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Índice


Índice
1. Apresentação
2. Mapa de Situação
3. Estudos
3.1 Estudos Topográficos

3.2 Estudos Hidrológicos

3.3 Estudos Geotécnicos
4. Projetos
4.1 Projeto Geométrico

4.2 Projeto de Terraplenagem

4.3 Projeto de Pavimentação

4.4 Projeto de Drenagem

4.5 Projeto de Acessibilidade

4.6 Projeto de Sinalização


5. Orçamento
6. Especificações Técnicas

1. Apresentação


1.1 Introdução
O presente projeto visa pavimentar 6,5 km da estrada de acesso à área central da antiga Sesmaria Jaguaribe, no município de Abreu e Lima, fazendo uma ligação da BR 101, passando pelo acesso as ruínas do antigo convento de São Bento e margeando o estuário do rio timbó e Canal de Santa Cruz, chegando até porto Jatobá, antiga colônia de pescadores artesanais.
Para o trecho inicial, partindo da BR 101 norte, se projetou 1.000 m de pavimentação em CBUQ, apartir deste trecho optou-se pelo revestimento em paralelepípedos graníticos devido as características do tráfego e da vegetação do entorno, pois este tipo de revestimento acarreta numa natural diminuição da velocidade dos veículos.

2. Mapa de Situação

3. Estudos


3.1

Estudos Topográficos



3.1 Estudo Topográfico
3.1.1 Considerações Gerais
O Estudo Topográfico foi realizado objetivando o fornecimento das informações necessárias à elaboração dos Projetos Geométrico, de Terraplenagem, de Drenagem e Pavimento.
Constituem objetivos básicos dos estudos topográficos a obtenção de elementos planialtimétricos cadastrais, suficientemente detalhados, necessários ao desenvolvimento dos Projetos.
Foram feitos os seguintes estudos:
 Locação e amarração do eixo;

 Nivelamento e contranivelamento do eixo locado;

 Levantamento das seções transversais;

 Levantamento Cadastral.


3.1.2 Locação e Amarração do Eixo
A locação foi desenvolvida pelo eixo da rua, piqueteando-se a cada 20 metros nas estacas inteiras e cruzamentos das vias.
O eixo locado foi estaqueado de modo contínuo, distantes de 20 em 20 metros.

3.1.3 Nivelamento e Contranivelamento do Eixo Locado
Todas as estacas do eixo locado foram niveladas e contra nivelados em todos os piquetes e foram nivelados também os pontos notáveis do sistema de drenagem e esgotamento sanitário.
A tolerância dos serviços de nivelamento e contranivelamento foi de 2 cm por segmento de rua igual ou inferior a 500 metros, entre o ponto inicial do nivelamento e o final do contranivelamento:
3.1.4 Levantamento das Seções Transversais
Foram levantadas seções transversais em todos os piquetes do eixo locado, a fim de caracterizar o terreno natural e a plataforma da rua existente.
3.1.5 Levantamento Cadastral
O levantamento cadastral realizado visou à obtenção de uma base cartográfica atualizada.
Foram levantados postes, telefones públicos, árvores, imóveis, caixas de drenagem e esgoto, meios-fios, passeios, compondo um cadastro completo, desenhado na escala 1:250.


3.2

Estudos Hidrológicos

3.2 Estudos Hidrológicos



3.2.1 Objetivo

O Estudo Hidrológico teve como objetivo a coleta de dados existentes de natureza hidrológica objetivando à determinação dos tipos de estruturas de drenagem a serem usadas na rua tendo em vista a descarga que irá suportar cada um desses dispositivos.


A finalidade da orientação adotada no estudo é obter os elementos de natureza hidrológica, que vão permitir a elaboração do Projeto de Drenagem, no qual é realizado o dimensionamento hidráulico das obras.
O Estudo Hidrológico abrangeu as seguintes etapas:
- Coleta dos dados climatológicos, pluviométricos e pluviográficos da região.

- Delimitação e determinação das características das bacias;

- Cálculos e verificação a partir dos dados obtidos, para conhecimento das condições em que se verificam as precipitações pluviais e o escoamento superficial.


3.2.2 Coleta de Dados





  1. Pluviometria e Pluviografia

Os dados pluviometricos e pluviograficos apresentam as seguintes caracteristicas básicas:


 Precipitação Média Anual – 1.654,9mm;

 Precipitação Máxima Mensal – 775,7mm;

 Precipitação Média Mensal Máxima – 279,2mm;

 Dias Chuva por Ano – 185 dias;

 Período mais chuvoso – Abril à Agosto;

 Período mais seco – Setembro à Janeiro;

 Temperatura Média Anual - 260;

 Período mais chuvoso – Abril à Agosto;

 Período mais seco – Setembro á Janeiro;

 Umidade Relativa Média – 80%;

 Evaporação Média Mensal –100mm


  1. Coeficientes de Escoamento Superficial

O volume de água que é admitido em uma galeria de águas pluviais é uma parcela da quantidade total de água que se precipita na bacia contribuinte. Outras parcelas correspondem às porções que se infiltram no terreno, que são retidas e que se evaporam.


A relação entre essa parcela que vai ter às galerias e a quantidade de escoamento superficial ou coeficiente de defluvio, denomina-se coeficiente de “run-off”.
O coeficiente de deflúvio C, que indica a proporção da precipitação que escorre como deflúvio superficial, avalia-se a partir de observações de bacias em condições hidrologicamente semelhantes.
O escoamento superficial depende, principalmente, do grau de impermeabilização da bacia contribuinte e portanto pode-se dizer que a melhor solução é estimar cuidadosamente o coeficiente de deflúvio global baseado na experiência dos projetos já realizados e tidos como satisfatórios.
Em função de suas caracteristicas topograficas, fisicas e de ocupação, foi calculado o coeficiente de escoamento “run-off”, de acordo com as seguintes considerações:
- Áreas Pavimentadas C=0,85 em 15% da área

- Área Coberta C=0,95 em 55% da área

- Áreas Vazias Planas C=0,15 em 30% da área
Daí resultando o valor de C ponderado igual a 0,60


  1. Tempo de Concentração

Quando se considera determinada seção de escoamento em uma bacia contribuinte, sempre decorre algum tempo, a contar do inicio da chuva até que toda a bacia passe a contribuir para a seção considerada. Este intervalo inicial denomina-se tempo de concentração.

No caso de galerias de águas pluviais, o tempo de concentração compõe-se de duas parcelas, o tempo de entrada somado ao tempo de percurso.
Tc = Te + Tp

Denomina-se tempo de entrada, o tempo gasto pelas águas precipitadas nos pontos mais distantes para atingir a primeira boca de lobo. O mais utilizado nos projetos de drenagem urbana situa-se no intervalo de 5 a 15 minutos.


Denomina-se tempo de percurso, o tempo de escoamento dentro das galerias, desde a primeira boca de lobo até a seção que se considera. Esse tempo pode ser calculado, levando-se em conta as velocidades médias de escoamento e as extenções de percurso.


  1. Tempo de Recorrência

O período de recorrência estabelecido por análise de freqüência, indica simplesmente o intervalo médio entre eventos iguais ou maiores que uma dada grandeza, ou a probabilidade de que tal evento ocorrerá em um ano qualquer.


Na previsão de chuvas intensas, o tempo de recorrência corresponde ao número médio de anos em que uma dada precipitação será igual a excedida.
Normalmente a escolha do período de recorrência é feito levando-se em conta a importância da obra e o grau de segurança, que se pretende, tendo em vista as condições sociais e econômico-financeira e os incovenientes que poderão advir da incapacidade da obra em atender as vazões de enchente.




















3.3

Estudos Geotécnicos


3.3 Estudos Geotécnicos
3.3.1 Considerações Gerais
O Estudo Geotécnico foi desenvolvido com o objetivo de fornecer os elementos necessários à elaboração dos Projetos de Terraplenagem e Pavimentação.
Os estudos geotécnicos realizados contemplaram o subleito da Rua, correspondente à área determinada e ocorrência de Material para emprego na pavimentação e terraplenagem.
3.3.2 Estudo do Terreno Natural e das Ocorrências de Materiais para Emprego nas
Camadas de Terraplenagem e Pavimentação

a) Estudo do Terreno Natural
Os estudos geotécnicos realizados em campo foram de sondagens localizadas no leito da rua, executadas a pá e picareta, abrindo-se poços até a profundidade de 1,00 metro, identificando-se as camadas e coletando-se amostras representativas de cada horizonte de solo atravessado.
As amostras coletadas foram levadas ao laboratório, relacionadas e submetidas aos ensaios de:

- Granulometria por peneiramento;

- Limite de liquidez e plasticidade;

- Compactação, com energia do Proctor Normal;

- Determinação do CBR.
b) Estudo das Ocorrências de Materiais
O Estudo das Ocorrências de Materiais foi desenvolvido com o objetivo de localizar saibreiras, empréstimos, areais e pedreiras, de modo a suprir as necessidades dos serviços de terraplenagem, drenagem e pavimentação da rua.

Empréstimos
Considerando que, de modo geral, não haverá aterros e simplesmente o rebaixamento do leito, para acomodação da estrutura de pavimentação, não foram estudados empréstimos para terraplenagem, porém, caso haja necessidade de complemento de aterros, o solo será o da Barreira do Pica-pau, já conhecido, localizada a 9 Km do meio da via, e que encontra-se devidamente licenciada pela CPRH, ou outra que atenda também estes pré-requisitos.
Pedreira
Não foram realizados os estudos de pedreiras, visto que a aquisição deste material se dará através de armazéns de construção, existentes na região, que exploram comercialmente este material.
Areal
Não foram realizados os estudos de areais, visto que a aquisição deste material se dará através de armazéns de construção, existentes na região, que exploram comercialmente este material.

Estudo do Subleito

Boletins de Sondagem

Resumo de Ensaios


4.

Projetos



4.1

Projeto Geométrico




    1. Projeto Geométrico




      1. Generalidades

Este projeto foi elaborado a partir dos elementos resultantes dos estudos topográficos, correspondente a uma locação direta, nas informações dos estudos geotécnicos executados no logradouro e no terreno natural bem como nas observações dos estudos hidrológicos.




      1. Metodologia Adotada


4.1.2.1 Projeto em Planta
Procurou-se seguir o alinhamento horizontal fornecido pelos estudos topográficos, tendo seu inicio na estaca 0+0,00 na margem da BR-101 – Norte e tendo seu final na estaca 327+10,00.
No projeto geométrico em planta estão locadas todas as amarrações para desenvolver o traçado.
4.1.2.2 Projeto em Perfil
O greide foi projetado tendo como parâmetro as cotas das soleiras das edificações existentes, e tomando como referencia a cota da rua adjacente.


  • Pista de rolamento :6,00m

  • Passeio :1,00m

  • Largura total :8,00m

  • Declividade transversal :3,0%

A seguir apresenta-se a planta do projeto geométrico, com as cotas da terraplenagem e da pavimentação..




4.2

Projeto de Terraplenagem



    1. Projeto de Terraplenagem




      1. Considerações gerais

O projeto de terraplenagem foi elaborado, tendo como limite a via com pavimento a implantar.


Desta forma, foram projetados pequenos cortes baseados na espessura de rebaixamento, necessário ao projeto de pavimentação e drenagem, tendo em vista que o greide projetado está praticamente colado ao terreno natural, pois as soleiras das casas, encontram-se no mesmo nível do terreno natural.


      1. Elementos básicos utilizados

Para o desenvolvimento deste projeto foram utilizados os seguintes elementos básicos.




  • Dados do estudo topográfico




  • Informações dos estudos geotécnicos, com relação aos solos existentes




  • Seção transversal, definida pelo projeto geométrico




  • Volumes de cubação das áreas de cortes e aterro


4.2.2.1 Estudos topográficos
Dos estudos topográficos foram tiradas as informações métricas, para permitir a quantificação dos volumes de terraplenagem e preparação das notas de serviço.

4.2.2.2 Estudos geotécnicos
Os estudos geotécnicos forneceram os dados necessários, que permitiram a qualificação dos materiais a serem utilizados na terraplenagem;
4.2.2.3 Concepção do projeto
O projeto foi desenvolvido, levando-se em conta diminuir o movimento de terra, elevando-se o corpo estradal, apenas para garantir as condições adequadas ao funcionamento do Sistema de drenagem.
4.2.2.4 Apresentação do projeto
O projeto de terraplenagem é apresentado do seguinte modo:


  • Mapa de cubação referente a terraplenagem apresentado a seguir;

  • Seções transversais com a espessura do pavimento apresentado em anexo.



4.3

Projeto de Pavimentação


4.3 Projeto de Pavimentação
4.3.1 Introdução
Neste capítulo serão abordados os aspectos ligados ao Projeto de Pavimentação, de modo a definir e detalhar as soluções a serem adotadas.
Em seu desenvolvimento, os seguintes tópicos serão tratados:
 Elementos básicos para o dimensionamento;

 Dimensionamento do pavimento;

 Resumo das soluções adotadas;

 Apresentação do projeto.


4.3.2 Elementos Básicos para o Dimensionamento
Os elementos básicos considerados para o dimensionamento do Projeto de Pavimentação foram fornecidos pelo Estudo de Tráfego, Estudo Geotécnico e Projeto de Terraplenagem, conforme o relatado a seguir:
 Estudo de Tráfego: verificou-se que a rua em estudo tem baixo tráfego de veículos leves e muito pouca ocorrência de veículos pesados.

 Estudo Geotécnico: foram utilizados os resultados dos ensaios de subleito;


 Projeto de Terraplenagem: resultaram as soluções adotadas na distribuição dos materiais de empréstimos que comporão o futuro subleito da rodovia, com CBR  5%.
4.3.3 Dimensionamento do Pavimento
4.3.1.1 Introdução
No cálculo do pavimento da Rua, primou-se pela utilização de pavimento com revestimento CBUQ nos primeiros primeiro quilômetro e em paralelepípedo no restante do trecho, levando-se em consideração o baixo fluxo de veículos local na via, menor custo de investimento inicial e baixo custo na manutenção.
Para o cálculo de dimensionamento desta rua foi feito um estudo geotécnico, efetuado a pá e picareta no subleito da via, constando de duas prospecções com coletas de material para estudo em laboratório. Os estudos mostram que o material coletado até 1,00m de profundidade caracteriza-se como sendo de natureza silto-argiloso, apresenta CBR médio de 14%, no trecho a ser pavimentado.
4.3.1 Dimensionamento do Pavimento em Paralelepípedo
Considerando-se o baixo tráfego local existente e a pequena freqüência de cargas elevadas ocasionais, optou-se por utilizar o método do CBR, que é traduzido analiticamente através da fórmula do Engenheiro R. Peltier, amplamente utilizada para cálculo de pavimento semi-rígido.
O dimensionamento da espessura do pavimento segundo R. Peltier é dado por:
H = 100+ 150 √P

i + 5
Onde:


H – espessura total do pavimento expresso em cm;

P – carga por roda em toneladas;

i – CBR da fundação em percentagem.

Considerando-se para um valor de P= 6,00 toneladas, esta adotada para o estabelecimento das curvas de CBR, tem-se então:


H = 100+ 150 √6

i + 5


H= 24,60cm logo adota-se Hmin = 25,00cm
H = 467,5

i + 5
A solução adotada, considerando as características de resistência do material de subleito da rua estudada, ou seja, CBR= 14% e suas indicações teóricas foi uma camada de pavimentação com espessura mínima de 25,00 cm.

Com isso a solução estabelecida será rebaixar o terreno natural em 25 cm da via, colocar uma sub-base de 10 cm de espessura para segurança e utilizar material de CBR ≥20% e uma base/revestimento em paralelepípedo com espessura mínima de 10 cm assentados sobre uma camada de areia com 5,0cm de espessura após adensamento.
O subleito deverá ser regularizado, com retirada ou acréscimo de material de modo a alcançar as cotas correspondentes à superfície inferior da sub-base. Se necessário acrescentar material, o mesmo deverá ser o da própria sub-base.
Entre as estacas 201 + 10,00 e 203 + 1,12 a pista já se encontra calçada com paralelepípedo.
4.3.1.2 Apresentação dos resultados
A seguir será apresentada a seção tipo do pavimento a ser construído, com indicações e dimensões das espessuras, tipo de material de cada camada do pavimento a ser utilizado, declividade e largura da rua.
Considerações finais:
Algumas soluções no dimensionamento de pavimentos como em vias urbanas, como este aqui indicado, principalmente em áreas de comunidades de baixo poder econômico, é importante se considerar alguns aspectos condicionantes:


  • Condições de execução da obra;

  • natureza e disponibilidade dos materiais encontrados;

  • Objetivo principal do pavimento, ou seja, se este deverá atender, sobretudo o tráfego local e melhorias nas condições da população;

  • natureza de recursos e teto de capital limitado;

  • transtornos gerados durante a execução da obra;

  • baixo custo de manutenção do pavimento.

Podemos citar ainda que a prática mostra que os grandes problemas em projetos urbanos de vias estão basicamente na qualidade da construção.


4.3.2 Dimensionamento do Pavimento em Concreto Betuminoso Usinado a Quente


4.4

Projeto de Drenagem


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