Universidade federal da bahia escola de teatro lais santos almeida



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Acesso em: 04/05/2015

ANEXOS
TEXTO TEATRAL CONSTRUÍDO
Quando eu era pequeno...

Sinopse: A loja de brinquedos Sintonia encontra-se abandonada porque as crianças só querem saber das tecnologias e videogames da loja que foi aberta em frente. Com isso, Sintonia, que ganhava vida toda a noite, fazendo os seus brinquedos falarem e dançarem na maior alegria, encontra-se agora sempre fechada. Até que certo dia o dono da loja vai até a empresa pegar um documento e acaba não fechando a porta direito. O menino Pedro, que estava na loja de videogames, vê o acontecimento. Espertamente consegue enganar os pais, que estavam fascinados pelas tecnologias, e entra na loja. Fica triste ao ver tantos brinquedos abandonados e quebrados. Senta-se, começa a chorar cantando a música da sua infância e de repente todos os brinquedos ganham vida. O garoto fica encantado com a mágica da loja, os brinquedos ficam felizes com a presença de uma criança e cada um conta sua história. Até que o garoto tem uma brilhante ideia que irá solucionar o problema da Sintonia. O que Pedro não sabia era se aquilo tinha sido realidade ou apenas um sonho, pois ele acabou dormindo dentro da loja e quando acordou estava tudo parado.
Personagens:
Criança – MATHEUS: um menino alegre de 9 anos que consegue resolver todos os problemas com muito otimismo. Ele está triste porque as crianças estão deixando de brincar e abandonaram seus brinquedos

Bailarina e Mãe – SARAH: uma dançarina de balé clássico que vive dentro de uma caixinha de música. Equilibrava-se com delicadeza e dançava com os braços levantados. Ela gosta muito do que faz, porém certo dia ela se desequilibra e cai machucando uma das pernas. É o dia em que conhece o soldado de chumbo por quem se apaixona perdidamente

Soldado de chumbo e pai – GUSTAVO: porque possuía um defeito na perna ele foi devolvido para a loja de brinquedos. Sempre ficou abandonado no canto da loja, por isso o soldado era muito triste. Até o dia em que ele viu a bailarina dançando em sua caixa lindamente e apaixonou-se.

Robô e dono da loja – BRUNO: mesmo possuindo um jeito sério, ele é um ótimo amigo. É o salvador dos brinquedos. Por ser um robô muito inteligente ele consegue consertar os brinquedos com facilidade.

Marionete – MANOELA: uma boneca muito alegre e inteligente, porém passa por dificuldades para se locomover com todos os fios que possue e sem alguém para lhe ajudar a manusear.

Boneca de Pano – FERNANDA: com sua flexibilidade corporal a boneca de pano é linda, doce e animada. Porém algumas vezes ela fica triste por lembrar que foi abandonada por sua dona porque ela cresceu e não queria mais brincar de bonecas. Torna-se a melhor amiga do robô e da marionete.

Fada 1 – LUDMILA: uma fada muito esperta que adora brincar e unir pessoas. Fica de olho em tudo que acontece. Ela e o duende vivem aprontando e brigando.

Fada 2 – RAISSA: A irmã mais nova da outra fada. Morre de medo de fazer mágica e errar. Fica chateada com as coisas que a irmã mais velha apronta. Tenta ajudar a todos que precisam.

Duende – PABLO: garoto esperto, adora aprontar, mas é um ótimo amigo e está sempre pronto para ajudar. Com seu pó mágico ele faz bastante travessuras.

Boneca de porcelana – HELLEN: Delicada, gentil e tímida, ela é uma boneca indefesa que teme em ser quebrada. Porém com seu jeito delicado ela sabe como parar uma briga.

Princesa – JADE: a típica princesa indefesa do castelo, linda e delicada. Porém bastar mexer com seus amigos que ela deixa a delicadeza de lado e parte para a briga.

Barbie – ANALICE: ela vive super na moda. Adora se arrumar. Animada como sempre. Ela é uma barbie animadora de torcida e faz rima com tudo. Junto com a boneca de lata elas animam o ambiente.

Boneca de lata – MARIA EDUARDA: uma boneca brincalhona que adora zueira e animação. Seu sonho era ser animadora de torcida.

Ursinha de pelúcia – PERLA: a ursinha carinhosa que só fala se apertarem a sua mão. Ela morre de medo da feiticeira e é meio robotizada. Vive quieta num canto.

Feiticeira – IASMIN: uma feiticeira louca que prevê o futuro com exatidão, mas atrapalha-se em suas mágicas e às vezes faz o feitiço acontecer ao contrário.
CENA 1
(o menino desce as escadas do teatro, entra pela plateia junto com os pais. Diversas caixas e brinquedos estão espalhados pelo palco. A luz está fraca no palco, apenas no centro. Cena acontece em frente a boca de cena na parte da esquerda)

Mãe: Olha, Pedro, quantos jogos legais. Vários videogames. Olha esse..

Pai: Olha filhão... quanta tecnologia. Computadores...

Menino (desaminado): tá pai. Tô vendo...(olha para o outro lado). O que é aquilo pai?

Pai: aaahh isso aqui é... uma bela tecnologia.

Menino: Não pai... (olha para o pai, percebe que ele não está vendo, solta da mão dele) O que é aquilo? Parece uma loja...

Dono da loja: (de costas para a plateia. Usando uma capa. Pega uns documentos e sai pela direita do palco)

Menino: Tem alguém saindo de lá...(se aproxima da loja)

Menino (entra devagar e desconfiado): A porta está aberta. Será que posso entrar? (pausa). olha é uma loja de brinquedos. Mas porque ela está fechada? (se aproxima da loja) Meu pai nem viu que consegui engana-lo. Ficou lá na loja fissurado pelas tecnologias. Acho que não tem problemas (entra na loja, luz clareia um pouco) Nossa quantos brinquedos (pega alguns brinquedos no chão e olha) mas parecem que eles estão abandonados. Estão cheios de poeira e quebrados. Poxa que pena... (senta-se no chão) Porque isso está acontecendo? Porque meus amigos não querem mais brincar com eles? Porque só eu sinto falta das brincadeiras...dos brinquedos... dos ursos dançando no ar... (começa a chorar, depois canta) “...ursos dançam no ar, coisas de que me lembro e a canção de alguém foi...” (de repente a bailarina começa a cantar)

Bailarina: “...no mês de dezembro...”

(outros brinquedos começam a sair das caixas e cantar)

Feiticeira: ...dias de felicidade...

Boneca de porcelana: ....e os cavalos na tempestade...

Princesa: ...são imagens a dançar...

Boneca de pano: ...Que eu posso recordar...

(música Foi no mês dezembro. Os brinquedos vão surgindo um de cada vez das caixas e começam a dançar entre eles. Quando a música acaba)

Menino: Meu Deus! Os brinquedos ganham vida!!!

Fada 1: Sim. Nós, aqui, ganhamos vida.

Marionete: E estamos felizes em ver uma criança nesta loja.

Duende: Tem tempo que uma não vem aqui.

Barbie: Elas nos abandonaram.

Boneca de lata: Só se interessam pelas novas tecnologias.

Ursinha: Sendo assim o dono resolveu fechar a loja e não achou até hoje nenhum comprador.

Princesa: Agora a pouco ele veio aqui pegar os documentos da venda (triste)

Soldado: Estamos tristes porque as crianças estão crescendo, nos abandonando e não querem mais saber das brincadeiras.

Fada 2: Mas que bom que resolveu entrar, adoramos.

Robô: Seja bem vindo a loja de brinquedos Sintonia

Menino: obrigada. Poxa que pena... pois eu também estou muito triste sabia?!

Boneca de porcelana: O que foi, belo menino?

Menino: É que meus amigos não querem mais brincar. E só porque eu quero brincar eles falam mal de mim. Me deixam sozinho na escola. Mas eu gosto das brincadeiras, das cantigas de roda...

Feiticeira: Nós também adoramos. E sentimos muita falta das crianças

Menino: É... vocês gostam?! (os brinquedos afirmam com a cabeça) sabe qual a brincadeira que mais gosto?!

Todos: Qual?

Menino: Cabeça, ombro, joelho e pé.

Marionete: Sério?! Nós também gostamos muito. Vamos brincar?

Menino: Agora?

Fada 2: Sim, agora!

Menino: Vão todos participar não é?!

Ursinha: É um, dois, três e ...

Menino: Já!

(fazem a brincadeira entre eles e a plateia. Depois da brincadeira todos riem)

CENA 2
Princesa: Mas garoto, vem cá... você ainda não disse seu nome?

Menino: Ah! Meu nome é Pedro, mas eu também não sei o nome de vocês.

Robô: Ah! Eu sou o robô Magno, o que conserta tudo, inclusive panela velha.

Boneca de pano: Eu sou a boneca de pano Lilian, mas no momento não estou conseguindo me mexer muito bem, problemas na costura.

Menino: E você quem é? Você é tão bonita...

Boneca de porcelana: Muito obrigada, você é muito gentil ... eu sou Chi-ilu a boneca de porcelana

(o menino olha para o lado após ser cutucado. O duende está brincando com ele)

Menino: Mas quem me chamou...?! (vira-se para trás de vez e ver o duende)

Duende: Aaahhh você estragou a brincadeira.

Menino: (risos) quem é você?

Fada 1: Esse é o duende que mais apronta por aqui.

Duende: (mal humorado) meu nome é Peter.

Fada 1: E eu sou Buba, a fada mais esperta desta loja.

Fada 2: Mentira! A fada mais esperta sou eu...

Fada 1: Aahhh essa é minha irmã, Lala

Fada 2: Ooiii.... olha como ele é engraçado.. As bochechas dele são fofas (aperta as bochechas do menino)

Princesa: Pará com isso, Lalá. O menino vai ficar machucado (beija o menino que fica encantado). Seja bem vindo, eu sou Eva a princesa deste reino, ou melhor, desta loja.

(entram as torcedoras pulando. A fada 2 pula junto)

Barbie e Boneca de lata: A, A, A VIEMOS ARREBENTAR/ I, I, I NÓS SOMOS AS TORCEDORAS DAQUI.

Barbie: Oi, sou a barbie Alice.

Boneca de lata : E eu sou a boneca de lata Aluia

Barbie e Boneca de lata: Juntas nós animamos este lugar.

Menino: Ei e quem é aquela que está fazendo mágicas

(a feiticeira balbucia alguma coisa em voz baixa. O menino se aproxima)

Feiticeira: Droga, deu errado mais uma vez! (som de explosão)

Fada 1: Essa é a feiticeira Magnólia, ela faz feitiços, mas as vezes eles não dão certo. (risos)

Fada 2: (irônica) As vezes, não. Quase sempre, né irmã?!

Fada 1: É...
CENA 3
Menino: E aqueles dois ali, quem são? Nossa como eles se parecem com meus pais...

Fada 1: Ali são a bailarina e o soldadinho de chumbo

Fada 2: Ooowww eles são tão fofos. Mas a história deles não é a que você conhece não.

Menino: Não?! E como é...

Fada 2: Foi assim...

Fada 1: certo dia o soldado estava muito triste...

(os personagens ficam em volta observando e ficam só eles ao centro)



Soldado: Ai que droga, será que sempre vou viver abandonado aqui?! Como pode, eu, um soldado de guerra, desse jeito. Com essa perna defeituosa. É por isso que meu dono não me quis e me devolveu para essa loja (sai andando triste, até que ouve alguém cantando) mas o que é isso?! Estou ouvindo um som! (pausa) que voz linda! (procura pela voz, bailarina canta e dança ao centro do palco) Uma bailarina! Nossa como ela é linda!!! Vou lá falar com ela (sai andando, mas desisti) ai não vou não. Não tenho coragem! (a bailarina está dançando e de repente cai)

Bailarina: ai minha perna. Minha perna. Não consigo me mexer.

(soldado sai correndo em sua direção)



Soldado: O que houve princesa? Digo.. bailarina!

Bailarina: Eu acho que machuquei minha perna

Soldado: Deixe-me ver.. com toda licença e respeito

(verifica a panturrilha da bailarina)



Soldado: Parece que não foi nada grave, acho que apenas uma câimbra, uma massagem resolve.

Bailarina: Ai..está doendo

Soldado: Calma já vai passar...está melhor?!

Bailarina: Sim..bem melhor! (estica a perna, faz menção de levantar-se e ele vai ajudá-la) Obrigada sol.. (vê o soldado, gagueja), soldado! (eles se olham, ela levanta) Nunca tinha visto um soldado por aqui.

Soldado: É porque cheguei hoje até essa loja.

Bailarina: Aahh.. seja bem vindo a loja de brinquedos Sintonia! Pena que ela está fechada e agora só serve para guardar brinquedos que não são mais usados.

Soldado: Uma pena mesmo...como é o nome da senhorita?

Bailarina: Me chamo Lua. E o senhor?

Soldado: Meu nome é Adiem, a seu dispor.

Bailarina: Olha, a perna ficou boa mesmo... (dança e sorri)

Soldado: Seu sorriso é tão resplandecente que deixou meu coração alegre.

Bailarina: (tímida) Obrigada soldado!

(se olham, música sentimentos são ao fundo)

Soldado: Você está ouvindo essa música?

Bailarina: Sim, estou.

Soldado: De onde será que ela vem?! Bem... mas não importa. A dama aceita dançar comigo?

(eles dançam a música e todos os brinquedos surgem também dançando. Aos poucos vão sumindo e voltando a cena anterior)
CENA 4
Fada 1: É... e foi assim que eles se conheceram.

Menino: Nossa que legal! (ele vê uma boneca ao canto chorando) o que houve com você?

Marionete: Eu sou Dinorá e fui abandonada aqui. Não consigo me mexer com esses fios e não tem ninguém para me manusear. Queria saber me mexer sozinha. (chora)

Menino: Olha se você quisesse poderia lhe manusear, sei mexer com marionetes, já tive várias. Mas já que não quer... podemos cortar seus fios. Irá lhe ajudar...

Marionete: (alegre e ansiosa) verdade.. boa ideia. Mas quem sabe cortar aqui?! Poxaaaa... acho que ninguém.

Robô: Eu, eu, eu! (bate no peito) Desculpe, defeito na pilha. Eu sei consertar. Posso lhe ajudar. Afinal sou eu que conserto todos os brinquedos aqui. Deite-se por favor.

Menino: Está vendo. Você vai ficar boa...

(ela deita-se e ele começa a cortar os fios. Música Admirável chip novo. Pausa)

Robô: Está doendo?

Marionete: Não... estou ansiosa para andar.

Robô: Ótimo. Já está quase acabando. (Música Admirável chip novo. Pausa) Pronto. Está pronta! (aos poucos a marionete levanta-se e começa a andar)

Menino: Viu, você conseguiu.

Marionete: Obrigada garoto. (chorando) Obrigada Magno!

Robô: de nada linda marionete...Ai meu Deus. Não chore. (chora mais forte) Calma. Cuidado Dinorá senão eu vou chorar e eu não posso chorar (choramingando)

Menino: Porque não pode chorar Magno?

Robô (melancólico): Porque não posso encostar na água, posso me enferrujar.

Marionete: Oowww não sabia..Desculpe

Robô (melancólico): Não se preocupe. É por isso que gosto tanto de ajudar a todos aqui. Me sinto útil, já que nem chorar eu posso.

Marionete: Não fale assim. Você é maravilhoso.

Menino: Concordo! Um grande amigo...

Marionete: E você é um garoto muito especial. (beija-o no rosto, o garoto fica besta) Você é um anjo.

Menino: Aaaahhhh (som de passarinho)
CENA 5
Boneca de pano: Ei, menino, acorda!

Menino: (assustado) Aaaiii. O que foi? Quem falou comigo?

Boneca de pano: Aqui! Olha.. aqui no canto. (vai até a boneca de pano)

Menino: O que você tem?

Boneca de pano: Meu rasgo aumentou. Não consigo mais levantar.

Menino: Vou chamar a feiticeira acho que ela pode consertar isso (sai andando)

Naaaooo. A feiticeira não. O robô, o robô sabe como resolver isso. Chame-o por favor.



Menino: Vou procura-lo. Já volto. (gritando) Magno! Magnoooo! MAgnooo. Cadê esse robô? Ele estava aqui agorinha. Senhora feiticeira, senhora feiticeira

CENA 6
Feiticeira: Um rabo de rato, língua de cobra e pelo de unicórnio. Pronto. Acho que agora vai dá certo. (som de explosão) droga! Errado de novo.. (choramingando) o que errei dessa vez?

Menino: O que foi, senhora Magnólia?

Feiticeira: Errei de novo a mágica. Quero fazer um feitiço para fazer as crianças gostarem da infância de novo e não consigo. Elas precisam voltar a brincar com os brinquedos.

Menino: Entendoo...

Feiticeira: Elas precisam brincar de correr (correm os dois) de girar (giram). Devem sorrir, brincar... ao invés de ficar nessas coisas aí...como é mesmo o nome?! Ap, uasse, what...

Menino: Aaahhh... what’s app. (ri)

Feiticeira: é.. isso aí. What’s app. É um tal de iphone pra lá, ipod pra cá.. e um tal de Lol, que eles passam o dia todo assim (imita uma criança jogando) na frente do computador.

Menino: (rindo) concordo com a senhora. Eu também gosto dessas coisas aí. Mas prefiro mil vezes uma brincadeira mais legal. Um esconde-esconde, por exemplo. Só que meus colegas não querem mais brincar. E meus brinquedos foram todos para o lixo, minha mãe disse que já estou muito grandinho para brincar de carro e boneco. Ela disse que brincar é coisa de criança.

Feiticeira: Aaaahhh é porque sua mãe não lembra mais como é brincar, mas aposto que se ela vinhesse aqui faria ela lembrar rapidinho com um feitiço

Menino: Não, acho melhor não, senhora Magnólia. Vai que a senhora transforma minha mãe em um urso, hein? (os dois riem)

Feiticeira: O caso é que na verdade todos estão tristes aqui.

Menino: Que pena, queria ajudá-los. Nossa, meu Deus. Esqueci dona Magnólia. A boneca de pano está esperando eu chamar o robô, tenho que correr.

Feiticeira: Vá, menino. Eu vou continuar meus feitiços....

Menino: Magnooo, magnoo!!!!!

Robô: Oi, aqui estou.

Menino: Magno, a boneca de pano precisa de ajuda rápido.

Robô: Pronto. Rápido e avante. (o robô ganha velocidade, mas a pilha dá problema. Ele para, o menino bate em suas costas, depois ele continua)

Menino: Ele foi embora sem mim. (entra a princesa e boneca de porcelana)
CENA 7
Boneca de porcelana: Pedrooo!

Princesa Oi. Já conheceu a loja toda?

Menino: Sim. Eu queria ajudar vocês, mas não sei como.

Princesa Calma Pedro. Já estamos felizes com sua presença

Boneca de porcelana: Você alegrou nosso reino.

Boneca de lata e Barbie: A, A, A FALOU EM ALEGRAR/ CHEGAMOS PARA ARREBENTAR.

Princesa: Chegaram elas as animadoras de torcida.

Barbie: Firmes...

Boneca de lata: E fortes. (pula e se bate com uma caixa cheia de roupas)

Barbie: Nossaaaaaa quantas roupaaassss...

Boneca de porcelana: Aaaahhh vamos experimentar?

Princesa: Já sei. Vamos fazer um desfile?

Boneca de lata Eu quero. Eu quero.

Menino: E eu fico aqui assistindo

(acontece o desfile com a música ela não anda, ela desfila)

Menino: (batendo palmas) muito bem! Estavam lindas!

Boneca de porcelana: Gostou?

Boneca de lata Minhas latas adoraram as roupas!

(todos riem. Boneca de pano aparece com robô e marionete)

Boneca de pano: Olha Pedro, fiquei boa.

Menino: Ah, que bom Lilian (abraça)

Boneca de pano: Obrigada Pedrinho! Obrigada também, seu robô

Marionete: Magno arrebenta

(As duas beijam-o no rosto. Ele se derrete e cai. Todos riem.)


CENA 8
Menino: Ei, quem é aquele?

Marionete: Aquela! É uma ursinha.

Robô: Mas ela só fala se você apertar a mão dela.

Menino: Humm, vou tentar.

(Duende corre e aperta a mão primeiro)

Duende: Aaahhh cheguei primeiro que você (dá língua)

Ursinha: Oi, eu sou a ursinha Líli

Menino: Aaahh duende, não tem problema.

Duende: Poxa, nem é bom te perturbar. Você é tão bonzinho. Vou embora (sai chateado para o lado oposto do palco)

(menino aperta a mão da ursa)

Ursinha: Oi, eu sou Líli (vira a cabeça para o menino). Quem é você?

Menino: Eu sou Pedro.

Ursinha: Você é a criança que vai nos salvar?

Menino: Salvar?

Ursinha: É. A feiticeira sempre fala de uma criança que vai nos salvar.

Menino: Uma criança?

Ursinha: Ela não te contou a profecia?

Menino: Não..

Ursinha: Certo dia, ela nos disse uma profecia. Ela estava lá, fazendo seus feitiços... (luz na feiticeira, no menino e na ursa. Os outros congelam e somem) e de repente.. (música de suspense) ela começou a falar bem alto.

Feiticeira: Um dia! No dia que a gente menos esperar uma criança irá nos salvar (cai)

Ursinha: Todos ficaram assustados. Foram até ela. Parecia que ela não lembrava de nada. Desde então ela tenta fazer um feitiço pra nos salvar e mudar as crianças. E eu fiquei morrendo de medo dela e resolvi ficar aqui no canto esperando este tal dia.

Menino: Oowww Líli, me desculpe, mas acho que não sou eu essa criança. Eu tenho a mesma vontade que vocês. Queria muito ajudar. Mas não sou capaz.

Ursinha: Que pena, garoto. Então ficarei aqui esperando. Obrigada por nos visitar.

Menino: Fique bem, senhora Líli.

CENA 9
(sai triste, chora no meio do palco, duende vê e vai falar com ele)

Duende: O que houve, Pedro?

Menino: A ursinha me falou da profecia

Duende: Aahhh! A tal profecia. Ah, Pedro fique tranquilo. Não acreditamos mais nisso. Sabemos que a feiticeira não gira bem da cabeça. Deve ter sido loucura dela.


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