Vias de administraçÃo de fármacos



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MEDICINA DE VIAGEM


(http://www.buziosbrasil.com/2001/saude.htm)
A Medicina de Viagem, está diretamente envolvida com o desenvolvimento de novas vacinas, novas estratégias de prevenção contra doenças infecciosas e informação digital aos turistas e profissionais de saúde, assegurando assim uma viagem mais tranquila, sem sobressaltos à saude dos viajantes.

A segurança pessoal através de um seguro de saúde para o viajante é outro importante fator que deve merecer uma grande atenção por parte do médico que orientará o seu cliente partindo em viagem. Recentes estatísticas americanas mostraram que acidentes de veículos automotores são responsáveis por 25% das ocorrências de morte em viajantes e outros traumas e acidentes, incluindo afogamento e queda de altura por 15%.

O viajante que retorna com mudanças no seu estado de saúde deve ser avaliado levando em conta os fatores geográficos e de incidência de determinadas doenças das áreas visitadas, devendo o seu clínico atentar para os diagnósticos diferenciais de doenças tropicais ou mais comuns em outras áreas do que na de origem do viajante.

 Entre 30 e 60% dos viajantes em geral são afetados pela "diarréia do viajante". Um ataque típico dura de 3 a 5 dias. Os patógenos causais são em geral adquiridos por contaminação fecal-oral, devendo ser adotadas medidas estratégicas de prevenção que incluem seleção cuidadosa de alimentos e água. É sabido que o risco de adquirir a "diarréia do viajante" decresce com o aumento do estágio de desenvolvimento da região visitada.


CUIDADOS COM A TERCEIRA IDADE

1. O Idoso não se ajusta tão bem às mudanças climáticas,daí a moderação na dieta e na atividade física é aconselhável. Calor/Frio extremos podem agravar muitos problemas médicos.

2. Aqueles que tem doenças crônicas ou tomam remédios de uso contínuo, devem consultar seu médico sempre antes de viajar. Os remédios devem ser mantidos à mão e quantidades suficientes dos medicamentos devem ser providenciadas. Leve um registro clínico e uma lista de medicamentos pelo seu médico ou da Clínica de Medicina de Viagem.
Kit de Emergência e medicamentos: Faça o seu próprio, contendo no mínimo.. Antialérgicos, antissépticos, termômetro, antidiarreico, antitérmico, filtro solar, material para curativos, seus medicamentos de uso habitual, o ultimo eletrocardiograma em caso de ser portador de problema cardíaco, insulina com seringas e agulhas se for o caso, repelente de mosquitos, óculos reserva, comprimidos para esterilização de água etc.
 Lembre-se! Desfrute do seu merecido lazer. Não exagere. Não se esqueça dos conselhos do seu médico. Não se esqueça de tomar os seus remédios e lembre-se que a diferença de fusos horários pode fazer você perder doses. Faça todas as vacinas recomendadas na Clínica de Vacinas ou de Medicina de Viagem da sua cidade. Não se arrisque, se não estiver seguro, simplesmente não o faça, em quaisquer situações.

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PLANTAS TÓXICAS

(http://www.santalucia.com.br/emergencia/plantastoxicas/default.htm)


São belas e enfeitam os nossos jardins e casas. porém, destilam veneno. As substâncias tóxicas produzidas por algumas plantas ornamntais causam sérios danos ao organismo, como lesões nos olhos e na pele, e podem levar à morte. As crianças são as principais vítimas. A seguir, as principais plantas tóxicas do Brasil, encontradas praticamente em qualquer lugar:
COMIGO-NINGUÉM-PODE

Outros nomes: aninga-do-Pará

Nome científico: Dieffenbachia picta (família das Aráceas)

Parte tóxica: Todas as partes da planta

Princípio ativo: oxalato de cálcio, saponinas.

Sintomas: A ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, inchaço de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia. O contato com os olhos podem provocar irritação e lesão da córnea.

COPO-DE-LEITE

Nome científico:Zantedeschia aethiopica (família das Aráceas)

Parte tóxica:todas as partes da planta

Princípio ativo: oxalato de cálcio

Sintomas:Semelhantes aos do comigo-ninguém-pode: Queimaduras na pele, inchaço na boca quando há contato com a seiva. Nos olhos, pode provocar irritação e lesão da córnea. A ingestão causa náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia.

BICO-DE-PAPAGAIO

Outros nomes: rabo-de-arara, papagaio

Nome científico: Euphobia pulcherrima (família das Euforbiáceas)

Parte tóxica: todas as partes da planta

Princípio ativo: látex irritante

Sintomas: A seiva leitosa causa inflamação na pele e mucosas da boca, inchaço de lábios e língua, dor em queimação e coceira. Se for nos olhos, provoca irritação, lacrimejamento, inchaço das pálpebras e dificuldade de visão. A ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia.

COROA-DE-CRISTO

Nome científico: Euphobia milii (família das Euforbiáceas)

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Princípio ativo: látex irritante

Sintomas: O contato causa lesão na pele e mucosas, irritações nos lábios e mucosas da boca, dor em queimação e coceira. Nos olhos, lacrimejamento, inchaço das pálpebras e dificuldade de visão. Se a pessoa ingere alguma parte da planta, sente náuseas, vômitos e diarréia.

ESPIRRADEIRA

Outros nomes: oleandro, louro rosa

Nome científico: Nerium oleander (família das Apocináceas)

Parte tóxica: todas as partes da planta

Princípio ativo: glicosídeos cardiotóxicos

Sintomas: A ingestão ou o contato com a látex podem causar dor com queimação na boa, salivação, náuseas, vômitos intensos, cólicas abdominais, diarréia, tonturas e distúrbios cardíacos que podem levar a morte.



Como prevenir acidentes

 Mantenha as plantas venenosas fora do alcance das crianças.

 Conheça as plantas venenosas existentes em sua casa e arredores. Ligue para o Centro de Intoxicação de sua região em caso de dúvida.

 Evite preparar remédios ou chás caseis com plantas sem orientação médica.

 Tome cuidado ao podar as plantas que liberam látex provocando irritação na pele e nos olhos. Use luvas e lave bem as mãos depois dessa atividade.

 Procure imediatamente orientação médica em casos de acidente.



Como ocorre a intoxicação


Os efeitos causados pelas plantas tóxicas no organismo variam de acordo com o tipo de veneno e a quantidade ingerida. Vão desde cólicas abdominais à morte, passando por irritações na pele, convulsões e vômito.
PARADA RESPIRATÓRIA

Ao comer alguma parte de comigo-ninguém-pode ou copo-de-leite, ocorre um depósito de pequenos cristais na mucosa da boca e da língua, provocando uma inflamação no local. Em alguns casos, os cristais podem atingir a glote, obstruindo a passagem de ar através da traquéia e dos brônquios até os pulmões.


QUEIMADURAS

O contato da seiva ou leite de espécies como bico-de-papagaio e coroa-de-Cristo com a pele causa queimaduras na região atingida. Se o contato for nos olhos, pode ocorrer um inchaço nas pálpebras.


PROBLEMAS GASTROINTESTINAIS

O consumo da semente oleosa do pinhão paraguaio, por exemplo, provoca a liberação da toxoalbumina no organismo. Essa substância, quando chega aos intestino, irrita as paredes intestinais, causando diarréia e vômito. Os sintomas podem ser semelhantes ao do cólera.



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FARMÁCIA

(http://www.santalucia.com.br/emergencia/farmacia/default.htm)



A medicação certa

Serviços


Setor de dispensação

  • Responsável pela distribuição de medicamentos, conta com amplas instalações que possibilitam a armazenagem e a conservação dos produtos e sua distribuição individual e direta, assegurando qualidade e segurança ao paciente.

Central de Manipulação Farmacotécnica

  • Preparo e o controle de qualidade dos produtos antissépticos, saneantes e domi-sanitários utilizados pelo Hospital.

Central de Nutrição Parenteral

  • Soluções manipuladas de forma individual e específica, obedecendo a efetivo controle de qualidade, garantido por modernos equipamentos de última geração e pela capacitação técnica da equipe.

Central de Quimioterápicos

  • Responsável por medicamentos específicos para tratamento oncológico de pacientes internos e ambulatoriais.

Equipe

  • farmacêuticos

  • auxiliares de enfermagem

  • auxiliares administrativos

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SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DO ESTADO FÍSICO

(http://www.santalucia.com.br/emergencia/anestesia/default.htm)

Estado físico 1: Nenhuma alteração orgânica, fisiológica, bioquímica ou psiquiátrica.

Estado físico 2: Alteraçào sistêmica leve ou moderada causada pela doença cirúrgica ou por outro processo patológico: (Ex.: hipertensão arterial contralada, tabagismo, idade menor de 1 ano e maior de 70 anos etc.)

Estado físico 3: Alteração sistêmica grave de qualquer causa, mesmo que não seja possível definir o grau de incapacitaçào. (Ex.: angina, obesidade mórbida, hipertensão mal controlada etc.)

Estado físico 4: indicativo de paciente com alterações sistêmicas graves causando perigo de vida, nem sempre corrigíveis pela cirurgia (Ex.: angina instável, falência, hepato-renal etc.)

Estado físico 5: Paciente moribundo, com pouca chance de sobrevivência, mas que é submetido à cirurgia em última instância.

Estado físico 6: Paciente doador de órgãos.


Exames Laboratoriais sugeridos:



ASA I

< 50 a
51 – 65 a
66 – 75 a
> 75 a



Hb/Ht
Hb/Ht, ECG
Hb/Ht, ECG, Creat, Glic
Hb/Ht, ECG, Creat, Glic, RX Tórax



ASA II c/ doença CV




Hb/Ht, ECG, Creat, RX Tórax
Se usar diuréticos: Na+, K+



ASA II C/ diabetes




Hb/Ht, ECG, Creat, Glic, Na+, K+

ASA III/IV/V




Hb/Ht, ECG, Creat, Glic, RX Tórax
Na+, K+ + Exames de acordo com a doença

Validade dos exames: 01 ano para pacientes ASA I E ASA II



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PSIQUIATRIA BIOLÓGICA — O SURGIMENTO DA CLORPROMAZINA

(http://www.santalucia.com.br/psiquiatria/default.htm)

DR. J. CAVENDISH*
No decorrer de minha atividade profissional, que se aproxima rapidamente a cinqüenta anos, tive privilégio de testemunhar, acompanhar e participar de dois marcos históricos da ciência psiquiátrica: o aparecimento do primeiro psicofármaco dirigido ao tratamento etiológico das doenças mentais, na década de 50 e, nas décadas seguintes, o reconhecimento da organicidade como substrato etiológico das enfermidades psiquiátricas, até então consideradas como dependentes de fatores dinâmicos, ”psicológicos”, segundo as teorias de inspiração freudianas.

O surgimento da clorpromazina e sua utilização terapêutica em todo o mundo estabeleram uma revolução na assistência psiquiátrica manicomial. Um psiquiatra contemporâneo teria dificuldade de perceber o impacto que a clorpromazina causou à prática da especialidade no início da década de cinqüenta.

Dado a inexistência de medicamentos que possibilitassem a vida do doente mental em sociedade, aumentava a cada ano o número de pacientes hospitalizados em manicômios. Dentro das paredes dessas instituições, abarrotadas e com a aparência de presídios, “vivia” enorme número de doentes simplesmente ali depositados.

A síntese da clorpromazina e sua aplicação sistemática modificaram cenários e atores dessa tragédia humana. De mero depósito de doentes, esses hospitais passaram a apresentar um desempenho médico mais definido e melhor dirigido. Duas conseqüências da ação da clorpromazina logo se evidenciaram: a) humanização do ambiente manicomial através da ação sedativa da substância, que tornava possível o controle eficiente das agitações psicóticas e b) a possibilidade de iniciar a ressocialização de pacientes que até então não tinham qualquer condição de permanecer algum tempo (fins de semana) em suas casas.

Outro fenômeno igualmente importante creditado à clorpromazina foi o fato de que ela não era apenas um heróico estabilizador do comportamento psicótico, mas também um medicamento que agia sobre a sintomatologia psicótica com significativa atenuação da mesma. Ainda hoje a clorpromazina é um elemento de aferição para os modernos antipsicóticos.

O largo e extenso caminho aberto pela clorpromazina mostrou-se, porém, com freqüência cada vez maior, pontilhado por uma miríade de substâncias outras destinadas ao tratamento das doenças psiquiátricas. Passados cerca de 50 anos, vemos, na atualidade, um arsenal terapêutico verdadeiramente abundante e competente, relegando as terapêuticas empíricas do passado aos museus da Medicina. A psiquiatria beneficiou-se de uma acelerada metamorfose dos métodos de tratamento no envolver desse quase meio século. O sucesso indiscutível da psicofarmacoterapia iniciada pela clorpromazina trouxe, inclusive, a mudança de uma orientação terapêutica predominantemente psicanalítica para um enfoque mais biológico, que não apenas modificou a abordagem básica da patologia e do paciente, como também transformou a identidade doutrinária do psiquiatra.

Hoje, a expressão “Psiquiatria Biológica” está definitivamente instalada, transformando a especialidade numa respeitada e prestigiada área médica, onde a metodologia científica tem a primazia. Reflexo dessa posição encontramos na extensa e variada literatura psiquiátrica dos dias correntes, que aborda as extensas áreas de pesquisa, adotando, como não podia deixar de ser, a metodologia científica como principal instrumental. A orientação psicodinâmica, baseada nas diversas escolas psicanalíticas, cede passo ao estudo sistemático das doenças pelo enfoque biológico. Não se pode esquecer que os estudos semiológicos e nosológicos das doenças ditas mentais beneficiaram-se do impacto e do impulso da psicofarmacoterapia, inicialmente, e dos diagnósticos por imagem, em seguida, de tal sorte que nos dias atuais um e outro se completam e trocam simultaneamente seus “feedbacks”.

Os lançadores da clorpromazina não dormiram sobre os louros desse derivado fe- notiazínico. Algum tempo depois outros derivados foram lançados. Dois deles, a levomepromazina e a properciazina ainda hoje freqüentam, com assiduidade, as prateleiras das farmácias e as receituários de clínicos e psiquiatras.

Instalada para ficar, a psicofarmacologia lançou extensões e ramificações para todos os quadrantes da nosologia psiquiátrica. Nesses cinqüenta anos entre o lançamento da clorpromazina e o agora é difícil precisar quantos compostos químicos fizeram parte dos mercados mundiais de psicotrópicos. Vejamos, de forma resumida, algumas drogas utilizadas, quase sempre com resposta satisfatória, nas estados psicóticos de variadas etiologias: clorpromazina, tioridazina, levomepromazina, periciazina, haloperidol, triperidol, droperidol, flufenazina, penfluridol, pimozide, trifluperazina, clozapina, risperidona, olanzapina, tiotixeno, perfenazina, sulpiride e mais algumas ainda em estudo.

Na área dos estados depressivos, número talvez ainda maior de substâncias, todas elas competentes: os tricidlicos (imipramina, clomipramina, amitriptilina, nortriptilina etc.); os inibidores da mono-amino-oxidase (moclobemida); tetraciclos (maproptilina, miaserina); inibidores seletivos da recaptação de neurotransmissores, serotin e outros (fluoxetina, sertralina, fluvoxamina); outros inibidores de recaptação de neurotransmissores como mirtazpina citalopran, venlafaxina etc.

No campo dos estabilizadores do humor, para tratamento e controle dos estados mórbidos ligados aos transtornos do humor (até passado recente essa morbidade recebia o designativo de psicose Maníaco-Depressiva ): carbamazepina, oxicarbazepina, clonazepan, Valproato de sódio, ácido valproico, carbonato de lítio ou outros sais de lítio, haloperidol etc.

No campo dos ansioliticos, cujo primeiro representante foi o meprobamato, ainda na década de 50: bromazepan, cloxazolan, lorazepan, diazepan, clorazepato dipotássico, alprazolan, todos eles benzodiazepinios sujeitos a controle face à dependência química e psicológica que podem desenvolver.

No campo dos indutores de sono: (soníferos e hipnóticos) midazolan, triazolan, zopiclone, flunitrazepan, flurazepan e vários outros extraídos da flora nacional.

No campo dos anticonvulsivantes: fenitoina, os barbitúricos (fenobarbital), clonazepan, carbamazepina e mais outros já citados no campo dos distúrbios de humor.

O conhecimento de que os neurônios são células que atuam uma sobre a outra através de substâncias químicas existe desde o início deste século, porém apenas na década de 50 é que a transmissão humoral das informações de célula para célula ficou estabelecida. Isso coincide com o “boom” representado pelo aparecimento da clorpromazina e outros derivados fenotiazinicos na ordem das pesquisas. Naquela época chamavam-se de “mediadores químicos” aos atuais neurotranmissores que ocupavam as sinapses neuroniais no processo da transmissão das informações.

Ao bloqueio dessa transmissão em nível da venda sináptica nos gânglios autonômicos, simpáticos e vagais, dava-se o nome de ganglioplegia, termo que caiu em desuso. Essas noções estavam afetas à elaboração téorico-prática de Henri Laborit para estabelecer sua teoria do bloqueio autonômico para obstar a fase simpática de resposta ao “stress” intenso ou duradouro sobre o organismo animal.

Técnicas de microscópica eletrônica e de registro da atividade neural unitária foram fundamentais na teoria de que a transmissão ocorre nas sinapses interneurais através da liberação de uma substância química, o neurotransmissor. A técnica da microscopia eletrônica permitiu a descoberta da existência de pequenas vesículas localizadas no interior do terminal nervoso próximas às membranas pré-sinápticas, que contêm as substâncias transmissoras e liberam seu conteúdo na fenda sináptica quando da chegada do impulso nervoso.

A mesma microscopia eletrônica tornou possível fotografar vesículas sinápticas no ato mesmo da exocitose. São fatos que se descrevem, são arquiteturas que se explicam, são fenômenos que se fotografam. Não são elaborações imaginosas, ideações filosóficas, construções literárias que, não se embasando no material, perdem a força do convencimento, a certeza da reprodução dos fenômenos e conhecimento das leis que regem os mesmos.

Na década de 50 apenas 3 neurotransmissores (mediadores químicos) eram conhecidos: noradrenalina, acetilcolina e a histamina. Na de 60 esse número subiu para 5 com a inclusão da dopanima e da adrenalina. No início da década de 70 evidenciou-se que além do papel metabólico, o ácido gama-amino-butírico, o ácido glutaminico, o aspártico e ainda a glicínia funcionavam também como neurotransmissores.

Nestes últimos tempos vem ocorrendo uma explosão dos possíveis neurotransmissores com reconhecimento de vários peptídeos localizados nos neurônios do sistema nervoso central como possuindo também funções de neurotransmissibilidade. De degrau em degrau, cada vez mais acelerado se tornaram os conhecimentos sobre a bioquímica do encéfalo, assunto complexo, intrincado e vasto, nem sempre muito claro para o clínico, desprovido de formação técnica no setor.

Atualmente, através de técnicas de mapeamento histoquímico identificam-se as vias de diferentes neurotransmissores, criando a expressão “neuroanatomia molhada”, em que se especifica o conteúdo químico das fibras, coisas importantes para reconhecimento dos papéis funcionais dos neurotransmissores no S.N.C.

A mediação química obedece a toda uma série complexa de fenômenos biomoleculares em que tomam parte, simultaneamente, os terminais axônicos e dendríticos dos neurônios pré e pós-sinápticos. Na fenda sináptica ocorrem os fenômenos da transmissão química e da recaptação que atualmente explicam o papel terapêutico das substâncias medicamentosas das mais diversas expressões químicas que agem na placa neuronal e que impedem a recaptação de neurotransmissores, tais como a dopamina, a serotonina e outros que figuram na clínica e na terapêutica das depressões, da ansiedade (distúrbios obsessivos-compulsivos), na esquizofrenia, na doença do pânico, nas fobias sociais etc.

Cabe então ressaltar, com toda a ênfase possível, a diferença entre esses dois discursos que procuram explicar a etiologia das doenças mentais ou, de uma maneira bem mais abrangente, as doenças psiquiátricas e neurológicas, de tal sorte que, em futuro próximo, como diremos: Psiquiatria neurológica ou neurologia psiquiátrica?

Nos dias que correm, cada vez se torna maior o número de pessoas beneficiadas pela ação medicamentosa dos psicotrópicos, assim chamados por agirem na intimidade do S.N.C. Fica fácil, pois, compreender o sucesso da Psiquiatria Biológica, especialmente em doenças tais como Esquizofrenia, Transtorno Obsessivo-Compulsivo e Transtornos do humor, entre várias outras doenças.


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*Dr. J. Cavendish é psiquiatra do Hospital Santa Lúcia

(Artigo publicado no Boletim do Hospital Santa Lúcia, nº 15, em abril de 1999)

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TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL: VISÃO DO CARDIOLOGISTA

(http://www.santalucia.com.br/reposicao/default.htm)



DR. LÁZARO FERNANDES DE MIRANDA*
A medicina baseada em evidências nos leva a concluir que atualmente já é considerada negligência, omissão e má prática da arte hipocrática, a não aplicação, salvo raras e bem definidas contra-indicações, da terapia de reposição hormonal (TRH) na mulher hipoestrogênica.

É na área cardiovascular e no sentido de se evitar fraturas secundárias e a osteoporose, que reside os maiores benefícios da TRH, resultando em significativa redução da mortalidade cardiovascular e total ao longo do extenso período da pós-menopausa.

Diante de tão relevantes benefícios, concluímos que do ponto de vista cardiovascular, não há nenhuma contra-indicação absoluta - apenas algumas relativas (trombose venosa familiar idiopática, tromboflebites de repetição, mulheres grandes fumantes e insuficiência hepática) - para a necessária reposição estrogênica.

De tal forma que, ao ser consultado, o cardiologista atualizado, quase que invariavelmente, consentirá e realçará os benefícios cardiovasculares da TRH, bem como controlará eventuais condições limitantes, tais como hipertensão arterial, hipertrigliceridemia e diabetes mellitus, pois é inquestionável o favorável resultado dessa intervenção, na grande maioria dos casos.

Deve-se atribuir sempre ao ginecologista ao ginecologista a responsabilidade pela prescrição da TRH, após minuciosa avaliação uterina e mamária, bem como o estabelecimento de um inconteste convencimento da paciente, resultando numa aliança, uma real cumplicidade em relação aos inúmeros benefícios, mas também aos efeitos colaterais e às potenciais complicações a médio e longo prazos (adenocarcinoma de endométrio e neoplasias mamárias).

Isso posto, o médico optará, tanto quanto possível, por estrógenos naturais (estradiol), bem como, em busca da melhor estratégia, associará estrógeno à medroxiprogesterona, definindo também a via (oral,transdérmica etc), e os esquemas de administração.


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* Dr. Lázaro Fernandes de Miranda é Cardiologista e Coordenador Científico do Centro de Estudos do Hospital Santa Lúcia.

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PRINCÍPIO ATIVO

(http://www.rionet.com.br/~cantoverde/pa.html)


Como Planta Medicinal se define a aquela planta que contém um ou mais Princípios Ativos. Princípios Ativos são componentes químicos que conferem às plantas Medicinais, atividade terapêutica. Distribuem-se pelos diferentes órgãos das plantas de forma desigual, em função da especialização das células. Essa distribuição, em alguns casos, pode ocorrer em todas as partes das plantas (em algumas espécies) e em outras não. Por exemplo, o Ginseng concentra seu princípio ativo na raiz.

Cada parte da planta produz substâncias diferentes: princípios medicinais e substâncias tóxicas. Ex.: Confrei = alantoína (cicatrizante - na raiz)+ alcalóides (tóxico - caule).



Vejamos alguns Princípios Ativos:



ALCALÓIDES

Ação calmante, sedativo, estimulante, analgésico, anestésico


MUCILAGENS

Ação cicatrizantes, antiinflamatório, laxativo, expectorante e antiespasmódico.


GLICOSÍDIOS

Salicílicos

Ação anti-reumática e antipirética


Antraquinônicos

Ação purgante ou laxante, digestiva, colerética e colagoga


Flavonóides

Ação diurética, antiinflamatória, expectorante, antiespasmódica, tônico cardio-circulatório


Cardiotônicos e Cardioativos

Dilatador de coronárias, antiesclerótico, fortalece os vasos capilares. Aumenta a força contrátil do coração regulando seu ritmo



Sulfurados

Ação anti-séptica e estimulante estomacal


Cianogenéticos

Ação sedativa e antiespasmódica



Cumarínicos ou Lactônicos

Ação anticoagulante, antiespasmódicas, antibióticas e venotônicas



Fenólicos

Ação anti-séptica e antiinflamatória sobre os órgãos urinários


Saponínicos

Ação Diuréticas, cicatrizantes, analgésicas e expectorantes


Sulfurados

Ação antibiótica, colerética, colagoga, rubefaciente, balsâmica, anti-reumáticas


TANINOS

Adstringentes, hemostáticas, anti-sépticas, tonificantes e antimicrobianas. Ingeridos em doses elevadas, os taninos podem impedir a absorção de certos minerais como o cálcio e o ferro. As plantas mais ricas em taninos são: amieiro, avenca, bistorta, carvalho, castanheiro, chá-preto, faia, hamamélis, morangueiro(folhas), nogueira, salgueirinha, tormentilha, ulmeiro


ÓLEOS ESSENCIAIS

Bactericida, antivirótico, cicatrizante, analgésico, relaxante, expectorante, antiespasmódico. Os principais são timol (do tomilho), cineol (do eucalipto), limoneno (do limoeiro) e mentol (da laranja)


MINERAIS

Ação reconstituinte e oxidante


VITAMINAS

B(B1, B2, B6, B12, C, P) e A(A, D, E, K)


RESINAS

Purgante, anti-sépticas urinárias, antiespasmódicas, rubefacientes e anti-reumáticas. São obtidas através da incisão do caule de diversas plantas (copaíba, abeto, guaiaco, etc.)


ÁCIDOS ORGÂNICOS

Cítrico, Málico e Tartárico

São abundantes em frutos e bagas e tem como função limpar a cavidade bucal, pois aumentam a secreção salivar. Apresentam a sensação de frescor diminuindo o número de bactérias causadoras de cáries e infecções bucais. Produzem sucos gástricos e são ligeiramente laxantes e diuréticos


Salicílico

Possui três ações principais: antiinflamatória, analgésica e antipirética



Oxálico

É um dos mais abundantes no mundo vegetal. Está associado ao potássio e ao cálcio


Graxos

Juntamente com a glicerina, é o principal componente das gorduras:

Linoléico - Nosso organismo necessita, porém não produz por si mesmo. (girassol – semente, espirulina e nogueira - noz)

Oléico - principal componente do azeite de oliva, contribui para regular o nível do colesterol





FAMÍLIAS DE PLANTAS MEDICINAIS — DESTAQUES
Família das Compostas (Compositae/Asteraceae)

É a maior família botânica. compreendendo cerca de 19.000 espécies. Representantes dessa família são reconhecidas pela inflorescência em capítulo e que podem ser herbáceas, arbustivas, trepadeiras e excepcionalmente arbóreas. Mas a maioria é de pequeno porte. Exemplo deste grupo: estragão, a arnica, camomila, artemísia e aquiléa.




Família das Labiadas (Labiatae/Lamiaceae)

Características: Plantas em geral herbáceas, eretas e de caule quadrangular. Inflorescências variadas. Corola sempre labiada. Compreende cerca de 3.200 espécies, provenientes principalmente do Mediterrâneo e Oriente, embora existam em diferentes partes do globo. Fazem parte desta família o alecrim, hortelã, manjericão, melissa, manjerona, orégano, sálvia, segurelha, tomilho, cordão-de-frade, chissô, entre outras, ervas das mais utilizadas na culinária e medicina caseira. O odor característico de grande parte da floração desta família atrai abelhas.




Família das Litráceas (Lythraceae)

Características: Plantas herbáceas ou lenhosas, arbustivas e até arbóreas. Folhas simples e geralmente opostas. Principal característica dessa família é que as pétalas apresentam um aspecto amarrotado, têm unhas longas e estão inseridas no bordo do cálice.




Fagáceas (Fagaceae)

Esta importante família de plantas lenhosas, geralmente arbóreas, compreende algo em torno de 400 espécies distribuídas por toda parte do globo. Do ponto de vista curativo, os taninos são encontrados em quase todos os seus órgãos.


Mirtráceas (Myrtaceae)

Fazem parte desta família 100 gêneros e 3.500 espécies. Habitam regiões tropicais e temperadas. São árvores, com menos freqüência arbustos de folhas opostas, coriáceas.





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