Vozes Femininas



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Relaxamento


O relaxamento é outro fator importante para a respiração. A tensão é muito desgastante e consome quantidades enormes de ar. Não esqueça o porquê de estar cantando em primeiro lugar - cantar é divertimento! Curta o processo de aprender a cantar, e não exija demais de você mesmo.

O aprendizado do canto é um processo quase atlético: necessita de muito treinamento para que cheguemos perto da perfeição. Por incrível que pareça, como utiliza grupos musculares e condicionamento do aparelho respiratório como um todo, além do auto-conhecimento do poderio vocal, a prática de exercícios de respiração, postura e relaxamento melhora - e muito - o resultado final. Mas a cobrança própria (ou de outras pessoas) só acumula tensão e não leva a grandes conquistas.

Tente adquirir o hábito de "monitorar" sua tensão muscular. Faça isto no seu dia-a-dia: observe sua postura ao digitar ou segurar o mouse. Será que não está dispensando mais energia do que o necessário?

Muitos acreditam que o ato de cantar é um esforço vindo da "garganta", corrigindo, da laringe. Mas, na verdade, o esforço natural não vem só da laringe, e sim, do corpo inteiro. Se o seu corpo vai bem, não precisará muito esforço pra cantar, fluirá naturalmente a voz, mas se você tá gripado, com o dedão do pé dolorido, infelizmente sua apresentação poderá estar sendo prejudicada. Uma certa vez, eu tive que cantar por 03 dias seguidos uma música minha para o culto de mocidade, aniversário da mocidade. Me atacou uma enchequeca, daqui pra li, que não consegui cantar direito. A dor era tão forte que eu chorava. E todos que me viam achando que eu estava chorando de emoção. Cuidado, pra que não aconteça o mesmo com você. Cuide de sua saúde mental, corporal e procure relaxar o suficiente para guentar o tranco diante da público.


Postura


Uma boa postura é fundamental para uma boa produção vocal. O que consiste ter boa postura? Bem, cuidar da postura é fazer com que a sustentação e o equilíbrio do nosso corpo esteja de acordo com as leis da gravidade.

É importante observarmos que os desequilíbrios posturais variam de pessoa para pessoa. Algumas possuem um exagero postural, mantendo-se com os ombros extremamente abertos, o peito empinado para frente e a cabeça muito erguida, tencionando o pescoço. Se olharmos essas pessoas de lado possuem uma lordose nas costas como se fossem envergar para trás. Essas pessoas tendem a respirar mais na parte alta do pulmão.

Já outras pessoas possuem desequilíbrio inverso. Ombros muito caídos, peito fechado, como se fossem envergar para frente. Ambas as posturas são incorretas. Devemos procurar manter um equilíbrio de forma a sentir "o peso do nosso corpo entre os dois pés, observando em seguida um encaixe perfeito da cintura pélvica (quadril), em equilíbrio com a cintura escapular (ombro) e mantendo um ângulo de 90% para o queixo, podemos aproximar-nos de uma figura em equilíbrio.

Segundo Perellò, os ombros devem estar relaxados, a cabeça reta, a fisionomia natural sem rigidez nem contração, a boca moderadamente aberta, os lábios apoiados diante dos dentes. A mandíbula não deve extra rígida. Todo o instrumento vocal deve dar a sensação de flexibilidade muscular. Não deve haver nenhuma contração dos músculos vocais no tórax, colo, laringe, garganta e boca. A ressonância correta e plena da voz se produzirá com a diminuição e equilíbrio dos esforços musculares. O corpo deve estar ereto mas sem rigidez, com a sensação de calma. Deve-se evitar o movimento do corpo, buscando apoio em ambas as pernas alternadamente. Evitar o movimento nervoso das mãos e dos dedos, assim como os gestos exagerados ou muito forçados.

A atitude normal do rosto deve ser sorridente. O sorriso, por um efeito reflexo, permite uma ampliação das cavidades de ressonância. Para isso pode ser útil fazer os vocalizes diante de um espelho para observar e controlar as tensões desnecessárias.

Atitude Básica para o Equilíbrio do Corpo

A atitude básica para o equilíbrio do corpo e, consequentemente, para a emissão da voz, é a seguinte:

PÉS
- Confortáveis, onde o peso do corpo deverá estar igualmente distribuído pela borda externa dos pés pelo metatarso.

MÚSCULOS


- Relaxados.

CINTURA PÉLVICA


- Suspensa sobre o diafragma para manter a energia do som.

CABEÇA
- Ereta e bem equilibrada na cintura escapular.

CINTURA ESCAPULAR
- Deve permanecer descontraída.

LINHA DA CABEÇA


- A cabeça deve manter uma linha de como se estivesse suspensa por um "fio de cabelo" na parte do redemoinho, isto é, no centro, como se fosse a continuação das vértebras cervicais

Segundo estudos, após a adoção dessa atitude básica, quando sentir que está equilibrado, experimente mudar o alinhamento para fazer com que o corpo mude a linha de gravidade, para frente, para trás, para o lado e circularmente.



POSTURAS Q PREJUDICAM A EMISSÃO VOCAL

— Cabeça inclinada para trás

Esta posição vai-se refletir num aperto da laringe, numa má relação entre este órgão e o ar inspirado e expirado, numa falta de controlo sobre o palato mole. A voz emitida nestas condições terá uma ressonância mais fraca e mais nasal, havendo tendência para se produzir uma maior rigidez da língua o que arrastará dificuldades articulatórias.

— Cabeça caída para baixo e tórax descaído
Esta postura condiciona movimentos pequenos da caixa torácica, os músculos do tórax estão pouco ativos, a respiração é reduzida e há uma falta de suporte da voz que se torna monótona e fraca (como fracos ou deprimidos estão os indivíduos que a produzem).

— Levantar os ombros, forçando a inspiração na zona superior do peito

Neste caso, a má relação que se estabelece entre as vértebras, geralmente associada a uma certa tensão na junção do pescoço com os ombros e com a cabeça, vai provocar um desperdício de ar na zona onde os pulmões estão mais largos e um descontrolo do sopro; este gasta-se rapidamente não permitindo uma duração razoável da emissão.

A voz é geralmente pobre em ressonâncias, produzindo-se facilmente o seu desgaste.

— Juntar (apertando) os joelhos

Esta posição condiciona uma má distribuição do peso do corpo, um certo desequilíbrio, associando-se a grandes tensões abdominais e geralmente a uma rigidez de todo o tronco. Os músculos da laringe estão também sob tensão e a voz é gutural e forçada.

— Cabeça puxada para a frente da coluna vertebral e as costas, compensatoriomente, para trás

Esta posição arrastará necessariamente uma rigidez das costas, pescoço e cabeça que se refletirá numa voz forçada e sem flexibilidade.

O maxilar inferior não deve estar puxado para a frente nem para trás devendo mover-se com flexibilidade (ao descair ou levantar na vertical) quando o indivíduo fala ou projeta a voz. Algumas das posições incorretas que referimos vão ser responsáveis por um mau posicionamento do maxilar.

Um observador pode sentir (escutando) que a voz é produzida com esforço; neste caso um descontrolo do sopro fonatório associar-se-á a posturas incorretas.

O exercício (l) que propusemos deve ser realizado com observadores. Exercícios semelhantes poderão ser executados por um indivíduo que esteja sozinho, observando-se a um espelho.

As indicações que foram dadas a propósito do exercício l serão úteis em muitos outros. A posição vertical vai facilitar a execução de exercícios respiratórios e vocais. Do mesmo modo há exercícios respiratórios e vocais que propiciam a prática da verticalidade.

Exercício 2 — Levantar a caixa torácica em bloco ao mesmo tempo que realiza um movimento inspiratório. A bacia e as pernas constituem uma estrutura sólida que sustenta o resto do corpo; os ombros não se elevam separados do tórax, a face e o tronco mantêm-se verticais, as costelas não devem alargar.

A caixa torácica baixará até ao ponto inicial, quando se realiza a expiração.

(Ex. o «suspiro do Samourai» - Le Huche).

Exercício 3 — Olhar(-se) em frente de um espelho, mantendo a posição vertical. O pescoço e a face rolam ora para a direita ora para a esquerda lentamente, mas a direção do olhar mantém-se constante (para a frente); o resto do corpo não mexe.

(Ex. «Esfinge» - Le Huche).

Exercício 4 — Olhar(-se) em frente de um espelho, mantendo a posição vertical. O pescoço e a face mantêm-se parados e todo o resto do corpo, como um bloco, roda ora para a esquerda ora para a direita.

(Ex. «A Ânfora» - Le Huche).

Nestes exercícios (2, 3, 4) nenhuma parte do corpo se deve inclinar. A verticalidade é mantida qualquer que seja a zona que executa a rotação.

Exercício 5 — Em posição vertical, pés ligeiramente afastados, sem perder o equilíbrio, passar a exercer o peso do corpo só sobre uma das pernas, estirando o lado livre do corpo desde a ponta do pé até ao braço que se eleva na vertical, e aos dedos da mão. Este movimento de estiramento (e contração muscular) será acompanhado de uma inspiração costal e ao voltar (relaxando) à posição inicial por uma expiração. Neste exercício o eixo do corpo inclina ligeiramente.

Exercício 6 — Em posição vertical, pés juntos e braços ao longo do corpo, sem perder o equilíbrio, o indivíduo ora se apóia nas pontas dos pés ora nos calcanhares.

(Ex. «O soldado de madeira» - Le Huche).

Exercício 7 — O indivíduo começa por estar bem vertical e a olhar em frente, depois flectirá, sucessivamente: a cabeça (e só a cabeça) — «atitude de reflexão»; o pescoço — «atitude de reflexão profunda»; as costas — «atitude de abatimento»; a cintura — «atitude de esgotamento»; finalmente flectirá a zona da bacia deixando cair todo o corpo, aproximando as mãos dos pés (os joelhos não dobrarão). Seguidamente realizar-se-á o retorno à posição inicial (nos mesmos 5 tempos).

Conseguir estar cerca de 1 minuto em cada uma das posições sem se sentir cansado nem contraído será a situação ideal.

A verticalidade do corpo

Objetivos deste conjunto de exercícios:

Ficar «sensível» à sua própria expressão corporal.


Adquirir hábitos de posições corporais favoráveis a uma boa produção vocal.
Conhecer limitações provocadas por tensões musculares prejudiciais.
«Sentir-se bem» na posição vertical.
Adquirir hábitos de auto-observação.
Tomar consciência de diferentes modos de inspiração e expiração.
A Dra. Rosane Paiva da Silva, fonoaudióloga e professora de impostação de voz, em ótimo artigo feito para a Unicamp, ensina os 10 Mandamentos da boa voz: 
1.) disciplinar horários de trabalho, para que haja repouso vocal; 

2.) tomar de 7 a 8 copos de água por dia; 

3.) evitar a inalação/ingestão de drogas que ajam sobre a laringe e a voz, assim como as que causem alterações cardiovasculares e respiratórias; 

4.) evitar o uso do fumo (qqer. tipo!) pois a aspiração da fumaça provoca o super-aquecimento do trato vocal, tornando a voz mais grave; 

5.) utilizar roupas leves, que permitam a livre movimentação, principalmente próximo à laringe e o diafragma; 
6.) evitar a ingestão de bebidas com gás (refrigerantes, cerveja) comidas gordurosas e condimentadas, pois provocam gás e refluxo gastroesofágico, prejudicando os movimentos respiratórios normais; 

7.) evitar as mudanças bruscas de temperaturas no ar ou líquido; 

8.) realizar exercícios de relaxamento regularmente; 

9.) realizar avaliações auditivas e fonoaudiológicas periódicas; 

l0.)manter a melhor postura da cabeça e do corpo durante a fala ou canto. 

Hoje em dia, é mito falar que somente os "bem-dotados" podem exercer profissões vocais. Os avanços da fonoaudiologia podem provar que qualquer pessoa bem treinada pode ser um bom cantor, dependendo somente do bom cuidado com o seu aparelho fonador e com treinamento específico. Infelizmente, é muito mais comum encontrarmos vocalistas que se preocupam muito mais em decorar letras e ensaiar com a banda do que aperfeiçoar sua voz e cuidar bem dela. 



Alguns termos Vocais
1. Timbre: É a identidade de cada instrumento (ou voz), e depende da séria harmônica de cada som emitido.
2. Potência: É a quantidade de volume que cada voz tem.
3. Extensão vocal: É a "distância" entre a nota mais grave do registro de cada um da nota mais aguda desse mesmo registro.
4. Drive: É a vibração caótica das pregas vocais FALSAS, que provoca uma ressonância a mais na emissão de uma nota, que "briga" com a ressonância principal da nota emitida.
5. Gutural: São registros graves adicionados de muito Drive.
6. Falsete: É uma conformidade diferentes das pregas vocais VERDADEIRAS, na qual a captação das mesmas é feita de forma diferente d emissão natural.
7. Voz de cabeça: É a colocação da voz em que a ressonância principal está na base do crânio; é uma colocação diferente do falsete e da fala.
8. Classificação vocal: É uma classificação simples, baseada na tessitura (que é baseada na extensão vocal) de cada um

9. Impostação da voz: É uma série de fatores (incluindo apoio, tônus muscular do apoio, colocação da voz, relaxamento dá musculatura extrínseca à laringe, rebaixamento de laringe, abertura de costelas intercostais, etc...) que é tida como a ideal para se emitir a voz cantada.


10. Vocalizes: São exercícios que visam o desenvolvimento da voz cantada.
11. Vibrato: É a modulação rápida da nota alvo, em intervalos menores ou iguais a um semitom (às vezes, pode ser mais que 1 semitom, depende do objetivo do vibrato).
12. Voz de peito: É uma colocação em que a ressonância principal é a torácica; a colocação é exatamente igual à da voz de cabeça (com a diferença da ressonância), mas é diferente da fala.

13.Melisma: são "floreios" que um(a) cantor(a) usa para colorir as frases; numa determinada melodia (que o cantor deve executar), usam-se notas da tonalidade em que se encontra a melodia (em momentos não marcados na pauta) para enriquecer o fraseado.


14.Glissando: é a chegada em uma nota; pode ser ascendente ou descendente; ao invés de se atacar a nota alvo diretamente (parece conversa de atirador de elite....), chega-se nela partindo de uma nota mais baixa ou mais alta.

Classificação vocal, Registro médio e tessitura

A voz humana se classifica em quatro naipes (categorias) a saber:

· Soprano

· Contralto

· Tenor

· Baixo


Também existe a voz infantil que chamamos de voz clara e igualamos a voz feminina. Porém a voz feminina e masculina poderão ser graves (escuras) de acordo com o timbre, isto é, a tessitura que é constituída as nossas cordas vocais.

Obs: Tessitura - tecido que envolve as cordas vocais.

E para sabermos qual é a tessitura de determinada voz, pedimos ao cantor para cantar uma frase de qualquer melodia, até mesmo um arpejo e daí analisamos o timbre da voz, isto é, se é claro ou escuro, por exemplo, timbre claro (soprano) e escuro (contralto). Na voz masculina de igual forma.

Obs: Existem também o mezzo soprano que é intermediário entre soprano e contralto e o barítono (entre tenor e baixo); são vozes raríssimas no Brasil.



Cores das Vozes:

Podemos atribuir cores aos timbres de determinadas vozes, facilitando assim o trabalho de classificação vocal. Exemplos:

a. cor rosa - soprano ligeiro

b. azul claro - soprano meio ligeiro

c. amarelo claro - soprano de coral

d. amarelão forte - contralto

e. verde musgo - contralto

f. azulão - tenor

g. marrom - tenor

h. verde escuro - tenor

i. roxo - baixo

j. preto - baixo profundo

Classificar uma voz significa atribuirmos uma cor ao seu timbre e, separarmos dele para integrar o seu naipe, a qual pertence.

Exemplo:


Cor branca / voz soprano / naipe: soprano

Obs: Naipe é a maneira que achamos as vozes após divididas em 4 categorias:


soprano, contralto, tenor e baixo. Um coral é formado por 4 naipes de vozes. 2 femininos e 2 masculinos.
Timbre

O timbre poderá ser claro ou escuro. O contralto é a voz escura da mulher, como o baixo é a voz escura do homem.

Há duas formas de classificar uma voz. Pelo timbre ou pelo registro médio.
Geralmente uma confirma a outra. Exemplo: se a pessoa é soprano:

a) Sua cor de voz será clara;

b) Seus registros médios serão sons médios e agudos
Registro médio

Não é porque uma voz consegue emitir sons agudos, por exemplo, que, podemos classificá-la em determinada tessitura. É possível nos enganarmos. Para não cometermos um erro (anti-profissional) devemos analisar os timbres (cor) de cada voz, e aí não resta nenhuma dúvida quanto


à classificação.

Quando se trata de cantar com facilidade de uma nota grave até uma aguda sem esforçar as cordas vocais, estamos cantando no Registro médio de nossa voz.

Jamais confundamos tessitura com registro médio ou extensão:

Para maior clareza:



Tessitura: permite reconhecer o timbre (qualificar)

Registro médio: região da voz (geralmente 11 sons que emitimos com facilidade)

Extensão: notas que emitimos com dificuldade. 13 sons aproximadamente.

Fonte: Saúde do músico


Tenorinos: Homens com a mesma tessitura vocal das contraltos, são diferentes dos contra-tenores porque suas vozes faladas também soam como vozes femininas, isto é, realmente tem toda a estrutura laríngea idêntica a de mulheres. Ex.: Ney Mato Grosso e Fênix, este último é um artista novo que não está muito na mídia ainda,
Vozes Femininas


Soprano coloratura (palavra italiana), ou soprano ligeiro:
O termo coloratura significava, na origem, "virtuosismo" e se aplicava a todas as vozes. Hoje, aplica-se a um tipo de soprano dotado de grande extensão no registro agudo, capazes de efeitos velozes e brilhantes.
Exemplo: a personagem das Rainha da Noite, em Die Zauberflöte [A flauta mágica], de Mozart

Soprano lírico:
Voz brilhante e extensa.
Exemplo: Marguerite, na ópera Faust [Fausto], de Gounod.

Soprano dramático:
É a voz feminina que, além de sua extensão de soprano, pode emitir graves sonoras e sombrias.
Exemplo: Isolde, em Tristan und Isolde [Tristão e Isolda], de Wagner.

Mezzo-soprano (palavra italiana):
Voz intermediária entre o soprano e o contralto.
Exemplo: Cherubino, em Le nozze di Figaro [ As bodas de Fígaro]

Contra alto:
Muitas vezes abreviada para alto, a voz de contralto prolonga o registro médio em direção ao grave , graças ao registro "de peito".
Exemplo: Ortrude, na ópera Lohengrin, de Wagner.
Vozes Masculinas

Contra tenor:
Voz de homem muito aguda, que iguala ou mesmo ultrapassa em extensão a de um contralto. Muito apreciada antes de 1800, esta é a voz dos principais personagens da ópera antiga francesa (Lully, Campra, Rameau), de uma parte das óperas italianas, do contralto das cantatas de Bach, etc...

Tenor ligeiro:
Voz brilhante, que emite notas agudas com facilidade Ou nas óperas de Mozart e de Rossini, por exemplo, voz ligeira e suave.
Exemplo: Almaviva, em Il barbiere di Siviglia [O brabeiro de Servilha], de Rossini; Tamino, em Die Zauberflöte [A flauta Mágica], de Mozart.

Tenor lírico:
Tipo de voz bem próxima da anterior. Mais luminosa nos agudos e ainda mais cheia no registro médios e mais timbrada.

Tenor dramático:
Com relação à anterior, mais luminosa e ainda mais cheia no registro médio.
Exemplo: Tannhäuser, protagonista da ópera homônima de Wagner.

Barítono "Martin", ou Barítono francês:
Voz clara e flexível, próxima da voz de tenor.
Exemplo: Pelléas, na ópera Pelléas et Mélisande, de Debussy.

Barítono verdiano:
Exemplo: o protagonista da ópera Rigolleto, de Verdi.

Baixo-barítono:
Mais à vontade nos graves e capaz de efeitos dramáticos.
Exemplo: Wotan, em Die Walküre [A Valquíria], de Wagner.

Baixo cantante:
Voz próxima à do barítono, mais naturalmente lírica do que dramática.
Exemplo: Boris Godunov, protagonista da ópera de mesmo nome, de Mussorgski
Baixo profundo:
Voz de grande extensão a amplitude no registro grave.
Exemplo: Sarastro em Die Zauberflöte [A flauta mágica] de Mozart.

Sopraninos:
Desde a Idade Média, os meninos na faixa dos sete aos 15 anos são requisitados para interpretar obras sacras. É quando os garotos atingem o status de sopranino, a mais aguda das vozes. Mais até do que as vozes femininas de sopranos e contraltos - a do sopranino soa uma oitava acima. Séculos atrás, estrelas nos palcos europeus, eles chegaram a se tornar alvo de controvérsias devido à proliferação das castrações (comuns naquela época). A mutilação era uma tentativa desesperada de frear a produção de hormônios masculinos e prolongar ininterruptamente o tempo com a voz cristalina.

Extenção vocal

Baixo:
Ele começa geralmente no Mi, Fá ou Sol 1 (pode ser mais grave também) e, como a tessitura humana é de, geralmente, 2 oitavas ele deve ir ao Mi, Fá ou Sol 3. Mas a voz do baixo em um coral, raramente ultrapassa o ré 3.

Barítono:
Começa Fá, Sol, Lá 1 e vai geralmente às suas 2 oitavas, Fá, Sol, Lá 3, no coral, não deve ultrapassar o Mi ou o Fá 3.

2º Tenor:
Sol, Lá, Si 1 e vai geralmente às suas 2 oitavas, Sol, Lá, Si 3. No coral, não creio que coloquem os 2º tenores para irem até o Si 3, mas em um solo é bem provável.

1º Tenor:
Lá e Si 1, Dó 2, e vai geralmente às suas 2 oitavas, Lá e Si 2, Dó 4, no coral, é possível que cheguem ao Dó 4 ou ao Si 3.
2º Contralto:
Mi, Fá, Sol 2, e vai geralmente às suas 2 oitavas, Mi, Fá, Sol 4, no coral, raramente chegam ao Ré 4.

1º Contralto:
Fá, Sol, Lá 2, e vai geralmente às suas 2 oitavas, Fá, Sol, Lá 4. No coral, também não devem passar do Mi 4.

2º Soprano:
Sol, Lá, Si 2, e vai geralmente às suas 2 oitavas, no coral, podem chegar ao Si ou ao Sol comumente.

1º Soprano:
Lá e Si 2, Dó 3 e vai geralmente às suas 2 oitavas, Lá e Si 4, Dó 5. No coral, pode chegar ao Dó 5 ou mais.

No violão/guitarra, essas notas podem ser conferidas da seguinte maneira:

e-----------------------0--1--3--5--7--8---------------

B---------------0--1--3-------------------------------- Oitava acima

G----------0--2----------------------------------------

D--0--2--3---------------------------------------------

A-3---------------------------------------------------- Dó central

E------------------------------------------------------


Dica

É imprescindível uma posição de laringe ligeiramente ELEVADA (ao contrário do canto lírico, onde a
laringe é geralmente mais baixa), grande espaço faríngeo (assim como no canto lírico) e língua também ligeiramente ELEVADA (ocasionando os “ii” característicos dos “belters”), excelente apoio respiratório e ancoragem (termo desenvolvido por Jo Estill que significa uma grande atividade específica de músculos extrínsecos da laringe, do pescoço e torso, atenuando o esforço das pregas vocais). Outros aspectos importantes seriam a constrição ariepiglótica (isto é, a aproximação entre epiglote e aritenóides) e a fase de fechamento da glote mais LONGA que no canto lírico, gerando em conseqüência grande intensidade vocal. Haveria também maior pressão aérea subglótica e alguns defendem que a respiração muito baixa é contra-indicada por induzir à depressão da cartilagem laríngea (que se quer evitar). Tudo isso gera, obviamente, modificações importantes no trato vocal, ou seja, na ressonância/qualidade da voz (OBS: várias dessas afirmações ainda estão “sub judice”).

Fonte: Felipe Abreu - Associação Brasileira de Canto



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