V international workshop on kangaroo mother care



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V INTERNATIONAL WORKSHOP ON KANGAROO MOTHER CARE
November 1O to 12, 2004

Rio de Janeiro - Brasil

Health Ministery

BNDES

SUMMARIES OF THE POSTERS
RESUMENES DE LOS POSTERES

GOMES NELLY FABIOLA;NELLY FABIOLA PADILLA GOMES;ANANDRA REZENDE;ELISABETH AMARES A. GUSMÃO;LUCIANA FAES;ANA CLAUDIA ZAMITT;LAURA DE FÁTIMA AFONSO DIAS



INFLUÊNCIA DA INTERNAÇÃO DO BEBÊ PREMATURO NA UNIDADE DE TRATAMENTO INTENSIVO NEONATAL NO COTIDIANO FAMILIAR
Este estudo teve como objetivos conhecer a compreensão das mulheres acerca do cuidado mãe canguru por elas realizado e elucidar as contradições entre a realidade vivida pela mulher e a sua percepção acerca de sua disponibilidade para realizar o cuidado mãe canguru. Caracteriza-se como um estudo qualitativo, descritivo-exploratório, tendo como cenário um hospital filantrópico de Belo Horizonte que adota como missão a humanização da assistência e possui experiência com a realização do cuidado mãe canguru. Os sujeitos da pesquisa foram 15 mulheres que estavam na Unidade de Cuidado mãe canguru com seu filho, no período de 25/03/01 a 14/06/01. Utilizou-se como instrumento para a coleta de dados a entrevista semi-estruturada e a observação. O tratamento dos dados foi orientado por FIORIN (1998). Os resultados revelaram as dimensões do ser mulher-mãe/mãe canguru, do qual fazem parte múltiplos sentimentos no processo de adaptação da mãe ao seu filho prematuro e de dedicação ao cuidado mãe canguru. Os resultados sinalizam os caminhos para a atuação dos profissionais na assistência à mulher-mãe/mãe canguru e seu filho no atendimento às suas demandas, tornando o cuidado mãe canguru efetivo e prazeroso para mãe e filho.

GOMES NELLY FABIOLA;NELLY FABIOLA PADILLA GOMES;ANANDRA REZENDE;ELISABETH AMARES A. GUSMÃO;LUCIANA FAES;ANA CLAUDIA ZAMITT;LAURA DE FÁTIMA AFONSO DIAS


PREMATURIDADE EXTREMA E UNIDADE DE TRATAMENTO INTENSIVO NEONATAL: ASPECTOS PSICOAFETIVOS DOS PAIS

Introdução: Segundo Winnicott (1960/1983) o bebê ao nascer não estaria constituído psiquicamente como uma unidade, demanda do ambiente, preferencialmente a mãe - que teria as condições mais adequadas para essa função -, a continência capaz de lhe oferecer a experiência de sentir-se com um contorno, o que aos poucos faria com que se tornasse um indivíduo.

Objetivo: O presente estudo tem por finalidade demonstrar traços da relação da mãe com seu bebê prematuro, observados a partir de entrevistas realizadas durante a internação em Unidade Neonatal. Este estudo é parte constituinte do projeto: “Diagnóstico da Evolução de Recém-nascidos prematuros no HMCL, antes e após a implantação da Atenção Humanizada ao Recém-nascido de Baixo Peso – Método-Mãe-Canguru (MMC)”

Metodologia: Foram utilizados dois grupos de díades mãe-bebê. Todos os bebês necessitaram ser separados de suas mães após o nascimento ficando inicialmente sob cuidados da equipe hospitalar. O presente estudo foi realizado nos dias anteriores a alta.

No grupo I a mãe tinha a possibilidade de permanecer durante o período diurno com seus bebês e quando possível poderiam amamentar. No Grupo II, após a implantação da assistência humanizada, as mães que aceitavam participar do programa, poderiam permanecer no hospital com seu bebê em período integral em alojamento canguru, se ocupando de todo o cuidado com o recém-nascido e em amamentação exclusiva, quando possível. Com todas as díades foram realizadas entrevistas por psicólogas. As entrevistas foram filmadas, com o intuito de observar a qualidade de vínculo estabelecida entre as mães e seus bebês. Os dados observados foram analisados a partir do referencial teórico psicanalítico.

Resultados: Observou-se que no Grupo II, as mães demonstravam uma maior interação com seu bebê do que o Grupo I.

Conclusão: Concluiu-se que a possibilidade da mãe permanecer junto com seu bebê em tempo integral antes da alta hospitalar pode reduzir os efeitos desorganizadores na dinâmica da diáde mãe-bebê, com menor comprometimento do exercício da maternagem.
SELMA MA DA COSTA;EDILMA BARBOSA;SELMA MARIA COSTA;GLAUCE LOPES CASTELLO;SIMONE HOLZER;NERLI PASCOAL ANDREASSA;MARISA DA MATTA APRILE
ALEITAMENTO MATERNO VERSUS INTERNAÇÃO HOSPITALAR E DOMICILIAR NA ATENÇÃO HUMANIZADA AO RECÉM-NASCIDO PRÉ-TERMO DE BAIXO PESO

OBJETIVO: Estudar as situações vivenciadas pelos pais de recém-mascidos prematuros internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e sua influência no cotidiano familiar.

MÉTODOS: Foi utilizada uma abordagem qualitativa através de entrevista semi-estruturada, realizada em 10 casais com filhos prematuros internados em uma UTI Neonatal privada da cidade de Campos dos Goitacazes- RJ, nascidos entre janeiro e julho de 2004. Foi realizada uma revisão do tema nos últimos 10 anos e posteriormente estabelecido um diálogo entre los autores e os dados obtidos mediante análise do discurso dos pais.

RESULTADOS: Foram identificadas situações de grande stress emocional, negação do evento e alguns sentimentos de culpa. Quanto à dinâmica familiar o prematuro pode representar um elo de união do casal ou um objeto de discórdia familiar.

CONCLUSÕES: A prematuridade representa um evento carregado de grande desconforto emocional com repercussão na união conjugal e alteração da dinâmica familiar, conseqüência do sentimento de angustia presente no lar. Sugere-se uma abordagem multidisciplinar na assistência destes bebês.
ALINE R. MILTERSTEINER;LUCAS DALLE MOLLE;NEWRA TELLECHEA ROTTA ESTUDO DA
FREQÜÊNCIA DA VISITAÇÃO DIÁRIA DAS MÃES E TEMPO DE INTERNAÇÃO EM UTI NEONATAL: ACOMPANHAMENTO DE BEBÊS PRÉ-TERMOS E DE BAIXO PESO SUBMETIDOS À POSIÇÃO MÃE-CANGURU UCS E ULBRA
OBJETIVO: Analisar a percepção dos pais a respeito da prematuridade extrema de seu filho e o ambiente da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) neonatal, reconhecendo aspectos que facilitem uma abordagem mais humanizada na assistência a estes recém-nascidos.

MÉTODOS: Foi utilizada uma metodologia qualitativa através de entrevista semi-estruturada, realizada em cinco casais com filhos prematuros extremos internados em uma UTI Neonatal privada da cidade de Campos dos Goitacazes- RJ, nascidos entre janeiro e julho de 2004. Foi realizada uma revisão do tema nos últimos 10 anos e posteriormente estabelecido um diálogo entre los autores e os dados obtidos mediante análise do discurso dos pais.

RESULTADOS: O estudo revelou a existência de situações relacionadas com medo, angustia e insegurança ante um filho em formação, frágil, imprevisível e não responsivo e ante o ambiente tenso e aparentemente hostil da UTI neonatal. Por outro lado se evidenciaram sentimentos de choque, negação, tristeza e finalmente aceitação da condição de prematuridade extrema do bebê.

CONCLUSÕES: A equipe cuidadora do bebê, deve ser conscientizada a respeito das emoções dos pais sobre o filho prematuro extremo e o ambiente da UTI neonatal. Este representa um momento de reflexão e análise quanto às relações que a equipe estabelece com a família do bebê. Constitui-se assim, uma oportunidade para construir um olhar diferenciado e mais humano sobre estes bebês no contexto da UTI neonatal.

ALINE R. MILTERSTEINER;LUCAS DALLE MOLLE;NEWRA TELLECHEA ROTTA
A HUMANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO NA UNIDADE DE TRATAMENTO INTENSIVO NEONATAL: ANÁLISE DO TEMPO DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR DE BEBÊS PRÉ-TERMOS SUBMETIDOS À POSIÇÃO MÃE-CANGURU UCS E ULBRA
Objetivo

Analisar se a Atenção Humanizada domiciliar possui características semelhantes a Atenção Humanizada hospitalar, em relação ao aleitamento materno.

Método

Estudo retrospectivo, sendo analisados 456 prontuários de RNPT que participaram do AH de janeiro de 2000 a dezembro de 2003. As variáveis avaliadas foram: peso nascimento, idade gestacional, horas em posição canguru (contato pele a pele), ganho de peso, dias de internação, tipo de alimentação e mortalidade.



Resultado

Quanto ao peso de nascimento, 9% tinham de 500 a 999 gr, 24% de 1.000 a 1.499 gr, 53% de 1.500 a 1.999 gr e 14% de 2.000 a 2.5000 gr. Com média de 1.255 gr (desvio padrão de 60 gr).

Idade gestacional de nascimento foi de 33 semanas (desvio padrão de 3 dias), com tempo de permanência em posição canguru de 19,5 horas (desvio padrão de 1,42 horas).

O peso de entrada no AH foi de 1.402 gr (desvio padrão de 39 gr), com ganho médio de 25 gr/dia. Tempo médio de internação de 14,5 dias. A alimentação foi de leite materno exclusivo em 88%, leite materno misto 10% e leite industrializado 2%. Mortalidade dos RNPT que estavam no AH foi de 1,3%.

Resultados

Ao compararmos o RNPT na internação hospitalar e domiciliar observou-se um padrão semelhante, sendo necessário refletir sobre a importância da alta precoce em suas outras vantagens, como: a diminuição do risco de infecção, a inserção mais precoce deste RN à sua família, o fortalecimento do vínculo e uma significativa predominância do aleitamento materno.

ALINE R. MILTERSTEINER;LUCAS DALLE MOLLE;NEWRA TELLECHEA ROTTA
OBSERVAÇÃO DAS POSIÇÕES MÃE-CANGURU E PRONA E SEUS EFEITOS SOBRE AS RESPOSTAS FISIOLÓGICAS NO TRATAMENTO DE BEBÊS PRÉ-TERMOS DE BAIXO PESO UCS E ULBRA
O Método Mãe-Canguru é uma alternativa de assistência aos bebês pré-termos e consiste no contato pele-a-pele entre mãe e filho. O bebê permanece junto ao seio materno recebendo leite materno, carinho e calor. O objetivo deste estudo foi comparar o tempo de internação hospitalar dos pré-termos e o número de visitas diárias das mães entre os bebês assistidos na Posição Mãe-Canguru e na incubadora. Foi conduzido um ensaio clínico randomizado, no período de março a novembro de 2003; na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal do Hospital da Criança Conceição, em Porto Alegre. RS. Foram estudados 30 bebês, semoutra doença concomitante, ventilando esponeamente e clinicamente estáveis, com peso igual ou inferior a 2.000 gramas, com idade gestacional entre 24 e 37 semanas, distribuídos em 15 bebês para o grupo Canguru (Posição Mãe-Canguru) por uma hora e 15 bebês para o grupo Controle (psoição prona na incubadora), observados pelo mesmo período de tempo. Em ambos os grupos registrou-se o tempo de internação hospitalar e a visitação diária das mães. A observação, a intervenção e os registros foram realizados diariamente até a alta hospitalar. Considerou-se estatisticamente significante um valor de P menor ou igual a 0,05. A média de idade no momento da inclusão no estudo foi 22,3 dias no grupo Canguru e 13,7 dias no grupo Controle, com diferença estatisticamente significante (P=0,05). A observação, a intervenção e os registros foram realizados diariamente até a alta hospitalar. O número de dias de internação hospitalar não apresentou diferença com relevância estatística entre os dois grupos (P=0,13): grupo Canguru apresentou média de 12,5 (EP ± 2) dias e o grupo Controle apresentou média de 14,1 (EP ± 2,1) dias. Houve aumento com diferença

estatisticamente significante nas visitas das mães (P<0,01); os grupos Canguru e Controle, obtiveram média de percentuais de visitas de 94,4% e 67,6%, respectivamente. Conclui-se que a Posição Mãe-Canguru promoveu aumento no número de visitas das mães.


LAMONICA, C S;CECILIA LAMONICA RECURSO DE INTEGRAÇÃO SENSORIAL INSERIDO AO MÉTODO CANGURU
A Posição Mãe-Canguru é um dos componentes do Método Mãe-Canguru e consiste no posicionamento vertical e em prona do bebê pré-termo junto ao seio materno, em contato pele-a-pele,

recebendo leite materno, carinho e calor. O Ministério da Saúde no Brasil recomenda esta prática como forma de humanizar o atendimento nas Unidades de Tratamento Intensivo Neonatal. O objetivo deste estudo foi analisar o tempo de internação hospitalar dos bebês submetidos à Posição Mãe-Canguru ou a

Posição Prona na incubadora. Foram estudados 35 bebês recém-nascidos pré-termos e de baixo peso, em ventilação espontânea, de ambos os sexos, sem outras doenças; provenientes da Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal do Hospital Geral de Caxias do Sul, RS. Os pacientes foram distribuídos em dois grupos: Posição Mãe-Canguru (Grupo Canguru) e Posição Prona (Grupo Controle)

para um ensaio clínico randomizado, estratificado pelo peso de nascimento. Os recém-nascidos foram submetidos à Posição Mãe-Canguru ou à Posição Prona, no período de uma hora, diariamente, durante sete dias, consecutivamente. O tempo de internação hospitalar na Unidade de Tratamento Intensivo

Neonatal foi registrado (em dias) diariamente até a alta hospitalar. Para análise estatística foram utilizados os testes t de Student e de Kaplan-Meier, considerado como estatisticamente significante

P < 0,05. Foram alocados 17 bebês no grupo Canguru e 18 bebês no grupo Controle, sendo que dezoito bebês pertenceram ao sexo masculino (51,4%) e desses, 9 constituíram o grupo Canguru. Os bebês apresentaram média de idade gestacional de 32 semanas (P<0,728), média de idade no momento da inclusão no estudo de 22 (EP ± 10,9) e 20 (EP ± 11; P<0,469) dias, médias de peso ao nascimento de 1578g (EP ± 299,5) e 1539g (EP ± 316,8; P<0,710), médias de peso no momento da inclusão no estudo de 1745g (EP ± 44,3) e 1733g (EP ± 51,7; P<0,469), nos grupos Canguru e Controle, respectivamente, sem significância estatística entre os grupos. O tempo de internação hospitalar (em dias) do grupo Canguru mostrou diferença estatisticamente significante (P=0,004), apresentando média de 8,04 dias (EP ± 1,01) em comparação ao grupo Controle com 10,11 dias (EP ± 1,94). Concluiu-se que os bebês recém-nascidos e pré-termos que realizaram a Posição Mãe-Canguru apresentaram menor período de tempo de internação hospitalar (em dias), em comparação aqueles da posição Prona na incubadora, tendo alta hospitalar em média dois dias antes do grupo Controle.


GONÇALVES,C.M.R.M.;ANA TERESA DELPOIO;CLAUDIA M. R. MARTINS GONÇALVE;MARISA DA MATTA APRILE;LUCINÉIA CORTES MODES AVALIAÇÃO DO
DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR, ALEITAMENTO MATERNO E VÍNCULO AFETIVO DE PREMATUROS, QUE PARTICIPARAM DO MÉTODO CANGURU ATENÇÃO HUMANIZADA, NO HOSPITAL MUNICIPAL UNIVERSITÁRIO DE SÃO BERNARDO DO CAMPO
Como componente do Método Mãe-Canguru, a Posição Mãe-Canguru consiste no pré-termo junto ao seio materno, em contato pele-a-pele, em posição vertical, recebendo calor, carinho e aleitamento materno de forma ilimitada. Miltersteiner e colaboradores (Rev Bras Saúde Mat Infant; 2003:447-56)

verificaram estabilidade nas respostas fisiológicas durante a Posição Mãe-Canguru no período de uma hora de observação. A continuação desta pesquisa com a aplicação da Posição Mãe-Canguru nesses bebês e a comparação àqueles assistidos em incubadoras foi a motivação para este estudo. O objetivo foi analisar os efeitos das posições Mãe-Canguru e Prona por meio da medida da freqüência respiratória (FR), freqüência cardíaca (FC), saturação periférica de oxigênio (SpO2) e temperatura axilar (TA) em neonatos. Foram estudados 35 recém-nascidos pré-termos de baixo peso, em ventilação espontânea, de ambos os sexos, sem outras doenças, na UTI Neonatal do Hospital Geral de Caxias do Sul, RS. Os pacientes foram distribuídos em dois grupos: Canguru (Posição Mãe-Canguru) e Controle (Posição Prona na incubadora) para um ensaio clínico randomizado, estratificado pelo peso de nascimento. Os pré-termos foram submetidos à Posição Mãe-Canguru ou à Posição Prona, no período de uma hora, diariamente, durante sete dias, consecutivamente. Os dados foram registrados no primeiro

minuto (T01), aos trinta (T30) e aos sessenta minutos (T60) de observação. Para análise estatística foram utilizados os testes de Qui-quadrado e t de Student. Foi estabelecido valor de P < 0,05 como significante. Foram alocados 17 bebês no grupo Canguru e 18 bebês no grupo Controle, sendo que dezoito bebês pertenceram ao sexo masculino (51,4%) e desses, 9 constituíram o grupo Canguru. Os neonatos apresentaram média de idade gestacional de 32 semanas, média de idade no momento da inclusão no estudo de 22 e 20 dias, médias de peso ao nascimento de 1578g e 1539g e médias de peso na inclusão no estudo de 1745g e 1733g, nos grupos Canguru e Controle, respectivamente. A comparação das médias das respostas fisiológicas foram: FR e FC nos grupos Canguru e Controle em

T01, T30 e T60, sem diferença estatística significante; SpO2 e TA com médias do grupo Canguru superiores ao Controle com significância estatística nas aferições dos tempos T30 e T60 (P= 0,04 e P= 0,005 - SpO2; P= 0,004 e P=0,00001 - TA). Concluiu-se que os bebês pré-termos submetidos à Posição Mãe-Canguru, no período de uma hora de observação, no curso de uma semana, apresentaram respostas fisiológicas semelhantes ao grupo Controle.


ALVES.,N.B;NATALY BARBOSA ALVES;SUZANA CUNHA VITURI;MARILUCI P. DE C. LABEGALINI;LETÍCIA MAYUMI HAYAKAWA;FERNANDA Mº M. DOS SANTOS;ALBERTO SANTIAGO TOMÉ
RELATO DE EXPERIËNCIA: AMBULATÓRIO MÃE CANGURU DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ-PR-BRASIL

Um Recurso da Integração Sensorial, “Rede de Lycra”, Inserido ao Método Canguru

Experiência realizada no Instituto Municipal da Mulher Fernando Magalhães – IMMFM – Rio de Janeiro – RJ

Cecília S. Lamonica - Terapeuta Ocupacional

Introdução

O uso da “Rede de Lycra” é uma alternativa de posicionamento sustentador de desenvolvimento sensório-motor à posição Canguru, para ser utilizada nos períodos em que a mãe/pai necessitar se ausentar, como pro exemplo para seu cuidado próprio de higiene, alimentação, etc.

Objetivo:

Favorecer mobilidade corporal ao RNPT por apresentar características de tônus baixo (hipotonia) e impossibilidade de vencer a ação da gravidade.

Favorecer a entrada do padrão flexor com conseqüente alongamento da cadeia muscular posterior, evitando futuros encurtamentos e fixações que são verificadas inicialmente no 1º bloco (cervical e cintura escapular) que interferirão na exploração do próprio corpo, auto consolo, auto organização, exploração mão-boca, vivenciar o estágio da linha média assim como também poderá interferir na aquisição das etapas do desenvolvimento sensório-motor futuro.

Alternativa à posição mãe-canguru (prono), possibilitando vivenciar as posturas supino e lateral.

Favorecer “inputs” sensoriais tátil, proprioceptivo e vestibular.

Método – Material

Foi realizado um estudo transversal nos anos de 2002 e 2003 e observacionista. Os resultados foram baseados em relatos da equipe multiprofissional (Assistentes Sociais, Enfermeiros e Auxiliares, Fonoaudiólogos, Fisioterapeutas, Médicos, Nutricionistas, Psicólogos e Terapeutas Ocupacionais) e em especial relatos (verbais e por escrito) das mães cujos filhos fizeram uso do referido equipamento.

Conclusão:

Observamos o aumento da qualidade da mobilidade espontânea, maior tempo em linha média, refino do uso do padrão flexor, facilitação da exploração mão-boca e padrões de movimentos mais maduros.

Os neurocientistas europeus e americanos como Joseph Le Doux comprovam que as estruturas cerebrais essenciais para a formação de memória consciente não funcionam nos dois primeiros anos de vida. As vivências desse período não ficam registradas no cérebro, mas no corpo, conforme Freud 1923: “O Eu é acima de tudo corporal.”


DITTZ, ERIKA;ELYSÂNGELA DITTZ DUARTE;ROSENI ROSÂNGELA DE SENAAGORA EU
ME SINTO COMO UMA MÃE DE MUITO TEMPO": A MULHER QUE REALIZA O CUIDADO MÃE CANGURU
Avaliação do Desenvolvimento Neuropsicomotor, Aleitamento Materno e vinculo afetivo de prematuros, que participaram do Método Canguru Atenção Humanizada, no Hospital Municipal Universitário de São Bernardo do Campo

O objetivo desse trabalho foi avaliar o desenvolvimento neuropsicomotor, Aleitamento materno e vínculo afetivo de prematuros nascidos no Hospital Municipal entre maio de 2000 à dezembro de 2001, que participaram do Método Canguru.

O universo avaliado foi de 74 crianças com idade entre 2 anos a 3 anos e meio, 83% das crianças nasceram com peso abaixo de 1.500grs e permaneceram internados por até 90 dias.

A avaliação foi realizada por meio dos testes de Denver e Gesell, utilizando brinquedos de encaixe, bolas, figuras de animais e objetos, giz de cera colorido e música.

Realizou-se também, entrevista diretiva com a mãe, observação da criança no ambiente lúdico e a relação entre a díade, orientações e encaminhamentos para outras especialidades, quando necessário.

Verificou-se que 20% das crianças apresentaram atraso no Desenvolvimento neuropsicomotor, sendo 50% com distúrbios de fala e linguagem e 50% com disturbios motor, fala e linguagem .



Pudemos concluir que 99% das crianças receberam atenção intensa de suas mães, formando um bom vínculo afetivo; 89% foram amamentadas, pelo menos até 6 meses de idade e 80% demonstraram estar se desenvolvendo dentro do padrão esperado para a sua idade.
ALMEIDA H;CRISTIANE DA SILVA GERALDO FOL;DENISE DE SOUSA FELICIANO MONT;AUDREY SETTON LOPES DE SOUZA ;HONORINA DE ALMEIDA ;SONIA ISOYAMA VENANCIO;DAISUKE ONUKE
ATENÇÃO HUMANIZADA AO RECÉM-NASCIDO DE BAIXO PESO – MMC COMO FACILITADOR PARA O ESTABELECIMENTO DE VÍNCULO ENTRE A DÍADE MÃE-BEBÊ PREMATURO – UM ESTUDO EXPLORATÓRIO INSTITUTO DA SAÚDE-SES/SP; JICA; SMS/SP
O ambulatório Mãe Canguru do Hospital Universitário de Maringá iniciou suas atividades em Junho de 2004 com a finalidade de acompanhar os recém-nascidos prematuros que fizeram parte da primeira e segunda etapa do Método mãe Canguru durante o período de internamento na unidade de tratamento intensivo e semi-intensivo neonatal, realizando assim a terceira etapa do método. As crianças prematuras recebem alta hospitalar com peso médio de 1800 gramas e são acompanhadas pelo ambulatório semanalmente até atingirem 2500 gramas, a partir deste peso, são avaliadas quinzenalmente ou mensalmente até receberem alta para a ambulatório da pediatria, que se dá quando atingem peso em torno de 4000 gramas. Estas crianças são referidas para serviços especializados conforme a necessidade de cada um. Dispomos em nosso hospital de ambulatório de cardiopediatria e de neuropediatria. Serviços como fisioterapia, fonoaudiologia e oftamologia são atendidos através da Secretaria Municipal de Saúde. Foram atendidas no período de junho a setembro de 2004 oito crianças, das quais, 87,5% residem fora do município de Maringá, dificultando as visitas domiciliares e a alta precoce. Nota-se que 62,5% destas nasceram com idade gestacional inferior a 30 semanas e com peso entre 1000-1500 gramas; 87,5% permaneceram internados entre 30 e 60 dias, e 75% utilizaram ventilação mecânica como suporte ventilatório. Quanto ao perfil das mães ressaltam-se dois aspectos: 50% das mães possuem idade inferior a 19 anos caracterizando gestação na adolescência e quanto à escolaridade metade delas não concluíram o ensino fundamental. No seguimento ambulatorial, verifica-se que 75% das crianças permanecem em aleitamento materno exclusivo e os 25% restantes em aleitamento materno parcial. O ganho ponderal diário foi de 20 a 30 gramas em 50% delas e superior a 30 gramas nos outros 50%. Verifica-se portanto, que o ambulatório do método canguru tem contribuído para manutenção do aleitamento materno exclusivo refletindo no desenvolvimento das crianças prematuras, no momento em que os profissionais que acompanham estes bebês já os conhecem e sabem identificar suas necessidades individuais. As mães sentem-se mais tranqüilas ao levarem seus filhos para casa, pois sabem que possuem uma referência em caso de dificuldades no período pós-alta. Concluímos que embora pequena nossa experiência é o primeiro passo para o acompanhamento adequado dos recém-nascidos prematuros tentando diminuir os riscos dos quais já foram expostos E identificando situações que possam ser tratadas para um melhor desenvolvimento.
ELIAS,C. F.;CARMEN LUCIA LEAL F. ELIAS;LUIZ FERNANDO TURA;IVANI BURSZTYN;INÊS G. SANTOS
PERCEPÇÕES MATERNAS SOBRE A SAÚDE DE BEBÊS PREMATUROS: DA INFORMAÇÃO AO CUIDADO
Os recém-nascidos podem permanecer internados em unidades por um longo período e a visita dos pais pode ser limitada pela distância da residência ao hospital, pelo rigor em protocolos para visitantes entre outros fatores. A incubadora torna-se uma barreira física adicional por semanas ou meses. Sendo assim, grande a preocupação sobre as conseqüências psicológicas da separação prolongada entre bebês e mães.

O objetivo do estudo foi compreender, por meio das falas das mães, como elas valorizam e dão sentido à saúde de seus bebês.

Partimos de um estudo exploratório inicial cuja metodologia consistiu na aplicação de duas entrevistas a 20 mães de bebês internados nas unidades neonatais do IMMFM; a primeira foi realizada durante o período de permanência na unidade canguru acompanhando o seu bebê, e a segunda foi realizada com as mesmas mulheres, após a alta hospitalar, no momento da última consulta no ambulatório canguru.O período do estudo aconteceu no primeiro trimestre de 2003. Os dados coletados foram submetidos à técnica de análise de conteúdo à luz de Bardin (1977)

As características da população estuda foram (valores medianos): idade materna de 22 anos(13-43),idade gestacional de 34 semanas(27-36),peso de 1200g (780-1770) e tempo de internação na Unidade Canguru de 7,5 dias ( 2-21).Quanto ao tipo de parto 57% vaginal, 43% cesárea e na alta 72% dos prematuros estavam em aleitamento materno exclusivo. Observou-se que muitas mães perdem-se no caminho entre a informação e a ação no tocante ao cuidado: embora exista unanimidade entre as entrevistadas ao apontar o leite materno como o alimento mais importante para o bebê, elas julgam que amamentar é uma escravidão (20%) e com facilidade tendem para o desmame; a necessidade imperante de introduzir a chupeta (55%) é uma realidade. Outro aspecto diz respeito aos questionamentos no exercício das ações, isto ocorreu com a técnica em relação aos cuidados com o bebê, evidenciando-se que as mães, mesmo com segurança na execução, necessitam de estímulo para dar prosseguimento ao cuidado individualizado. Um bom exemplo foi a referência frente ao cuidado com a saúde bucal, na qual a adesão passou de 100% para 15%.



Frente a estes achados pretendemos continuar essa pesquisa apoiada na Teoria das Representações Sociais(TRS) de Moscovici, aprofundando a investigação acerca dos sentidos construídos por essas mães a respeito da prematuridade, explorando saberes, modelos de pensamentos, imagens, crenças e práticas relativas ao objeto. Nesse sentido pretendemos utilizar uma abordagem estrutural da TRS por enfocar a estrutura e organização das representações, o que nos proporcionará a partir de uma compreensão do saber pré-existente, subsídios para repensar a nossa prática, e a partir daí, adequar as ações, com o intuito de motivar os indivíduos a agir, respeitando suas particularidades.
EDILAINE;FABRICIA ADRIANA MAZZO NEVES;EDILAINE APARECIDA FREITAS;GIORDANA MARONEZZI SILVA;IRAMAIA C.LABEGALINI;VANESSA THALITA R. AMADEU;JUCÉLIA L. DOS SANTOS OLIVEIRA

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