Vozes do grande aléM



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VOZES DO GRANDE ALÉM

Índice
Nota Informativa ......................................................................................... 004

A Idéia ......................................................................................................... 005

A Palavra de Jesus ....................................................................................... 007

A Prece de Cerinto ....................................................................................... 008

A Reflexão Mental ...................................................................................... 010

A Terra ........................................................................................................ 012

Acerca da Aura Humana ............................................................................. 013

Aflitiva Lição .............................................................................................. 015

Alcoólatra .................................................................................................... 018

Almas Sofredoras ........................................................................................ 021

Angustia Materna ........................................................................................ 023

Anotação Fraterna ....................................................................................... 027

Ante o Cristo Ressuscitado ......................................................................... 029

Apelo a União ............................................................................................. 030

Apontamentos Cristãos ............................................................................... 032

Apontamentos de Amigo ............................................................................ 033

Ato de Caridade .......................................................................................... 035

Auto Flagelação .......................................................................................... 039

Aviso Oportuno .......................................................................................... 041

Calúnia ........................................................................................................ 043

Caridade na Boca ........................................................................................ 046

Ceitil por Ceitil ........................................................................................... 049

Companheiro de Regresso .......................................................................... 052

Consciência ................................................................................................. 056

Consciência Culpada ................................................................................... 058

Diante do Cristo ........................................................................................... 062

Doloroso Engano ......................................................................................... 064

Doutrinar e Transformar .............................................................................. 068

Eles, Nossos Irmãos ..................................................................................... 069

Em Oração ................................................................................................... 071

Em Prece ...................................................................................................... 072

Em prece a Jesus .......................................................................................... 073

Em torno do pensamento .............................................................................. 074

Enquanto Brilha o Agora ............................................................................. 076

Ensinamento Vivo ....................................................................................... 077

Esclarecimento ............................................................................................ 079

Espiritismo I ................................................................................................. 081

Espiritismo II ................................................................................................ 082

Estuda ........................................................................................................... 083

Hora Extrema ............................................................................................... 084

Leituras ......................................................................................................... 085

Lembra-te de Deus ....................................................................................... 086

Lenda da Estrela Divina .............................................................................. 087

Lição no Apólogo ........................................................................................ 089

Loucura e Resgate ....................................................................................... 090

Lutai! ........................................................................................................... 092

Mediunidade e Espiritismo ......................................................................... 093

Mensagem de Alerta ................................................................................... 095

Nas malhas da Lei ...................................................................................... 097

No Celeiro da Prece ................................................................................... 101

No Trato com os Sofredores ....................................................................... 102

Noite de Finados ......................................................................................... 104

O Círculo de Oração ................................................................................... 106

O Enterrado Vivo ........................................................................................ 108

O Homem e o Tempo .................................................................................. 110

Obedeçamos ................................................................................................. 111

Obsessão Oculta .......................................................................................... 113

Ouçamos ...................................................................................................... 115

Palavras de Alerta ........................................................................................ 117

Palestra Educativa ........................................................................................ 119

Primeiros Instantes de um Morto ................................................................. 122

Prece a Mãe Santíssima ............................................................................... 126

Renovemo-nos Hoje .................................................................................... 127

Resgate ......................................................................................................... 129

Rogativa de Natal ......................................................................................... 132

Servir para Merecer ...................................................................................... 133

Suicídio e Obsessão ...................................................................................... 134

Súplica de Natal ............................................................................................ 136

Um caso Singular ......................................................................................... 137

Valiosa Observação ..................................................................................... 139
Nota Informativa

Efigênio S. Vitor
Quando entregamos à Federação Espírita Brasileira em 1955 o primeiro livro de mensagens psicofônicas obtidas em nosso grupo, não esperávamos a satisfação de recolher nova cópia de material para a constituição de um livro semelhante.

Dignaram-se, porém, nossos Instrutores Espirituais trazer-nos novos avisos, advertências e instruções e, com esses recursos, formamos o presente volume que ofertamos ao estudo e à reflexão dos nossos companheiros de ideal e de fé, na certeza de que assimilarão o ensinamento e receberão o consolo com que formos, por nossa vez, agraciados.

Após haver explicado, em documento anterior, o funcionamento e as finalidades do nosso templo de fraternidade e oração, em cujas atividades foi, ainda, o médium Francisco Cândido Xavier e instrumento das mensagens que apresentamos, mensagens essas que foram sempre por ele transmitidas depois das tarefas que lhe cabem nos serviços de desobsessão, ao lado dos outros médiuns de nossa casa, dispensamo-nos de mais amplos esclarecimentos, para somente agradecer aos Benfeitores do Alto a generosa proteção que invariavelmente nos dispensaram, rogando a Nosso Senhor Jesus nos conserve a felicidade de continuar trabalhando e aprendendo, em nosso núcleo de ação, com o amparo de sua Infinita Bondade e com o socorro de sua Bênção.
Arnaldo Rocha

(Pedro Leopoldo , 30 de maio de 1957)


A Idéia

Emmanuel
Na fase terminal de nossa reunião de 27 de outubro de 1955, fomos honrados com a palavra do nosso benfeitor Emmanuel, que nos transmitiu a preciosa alocução, abaixo transcrita.
Meus amigos:

A idéia é um elemento vivo de curta ou longa duração que exteriorizamos de nossa alma e que, exprimindo criação nossa, forma acontecimentos e realizações, atitudes e circunstâncias que nos ajudam ou desajudam, conforme a natureza que lhe venhamos a imprimir.

Força atuante – opera em nosso caminho, enquanto lhe asseguramos o movimento.

Raio criador – estabelece atos e fatos, em nosso campo de ação, enquanto lhe garantimos o impulso.

Expressa flor ou espinho, pão ou pedra, asa ou algema, que arremessamos na mente alheia e que retornarão, inevitavelmente, até nós, trazendo-nos perfume ou chaga, suplício ou alimento, cadeia ou liberdade.

O crime é uma idéia-flagelação que não encontrou resistência.

A guerra de ofensiva é um conjunto de idéias-perversidade, senhoreando milhares de consciências.

O bem é uma idéia-luz, descerrando à vida caminhos de elevação.

A paz coletiva é uma coleção de idéias-entendimento, promovendo o progresso geral.

É por essa razão que o Evangelho representa uma glorificada equipe de idéias de amor puro e fé transformadora, que Jesus trouxe à esfera dos homens, erguendo-os para o Reino Divino.

Na manjedoura, implanta o Mestre a idéia da humildade.

Na carpintaria nazarena, traça a idéia do trabalho.

Nas bodas de Caná, anuncia a idéia do auxílio desinteressado à felicidade do próximo.

No socorro aos doentes, cria a idéia da solidariedade.

No sermão das bem-aventuranças, plasma a idéia de exaltação dos valores imperecíveis do espírito sobre a exaltação passageira da carne.

No Tabor, revela a idéia da sublimação.

No jardim das Oliveiras, insculpe a idéia da suprema lealdade a Deus.

Na cruz da renunciação e da morte, irradia a idéia do sacrifício pessoal pelo bem dos outros, como bênção de ressurreição para a imortalidade vitoriosa.

Nos mínimos lances do apostolado de Jesus, vemo-lo associando verbo e ação no lançamento das idéias renovadoras com que veio redimir o mundo.

E é por isso que, em nossas tarefas habituais, precisamos selecionar em nossas manifestações as idéias que nos possam garantir saúde e tranqüilidade, melhoria e ascensão.

Não nos esqueçamos de que nossos exemplos, nossas maneiras, nossos gestos e o tipo de palavras que cunhamos para uso de nossa boca, geram idéias, que, à maneira de ondas criadoras, vão e vêm, partindo de nós para os outros e voltando dos outros para nós, com a qualidade de sentimento e pensamento que lhes infundimos, levantando-nos para o triunfo, ou impulsionando-nos para a derrota.

Evitemos o calão, a queixa, a irritação, o apontamento insensato, a gíria deprimente e a frase pejorativa, não apenas em nosso santuário de preces, mas em nosso intercâmbio vulgar, porque toda expressão conduz à inspiração e pagaremos alto preço pela autoria indireta do mal.

Somos hoje responsáveis pela idéia do Senhor no círculo de luta em que nos situamos. E é indispensável viver à procura do Cristo, para que a idéia do Cristo viva em nós.
A Palavra de Jesus

Meimei
Reunião de 6 de outubro de 1955.

Na parte final de nossas tarefas, tivemos a alegria de ouvir Meimei, a nossa abnegada irmã de sempre, que nos falou, comovida, sobre a palavra de Jesus.


Meus irmãos.

Deus nos abençoe.

A palavra do Cristo é a luz acesa para encontrarmos na sombra terrestre, em cada minuto da vida, o ensejo divino de nossa construção espiritual.

Erguendo-a, vemos o milagre do pão que, pela fraternidade, em nós se transforma, na boca faminta, em felicidade para nós mesmos.

Irradiando-a, descobrimos que a tolerância por nós exercida se converte nos semelhantes em simpatia em nosso favor.

Distribuindo-a, observamos que o consolo e a esperança, o carinho e a bondade, veiculados por nossas atitudes e por nossas mãos, no socorro aos companheiros mais ignorantes e mais fracos, neles se revelam por bênçãos de alegria, felicitando-nos a estrada.

Geme a Terra, sob o pedregulho imenso que lhe atapeta os caminhos...

Sofre o homem sob o fardo das provações que lhe aguilhoam a experiência.

E assim como a fonte nasce para estender-se, desce o dom inefável de Jesus sobre nós para crescer e multiplicar-se.

Levantemos, cada hora, essa luz sublime para reerguer os que caem, fortalecer os que vacilam, reconfortar s que choram e auxiliar os que padecem.

O mundo está repleto de braços que agridem e de vozes que amaldiçoam.

Seja a nossa presença junto dos outros algo do Senhor inspirando alegria e segurança.

Não nos esqueçamos de que o tempo é um empréstimo sagrado e quem se refere a tempo diz oportunidade de ajudar para ser ajudado, de suportar para ser suportado, de balsamizar as feridas alheias para que as nossas feridas encontrem remédio e sacrificarmo-nos pela vitória do bem, para que o bem nos conduza à definitiva libertação.

Nós que tantas vezes temos abusado das horas para impor, aos que nos seguem, o Reino do Senhor, à força de reprovações e advertências, saibamos edificá-lo em nós próprios, no silêncio do trabalho e da renúncia, da humildade e do amor.

Meus irmãos, no seio de todos os valores relativos e instáveis da existência humana, só uma certeza prevalece – a certeza da morte, que restitui às nossas almas os bens ou os males que semeamos nas almas dos outros.

Assim, pois, caminhemos com Jesus, aprendendo a amar sempre, repetindo com Ele, em nossas proveitosas dificuldades de cada dia: - “Pai Nosso, seja feita a vossa vontade, assim na Terra como nos Céus.”


A Prece de Cerinto

Cerinto
Quantos venham a ler a mensagem constante deste capítulo, decerto nem de longe experimentarão a surpresa de nosso grupo, em cuja a intimidade Cerinto, o amigo espiritual que no-la transmitiu, caminhou, pouco a pouco da sombra para a luz.

A princípio era um Espírito atrabiliário e revoltado, chegando mesmo a orientar vastas falanges de irmãos conturbados e infelizes, ainda enquistados na ignorância.

Discutia acerbamente. Criticava. Blasfemava.

De nossos entendimentos difíceis, manda a caridade que nos detenhamos no silêncio preciso.

Surgiu, porém, o dia em que a influência de nossos Benfeitores Espirituais se revelou plenamente vitoriosa.

Cerinto modificou-se e transferiu-se de plano mental, marchando agora ao nosso lado,sedento de renovação e luz como nós mesmos.

Foi por isso com imensa alegria que lhe registramos a comovente rogativa, por ele pronunciada em nossa reunião da noite de 24 de novembro de 1955.
Senhor de Infinita Bondade.

No santuário da oração, marco renovador do meu caminho, não Te peço por mim, Espírito endividado, para quem reservaste os tribunais de Tua Excelsa Justiça.

A Tua compaixão é como se fora o orvalho da esperança em minha noite moral, e isto basta, ao revel pecador que tenho sido.

Não Te peço, Senhor, pelos que choram.

Clamo por Teu amor e benefício dos que fazem as lágrimas.

Não Te venho pedir pelos que padecem.

Suplico-Te a bênção para todos aqueles que provocam sofrimento.

Não Te lembro os fracos da Terra.

Recordo-Te quantos se julgam poderosos e vencedores.

Não intercedo pelos que soluçam de fome.

Rogo-Te amor para os que lhes furtam o pão.

Senhor Todo-Bondoso!...

Não Te trago os que sangram de angústia.

Relaciono diante de Ti os que golpeiam e ferem.

Não Te peço pelos que sofrem injustiças.

Rogo-Te pelos empreiteiros do crime.

Não Te apresento os desprotegidos da sorte.

Sugiro Teu amparo aos que estendem a aflição e a miséria.

Não Te imploro mercê para as almas traídas.

Exorto-Te o socorro para os que tecem os fios envenenados da ingratidão.

Pai compassivo!...

Estende as mãos sobre os que vagueiam nas trevas...

Anula o pensamento insensato.

Cerra os lábios que induzem à tentação.

Paralisa os braços que apedrejam.

Detém os passos daqueles que distribuem a morte...

Ajuda-nos a todos nós, filhos do erro, porque somente assim, ó Deus piedoso e justo, poderemos edificar o paraíso do bem com todos aqueles que já Te compreendem e obedecem, extinguindo o inferno daqueles que, como nós, se atiram desprevenidos, aos insanos torvelinhos do mal!...

A Reflexão Mental



Alberto Seabra
Na noite de 7 de julho de 1955, fomos surpreendidos por imenso reconforto, porquanto, pela primeira vez, recolhemos a palavra do Dr. Alberto Seabra, abnegado médico e distinto escritor espiritista, que nos falou com respeito ao mundo mental.
Quando os Instrutores da Sabedoria preconizam o estudo, não desejam que o aprendiz se intelectualize em excesso, para a volúpia de humilhar os semelhantes com as cintilações da inteligência, e, quando recomendam a meditação, decerto não nos inclinam à ociosidade ou ao êxtase inútil.

Referem-se à necessidade de nosso aprimoramento interior para mais vasta integração com a Luz Infinita, porque o reflexo mental vibra em tudo.

Nossa alma pode ser comparada a espelho vivo com qualidades de absorção e exteriorização.

Recolhe a força da vida em ondas de pensamento a se expressarem através de palavras e atitudes, exemplos e fatos.

Refletimos, assim, constantemente, uns nos outros.

É pelo reflexo mental que se estabelece o fenômeno da afinidade, desde os reinos mais simples da Natureza.

Vemo-lo nos animais que se acasalam, no mesmo tom de simpatia, tanto quanto nas almas que se reúnem na mesma faixa de entendimento.

Quando se consolida a amizade entre um homem e um cão, podemos registrar o reflexo da mente superior da criatura humana sobre a mente fragmentária do ser inferior, que passa então a viver em regime de cativeiro espontâneo para servir ao dono e condutor, cuja projeção mental exerce sobre ele irresistível fascínio.

É desse modo que Espíritos encarnados podem influenciar entidades desencarnadas, e vice-versa, provocando obsessões e perturbações, tanto na esfera carnal como além-túmulo.

As almas que partem podem retratar as que ficam, assim como as almas que ficam podem retratar as que partem.

Quando pranteamos a memória de alguém que nos antecede, aí no mundo, na viagem da morte, atiramos nesse alguém o gelo de nossas lágrimas ou o fogo de nossa tortura, conturbando-lhe o coração, toda vez que esse Espírito não for suficientemente forte para sobrepor-se ao nosso infortúnio. E quando alguém se ausenta da carne, carreando aflições e pesares procedentes de nossa conduta, arremessará da vida espiritual sobre nossa alma os dardos magnéticos da lembrança infeliz que conserva a nosso respeito, prejudicando-nos o passo no mundo, caso não estejamos armados de arrependimento para renovar a situação, criando imagens de harmonia restauradora.

Em razão disso, convém meditar nos ideais, aspirações, pessoas e coisas que refletimos, porque todos nos subordinamos, pelo reflexo mental, ao fenômeno da conexão.

Estamos inevitavelmente ligados a tudo o que nos merece amor.

Essa lei é inderrogável em todos os planos do Universo.

Os mundos no Espaço refletem os sóis que os atraem, e a célula, quase inabordável do corpo humano, reflete o alimento que lhe garante a vida. Os planetas e os corpúsculos, porém, permanecem escravizados a leis cósmicas e organogênicas irrevogáveis.

O Espírito consciente, no entanto, embora submetido às leis que lhe presidem o destino, tem consigo a luz da razão que lhe faculta a escolha.

A inteligência humana, encarnada ou desencarnada, pode contribuir, pelo poder da vontade, na educação ou na reeducação de si própria, selecionando os recursos capazes de lhe favorecerem o aperfeiçoamento.

A reflexão mental no homem pode, assim, crescer em amplitude e sublimar-se em beleza para absorver em si a projeção do Pensamento Superior.

Tudo dependerá de nosso propósito e decisão.

Enquanto nos comprazemos com a ignorância ou com a indiferença para com os princípios que nos governam, somos cercados sem defensiva por pensamentos de todos os tipos, muitas vezes na forma de monstruosidades e crimes, em quadros vivos que nos assaltam a imaginação ou em vozes inarticuladas que nos assomam à acústica do espírito, conduzindo-nos aos mais escuros ângulos da sugestão.

É por isso que notamos tanta gente ao sabor das circunstâncias, aceitando simultaneamente o bem e o mal, a verdade e a mentira, a esperança e a dúvida, a certeza e a negação, à maneira de folha volante na ventania.

Eduquemo-nos, estudando e meditando, para refletir a Divina Inspiração.

Lembremo-nos de que o impulso automático do braço que levanta a lâmina homicida pode ser perfeitamente igual, em movimento, ao daquele que ergue um livro enobrecedor.

A atitude mental é que faz a diferença.

Nosso pensamento tem sede de elevação, a fim de que a nossa existência se eleve.

Construamos em nós o equilíbrio e o discernimento.

Rendamos culto incessante à bondade e à compreensão.

Habitualmente contemplamos no espelho da alma alheia a nossa própria imagem, e, por esse motivo, recolhemos dos outros o reflexo de nós mesmos ou então aquela parte dos outros que se harmoniza com o nosso modo de ser.

Não bastam à nossa felicidade aquisições unilaterais de virtude ou valores incompletos.

Todos temos fome de plenitude.

O desejo é o imã da vida.

Desejando, sentimos, e, pelo sentimento, nossa alma assimila o que procura e transmite o que recebe.

Aprendamos, pois, a querer o melhor, para refletir o melhor em nossa ascensão para Deus.
A Terra

Amaral Ornellas
Encerrávamos a nossa reunião da noite de 2 de fevereiro de 1956, quando o nosso amigo espiritual José Xavier, ocupando o canal psicofônico, falou-nos, fraternal:

- Entre as sociedades mais avançadas dos tempos modernos, é hábito consagrar determinados dias do ano a personalidades e instituições que enriquecem a vida. Temos, por exemplo, o Dia das Mães, o Dia dos Pais, o Dia dos Professores, o Dia do Trabalho, o Dia do Comércio...

Apreciando essas homenagens justas, por que não estabelecermos o Dia da Terra, em que, todos os espíritos encarnados dediquem algum tempo a proteger um manancial, a plantar uma árvore benfeitora, a socorrer um jardim, a reparar uma estrada ou a curar uma chaga de erosão na gleba produtiva?

Assim o entende o nosso companheiro Amaral Ornellas, que nos pede alguns instantes de silêncio para trazer ao nosso grupo o seu pensamento de amor à nossa grande escola, à nossa Terra Mãe!...

Consagremos, assim, alguns minutos à quietude mental e à oração, de modo a cooperar com o nosso amigo presente.

Com efeito, dai a momentos, o grande poeta desencarnado, utilizando-se do médium, pronunciou o belo soneto que vamos ler:


Agradece, cantando, a Terra que te abriga.

Ela é o seio de amor que te acolheu criança,

O berço que te trouxe a primeira esperança,

O campo, o monte, o vale, o solo e a fonte amiga...


Do seu colo desponta a generosa espiga,

Que te farta o celeiro e te rege a abastança,

Dela surge, divino, o lar que te descansa

A mente atribulada entre o sonho e a fadiga.


Louva-lhe a própria dor amarga, escura e vasta,

E exalta-lhe o grilhão que te encadeia e arrasta,

Constringindo-te o peito atormentado e aflito.
Bendize-lhe as lições na carne humilde e santa...

A Terra é a Grande Mãe que te ampara e levanta

Das trevas abismais para os sóis do Infinito!...
Amaral Ornellas
Acerca da Aura Humana



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