Universidade federal do rio grande do sul



Baixar 72.67 Kb.
Encontro05.12.2017
Tamanho72.67 Kb.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO

DOUTORADO ACADÊMICO EM ADMINISTRAÇÃO

TURMA 2013
TEORIAS ORGANIZACIONAIS: Estudos Avançados
A disciplina Teorias Organizacionais - Estudos Avançados terá início no dia 6 de março, conforme cronograma abaixo.

Este é um curso avançado. Portanto, os alunos devem estar familiarizados e, mesmo, ter sólidos conhecimentos sobre os autores e teorias clássicos e contemporâneos dos estudos organizacionais. Para aqueles que precisarem revisar seus conhecimentos ou apropriar-se dessas abordagens sugerimos as leituras da disciplina Teorias Organizacionais indicadas para os alunos do Mestrado, que também se encontram disponíveis no sítio da Escola.

Além de aprofundar o conhecimento sobre os principais referenciais teóricos, o objetivo é que, posteriormente ao encerramento da disciplina, quando cada um se encontrar no seu processo de elaboração de tese, os enfoques, autores ou escolas mais adequados para o desenvolvimento desse trabalho possam ser retomados. Além disso, as tarefas a serem realizadas contribuirão para o desenvolvimento das capacidades de leitura, compreensão e análise, bem como de habilidades de apresentação e ensino.

A disciplina se desenvolve como uma oficina de trabalho, alternando-se momentos de discussão das leituras previamente realizadas, momentos de apresentação e debate de sistematizações, discussão dos miniensaios produzidos de modo individual e previamente à aula correspondente. Os alunos vão dividir a responsabilidade pela discussão e problematização do material correspondente a cada sessão. Os alunos devem, portanto, realizar todas as leituras requeridas e estar devidamente preparados.

A partir da segunda aula as sessões (com exceção das aulas 5 e 7) serão apoiadas por alunos resposáveis. As definições se encontram no cronograma abaixo (caso haja alteração na lista de alunos os ajustes serão realizados na primeira aula). Os alunos deverão apoiar a discussão semanal realizando uma pequena apresentação (no máximo 20 minutos) dos principais aspectos que merecerem destaque durante as discussões; bem como apoiar a professora na condução da aula. Não se trata de fazer uma síntese dos conteúdos (o que seria impossível sem absurdas reduções), mas contribuir para os debates que serão desenvolvidos. Os nomes dos alunos indicados para o apoio estão no Cronograma.

A aula se inicia, usualmente, com um posicionamento inicial de cada aluno sobre as leituras requeridas, seguem: a apresentação dos alunos responsáveis pelo apoio; uma discussão geral a partir dos aspectos por eles destacados; aprofundamentos de aspectos aonde se localizem dificuldades de compreensão e sobre as contribuições mais relevantes, com base também nos miniensaios previamente produzidos e entregues.

Para cada aula (com exceção da aula 5) deverá ser produzido um miniensaio: um texto reflexivo de no máximo duas páginas em espaço 1. O objetivo é exercitar a capacidade de leitura e análise reflexiva. O miniensaio não é uma reafirmação de ideias presentes nos textos; não é uma síntese; é um meio para a expressão dos pensamentos do(a) autor(a), para exercitar um argumento explicitando suas ideias e questões sobre o tema. O miniensaio deve concluir com uma pergunta não especulativa para debate durante a sessão. Os miniensaios devem ser entregues no escaninho da Professora, na quarta feira anterior à aula, até as 14 horas. O miniensaio da aula 1 deverá ser entregue até as 14 horas do dia 4 de março e o da aula 3 até as 18 horas do dia 11 de março.

Cada aluno deve escolher 3 temas para preparar um miniensaio ampliado (6 a 10 páginas). A entrega deve seguir a lógica acima descrita, ou seja, sempre antes da aula à qual pertence o tema escolhido. O objetivo é o desenvolvimento de um texto argumentativo com mais fôlego do que o permitido no miniensaio, exercitando temas que podem ter contribuições para os projetos de tese de cada um.

A avaliação da disciplina é composta de: 14 miniensaios individuais (30%); 3 miniensaios ampliados (30 %); participação nas atividades em aula (40%). A participação em aula inclui, além das tarefas específicas, o envolvimento efetivo e qualificado nas discussões durante toda a disciplina. Não serão aceitos trabalhos escritos fora dos prazos acima explicitados.

Após o cronograma se encontra um modelo de Bloco de Notas que pode ser muito útil para a sistematização das suas leituras, embora não seja uma exigência da disciplina, sua adoção é muito recomendada. Todas as leituras devem ser feitas antes da aula correspondente. As leituras devem ser feitas na sequência em que estão listadas no Cronograma. As leituras complementares estão indicadas no sentido de suprir lacunas na formação anterior dos alunos. Portanto, no decorrer das aulas esses conteúdos também serão considerados. Cabe a cada um reconhecer suas necessidades e realizar as leituras de modo a atendê-las. Recomendo muito fortemente que o material seja lido antes do início do semestre, havendo espaço para a realização de novas leituras durante o desenvolvimento da disciplina. A carga de leituras é grande. Por isso, deixar todas as leituras para fazer durante o semestre letivo implicará em evidentes prejuízos para o desempenho, tendo em vista a demanda das outras disciplinas.

A disponibilização do cronograma de atividades e dos textos com tanta antecipação é uma indicação de que a expectativa com relação à realização das leituras e à elaboração a partir das leituras é elevada. Portanto, utilizem o tempo disponível antes do início do Curso para familiarizar-se com o material da disciplina e realizar leituras e reflexões.

Os alunos que não obtiverem conceito suficiente para aprovação (A, B ou C), realizarão prova de recuperação, com consulta. Os alunos que realizarem prova de recuperação e forem aprovados, obterão conceito máximo C.


Os capítulos de livros e os artigos indicados estão disponíveis no xerox em frente à Escola desde o dia 8 de janeiro (Contato com Neco ou Renê pelo telefone 302644 52 ou por universalcopias@yahoo.com.br – eles podem enviar pelo correio se assim for combinado). Os livros indicados para leitura na íntegra estão disponíveis no acervo da biblioteca da EA. Também não estão no xerox aquelas referências com indicação de link. As indicações como leitura complementar, quando houver, se encontram disponíveis através dos recursos da Biblioteca da EA e demais bibliotecas da UFRGS.
Em caso de dúvidas contatem a professora responsável pela disciplina – Maria Ceci Misoczky – pelo endereço eletrônico maria.ceci@ufrgs.br (com exceção de 18 a 25 de fevereiro).
Antes do Cronograma encontra-se um pequeno glossário, com o objetivo de facilitar alguns entendimentos iniciais.


Ontologia é a doutrina do ser e suas formas; se refere à essência ou à natureza do existente.

Epistemologia é um termo de origem grega que apresenta dois sentidos: teoria do conhecimento e filosofia da ciência. Os dois sentidos estão ligados, o problema do conhecimento se entrelaça com o da ciência. E expressão ruptura epistemológica foi introduzida por Gastón Bachelard para evidenciar que a história da ciência não avança de modo continuista, evolutivo, linear e cumulativo, mas segundo saltos e fraturas.

Paradigma foi um termo empregado por Platão no sentido de modelo e por Aristóteles no sentido de exemplo. Na obra de Thomas Kuhn, A estrutura das revoluções científicas, assume um significado epistemológico e é usado de vários modos: (a) como uma tradição paradigmática - uma constelação de crenças comungadas por um grupo, um conjunto de teorias, valores e técnicas de pesquisa compartilhadas por uma determinada comunidade científica; (b) como um conjunto de soluções concretas para os quebra-cabeças que constituem a organização típica da ciência normal, ou seja, a “pesquisa firmemente baseada em uma ou mais realizações científicas passadas […], reconhecidas durante algum tempo por alguma comunidade científica específica como proporcionando os fundamentos para sua prática posterior” – “um paradigma é aquilo que os membros de uma comunidade partilham e, inversamente, uma comunidade científica consistem em homes que partilham um paradigma” (KUHN, 1996, p. 29 e 219). Para Kuhn a emergência de um novo paradigma se vincula à idéia de uma dinâmica descontínua e revolucionária das produções culturais. Ocorre uma revolução científica quando um paradigma é abandonado e outro emerge. A adoção do novo não se dá por um cientista individualmente, mas por toda uma comunidade científica.

Metodologia pode se referir à lógica ou parte da lógica que estuda os métodos; conjunto de procedimentos metodológicos de uma ou mais ciências; análise filosófica de tais procedimentos.
Este pequeno glossário tem o objetivo de estabelecer, ainda que minimamente, um compartilhamento de significados essenciais para as leituras a serem feitas. A fonte utilizada foi o Dicionário de Filosofia, da autoria de Nicola Abbagnano, editado pela Livraria Martins Fontes (São Paulo), em 2007. Outra referência utilizada foi: KUHN, Thomas S. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Editora Perspectiva, 1996.
CRONOGRAMA DE ATIVIDADES
Aula 1

Dia 6 de março – 14:00-18:00
14:00-15:00 - Organização das atividades

15:00 -16:00 – Um panorama do campo disciplinar – aula expositivo dialogada

16:00-18:00 – Discussão das leituras
MENEGHETTI, Francis Kanashiro. O que é um ensaio-teórico? Revista de Administração Contemporânea, v. 15, n. 2, p. 320-332, 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-65552011000200010&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt.

LUKE, Belinda; KEARINS, Kate. Attribution of words versus attribution of responsibilities: academic plagiarism and university practice. Organization, v. 19, n. 6, p. 881-889, 2012.

MURPHY, Jonathan; ZHU, Jingqi. Neo-colonialism in the academy? Anglo-American domination in management journals. Organization, v. 19, n. 6, p. 915-927, 2012.

SPINK, Peter; ALVES, Mário A. O campo turbulento da produção acadêmica e a importância da rebeldia competente; ALCADIPANI, Rafael. Academia e a fábrica de sardinhas. Ambos em Organização & Sociedade, v.18, n. 57, 2011. Disponíveis em: http://www.revistaoes.ufba.br/viewissue.php?id=77#Id%C3%A9ias_em_Debate_/_Ideas_in_Debate.

MISOCZKY, Maria Ceci; GOULART, Sueli. Viver as contradições e tornar-se sujeito na produção social de nosso espaço de práticas. Organização & Sociedade, v.18, n. 58, 2011. Disponível em: http://www.revistaoes.ufba.br/viewissue.php?id=78#Id%C3%A9ias_em_Debate_/_Ideas_in_Debate
Aula 2

Dia 8 de março – 14:00-18:00

(Cristiane Simões Netto Costa e Camila Zanon Bussular)


Max Weber: Sociologia Compreensiva, Racionalização e Teoria da Dominação I
JASPERS, Karl. Método e visão do mundo em Weber. In: COHN, Gabriel (Org.) Sociologia: para ler os clássicos. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1977. p. 121-135.

WEBER, Max. Economia e sociedade. Brasília: UnB, 2004. Vol. I (Capítulo I e p. 139-160)


Aula 3

Dia 12 de março – 14:00-18:00
1ª parte: Max Weber: Sociologia Compreensiva, Racionalização e Teoria da Dominação II

(Almog Griner e Fernanda Maciel Reichert)


KALBERG, Stephen. Max Weber’s types of rationality: cornerstones for the analysis of rationalization processes in history. American Journal of Sociology, v.85, n.5, p.1145-1179. 1980.

Obs.: evitar a edição de Weber em português, por problemas de tradução.

TRAGTENBERG. Maurício. Burocracia e ideologia. São Paulo: UNESP, 2006. 113-282.
2ª parte: Teorias organizacionais, ciência positiva e estruturalismo

(Gilmar D. O. Casalinho e Diego G. Chevarria)


DONALDSON, Lex. Organization theory as a positive science. In: TSOUKAS, Haidimos; KNUDSEN, Christian (Eds.). The Oxford Handbook of Organization Theory. Oxford: Oxford University Press, 2003. p. 39-62.

MERTON, Robert K. Análise estrutural em sociologia. In: BLAU, Peter M. Introdução ao estudo da estrutura social (Org.). Rio de Janeiro: Zahar Ed., 1975. p. 31-47.

PARSONS, Talcott. O conceito de sistema social. In: CARDOSO, Fernando Henrique; IANNI, Octavio (Orgs.) Homem e sociedade: leituras básicas de sociologia. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1973. p. 47-55

PARSONS, Talcott. e cols. Papel e sistema social In: CARDOSO, Fernando Henrique; IANNI, Octavio (Orgs.) Homem e sociedade: leituras básicas de sociologia. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1973. p.63-68

PRESTES MOTTA, Fernando C. Teoria das organizações: evolução e crítica. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2001. (2ª ed. revista e ampliada)
Leituras complementares

Sobre paradigmas:

KUHN, Thomas. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Editora Perspectiva, 1996.

Sobre o positivismo:

COMTE, Augusto. Discurso sobre o espírito positivo. Porto Alegre/São Paulo: Editora Globo/Editora da USP, 1976. p.5-23, 67-73, 117-126

DONALDSON, Lex. Position statement for positivism. In: WESTWOOD, Robert; CLEGG, Stewart. Debating Organization: point-counterpoint in Organization Studies. Oxford: Blackwell, 2003. p. 116-127.

Sobre o funcionalismo:

DURKHEIM, Emile. As regras do método sociológico. Capítulos I, II e III. São Paulo: Editora Nacional, 1978.

FLETCHER, Ronald. Functionalism as a social theory. Sociological Review, v. 4, n. 1, p. 31-46, July 1956.





Aula 4

Dia 15 de março – 14:00-18:00

(Pedro Henrique Gois e Mauricio Pozzebon de Lima)


Parte da tradição nos Estudos Organizacionais
KILDUFF, Martin; DOUGHERTY, Deborah. Change and development in a pluralistic world: the view from the classics. Academy of Management Review, v.25, n.4, p.777-782, 2000.

PRYOR, Mildred Golden; TANEJA, Sonia. Henry Fayol, practitioner and theoretician – revered and reviled. Journal of Management History, v.16, n.4, p.489-503, 2010.

MULDOON, Jeffrey. The Hawthorne legacy: a reassessment of the impact of the Hawthorne studies on management scholarship, 1930-1958. Journal of Management History, v.18, n.1, p. 105-119, 2012.

BRUCE, Kyle; NYLAND, Chris. Elton Mayo and the deification of human relations. Organization Studies, v. 32, n. 3, p. 383-405, 2011.

DYE, Kelly; MILLS, Albert J.; WEATHERBEE, Terrance. Maslow man interrupted: reading management theory in context. Management Decision, v.43, n.10, p.1375-1747, 2005.

KERR, Gerry. What Simon said: the impact of the major management works of Herbert Simon. Journal of Management History, v.17, n.4, p.399-419, 2011.

TRAGTENBERG. Maurício. Burocracia e ideologia. São Paulo: UNESP, 2006. p.71-109.
Leituras complementares

TAYLOR, Frederick W. Princípios de Administração Científica. 8ª ed. São Paulo: Atlas, 1995. (Fundamentos da Administração Científica - p.24-36; Princípios da Administração Científica – p.37-55, 60-62, 67-74; 85-95)

Report of a lecture by and questions put to Mr F.W. Taylor: a transcript. Journal of Management History, v. 14, n.3, p. 214-236, 2008.

FAYOL, Henry. Administração industrial e geral. 10ª ed. São Paulo: Atlas, 1994. (Definição de administração – p.23-26; Princípios gerais da administração – p.43-64)

BARNARD, Chester. As funções do executivo. (Parte I – considerações preliminares sobre sistemas cooperativos; Parte IV – as funções de organização em sistemas cooperativos).

HERZBERG, Frederick. Mais uma vez: como motivar seus funcionários? In: VROOM, Victor H. Gestão de pessoas, não de pessoal: os melhores métodos de motivação e avaliação de desempenho. São Paulo: Ed. Campus, 1997. p.55-82



SIMON, Herbert. Comportamento administrativo: estudo dos processos decisórios nas organizações administrativas. Rio de Janeiro: FGV, 1965.




Aula 5

Dia 5 de abril – 14:00-18:00
Seminário: Estrutura e ambiente
As abordagens dominantes nos EOs, e na Administração em geral, têm sua matriz no estrutural-funcionalismo sistêmico. Como sabemos, o funcionalismo tem sua origem nos trabalhos de Émile Durkheim, tendo se transformado, a partir das elaborações de Talcott Parsons, na abordagem dominante na sociologia ao longo de várias décadas. Nos EOs, as referências fundantes dessa matriz se desenvolveram a partir da década de 1950. Além da influência de Parsons, somou-se a inspiração na abordagem sistemista biologicista. Em 1950, Von Bertalanffy publicou “The theory of open systems in physics and biology”; e, em 1956, “General system theory”. No que se refere às TO, as influências foram marcantes. Em 1958 Joan Woodward iniciou a divulgação de seus estudos sobre a relação entre estruturas organizacionais e tecnologia. Em 1961, Burns e Stalker elaboraram seus estudos sobre empresas mecânicas e orgânicas. Em 1962, Chandler estudou a relação entre estratégia e estrutura. Em 1965 Hage desenvolveu uma proposição sobre a relação entre centralização e formalização, eficiência e inovação. Em 1967, Lawrance e Lorsh explicitaram o termo “teoria da contingência”, ao tratar da relação entre mudança ambiental e diferenciação / integração nas organizações. Também em 1967, Perrow continuou explorando o tema da tecnologia e da estrutura; enquanto Thompson distinguiu entre organizações do tipo sistema fechado e do tipo sistema aberto, além de caracterizar três diferentes tecnologias (cadeias longas, mediadoras e intensivas) e três níveis de interdependência no fluxo de trabalho (combinadas, sequenciais e recíprocas) relacionados a mecanismos de coordenação. Em 1970 Blau desenvolveu a teoria da diferenciação estrutural. A partir de 1968, o Grupo de Aston iniciou um conjunto de estudos comparativos sobre as grandes dimensões estruturais; organização das atividades e concentração de autoridade. Enquanto isso, desde 1949, pesquisadores reunidos em Tavistock iniciaram os trabalhos desenvolvidos ao longo de décadas que resultaram na consolidação do corpo teórico que ficou conhecido como abordagem sócio-técnica. Já a partir da década de 1970 a abordagem da contingência estrutural se consolida, tendo Donaldon como principal autor; e a abordagem classificatória de Mintzberg, com foco na configuração organização se dissemina; e as influências biologicistas são retomadas em formulações como as do ciclo de vida e da ecologia populacional, entre outras.
Ao contrário do que poderia parecer, tendo em vista o tempo transcorrido desde a proposição deste corpo teórico e o presente, bem como a aparente disposição da nossa área disciplinar para ser moderna, criativa e inovadora, o fato é que essa matriz teórica continua predominando, ainda que sob outros nomes e, mais usualmente do que seria aceitável, sem que a filiação seja devidamente reconhecida.
O objetivo desta aula é, portanto, exercitar o reconhecimento desta matriz teórica nas diversas áreas de concentração nas quais os alunos se localizam. Os autores acima mencionados e suas contribuições devem fazer parte do acervo de conhecimentos dos alunos, já que essa temática é tratada na graduação e no mestrado (ou deveria ser). Sendo assim, é importante que esses conteúdos sejam revisados antes de preparar a atividade propriamente dita. Há tempo suficiente para o desenvolvimento desta atividade com dedicação e qualidade, tendo em vista que haverá um intervalo nas aulas de TO entre 15 de março e 5 de abril.
Objetivo:

Reconhecer a presença da matriz estrutural-funcionalista sistêmica em estudos e abordagens contemporâneas em cada área de concentração.
O trabalho de estudo e pesquisa deve ser realizado coletivamente, já que implica em elevado grau de elaboração. Os dois alunos que estão solitários em suas áreas de concentração foram realocados junto aos colegas da área de Organizações. No entanto, devem encontrar espaço, na construção do seminário, para considerar suas especificidades.
Apresentação dos resultados do trabalho:

Cada grupo deve selecionar um artigo representativo de suas conclusões e encaminhar com uma semana de antecedência para os colegas. Cada grupo terá 30 minutos para realizar sua apresentação, que será seguida de debates. Outros professores de TO serão convidados a participar do Seminário.


Grupos:
Gestão de Pessoas

Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade

Marketing

Organizações + Contabilidade e Finanças + Sistemas de Informação e Apoio à Decisão


Aula 6

Dia 12 de abril

(Fábio Verruk e Carolina Turcato)



Alberto Guerreiro Ramos
Prof. convidado Ariston Azevêdo
AZEVÊDO, Ariston. Trajetória intelectual de Guerreiro Ramos. Revista de Administração do CESUSC, n. 3, jan/jul, 2008, pp. 119-124 (disponível em: http://virtual.cesusc.edu.br/portal/externo/revistas/index.php/administracao/article/viewFile/117/106)

GUERREIRO RAMOS, Alberto. Cartilha brasileira do aprendiz de sociólogo (prefácio a uma Sociologia Nacional). In: GUERREIRO RAMOS, Alberto. Introdução crítica à sociologia brasileira. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1995. p. 101-161

GUERREIRO RAMOS, Alberto. A redução sociológica (introdução ao estudo da razão sociológica). 2. Ed. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro Ltda., 1965. p. 57-64, 79-95, 112-146

GUERREIRO RAMOS, Alberto. Toward an ecumenical social science. 1967.

GUERREIRO RAMOS, Alberto. A Nova Ciência das Organizações: uma reconceituação da riqueza das nações. Rio de Janeiro: Editora da FGV, 1981, p. XV-XVII; Cap. 1, 2, 3, 5 e 6.

Leitura complementar

AZEVÊDO, Ariston; ALBERNAZ, Renata. A ‘antropologia do guerreiro’: a história do conceito de homem parentético. Cadernos EBAPE.BR, v.4, n.3, out. 2006, pp. 1-19 (disponível em: http://app.ebape.fgv.br/cadernosebape/arq/Ariston.pdf)




Aula 7 -

Dia 19 de abril - 14:00-18:00

(Leonardo Querido Cárdenas e Eduardo Rech)



Organizações e instituições
SCOTT, Richard. Institutions and organizations. London: Sage, 1995. p.1- 61.

MACHADO-DA-SILVA, Clóvis et al. Institucionalização da mudança na sociedade brasileira: o papel do formalismo. In: VIEIRA, Marcelo M. F.; CARVALHO, Cristina Amélia (Orgs.). Organizações, instituições e poder no Brasil. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2003. p. 179-202.

MACHADO-DA-SILVA, Clóvis; GUARIDO FILHO, Edson; ROSSONI, Luciano. Campos organizacionais: seis diferentes leituras e perspectivas de estruturação. Revista de Administração Contemporânea, edição especial 2010, p. 109-147. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rac/v14nspe/a06v14ns.pdf

GARUD, Raghu; HARDY, Cynthia; MAGUIRE, Steve. Institutional entrepreneurship as embedded agency: an introduction to the special issue. Organization Studies, v.28, n.7, p. 957-969, 2007.


Leituras complementares

FACHIN, Roberto C.; MENDONÇA, Ricardo C. de. Selznick: uma visão da vida e da obra do precursor da perspectiva institucional na teoria organizacional. In: VIEIRA, Marcelo M. F.; CARVALHO, Cristina Amélia (Orgs.). Organizações, instituições e poder no Brasil. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2003. p.29-45

CALDAS, Miguel P., FACHIN, Roberto. Paradigma Funcionalista: Desenvolvimento de Teorias e Institucionalismo nos Anos 1980 e 1990. Revista de Administração de Empresas, v.45, n.2, p.46-51, 2005.

DiMAGGIO, Paul J., POWELL, Walter W. A gaiola de ferro revisitada: isomorfismo institucional e racionalidade coletiva nos campos organizacionais. Revista de Administração de Empresas, v.45, n.2, p.74-89, 2005.

MEYER, J. W., ROWAN, B. Institutionalized organizations: formal structures as myth and ceremony. In: MEYER, J. W., SCOTT, W. R. Organizational environments: ritual and rationality. Updated Edition. London: Sage, 1992. (também disponível em American Journal of Sociology, v.83, n.2, p.340-363, 1977).

GREENWOOD, R.; SUDDABY, R.; HININGS, C. R. Theorizing change: the role of professional associations in the transformation of institutionalized fields. Academy of Management Journal, v. 45, n. 1, p. 58-80, 2002.

DACIN, M. T.; GOODSTEIN, T.; SCOTT, W. R. Institutional theory and institutional change. Academy of Management Journal, v. 45, n. 1, p. 45-57, Fev. 2002.

BECKERT, J. Agency, entrepreneurs, and institutional change. The role of strategic choice and institutionalized practices in organizations. Organization Studies, v. 20, n. 5, p. 777-799, 1999.

MISOCZKY, Maria Ceci. Poder e institucionalismo: uma reflexão crítica sobre a possibilidade de interação paradigmática. In: VIEIRA, Marcelo M. F.; CARVALHO, Cristina Amélia (Orgs.). Organizações, instituições e poder no Brasil. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2003. p. 141-176.

ROSSONI, Luciano; MACHADO-DA-SILVA, Clóvis. Institucionalismo organizacional e práticas de governança corporativa. Revista de Administração Contemporânea, edição especial 2010, p. 173-198. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rac/v14nspe/a08v14ns.pdf

CARVALHO, Cristina A.; VIEIRA, Marcelo M. F.; GOULART, Sueli. A trajetória conservadora da teoria institucional. Gestão.Org, v.10, n.3, 2012. Disponível em: http://www.revista.ufpe.br/gestaoorg/index.php/gestao/issue/view/57/showToc











Aula 8 - Prof. convidado Paulo Zawislak

Dia 26 de abril – 14:00-18:00
Abordagem econômica
COASE, R. H. The nature of the firm. Economica, v.4, 16, p.386-405, 1937.

WILLIAMSON, Oliver E. Economics and organization: a primer. California Management Review, v.38, n.2, p.131-146, 1996.

ALCHIAN, Armen A.; DEMSETZ, Harold. Produção, custos de informação e organização econômica. Revista de Administração de Empresas - RAE, v.45, n.3, p. 70-92-108, 2005.

BARNEY, Jay B.; HESTERLY, W. Economia das organizações: entendendo a relação entre organizações e a análise econômica. In: Nota técnica In: CLEGG, S.; HARDY, C; NORD, D. (Orgs.) Handbook de estudos organizacionais. São Paulo: Atlas, 2004. v.3, p.131-179

ZAWISLAK, Paulo. In: Nota técnica In: CLEGG, S.; HARDY, C; NORD, D. (Orgs.) Handbook de estudos organizacionais. São Paulo: Atlas, 2004. v.3, p.180-185

MADHOK, Anoop. The organization of economic activity: transaction costs, firm capabilities, and the nature of governance. Organization Science, v.7, n.5, p.577-590, 1996.

LANGLOIS, Richard N. The vanishing hand: the changing dynamics of industrial capitalism. Industrial and Corporate Change, v.12, n.2, p.351-885, 203.

Aula 9

3 de maio - 14:00-18:00

(Cristina Mentz Albrecht e Alex Pipkin)


Introdução à filosofia do processo
Introdução à filosofia do processo ver: http://plato.stanford.edu/entries/process-philosophy/

Sobre Henri Bergson ver: http://plato.stanford.edu/entries/bergson/

HORBACH, Gustavo B. A evolução criadora de Bergson: fundamentos da abordagem processual das organizações. Dissertação de Mestrado – UFRGS, EA, PPGA, 2010. p. 19-43 (Cap. Henri Bergson, o filósofo da vida) – disponível no LUME: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/25195/000752586.pdf?sequence=1

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Introdução: Rizoma. In: DELEUZE, G.; GUATTARI, F. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. Rio de Janeiro: Ed.34, 1995. p. 11-38


Aula 10
Dia 10 de maio – 14:00-18:00

(Natália Carrão Winckler e Larissa Viapiana)


O interpretativismo de Karl Weick
WEICK, Karl E. Sensemaking in organization. London: Sage, 1995. (Capítulos 1 a 5, p.1-131)

Sobre Alfred North Whitehead ver: http://plato.stanford.edu/entries/whitehead/.

HORBACH, Gustavo B. A evolução criadora de Bergson: fundamentos da abordagem processual das organizações. Dissertação de Mestrado – UFRGS, EA, PPGA, 2010. p. 44-59 (Cap. A produção de sentido de Karl Weick) - disponível no LUME: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/25195/000752586.pdf?sequence=1

WEICK, Karl E.; SUTCLIFEE, Kathleen M.; OBSFELD, David. Organizing and the process of sensemaking. Organization Science, v. 16, n.4, p. 409-2005.

WEGNER, Douglas; MISOCZKY, Maria Ceci. Avaliação de desempenho de redes de pequenas empresas: contribuições da abordagem da produção de sentido. Organização & Sociedade, v. 17, n.53, 2010.
Aula 11

Dia 17 de maio – 14:00-18:00

(Rodrigo C. Sagabinazzi e Marcelo Filippin)


Organização/desorganização
COOPER, Robert. Open field. Human Relations, v.29, n.11, 0.999-1017, 1976.

COOPER, Robert. Organization/Disorganization. Social Science Information, v.25, n.2, p.299-335, 1986.

COOPER, Robert. Relationality. Organization Studies, v.26, n.11, p.1689-1710,

HORBACH, Gustavo B. A evolução criadora de Bergson: fundamentos da abordagem processual das organizações. Dissertação de Mestrado – UFRGS, EA, PPGA, 2010. p. 75-107 (Caps. A aproximação necessária e Considerações finais) - disponível no LUME: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/25195/000752586.pdf?sequence=1



Aula 12

Dia 7 de junho – 14:00-18:00

(Paulo Roberto Dalpian e Roberta Sawitski)


Organizações, discurso e poder
FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber. Rio de Janeiro: Forense Universitária.p . 1-86 e 151-220.

FOUCAULT, Michel.   A ordem do discurso: aula inaugural no Collége de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.  9ª. ed.  São Paulo: Loyola, 2003.

LECLERCQ-VANDELANNOITTE, Aurélie. Organizations as discursive constructions: a Foucauldian approach. Organization Studies, v.21, n.9, p. 1247-1271, 2011.

PANAYIOUTOU, Alexia. ‘Macho” managers and organizational heroes: competing masculinities in popular films. Organization, v.17, n. 6, p. 659-683, 2010.


Aula 13

Dia 14 de junho – 14:00-18:00

(Deise Viviani Becker e Luciano Pereira da Silva)


Marx: materialismo, humanismo historicista e dialética
EAGLETON, Terry. Marx. São Paulo: Ed. UNESP, 1997.

MANDEL, Ernst. O lugar do marxismo na história. São Paulo: Xamã, 2001.

MARX, Karl. Teses sobre Feuerbach. Disponível em:

http://www.marx.org/portugues/marx/1845/tesfeuer.htm

MARX, Karl. A produção da sociedade. In: IANNI, Octavio (Org.) Sociologia. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro, 1980. p.43-96.

MARX, Karl. Existência e consciência. In: IANNI, Octavio (Org.) Sociologia. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro, 1980. p.145-180.
Aula 14

Dia 21 de junho

Em tempos de crises
1ª parte

(Felipe Tavares Milach e Simone Vedana)


EAGLETON, Terry. In Praise of Marx. 2011. Disponível em:

http://chronicle.com/article/In-Praise-of-Marx/127027/

VANDEPITTE, Marc. Crisis del capitalismo. Rebelión. Disponível em: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=121086

FOSTER, John Bellamy; MAGDOFF, Fred. The great financial crisis – three years on. Monthly Review, 2011. Disponível em: http://monthlyreview.org/2010/10/01/the-great-financial-crisis-three-years-on

ONARAN, Özlem. The crisis of capitalism in Europe, West and East. Monthly ReviewI, 2010. Disponível em: http://monthlyreview.org/author/ozlemonaran

DE COCK, Chirstian; BAKER, Max; VOLKMANN, Christina. Financial fantasmagoria: corporate image-work in times of crisis. Organization, v. 18, n. 2, p. 153-172, 2011.


2ª parte

(João Heitor Santos e Estefani S. de Deus)


SMITH, Neil. Nature as accumulation strategy. Socialist Register, v. 43, 2007.

BUMPUS, Adam G.; LIVERMANN, D. M. Accumulation by decarbonization and the governance of carbono offsets. Economic Geography, v. 84, n.2, p. 127-155, 2008.

MISOCZKY, Maria Ceci; BÖHM, Steffen. Do desenvolvimento sustentável à economia verde: a constante e acelerado investida do capital sobre a natureza. Cadernos EBAPE.BR, v.10, n.3, artigo 5, 2012. Disponível em: http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/cadernosebape/issue/view/613

BÖHM, Steffen; MISOCZKY, Maria Ceci; MOOG, Sandra. Greening capitalismo? A Marxist critique of carbono markets. Organization Studies, v. 33, n. 11, p. 1617-1638, 2012.



Aula 15

Dia 28 de junho

(Larissa Bolzan e Diego Souza Paes)


A filosofia latino-americana
DUSSEL, Enrique. Philosophy in Latin America in the Twentieth Century: Problems and Currents. In: MENDIETA, Eduardo (Ed.) Latin American Philosophy: currents, issues, debates. Bloomington: Indiana University Press, 2003. p. 11-50

Dussel, Enrique. World-System and Trans-Modernity. Nepantla: Views from the South 3 (2): 221-244, 2002. (disponível em: http://muse.jhu.edu/journals/nepantla/v003/3.2dussel.pdf)

DUSSEL, Enrique. Philosophy of liberation, the postmodern debate and Latin American Studies. In: MORAÑA, Mabel; DUSSEL, Enrique; JÁUREGUI, Carlos A. (Eds.) Coloniality at large: Latin America and the Postcolonial Debate. Durham: Duke University Press, 2008. p. 335-349

DUSSEL, Enrique. Ética da libertação na idade da globalização e da exclusão. Petrópolis: Vozes, 2002. p. 18-99



DUSSEL, Enrique. 20 teses de política. São Paulo: Expressão Popular, 2007. p. 25-50

Bloco de Notas (modelo)


Identificação do texto (referência bibliográfica completa segundo Norma da ABNT)



Argumento central (idéia central em torno da qual evolui o desenvolvimento do texto)



Página

Síntese da idéia desenvolvida pelo autor ou reprodução de algum trecho

Comentários,análises, reflexões, dúvidas sobre o mesmo

Como a idéia pode servir ao projeto
























































































©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal