Vias de administraçÃo de fármacos



Baixar 0.54 Mb.
Página3/9
Encontro11.07.2018
Tamanho0.54 Mb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9

Introdução


A quimioterapia é um tratamento contra doenças infecciosas ou contra o câncer que utiliza agentes químicos, os chamados agentes quimioterápicos. Quando destinados a impedir o crescimento de células cancerosas tais agentes recebem o nome de agentes antineoplásicos.

Enquanto não há um recurso que cure definitivamente o câncer, a quimioterapia continua sendo uma das armas mais eficazes no combate a esse mal. Em virtude disso, diversas pesquisas são feitas a procura de quimioterápicos cada vez mais eficientes e que causem menos efeitos indesejáveis aos pacientes submetidos a tratamento.

O objetivo desse site é mostrar como surgiu a quimioterapia do câncer e falar sobre os principais agentes neoplásicos, bem como seus usos e seus efeitos indesejáveis.

O câncer é uma neuroformação celular anárquica, em que células do organismo, iniciam um processo rápido e incontrolável de divisão e crescimento autônomo, rompendo assim, o equilíbrio do organismo. Essas células independentes formam um tumor que se divide, invadem e matam os tecidos adjacentes normais.


Causas do câncer


Existem muitas causas para o câncer, muitas delas conhecidas. Um dos casos mais documentados, é a exposição a compostos químicos denominados carcinogênicos.

Conheça alguns compostos químicos considerados carcinogênicos:



Aflatoxina B1-Substância produzida por certos microorganismos que pode ser encontrada no mofo de amendoins e castanhas.

Espécies organocloradas- Muitas substâncias organocloradas provocam câncer, um exemplo bastante conhecido é o DDT (dicloro-difenil-tricloroetano), substância usada como inseticida no combate de pragas agrícolas.

Benzeno- Substância com papel extremamente importante na indústria

Azocorantes- Substâncias utilizadas como corante.

Hidrocarbonetos policíclicos aromáticos- Os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos constituem uma família de compostos caracterizada por possuírem dois ou mais anéis aromáticos. Essas substâncias e seus derivados nitrados e oxigenados são encontrados em misturas complexas em todo o ambiente. Como exemplos, temos o antraceno.

Fumaça de cigarro: A combustão incompleta do material orgânico do tabaco, lança no ar mais de 4700 diferentes compostos, entre eles, compostos carcinogênicos, como, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, cloreto de vinila e benzeno.
Histórico

A história moderna da quimioterapia do câncer começou durante a II Guerra Mundial, com a demonstração de que diversos compostos da mostarda nitrogenada, agentes da guerra química, agiam como agentes alquilantes e eram eficazes no tratamento da doença de Hodgkin, linfomas malignos, leucemias crônicas e leucemias associadas. Em 1944, foi demonstrado que o glicocorticóides possuíam profundo efeito sobre o volume, estrutura e função do tecido linfóide. Subseqüentemente o efeito foi utilizado no controle da leucemia humana. Nos anos seguintes, a prednisona e a prednisolona substituíram o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), cortisona e hidrocortisona em protocolos de drogas indicadas para combater doenças linfoproliferativas e mieloproliferativas.

Em 1948, Farber e associados obtiveram remissões temporárias em crianças com leucemia aguda que receberam o antagonista do ácido fólico ácido 4-aminopteroilglutâmico (aminopterina). Essa molécula especialmente sintetizada foi o primeiro antimetabólito a produzir resultados inequivocamente benéficos em uma doença neoplásica humana. A conduta do antagonista do folato levou ao desenvolvimento de inibidores competitivos da purina e pirimidinas que interferiam na síntese dos ácidos nucleicos em células neoplásicas em rápida multiplicação, num grau que foi demonstravelmente supressor tumoral.

O primeiro antibiótico com atividade contra tumores humanos foi a actinomicina D. Introduzida como fármaco anticâncer em 1952, a dictinomicina (actinomicina D) hoje é curativa em vários pacientes com tumor de Wilms e coreocarcinomas uterinos. Os efeitos anticâncer dos alcalóides da vinca extraídos da pervinca (Vinca rosea), foram demonstrados inicialmente em animais com leucemia experimental em 1960. No mesmo ano, a viblastina foi considerada útil no tratamento das leucemias agudas, doença de Hodgkin e adenocarcinoma do cólon. Os primeiros relatos do uso da carmostina, o protótipo do grupo nitrosuréia de substâncias citotóxicas, contra doenças malignas humanas surgiram em 1966.

Em 1967, foi observado que a enzima L-asparaginase produzia remissões em alguns pacientes com leucemia aguda. O primeiro dos complexos de metais pesados a ter significativo sucesso no tratamento do câncer humano foi a cisplatina, introduzido em 1969. Na sua maioria, outras drogas anticâncer possuem história semelhantemente curta de aplicação humana.

Drogas Antineoplásicas


Agentes alquilantes antineoplásicos

São compostos eletrofílicos reativos capazes de alquilar os átomos nucleofílicos de oxigênio, nitrogênio ou enxofre em moléculas biologicamente importantes. Tal alquilação tem o efeito de inibir a divisão e o crescimento celular.

Exemplos de agentes alquilantes:

Tiotepa


Antibióticos:

Vários antibióticos exercem atividades antineoplásicas devido às suas propriedades citotóxicas. Atuam através da ligação ao DNA para produzir complexos irreversíveis que inibem a divisão celular.

Antimetabólitos:

Os antimetabólitos possuem grande semelhança estrutural com o ácido fólico e a purina e bases pirimidínicas envolvidas na síntese de DNA e RNA em certas enzimas. Diferem na disposição molecular do metabólito em grau suficiente para servir como inibidores competitivos. O efeito inibitório é reação-específico e freqüentemente pode ser revertido através do fornecimento do produto de reação suprimida. Os antimetabólitos caracteristicamente interferem no crescimento das células rapidamente proliferativas em todo organismo.

Alacalóides da vinca:

A vimblastina e a vincristina, os dois alcalóides em uso clínico, são substâncias diméricas assimétricas quase idênticas em estrutura. A atividade antineoplásica dos alcalóides da vinca foi atribuída à sua capacidade de interromper a divisão celular na metáfase através da ligação à proteína microtubular, tubulina, que forma o fuso mitótico.

Agonistas e antagonistas hormonais:

Os adrenocorticosteróides, estrogênios, antiestrogênios, androgênios, agentes progestacionais e fatores de liberação da gonadotrofina possuem um papel no controle do câncer.




Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5   6   7   8   9


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal