Universidade federal de santa catarina



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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA

CURSO DE ENGENHARIA DE MATERIAIS




RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR I

PERÍODO: 22-09-2008 a 19-12-2008




PEDRO AUGUSTO DE OLIVEIRA BOTELHO


MATRÍCULA: 07237056

ORIENTADOR:

JÚLIO F. BAUMGARTEN, MESTRE ENG.º DE MATERIAIS

_______________________________

DE ACORDO COM O CONTEÚDO

FLORIANÓPOLIS, DEZEMBRO DE 2008





METALAB ANÁLISE DE MATERIAIS LTDA.

Fone/ Fax: (47) 3205-6740 / 3205-6700

Rua: Dona Elsa Meinert, 1068 - CEP 89218–650

Joinville / Santa Catarina

www.metalab.com.br

AGRADECIMENTOS


Primeiramente agradeço à Empresa Metalab Análise de Materiais Ltda e Universidade Federal de Santa Catarina pela oportunidade de fazer um estágio o qual enriquece o meu conhecimento.


Ao Orientador Sr. Julio F. Baumgarten, por ter compartilhado os seus imensos conhecimentos na área, e ajudando-me a realizar as atividades na Empresa e também no Projeto aqui desenvolvido.
Aos funcionários e amigos Marinaldo Uczak, Azenate Regina Pereira, Tarcisio Boegershausen, Kátia Genoveva, Myrene Rosina Schütz Matins, Diego do Livramento, Ednara Mafra, Rogério Kontopp, José Aldori de Oliveira, Rafael Jacob, Edna Cristina Mafra, Leandro da Silva, Fernando Carlini, Simone de Oliveira, Thais Fazzio, Liliana Arruda, Cláudio R. Floriani Neto, que colaboraram com suas experiências e com sua dedicação para que este estágio pudesse ser realizado com sucesso.
Aos professores Berend Snoeijer, Antonio Pedro Novaes e Germano Riffel, por se dedicar tanto para que se torne possível e viável este excelente formato de curso, que proporciona ao aluno um aprendizado tanto teórico quanto prático, formando melhores profissionais.
SUMÁRIO




  1. INTRODUÇÃO...............................................................................................5

  2. PROJETO: DESENVOLVIMENTO DE UM ATLAS METALOGRÁFICO DIGITAL.........................................................................................................6

2.1 – Introdução........................................................................................6

2.2 – Apresentação do software...............................................................6

2.3 – CONFECÇÃO DO ATLAS METALOGRÁFICO..............................7

2.3.1 – Dureza..............................................................................8

2.3.2 – Tratamento Térmico.........................................................8

2.3.3 – Metalografia......................................................................8

2.3.4 – Análise Química................................................................9

2.3.5 – Inserção da Metalografia no Software..............................9

3- ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO LABORATÓRIO................................11

3.1 – Ensaios de Dureza:.............................................................................11

3.1.1 - Dureza Brinell...................................................................12

3.1.2 – Dureza Rockwell..............................................................13

3.1.3 – Dureza Vickers.................................................................14

3.2 – PREPARAÇÃO METALOGRÁFICA....................................................15

3.2.1 – Seleção de Amostras.......................................................15

3.2.2 – Corte de Amostras...........................................................16

3.2.3 – Embutimento....................................................................17

3.2.4 – Lixamento........................................................................18

3.2.5 – Polimento.........................................................................19

3.2.6 – Ataque:.............................................................................19

4 – CONCLUSÃO..............................................................................................20

5 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................21

6 – ANEXOS......................................................................................................22

6.1 Anexo A – Histórico da Empresa...........................................................22

6.2- Anexo B – Quadro relacionando os reagentes que devem ser utilizados para cada liga.........................................................................................................24

6.2- Anexo C –Cronograma de Estágio.......................................................25



1- INTRODUÇÃO

O estágio referente a este relatório foi realizado na empresa Metalab Análise de Materiais Ltda, a qual atua na área metal-mecânica, oferecendo serviços de análise química (via espectrometria de emissão ótica), análise de falha, metalografia, ensaio de dureza, ensaio de salt-spray, entre outros que serão citados ao longo deste relatório. Esta infra-estrutura disponibilizada pela Metalab possibilitou um vasto aprendizado na área de Engenharia de Materiais, principalmente na parte de metais.

O presente relatório é referente ao período de 22 de setembro à 19 de dezembro de 2008, e trata sobre o projeto realizado na empresa, assim como algumas das atividades rotineiras exercidas no mesmo período, outras atividades porém, não serão descritas no presente relatório.

Este projeto anteriormente citado faz parte da política de estágios da empresa, ele faz com que o estagiário desenvolva algum ganho real para a mesma, que perdure por muito tempo, no caso deste estágio o Projeto de Estágio é desenvolver e organizar um Atlas Metalográfico. Este Atlas será incorporado ao programa desenvolvido pela própria empresa, o Digimet Plus 4G, que é um software que auxilia a análise metalográfica, automatizando muitas funções penosas e cansativas, como o tamanho de grão e porcentagem de fases.



2 – PROJETO: DESENVOLVIMENTO DE UM ATLAS METALOGRÁFICO DIGITAL.
2.1 - Introdução:

A empresa Metalab Análise de Materiais Ltda., além de fornecer serviços na parte de análise laboratorial, dispõe também de um núcleo de desenvolvimento de softwares que auxiliam as atividades relacionadas a analise de metais. Um dos softwares desenvolvidos pela metalab é o Digimet Plus 4G, que é um programa de análise de imagens obtidas por microscopia ótica, e tem múltiplas funções, contudo a empresa tem uma visão de melhoria contínua, e tendo em vista a necessidade do auxilio de um Atlas Metalográfico, resolveu, junto ao estagiário desenvolver um álbum metalográfico que será incorporado ao Digimet Plus 4G, a fim de facilitar e melhorar a analise metalográfica. A base de dados utilizada para a confecção do Atlas Metalográfico é inteiramente de relatórios realizados antes e durante o período de estágio. Esta grande quantidade de informação deve ser muito bem aproveitada, portanto coube ao estagiário dar início a este processo, tendo em vista que é um processo contínuo, que será desenvolvido e incrementado pelos metalógrafos da empresa.



2.2 – Apresentação do software:
O Software Digimet Plus 4G, representa o que há de mais novo na área de Análise Metalográfica Digital, realizando a análise quantitativa de imagens que pode ser aplicada a diversas áreas do controle de qualidade e pesquisa de diferentes materiais e ligas. Análise Digital de microestrutura é hoje indispensável aos laboratórios que objetivam a precisão, confiabilidade e rapidez nas análises de seus materiais e componentes.

O sistema de aquisição e quantificação da imagem é muito veloz, resultando em rápida análise e edição de relatórios técnicos. O arquivamento de todas as informações é realizado no banco de dados, o que permite a recuperação e edição dos relatórios a qualquer momento.


O Digimet Plus 4G tem as seguintes funções básicas:


  • Quantificação de Fases;

  • Análise de Austenita Retida;

  • Classificação do Tamanho de Grafita;

  • Grau de Nodularização e Vermicularidade;

  • Contagem de Nódulos / mm²;

  • Distribuição e Tamanho de Grão;

  • Classificação de Inclusões por Tamanho e Quantidade;

  • Determinação de Profundidade de Camadas;


2.3 – Confecção do Atlas Metalográfico:

Para a confecção do Atlas metalográfico, foi realizado em cada peça uma pesquisa a respeito do material sendo elas o tratamento térmico, dureza, composição química, dureza superficial, e claro, a metalografia, o que define mais muitas propriedades como o tamanho de grão, quantidade de fases, matriz, entre outros.

Com o objetivo de demonstrar o processo de confecção do Atlas, será exposta a análise de uma peça, e os procedimentos para Inserir no software.


Figura 1 – Fotos da Microestrutura avaliada, com aumento de 100 x. Ataque Nital 3,5%

2.3.1 – Dureza:

Do ensaio de Dureza Brinell no núcleo, obteve-se os seguintes resultados:




AMOSTRAS

VALORES OBTIDOS (HBW)

MÉDIA (HBW)

CP

363 – 363 – 363

363
 

Do ensaio de Dureza Rockwell Superficial, obteve-se os seguintes resultados:




AMOSTRAS

VALORES OBTIDOS (HRc)

MÉDIA (HRc)

CP

39,5 – 40,3 – 41,0 – 39,7 – 39,2

39,9

2.3.2 – Tratamento Térmico:
Observa-se pela presença de martensita, que a peça em questão sofreu um tratamento térmico de Têmpera, e pela dureza pode-se constatar que também foi revenido. Pode-se concluir que não houve tratamento superficial, tendo em vista que a dureza de núcleo é compatível com a dureza de superfície.
2.3.3 – Metalografia:

Para a realização da Análise Metalográfica foram selecionadas 2 imagens, sendo uma com ataque, e outra sem. Da foto sem ataque, pode-se observar que, segundo a norma NBR NM 88, há a presença de inclusões não metálicas do nível F2 (G1) Da foto atacada, pode-se observar que a matriz do material é predominantemente martensítica. Nesta etapa pode-se também observar tamanho de grão, quantidade de fases, grau de nodularização, estruturas, tratamentos térmicos, camadas, entre outras grandes aspectos do material qe podem ser observados na metalografia.



2.3.4 - Análise Química:

Da análise química, feita por espectrometria de emissão ótica, obteve-se o seguinte resultado:



%

C

Si

Mn

P

S

Cr

Mo

Ni

0,420

0,429

0,798

0,019

0,009

0,851

0,297

1,600




%

Al

Co

Cu

V

Ti

Nb

W

B

0,032

0,011

0,025

ND

0,002

0,010

ND

0,001

Fe: Balanço • ND: Não detectado
Pode-se concluir que o material em questão é um Aço SAE 4340.
2.3.5 – Inserção da Metalografia no Software:



Figura 2 – Tela do Software, onde é classificada a imagem metalográfica.
Para Inserir a imagem metalográfica no Atlas, basta procurara a imagem, e inserir no software, e então é só classificá-la de acordo com os parâmetros anteriormente citados. Pode-se observar a classificação da metalografia sem ataque, evidenciando a presença de inclusões não metálicas. Também, no campo “observações”, o Atlas chama a atenção para o problema de manchas de secagem. A grande vantagem de um atlas metalográfico digital, é a praticidade, como se pode perceber, pois com uma simples ferramenta de busca, pode-se localizar com muita facilidade qualquer estrutura, tamanho de grão, nodularização das esferas de grafita, e qualquer característica ou informação inserida junto á foto metalográfica. Assim como no exemplo, o estagiário repetiu o processo pra mais de uma centena de imagens.



Figura 3 – Metalografia de ferro fundido nodular inserida no software evidenciando a presença de grafita na forma VI, tamanho de 5 a 7,com matriz 98% ferrítica e 2% perlítica e grau de nodularização de 92%. Todos os dados citados foram obtidos através do software Digimet Plus 4G.

3 – ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO LABORATÓRIO
Além do projeto desenvolvido, o estagiário também realizou algumas tarefas de rotina na empresa, a seguir serão apresentadas apenas algumas atividades.
3.1 – Ensaios de Dureza:
A dureza não tem uma definição claramente definida, pois pode ser considerada a capacidade de um material riscar o outro, ou a capacidade de um material penetrar no outro. Por esta razão existem três tipos de dureza, a dureza por risco, dureza por penetração, e dureza por choque A dureza é uma propriedade mecânica muito importante para a caracterização e controle de processos na engenharia de materiais, pois para cada liga metálica submetida a determinado tratamento térmico tem uma faixa de dureza que corresponde ao desejável, sendo assim, pode-se utilizar a dureza para caracterizar um certo tratamento ou material, como também para controlar o processo da produção e tratamento do metal.

Existem várias técnicas para determinação da dureza de certo material, e cada uma possui sua própria unidade de medida, entre elas, as mais utilizadas são: Brinell (HB), Vickers (HV), Rockwell (HR). A medida da dureza por penetração é feita através da impressão deixada pelo penetrador no material a ser analisado, esta medida também leva em consideração a carga pré-estabelecida que varia de acordo com a espessura, dureza suposta ou esperada, entre outras propriedades do material ou do ensaio.



3.1.1 - Dureza Brinell:
A dureza Brinell é a mais utilizada na área de Engenharia, por ser também o mais antigo método por penetração. O ensaio consiste em aplicar uma força F através de uma esfera de aço com diâmetro D, sobre uma superfície plana durante certo tempo t, deixando assim uma impressão de diâmetros d, estas variáveis estão mostradas na figura 3.



Figura 4: Croqui do método de ensaio de dureza Brinell.
A dureza HB, é dada pela divisão da carga aplicada pela área de contato, desenvolvendo-se esta expressão, conclui-se que:


Onde:

  • F é a carga aplicada (N);

  • D é o diâmetro da esfera de aço (mm);

  • d é o diâmetro da impressão;

Como os valores de P e D são determinados por norma, pode-se fazer uma tabela com a dureza HB versus d, como se pode observar na tabela 1.


Tabela 1: Dureza Brinell em função do diâmetro de impressão medido:


Dureza Brinell em função do diâmetro da impressão com esfera de  10mm

d (mm)

HB (F=3000 Kgf)

3,00

415

3,05

401

3,10

388

3,15

375

3,20

363

3,25

352



3.1.2 – Dureza Rockwell:
A principal vantagem da dureza Rockwell é o fato da praticidade e agilidade na obtenção do resultado (que já é mostrado automaticamente na máquina do ensaio), pois não é preciso medir a impressão deixada. Primeiramente é aplicada uma pré-carga para fixar o corpo de prova, eliminar possíveis imperfeições na superfície do corpo de prova e também para diminuir os erros referentes à deformação elástica. Após isto, é aplicada a carga total, que deformará o corpo de prova, e medirá a profundidade da impressão, então se retira a carga e a máquina dá o resultado da dureza. A dureza Rockwell tem várias classificações como HRa, HRb, HRc, entre outras, o que diferencia cada uma é o penetrador, e a carga aplicada, e por conseqüência cada uma tem aplicações específicas. Um esquema do funcionamento de uma máquina que mede a dureza Rockwell pode ser observado na figura 4.



Figura 5 Esquema do funcionamento de uma máquina de ensaio Rockwell.
3.1.3 – Dureza Vickers:
A dureza Vickers tem semelhança com o método Brinell por relacionar a carga aplicada com a área de contato entre o penetrador e a impressão. Mas, no caso do ensaio Vickers, o penetrador é um cone, com 136˚ entre as faces opostas. Este ensaio é aplicável a qualquer material metálico. A grande vantagem é de poder atender a uma grande gama de peças, desde materiais muito duros até corpos de provas finos, principalmente com a microdureza Vickers. Para se obter o valor HV são utilizadas tabelas como na forma brinell, mas a equação que as rege é a seguinte:

Onde:


  • F é a força aplicada (N);

  • d é a diagonal medida na impressão;


3.2 – Preparação Metalográfica:
A Preparação Metalográfica é um processo necessário para que se possa analisar propriedades de um metal via microscopia, seja ela ótica ou eletrônica, o objetivo da o seu objetivo é de obter uma superfície plana e polida, portanto, conclui-se que das etapas que serão apresentadas em seguida, as únicas obrigatórias são o lixamento e o polimento.



Figura 6: Microscópio Ótico, esquerda, e Microscópio eletrônico de varredura, direita.


3.2.1 – Seleção da Amostra:
Nesta etapa é determinado onde e de qual forma será extraída a amostra para a análise, para esta determinação são analisados os seguintes fatores: tamanho, complexidade, áreas que sofreram tratamento térmico, áreas de maior esforço, conformação mecânica, entre outros. Para a obtenção de certas propriedades, existem normas que definem de qual forma deve ser analisada a peça, para que se enquadre nas mesmas.

3.2.2 – Corte da Amostra:


O corte da amostra tem a finalidade de obter um corpo de prova em um tamanho bom, que possa ser analisado de uma forma correta, ele pode ser feito com várias ferramentas, como tesoura, serrinha, cut-off, serra-fita, entre outros.



Figura 7: Máquinas de corte: Serra-fita, esquerda e Cut-off, direita.
Nem sempre é necessária a realização do corte, por exemplo, em peças pequenas. Há também que se ressaltar que no caso da escolha do corte por cut-off, é muito importante selecionar o disco de corte adequado para o material que será cortado, este disco geralmente é escolhido pela sua dureza, quanto mais duro o material, mais mole tem que ser o disco.

3.2.3 – Embutimento:

A preparação de corpos de prova pequenos requer que os mesmos tenham que ser embutidos, para que a preparação (lixamento e polimento) seja facilitada, devido ao manuseio. Também é necessário o embutimento quando se deseja evitar arredondamento de bordas e formação de planos. Se o corpo de prova não for corretamente embutido, pode ocorrer a curvatura das bordas o que dificulta a visualização das áreas mais próximas à borda. Geralmente o embutimento pode ser feito de duas formas: a quente ou a frio.





Figura 8: Recursos para embutimento a frio, esquerda. Embutidora a quente, direita.
O embutimento a frio é aplicável para metais frágeis e de pequenas dimensões, os quais não resistiriam à pressão necessária para o embutimento a quente. Também é aplicável a metais que tem não estabilidade a altas temperaturas, porém deve-se ter cuidado, pois no processo de polimerização ocorre uma reação exotérmica, que em alguns casos pode esquentar bastante a amostra. Outra vantagem do embutimento a frio, é a praticidade, e de não precisar de uma máquina para a realização do mesmo.

O embutimento a quente é aplicável a materiais que resistam bem à pressão e ao calor necessário. As resinas para embutimento a quente geralmente são mais baratas, como é o caso da baquelite, porém existem resinas mais duras, recomendadas para casos de análise da superfície, que são mais caras que as resinas a frio. O embutimento a quente permite um bom acabamento do embutimento e uma maior padronização dos corpos de prova.


3.2.4 – Lixamento:

Esta é uma etapa primordial para a preparação do corpo de prova, o principal objetivo é de se obter uma superfície bem plana. Utiliza-se uma lixadeira, que pode ser manual ou automática, e uma seqüência de lixas. Para que se possa obter uma superfície bem plana é necessário a realização de várias etapas, ou seja, lixas de diferentes granulometrias, geralmente entre 80 e 1200 mesh. A granulometria é definida como sendo o número de furos por polegada quadrada da peneira que filtra os grãos que serão depositados na lixa, portanto quanto maior a granulometria, menores serão os grãos depositados na lixa. A seqüência das lixas é sempre da menor granulometria para a maior, ou seja, se a granulometria é baixa, será retirado bastante material, porém os riscos provenientes desta etapa serão mais profundos. As primeiras lixas são as mais importantes, pois é nelas que se obtém a planificação da amostra, à medida que vai aumentando a granulometria da lixa, obtém-se riscos mais finos, que podem ser melhor retirados na etapa do polimento. Para que não se tenha riscos grossos, é importante que sempre seja retirado os riscos da lixa anterior, para que se garanta isto a amostra deve ser mantida parada, e entre cada lixa deve ser virada em 90 graus, com isso quando todos os riscos estiverem na mesma direção, significa que os da lixa anterior já foram extraídos e pode-se partir para a próxima lixa. Ao chegar numa granulometria alta, como a 1200 mesh, pode-se então passar para a etapa de polimento.





Figura 9 - Maquina de lixamento manual.


3.2.5 – Polimento:

Como antes já citado, o polimento é, junto ao lixamento, o processo mais importante para a análise metalográfica, o principal objetivo é retirar todos os riscos provenientes do lixamento. Este processo utiliza uma politriz, automática ou manual, um pano de polimento e um abrasivo. O pano de polimento deve ser escolhido de acordo com o material, pois pode ser pano de pelo alto ou de pelo baixo. Os abrasivos mais utilizados são a alumina e a pasta de diamante, de diferentes granulações.





Figura 10 - Politriz automática.
3.2.6 – Ataque:
Como a superfície polida reflete a luz intensamente, não pode-se distinguir os constituintes da microestrutura. Existem vários tipos de ataque, entre eles o ótico, químico, seletivo, eletrolítico, térmico. O mais utilizado entre eles é o ataque químico, que utiliza um reagente para revelar a microestrutura do material. Existem muitos reagentes como o Nital, picral, entre outros que podem ser consultados juntamente com sua utilização no Anexo B. O objetvo do ataque é de que se possa diferenciar principalmente fases e contornos de grão.
4 – CONCLUSÃO
A oportunidade de realizar um estágio em um laboratório de análise de metais trouxe um enorme ganho de experiência para o estagiário, tendo em vista que os ensaios realizados e os tipos de materiais analisados têm uma enorme variedade. Os materiais analisados pelo estagiário vão desde ferros fundidos até aços rápidos. Tratando-se de ensaios, praticamente todos os ensaios referentes à caracterização de materiais foram realizados,
O convívio com o pessoal do laboratório também traz uma grande troca de experiência, de um lado o conhecimento teórico adquirido em sala de aula e do outro um conhecimento unindo o prático ao teórico, essa união é que faz do sistema de estágios ser uma excelente forma de aprendizado. Também a responsabilidade, de trabalhar numa empresa que presta serviços a grandes nomes mundiais e de representar a UFSC, uma grande universidade prestigiada internacionalmente, fez com que o estagiário tomasse mais sentido da realidade de uma empresa, e a postura que nela deve ser mantida.
Quanto ao projeto aqui realizado, trouxe um grande conhecimento na parte de metalografia e caracterização de materiais por esse método. Com o projeto ainda, o estagiário percebeu o quanto é importante e minunciosa a análise metalográfica.
Ao final, conclui-se que o estágio foi de grande valia para o aprendizado em várias áreas para o estagiário, e principalmente no seu conhecimento de materiais, mais especificadamente em metais.

5 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
[1 ]CALLISTER, William D. Jr. Ciência e Engenharia de Materiais: Uma

Introdução. LTC editora. 5a edição. Rio de Janeiro, 2002.
[2] CHIAVERINI, Vicente. Aços e Ferros Fundidos. Associação Brasileira de Metalurgia e Materiais. 4a edição. São Paulo, 1977
[3] SOUZA, Sergio Augusto de. Ensaios mecânicos de materiais metálicos. 4. ed. São Paulo: Edgard Blucher, 1979. 239p.
[4] Dureza Rockwell. Disponível em:

<http://www.lrm.ufjf.br/pdf/12rockwell.pdf> Aceso em: 01/12/08.
[5] Dureza Brinell. Disponível em:

<http://www.lrm.ufjf.br/pdf/11brinell.pdf> Acesso em: 01/12/08.
[6] Metalografia – Ataque Químico. Disponível em:

<http://www.materiais.ufsc.br/lcm/web-MTL/MTL_quimico%20A4.pdf> Acesso em: 02/12/08 08:58.
[7] SILVA, Ubirajara Marques de Carvalho e. Técnicas e procedimentos na metalografia prática: preparação de corpos de prova para exames metalográficos. São Bernardo do Campo, SP, I. Rossi, 1977.
6 – ANEXOS
6.1- Anexo A – Histórico da Empresa
A METALAB Consultoria e Análise de Materiais Ltda., sediada em Joinville/SC é um dos Laboratórios do País que melhor tem se adaptado às necessidades das Empresas, atuando nas áreas Metal-mecânica, Polímeros, Cerâmica e Análises Químicas. Para atender seus Parceiros, realiza não apenas uma vasta gama de testes e ensaios normalizados, mas também Auditorias, Cursos e Palestras Técnicas, além de suporte em Processos Judiciais (Perícia Técnica). Para tal conta com um moderno e bem equipado Laboratório e Equipe Técnica Treinada, sempre objetivando garantir segurança e confiança nos resultados obtidos.
A METALAB Consultoria e Análise de Materiais Ltda. atua intensamente nas áreas de Controle de Materiais, desempenhando as funções de “Laboratório Satélite” para o Controle de Recebimento e Processos de Fabricação (tratamentos térmicos, usinagem, conformação, soldagem e fundição), Análise de Falhas (fratura, corrosão, desgaste prematuro), determinação de Propriedades Mecânicas (ensaio de tração, compressão, dobramento, flexão, dureza, microdureza, impacto/resiliência), análise de Macro e Microestruturas Metalográficas, determinação da Composição Química de ligas ferrosas e não ferrosas (alumínio e cobre), Ensaios Especiais como Ultra-som, Teste de Salt-spray, Raio-X, Teste em

Pinturas.


A Divisão de Treinamento oferece Cursos e Palestras nas áreas de Especificação de Materiais, Tratamentos Térmicos, Análise Metalográfica, Tecnologia de Soldagem, Líquido Penetrante, Análise de Falhas em Componentes Mecânicos, Qualificação de Processos de Soldagem e Operadores de Solda.

Missão

Prestar serviços de análises de materiais, utilizando processos com tecnologia presente, buscando a satisfação de seus clientes, colaboradores e acionistas.


Visão

Ser reconhecida como empresa referência no mercado, pela sua qualidade na prestação de serviços na área em que atua.


Valores

Respeito à pessoa humana e ao meio ambiente, trabalho eficaz e confiabilidade mútua, competência assegurada, imagem pró ativa da empresa e interação com a comunidade.


Política de Qualidade

Fornecer serviços de alta qualidade na área de materiais, que atendam às necessidades de nossos clientes, utilizando recursos adequados e pessoal qualificado, buscando através da melhoria contínua gerar serviços mais competitivos.


6.2 - Anexo B – Quadro relacionando os reagentes que devem ser utilizados para cada liga.



Material

Reagente

Revelação


Aços ao carbono

Aços ligados

Aços grafitizados

Ferros fundidos

Nital

Aços ao carbono

.

Picral


Para todos os tipos de aços:

-normalizados;

-recozidos;

-temperado;

-temperado e revenido;

-esferodizado;

-austemperado

Ácido nítrico e fluorídrico



Estruturas austeníticas sem a presença das linhas de deformação.

Marble

Camadas nitretadas e aços inoxidáveis.

Alumínio e suas ligas

Ácido fluorídrico

Estrutura do alumínio e suas ligas.

Ácido sulfúrico


Indicado na revelação do FeAl3.

Ácido nítrico

Fase α do FeAl3.

Keller

Estrutura do duralumínio e alclad.

Vilella

Estrutura do alumínio e suas ligas.

Magnésio e suas ligas


Ácido cítrico


Contorno dos grãos de magnésio

Chumbo e suas ligas

Ácido oxálico


Estruturas das ligas anti-fricção

Molibdato de amônio

Remove a camada deformada da estrutura do chumbo polido.


6.2- Anexo C – Cronograma de Estágio.







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