VerificaçÃo e inspeçÃo de instrumentos de pesagem não automáticos classes e com carga máxima acima de 1 000 kg



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VERIFICAÇÃO E INSPEÇÃO DE INSTRUMENTOS DE PESAGEM NÃO AUTOMÁTICOS CLASSES e COM CARGA MÁXIMA ACIMA DE 1 000 kg

NORMA No

NIE-DIMEL-085

REV. No 00




APROVADA EM

DEZ/2007


PÁGINA 025







SUMÁRIO



1 Objetivo

2 Campo de aplicação

  1. Responsabilidade

  2. Documentos complementares

5 Documentos de referência

6 Siglas

7 Definições

8 Documentos e materiais

9 Condições gerais de Verificação

10 Inspeção visual

11 Ensaios

Anexo A – Procedimentos de Ensaio

Anexo B – Valor de Divisão de Verificação

Anexo C – Erros Máximos Admissíveis

Anexo D – Exemplos de Infrações Metrológicas


1 OBJETIVO

Esta Norma estabelece os procedimentos para verificação e inspeção de instrumentos de pesagem não automáticos (IPNA) das classes e , com carga máxima (Max) acima de 1 000 kg, exceto os instrumentos utilizados para pesagem estática de veículos.






2 CAMPO DE APLICAÇÃO

Esta Norma se aplica à RBMLQ-I e à Dimas.






3 RESPONSABILIDADE

A responsabilidade pela revisão e cancelamento desta Norma é da Dimel/Dimas.






4 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES



- Portaria Inmetro nº 233/1994 – Legislação metrológica relativa a pesos-padrão.

- Portaria Inmetro n° 236/1994 – Legislação metrológica relativa aos instrumentos de pesagem não automáticos.

- Portaria Inmetro nº 261/2002 – Estabelece disposições relativas aos instrumentos de pesagem não automáticos.


  • Ofício Circular Dimel nº 018/2000 – Estabelece procedimento para a verificação inicial de dispositivos indicadores a serem adaptados em instrumentos de pesagem não automáticos em uso no campo.

  • NIE-DIMEL-014 – Marcas de Verificação, Interdição e Reparo.

5 DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA





  • Lei nº 5.966, de 11 de dezembro de 1973 – Institui o Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, e dá outras providências.

  • Lei nº 9.933, de 20 de dezembro de 1999 – Dispõe sobre a competência do Conmetro e do Inmetro, institui a Taxa de Serviços Metrológicos, e dá outras providências.

  • Lei nº. 10.829, de 23 de Dezembro de 2003 - Reajusta os valores da Taxa de Serviços Metrológicos, e dá outras providências.
  • Resolução Conmetro nº 011/1988 – Aprova a Regulamentação Metrológica.

  • Portaria Inmetro nº 029/1995 - Vocabulário Internacional de Termos Fundamentais e Gerais de Metrologia – VIM.


  • Portaria Inmetro nº 033/1998 – Estabelece disposições relativas aos instrumentos de pesagem não automáticos adaptados às prescrições estabelecidas pela Portaria Inmetro nº 236/1994.

  • Portaria Inmetro nº 154/2005 – Estabelece as regras e procedimentos a serem adotados na execução e na cobrança dos serviços metrológicos.

  • Portaria Inmetro nº 163/2005 – Vocabulário Internacional de Termos de Metrologia Legal – VIML.

  • Portaria Inmetro n° 224/2005 – Estabelece novo parágrafo relativo à carga mínima a que se refere a Tabela 2 do subitem 3.2 do Anexo I da Portaria Inmetro nº 236/1994.

  • Portarias Inmetro/Dimel de aprovação de modelos de IPNA.

  • Ofício Circular Dimel nº 13/1998 – Encaminha cópia da Portaria Inmetro nº 033/1998 e estabelece procedimentos a serem observados nos casos de modificação dos instrumentos de pesagem não automáticos em produção (novos) ou em uso.

  • Ofício Circular Dimel nº 69/2004 – Estabelece procedimentos para aplicação do código 145 da Tabela de Taxas de Serviços Metrológicos.




6 SIGLAS

Inmetro Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial

Dimel Diretoria de Metrologia Legal

Dimas Divisão de Instrumentos de Medição de Massa


RBMLQ-I Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade - Inmetro

IPNA Instrumento de pesagem não automático

RTM Regulamento técnico metrológico

PBT Peso Bruto Total

ema erros máximos admissíveis





7 DEFINIÇÕES



7.1 Verificação de um instrumento de medição

Procedimento que compreende o exame, a marcação e/ou a emissão de um certificado de verificação, e que constata e confirma que o instrumento de medição satisfaz às exigências regulamentares.


7.2 Inspeção em serviço

Parte do sistema de controle metrológico subseqüente que decorre de uma programação de atividade de supervisão metrológica.


7.3 Instrumento de pesagem não automático (IPNA)

Instrumento que necessita da intervenção de um operador durante o processo de pesagem, por exemplo, para depositar ou retirar do receptor a carga a ser medida e também para obtenção do resultado.


Notas: a) Adicionalmente, podemos definir IPNA como sendo um instrumento que permite a observação direta dos resultados de pesagem e cujas medições são realizadas por processo de pesagem estático.

b) Nesta Norma, um IPNA é chamado simplesmente um “instrumento”.


7.4 Equilíbrio por pesos e contrapesos

Valores dos pesos metrologicamente controlados que (considerando a relação de redução de carga) equilibram a carga.


7.5 Indicação analógica

Indicação que permite a avaliação da posição de equilíbrio em frações do valor de divisão.


7.6 Indicação digital

Valor de uma grandeza fornecido por um instrumento de medição em que as marcas, geralmente compostas de uma seqüência de algarismos alinhados, não permitem a interpolação em frações do valor de divisão.


7.7 Carga máxima (Max)

Capacidade máxima de pesagem, sem considerar a capacidade aditiva de tara.


7.8 Carga mínima (Min)

Valor de carga abaixo do qual os resultados das pesagens podem estar sujeitos a um erro relativo excessivo.


7.9 Valor de divisão de verificação (e)

Valor expresso em unidades de massa utilizado para a “classificação e a verificação” de um instrumento (menor divisão).


Nota: Para instrumentos graduados de classes e , o valor de e sempre será igual a d (e=d).
7.10 Valor de divisão real (d)

Valor expresso em unidades de massa da diferença entre os valores correspondentes a duas marcas de escala consecutivas, para uma indicação analógica, ou da diferença entre duas indicações consecutivas, para uma indicação digital.


7.11 Número de divisões de verificação (n), para instrumentos com um único valor de divisão

Quociente da carga máxima (Max) pelo valor de verificação (e), ou seja: n = Max/e.


7.12 Exame da conformidade

Exame efetuado num instrumento que permite verificar a conformidade ao modelo aprovado, de acordo com as exigências regulamentares específicas.


7.13 Instrumentos de múltiplos valores de divisão

Instrumentos que possuem uma só faixa de pesagem, a qual é dividida em faixas de pesagem parciais cada uma com valor de divisão diferente, sendo a faixa de pesagem determinada automaticamente conforme a carga aplicada, tanto para cargas crescentes como decrescentes.


7.14 Instrumentos de múltiplas faixas

Instrumentos que possuem duas ou mais faixas de pesagem com diferentes cargas máximas e diferentes valores de divisão para o mesmo receptor de carga, cada faixa estendendo-se de 0 (zero) a sua respectiva carga máxima.


7.15 Outras Definições

Ver anexo III da Portaria Inmetro nº 236/94 (Terminologia), em especial quanto:

- à construção dos instrumentos: dispositivos principais, subitem 2.1 e dispositivo indicador, subitem 2.4; e,

- aos dispositivos complementares (de nivelamento, de retorno a zero, de tara, de trava, estabilizador de indicação, de seleção, auxiliar de verificação), subitem 2.7.



8 DOCUMENTOS E MATERIAIS
Na execução da verificação de IPNA, devem ser utilizados os seguintes documentos e materiais:
8.1 Documentos:

a) Documentos listados nos item 4 e 5 desta Norma;

b) Certificados e marcas de verificação;

c) Notificação para Reparo, Auto de Infração, Auto de Apreensão/Interdição, Etiqueta Instrumento Incorreto, Cartão de Interdição;

d) Etiqueta de Inventário, Termo de Ocorrência, Relatório de Verificação Metrológica;

e) Guia de Recolhimento da União – GRU

f) Laudo Pericial e Nota de serviço de oficina
8.2 Materiais
8.2.1 Padrões de trabalho

Os pesos-padrão devem ser calibrados ou verificados, atender aos ema do RTM aprovado pela Portaria Inmetro n° 233/94 e não apresentar erros superiores a 1/3 do ema para o instrumento na carga considerada.


8.2.1.1 Rastreabilidade

Os pesos-padrão devem ser rastreados aos padrões nacionais. Esses pesos devem portar etiqueta, aposta no seu estojo de acondicionamento, indicando: número de registro de controle metrológico e data da próxima calibração ou verificação. Os pesos-padrão devem ser calibrados ou verificados anualmente.


8.2.1.2 Substituição de pesos padrão

Para os ensaios dos instrumentos com Max maior que 1t, no lugar de pesos padrão qualquer outro material de carga constante pode ser utilizado, desde que sejam usados pesos padrão de pelo menos 1 tonelada ou 50% de Max, o que for maior. No lugar de 50% de Max a fração de pesos padrão pode ser reduzida a:



  • 35% de Max, se o erro de fidelidade não for maior que 0,3.e;

  • 20% de Max, se o erro de fidelidade não for maior que 0,2.e.

O erro de fidelidade deve ser determinado com uma carga em torno de 50% de Max, que é colocada 3 vezes no receptor de carga.
8.2.2 Régua metálica com divisão em milímetros;
8.2.3 Nível de bolha;
8.2.4 Calculadora;
8.2.5 Veículo de média capacidade com PBT igual a 8 000 kg, equipado com guincho hidráulico ou talha para no mínimo 500 kg.
8.2.6 Equipamento de Proteção Individual (EPI).
8.2.7 Materiais de selagem

a) Selos (lacres) numerados seqüencialmente;

b) Arame apropriado ao tipo de selo;

c) Ferramentas, tais como: chave de fenda, alicate de corte, alicate universal, alicate de bico e espátula.


8.2.8 Materiais para manuseio

a) Luvas, tecidos e outros materiais apropriados ao manuseio de pesos.


8.3 Proteção e manuseio dos pesos-padrão transportados

a) O veículo utilizado para o transporte dos pesos deve ter local apropriado com trava de fixação e acondicionamento.

b) O transporte dos pesos do veículo até o local, onde está instalado o instrumento, deve ser feito com auxílio de carrinho apropriado para tal.

c) Devem ser observados os aspectos ergonômicos no manuseio dos pesos pelos agentes que realizam a verificação. O manuseio repetitivo de cargas deve ser feito com cuidado e orientação quanto a aspectos de saúde ocupacional.

d) Os pesos devem ser manuseados e transportados com cuidado, evitando-se choques nos mesmos e atrito em sua superfície.

9 CONDIÇÕES GERAIS DE VERIFICAÇÃO
9.1 Verificação Inicial

Na verificação inicial, devem ser observados os meios para a verificação, a conformidade ao modelo aprovado e/ou ao regulamento pertinente, a inspeção visual e os ensaios, de acordo com os procedimentos desta Norma.

O instrumento deve ser ensaiado no momento da instalação e pronto para uso, a menos que ele possa ser transportado montado, e instalado após a verificação inicial.

A verificação inicial pode ser executada nas dependências do fabricante ou em qualquer outro local, se o transporte do instrumento para o local de utilização não exigir nenhum novo trabalho técnico, através do qual a exatidão da indicação do instrumento possa vir a ser afetada, e se a diferença da aceleração da gravidade entre os locais de ensaio e de uso for considerada ou se a exatidão da indicação do instrumento não for influenciada por essa diferença.


Notas: a) Os dispositivos indicadores eletrônicos digitais, para serem adaptados aos instrumentos de pesagem, devem ser de modelo aprovado e ter sido aprovados em verificação inicial.

b) Na verificação inicial de dispositivos indicadores eletrônicos, devem ser observadas as instruções constantes do ofício circular da Dimel nº 018/00.

c) Na verificação inicial dos instrumentos simples, deve ser dada atenção referente às exigências estabelecidas no item 6 do RTM aprovado pela Portaria Inmetro nº 236/1994. Os detalhes específicos a serem examinados são, dentre outros: indicadores, marcas de escala, batentes, pesos corrediços, componentes de equilíbrio, cutelos, coxins, guias, dispositivos de trava e demais exigências constantes dos itens 3 e 4 do RTM, enquanto aplicáveis.
9.1.1 Conformidade

Deve ser realizado exame de conformidade do instrumento ao modelo aprovado e/ou às exigências do RTM:



  • Exames Funcionais

- Verificar os dispositivos quanto ao seu funcionamento correto, tais como: dispositivo de retorno a zero, tara, dispositivos calculadores e as funções de comando do teclado;

- Verificar as características metrológicas;

- Verificar nos instrumentos de múltiplos valores de divisão os pontos de mudança do valor de (e);

- Ao ligar, verificar nos instrumentos eletrônicos a existência de um procedimento especial, que mostre todos os sinais importantes do indicador, em seus estados ativo e não ativo, em período suficientemente longo para que possam ser observados pelo operador.


9.1.2 Ensaios em verificação inicial

Na verificação inicial, a maneira e ordenação da realização dos ensaios dependem em parte da linha de produção do fabricante. Pode, por exemplo, algum ensaio ou operação de controle ser executado separadamente em um conjunto de instrumentos por razões de economia e produtividade.

A execução dos ensaios deve obedecer à seguinte ordem:

- Pré-carregamento;

- Exatidão do dispositivo de zero;

- Pesagem;

- Excentricidade

- Mobilidade;

- Sensibilidade;

- Fidelidade;

- Exatidão do dispositivo de tara;

- Tara; e

- Estabilidade de equilíbrio (se aplicável).
Na verificação inicial, os ensaios de exatidão de zero e de tara, de mobilidade e de sensibilidade podem ser realizados por amostragem em 3 instrumentos ou 10% dos instrumentos apresentados para verificação, o que for maior.
9.1.3 Meios para verificação

Os fabricantes, importadores, representantes legais e oficinas permissionárias devem colocar à disposição do órgão metrológico competente os meios materiais e o pessoal necessário à execução da verificação inicial.


9.2 Verificação subseqüente

Nas verificações subseqüentes, só devem ser realizados inspeção visual e ensaios, de acordo com os procedimentos desta Norma.

Os instrumentos devem atender aos erros máximos admissíveis na verificação inicial.

Sendo o instrumento aprovado, devem ser apostas as marcas de verificação e selagem.


Notas: a) Quando da instalação de dispositivo indicador eletrônico digital em instrumentos em utilização (acoplamento ou substituição do indicador mecânico original), o responsável pela instalação deve fixar no instrumento modificado uma placa de identificação própria, em local de fácil visibilidade, onde devem constar as seguintes inscrições indeléveis: nome e endereço do responsável; CNPJ do responsável; número de registro no órgão metrológico; carga máxima; carga mínima; e valor de divisão, após a instalação.

A placa de identificação do instrumento original deve permanecer. Tais exigências estão em conformidade com o estabelecido nas portarias de aprovação dos dispositivos indicadores.

b) O valor da carga máxima não pode ser aumentado.
9.2.1 Ensaios em verificação subseqüente

A execução dos ensaios deve obedecer à seguinte ordem:

- Pré-carregamento;

- Exatidão do dispositivo de zero;

- Pesagem;

- Excentricidade;

- Mobilidade;

- Sensibilidade;

- Fidelidade;

- Exatidão do dispositivo de tara;

- Tara (se aplicável); e,

- Estabilidade de equilíbrio (se aplicável).


Nas verificações subseqüentes, os ensaios de mobilidade e sensibilidade só necessitam ser realizados se houver indícios, de que o instrumento não está apresentando resposta à aplicação de sobrecargas para a determinação dos erros de indicação.
9.3 Inspeção em serviço

Na inspeção em serviço, só devem ser realizados a inspeção visual e os ensaios, de acordo com os procedimentos desta Norma. Os instrumentos devem atender aos erros máximos admissíveis em serviço, que são o dobro daqueles aplicados na verificação inicial e na verificação subseqüente.

A inspeção em serviço decorre de programação da atividade de supervisão metrológica, de uma denúncia ou de trabalho em conjunto com outros órgãos de defesa do consumidor; portanto, não deve haver cobrança de taxa metrológica.
9.3.1 Ensaios de Inspeção em serviço

A execução dos ensaios deve obedecer à mesma ordem dos ensaios da verificação subseqüente.


9.4 Local de instalação

O agente metrológico deve observar os seguintes aspectos relativos ao local de instalação:

a) Se o instrumento encontra-se instalado em local bem iluminado e que permita a sua verificação;

b) No caso de instrumento para transações comerciais, o detentor deve instalar e usar o instrumento, de forma que o consumidor e o operador possam observar, simultaneamente e claramente, a pesagem das mercadorias e o peso indicado;

c) Se o instrumento está instalado em base sólida, e se não está exposto a correntes de ar que afetem a indicação;

d) Se o instrumento está nivelado (se sua construção exigir); e,

e) Se as instalações elétricas ao redor influenciam o instrumento (rádio transmissores, equipamento de solda, uma ponte de guindaste ou simples lâmpadas fluorescentes); enquanto essas fontes estiverem operando, observar a indicação para detectar qualquer falha. Se ocorrerem falhas significativas, enquanto outras instalações estiverem sendo utilizadas, então o ambiente está aparentemente muito severo para o instrumento, o qual não deve ser verificado até que alguma ação protetora tenha sido tomada, exceto no caso de inspeção em serviço.
Nota: Em instrumentos eletrônicos, uma falha é considerada significativa se a diferença entre a indicação do resultado do peso devido a uma perturbação e a indicação do resultado da pesagem sem perturbação exceder o valor de (e).
9.5 Marcas de verificação e selagem

A verificação é comprovada por marcas de verificação e deve ser observada a NIE-DIMEL- 014.


9.5.1 Emissão de certificado

A emissão de certificado de verificação para IPNA das classes e não é prevista. Certificado ou laudo de exame, detalhado com os resultados da verificação, pode ser emitido a pedido do detentor do instrumento ou em caso de perícia metrológica, respectivamente.


9.5.2 Posição das marcas de verificação

Os instrumentos devem ter um local definido, que permita a aposição das marcas de verificação, constituída por uma etiqueta adesiva. Este local deve:

a) Ser de tal maneira que a peça na qual ele se encontra, não possa ser retirada do instrumento sem destruir as marcas de verificação;

b) Possibilitar uma colocação fácil, sem alterar as qualidades metrológicas do instrumento;

c) Ser visível sem que seja necessário deslocar o instrumento, quando em uso.
9.5.3 Selagem

Os pontos de selagem existentes devem ser protegidos por selos (lacres).

A portaria de aprovação de modelo pode exigir também segurança de componentes, cuja desmontagem ou desregulagem possa alterar as características do instrumento, sem que estas alterações sejam claramente visíveis.

10 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS DAS VERIFICAÇÕES
10.1 Inspeção visual

O instrumento deve estar limpo para ser efetuada a verificação.


9.1.1 Exames funcionais

O agente metrológico deve observar:

a) O estado de conservação, abrangendo: estrutura e componentes mecânicos (ORIGINAIS) íntegros, existência de protetor de mostrador (para equilíbrio automático e semi-automático), se a leitura dos resultados é segura, fácil e não ambígua;

b) Se não possui evidência de uso fraudulento: uso de peça ou parte estranha ao instrumento destinada ou apropriada para falsificar resultados de pesagem (indicados, processados ou memorizados);

c) Se o instrumento está corretamente equilibrado e ajustado no valor zero, antes de ser utilizado;

d) Os sinais relevantes (teste de segmentos de dígitos) ao ligar o instrumento;

e) Se o teclado funciona corretamente (conforme funções descritas na portaria de aprovação do modelo), bem como os dispositivos de ajuste e de trava, se existentes;

f) Se o funcionamento dos dispositivos indicador de zero e de tara está claramente visível para o consumidor;

g) A impressão clara e permanente, algarismos com pelo menos 2 mm de altura, símbolos das unidades de medida e sua posição após ou acima dos valores, impressão das indicações primárias;

h) Se apresenta impressos no tíquete, os dados relativos ao resultado da pesagem (peso bruto e/ou peso líquido, tara) e demais dados fornecidos pelo instrumento de pesagem, quando aplicável.


Notas: a) No caso de ocorrer uma falha considerada não significativa mesmo que superior a (e), deve-se notificar o detentor do instrumento. Ver subitens 5.5.5 a 5.5.8 do Anexo III do RTM.

b) Não deve ser possível passar para um valor de tara menor que o inicial, durante uma operação de pesagem; a impressão não deve ser possível se a indicação não estiver estável (casos de possibilidade de fraude).

c) Para os instrumentos em uso, de equilíbrio automático e semi-automático, que foram colocados no mercado segundo a Portaria MTIC nº 63/44, aplicam-se os requisitos técnicos da lista de controle aprovada pela Portaria Inmetro nº 261/2002.

d) Instrumentos da classe de exatidão só podem ser utilizados para determinados fins comerciais autorizados, conforme subitem 12.12 do RTM.

e) Para os instrumentos em uso, que se destinam a ser operados por um futuro comprador com a finalidade que este saiba o peso e, quando adequado, o preço das mercadorias por ele selecionadas, seja como um instrumento de conferência de pesagem, seja como de auto-serviço, deve ser um instrumento de indicação automática, conforme subitem 12.13 do RTM.
10.2 Inscrições descritivas

9.2 Inscrições descritivas

Verificar se a simbologia e grafia estão corretas (grandezas física e monetária).

Verificar se as inscrições obrigatórias estão indicadas, conforme o constante na portaria de aprovação de modelo.

As inscrições descritivas devem ser indeléveis e possuir dimensões, forma e clareza que permitam uma leitura fácil. Elas devem ser agrupadas em uma placa de identificação, fixada ao instrumento ou sobre seu próprio corpo, em um local de fácil visibilidade.

As inscrições: Max ...; Min ...; e (e) ..., devem ser repetidas próximas à indicação do resultado, se elas já não se encontram localizadas lá.
10.2.1 Inscrições Obrigatórias

- marca ou nome do fabricante ou marca autorizada conforme subitem 8.4 do RTM;

- indicação da classe de exatidão, na forma: (para exatidão média) e (para a exatidão ordinária);

- carga máxima, na forma: Max ...;

- carga mínima, na forma: Min ...;

- valor de divisão de verificação, na forma: e = ....


Notas: a) Para instrumentos aprovados pela Portaria MTIC nº 63/44, são admitidas inscrições na forma antiga (C. Max., C. Min., d) ou por extenso. Esses instrumentos não portam o símbolo da classe de exatidão.

b) Outras inscrições podem ser exigidas conforme a portaria de aprovação de modelo.




11 ENSAIOS
11.1 Condições normais de ensaio

Os erros devem ser determinados sob condições normais de ensaio. Quando o efeito de um fator estiver sendo avaliado, todos os outros fatores de influência devem permanecer constantes, em valor próximo ao normal.

Caso exista documentação, deve-se examiná-la para se familiarizar com o instrumento.
11.2 Posição de referência antes dos ensaios

Antes de ser iniciado o ensaio, verificar se o instrumento se encontra partindo do zero.

Para um instrumento passível de ser inclinado, este deve ser nivelado na posição de referência (de acordo com o nível de bolha do instrumento), exceto na situação de inspeção em serviço.
11.3 Pré-aquecimento

Deve ser observado o tempo suficiente para o aquecimento do instrumento, que se encontra descrito no seu indicador; caso não exista informação, respeitar um tempo mínimo de 15 minutos, após o instrumento ser ligado.


11.4 Pré-carregamento

Antes de cada ensaio de pesagem, o instrumento deve ser pré-carregado uma vez até a carga máxima (Max), ou até a carga limite (Lim), se definida.


11.5 Retorno a zero automático e manutenção de zero

Durante cada ensaio, quando aplicável, o efeito do dispositivo automático de retorno a zero ou do dispositivo de manutenção de zero pode ser eliminado ou suprimido, começando-se o ensaio com uma carga igual a 10e.

Uma maneira de se determinar o estado desses dispositivos é a seguinte:

a) se, após adicionar 20 pesos de 0,1e o instrumento mostrar uma leitura diferente de zero, então o dispositivo é inexistente ou não está em operação;

b) se, após adicionar 20 pesos de 0,1e o instrumento ainda mostrar zero, então os dispositivos ainda estão em operação.
11. 6 Instrumento de múltiplas faixas

Cada faixa deve ser ensaiada como um instrumento separado.


11.7 Instrumentos de múltiplos valores de divisão


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