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Ministério da Educação
Universidade Federal de Pelotas
Instituto de Sociologia e Política


Projeto Pedagógico
Curso de Ciências Sociais
Habilitação Licenciatura

Colegiado do Curso de Ciências Sociais

Pelotas, dezembro de 2009.



MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS

INSTITUTO DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA

CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS

HABILITAÇÃO LICENCIATURA


1. NOME E CARACTERIZAÇÃO DO CURSO
1.1. NOME
CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS – HABILITAÇÃO LICENCIATURA
1.2. CARACTERIZAÇÃO GERAL
O Curso de Graduação em Ciências Sociais – Habilitação Licenciatura está lotado no Instituto de Sociologia e Política, tendo sido criado pela Portaria nº 008, de 26 de novembro de 1999, do Conselho Universitário (Processo nº 23110.003966/99-14). O Curso foi reconhecido pelo Ministério da Educação através da Portaria nº 52 de 26 de maio de 2006.

Turno de Funcionamento: Noturno

Duração do Curso: Mínimo de oito (8) semestres e máximo de doze (12) semestres.

Titulação: Licenciatura em Ciências Sociais.

Ingresso: Através do processo seletivo anual

Nº de vagas: 40

Organização Curricular:

O aluno das Ciências Sociais – Habilitação Licenciatura deverá integralizar 162 créditos e totalizar 2.954 horas de atividade.



Disciplinas Curriculares: 1.938 h/a

Estágio Curricular: 408 h/a

Disciplinas Práticas: 408 h/a

Atividades Complementares: 200 h/a

2. LOTAÇÃO INSTITUCIONAL: O INSTITUTO DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA
Em 1957, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul criou, junto à Faculdade de Direito de Pelotas, por sugestão da UNESCO, o Instituto de Sociologia e Política, com o objetivo de difundir a Sociologia, a Ciência Política e outras ciências afins. Com a criação da Universidade Federal de Pelotas, em 1969, foi ele uma das seis entidades básicas que deram sustentação inicial à nova instituição de ensino superior (Decreto-Lei nº. 750, de 08 de agosto de 1969).

Desativado durante certo tempo, o Instituto de Sociologia e Política voltou a funcionar quando, em 1982, uma comissão interdepartamental, decidiu por sua reativação, a partir de 1983, na gestão do Reitor Professor José Emílio Gonçalves Araújo (Portaria nº. 23/83-GR).

O Instituto de Sociologia e Política foi criado como uma unidade especializada, voltada para a pesquisa e a extensão, com compromisso de participar do debate, de propostas e do levantamento de perspectivas para o processo de ação e produção que impulsionem a UFPel a responder, decisivamente, aos anseios e necessidades da realidade em que está inserida.
Evolução
Não obstante, nesta caminhada de mais de 40 anos, o ISP, sem perder suas características iniciais, adquiriu outras, eis que se transformou no início da década de oitenta num Instituto básico, ministrando disciplinas para vários cursos e faculdade da Universidade, tais como Ciência Política, Teoria Geral do Estado, Sociologia e Desenvolvimento de Comunidade.

Em 1985, preocupados com a formação de cientistas políticos e sociais, capazes de atuar na realidade brasileira de maneira transformadora, a fim de torná-la mais justa e produtiva, o ISP implantou um Curso de Pós-Graduação em Ciência Política, em nível de especialização.

Segundo esta mesma linha de raciocínio, o Instituto ofereceu, no vestibular de 1991, seu primeiro curso de graduação, o Bacharelado em Ciências Sociais, com 141 créditos correspondentes a 2.220 horas/atividade, para uma oferta de 40 vagas, em entrada única. O Bacharelado obteve para fins de reconhecimento conceito B.
Administração
A administração do Instituto é realizada por um Diretor e pelo Conselho Departamental composto pelo Diretor, Vice-diretor, Chefe do Departamento de Sociologia e Política, Chefe do Departamento de Filosofia, Coordenadores dos Colegiados dos Cursos de Pós-Graduação, Coordenadores dos Colegiados dos Cursos de Graduação, representante dos professores adjuntos, representante dos professores assistentes, representante dos funcionários e representante discente.

O Colegiado do Curso de Graduação é composto por 5 (cinco) representantes do Departamento de Sociologia e Política e por 5 (cinco) representantes de outros departamentos que ministram disciplinas no curso.



3. DO PROJETO PEDAGÓGICO
3.1. CONCEPÇÕES E JUSTIFICATIVA
Em uma sociedade com as características da brasileira, mais do que nunca a universalização do saber é considerada algo desejável sob ponto de vista social, no sentido de melhoria da qualidade de vida da população.

Sabe-se que a incorporação plena dos indivíduos na vida social, econômica e política do país está diretamente relacionada com seu nível educacional, o que lhe permite participar da construção sociocultural do ambiente de que fazem parte. É a partir da educação e da cultura que os indivíduos têm acesso à informação e conhecimentos necessários para usufruir e/ou criar os recursos e serviços disponíveis na sociedade, engajar-se nela através do trabalho e cuidar melhor de si e do seu grupo social em aspectos considerados importantes para a vida de qualidade. Nesse sentido, torna-se indispensável que cada um adquira competências e conhecimentos que contribuam verdadeiramente para a melhoria do seu meio social.

O primeiro requisito para a construção de uma organização social menos desigual, mais justa e humana é a procura de alternativas que apontem para a oferta de uma educação básica de boa qualidade para toda população. Através da educação básica, pode-se incorporar milhões de brasileiros à cidadania e aumentar a participação da sociedade civil organizada nas instâncias de poder institucional. A educação é condição imprescindível para o desenvolvimento auto-sustentado em nosso país.

A cidadania, como fator que promove a igualdade, só será fortalecida pela educação quando esta se apresentar como espaço democrático e participativo. A escola deve repensar a si mesma para garantir sua legitimidade social, para respeitar a pluralidade individual e para oferecer respostas atualizadas aos grandes desafios que lhe são feitos por um mundo em evolução.

A sociedade contemporânea caracteriza-se pelo irreversível e acelerado avanço da revolução científico-tecnológica e pela globalização, das comunicações, da educação, da cultura e de todos os outros setores da vida humana. No entanto, ao lado desse avanço acelerado, observamos, em países como o nosso, a exclusão social de vastas parcelas da população que são empurradas para a periferia da ordem social.

A escola, necessariamente, tem que se constituir num espaço de questionamento dessa ordem social, de tal forma que o aluno seja capaz de identificar os desafios colocados pela realidade e possa enfrentá-los através de uma formação humana e profissional na qual o domínio do conhecimento, articulado com criatividade e iniciativa, permita-lhe integrar-se e intervir na sociedade de forma eficiente e qualificada.

Sabe-se, no entanto, que não poderá haver ensino de qualidade ou inovação pedagógica que tenha sucesso sem uma adequada formação de professores. Esta formação não poderá ser apenas inicial, mas também formação permanente e continuada para que os educadores, junto a seus alunos, construam uma educação que dialogue com os dilemas da sociedade do nosso tempo.

Somente a existência de professores preparados e comprometidos com o contexto social poderá dar sustentação – a médio e longo prazo – à melhoria da qualidade na educação básica, o que implica instaurar e fortalecer processos de mudança, revendo os modelos de formação docente.

Nesse sentido, o curso de Licenciatura em Ciências Sociais será organizado na perspectiva de desenvolver-se centrado na realidade escolar, oferecendo atividades não só de ensino, como de pesquisa e extensão, de educação continuada, em processo concomitante, que procure conhecer e responder as demandas da sociedade.

3.2. PERFIL DOS PROFISSIONAIS A FORMAR
Traçar o perfil profissional de referência não deve ser apenas o exercício de descrever as competências e habilidades que se pretende desenvolver ao longo do processo de formação, mas assumir uma concepção de profissionalização que se constrói histórica e quotidianamente.

Tal formação é um processo coletivo sem previsão de acabamento. Depende essencialmente da qualidade do processo sócio-político implementado na Universidade, na instituição de ensino, na sala de aula; depende da qualidade do processo de ensino-aprendizagem que se realiza nas relações continuadas entre educadores e educandos; depende da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão que fundamenta o ensino superior como um dos lugares privilegiados de produção do conhecimento; depende, enfim, da construção de um novo projeto de Universidade pública.

Porém, para projetarmos a Universidade que desejamos é preciso sair do espaço estrito de seus muros e explorar os desafios emergentes na sociedade contemporânea.

A reconstrução da Universidade pública passa necessariamente pelo resgate do seu compromisso social e político com a transformação da sociedade em que vivemos. Por outro lado, este projeto de sociedade deverá ser o resultado de uma ação política e pedagógica em que a formação de cidadãos livres, críticos e competentes é assumida enquanto uma etapa necessária e indispensável.

A formação para a cidadania implica no conhecimento da realidade social na qual o aluno está inserido. A estrutura da sociedade necessita ser constantemente objeto de observação e análise no sentido de compreender-se a formação histórica de tantas injustiças e exclusões, os processos sócio-culturais que permitam a repetição de valores e práticas pré-conceituosas e estigmatizantes, assim como aqueles que encaminham para uma ação democrática e emancipadora.

Nesse processo de conhecimento e reflexão, a implementação da investigação sociológica é imprescindível. Essa experiência de pesquisa se consolida na medida em que o aluno vai dominando e manipulando linguagens especiais, testando e efetivando explicações, decodificando e compreendendo a estrutura do social e dos discursos sobre o mundo e sobre o homem.

Por outro lado, ao eleger-se a cidadania como princípio elementar da educação escolar, é necessário favorecer aquelas experiências que apontem na direção de valores e práticas democráticas que estimulem uma participação social efetiva. Ou seja, a prática escolar, a relação professor-aluno na sala de aula e fora dela, a relação administração escolar e professores, administração escolar e comunidades de pais, etc, precisam estar abertas à discussão e à participação dos envolvidos nesse processo. Aqui também a reflexão sobre este processo social pressupõe que se ponha em discussão a estrutura, os critérios, a linguagem e os compromissos que o informam. Assim a investigação sociológica pode ser indispensável nesse sentido.

Assumir um projeto de universidade pública é também valorizar e criar mecanismos que permitam a transparência administrativa, o exercício efetivo da democracia em todas as suas instâncias e direcionar todos os esforços no sentido coletivo.

Diante destas considerações o curso deverá desenvolver:


  1. capacidade de analisar e interpretar a realidade social, política e cultural do país;

  2. disposição para refletir sobre a problemática educacional brasileira;

  3. interesse em discutir o papel político pedagógico do educador na sociedade;

  4. compreensão de conhecimentos teóricos e técnicos relacionados ao processo social e político e ao processo ensino-aprendizagem;

  5. afinidade com a atividade de pesquisa social e disposição para investigar temáticas relacionadas à prática pedagógica.

Será desejável que o aluno desenvolva ainda: dinamismo, capacidade de questionamento, autonomia, gosto por desafios e resolução de problemas, objetividade, capacidade de trabalho em equipe e habilidade no uso de tecnologia de informação e de comunicação.

De outra sorte, tendo como compromisso a formação para o exercício da cidadania, é importante formalizar estágios, atividades e projetos que coloquem o aluno frente à problemática nacional e que dirijam o seu interesse para a busca de soluções. A maior parte do nosso ensino, equivocadamente, está calcada no modelo de reprodução do conhecimento consolidado. Para superarmos esta situação, precisamos entender que aprender não é estar em atitude contemplativa ou de mera assimilação de informações. Aprender significa valorizar a ação, a reflexão crítica, a curiosidade, o questionamento do existente, a inquietação, características básicas do sujeito cognoscente; é partir da realidade para problematizar o conhecimento. A pesquisa e a extensão, nesta perspectiva, passam a ter um sentido especial, pois envolvem o professor e o aluno na tarefa de investigar e analisar o seu próprio mundo.

Ao finalizar o curso o licenciado deve ter adquirido formação que possibilite assumir a docência como compromisso social e que seja um pesquisador de sua própria prática pedagógica.

3.3. PERFIL DO CORPO DOCENTE
Um curso voltado para a formação de professores precisa, primeiramente, incorporar os saberes profissionais constituídos nos próprios espaços cotidianos das situações de trabalho. A situação de trabalho essencial no ensino é a relação de aprendizagem que se estabelece na sala de aula entre os professores e os estudantes. São estes saberes, que se realizam no trabalho permanente de ensinar, que os professores mobilizam para enfrentar as incertezas inerentes ao trabalho de classe, para traduzir os programas escolares em aulas, para desenvolver as atividades e a disciplina necessária, e que precisam ser incorporados nos programas de formação de professores.

Concretamente, esse modelo comporta a implantação de novos dispositivos de formação profissional que proporcionem um vaivém constante entre a prática profissional e a formação teórica, entre a experiência concreta nas salas de aula e a pesquisa, entre os professores e os formadores universitários (Tardif, 2000).

Nesse sentido, é preciso construir momentos de parceria em que o contato entre os professores da rede de ensino médio e fundamental, do município e do estado, e os professores que atuam na formação universitária ocorra de maneira construtiva. Seja por ocasião do estágio dos alunos, compartilhado por ambos, como também através de palestras, oficinas, seminários, etc., é necessário criar-se situações que permitam um cruzamento de experiências que revertam em conteúdos abordados na formação profissional, no ensino e na pesquisa dos futuros professores, assim como na renovação do repertório de procedimentos dos professores universitários e dos professores do ensino básico.

De outra forma, o corpo docente precisa atualizar-se em relação aos últimos resultados nas pesquisas desenvolvidas pelas ciências da educação que tratam da construção dos conhecimentos, em seus diversos níveis, de metodologias de ensino e avaliação, para que se possa renovar as práticas de ensino e as relações entre professores e alunos. Isto só será possível se for oferecido um ambiente salutar de reflexão e questionamento através de programas de capacitação e qualificação.



3.4. OBJETIVOS
3.4.1. OBJETIVO GERAL:
Contribuir para a melhoria da qualidade de ensino através da construção e implementação de uma política de profissionalização dos professores voltados para o ensino da sociologia.
3.4.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:


  1. Garantir o pleno desenvolvimento do educando, seu aprimoramento como pessoa, o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico;

  2. Estimular a conformação de um imaginário social comprometido com os ideais democráticos da justiça e da solidariedade sociais e com a prática política que consagre o Estado de Direito, a democracia e as políticas sociais;

  3. Desenvolver o senso de responsabilidade perante o social e o comprometimento com uma relação de respeito e convivência que rejeita toda a forma de preconceito, discriminação e exclusão e está orientada no sentido da transformação das desigualdades sociais e na construção de uma sociedade solidária;

  4. Criar uma dinâmica de formação profissional de qualidade crescente, fundada na indissociável relação teoria-prática;

  5. Traduzir os conhecimentos sobre as pessoas, a sociedade, a economia, a história, as práticas sociais e culturais, em condutas de indagação, problematizarão, análise e protagonismo diante de situações novas, problemas ou questões da vida pessoal, social, política e cultural, acionando-se os conhecimentos construídos para a resolução de problemas.



3.5. FORMAS DE AVALIAÇÃO DO CURSO E DOS ALUNOS
O processo avaliativo do Curso de Graduação em Ciências Sociais é qualitativo e contínuo, desenvolvendo-se a partir da dinâmica do diálogo e da reflexão que se estabelece nas reuniões de Colegiado do Curso. Nessa instância, formada por representantes docentes, discentes e técnico-administrativos, frequentemente são discutidos, analisados e interpretados dados de natureza quantitativa e qualitativa, obtidos através dos Programas de Avaliação do Ministério da Educação: Avaliação do Curso, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), avaliação dos estudantes através do ENADE, bem como reflexões extraídas pelo corpo docente e discente, elaboradas a partir do convívio diário em sala de aula.

Considerando as competências e habilidades a serem constituídas, a avaliação dos alunos deve ter como finalidade a orientação do trabalho dos futuros cientistas sociais, permitindo-lhes identificar o acerto das escolhas adotadas e a correção de percurso quando for necessário. Deverão ser periódicas e sistemáticas, com procedimentos diversos, incluindo conteúdos desenvolvidos, procedimentos metodológicos e instrumentos de avaliação que conduzam ao perfil do egresso contido na proposta do curso.

Ressalta-se que o curso atende a proposta pedagógica da UFPel, que envolve currículos enxugados, maior tempo para leitura, maior carga horária de pesquisa cuja consequência é um processo de ensino-aprendizado construtivo e não repetitivo, e, portanto, um aluno crítico e racional com maiores possibilidades de enfrentar o mercado de trabalho.

O sistema de avaliação dos alunos desenvolve-se, fundamentalmente, através de seminários temáticos ou bibliográficos, fichas de leitura e resenhas, trabalhos de pesquisa de campo, elaboração de artigos e realização de provas escritas individuais ou em grupos.

Ao final do curso, o aluno elaborará relatório de estágio resultante das atividades de regência em sala de aula. A elaboração de Relatório Final de Estágio deverá contemplar no mínimo:

a) referencial teórico;

b) bibliografia consultada;

c) estratégias;

d) descrição e avaliação das atividades específicas da regência em sala de aula;

e) cópias dos planos, unidades de aulas, dos exercícios propostos e modelos dos materiais utilizados.



3.6. FORMAS DE INGRESSO AO CURSO
O sistema acadêmico adotado pelo Curso de Graduação em Ciências Sociais – Habilitação Licenciatura é o de crédito semestral, com um processo seletivo anual – vestibular - e com entrada única.
Ingresso e Vagas: Ingresso único via Concurso Vestibular. Oferece anualmente 40 vagas (a partir de 2010).
Ingressos através de Reopção, Reingresso, Transferência e para Portador de Diploma de Curso, em virtude do cancelamento de matrícula ou não cumprimento da Resolução nº 03/2005 COCEPE.

Critérios de Seleção dos Candidatos que concorrem às vagas nas modalidades de reopção, reingresso, transferência e portador de diploma:

1º - Candidatos oriundos do Curso de Ciências Sociais;

2º - Candidatos oriundos de áreas afins conforme classificação do CNPq;

3º - Outras áreas.

A ordem de prioridade para atendimento das solicitações será em primeiro lugar a reopção, em segundo lugar o reingresso e em terceiro lugar a transferência.

 

Da Reopção


  1. A vaga será ocupada por:

1º - candidatos oriundos do Curso de Ciências Sociais;

2º - candidatos oriundos de áreas afins conforme classificação do CNPq;

3º - outras áreas.
Da classificação para reopção:

Atendidos o disposto no item 1, as vagas serão distribuídas utilizando-se como critério de classificação o número de créditos cursados pelo aluno. 


Do Reingresso:

1. Terá prioridade o candidato que em menor tempo conseguir integralizar a grade curricular no curso pretendido.


Da Transferência:

1º - candidatos oriundos do Curso de Ciências Sociais;

2º - candidatos oriundos de áreas afins conforme classificação do CNPq;

3º - outras áreas.



3.7. ESTÁGIOS
O estágio é ato educativo exercido no ambiente de trabalho visando à formação profissional através da articulação entre teoria e prática. Trata-se de um importante momento no itinerário de formação do aluno através do qual são adquiridas e exercitadas competências profissionais e aplicados os conhecimentos curriculares.

O devido cumprimento dessa função depende de compromisso firmado entre a instituição de ensino, o aluno e a instituição concedente, o que implica o adequado planejamento, acompanhamento, execução e avaliação das atividades de estágio em co-responsabilidade entre as partes envolvidas.

As atividades de estágio distinguem-se em obrigatórias e não obrigatórias. O estágio obrigatório é aquele previsto na carga horária curricular mínima do curso, consistindo em pré-requisito essencial para a obtenção do diploma. O estágio não obrigatório é opcional, excedendo à carga horária curricular mínima do curso e dispensável para a obtenção do diploma.
DO ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO
O Estágio Curricular Obrigatório constitui-se de um conjunto de atividades voltadas para a aprendizagem da profissão docente, através da participação em situações reais de trabalho. O Estágio constitui-se no momento de aprofundamento sobre os conteúdos e práticas de ensino das Ciências Sociais no ensino médio. Tem como finalidades:

I- a formação do professor para o ensino médio;

II- a articulação do conhecimento das ciências sociais;

III- a instrumentalização do acadêmico para a aplicação dos conhecimentos adquiridos no cotidiano acadêmico e na prática de ensino;

IV- vinculação entre conhecimentos teóricos e da realidade educacional e social.
O objetivo geral do Estágio Curricular Obrigatório do Curso de Ciências Sociais - habilitação Licenciatura é oportunizar ao estudante experiências de educação no ensino médio através:

I- da aplicação de conhecimentos;

II- do desenvolvimento de habilidades necessárias à prática educativa e profissional;

Dos objetivos específicos:

I- identificação da realidade educacional dos campos de estágio;

II- planejamento, execução e avaliação do processo ensino-aprendizagem nas Ciências Sociais;

III- apropriação e criação de metodologias de ensino de sociologia adequadas ao ensino médio

IV- reflexão e pesquisa acerca do ensino de sociologia nas escolas.

A carga horária total do Estágio Supervisionado prevista no Projeto Pedagógico é de 408 horas distribuídas nas seguintes disciplinas:

- no 6º semestre - Estágio I - 7 h/a – pré-estágio.

- no 7º semestre - Estágio II - 9 h/a – estágio em sala de aula.

- no 8º semestre - Estágio III - 8 h/a – pós-estágio.

O estágio acadêmico deve cumprir etapas que consistem num processo de aprendizagem, desenvolvendo atividades a seguir relacionadas:

- observação da estrutura, funcionamento, recursos, estudantes e profissionais da escola na qual realiza o estágio;

- observação da atuação didática e pedagógica do professor regente da classe em que está estagiando;

- participação das aulas, atuando em atividades de ensino sugeridas e/ou autorizadas pelo professor regente da classe;

- regência de classe, ministrando aulas na classe em que está estagiando;

Nas disciplinas de Estágio, o estudante deve:

- acompanhar uma turma durante o semestre letivo;

- desenvolver atividades exigidas pela escola e pelo professor responsável pela turma;

- ministrar aulas durante o ano, elaborando materiais didáticos;

- desenvolver trabalhos e avaliações, de acordo com as condições da escola e concordância do professor da turma;

- analisar livros didáticos de Sociologia;

- analisar os problemas apresentados pelos discentes;

- elaborar materiais didáticos diversos, texto didático, propostas e instrumentos de avaliação, recursos audiovisuais, planos de aula, programas, entre outros;

- participar diretamente no desenvolvimento dos conteúdos e regência em salas de aula, nas escolas;

O Estágio Curricular Obrigatório será desenvolvido em escolas da rede estadual, municipal, particular e federal de ensino, que tenham em seus currículos a disciplina de Sociologia.



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