Universidade federal rural do rio de janeiro



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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO

DECANATO DE ENSINO DE GRADUAÇÃO

DEPARTAMENTO DE ASSUNTOS ACADÊMICOS E REGISTRO GERAL

DIVISÃO DE REGISTROS ACADÊMICOS

PROGRAMA ANALÍTICO

DISCIPLINA


CÓDIGO: IA 210

CRÉDITOS: 04

(2T-2P)


GEOLOGIA DE ENGENHARIA
Cada Crédito corresponde a 15h/ aula




INSTITUTO DE AGRONOMIA

DEPARTAMENTO DE GEOCIÊNCIAS




OBJETIVO DA DISCIPLINA:

Fornecer aos estudantes, através do estudo do conteúdo da disciplina, subsídios para o estudo, elaboração e/ou acompanhamento de projetos nas áreas engenharia e geologia de engenharia e ambiental, estabelecimento de planos diretores, estudos de inventários, viabilizando técnicas e econômicas, projetos econômicos, fiscalização técnica de construção e acompanhamento de desempenho.






EMENTA:

Noções de mecânica dos solos. Geologia aplicada a túneis.






CONTEÚDO PROGRÁMATICO:

TEORIA:


Parte 1 - Conceitos, métodos e técnicas em Geologia de Engenharia
1 -Introdução:

1.1. Histórico da Geologia de Engenharia.

1.2. Conceitos, métodos e técnicas em Geologia de Engenharia.

1.3. Introdução ao tema: Solos na Geologia de Engenharia.


2. Solos na Geologia de Engenharia:

2.1. Fatores de formação dos Solos.

2.2. Processos pedogenéticos.

2.3. Perfis de solos.

2.4. Classes de solos e características geotécnicas.

2.5. Mapas pedológicos e sua utilização na geologia de engenharia.


3. Classificação dos solos na Geologia de Engenharia:

3.1. Classificação textual ou granulométrica.

3.2. Classificações genéticas.

3.3. Classificações geotécnicas convencionais.

3.4. Classificações geotécnicas não-convencionais.

3.5. Classificação geotécnica expedita.

3.6. Propriedades geotécnicas dos solos.
4. Caracterização e classificação de rochas e maciços rochosos em Geologia de Engenharia:

4.1. Índices físicos das rochas.

4.2. Intemperismo dos principais minerais formadores de rochas.

4.3. Comportamento mecânico das rochas.

4.4. Origem das tensões naturais nos maciços rochosos.

4.5. Tensões induzidas em engenharia.

4.6. Caracterização de maciços rochosos (ênfase para compartimentação estrutural dos maciços rochosos).

4.7. Comportamento mecânico dos maciços rochosos.

4.8. Ensaios de caracterização.

4.9. Classificações geomecânicas.

4.10. Modelos geomecânicos.
5. Investigação geotécnica:

5.1. Investigações de superfície.

5.2. Investigações geofísicas.

5.3. Investigações mecânicas.

5.4. Instrumentação geotécnica.

5.5. Apresentação de resultados.


Parte 2 - Aplicações

1-Estabilidade de taludes:

1.1. Principais sistemas de classificação dos movimentos de massa.

1.2. Fatores geológicos e geomecânicos significativos nos movimentos de massa.

1.3. Métodos de investigação da estabilidade de taludes.

1.4. Métodos de análise da estabilidade de taludes (ênfase para análise estereográfica) Obras de estabilização.


2- Cartas de Geologia de Engenharia:

2.1. Metodologias estrangeiras.

2.2. Metodologias brasileiras.

2.3. Metodologia utilizada pelo LAMAGE - DGEO/UFRuralRJ.


3. Riscos geológicos:

3.1. Conceitos fundamentais.

3.2. Cartas de riscos.
4. Disposições de resíduos:

4.1. Resíduos e contaminação.

4.2. Migração dos contaminantes nos meios geológicos.

4.3. Condicionantes do meio físico.

4.4. Critérios para a seleção de locais de disposição.

4.5. Investigações, diagnóstico e monitoramento de áreas contaminadas.

4.6. Sistemas de contenção e medidas mitigadoras.
5. Tratamento de maciços naturais:

5.1. Caracterização da necessidade do tratamento.

5.2. Rebaixamento do lençol freático.

5.3. Injeções (caldas de cimento em maciços rochosos em solos).

5.4. Reforço de maciço por adensamento e consolidação e por injeção a alta pressão.

5.5. Sistemas de suporte (ancoragens, concreto projetado, cambotas metálicas, enfilagens).

6. Fundações:

6.1. Tipos de fundações.

6.2. Exigências do projeto.

6.3. Principais condicionantes.

6.4. Investigação e projeto.
7. Barragens:

7.1. Tipos de barragens.

7.2. Fatores geológicos condicionantes.

7.3. Problemas de caráter geológico e tipos de solução na área do corpo da barragem e do reservatório.


8. Estradas:

8.1. Condicionantes geológicos.

8.2. Estudos geológico-geotécnicos.

8.3. Problemas geológicos.

8.4. Estabilidade e instrumentação de taludes.
9. Obras marítimas, canais e hidrovias:

9.1. Tipos de obras.

9.2. Condicionantes oceano-geológicos

9.3. Investigações geotécnicas.


10. Linhas de transmissão e dutavias:

10.1. Características gerais.

10.2. Interações e equilíbrio.

10.3. Condicionantes geológicos.

10.4. Métodos de estudos geotécnicos.

10.5. Soluções de engenharia.


11. Áreas urbanas:

11.1. O meio físico e a geologia de engenharia no planejamento urbano.

11.2. Princípios operacionais para a geologia urbana.

11.3. Ações preventivas e seus instrumentos.

11.4. Ações corretivas (áreas degradadas, inundações, erosão e outros problemas geológicos)

11.5. A cidade geo-suportada.


Prática:

1. Verificação do estado de alteração através da determinação de índices físicos das rochas: porosidade; permeabilidade; peso específico aparente; absorção; resistência à compressão uniaxial.


2. Identificação de campo: solo residual versus solo transportado. Descrição de perfil geotécnico de solo residual. Classificação tátil-visual de solos. Classificação USCS de solos.
3. Investigação de subsuperfície com trado manual. Investigação de subsuperfície com equipamentos mecânico. Interpretação de dados de prospecção geofísica por eletrorresistividade para fins de geologia de engenharia.
4. Visitas e prática de campo em mapeamento geotécnico.
5. Projeções estereográficas aplicadas ao estudo da estabilidade de encostas.
6. Compartimentação geotécnica de maciços rochosos: prática envolvendo trabalhos em campo/ sala de aula. Visitas, com relatórios, ao lixão de Seropédica e a locais críticos em relação à estabilidade de encostas.
7. Visita a locais onde se pode observar aspectos construtivos e estimar o desempenho de obras de engenharia: gabiões, canalizações, taludes rodoviários, sistemas de drenagem rodoviária, barragem diques e outras.




BIBLIOGRAFIA:

ABGE. Métodos para descrição quantitativa de descontinuidades em maciços rochosos. Tradução de: ISRM. Suggested methods for the quantitative description of rock masses. ABGE/CBMR. São Paulo, 1983


BITAR, O. Y. (COORD.) Curso de geologia aplicada ao meio ambiente. São Paulo: ABGE/IPT, 1995
CHIOSSI, N. J. Geologia aplicada à engenharia. 2ª ed. São Paulo: Grêmio Politécnico, 1979.
GOODMAN, R. E. Introduction Rock Mechanics. 2ª ed. New York: John Wiley, 1989.
GUERRA, A.J. T.; CUNHA, S.B. (Org.). Geomorfologia: uma atualização de bases e conceitos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1994.
GUIDICINI, G.; NIEBLE, C.M. Estabilidade de taludes naturais e de escavação. São Paulo: Edgard Blucher, 1976.
HASSUI, Y.; MIOTO, J.A. (Coords.). Geologia Estrutural Aplicada. São Paulo: ABGE / Votorantim, 1992.
LAMBE, T. W. e WHITMAN, R. V. Soil Mechanics. SI version. New York: John Wiley, 1979.
MACIEL FILHO, C. L. Introdução à Geologia de Engenharia. Santa Maria: UFSM/CPRM, 1994.
OLIVEIRA, A.A. M. S.; BRITO, S. N. A. (editores). Geologia de Engenharia. São Paulo: Associação Brasileira de Geologia de Engenharia, 1998.




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