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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
MARA ROSANE NOBLE TAVARES


MEMORIAL

ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO FUNDAMENTAL

NAÇÕES UNIDAS

Porto Alegre

2007

FACULDADE DE EDUCAÇÃO



CURSO DE GRADUAÇÃO À DISTÂNCIA EM PEDAGOGIA

LICENCIATURA - EIXO 2




[1]
PROFESSOR SILVESTRE NOVAK


Pólo de Gravataí

2007

AGRADECIMENTOS
Aos Profissionais dessa Escola, Colegas amigos; aos Amigos desconhecidos; e aos Amigos de Infância que tão prontamente acudiram ao meu chamado, contribuindo de maneira tão rica para a construção desse Memorial, expondo saudosamente suas memórias da vida Escolar, fruto das mais autênticas recordações.
A meu amigo, marido e companheiro de todos os momentos, Enrique; às filhas muito amadas, Calane e Morgana, agradeço a paciência e o apoio de todas as horas.

Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar; tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar; tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de deitar fora; tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.”1



ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO

A Historiadora......................................................................................................6

2. INFORMANTES E ROTEIRO DA ENTREVISTA.................................. 8
3. MEMÓRIA E HISTÓRIA

3.1. Breve Histórico – O Início...........................................................................11

3.1.1. Professora Ana Maria Baranski da Costa...............................................12

3.2. Breve Histórico – A Concretização.............................................................13

3.2.1. Mariza Aparecida Chuma Iracet.............................................................13

3.2.2 Ricardo Helen............................................................................................15

3.3. Breve Histórico – A Caminhada.................................................................17

3.3.1. Professor Élvio de Borba..........................................................................17

3.3.2. Maria Inês Feijó Bacchi...........................................................................18
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

4.1. Breve Histórico – Atualidade......................................................................20

4.2. Minha História – Professora Mara Rosane Noble Tavares......................20
5. MENSAGEM COMEMORATIVA DOS 30 ANOS

Festa da turma de 1975 – 09/07/2005................................................................25
6. LINHA DO TEMPO.....................................................................................27
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................49
CATÁLOGO DE IMAGENS..........................................................................50

1. INTRODUÇÃO
A Historiadora
História e Memória não é a mesma coisa, mas, assim como a sociedade e o indivíduo, são inseparáveis; são complementares e necessários um ao outro, e não opostos: “nenhum homem é uma ilha sozinho em si mesmo”, segundo a famosa frase de John Donne (Kezen, 2004),“Cada homem é uma parte do continente, uma parte do todo”. Esse é um aspecto da verdade. Por outro lado, temos a expressão dos individualistas clássicos, que se resume nessa sentença: Os seres humanos, quando colocados juntos, não se convertem em outra substância. Discordo. Mas, a falácia está em supor que esses seres existam e que não mudam em nada quando colocados juntos. A Escola é transformadora de essências, uma das muitas instituições que exercem o poder de conversão; intencionalmente, modela, muda, converte substâncias.

Logo que nascemos, o mundo começa a agir sobre nós e a transformar-nos de unidades meramente biológicas em unidades sociais. Todo ser humano, em qualquer estágio da história, nasce em uma sociedade e desde seus primeiros anos, é moldado por ela. A língua que fala, por exemplo, não é uma herança individual, mas, uma aquisição social do grupo no qual ele nasce e cresce. Ambos, língua e meio, ajudam na determinação do caráter de seu pensamento. Suas primeiras idéias são provenientes de outras, o indivíduo desligado da sociedade seria incapaz de falar ou pensar. Sua substância está sempre em processo de conversão.

Porém, mesmo estando em sociedade, somos indivíduos, temos características próprias que nos diferenciam uns dos outros; somos únicos, e ainda assim, mutáveis.

Nesse momento da história, para contar muitas memórias sobre a Escola, encarnarei a personagem da historiadora e as narrarei do ponto da história tal qual nela me encontro inserida.

Classifico a historiadora, dentro da sociedade, como um ser humano mais individual e mais mutável que os outros, pelo poder que tem de debruçar-se sobre o coletivo, sem perder sua individualidade, convertendo para si a alteridade do que torna conhecido. Como outros indivíduos, ela também é um fenômeno social, tanto o produto como a porta-voz, consciente (ou inconsciente), da sociedade à qual pertence; é nessa situação que ela abordará os fatos contidos nas memórias do passado.

Ouvimos falar às vezes, do curso da história como uma “procissão em movimento”. A metáfora é bastante razoável, contanto que não incite a historiadora a se considerar como uma águia observando a cena de um penhasco solitário, ou como VIP (Very Important Person) no palanque da história, Não...

A historiadora nada mais é do que uma figurante, caminhando com dificuldade no meio da procissão e na medida em que a ela serpenteia, desviando-se ora para a direita, ora para a esquerda, algumas vezes dobrando-se sobre si mesma, as posições relativas das diferentes partes da procissão estão constantemente mudando.

Novas perspectivas e novos ângulos de visão constantemente aparecem à medida que a procissão e a historiadora, juntas, se deslocam. A historiadora torna-se “uma parte do todo” dentro da história. O ponto da procissão em que ela se encontra, no momento, determina seu ponto de vista sobre a História e suas projeções para o futuro.

Através do Memorial Escola Estadual de Ensino Fundamental Nações Unidas, pretendo levar o leitor a conhecer as relações entre as histórias e as memórias das pessoas envolvidas no surgimento e construção da identidade da Escola e as minhas, inseridas em um contexto social e histórico.

A elaboração dos conhecimentos produzidos nesse Memorial sobre a História e Memória da Escola, baseou-se nos registros oficiais encontrados na instituição, nos depoimentos dos informantes-chave que estiveram envolvidos com ela em diferentes tempos, recolhidos através de entrevistas semi-estruturadas, e nas minhas próprias memórias.

A seguir, mostrarei através de três divisões, definidas pelos depoimentos, e sua organização em uma Linha do Tempo, a seqüência dos acontecimentos que desencadearam a idealização, concretização e a caminhada da Escola até a atualidade, momento em que comecei a participar de sua história.

Para concluir, narrarei um pouco da minha história como estudante, que se desenvolveu ao longo, e paralelamente, a trajetória da Escola, os eventos que me conduziram a ela, e minha participação em sua rotina até a concretização desse Memorial.



2. INFORMANTES E ROTEIRO DA ENTREVISTA
BLOCO I – Apresentação

Olá, sou Mara Rosane Noble Tavares e gostaria de lhe entrevistar acerca de suas memórias sobre o período que antecede a inauguração e os 12 primeiros anos de nossa Escola. Os dados coletados nesta entrevista serão usados para elaboração de um Memorial da Escola durante esse período. Espero que se sinta à vontade para responder a qualquer pergunta ou deixar de fazê-lo se assim desejar. Assim como, poderemos discutir outras questões que surgirem no decorrer da entrevista, abrindo mão de outras previamente apontadas, se este for o seu desejo.


INFORMANTES-CHAVE


  1. Professora Ana Maria Baranski da Costa, Av. Cavalhada, nº 2356/aptº 507 – 3249-9569, Bairro Cavalhada, Porto Alegre (Professora Bibliotecária da Escola, envolvida no processo de criação da Escola, período de 1969 a 1970).

  2. Mariza Aparecida Chuma Iracet, marizairacet@bol.com.br – Porto Alegre. (Ex-aluna, no período de 1971 a 1975, 1ª série ginasial, 6ª, 7ª e 8ª séries).

  3. Ricardo Helen, ricardo.helen@gmail.com – Porto Alegre (Ex-aluno, período indicado, ano de 1974).

  4. Professor Élvio de Borba, Av. Prof. Oscar Pereira, nº 990/aptº 301 – 3281-2301, Bairro Gloria, Porto Alegre (Professor de Educação Física, atualmente em licença-prêmio, em processo de aposentadoria, residindo no momento, na cidade de Caçapava do Sul, período de 1979 a 2007).

  5. Maria Inês Feijó Bacchi, inesfeijo@terra.com.br – 3207-6838, Porto Alegre. (Ex-aluna, no período de 1981 a 1982).


BLOCO III – Perguntas Norteadoras da Entrevista

Período escolhido: da Inauguração aos 12 Primeiros anos de atividade

De onde surgiu a necessidade da criação dessa Escola? (Já havia no bairro o Grupo Escolar Machado de Assis. Ano de criação.)

Como foi escolhido o nome da Escola?

A Escola sempre funcionou no local onde se encontra hoje? (Período de tempo em que funcionou em outro local e porquê? Período em que houve a mudança.)

Em que circunstâncias houve essa mudança? (Motivos, acontecimentos e pessoas envolvidas?)

Houve cerimônia de inauguração? (Quem eram os envolvidos: A Equipe Diretiva, Grupo de professores, funcionários, quais figuras públicas estiveram presentes (data), divulgação...)

Como a Comunidade se envolveu com a criação e o desenvolvimento da Escola durante esse período?

Como era o Bairro? Como era a Cidade? Como era o Estado? Como era o país? Como era o mundo? (Quais os acontecimentos e as lembranças do entorno que configuram esse período?)

A Escola possuía uniforme?

Como eram os alunos que freqüentavam a Escola nessa época?

Que Disciplinas eram lecionadas na Escola?

Como eram as Festas na/da Escola?

Os períodos de funcionamento da Escola eram os mesmos dos de hoje? (Duração do ano Letivo, férias, feriados, greves, etc)

Como era o rendimento escolar na época? (que tipo de cobranças eram feitas aos estudantes quanto à disciplina, costumes, atitudes e envolvimento da família?)

A que outros eventos ou acontecimentos a Escola esteve ligada, ou se desenrolaram junto a ela, ao longo de seus 12 primeiros anos? (mortes, nascimentos, compras, perdas, entradas e saídas de pessoal, etc.)

Que acontecimentos públicos se desenrolaram durante seus 12 primeiros anos?

Que outras atividades a Escola oferecia às crianças, além das classes normais?
BLOCO IV - Conclusão da Entrevista

Agradeço o tempo dispensado e a colaboração de suas memórias em relação à Escola no período abordado. Gostaria de saber se mais alguma lembrança vem à mente no momento e se deseja registrar por julgar importante. Gostaria de saber, também, como se sentiu ao realizar esta atividade comigo, se foi prazerosa e nostálgica ou se trouxe recordações tristes que não gostaria de ter lembrado.

Muito Obrigada.
BLOCO V – Considerações

Ao contactar os entrevistados e fazer-lhes o convite para a entrevista que geraria o Memorial da Escola, deixei-os à vontade para escolherem a forma como seriam entrevistados. Surpreendeu-me que todos preferiram narrar suas memórias de forma escrita.

Os professores às fizeram manuscritas e após o relato, conversaram sobre as perguntas, demonstrando profunda emoção, o que justificou suas escolhas pela escrita ao invés da fala.

Os ex-alunos, por outro lado, optaram por redigir e após, enviarem por e-mail. Acredito que essa opção tenha sido uma forma de preservação dos sentimentos envolvidos e despertados pelas perguntas da entrevista, além da desculpa de todos pela falta de tempo e vontade de contribuir.

Os sentimentos que me envolveram ao coletar, ler e organizar as entrevistas para a linha de Tempo, encontram-se traduzidos em minha introdução, pois, esse processo de elaboração de conhecimentos baseados na história e memória sobre a Escola levaram-me a sentir como uma “historiadora” que inserida em seu contexto, através de seu pertencimento, buscou o início da “procissão”, para que sua caminhada no tempo não permanecesse apenas no presente, pudesse encontrar justificativas no passado, dando maior sentido ao futuro.

3. HISTÓRIA E MEMÓRIA
3.1. Breve Histórico – O Início
As bases sólidas da E. E. de E. F. Nações Unidas surgem quando em 1960, a Câmara de Vereadores de Porto Alegre, por unanimidade, aprova a doação de um terreno de cinco mil e cem metros quadrados na rua Xavier da Cunha com fundos para a rua João Batista da Silva2, Chácara Menezes, Bairro Nonoai, para construção de um Ginásio voltado para o trabalho. O terreno foi cedido pelo Pároco Alfredo Hoff, da Igreja Santa Flora, a fim de que as crianças dos Grupos Escolares da Cavalhada e Nonoai pudessem continuar seus estudos. A doação foi feita às Irmãs Bernardinas que, mais tarde, desistiram da construção e entregaram, a citada área, ao Poder Público para que fosse construído o Ginásio.

Em setembro de 1968 o Pe. Hoff fez um levantamento e constatou que havia mil e setecentas crianças na Zona Sul precisando de um ginásio. Em posse desses dados, organizou uma comissão pró-criação do Ginásio, constituída pelos Senhores Constantino Bottin, Flávio Soares, Gregório Peres, Delmar Santos e João Carlos Rodrigues. A Comissão dirigiu-se, através de um Memorial, ao Secretário de Educação e Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, Dr. Luiz Leseigneur de Faria, solicitando a construção do Ginásio. O pedido foi apreciado e aceito, e o Governador do Estado, Cel. Walter Peracchi Barcellos, por decreto em 27/11/68, cria o Ginásio com o nome de Ginásio do Bairro Nonoai.

Logo após, a Comissão faz novo pedido ao Secretário de Educação e Cultura, Prof. Carrion, e este, através de um ofício ao Prefeito Dr. Célio Marques Fernandes, pede que a Prefeitura construa, no terreno citado, um pavilhão pré-fabricado para abrigar, em primeira etapa e em caráter provisório, um Ginásio. Graças aos esforços conjuntos, o pavilhão foi construído pela Prefeitura de Porto Alegre, e abrigou o Ginásio, que teve o início de seu funcionamento em 18 de maio de 1970, logo após ter recebido autorização para seu funcionamento, em 07 de maio de 1970 (parecer nº 56/70), pelo Conselho Estadual de Educação. O primeiro Diretor a dirigir o Ginásio, que contava com doze professores e dois funcionários, foi o Prof. Sérgio Pedro da Costa Barberena. Ainda no mesmo ano, o então Governador do Estado decreta o novo nome da Escola: Ginásio Estadual Nações Unidas, em 27 de novembro de 1970 (Decreto de Denominação nº 20.737).3
3.1.1. Professora Ana Maria Baranski da Costa
No final do ano de 1969, fui procurada por um grupo de empresários e comerciantes do bairro, juntamente com o Padre Alfredo, então Pároco da Igreja Santa Flora; com a finalidade de formarmos um Curso de Admissão; cujo objetivo era reunir alunos para provar a necessidade de uma nova escola que atendesse as necessidades e carências dos mesmos, já que a Escola Machado de Assis era incompleta na época.

Participaram desse curso três professores do bairro:

- Noeli (não se recordou o sobrenome);

- Jane Schmidt;

- Ana Baranski da Costa.

A duração do cursinho foi de um mês, no local onde hoje é o atual Machado de Assis.

Os comerciantes e empresários da época eram:

- Delmar dos Santos;

- Irmãos Bottin.

- Pároco, Padre Alfredo.

A Escola foi inaugurada em 1970; tendo atualmente 37 anos.

Senti-me orgulhosa da minha participação voluntária, na oportunidade em que os comerciantes queriam melhorar o bairro educacionalmente.

As recordações foram maravilhosas, e tive o prazer de participar para um trabalho desta brilhante, esforçada e estudiosa colega Mara Rosane.

Parabéns e seja feliz!4



3.2. Breve Histórico – A Concretização
Corria o ano de 1971, quando, da Reforma do Ensino, os ideais do Padre Alfredo ficariam concretizados: a transformação do Ginásio para Escola Polivalente, Escola do PREMEM (acordo entre MEC/USAID). No mesmo ano, cursos especiais foram ministrados aos seus professores e, muitos deles, prestariam seus serviços junto com especialistas. O número de alunos, antes só divididos em quatro turmas, da 1ª série ginasial, cresceu tanto que em 1972 as aulas eram distribuídas no Ginásio sede, no G. E. Piauí e no G. E. Machado de Assis. Mesmo depois do atual prédio inaugurado em 07 de novembro de 1972, haviam turmas um em pavilhão no Machado de Assis (onde hoje está alojada a Brigada Militar).

Posteriormente, foi desativado o pavilhão da Xavier da Cunha, local que mais tarde abrigaria o atual prédio da E. E. E. F. Machado de Assis.

O terreno de dois hectares, no Parque Santa Anita, entre as ruas Coelho da Costa, Manoel do Carmo, Gregório da Fonseca e Márcio Dias, cuja entrada principal era pela Rua Coelho da Costa, que hoje nos abriga, foi escolhido pela Comissão Pró-Ginásio, tendo a frente o diretor Sérgio. A construção da “Escola de Área Nações Unidas” foi um convênio firmado entre o MEC, Estado do Rio Grande do Sul, Prefeitura de Porto Alegre e por empréstimo da Agência Norte-americana para o Desenvolvimento Internacional. Em 1979, passou a chamar-se de Unidade Estadual de 1º Grau Nações Unidas, 5ª a 8ª série, conforme Portaria de Reorganização nº 22.504 de 17/10/79.5
3.2.1. Mariza Aparecida Chuma Iracet
Olá!

Meu nome completo: Mariza Aparecida Chuma Iracet.

Fui aluna do Nações, antes do prédio atual, enquanto esse prédio estava em construção nossas aulas aconteciam na Escola Machado de Assis.

Fomos a primeira turma de alunos no prédio novo, a ligação dos alunos com a escola era muito intensa. Alguns fatos: limpar o pátio era uma forma de castigo aplicada pelo vice (hoje vejo como dar valor à escola, aprendendo a cuidar dela); o mutirão que era feito, às vésperas do aniversário da escola, onde todos os alunos e professores limpavam, pintavam, embelezam a escola como se fosse sua casa (e ela era); os jogos e torneios que eram organizados pela professora Gilca; a gincana organizada pelo prof. Santana que mobilizou não só os alunos como também toda a comunidade; o grupo de estudos de Matemática (GEMNU) tirei o 5° lugar; mas, a mais importante conquista desta época, foram as amizades, o amor que até hoje temos por todos com quem convivemos nesse período.

Foi uma época maravilhosa. Espero ter sido útil com minhas recordações e se puder lhe ajudar em algo mais estou a seu dispor. Um abraço.6

Fico feliz em lembrar dos momentos maravilhosos que vivi no Nações.

A Escola de Área Nações Unidas, foi construída durante a reforma do ensino que retirou a 5ª série ginasial. O Nações era uma inovação, com implantação de um novo Método de Ensino, sendo uma Escola Polivalente. A educação era também voltada para um conhecimento mais amplo, não só nas salas de aula, mas também, ensinando para a vida. Lá aprendemos (todos os alunos, sem discriminação) a cozinhar, trocar fraudas, a bordar, costurar (meu irmão também estudou lá e aprendeu a fazer bainha melhor do que eu), plantar, regar e aproveitar o sabor de um alimento colhido por nós, trabalhar com madeira, argila (muitos artesanatos que talvez tenham ajudado na renda de alguns), instalações elétricas, todo o funcionamento de um escritório... Enfim, nos preparou para o futuro. A disciplina, colaboração e entrosamento foi sempre buscado por todos.

O Uniforme: Camisa laranja, gravata e calça / saia marrom.

As aulas da professora Alice de Português eram maravilhosas, principalmente pelas apresentações de teatro, encenadas pelos alunos (a peça do Sítio do Pica-pau foi esplendida, alguns dos alunos/atores: Gerson, Marisa Soares, Zilda e Sandra).

O filho do Sr. José (Zelador) foi meu colega.

O Professor Oscar, de Ciências, carregava uma pasta e sempre ao entrar na sala de aula batia com a pasta encima da minha classe, eu me assustava e algumas vezes fiz xixi, de medo.

Alguns professores que me deram aula: Vera, Gervásio, Genésio, Alice, Gilda, Roque, Georgina, Abílio, José Flávio (minha primeira paixão, nunca contei p/ ninguém), Inês, Maria da Graça...

JAIR SOARES NOS VISITOU.

Tinha as disputas de invenções para a Feira de Ciências (dia especial).

No desfile de SETE DE SETEMBRO (1974), os alunos do GEMNU (Grupo de Estudos de Matemática do Nações Unidas) desfilaram representando os matemáticos famosos: Isaac Newton, Galileu Galilei e outros.

É um prazer recordar tudo o que aconteceu...

Um abraço.7
Mariza
3.2.2. Ricardo Helen

Em 1974 o professor José Carlos Santana criou o GEMNU (Grupo de Estudos de Matemática do Nações Unidas), nome similar ao GEEMPA (Grupo de Estudos Especializados de Matemática de Porto Alegre).

Inicialmente os melhores alunos foram indicados, sendo que, posteriormente, a entrada fez-se através de teste. As reuniões (com ata) eram realizadas nos fins-de-semana, tendo na estrutura organizacional: presidente (Ricardo Helen), vice-presidente (Paulo Goulart), dois relações públicas (Naira Gomes e Rosangela Santos) e secretário (Zuleica Oliveira).

Em cada encontro o professor Santana trazia fatos interessantes sobre a Matemática, sugerindo livros, tarefas e trabalhos que eram apresentados periodicamente nas reuniões. Tudo contava pontos ao integrante.

Foi recepcionado na nossa Escola a maior autoridade em Matemática Aplicada da época: Senhor Voltan Paul Dienes, que nos levou a um programa, gravado na TV Educativa, junto a grupos de alunos de outras escolas.

Em contato com o GEEMPA, fomos convidados para apresentar trabalhos e participar de eventos em outras escolas da capital. Na época, a diretora do GEEMPA era a atual deputada Esther Pillar Grossi.

O símbolo do grupo foi motivo de concurso, sendo escolhida a idéia do aluno Ricardo Helen, com a imagem da raiz quadrada do planeta Terra.

No concurso de trabalhos do grupo, o então diretor, Sr. José Roberto Moraes, atual organizador do Multipalco, entregou as medalhas-estojo aos alunos Benony Bittencout e Ricardo Helen (1ºs lugares) e Irineu (2ª lugar).

Ao final do ano, foi entregue a premiação de classificação geral aos alunos que mais se destacaram nestas atividades extracurriculares.8
Ricardo Helen



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