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Veiculo: Blogueiras Negras

Título: Rede e círculo de mulheres: empoderamento e magia (Gênero)

Data: 08 de novembro de 2016 [Publicado em 07/11]

Rede e círculo de mulheres: empoderamento e magia

O que é uma rede?

Por “rede” entende-se um conjunto de entidades (que pode ser de objetos, materiais, pessoas) interconectados uns aos outros. De forma ampla e genérica, a rede serve para compartilhar recursos e/ou informações materiais ou imateriais entre cada uma destas entidades, de acordo com regras previamente definidas. Existem muitos tipos de rede – redes de transporte, redes sociais, redes elétricas, redes de pessoas – são alguns modelos.

Nas redes físicas, por exemplo, a estrutura é geralmente definida como um sistema de nós e elos que se interligam. Fazendo um paralelo com as redes de pessoas, cada pessoa é um “nó” ou um “elo”. A essência da rede de pessoas é o relacionamento estabelecido entre elas. É uma forma de organização onde se pode partilhar valores e objetivos em comum.

A partir da compreensão aqui colocada sobre a função social das redes, é possível aprofundar a reflexão sobre o motivo pelo qual em muitos grupos sociais onde há uma predominância da influência do patriarcado, ensina-se desde muito cedo que as meninas – futuras mulheres – julguem e denunciem umas às outras, que elas se digladiem entre si, que se vejam como rivais.

Esse “modus operandi” da cultura do patriarcado é muito perverso porque a vigilância e o controle passam a não mais acontecer apenas de fora para dentro, ou seja, não são apenas os pais, irmãos, maridos, professores, padres, médicos e outros homens da sociedade a estabelecer e definir qual é o comportamento  “correto” esperado de uma mulher mas também as outras mulheres passam a corroborar para reprimir a verdadeira e instintiva natureza feminina e terminam por reproduzir a opressão. Dessa maneira, é muito mais difícil que as redes femininas sejam formadas.

O sistema dominante sempre quis manter a “ordem”. A “ordem” é tudo que é conhecido, delimitado, controlável, conveniente, domesticável. Alguns agentes sociais têm o potencial de causar a “desordem”, ou seja, se vierem a conhecer o seu verdadeiro poder ou força podem vir a romper a “ordem”. Daí a necessidade de controlá-los. As mulheres, com certeza, tem esse potencial, por isso o sistema patriarcal tem a preocupação e a necessidade de controlar nossos corpos, nossos pensamentos, nossos comportamentos, nossas vontades, desejos, até nossos sonhos.

Mas sempre existiram mulheres que preferem morrer a aceitar rédeas. São mulheres que não se deixam dominar em hipótese nenhuma. São as que acreditam em sua intuição. São as que seguem seu próprio ritmo. São as que respeitam seus ciclos. São as que dão ouvidos à sua voz interior. São as que deixam o coração falar mais alto. São as que resistem, as que persistem, as que ousam, as que lutam, as que agem. São as bruxas, as rebeldes, as loucas, as insubordinadas, as atrevidas, as perigosas.

Destaca-se aqui a importância das Redes de Mulheres. A rede de mulheres numa dimensão mais política, tem como objetivo principal o estabelecimento de relações sociais e/ou profissionais entre as participantes. Serve para compartilhamento e troca de experiências, informações, saberes, conhecimentos, ideias, projetos e direitos. Um dos intuitos é fazer com que as integrantes sintam-se apoiadas, respeitadas, representadas e principalmente pertencentes a um coletivo onde podem falar, se expressar, participar de fato sem serem interrompidas, julgadas, podadas ou ridicularizadas.

Já numa dimensão mais espiritual e sagrada, a rede de mulheres funciona como um espaço de apoio emocional, de reencontro com as energias femininas, de religação com os elementos da natureza – terra, água, fogo e ar – de transmissão de saberes através de histórias ancestrais, de conexões intergeracionais e atemporais, espaço de compreensão, de aceitação e de acolhimento, onde a mulher descobre que não é a única a sofrer inseguranças, medos, bloqueios, dúvidas ou solidão.

Algumas chamam de Círculo de Mulheres. Porque o círculo é considerado uma forma ancestral, mágica e simbólica – a roda sagrada – de intensa troca energética, que coloca todas em posição de igualdade, sem hierarquias, sem assimetrias, contrariando a ordem social dominante onde somos constantemente diminuídas, invisibilizadas, inferiorizadas e subjugadas. É [para algumas] a volta e celebração do útero como órgão mágico, criador em potencial, não apenas da vida biológica, mas da vida criativa e visceral em sentido amplo – plantas, projetos, pessoas, empreendimentos. É o despertar do potencial para o desenvolvimento, para o crescimento, para o fazer florescer, para o frutificar.

É um dos primeiros instrumentos de cura e um dos primeiros passos para a reconstrução da autoestima feminina. A rede ou círculo de mulheres é de extrema  importância para o reestabelecimento dos vínculos, dos laços, para o reencontro com os pares e com a fonte geradora da inspiração e da esperança para que mais e mais mulheres sejam fortalecidas, incentivadas e empoderadas. Afinal, juntas somos bem mais fortes.

Veiculo: Blogueiras Feministas

Título: Interseccionalidade: como faz para não reproduzir mais exclusão para quem já está marginalizada? (Gênero)

Data: 08 de novembro de 2016 [Publicado em 08/11]

Interseccionalidade: como faz para não reproduzir mais exclusão para quem já está marginalizada?

Texto de RaíssaÉris Grimm.

Interseccionalidade.

Localizar e levar em conta os diferentes recortes de opressão e privilégio que nos situam. É um campo de tensão constante… Por um lado, a gente precisa nomear quem nos oprime. A gente precisa nomear os privilégios que se constroem às custas do que nos violenta. Ao mesmo tempo, saber que esse lugar não é fixo, que a pessoa que nos oprime também pode ser oprimida, inclusive pela nossa própria forma de apontar a opressão dela.É uma parada na qual eu sou bem ruim. Eu sou branca, de classe média, ao mesmo tempo recortada por uma vivência de travestilidade, desde a qual eu me vejo apontando privilégios relacionados acisgeneridade de pessoas que não são brancas, nem de classe média.

Falar das opressões que eu vivo, dar visibilidade a elas, não é um exercício teórico, é uma necessidade vital. É vital pra mim apontar e falar do poder que pessoas cisgêneras exercem, enquanto grupo, na minha vida. E implica falar dos privilégios que isso constrói. Ao mesmo tempo, várias vezes, a minha forma de fazer isso pesa junto com os tantos recortes de privilégio e minha luta contra a opressão pode se tornar opressora.

Ilustração da série Mulheres de Carol Rossetti.

Ao mesmo tempo, a forma como outras pessoas apontam esses privilégios


muitas vezes também reproduzem transfobia. Também reproduzem o hábito cisgênero por nos roubar a fala, o hábito cisgênero por querer nomear nossas vivências. Hábito cisgênero por nos distorcer, produzir em cima de nós a expulsão dos espaços comuns de convívio e resistência.

E a real é que nisso tudo, são justamente as pessoas mais ferradas as que mais se machucam. Eu não tô isenta de falar merda. Eu não tô isenta de admitir que reproduzi, e reproduzo, muita merda. Eu falei muita coisa pelas quais um dia vou reconhecer que tavam equivocadas e erradas. E vocês também.

Não existe espaço totalmente seguro. Não existe relação totalmente isenta de reproduzir opressões. A gente vai sim ter dias ruins, e aí eu coloco em questão:

Como a gente faz pra segurar e não reproduzir mais exclusão pra cima de quem já tá marginalizada? Pra cima de quem já tem seus espaços de existência reduzida por todas as violências desse sistema?

Todas as perguntas que eu jogo se voltam também pra mim. Pras formas como eu elaboro críticas, Pras formas como eu exponho ou deixo de expor o que alguém me fez.

Não posso me dar ao luxo de pressupor uma história única sobre todo mundo que me machuca. Não posso me dar ao luxo de adotar sempre as mesmas respostas contra toda transfobia — sem levar em conta de quem veio, em que contexto, e qual o peso que minha fala vai ter naquele momento.

Mas eu só peço pra não esquecerem, nem apagarem, que a transfobia é sim uma violência real. E, que a cisgeneridade pode colocar, sim, muitas de vocês num campo de poder que vocês talvez não se imaginem exercendo, que talvez vocês tenham dificuldade de entender como se exerce.

Porque aquilo que não forma parte da vivência de vocês é sim bem difícil de entender. Assim como muitas das opressões que eu exerço me escapam. Assim como esse mesmo texto talvez esteja reproduzindo muito disso, sem que eu perceba. A gente não vai ter solução pra tudo, todos os dias. Ninguém tem todas as respostas. Só as tentativas mesmo.



Autora

Raissa Éris Grimm é graduada em Gêmeos, com mestrado em Aquário, doutoranda em Peixes, pelo Programa de Sobrevivência ao Saturno em Escorpião. Lésbixatrrransmutante, pornoterrorista em potencial. Aprendiz de dançarina e massoterapia na escola da auto-gestão. Publicado originalmente em seu perfil do Facebook no dia 02/11/2016.

Veículo: DP

Título: Dançarinas defendem Silvio Santos de acusações de racismo e gordofobia (Gênero)

Data: 08 de novembro de 2016 [Publicado em 07/11]

Dançarinas defendem Silvio Santos de acusações de racismo e gordofobia

"O cara tira onda com a filha dele. Porque não tiraria com a gente?", diz comunicado oficial do grupo que participou do Teleton



"Ser chamada de "gorda" não é ofensa. Esse é um adjetivo nosso", diz grupo de dança plus size. Foto: Reprodução/Facebook

Após repercussão do comentário considerado racista e gordofóbico de Silvio Santos sobre a dançarina negra que participou no Teleton, o grupo de dança saiu em defesa do apresentador. Em comunicado oficial publicado no Facebook nesta segunda-feira (7), elas afirmam que não se sentiram ofendidas. "O cara tira onda com a filha dele. Porque não tiraria com a gente?”, diz o texto.

Conhecido pela forma descontraída (e muitas vezes sem limites) como trata os convidados, Silvio Santos brincou com Anitta e Daniel. Durante a participação do grupo no programa, os comentários dele sobre a dançarina plus size negra Daiane Silva foram considerados preconceituosos. "Você é muito graciosa. Embora sendo a única negra entre as brancas, é bonita. É bonita de verdade (…) Quem casar contigo vai ter dois prazeres. Um na hora do bem bom e outro na hora em que você sai de cima”. Silvio chegou a perguntar quanto a modelo pesava.

"As pessoas disseram que ficamos constrangidas, que fomos humilhadas. Pra gente ser chamada de "gorda" não é ofensa. Esse é um adjetivo nosso. Nós estamos bem!", esclarecem as dançarinas. "Nós entendemos o comentário dele como se tivesse faltando ali outra negra, que tinha branca demais pra pouca negra. E que sim, somos todas lindas", afirma o grupo.

Elas explicam que receberam tratamento VIP da produção do SBT e elogiaram o apresentador de 85 anos. "O Silvio é super espontâneo, é tanto que o programa dele praticamente não tem roteiro, ele faz o programa. O cara é um mito". O projeto beneficente da emissora arrecada fundos para ajudar pacientes da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). 

Confira a postagem na íntegra:



https://www.facebook.com/millena.albuquerque6/posts/1179414958790246

TELETON

Neste ano, participaram do Teleton Anitta, Paula Fernandes, Aline Barros, Mc Gui, Thaeme e Thiago, Wanessa, João Bosco e Vinícius, Victor e Leo, Zé Felipe, Thiago Abravanel, Maiara e Maraisa, Larissa Manoela e João Guilherme, Daniel e Lucero. Além das apresentações musicais, a emissora transmitiu também reportagens especiais e depoimentos de crianças amparadas pelo projeto. 


A primeira edição do Teleton, exibida em maio de 1998, arrecadou mais de R$ 14 milhões, que foram destinados à construção de uma unidade da AACD no Recife. O formato foi criado pelo comediante norte-americano Jerry Lewis, nos anos 1960. O programa era apresentado pelo próprio Lewis, que tinha um filho com distrofia muscular, e foi ao ar pela última vez em 2014.



Veículo: Bom dia PE

Título: Mulher acima do peso vira exemplo de motivação e autoestima (Gênero)

Data: 08 de novembro de 2016 [Publicado em 07/11]

Mulher acima do peso vira exemplo de motivação e autoestima

Link: http://g1.globo.com/pernambuco/bom-dia-pe/videos/t/edicoes/v/mulher-acima-do-peso-vira-exemplo-de-motivacao-e-autoestima/5430993/





Veículo: G1

Título: Livro da mulher de Crivella critica gay e piercing e sugere filha na cozinha (Gênero)

Data: 08 de novembro de 2016 [Publicado em 08/11]

Livro da mulher de Crivella critica gay e piercing e sugere filha na cozinha

Editora promove venda após eleição do prefeito do Rio; na web custa R$ 2.

Obra compara homossexualidade a tsunami; piercing é 'culto ao demônio'.

Formada em Letras, escritora e mãe dedicada – de duas mulheres e de um rapaz –, Sylvia Jane Crivella assina "O desafio de criar filhos", que se propõe a orientar mães com princípios bíblicos. Publicado em 2014, o livro da primeira-dama do Rio custa menos de R$ 2 na internet e reacende temas controversos.

Na obra, ela cita o tsunami ocorrido três anos antes e compara a tragédia às "ondas" que, segundo ela, podem atacar as famílias: a homossexualidade, a separação e o suicídio. O G1 tentou contato com Sylvia por telefone e e-mail, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

"Enquanto escrevia este livro, o mundo testemunhava, estarrecido, o maior tsunami de sua história. As cenas chocaram pessoas de todas as raças e de todos os credos, mas os testemunhos dos que sobreviveram têm muito a nos ensinar. Quantas famílias não foram ou estão sendo atacadas por terríveis ‘ondas’? Filhos casados que se separam; que se tornaram homossexuais; e que até atentam contra a própria vida", enumera.

Na segunda-feira (31), dia seguinte à vitória de Marcelo Crivella (PRB) na eleição para prefeito do Rio, o livro passou a ser divulgado para redações de jornais e despertou tanta curiosidade quanto o do marido. Uma obra de Crivella, obtida pelo jornal "O Globo", aponta certas religiões e gays como um "terrível mal". Ao jornal, o então candidato à prefeitura atribuiu o teor do texto à idade. Em 1999, quando foi publicado, ele tinha 32 anos.

[Modismos] São porta de entrada para enfermidades e até espíritos malignos, como é o caso da tatuagem e do piercing."



Sylvia Jane Crivella, em O desafio de criar filhos

O de Sylvia foi publicado há apenas dois anos. Nele, as mudanças de postura a partir da adolescência merecem um capítulo especial. Deixar o cabelo crescer não significa, diz, um desvio de caráter. Em compensação, rememora ter sentido vergonha de uma pessoa que viu na juventude — um hippie. E é mais incisiva em relação a piercings e tatuagens.

"São porta de entrada para enfermidades e espíritos malignos", escreve e cita o exemplo do filho de uma amiga.

"Disse [a ele] que, enquanto mantivesse aquele piercing na língua, estaria prestando culto aos demônios". Sensibilizado pelas palavras da escritora, o jovem teria mudado de ideia.

Para as meninas, por exemplo, ela defende tarefas domésticas específicas e diz que ser mãe exige sacrifício. Em relação aos homens, os deveres e de casa são menos claros. 

Ensinar as meninas a cozinhar e costurar pode ser prazeroso, além de muito útil no futuro"



Sylvia Jane

"Ensinar as meninas a cozinhar e costurar pode ser prazeroso, além de muito útil no futuro. Fazer os filhos participantes na rotina diária traz a noção que todo ser humano deve ter direitos e deveres."

As dicas de "O desafio de criar filhos" são diversas e têm linguagem acessível, falando em "palavrinhas mágicas" ou ditados: água mole em pedra dura tanto bate até que fura. A insistência pregada pelo ditado não deve valer para os filhos, porém. Os pais devem ser mais fortes que as pedras, pois a desobediência é tratada como “problema moral” e “pecaminosa”.

“Cuidado principalmente com uma ideia amplamente disseminada de que o pai deve dar ao filho a oportunidade para que este escolha qual caminho seguir", escreve.

O castigo surge como solução importante para a educação. O texto não fala em nenhum momento de palmadas, mas cita um provérbio: "Se você castigar com a vara, ela [a criança] não morrerá". Mas ressalta, citando Jaime Kemp, que não se trata de "espancar" os filhos. "Haverá momentos em que atos de correção serão necessários."

Para se antecipar ao castigo, há diversos conselhos. Considerar o amor uma ação e não um sentimento é um deles. Ou deixar o computador em locais visíveis aos pais, pela garantia de monitoramento. Ao marido, e agora prefeito, Sylvia agradece logo nas primeiras páginas.  "Por ter me dado este laptop a fim de eu ter a liberdade de escrever toda vez que tivesse a inspiração".



Veículo: HuffPost Brasil

Título: As fotos destas mães em dose dupla são a prova de que todos os tipos de família são possíveis (Gênero)

Data: 08 de novembro de 2016 [Publicado em 07/11]

As fotos destas mães em dose dupla são a prova de que todos os tipos de família são possíveis

Atriz Carol Machado e Kika Motta em ensaio fotógrafico | Reprodução/Instagram

A atriz Carol Machado e sua companheira, a artista visual Kika Motta, serão mamães pela segunda vez.

Dois anos após dar à luz a Tereza, Carol Machado aguarda ansiosamente pela chegada de Nina. Mas desta vez quem está grávida é Kika Motta.

Na reta final da gravidez, Carol e Kika resolveram registrar a espera pela menina em um ensaio fotográfico cercado de sutilezas. Realizado pela Amarelo Fotografias, as imagens da fotógrafa Marcelle Manacés transbordam carinho entre as mulheres.

O  cenário escolhido para as fotos foi a casa da atriz em Laranjeiras, no Rio de Janeiro, segundo informações do jornal Extra.

Apesar da barrigona de Kika, que completa 9 meses de gestação, quem rouba a cena das fotos é a garotinha de dois anos, Tereza, primeira filha do casal.

Tereza e Nina nasceram graças à inseminação artificial. De acordo com o Extra, a primeira filha nasceu de parto natural e humanizado na casa do casal. O esquema deve ser repetido com Nina, com direito a música clássica e a presença de entes queridos.

Carol e Kika estão juntas há 9 anos. A atriz é conhecida por papéis em novelas como Vamp e Top model.

Fotos:

http://www.brasilpost.com.br/2016/11/07/foto-maternidade-carol-machado_n_12844138.html?utm_hp_ref=mulheres

Veículo: HuffPost Brasil

Título: Tem trans, negra, gorda e deficiente: Avon dá show de representatividade em nova campanha de beleza (Gênero)

Data: 08 de novembro de 2016 [Publicado em 07/11]

Tem trans, negra, gorda e deficiente: Avon dá show de representatividade em nova campanha de beleza

Nova campanha da Avon tem como modelos personalidades símbolos da inclusão | Divulgação

Seguindo a linha das últimas campanhas de seus produtos, consideradas feministas e inclusivas, a Avon lançou neste fim de semana mais um comercial que deu um show de representatividade e mandou um recado para quem ainda acredita em padrões estereotipados de beleza -- ainda mais se tratando de mulheres ou de alguém LGBT.

Intitulada "#DonaDessaBeleza", a campanha estimula qualquer pessoa, seja mulheres, gays, trans e travestis, a se aceitarem e não se importarem com os padrões de beleza, que ditam o que vestir, o que usar e o que pensar. "Ninguém tem o direito de dizer como você deve se vestir, se portar ou o que você deve usar", disse o site da campanha.

A campanha também traz um vídeo com personalidades que quebram TODOS os estereótipos e são símbolo de inclusão: a funkeira MC Linn da Quebrada, que se define como "bicha, trans, preta e periférica", a medalhista das Paralimpíadas e deficiente visual, TerezinhaGuilhermina, a empresária Bee Reis, gorda e feminista, Samanta Quadrado, que tem síndrome de Down e é modelo, a rapper Kessidy Kess, negra e feminista, e Camomila Pri, que é blogueira e deficiente auditiva.

"Ninguém, além de você mesma, pode ser a dona das suas escolhas. Dê um chega pra lá no preconceito, nos rótulos e em qualquer tipo de censura à sua beleza. Toda mulher já nasce linda, e é única. A sua beleza só tem em vocês. Seja dona dessa beleza"

A campanha foi elogiada pelos consumidores. "Se existe algo mais lindo que valorizar todas as belezas eu ainda não conheço. Feliz que vocês tenham entrado nessa vibe para ficar", escreveu uma internauta.

"Lindo vídeo!! Muito representativo!! Parabéns por mostrar que a beleza não tem apenas um padrão!!! Cada mulher tem sua beleza, espero que mulheres que ainda não conseguem se amar como são possam a partir deste vídeo se olhar com mais gentileza e amor", disse outro.

Vídeo: http://www.brasilpost.com.br/2016/11/07/campanha-avon-voce-nao-tem-o-direito-de-falar_n_12840930.html?utm_hp_ref=mulheres



Veículo: HuffPost Brasil

Título: Por que Donald Trump abriu uma bandeira do movimento LGBT de cabeça para baixo (Gênero)

Data: 08 de novembro de 2016 [Publicado em 07/11]

Por que Donald Trump abriu uma bandeira do movimento LGBT de cabeça para baixo

Em um dos momentos mais bizarros de sua campanha – mas ao mesmo tempo provavelmente um dos mais calculados –, Donald Trump desfraldou uma bandeira do arco-íris que tinha a inscrição “LGBTs por Trump”, logo depois de subir ao palco em um comício em Greeley, Colorado, fim de outubro.

Mas a bandeira estava de cabeça para baixo.

A bandeira do arco-íris é composta por seis faixas coloridas, todas com um significado específico, de acordo com Gilbert Baker, que criou o símbolo em 1978.

A faixa de cima é vermelha, simbolizando a vida, e a de baixo é roxa, simbolizando o espírito. A bandeira de Trump estava invertida, apesar de o texto estar certo. Em outras palavras, quem escreveu na bandeira não sabia que ela estava de cabeça para baixo.

Trump pegou a bandeira de um apoiador que estava convenientemente postado perto do palco. A impressão foi a de que o candidato viu a bandeira e quis levá-la para o palco.

Mas ela também parecia dobrada quando lhe foi entregue, então é difícil acreditar que Trump soubesse do que se tratava – a menos que tivesse sido avisado com antecedência. O candidato abriu a bandeira, caminhou de um lado para o outro com ela durante alguns instantes e depois a devolveu para a mesma pessoa.

Chris Barron, gay e apoiador de Trump, e fundador o pequeno movimento LGBT por Trump -- até mesmo os integrantes do grupo gay de republicanos Log Cabin Republicans se recusou a apoiar o candidato --, tuitou na manhã seguinte que “Trump fez história ontem à noite” e seria “o candidato presidencial mais pró-LGBT já escolhido por um dos dois principais partidos”.

(Isto é obviamente falso e ridículo, pois Trump é contra o direito de casamento de pessoas do mesmo sexo desde a primeira vez que tratou do assunto, em 2000, e agora está cercado de homofóbicos como Ben Carson. Ele também está defendendo propostas anti-LGBT, como já escrevi em vários artigos, como este e este.)

No entanto, ainda não está claro quem escreveu na bandeira porque, como dito, qualquer pessoa que a conheça saberia que ela estava de cabeça para baixo. Também parece estranho que uma pessoa familiarizada com o assunto usaria o termo “LGBTs”, com um “s” a mais no final.

Portanto, considerando que foi tudo armado – e que a pessoa que escreveu na bandeira talvez nem fosse gay ou simpatizante --, por que a campanha escolheu justamente aquela noite para que Trump aparecesse no palco com a bandeira gay, e por que apoiadores gays tuitariam que ele é tão pró-LGBT?

Talvez tenha algo a ver com o que tinha acontecido algumas horas antes, em um comício em Las Vegas. Trump pediu que as câmeras mostrassem a multidão, insinuando que a imprensa não mostra toda a gama de quem o apoia.

Como sempre, Trump também atacou os jornalistas que estavam no cercadinho da imprensa. Uma das pessoas da plateia então gritou para os jornalistas, presumivelmente para o câmera, em alto e bom som: “Aponte a câmera para a gente, viado! Aponta a câmera para a gente, bicha!” A manifestação anti-gay foi capturada em vídeo e rapidamente viralizou.

Isso aconteceu dois dias depois de outro incidente. Um manifestante pró-Trump vestindo uma camiseta “Hillary na cadeia” apontou para a imprensa e, participando do canto “USA!”, começou a gritar “Jew-S-A!” (jew significa judeu em inglês).

A imagem foi registrada pela CNN. Kellyanne Conway, uma das assessoras do candidatofoi forçada a concordar na CNN que o homem era “deplorável”, termo que Hillary Clinton usou para se referir a alguns dos apoiadores do republicano.

Às vésperas da eleição e com um difícil caminho para obter os 270 votos necessários do colégio eleitoral, a campanha de Trump quer se concentrar no FBI e no escândalo dos emails de Hillary. O republicano também está fazendo campanha em estados como Michigan e Novo México, ambos tidos como garantidos pelos democratas.

É uma tentativa de partir para o tudo ou nada. Os republicanos sabem como incensar as mensagens de ódio, mas, depois da admissão de Conway, parece que eles bolaram o plano da bandeira para conter a reação ao ataque antigay ouvido em Las Vegas.

Ironicamente, enquanto se ouviam os insultos antigays em Las Vegas – e nenhum dos integrantes da campanha de Trump fez nada para conter o agressor --, Hillary Clinton estava no encrave gay de Wilton Manors, na Flórida, prometendo a aprovação de uma lei que garanta direitos iguais.

Isso está muito longe das promessas de Trump – na realidade, ele prometeu a grupos anti-LGBT que vai assinar um projeto de lei que na prática permitiria a discriminação contra esta minoria.

Ele também disse que vai indicar juízes da Suprema Corte dispostos a derrubar a decisão que legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Se a campanha continuar fingindo apoio à igualdade de direitos para a população LGBT, quem sabe pelo menos eles aprendam qual é o lado certo da bandeira.




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