Vozes Femininas



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Ressonância
Um som para se tornar agradável, deve nascer na imaginação do cantor. É preciso pensar, formar, ouvir e sentir o som antes de ser emitido.

O som se tornará de má qualidade se for:


- Áspero;
- Expelido;
- Forçado;
- Estrangulado;
- Estridente;
- Rouco;
- Sem consistência;
- Trêmulo ou oscilante;
- Alto em demasia, parecido com um grito ou um berro;
- Descorado;
- Fraco;
- Morto.

O som vocal bem produzido caracteriza-se por ser:


- Agradável pra quem ouve;
- Produzido livremente;
- Alto e suficiente para o entendimento;
- Riqueza, brilho;
- Ressoa;
- Vibrante e dinâmico;
- Consistente e flexível;
- Vivo e suave.

Seguindo as orientações da boa produção e evitando as péssimas formas de emissões vocais, ficará mais fácil criar a imagem de como a voz deverá soar.

Para se fazer funcionar o seu aparelho vocal durante o canto é preciso conhecer três práticas: Ataque, Sustentação e Liberação do som.

Voz de Cabeça X Falsete
Primeiramente, vamos esclarecer algo: Eles são diferentes sim :)

Você as vezes se confunde por que:

1- Geralmente as pessoas explicam q voz de cabeça é onde o som ressoa no corpo, ou seja, o som gerado toma forma no crânio (ou é essa a impressão gerada pelas vibrações do ato). E esta definição esta correta sim, porém não é tão simples.

2- Falsete, que tem por definição voz esganiçada, imitar voz de mulher, fazer tons muito agudos modificando a voz, acontece quando você modifica a posição das pregas vocais, relaxando-as, para emitir notas mais agudas sem causar esforço (tensão ou vibração excessiva) das pregas. O timbre muda bastante (geralmente) da sua voz falada.

3- Muitos dizem que não, outros dizem que sim, o fato é que EU acredito que se considerarmos somente a parte da definição de voz de cabeça que diz sobre onde ressoa o som no corpo (crânio), o falsette é uma voz de cabeça.

Porém, como disse acima, a definição nÃo é tão simples. A voz de cabeça, principalmente para quem começou a cantar sem ter instrução profissional antes provavelmente tem dificuldades de utilizá-la.


Ela é uma extensão perfeita da voz de peito, ou seja, quando passamos a utilizá-la não ouvimos nenhuma falha na mudança de uma para outra, nem mudanças drásticas no timbre.
Isso porque a voz de cabeça é aplicada com as pregas vocais tensionadas, praticamente idêntica à posição usada na voz de peito. Se não há mudanças drásticas no posicionamento das pregas, não há falhas na afinação e na mudança ok?
Eu utilizei o principio do estreitamento de fonemas de um material que peguei aqui no fórum, por sinal muito bom, para aprender a utilizar a voz de cabeça. Neste material o autor (que eu não sei qual é) diz que utilizar fonemas estreitados (transformar o fonema aberto á em ã ou â) facilita a descoberta da voz de cabeça por que força a prega vocal a se manter ajustada corretamente. Não sei explicar o porque (talvez um fonoaudiólogo saiba) mas o fato é que funciona.

No vocalize ná ná ná ná ná escalonado, por exemplo, a tendência é de se chapar a voz (ficar preso na voz de peito, era o que acontecia comigo pelo menos). Modifique o fonema para nã nã nã nã e isso facilitará a entrar na voz de cabeça. (mais detalhes sobre este princípio procure no fórum o material Sobre voz de cabeça, falsete e vibrato.zip)

Eu quando auto didata consegui explorar ao Maximo minha voz de peito, conseguindo alcançar um Si3 (bom para um barítono). Porém, ficava preso a voz de peito, e quando precisava de uma nota acima disso quebrava em falsete (a voz mudava bruscamente, ou falhava, ou desafinava feio). É a tal ponte 2 que depois vou falar. (veja bem, ponte2 é o nome que eu dei para caracterizar esta situação)
Depois de um tempo praticando os fonemas citados anteriormente, descobri que para acessar minha voz de cabeça eu teria que mudar de registro bem antes do si3, lá no fá3 *ponte 1* (a nota deve variar de acordo com cada individuo). Comecei acertando 1 em cada trocentas tentativas, por aprender errado eu modificava a posição das pregas e caia no falsete.
Depois de um certo tempo treinando consegui acessar a voz de cabeça (de inicio ela é bem mais fraca q a de peito, porém mantêm as características de peso e timbre), as vezes um pouco rouca e indomável (heeheh eu apanho até hoje para afinar as notas).
Com as pregas vocais tensionadas eu consigo atingir quase todas as notas que faço com falsete, uns 2 tons a menos talvez, porém ela fica mais "homogênea", mais parecida com minha voz falada.

Só para esclarecer: existem definições diferentes de ponte1, 2, até materiais sobre 3 pontes, porém essas foram as que eu localizei e classifiquei.


Respiração Diafragmática (respiração correta para o canto):

Como Inspirar:

- Coluna o mais reta possível; pescoço alinhado com a coluna e relaxado (isto é, sem tensão)
- O ar é inspirado e mandado para a barriga, e não para o peito. Não se deve, porém, estufar a barriga exageradamente.
- Não subir os ombros ao inspirar.

Como verificar se está-se fazendo o movimento de inspiração corretamente:

Coloque as mãos na parte inferior das constelas, nas costas. Ao inspirar, a parte inferior das costelas vão separar-se horizontalmente. Ocorrerá uma LEVE saliência na barriga.

Como Expirar:

Primeiro saber onde está o períneo: Períneo é a parte mais inferior do tronco do corpo humano (está, mais ou menos, há quatro ou cinco dedos abaixo do umbigo).

Depois saber a localização do diafragma, como se estivesse olhando de frente para sua própria barriga: O diafragma, visto dessa posição, está cerca de dois a quatro dedos abaixo de onde as costelas se juntam no tórax (peito).

E, por último, conscientizar-se do movimento correto da expiração.

- Enquanto solta-se o ar, vá recolhendo a barriga, ou ainda, o períneo, sem envolver a região estomacal; ao mesmo tempo, deve ocorrer uma leve contração glútea.


- O Diafragma é empurrado contra a parede do corpo, isto é, conforme solta-se o ar, encolhe-se a barriga, empurrando o diafragma "contra as costas". Isso deverá ocorrer sem que o(a) cantor(a) se preocupe em fazer.

A esta disposição corporal, aonde ocorre a contração do períneo e dos músculos glúteos e a pressão do diafragma, dá-se o nome de cinturão pélvico. Quando o(a) cantor(a) desejar uma projeção mais resistente, deve encaminhar sua tensão a essa disposição corporal. Isto significa, entre outras coisas, que, quanto mais alto ou baixo (em termos de volume, e não, de "grave e agudo") o cantor emitir uma nota, mais deve pressionar o cinturão pélvico.

Como saber se está-se fazendo o movimento descrito acima corretamente:
Primeiramente, conscientizar-se da "existência" dos músculos envolvidos no movimento. Para isso, inspire conforme foi explicado e depois, como se estivesse apagando um pequeno incêndio, sopre com força, enquanto contrai (encolhe) a barriga aos poucos. Preste atenção no períneo e nos músculos glúteos. Faça quantas vezes precisar, até perceber como esses músculos estão agindo. Em nenhum momento em que se esteja produzindo o som, é permitido relaxar estes músculos.

Falsete

Por Yuri Alexei

O falsete é o termo usado para identificar a "falsa" voz feminina, que os cantores executam, ou seja se consegue (sem apoio vocal, apenas com voz "de garganta") alcançar certas notas agudas colocando mais volume de ar; no entanto se o cantor colocar o apoio vocal (com o diafragma) estas mesmas notas que soam "falseadas" ou seja com timbre feminino numa voz masculina, voltam a ter o timbre masculino mesmo sendo agudas... porém existe um limite físico-vocal daquele cantor (mesmo apoiando) que depois disso começa a sair como falsete novamente..., esse limite NUNCA deve ser ultrapassado, pois causa danos cumulativos e depois de um longo período, irreversíveis à voz do cantor, como calos vocais, fendas, podendo evoluir para problemas bem mais sérios.


O falsete grave que Theodoro se refere, em verdade são notas graves que os homens não alcançam cantando com "voz de garganta", mas com apoio vocal conseguem atingir cerca de 4 a 6 semitons mais graves do que conseguem naturalmente. Daí a equivocada impressão de ser "falsete grave".
Falsete grave
Fonte: Grupo Preparação Vocal Yahoo


por Andréia Pedroso

O "falsete" é uma nomenclatura antiga usada para identificar aquela voz frágil que aparece na passagem de voz de peito para a voz de cabeça.


Hoje a chamamos de voz mista , mas outrora houve quem a chama-se de falsete. Hoje, sabemos que de fato, ele só aparece na voz masculina.
Então, esqueçamos o conceito antigo e vamos pensar em voz mista. O que se pretende nessa região da voz é a mistura das qualidades da voz de peito e de cabeça, à grosso modo, essa dificuldade surge nas mulheres na altura do fá3 ao lá3 e no homens do si2 ao lá 3 - tentem identificar onde está a sua passagem de voz. Quando essa mistura é mal feita, a voz torna-se frágil, pouco volumosa e velada. O que se deve buscar é exatamente o oposto, o brilho da voz, a potência e o metal. O percurso é longo para uns e mais curtos para outros, os mesas e barítonos costumam sofrer um pouco mais com isso. Alguns conseguem cantar numa região mais grave ou numa região bastante alta para o canto popular (dó4 ao sol4), porque sua região de maior brilho
(mi3 ao re4), de início, exige muito equilíbrio nas manobras que devem ser realizadas. É preciso que a voz tenha o apoio diafragmático e também que as ressonâncias estejam bem localizadas, o que só poderá acontecer se houver um bom preparo faringo-bucal para essa mistura de registros. Você pode estar apoiado e não ter estirado a corda vocal o suficiente, e pode não ter preparado a caixa de ressonância (levantamento de véu palatino) para tanto.

É necessário também graduar a emissão de ar de acordo com os registros. São manobras que devem atuar de forma equilibrada e de acordo com a intenção de quem canta.

O "falsete grave" pode ser entendido como a emissão de cabeça de uma altura que já poderia ser emitida com registro de peito. Normalmente, aparece nas notas limites do grave ou em exercícios que induzam a voz mista com um equilíbrio tendendo à voz de cabeça. O ideal é que do para baixo se faça a troca ou se faça um equilíbrio com ênfase no metal da Voz de peito. No caso do "falsete nos graves" a voz fica velada e um pouco soprada. (*) nos sopranos a voz de peito quase não aparece, sendo na verdade uma voz mista .Não se pode confundir! Cada registro de voz possui um equilíbrio de forças que deve atuar e variar a cada passagem da voz, sempre no sentido de suavizar as passagens e trazer brilho, metal e ao mesmo tempo maciez à voz.

O falsete era entendido como uma falsa voz, sabemos que quando a voz está velada, é sinal de que a corda vocal não está devidamente estirada, a laringe provavelmente estará alta. O que temos de fazer é trabalhar a musculatura para que ela ganhe força e para que esse movimento seja feito com tranqüilidade. Você não deve impor uma atuação à sua musculatura para qual ela não esteja preparada. Para isso, existem os exercícios de técnica vocal. Eles graduam essas forças.


Andréia Pedroso


Orientadora da Oficina de Canto da UERJ
Professora particular de Canto

Voz de Cabeça

Sabe fazer boca chiusa? Abra bem o maxilar, mantendo a boca fechada, como se fosse um bocejo. Agora cante sem abrir a boca. Abra somente o maxilar. Os lábios devem permanecer fechados.


Agora cante com a cabeça baixa e com a coluna flexionada pra frente... Dessa forma, a voz terá a tendência de se projetar pra frente, caracterizando assim a voz metálica, ressoando na máscara (maçã do rosto). Não tente passar pro falsete. Com a prática desse exercício, COM O TEMPO a passagem pro falsete será natural, de forma que a voz estará misturada e nem você saberá onde o falsete começa.
Respiração

A respiração é uma atividade passiva a maioria do tempo. É tão simples que dificilmente nos preocupamos em como estamos fazendo (ou mesmo se estamos fazendo). É um procedimento intuitivo, comandado pelo cérebro - respiramos dormindo, não? Acontece porque o nível de dióxido de carbono em seu sangue torna-se alto, mandando um sinal ao cérebro, que responde com outro sinal para que se contraia o diafragma. O diafragma é uma membrana muscular horizontal, em formato de concha, que divide o tronco em 2 partes. Sobre ele estão os pulmões.

Quando ele está relaxado, ele arqueia-se para cima, em direção aos pulmões. Quando contraído, ele desce, e o vácuo criado faz com que os pulmões tenham sua capacidade aumentada, sugando o ar para dentro deles. Quando ele volta a relaxar, ele comprime os pulmões, expirando o dióxido de carbono para fora.

Existem outros músculos abaixo do diafragma que auxiliam na respiração. Eles entram em ação quando é necessária maior quantidade de ar do que o usual - assim como quando cantamos. São músculos das costelas e do abdomem, que também são usados automaticamente. Note como um bebê respira quando dorme: quando ele inspira, o peito incha, assim como a barriguinha. Quando contraimos o diafragma, todo o conteúdo do abdomem é empurrado para baixo juntamente, para dar mais espaço para o ar entrar nos pulmões. Então, tenhamos em mente que ao respirar, o seu abdomem estará trabalhando, também. Quando você grita, com força, você pode notar o seu abdomem se contraindo automaticamente. Ele desce e incha para suportar o som que você está criando. É assim que seu corpo suporta o ato de cantar. Você deve aprender a controlar esta tensão muscular para controlar o fluxo de ar na respiração.

Quando você inspira, deixe sua barriga inchar, como quando você está relaxado. Quando cantar, deixe-a para fora o quanto você conseguir sem causar desconforto. Sua bariga vai "entrando" assim que que você vai ficar ficando sem ar. Somente não deixe que ela se contraia antes do necessário. Na próxima inspiração, deixe que ela "saia" novamente e continue segurando assim, como se fosse uma bola de praia dentro de você. Este estilo de respiração é chamado de "barriga pra fora" (óbvio, não?)ou sanfona. O método contrário, "barriga pra dentro", que consiste em empurrar todo o ar pra fora até o útlimo instante é utilizado por muitos cantores, mas depende demais de uma capacidade de inspiração muito grande.

Muitos estudantes de canto enfrentam problemas com respiração porque colocam muita ênfase na inspiração e expiração e nenhuma no controle do escape de ar através das cordas vocais. Eles acabam acreditando que não podem conter a quantidade suficiente de ar para cantar de forma correta, quando o erro está em deixar o ar sair ineficientemente.

Vocês sabem que um sussurro gasta mais ar do que um forte agudo? Isto porque as cordas vocais juntam-se fortemente num agudo, e abrem-se totalmente para um sussurro. Quando sussurramos, produzimos pouquíssimo som. Ao contrário, para produzir muito som, precisamos de pressão de ar contra a resistência provocada pelas cordas vocais. Para um controle eficiente do ar e um bom tom vocal, você deve ter a correta pressão do ar. Esta quantidade de pressão muda constantemente quando produzimos diferentes sons, pelas variações de volume e tom. Nós aprendemos a controlar esta pressão através de exercícios e cantando. É como andar de bicicleta: você pode não conhecer os princípios da Física para descrever o equilíbrio, mas pode andar de bicicleta com a prática. É óbvio que com a ajuda de um professor, o objetivo será alcançado com muito mais facilidade.

Respiração Diagragmática

Inspiração:

- Na hora da inspiração (mandando o ar pra dentro), tem que direcionar o ar para a barriga, evitando estufar o peito (ou não estufando nem um pouco, de jeito maneira). Para saber se está-se fazendo corretamente, é só ver se a barriga tá estufada.

- Durante o ato de inspirar, não é recomendável levantar os ombros ou inclinar a coluna para frente (manter a coluna reta).

- Com a prática, "incorpora-se" a maneira correta de inspirar.

- É comum que ocorra dor no diafragma nas primeiras vezes que se treina, ou quando treina-se muito.

- o ideal é que se inspire pelo nariz, pois o ar chega mais quente nos pulmões.

- a inspiração, mesmo quando feita pela boca, deve ser isenta de ruídos.

Se até aqui, em relação à inspiração, tiver algo de errado, ou faltando, por favor, me avisem.

Agora, quanto à Expiração na respiração diafragmática e na emissão de notas, eu não encontrei nada. Porém, encontrei esses textos em livros

1 - "Durante a emissão do som, o cantor deve fazer uma leve pressão abdominal (baixo ventre, mais ou menos quatro dedos abaixo do umbigo). É para essa região que o cantor deve voltar sua atenção, principalmente nas parte mais difíceis. (...) Cada tom cantado, dependendo da altura e da intensidade, exige uma certa energia que é fornecida pela quantidade de ar."

2 - "Na respiração artística (aquela que se usa para cantar) devemos proceder da seguinte forma: a) Fazer uma ampla provisão de ar; b) Expeli-la sob forte pressão controlada; c) Governar e regular a saída do fôlego. (...) A Expiração é o motor que põe em vibração as cordas vocais. (...)a quantidade de ar necessária para a emissão do som [deve ser feita] por meio da subministração do ar, sem que ocorra fadiga nem desperdício."

Considerando-se que o apoio seja feito corretamente (o registro correto para cada nota) isso quer dizer que, na hora de cantar uma nota, a expiração deve ser feita contraindo-se a musculatura abdominal, fazendo, aos poucos, o mesmo movimento que se faz quando tenta-se expor os músculos abdominais, dosando a quantidade de ar de acordo com o que a nota, sua altura e intensidade estão pedindo.


E esse controle vai do bom senso de cada um, ou encontra-se em regras do tipo:
"Quanto mais aguda for a nota, menos ar é necessário; quanto mais intensa (forte) for a nota, menos ar é necessário; quanto mais grave e fraca for a nota, mais ar é necessário. "

O texto 1 é do livro "Canto: Uma expressão", de Tutti Baê.


O texto 2 é do livro "Fisiologia da Voz", de Eliphas Chinellato Villella
O diafragma é um músculo que tem o formato de uma cúpula (ou abóbada ou, mais simplesmente, de uma xícara grande e sem asa). Ele se estende desde as costelas mais baixas até um pouco abaixo do meio do osso esterno (pode haver variações).
Quando nós INSPIRAMOS, o diafragma se CONTRAI e vai assumindo um formato mais plano (como um prato). Nesse processo ele se "abaixa" aumentando o espaço torácico e diminuindo o espaço abdominal. Porém essa contração NÃO pode ser percebida diretamente. O que poderia ser percebido seria um aparente aumento do volume abdominal (mas nada preocupante, pois é uma dilatação aparente e TRANSITÓRIA; se algum cantor tem barriga grande NÃO É por causa da dilatação, mas sim por obesidade mesmo).
Quando nós EXPIRAMOS, o diafragma se RELAXA voltando ao seu formato inicial de xícara, e as estruturas elásticas que foram esticadas durante a inspiração (tecido pulmonar, fibras elásticas constituintes dos tecidos adjacentes) se encarregam de expulsar o ar que estava nos pulmões. Neste momento algumas outras estruturas podem auxiliar a expulsão do ar, tais como os músculos intercostais internos.
A força gerada pelas estruturas elásticas e pelos intercostais internos NÃO é suficiente para gerar a sustentação respiratória necessária para o canto (mesmo o canto popular). Por isso durante a história do canto foram sendo desenvolvidas várias técnicas que envolviam desde um treinamento exaustivo da respiração (inspiração + expiração) até o uso e fortalecimento da musculatura abdominal. Esta musculatura abdominal é a musculatura que se usa para gerar a força necessária para sustentar o canto, já que NÃO EXISTE outra que possa fazê-lo. Quando não se usa a musculatura abdominal, o corpo imediatamente vai usar os músculos do pescoço e a musculatura intrínseca da laringe. Isso é um perigo tremendo e monstruoso, já que estes músculos são fracos e não projetados para sustentação das correntes de ar do cantor. O seu uso pode acarretar cansaço vocal, rouquidão e, de maneira mais perigosa, calos vocais.

Vale agora mais um último esclarecimento: já que a musculatura abdominal é a mais importante para a

sustentação da voz do cantor, por que se fala tanto em diafragma?
Por causa de um erro muito simples: o diafragma é o músculo mais importante da INSPIRAÇÃO (tanto que se você perdesse os movimentos dele, teria de viver dentro de uma máquina chamada pulmão de aço ou pulmão artificial), e não da respiração como um todo, pois, como foi visto acima, a expiração NÃO se utiliza do diafragma (porque neste momento ele está relaxado). O erro ocorre porque as pessoas confundem e misturam inspiração (que é uma parte) com respiração (que é o todo e vai precisar de outras estruturas, além do diafragma, para poder ser completa).

A Expiração e a Emissão de sons: Como se relacionam

Esse texto trata da parte prática da inspiração e expiração no canto. Não abrange a emissão de sons. Para que a voz saia límpida, amplificada e bonita, além da respiração diafragmática, será necessário o bom uso do Apoio (caixas de ressonância), Modelagem (uso correto dos lábios, língua, palato, e mais componentes buco-nasais), conhecimento da própria Tessitura (o conjunto de notas aonde o(a) cantor(a) emite a voz com total conforto), bem como da própria Extensão (limite de sons emitidos por uma voz, do grave ao agudo, mesmo além dos limites naturais da tessitura), conhecimento própria classificação (barítono, tenor, soprano, etc.), entre outras coisas. Para melhor informar-se sobre os termos de canto, ver o Tópico "Termos de Canto", aqui no fórum. http://forum.cifraclub.terra.com.br/forum/1/35152/
A respiração correta, porém, é o ponto inicial para aprender canto.
O treinamento da respiração não deve ser abandonado, e deve ser incorporado no dia-a-dia do cantor, de forma que torne-se automático.

Fontes: Fórum, Curso Teórico Prático de Técnica Vocal (Nando Fernandes), Fisiologia da Voz (Eliphas Chinellato Villela), O Bê-a-Bá da Técnica Vocal (Vanda Oiticica), Canto: Uma expressão (Tutti Baê e Mônica Marsola).

Mais tópicos sobre a parte prática da respiração diafragmática no Fórum:

Exercícios: http://forum.cifraclub.terra.com.br/forum/1/16406/


http://forum.cifraclub.terra.com.br/forum/1/367/
http://forum.cifraclub.terra.com.br/forum/1/49497/
http://forum.cifraclub.terra.com.br/forum/1/15962/
Dor no diafragma: http://forum.cifraclub.terra.com.br/forum/1/43753/
http://forum.cifraclub.terra.com.br/forum/1/64273/
Sobre o Músculo Diafragma:
http://forum.cifraclub.terra.com.br/forum/1/48862/
1 - Qual é a definição de tessitura ?
É a região mediana/confortável da sua voz, onde é classificada sua voz.

2 - Há alguma maneira de aumentar o alcance da tessitura ?
Creio que não, tessitura é mais ou menos como seu timbre. O que pode mudar é a sua extensão.

3 - Quais são os "perigos" a que um cantor se submete ao cantar fora de sua tessitura ?
Perigos de perca de potencia da voz, tirando brilho e etc da sua regiao mediana/ tessitura.

Há uma maneira "correta" de se cantar fora da tessitura, sem ser usando o falsete ?
Sim, utilizando do apoio, com mtos aquecimentos, mas isto não exagerando, pq se está fora da tessitura, então não é sua voz, é algo artificial, mesmo sendo belting, voz de cabeca ou falsete.

torna-se involuntária a partir de algum momento ?
Bom, isto é um pouco polêmico, já tivemos uma discussao a respeito aqui no fórum, com o nosso amigo RONNIE. E cheguei a conclusão que o diafragma/apoio não é involuntário, mas com o decorrer dos anos de estudo e práticas vc acaba fazendo-o naturalmente.

5 - Qual seria o momento certo no decorrer do aprendizado (e os exercícios), para começar a praticar o Drive ?
Não comento nada a respeito.
"Cante com o diafragma": todo mundo que tentou aprender alguma coisa de técnica vocal já deve ter ouvido essa frase antes. A fim de esclarecer algumas concepções incorretas, decidi escrever esse artigo baseado no que eu li por aí.


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