vigor, os aspectos ergonômicos e a necessidade de dispositivos de segurança, visando à prevenção de acidentes no trabalho rural nas operações agro-florestais. Também foi realizado um estudo de caso com análise de uma roçadora de tração animal em termos ergonômicos e de segurança; levantamento de aspectos que devem ser observados em projetos de máquinas de tração animal e a identificação da importância econômica e social da tração animal na agricultura familiar. Os resultados mostraram expressiva participação da agricultura familiar no contexto sócio-econômico do Brasil, a necessidade de inclusão no projeto máquinas e implementos de tração animal de diretrizes básicas e fundamentais, visando a melhorias na qualidade, em termos ergonômicos, de segurança, operacionais e de manutenção, a necessidade de ter manual da máquina de tração animal com indicações de equipamentos de proteção individual apropriado ao tipo de atividade agro-florestal, bem como a necessidade de todo projeto final de máquina e implementos de tração animal observar a Legislação, Normas Regulamentadoras e Normas Técnicas, dedicadas à segurança, promovendo a inserção de dispositivos de segurança e estudo ergonômico.
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 5
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA .................................................................................. 7

2.1 ASPECTOS ERGONÔMICOS ............................................................................. 7

2.1.1 Ergonomia e Segurança no Projeto de Máquinas e Equipamentos de

Tração Animal ................................................................................................. 7

2.1.2 Atributos de Ergonomia e Segurança Associados ao Projeto de Maqui-



nas e Equipamentos de Tração Animal ....................................................... 9

2.2 LEGISLAÇÃO ..................................................................................................... 10

2.3 OCORRÊNCIA DE ACIDENTES ........................................................................ 12
3 MATERIAL E MÉTODOS ...................................................................................... 17
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................................ 20

4.1 ESTUDO DE CASO ............................................................................................ 20

4.1.1 Identificação dos Perigos ............................................................................. 20

4.1.2 Análise e Redução de Perigos ..................................................................... 20

4.2 IMPORTÂNCIA DA TRAÇÃO ANIMAL .............................................................. 21

4.3 OPERAÇÕES AGRO-FLORESTAIS COM TRAÇÃO ANIMAL ......................... 22

4.4 DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO ......................................... 23

4.4.1 Segurança e o Projeto de Engenharia ........................................................ 23

4.4.2 Objetivo ......................................................................................................... 24

4.4.3 Hipótese ........................................................................................................ 26

4.4.4 Comentários .................................................................................................. 26

4.4.5 Projeto de Máquina de Tração Animal Segura .......................................... 26

4.5 ASPECTOS ECONÔMICOS ............................................................................. 29
5 CONCLUSÃO ...................................................................................................... 30
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................. 31
7 REFERÊNCIAS .................................................................................................... 33


  1. INTRODUÇÃO

O êxodo rural que continuamente ocorre nas diversas regiões brasileiras tem como causa diversos fatores, dentre eles está o esforço físico que o pequeno agricultor, de modo particular, tem que despender no seu dia-a-dia, no exercício da sua atividade, além das intempéries que podem ocasionar doenças ocupacionais.

O inciso II, do art. 4º, do Estatuto da Terra (Lei 4.504/64), define como "Propriedade Familiar" o imóvel rural que, direta e pessoalmente explorado pelo agricultor e sua família, lhes absorva toda a força de trabalho, garantido-lhes a subsistência e o progresso social e econômico, com área máxima fixada para cada região e tipo de exploração, e eventualmente, trabalhado com a ajuda de terceiros.

Segundo o IBGE (2002), das 4,9 milhões de propriedades rurais existentes no país, 4,1 milhões dependem da mão-de-obra familiar, responsável por 38% da produção agropecuária do país. O campo emprega 17,9 milhões de pessoas. Propriedades de até 50 hectares absorvem 86% dos trabalhadores rurais. De cada grupo de dez trabalhadores rurais, oito estão na produção familiar. A média propriedade absorve 10,2% e o latifúndio, 2,5%.

Dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, mais de 60% vêm da agricultura familiar. Ela produz quase 70% do feijão, 84% da mandioca, 58% dos suínos, 54% da bovinocultura do leite, 49% do milho, e 40% de aves e ovos. Na produção de carne bovina, a pequena propriedade rural contribui com 62,3%; a média, com 26,4%; a grande propriedade, com 11,2%.

Tendo em vista o caráter sazonal da agricultura, determinadas tarefas não podem ser postergadas, sob pena de comprometer toda uma safra. Então, para o agricultor existe um fato: o serviço tem que ser feito, mesmo em condições exaustivas ou árduas, tornando-se ainda mais graves em determinadas regiões, máxime em se tratando da agricultura familiar.

A utilização de máquinas automotrizes facilita a execução das operações agrícolas, porém o investimento na aquisição e a ociosidade de tais máquinas, bem como as despesas com manutenção, tornam-se fatores limitantes do ponto de vista econômico, comparando-se com a receita da pequena propriedade e o custo benefício.

A aquisição de máquinas em condomínio, em alguns casos, poderia configurar-se como solução para o problema em questão, mas para isso há a dependência de alguns outros fatores, como por exemplo, o bom relacionamento entre os condôminos e a disciplina na utilização do bem de uso comum, em que se aplique o princípio da igualdade, tanto nos benefícios como nos custos, o que não é fácil de se estabelecer.

Mas, a pequena propriedade rural tem condições de produzir e manter animais de tração que possam auxiliar na execução das tarefas pesadas, tornando o agricultor mais independente e com capacidade para ampliar a sua atividade econômica. Porém, o produtor rural ainda não está aproveitando com maior intensidade a tração animal nas lides da lavoura, seja por falta de tradição na família ou porque não foi despertado para as vantagens da utilização de animais como força importante em todas as fases das culturas.

Assim, o desenvolvimento de máquinas e implementos agrícolas de tração animal, com dispositivos de segurança, e que ofereçam o mínimo conforto para o operador e, ao mesmo tempo, levando-se em conta o limite de esforço físico suportável pelos semoventes seria, sem dúvida, uma grande iniciativa que se apresenta como mola propulsora para resolver, ainda que em parte, esse grande problema que não é só da agricultura familiar, mas de toda a sociedade brasileira.

O presente estudo tem por objetivo, pois, destacar a necessidade de se buscar circunstâncias mais apropriadas para o agricultor, no exercício de suas atividades agro-florestais de modo especial a segurança, pela sua importância elementar à espécie humana, e demais aspectos essenciais --- tanto do ponto de vista técnico como do sócio-econômico, tendo a tração animal como um segmento que pode proporcionar a superação de muitas dificuldades encontradas na agricultura, colaborando para a fixação do homem no campo.


  1. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 ASPECTOS ERGONÔMICOS


O ser humano tem pouca capacidade de desenvolver força física no trabalho. Segundo Couto, H.A. (2002), o sistema osteomuscular do ser humano o habilita a desenvolver movimentos de grande velocidade e de grande amplitude, porém contra pequenas resistências. Essa característica é uma decorrência direta do tipo de alavanca de 1º grau ou interfixa predominante no sistema osteomuscular, que existem especialmente no pescoço e na coluna vertebral. Com efeito, o ser humano é mal adaptado a fazer contrações musculares estáticas, nas quais ocorre dor muscular intensa e fadiga precoce, devido ao acúmulo de ácido lático e outros metabólicos. A melhor postura para trabalhar é aquela em que o corpo alterna as diversas posições: sentado, de pé, andando. Assim, é indispensável que o operador de tarefas de tração animal possa também trabalhar sentado.

O mesmo autor, referindo-se às principais situações de sobrecarga para os membros superiores no trabalho, destaca a alta repetitividade dos movimentos como o principal fator na origem dos distúrbios, e aponta como crítica a força física com os membros superiores, especialmente os esforços em pinça (lateral, palmar e pulpar), igualmente os esforços de compressão palmar, pois nesses casos ocorre sobrecarga mecânica sobre a base da mão, onde termina o nervo mediano, e também crítica é a compressão digital, pois os tendões nas mãos são estruturas muito frágeis, aptas apenas para movimentos, e não para força.

As principais situações de sobrecarga para a coluna vertebral no trabalho, dentre outras, relaciona também como crítico o trabalho com o tronco encurvado (que leva à fadiga, por contração muscular estática dos músculos do tronco), pescoço excessivamente inclinado, excessivamente ereto, em postura estática ou torcido.
2.1.1 Ergonomia e Segurança no Projeto de Máquinas e Equipamentos de Tração Animal
A fabricação de uma máquina agro-florestal de tração animal, hoje, teria que levar em consideração, como prioridade, além da capacidade de execução de tarefas, a necessidade de instalação de dispositivos de segurança na mesma, visando não somente ao bem-estar do operador, mas também dos animais utilizados na tração, pois a possibilidade de ocorrência de acidente é iminente, como, por exemplo: quedas, queimaduras, afogamentos, lesões etc.

Assim, é necessário que, além dos princípios de biomecânica e sua aplicação em ergonomia, o projetista conheça, profundamente, cada uma das tarefas que seriam realizadas pela máquina em desenvolvimento.

É sabido que, quando se exige a produção de máquinas e equipamentos de tração animal, condicionadas pelos fatores de segurança e de ergonomia do homem ou do animal que faz parte do sistema, o fabricante tenha bastante claro que isso pode significar um aumento significativo nos custos de produção e que impactará, com certeza, o preço final do produto. Isto tem um reflexo significativo no consumidor que, na grande maioria das vezes, tem um baixo poder de investimento em máquinas agrícolas. Contudo, torna-se cada vez mais necessário incluir de maneira progressiva aspectos ergonômicos e de segurança nas máquinas e equipamentos de tração animal que chegam aos nossos agricultores.

Os custos sociais dos acidentes ocupacionais são relevantes, além das enfermidades ocupacionais que, cada vez mais, atingem esse segmento importante da sociedade laborativa, decretando pesado ônus à sociedade. Tudo isso, evidentemente, justifica uma ação efetiva de minimização desses males.

Um projeto ergonômico e seguro para determinado posto de trabalho possibilita a melhoria na eficiência da maquinaria e do animal, bem como o aumento na capacidade de trabalho do homem que a opera. O que se busca, num projeto de máquinas e equipamentos de tração animal seguro e ergonômico é o seguinte:


  1. Evitar lesões e doenças ocasionadas sobre pessoas pelos acidentes que são produzidos pelas máquinas, processos e atividades agrícolas;

  2. Reduzir os custos ocasionados como conseqüência dos acidentes (tempo perdido, os custos médicos, veterinários, a destruição de bens materiais e os danos ao animal e ao ambiente).

No que diz respeito às máquinas e equipamentos de tração animal deve-se considerar aspectos limitantes a determinadas tarefas, tanto envolvendo o homem que opera como também as limitações do animal que faz parte do processo. Podemos destacar como mais importantes:

  1. Limitações de natureza física --- deverá se conhecer os limites físicos para a operação do esforço exigido, potência, acuidade, tensão, etc.;

  2. Limitações de natureza fisiológica --- são normalmente a fadiga, desnutrição, doenças e o uso de drogas que alteram as características de homens e animais bem como condições ambientais que são relevantes dentro do processo como: temperatura, umidade, ruído e vibrações;

  3. Limitações de natureza psicológica --- associadas a segurança e rendimento pessoal e associadas a: confusão e insegurança pessoal; tragédias que afetam o indivíduo, relações interpessoais desagradáveis ou conflituosas; falta de vocação profissional ou motivação para o trabalho; dificuldades econômicas; insegurança pessoal e o desejo de se fazer notar.

Outra possibilidade de estabelecimento de requisitos de projetos de máquinas e equipamentos de tração animal poderá estar inserida através da observação das Diretrizes para Baixa Voltagem da Comunidade Econômica Européia (LVD – Low Voltage Directive). As exigências essenciais contidas nessas diretrizes são as seguintes (KERVILL, 1998):

  1. O produto não deve matar pessoas;

  2. O produto não deve lesionar pessoas;

  3. O produto não deve matar animais domésticos;

  4. O produto não deve danificar propriedades.

2.1.2 Atributos de Ergonomia e Segurança Associados ao Projeto de Máquinas e Equipamento de Tração Animal


a) Capacitação - Garantia que as máquinas e equipamentos de tração animal somente saiam da indústria, para a comercialização, após os meios que serão utilizados para a capacitação de todos os envolvidos no processo, terem sido confeccionados de forma a serem facilmente entendidos e assimiláveis;

b) Clima - Prever-se sistemas de proteção, tanto para o operador como para o animal, de maneira a protegê-los do sol e intempéries;

c) Dimensões - Garantia de acesso adequado ao local de trabalho, de maneira a permitir a movimentação, conforto e segurança tanto ao homem como ao animal envolvido no processo;

d) Elementos mecânicos - Garantir que elementos móveis, contundentes ou cortantes, fixações, acoplamentos, acabamentos ou outros elementos da máquina ou equipamento não ofereçam riscos ao usuário, animal ou ambiente;

e) Equipamento de proteção individual - Garantir-se a descrição de todas as operações insalubres e perigosas existentes nas máquinas e equipamentos de tração animal bem como projetar-se os EPI’s necessários para amenizar-se e/ou prevenir-se estes perigos;

f) Esforços físicos - Garantir-se que o operador e o animal não tenham que desenvolver esforços que excedam suas capacidades físicas, inclusive se os movimentos exigidos sejam realizados de forma repetitiva e constante;

g) Estabilidade do equipamento - Dispor-se de sistemas de proteção para eventuais emborcamentos, tombamentos, capotamentos e abalroamentos;

h) Manuais - Garantir-se o fácil acesso ao manual de informação a fim de prever-se procedimentos operacionais e de manutenção de maneira a garantir-se segurança e operacionalidade do equipamento;

i) Posicionamento e controle dos comandos - Garantir-se comandos em posição que garanta funcionalidade e que evitem acidentes e lesões ao operador;

j) Ruídos - Garantir-se o mínimo de ruídos possíveis, nunca ultrapassando o limite físico do operador, que é de 85 dB para cada turno de 8 horas de trabalho;

k) Substâncias tóxicas - Garantir-se que operador e o animal de tração não sejam atingidos por substâncias tóxicas que ofereçam riscos à saúde humana e animal;

l) Vibrações - Garantir-se ao operador o isolamento de vibrações que possuem efeitos danosos à saúde humana;

m) Visibilidade - Garantir-se que o usuário tenha boa visibilidade para operação e manutenção do equipamento.

2.2 LEGISLAÇÃO


A Norma Regulamentadora Rural Número 1 – NRR1: Disposições Gerais tem a sua existência jurídica assegurada pelo Art. 13 da Lei Nº 5.889, de 08.06.1973, verbis: “Lei Nº 5.889/73 – Art. 13. Nos locais de trabalho rural serão observadas as normas de segurança e higiene estabelecidas em Portaria do Ministério do Trabalho e Emprego”.

A NNR1, a exemplo da primeira norma regulamentadora do trabalho urbano estabelece os deveres dos empregados e empregadores rurais no tocante à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais.

Empregado rural, segundo definição contida no Art. 2º da Lei 5.889/73, é toda pessoa física que, em propriedade rural ou prédio rústico, presta serviços de natureza não eventual a empregador rural, sob a dependência deste e mediante salário.

Empregador rural, de acordo com o Art. 3º do Estatuto do Trabalhador Rural, é a pessoa física ou jurídica, proprietária ou não, que explore atividade agroeconômica, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou através de prepostos e com o auxílio de empregados.

A Norma Regulamentadora Rural Número 2 – NRR2: Serviço Especializado em Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural – SEPATR, estabelece a obrigatoriedade para que as empresas rurais, em função do número de empregados que possuam, organizem e mantenham em funcionamento serviços especializados em Segurança e Medicina do Trabalho, visando à prevenção de acidente do trabalho e doenças ocupacionais no meio rural.

A Norma Regulamentadora Rural Número 4 – NRR4: Equipamentos de Proteção Individual – EPI, estabelece a obrigatoriedade para que os empregadores rurais forneçam, gratuitamente, a seus empregados Equipamentos de Proteção Individual adequados ao risco e em perfeito estado de conservação, a fim de protegê-los dos infortúnios laborais.

A Norma Regulamentadora Rural Número 5 – NRR5: Produtos Químicos estabelece os preceitos de segurança e medicina do trabalho rural a serem observados no manuseio de produtos químicos, visando à prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais.

Ainda com relação à legislação pertinente, merecem destaque:



  1. Decreto 4.645, de 10 de junho de 1934, que estabelece medidas de proteção aos animais;

  2. Declaração Universal dos Direitos dos Animais - Proclamada em assembléia da UNESCO, em Bruxelas – Bélgica, em 27.01.1978;

  3. Lei Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências;

  4. Anexo à Norma Regulamentadora – NR 31:

31.18 Trabalho com Animais

31.18.1 O empregador rural ou equiparado deve garantir:

  1. Imunização, quando necessária, dos trabalhadores em contato com os animais;

  2. Medidas de segurança quanto à manipulação e eliminação de secreções, excreções e restos de animais, incluindo a limpeza e desinfecção das instalações contaminadas;

  3. Fornecimento de desinfetantes e de água suficientes para a adequada higienização dos locais de trabalho.

31.18.2 Em todas as etapas dos processos de trabalhos com animais devem ser disponibilizadas aos trabalhadores informações sobre:

  1. Formas corretas e locais adequados de aproximação, contato e imobilização;

  2. Maneiras de higienização pessoal e do ambiente;

  3. Reconhecimento e precauções relativas a doenças transmissíveis.

31.18.3 É proibida a reutilização de águas utilizadas no trato com animais, para uso humano.

31.18.4 No transporte com tração animal devem ser utilizados animais adestrados e treinados por trabalhador preparado para este fim.
2.3 OCORRÊNCIA DE ACIDENTES
Embora no Brasil tenham poucos dados estatísticos relativos a acidentes de trabalho, pode-se inferir, considerando que 18,4% da população brasileira residem no meio rural, segundo estimativa do IBGE (2002), e que o INSS paga algo como US$ 2,01 bilhões em benefícios em função de acidentes de trabalho rural, pode-se inferir que algo como 14% do total de acidentes envolvendo máquinas e equipamentos agrícolas são relativos às operações de tração animal. O acidente mais grave e o mais freqüente no meio rural, sem sombra de dúvida, é aquele que envolve a operação mecanizada com trator. Isto porque são pouquíssimos os dados estatísticos de acidentes que envolvem a agricultura familiar, caracterizada por pequenos produtores rurais, e que, na verdade, são os principais detentores de máquinas e equipamentos de tração animal, onde não ocorre o preenchimento do CAT e, na grande maioria das vezes, o acidente sequer é comunicado e considerado pelos organismos oficiais de controle.

Segundo ALONÇO (2004), poucos são os trabalhadores rurais acidentados que recorrem aos postos de atendimento da Previdência Social, seja por falta de informações, tanto do trabalhador como do empregador, seja pelas grandes distâncias a serem percorridas entre o local do acidente e o do atendimento. De um total de 41 acidentes relatados na pesquisa apenas 14% deles foram comunicados aos organismos oficiais de controle --- em função mais da gravidade do acidente --- e na sua totalidade, as comunicações foram feitas pelo órgão de saúde envolvido (Hospital e Pronto Socorro de Urgência).

Uma das definições mais aceita de acidente de trabalho rural é a seguinte: “aquele acidente que ocorre na realização de qualquer trabalho rural e que provoque lesão corporal, perturbação funcional ou doença que cause a morte ou redução permanente ou temporária da capacidade para o trabalho”.

Segundo SOUZA (2003), as consideráveis vantagens materiais e sociais obtidas pelo homem através do uso das tecnologias sempre foram acompanhadas pelo surgimento de riscos, sendo que os acidentes resultantes da concretização destes riscos, de maneira cada vez mais alarmante, ameaçam a qualidade de vida e, não raramente, a própria vida dos seres humanos.

Em que pese o fato de ser no Brasil, relativamente, pouco estudado e divulgado o número de acidentes com máquinas de tração animal, este dado tem uma expressão significativa se levar em consideração o número de pequenas propriedades rurais que usam tais equipamentos em sua atividade laboral. Embora existam divergências entre os números divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), estima-se que, em média, são gastos anualmente cerca de US$ 1,3 bilhões, com benefícios pagos pelo INSS com a ocorrência de acidentes de trabalho rural, sem considerar, contudo, neste ônus aos cofres públicos, as despesas com recuperação de máquinas, dias parados, seqüelas, tratamentos com acidentados e ao êxodo rural decorrente, causadores de problemas sociais em regiões densamente povoadas. Desse total, estima-se que 14,3% dos acidentes sejam ocasionados por equipamentos e componentes que utilizem a força animal como agente propulsor, principalmente para tração, rotação, carga e descarga. Um dos fatores relevantes neste número é a baixa escolaridade dos operadores destas máquinas agrícolas, pois o tempo médio de escolaridade, encontra-se na faixa de três anos (DALLMEYER, 1997).

O projeto de engenharia, segundo BACK (1983), é uma atividade orientada para o atendimento das necessidades humanas, principalmente daquelas que podem ser satisfeitas por fatores tecnológicos da cultura brasileira. A satisfação dessas necessidades não é peculiar ao projeto de engenharia, pelo contrário, ela é comum a muitas atividades humanas.

A sistemática do projeto, prevista na literatura, aborda de uma forma geral as fases dos projetos: informacional, conceitual, preliminar e detalhado.

LIMA (1985), afirma que o caráter patogênico do trabalho se constitui numa preocupação da sociedade industrial em geral, e particularmente de países em desenvolvimento como o Brasil, onde é relevante o número de acidentes e doenças ocupacionais. Foram avaliadas várias teorias (fatalidade, culpabilidade, predisposição, multicasualidade etc.) e contrapondo-se a elas uma outra análise foi feita procurando entender o problema através da ótica histórica e social.

São muitos os acidentes que ocorrem nos trabalhos realizados com a tração animal. Animais devidamente adestrados e conduzidos por pessoas capacitadas são premissas básicas para evitarem-se acidentes, principalmente tombamento, atolamento, disparada, ferimentos diversos, danos às culturas, quebra de peças do implemento tracionado etc.

Ainda que a grande maioria dos acidentes rurais ocorra com pessoas que possuem idade entre 18 e 35 anos, é alarmante o numero de acidentes rurais com menores de idade, projetando-se com isso a importância da prevenção de acidentes rurais, visando à redução de mortes e incapacitações na população economicamente ativa, causadoras de um ônus significativo para a sociedade como um todo.


Relato de Ocorrências --- Acidentes ocorridos no meio rural da Grande Curitiba, envolvendo máquinas e equipamentos de tração animal, em 2005:

  1. Ao levantar o arado de aiveca, durante a aração, provocou-se luxação nos membros superiores do operador;

  2. Ao pulverizar-se uma lavoura com agrotóxico, houve intoxicação do operador e do animal com posterior óbito do animal;

  3. A roda de uma carroça tracionada por dois bovinos caiu num buraco, quebrando o eixo e provocando lesões nas costas e braços do operador;

  4. Uma carroça desgovernada, devido ao temperamento nervoso do cavalo que a tracionava, acabou por provocar a queda do operador, resultando em fratura do braço direito;

  5. Houve o rompimento do sistema de correias de fixação do animal ao equipamento, provocando a queda com lesões leves no operador da semeadora que estava sendo tracionada.

Como sugestões e/ou recomendações, oferecidas por CORRÊA & RAMOS (2003), e que se aplicam ao projeto de segurança para máquinas agrícolas de forma geral, deve-se enfatizar o seguinte:

a) Incentivar os órgãos de ensino responsáveis pela formação profissional da mão-de-obra ligada ao meio rural tanto a nível médio, graduação e pós-graduação, no sentido a introduzir disciplinas ou tópicos específicos sobre segurança e ergonomia nos seus cursos, visando à formação de profissionais com visão mais crítica e competente para enfrentar o problema;


  1. Atuar junto ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR e outros, disponibilizando cursos de formação de mão-de-obra, no sentido de abordar o tema segurança e ergonomia, formando uma mão-de-obra operacional mais qualificada e com uma visão prevencionista maior;

  2. Promover junto aos órgãos de pesquisa como Embrapa, ensino universitário e médio, rurais, desenvolvimento de estudos de tecnologias que contemplem a segurança em máquinas agrícolas, no que se refere a projeto, materiais empregados, resistência dos materiais e sistemas de proteção às fontes de riscos;

d) Conscientizar os pequenos produtores rurais da necessidade de treinamento e cuidados de segurança visando à operação de máquinas e equipamentos de tração animal, promover reuniões através de órgãos de incentivo à agricultura familiar – PRONAF e outros, visando informar sobre iniciativas de segurança, manutenção e operação de máquinas e equipamentos de tração animal.

Já CARPES JUNIOR (2001), ao analisar a segurança humana para desenvolvimento de produtos mais seguros, propôs uma forma de mensurar a segurança dos produtos e um método para determinar as necessidades de segurança do consumidor que deveriam ser contempladas no projeto inicial. Seus estudos foram largamente utilizados na indústria moveleira, entretanto, podem ser utilizados, conceitualmente, para outras atividades fabris.

Como as máquinas e equipamentos de tração animal, basicamente, são um conjunto de dispositivos mecânicos, através de PIGHINI (2000), em seus procedimentos de projeto para segurança de sistemas mecânicos, fica presente que projeto para segurança ocupa importância primária para a espécie humana, e este fato é demonstrado pelo interesse neste tópico por parte de institutos de pesquisa, empresas estatais e privadas, institutos de normas técnicas nacionais e internacionais, estabelecendo um grau de importância relevante e transferido aos projetistas responsáveis pela elaboração de projetos, e um arcabouço de aspectos que envolvem segurança, ergonomia, manutenção, operação e ciclo de vida dos produtos.

Segundo ainda PIGHINI et al. (2001), a solução para um procedimento geral de projeto deve envolver a segurança do operador, do ambiente como também a segurança do sistema mecânico e acrescentam a este processo seguro os aspectos que envolvem a segurança do animal, que faz parte do mesmo. Poder-se-ia, dialeticamente falando, considerar como o animal inserido no ambiente, contudo entende-se que ele é uma parte distinta e importante que merece uma consideração individualizada, mesmo porque hoje tem leis que contemplam, especificamente, sua proteção e segurança.




  1. MATERIAL E MÉTODOS

Para o desenvolvimento do presente trabalho, foi estruturado um plano que teve como base as seguintes ações:



  1. Tendo como fundamento principal as experiências dos próprios autores e em pesquisas na literatura - em bibliotecas e/ou via Internet -- buscou-se um diagnóstico da tração animal na atualidade, sobretudo o seu emprego na agricultura familiar;

  2. Pesquisa na legislação pertinente em vigor, estudo dos aspectos ergonômicos e da necessidade de dispositivos de segurança, visando à prevenção de acidentes no trabalho rural nas operações agro-florestais;

  3. Estudo de caso com análise de uma máquina de tração animal em termos ergonômicos e de segurança;

  4. Levantamento de aspectos que devem ser observados em projetos de máquinas de tração animal;

  5. Identificação da importância econômica e social da tração animal na agricultura familiar e, igualmente a prevenção de acidentes na execução de serviços agro-florestais;

  6. Por fim, a busca das respostas para duas questões especiais:

    1. Por que as grandes fábricas nacionais de máquinas e implementos agrícolas não são atraídas para a produção em série desses produtos também para a tração animal e, evidentemente, com todos os dispositivos de segurança necessários?

    2. O que falta às pequenas metalúrgicas para produzir máquinas e implementos agroflorestais de tração animal?

Visando dar ênfase prática ao presente trabalho, foi avaliada uma máquina de tração animal, que desde a fase inicial de seu projeto procurou contemplar os aspectos de segurança, anteriormente preconizados. Para tanto, se utilizou o projeto de uma roçadora de tração animal (Figura 1), desenvolvida pela EMATER-RS e apresentado ao NEMA (Núcleo de Ensaios de Máquinas Agrícolas) do Centro de Ciências Rurais da Universidade Federal de Santa Maria-RS.

A referida máquina foi aperfeiçoada de forma a ter o acionamento por motor diesel, mas continuando a ser tracionada por animais.



Figura 1 – Roçadora adaptada para o acionamento motor e com tração animal.
A roçadora pode ser usada para a roçada em campo nativo, o manejo de plantas protetoras e melhoradoras do solo, facilitar o manejo de plantas cultivadas, e para a limpeza nas entrelinhas de pomares e reflorestamentos.

Dessa forma, a máquina também é útil no melhoramento do campo nativo, facilita o plantio direto na pequena propriedade e ainda ajuda a evitar queimadas, que tanto preocupa os ambientalistas e ecologistas.

Entre as vantagens do invento destacam-se:


  1. O baixo custo (é construída a partir de material reciclado);

  2. A facilidade de manejo;

  3. A possibilidade de usar o mesmo motor que é utilizado na pequena propriedade rural para outras atividades (kit forrageiro).


II – Características Técnicas da Roçadora de Tração Animal

  1. Acionamento das lâminas de corte - por meio de um motor Diesel de 4 tempos, com potência de 3,375 Kw (4,5 CV) a 3600 rpm. A potência é transferida entre as lâminas por meio de sistema com caixa de transmissão com rendimento mecânico de 90%, por meio de correia trapezoidal;

  2. Sistema de embreagem - sistema dotado de alavanca acessível ao operador, desde o banco do operador, que interrompe o acionamento da lâmina de corte durante o transporte e as manobras;

  3. Comando de rotação - sistema de controle da aceleração, com dispositivo de bloqueio, acessível desde o posto de comando do operador;

  4. Largura de corte - regulável desde 0,80 m até 1,00 m;

  5. Sistema de transporte - rodas traseiras automotivas, providas de cubos de rolamento, com pneus 5.60 aro de 15”, roda guia dianteira com pneu 3.25-80. Tração por cambão de madeira, atuante na roda guia, com 2,5 m de comprimento, com dispositivo de articulação e bloqueio para estacionamento;

  6. Regulagem da altura de corte - de 0,05 m até 0,40 m;

  7. Posto do operador - assento em banco estofado, sem oscilação vertical, com apoio para os pés e sistema de proteção do operador com tela metálica do sistema de acionamento;

  8. Consumo de combustível - aproximadamente 0,5 a 1,0 L.h-1, dependendo da velocidade e do tipo de material a ser cortado;

  9. Força de tração - desde 30 kgf em solo firme a 50 kgf em solo com pastagem, perfeitamente compatível com um muar de médio porte.




  1. RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1 ESTUDO DE CASO





      1. Identificação dos Perigos

Através de processo de brainstorming, procurou-se desenvolver uma análise dos perigos mais relevantes na operação da roçadora com tração animal e dentre os levantados junto aos projetistas e operadores da máquina após uma análise ponderada em função da gravidade do risco destacou-se em ordem decrescente os cinco mais relevantes:



  1. Emborcamento ou tombamento da máquina com lesões graves ao operador.

  2. Lesões de membros superiores e mãos na manutenção da máquina.

  3. Lesões de membros inferiores no transporte e na operação devido a entorses e/ou luxações.

  4. Lesões nos pés por falta de equipamento de proteção.

  5. Lesões nos olhos por estilhaçamento de componentes e ou partículas sólidas.

4.1.2 Análise e Redução de Perigos


Pelo levantamento de dados junto aos operadores da máquina constatou-se que os riscos de acidentes são muito mais afetos aos atos de inseguranças do que decorrente de uma condição insegura. O perigo mais relevante da operação do equipamento decorre da utilização do mesmo em terreno de relevo mais íngreme, numa condição que facilite o tombamento da máquina, ou seja, em rampas superiores a 10 graus, em situação tal que permita um desequilíbrio da mesma, em que pese seu baixo centro de gravidade e de uma estabilidade invejável.

Embora a máquina disponha de sistemas de proteção através de protetores e anteparos dos acionamentos e peças móveis, seria conveniente a elaboração de um manual de operação que preconizasse a utilização de roupas adequadas como macacões sem peças soltas que permitam enroscar em componentes móveis com riscos de lesionar os operadores. Torna-se fundamental também a utilização por parte do operador de EPI (equipamento de proteção individual) como botinas com biqueira de aço, luvas de proteção para as mãos e óculos de proteção. Com isso estará se contemplando uma segurança adequada ao operador e atendendo a uma análise de eliminação de riscos mais apurada.

Observou-se, também que o projeto atende aos aspectos ergonômicos, permitindo que o operador trabalhe sentado e que os comandos sejam acessados e manobrados em condições adequadas quanto a esforço e posicionamento. Embora se trate de uma máquina que apresenta um significativo grau de mecanização, oportunizou-se aliar a tração animal com a motorização de maneira que uma complementa a outra, obtendo-se maior economicidade do equipamento, o que é tão importante quando a exigência maior é a busca de menores custos associados a um desempenho adequado.
4.2 IMPORTÂNCIA DA TRAÇÃO ANIMAL
Antes da invenção da caldeira e das máquinas automotrizes, a tração animal era indispensável até mesmo na indústria (moinhos, moagem de cana-de-açúcar etc.), transportes em geral, inclusive o coletivo nas grandes cidades.

Apesar da modernidade, a tração animal ainda é muito importante no meio rural. Lamentavelmente, no decorrer dos anos, a indústria de máquinas agrícolas, instalada no Brasil, não despertou o interesse em colocar no mercado equipamentos de tração animal que ofereçam as condições mínimas de conforto ao trabalhador rural, com dispositivos de segurança indispensáveis e a um preço acessível. Isso tem sido fator limitante ao uso da tração animal, e a sua superação é necessária, porque a agricultura brasileira precisa da tração animal, até por uma questão de economia.

A respeito disso, somente na Ásia o búfalo, que é o clássico animal de carga, fornece 30% da energia agrícola no Sul da China, Tailândia, Indonésia, Malásia, Filipinas e Indochina (FAO, 1997). Essa medida veio comprovar a eficiência da tração animal na pequena propriedade e determinar seu efeito na capacitação do pequeno produtor rural.

Com essa visão, a Embrapa conduziu trabalho no Município de Teixeirópolis (RO), que possui solos de topografia suavemente ondulada a ondulada, e de fertilidade média a elevada. A temperatura média anual é de 24ºC com pouca variação durante o ano e a precipitação média anual é de 2.000 mm, concentradas as chuvas entre abril e outubro. O núcleo de tração animal foi instalado em 1986/1991, numa propriedade de fertilidade natural, tendo uma área total de 28 ha, com 70% de capoeira e 30% de mata, onde toda a madeira de valor para a serraria tinha sido retirada. A partir do terceiro ano, foram incorporados mais 12 ha à área, adquiridos do vizinho. Foi introduzido uma junta de búfalos e um conjunto de implementos de tração animal. Inicialmente, foi feito o encoivaramento para se combater a capoeira em área de pastagem degradada, utilizando-se grade de 8 discos com 18 polegadas.

Toda a área de recuperação foi feita com culturas anuais, utilizando-se o arroz, milho e feijão, plantados anualmente em 10 ha, sendo 5 ha em regime solteiro e 5 ha em consórcio com café. Foi implantada uma área de 0,5 ha de cana-de-açúcar e recuperados 16 ha de pastagem, para pecuária leiteira. O trabalho teve como base o princípio da diversificação. A propriedade possuía uma família composta de 13 pessoas, perfazendo um total de 1.872 homem/dia/ano. Todas as etapas como preparo do solo, semeadura, capina, colheita e transporte das mercadorias foram realizadas com o auxílio dos animais de tração.

Com a mecanização da área cultivada o produtor fez uso de calcário e adubo químico a partir do terceiro ano. A área cultivada aumentou de 2 ha para 26 ha, em cinco anos, e a diversificação facilitou a distribuição da mão-de-obra ao longo do ano, embora houvesse concentração da mão-de-obra no período de setembro a novembro. Essa capacitação do produtor foi possível através da mecanização com tração animal. (PEREIRA, R.G. de A.).

Seja qual for a espécie utilizada, os semoventes devem ser de raças com aptidão à tração, devidamente adestrados, bem alimentados e sadios.
4.3 OPERAÇÕES AGRO-FLORESTAIS COM TRAÇÃO ANIMAL

Conservar o solo produtivo é a principal preocupação de todo produtor rural. Para tanto, todas as técnicas conservacionistas a seu alcance devem ser aplicadas, para proteger o solo da erosão e devolver a terra tudo o que for possível. Assim, a queima das restevas da cultura anterior deve ser evitada.

Os principais implementos usados nas operações agro-florestais são:


  1. Grade de discos (recomenda-se o uso de discos recortados, pois a área cortante é maior e o resultado do trabalho é melhor) – utilizada nas operações de preparo do solo e no acamamento de restos culturais;

  2. Rolo-faca (implemento rústico, construído com toras de madeira e lâminas afiadas) – utilizado no acamamento de restos culturais;

  3. Arado – usado no preparo do solo;

  4. Grade semeadora-adubadora – utilizada nas operações de preparo e na colocação de sementes e adubo no solo;

  5. Semeadora-adubadora – utilizada na colocação de sementes e adubo no solo;

  6. Subsolador – utilizado na operação de rompimento de camadas adensadas ou compactadas do solo;

  7. Cultivador – usado no controle da plantas protetoras.

4.4 DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO

4.4.1 Segurança e o Projeto de Engenharia

Todo controle de riscos depende, no mínimo, da eficiência e do comprometimento dos profissionais envolvidos, bem como dos recursos disponibilizados e do envolvimento da alta administração da empresa. Sem estas condicionantes mínimas, a segurança total passa a ser impossível. Uma política de segurança definida a partir da participação ativa de todos os elementos que compõe a organização, tem maiores chances de sucesso em relação àquela definida por uma só pessoa ou por um grupo pequeno de pessoas.

A adoção de algumas medidas preventivas e específicas para a execução dos trabalhos pode significar a eliminação ou, pelo menos, a diminuição das causas que contribuem para a ocorrência de acidentes.

Prevenir é, pois, uma responsabilidade de todos, desde o trabalhador mais humilde que, em muitos casos, não consegue identificar o risco potencial de um equipamento mal projetado, até o pesquisador que projeta o mesmo equipamento.

Embora muitos são os fatores que agravam o problema de segurança operacional das máquinas e equipamentos de tração animal, a falta de exigências por parte dos consumidores de requisitos de segurança no que tange às máquinas e equipamentos bem como a rusticidade e improvisação fazem do arsenal brasileiro de máquinas e equipamentos de tração animal muito precário, considerando o nível de tecnicidade exigido na agricultura atual. Ainda que existam poucas normas é vital que se considerem, nos projetos destas máquinas e equipamentos, elementos que contemplem, já nos seus projetos de engenharia, elementos de máquinas seguros, que não ofereçam riscos aos usuários e que respeitem as normas de segurança atualmente vigentes.

Sabe-se que tem sido decisivo, para a desqualificação dos projetos de máquinas de tração animal, a importância dada ao fator custo imediato, sem, contudo considerar o custo potencial do risco de acidente de trabalho. Também é relevante a falta de acessibilidade pelos projetistas a informações sobre Legislação, Normas Regulamentadoras e Normas Técnicas, dedicadas à segurança, promovendo a não inserção de dispositivos de segurança no projeto final do tipo de máquina em questão.

Este trabalho dedicou-se ao levantamento dos aspectos pertinentes à segurança no projeto de máquinas de tração animal, determinados na Lei, bem como à consideração de princípios de solução para concepção de máquinas de tração animal, nas fases informacional e conceitual do processo de projeto uma vez que, na literatura consultada, não foi encontrado uma sistemática que aborde, nessas fases do projeto de máquinas e equipamentos de tração animal, o problema da segurança suportada pelas restrições legais, normas técnicas e operacionais, determinações de fabricantes, manuais ou mesmo outros autores.

Após análise estatística de uma amostragem envolvendo uma pesquisa junto a 23 pequenas propriedades rurais dos municípios de São José dos Pinhais e Piraquara, na Grande Curitiba, concluiu-se que, dos questionários coligidos, fica presente que a causa raiz do problema de segurança envolvendo máquinas e equipamentos de tração animal, estava mesmo nas máquinas, pois segundo ALONÇO (2004), as não-conformidades presentes nas máquinas agrícolas, consideradas como potencializadores de perigo, se sobrepõem a todos os outros aspectos ligados aos operadores ou mantenedores, pelo fato de permanecerem presentes em toda a etapa do ciclo de vida de uso, a mais longa de vida do produto.

4.4.2 Objetivo
A única iniciativa para minimizar-se as não-conformidades em produtos realmente eficaz, reside no desenvolvimento de metodologias que ajudem na segurança de uso como também na manutenção das máquinas. Estratificando a pesquisa, considerou-se que 18% dos acidentes envolvendo máquinas de tração animal ocorreram na fase de manutenção, lubrificação e limpeza dessas máquinas, e que os 82% restantes ocorreram na fase de operação das mesmas. Ficam presentes, nesses tipos de máquinas e equipamentos, problemas elementares de segurança envolvendo a falta de protetores para o operador, bem como a ausência de dispositivos ergonômicos que minimizem a estafa do operador, dispositivo contundente desprotegido, sistemas de acoplamento inadequados.

Outro fator relevante, associado aos problemas, é o fato de que, normalmente, as empresas envolvidas na produção de máquinas e equipamentos de tração animal apresentam baixa qualificação técnica e são premidas, principalmente, pelo fator custo, uma vez que o mercado consumidor apresenta um poder aquisitivo baixo e o atributo segurança tende a ser preterido, dentre outros aspectos mais atraentes do negócio.

Dentro da metodologia sugerida no desenvolvimento de máquinas e equipamentos de tração animal, nas fases de projeto informacional e conceitual tem-se que:


  1. Detalhar a fase de projeto informacional em atividades e tarefas e associar a cada uma delas, ferramentas, documentos e elementos requeridos para contemplar todas as informações no campo de segurança de máquinas e equipamentos de tração animal;

  2. Detalhar a fase de projeto conceitual em atividades e tarefas e associar a cada uma delas, ferramentas, documentos e elementos requeridos para contemplar todas as informações no campo de segurança de máquinas e equipamentos de tração animal;

  3. Pesquisar na legislação, Norma Regulamentadora Rural, Normas Regulamentadoras, Normas Técnicas Nacionais e Internacionais, Normas de Proteção dos Animais, as determinações relativas à segurança de máquinas para operação e manutenção;

  4. A partir das determinações relativas a segurança de máquinas descritas acima, identificar restrições e princípios de solução para segurança em máquinas e equipamentos de tração animal e incluí-los no processo de projeto em estudo;

  5. Caracterizar os fatores de influência na segurança de máquinas e equipamentos de tração animal;

  6. Modelar o processo de projeto, considerando os fatores de influência para segurança de máquinas e equipamentos de tração animal;

  7. Desenvolver métodos e ferramentas de apoio ao projeto de máquinas e equipamentos de tração animal, em sua fase informacional e conceitual, com enfoque em segurança;

  8. Aplicar e avaliar o modelo proposto e as ferramentas desenvolvidas em um estudo de caso de projeto de máquinas e equipamentos de tração animal.

4.4.3 Hipótese


Considerando-se o problema existente, no que tange ao elevado número de acidentes envolvendo máquinas e equipamentos de tração animal, e considerando-se o objetivo ressaltado anteriormente podemos estabelecer a hipótese central deste trabalho conforme enunciado abaixo:

Se forem introduzidas restrições e soluções técnicas para segurança e ergonomia no processo de projeto, em sua fase informacional e conceitual, pode-se reduzir o número de acidentes com máquinas e equipamentos de tração animal bem como construir máquinas mais adequadas e seguras ao trabalho humano e animal”.


4.4.4 Comentários

Através da análise das máquinas e equipamentos de tração animal, envolvidas na pesquisa de campo, pôde-se concluir que se torna necessária à inclusão, no projeto de tais máquinas, das seguintes diretrizes básicas e fundamentais, visando a melhorias na qualidade, em termos ergonômicos, de segurança, operacionais e de manutenção:

a) Estabelecer níveis tecnológicos mínimos às empresas fabricantes de máquinas e equipamentos de tração animal, responsabilizando-as no que diz respeito às leis de proteção ao consumidor etc.;

b) Promover uma formação acadêmica adequada junto às universidades, no sentido de formar engenheiros projetistas com conhecimento da legislação vigente no País, no que respeita a segurança, implicações cíveis e criminais;

c) Pressionar os órgãos oficiais responsáveis pela fiscalização da fabricação, comercialização e utilização de máquinas agrícolas no sentido de exercer com eficácia seu papel.

4.4.5 Projeto de Máquina de Tração Animal Segura


Muitos são os autores que se preocupam com segurança humana nas diversas atividades desenvolvidas, principalmente quando estas envolvem a utilização de máquinas e equipamentos. Contudo, este trabalho destaca não apenas a segurança humana, mas também os aspectos relativos à segurança do animal de tração, inserido no processo.

Esses princípios permitem desenvolver um estudo realmente sistemático e, ao mesmo tempo, um completo e bem definido processo de projeto, conforme diagramas de fluxo. Os conhecimentos básicos envolvem uma análise abrangente de dados que são adaptados a um quadro de necessidade no projeto de máquinas e equipamentos de tração animal, como segue:




  1. Dados:

  1. Normas ISO, EN, UNI, DIN, ABNT;

  2. Leis e normas de proteção a animais de tração;

  3. Estatísticas de incidentes;

  4. Estudos de casos;

  5. Informações de construtores;

  6. Informações de usuários;

  1. Ferramentas: (métodos de análise de risco)

  1. Análise preliminar de risco;

  2. O quê/E se;

  3. Análise dos modos de falhas e seus efeitos;

  4. Análise da árvore de falhas;

  5. Análise da arvore de eventos;

  6. Análise das mudanças;

  7. Perigo e operacionalidade;

  8. Método organizado para uma análise sistêmica de riscos;

  1. Ferramenta do Projeto:

  1. Desenvolvimento da função qualidade;

  2. Revisão do projeto;

  3. Projeto do sistema homem-máquina-animal;

  4. Investigação do procedimento do usuário;

  1. Ferramenta de Projeto (Técnica de DFX):

  1. Projeto para confiabilidade;

  2. Projeto para manutenibilidade;

  3. Projeto para ergonomia;

  4. Projeto para o ambiente e animal;

  5. Análise do ciclo de vida;

  6. Projeto contra o erro humano;

  7. Relação de segurança/custo.

MAIN (1996) propõe um método para melhoria da segurança dos produtos, enfatizando a identificação de perigos que aqui são adaptados ao projeto de máquinas e equipamentos de tração animal. Este método é composto de cinco passos, conforme abaixo:

  1. Definir o sistema -- que inclui as características físicas e funcionais, e compreensão e avaliação de pessoas, dos animais de tração, procedimentos, vantagens, equipamento e ambiente;

  2. Identificar os perigos - identificam-se os perigos possíveis e eventos indesejáveis. Além disso, determina-se a causa desses perigos através da técnica de “brainstorming” ou tempestade de idéias; consideram-se as fases do projeto; entrevistam-se usuários do equipamento; avaliam-se falhas e modos de falhas; e examinam-se produtos similares;

  3. Avaliar perigos - probabilidade e gravidade. Além disso, escolhe-se entre eliminar o perigo ou aceitar e controlar o risco;

  4. Solucionar perigos - eliminam-se perigos, assume-se o risco, controla-se o risco ou implementa-se ações corretivas;

  5. Monitorar a efetividade e o aparecimento de perigos inesperados.

Estes métodos devem ser utilizados no início do processo de projeto (MAIN & WARD, 1992), sendo que a grande dificuldade, segundo os autores, é o “como” fazê-lo. Os mesmos autores comentam que a motivação dos projetistas para desenvolver e/ou produzir produtos mais seguros não é o problema, pois os projetistas não buscam criar produtos inseguros. O problema está em formalizar ou explicitar métodos que possam ser parte integrante do processo de projeto, baseado na avaliação dos perigos e no controle de suas possíveis conseqüências, sendo esta a motivação para propor um método, para melhorar a segurança dos produtos.
4.5 ASPECTOS ECONÔMICOS
Em princípio, as operações de aração, gradagem, semeadura, tratos culturais, transporte e outros serviços agro-florestais executados na propriedade rural com o uso da tração animal são justificáveis do ponto de vista técnico-econômico, uma vez que, na pequena propriedade, poderá elevar a capacidade de utilização da mão-de-obra, proporcionando aumento na área cultivada, diminuindo o custo de produção e aumentando a produtividade, conseqüentemente, resultará em aumento na renda do produtor rural.


  1. CONCLUSÃO

Considerando as informações obtidas no levantamento bibliográfico e nos resultados práticos observados no estudo de caso, as seguintes conclusões se destacam:




  1. A importância de desenvolver máquinas e implementos de tração animal seguras tendo em vista a expressiva participação da agricultura familiar no contexto sócio-econômico do Brasil;




  1. Necessidade de inclusão no projeto máquinas e implementos de tração animal de diretrizes básicas e fundamentais, visando a melhorias na qualidade, em termos ergonômicos, de segurança, operacionais e de manutenção;




  1. Necessidade de ter manual da máquina de tração animal com indicações de equipamentos de proteção individual apropriado ao tipo de atividade agro-florestal;




  1. Necessidade de todo projeto final de máquina e implementos de tração animal observar a Legislação, Normas Regulamentadoras e Normas Técnicas, dedicadas à segurança, promovendo a inserção de dispositivos de segurança e estudo ergonômico.



  1. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante da questão enérgica de expressão mundial, principalmente com relação ao petróleo que se torna cada vez mais escasso, a busca de outras fontes de energia deve ser sempre estimulada.

Com uma atividade econômica da envergadura da agricultura brasileira, cujas operações executadas em nível de campo dependem quase que totalmente da força de máquinas motorizadas, o consumo de combustíveis, extraídos do petróleo para esse fim é muito elevado. De modo que, acomodar-se nessa situação é, sem dúvida alguma por si só, uma temeridade. Então, buscar novas alternativas passa a ser uma prioridade.

A tração animal, que por muito tempo fora relegada ao segundo plano, por uma questão de conveniência, precisa ser re-estudada. Não nas condições antigas, ultrapassadas. Mas, com equipamentos modernos e leves, com dispositivos de segurança precisos, de acordo com a legislação em vigor, de modo que protejam o trabalhador dos riscos de acidentes, e que não exijam tanto esforço físico dos animais de tração. Além disso, é necessário que o custo de aquisição dos implementos e demais equipamentos seja de valor acessível ao pequeno agricultor.

A tração animal poderá voltar a ter um papel muito importante na agricultura brasileira. Contudo, na atualidade, está sendo pouco empregada, dada a sua importância, mesmo na agricultura familiar. A razão disso pode estar vinculada a vários fatores, tais como:


    1. A comparação, em condição de inferioridade --- pelo menos em termos de conforto --- com o sistema motorizado;

    2. A falta de pesquisa, visando ao desenvolvimento de máquinas e implementos de tração animal com os recursos mínimos necessários, principalmente a eficiência operacional e dispositivos de segurança, além do custo compatível com o poder aquisitivo do agricultor.

A legislação pertinente em vigor apresenta-se satisfatória. O que parece deficiente é o grau de conscientização do próprio agricultor, com relação aos riscos a que ele mesmo está sujeito, sem levar em consideração os limites do esforço físico a que devem ser submetidos os semoventes.

Pelo estudo procedido, observou-se que a Ergonomia recomenda, com determinação, a necessidade de dispositivos de segurança, visando à prevenção de acidentes no trabalho.

Mas, vale aqui ressaltar a indiscutível importância técnica, econômica e social da tração animal na agricultura familiar. E, quando exercida a tração animal, implica na adoção de uma prática de prevenção de acidentes, de maneira constante e consciente, por parte do agricultor e seus familiares.

Lamentavelmente, não foi possível ao estudo alcançar, com embasamento teórico e seguro, justificativa pelo desinteresse das metalúrgicas nacionais na fabricação em série de máquinas e implementos de tração animal, mais sofisticados, sobretudo com os mínimos dispositivos de segurança. Acredita-se, porém, com um estudo aprofundado e específico sobre a matéria, o mesmo poderá despertar o interesse tanto das pequenas como das grandes metalúrgicas.

Por fim, o assunto abordado no presente trabalho, pela sua amplitude, enseja o estudo de vários temas, como por exemplo:



  1. A agricultura familiar e a tração animal;

  2. Produção em série de máquinas e implementos agrícolas de tração animal;

  3. A tração animal do século XXI;

  4. Desenvolvimento de dispositivos de segurança em máquinas e implementos agrícolas de tração animal.


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